Começa hoje a 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado

Começa hoje a 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado

Vai começar a 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado. O evento se inicia nesta sexta-feira (17) e vai até o  próximo sábado (25), quando serão conhecidos os longas vencedores das mostras competitivas nacional, internacional e de curtas-metragens.

A mostra competitiva deste ano inclui nove longas-metragens brasileiros e cinco estrangeiros, todos inéditos no circuito nacional. Na luta pelo Kikito, também foram escolhidos 14 curtas-metragens brasileiros. Outros 20 curtas gaúchos vão disputar o Prêmio Assembleia Legislativa. A comissão julgadora formada por diretores, atores e produtores analisou 665 produções inscritas.

Veja abaixo a lista completa com todos os concorrentes.

Longas-metragens brasileiros

“10 Segundos Para Vencer” (RJ), de José Alvarenga Jr.

“O Banquete” (SP), de Daniela Thomas

“Benzinho” (RJ), de Gustavo Pizzi

“A Cidade dos Piratas” (RS), de Otto Guerra

“Correndo Atrás” (RJ), de Jeferson De

“Ferrugem” (PR), de Aly Muritiba

“Mormaço” (RJ), de Marina Meliande

“Simonal” (RJ), de Leonardo Domingues

“A Voz do Silêncio” (SP), de André Ristum

Longas-metragens estrangeiros:

“Averno” (Uruguai), de Marcos Loayza

“Las Herederas” (Paraguai/Brasil/Uruguai/França/Alemanha), de Marcelo Martinessi

“Mi Mundial” (Uruguai/Argentina/Brasil), de Carlos Morelli

“Recreo” (Argentina), de Hernán Guerschuny e Jazmín Stuart

“Violeta al Fin” (Costa Rica/México), de Hilda Hidalgo

A lista com os curtas-metragens já havia sido divulgada na última quarta-feira (4).

Curtas-metragens brasileiros:

“À Tona” (DF), de Daniella Cronemberger

“Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim” (SC), de Maria Augusta V. Nunes

“Aquarela” (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio

“Catadora de Gente” (RS), de Mirela Kruel

“Estamos Todos Aqui” (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim

“Um Filme de Baixo Orçamento” (SP), de Paulo Leierer

“Guaxuma” (PE), de Nara Normande

“Kairo” (SP), de Fabio Rodrigo

“Majur” (MT), de Rafael Irineu

“Minha Mãe, Minha Filha” (ES), de Alexandre Estevanato

“Nova Iorque” (PE), de Leo Tabosa

“Plantae” (RJ), de Guilherme Gehr

“A Retirada Para Um Coração Bruto” (MG), de Marco Antonio Pereira

“Torre” (SP), de Nádia Mangolini

Curtas-metragens gaúchos – prêmio Assembleia Legislativa:

“À Sombra” (Canoas), de Felipe Iesbick

“O Abismo” (Sapucaia do Sul), de Lucas Reis

“Antes do Lembrar” (Porto Alegre), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes

“Coágulo” (São Leopoldo), de Jéssica Gonzatto

“O Comedor de Sementes” (São Leopoldo), de Victoria Farina

“Um Corpo Feminino” (Porto Alegre), de Thais Fernandes

“Entre Sós” (Porto Alegre), de Caetano Salerno

“Fè Mye Talè” (Encantado), de Henrique Both Lahude“A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina” (Pelotas), de Tiago Ribeiro

“Gasparotto” (Porto Alegre), de Zeca Brito

“Grito” (Santa Maria), de Luiz Alberto Cassol

“Maçãs em Fogo” (Porto Alegre), de Bruno de Oliveira

“Movimento à Margem” (Porto Alegre), de Lícia Arosteguy e Lucas Tergolina

“Mulher Ltda” (Canoas), de Taísa Ennes

“Nós Montanha” (Porto Alegre), de Gabriel Motta

“Pelos Velhos Tempos” (Porto Alegre), de Ulisses da Motta

“Sem Abrigo” (Porto Alegre), de Leonardo Remor

“Subtexto” (Caxias do Sul), de Cristian Beltrán

“Vinil” (Porto Alegre), de Catherine Silveira de Vargas e Valentina Peroni Freire Barata

“O Viúvo” (Porto Alegre), de Luiz Carlos Wolf Chemale

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Às vésperas de mais uma eleição, são inevitáveis memes e piadas com os candidatos, além de críticas e paródias feitas com o atual momento de crise política e econômica vividos em nosso país. Em 2014, fomos apresentados ao filme ‘O Candidato Honesto’, com o talentoso e irreverente Leandro Hassum (Até que a Sorte nos Separe), que interpretou João Ernesto, um político que foi flagrado em um forte esquema de corrupção e condenado a uma pena de 400 anos de prisão. Ele retorna para uma nova sequência e novamente próximo a mais um pleito que decidirá os rumos da nação. Será que esse novo longa vai dar pé ou será uma bomba?

Em ‘O Candidato Honesto 2’, escrito por Paulo Cursino e dirigido por Roberto Santucci, os mesmos do filme anterior, João Ernesto está mais magro e após cumprir apenas 4 anos da sua sentença, ele deixa a cadeia e é convencido por um partido forte, o PSDL, a voltar a concorrer à presidência da República. Em sua nova jornada, ele tentará provar que se regenerou e que está a serviço da verdade e disposto a propor novas ideias, projetos e um novo jeito de governar. Para isso, contará  com a ajuda de Ivan Pires (Cassio Pandolph), vice-presidente do Brasil por quatro vezes e que dará as cartas nos bastidores, bem como Marcelinho (Victor Leal), uma espécie de braço-direito, que o conduzirá durante a campanha, além da ex-mulher, Isabel (Flávia Garrafa), para reforçar a imagem de homem que preocupa com a família. Seu maior adversário na corrida eleitoral é Pedro Rebento (Anderson Muller), militar, um dos deputados mais votados e líder das pesquisas das intenções de voto.

Com sua vitória nas urnas, João Ernesto terá que mostrar jogo de cintura com todos os que vão querer puxar seu tapete até uma bomba estourar, a denúncia de seu envolvimento em mais um esquema de corrupção, e terá que correr contra o tempo para convencer os deputados a não votarem em um processo de abertura de impeachment. Com toda sua experiência e malandragem, ele fará de tudo para evitar perder tudo o que conseguiu, seja por ele mesmo ou graças aos que o ajudaram, envolvidos ou não em corrupção.

O roteiro explora muito bem as características dos personagens, não apenas do protagonista, como também dos políticos existentes no Congresso. Além disso, ilustra de uma forma bem-humorada, e em muitas ocasiões, de maneira exagerada, as estratégias adotadas por todos os que querem se eleger, sejam por agrados ao eleitorado, favores por debaixo dos panos, ou até mesmo propina, esquemas tão escancarados que não causam mais estranheza na população brasileira. E sem esquecer das alfinetadas em várias personalidades conhecidas da política, do Brasil, como também do exterior, arrancando muitas risadas, bastando apenas olhar para o personagem perfeitamente caracterizado.

O ritmo da história se apresenta com uma estrutura sólida e bem ritmada, da saída de João Ernesto da prisão, a estruturação de sua campanha, até a votação do impeachment. O humor utilizado, de forma escrachada e com algumas situações escatológicas, funciona na narrativa e se torna um atrativo para o espectador, que em vez de se indignar com a política, passará a vê-la por outro ângulo, com pensamento de que é melhor rir para não chorar e o candidato ideal é o com qual mais simpatiza com os eleitores, afinal boa parte está envolvida em alguma falcatrua. Não só há divertimento, o público passa a pensar mais seriamente sobre a política e a observá-la de forma mais acurada. Cenas retratadas e que ilustram impressionantes semelhanças com nosso cotidiano e de nossos governantes, um belo convite ao debate e entretenimento.

E não poderia deixar de destacar as atuações, Leandro Hassum continua ótimo, espontâneo e carregando bem o filme, do princípio ao fim. Dentro de sua especialidade, o humor, o ator consegue não só se sobressair, como abre a possibilidade para o elenco também brilhar, e isso tem o dedo do diretor, Roberto Santucci. Cassio Pandolph está impagável como Ivan Pires, ou Vampiris, como é chamado por diversas vezes. Graças às suas artimanhas a história consegue ter um hilário desdobramento até o clímax, a votação do impeachment. Um pouco fora do humor, Rosanne Mulholland tem importante papel na trama com sua personagem, Amanda Pinheiro, uma jornalista que posteriormente se candidata à deputada federal, e que passa a ser a força-motriz de João Ernesto e decisiva na votação final. Ela cumpre muito bem seu papel e demonstra muito talento e competência.

Se você curte um filme de gênero comédia e está a fim de zombar um pouco da política, esse é o adequado para você. Uma história interessante, hilária, e com grande elenco, que possui duas participações especiais no último ato. Não perca!

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Filme “De perto ela não é normal” com Suzana Pires, Ivete Sangalo, Marcelo Serrado e Gaby Amarantos começa filmagens

Filme “De perto ela não é normal” com Suzana Pires, Ivete Sangalo, Marcelo Serrado e Gaby Amarantos começa filmagens

Após Suzana Pires ​rodar os palcos de todo o país e chegando até Portugal, levando mais de 500 mil pessoas ao teatro, a Escarlate Conteúdo Audiovisual leva o monólogo “De Perto Ela Não é Normal” para os cinemas. Dirigida por Cininha de Paula (“Crô em família” e “Duas de mim”), o filme tem coprodução da Globo Filmes , distribuição da H20 Films e produção associada de Carlos Diegues. Protagonizada por Suzana Pires, que interpreta três personagens na trama, a comédia conta também com Ivete Sangalo, Marcelo Serrado, Samantha Schmutz  Gaby Amarantos e Laura Cardoso.  O roteiro é da própria Suzana (coautora ao lado de Walter Negrão de novelas como “Sol Nascente” e “Flor do Caribe”), que escreve pela primeira vez para o cinema, em parceria com Martha Mendonça e Renato Santos. O longa-metragem começa a ser rodado no dia 10 de agosto.

 

Cristina Pereira, Maria Clara Gueiros, Jane Di Castro, Arthur Aguiar e o ator mirim João Bravo somam ao elenco. “De perto ela não é normal” contará com diversas participações especiais, como Thalita Rebouças, David Brazil, Lenny Niemeyer, Tati Quebra Barraco, Dadá Coelho, Fafá de Belém, DJ Zé Pedro – todos interpretando a si próprios. A previsão de estreia é no primeiro semestre de 2019.

 

Na comédia Suzana Pires interpreta três personagens: Suzie, Neide e Tia Suely, três faces femininas de uma mesma família. Suzie é hoje uma mulher de 40 e poucos anos, casada e com duas filhas adultas, que segue exatamente a vida tradicional que a sua mãe, Neide, lhe pediu que ela tivesse antes de morrer. Esposa de seu amigo de infância, Pedrinho (Marcelo Serrado), um homem sem muita opinião própria, Suzie ainda tem que lidar com Dora (Cristina Pereira), uma sogra rabugenta que faz a vida dela um verdadeiro inferno. Sentindo-se infeliz e pressionada por tudo e por todos, ela não consegue mais se enxergar como a menina sensível e criativa que foi na infância. Quando reencontra sua Tia Suely, uma mulher livre e decidida, ela resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma.

 

Ambientado no Rio de Janeiro, o filme terá locações na Lagoa Rodrigo de Freitas, Praia de Copacabana, Boate Hippopotamus, Marina da Glória, Araruama, entre outras.

 

O filme foi criado  a partir do monólogo homônimo de Suzana, escrito em 2005. “Quando eu escrevi a peça eu estava com a necessidade de falar sobre como é difícil para uma mulher escolher uma trajetória própria, sem ser a trajetória que já te apontam como a certa. Eu estava em uma idade que eu estava escolhendo não me casar, estava escolhendo um monte de coisas que eram diferentes do que a maior parte das mulheres fazia, então eu queria escrever sobre isso. A gente é muito exigida de ser bem sucedida, magra, inteligente, a mulher perfeita, e eu quis fazer uma crítica a isso, mostrar que o “chegar lá” não é o que os outros apontam, mas o que você quer definir para si mesma”, comenta Suzana Pires.

 

A peça foi montada por Suzana ​com apenas 3 mil Reais, em  um teatro de 100 lugares. O sucesso foi tanto que, ao invés de se apresentar somente em um final de semana, como Suzana imaginava, foram meses de temporada. “Depois da repercussão dessas primeiras apresentações, eu fui procurar um edital, colocar a peça para frente. Eu não imaginava nada além de ficar fazendo o monólogo em um lugar pequeno. Quando o espetáculo começou a viajar eu nem era uma atriz de televisão e já lotava. Comecei e pensar O que é isso?”. Depois de alguns anos viajando o país com a montagem, atriz achou que era o momento do conteúdo se multiplicar em outras plataformas. Então procurou em 2015 a direção da TV Globo e o primeiro spin-off  foi a websérie “Look do Dia com Tia Suelly”, sucesso do portal GShow. No mesmo ano, Suzana começou a desenvolver o roteiro para o cinema e procurar uma produtora para desenvolvê-lo​.

 

Para levar a peça para a telona, a artista fez algumas adaptações no roteiro. A mais importante delas é a idade da protagonista. “Para fazer uma estrutura de roteiro eu precisei atualizar a Suzie para minha idade atual. No cinema ela é uma mulher de 42 anos, com duas filhas, casada. A história começa de outro ponto”.

 

Na trama Samantha Schmütz interpreta ‘Naninha’, a amiga de academia que tenta fazer Suzi emagrecer de formas não convencionais. Ivete Sangalo é ‘Dayse Aparecida’, uma hilária professora de filosofia na faculdade de Direito. Gaby Amarantos vive  ‘Maria Pia’, uma advogada bem sucedida, que oferece o primeiro trabalho na área para ‘Suzie’. Laura Cardoso é ‘Dona Dolores’, senhora que frequenta o INSS. Cristina Pereira interpreta ‘Dora’, a sogra rabugenta de ‘Suzie’. Jane Di Castro é ‘Geralda Maltêz’, chefe de departamento no INSS.

 

A parceria com a produtora Escarlate teve início em 2016. Além do longa-metragem “De perto”, a negociação entre a Escarlate e a Suzana Pires contempla mais dois filmes em cinco anos. Suzana nos abordou com um roteiro e não tivemos dúvida do seu potencial, poder investir em um contrato de longo prazo possibilita uma construção orgânica da nova empreitada na carreira dela, como roteirista de cinema. O filme é voltado para o público de diversas gerações, e apesar da trama feminina, dialoga de forma divertida com cenas cotidianas da vida de homens e mulheres. O elenco está engajado com a história e com a Suzana de tal forma, que muitos toparam participar independente do papel. Prometemos divertir! conta Joana Henning Generoso – CEO da Escarlate.

 

O filme é a primeira produção brasileira a contar com a cláusula de inclusão (“inclusion rider”), que ficou mundialmente conhecida após o discurso de agradecimento da atriz Frances McDormand da última edição Oscar. A cláusula exige um nível de diversidade tanto no elenco quanto na equipe técnica.

 

Sobre a Escarlate

 

Combinando a experiência dos seus executivos em áreas complementares da indústria do entretenimento, a Escarlate elabora conteúdos capazes de combinar inovação, qualidade e sucesso, através de plataformas de ampliação de marcas e valorização do talento e criatividade de seus parceiros. A empresa possui aliados estratégicos que atuam como correalizadores, investidores e multiplicadores de novos negócios. Criada por Joana Henning e Sérgio Sá Leitão, a Escarlate cria, gerencia e realiza projetos nas áreas de cinema, TV, Games, inovação e transmídia, além de eventos culturais de grande porte e consultorias. Com a saída de Sá Leitão para assumir o posto de Ministro da Cultura, Joana Henning assume o posto de CEO, Melissa Donatti entra como sócia e executiva de operações no escritório Rio de Janeiro, enquanto Daniela Pistone, diretora executiva associada, assume o escritório São Paulo, com suporte de equipes especializadas. A empresa realiza sociedades específicas, construindo redes para a execução de cada empreendimento.

 

Construímos um diálogo permanente com o mercado. A proposta da Escarlate é criar conexões de interesses entre investidores e conteúdos, nos mais diversos setores da produção cultural e audiovisual, além de parceria entre produtoras para projetos específicos” Joana Henning Generoso – Sócia Fundadora e CEO

 

Sobre a Globo Filmes

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 250 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, documentários, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como, ‘Tropa de Elite 2’, ‘Minha Mãe é uma Peça 2’ – com mais de 9 milhões de espectadores -, ‘Se Eu Fosse Você 2’, ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, ‘Carandiru’ e ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

 

Sobre a H2O Films

 

Fundada em 2012, a H2O Films é uma distribuidora de Cinema com capital 100% nacional. Sua missão é potencializar ao máximo o desempenho dos filmes que lança, com prioridade para as produções brasileiras. Em um mercado altamente competitivo, a H2O Films busca tratar e pensar cada projeto de forma exclusiva. Para isso, tem como grande diferencial a expertise em marketing e o know-how em programação de sua equipe. Em seu quinto ano de atuação, já é responsável pela distribuição de mais de 30 filmes, incluindo títulos nacionais e internacionais. Dentre os filmes internacionais, distribuiu “Ouija – O Jogo dos Espíritos”, em uma de suas parcerias com a Universal Pictures que arrebatou mais de 500 mil espectadores, e o primeiro filme da saga de grande sucesso “Fallen”. Dentre os nacionais, a H2O Films lançou “Made in China”, com direção de Estevão Ciavatta e protagonizado por Regina Casé, com mais de 400 mil espectadores; Cássia Eller, de Paulo Henrique Fontenelle, que, com 72 mil espectadores, um dos documentários mais bem-sucedidos de mercado e de crítica; “Vai Que Cola – O Filme”, com a maior bilheteria de abertura nacional do ano de 2015, que contou com um público de mais de 3,2 milhões de espectadores; a continuação da comédia de Andrucha Waddington “Os Penetras 2 – Quem dá mais?” e o longa “Um Tio Quase Perfeito”, com Marcus Majella, ambos em 2017.

 

 

FICHA TÉCNICA

Produtora: Escarlate Conteúdo Audiovisual e Experiências Criativas

Coprodutora: Globo Filmes

Distribuidora: H2O Films

Produção: Joana Henning Generoso

Produção Associada: Suzana Pires, Carlos Diegues e Sandro Rodrigues

Produção Executiva: Melissa Donatti e Paula Torres

Direção de Produção: Valéria Martins e Madge Pontes de Miranda

Roteiro: Suzana Pires

Colaboração de Roteiro: Martha Mendonça e Renato Santos

Direção: Cininha de Paula

Direção Assistente: Tatiana Fragoso

Diretor de Fotografia: Marcelo Brasil

Diretor de Arte: Marcos Flaksman

Som direto: Zezé D’Alice

Figurino: Sônia Soares

Caracterização: Marcos Freire

Poltrona Cabine: O Animal Cordial/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Animal Cordial/ Cesar Augusto Mota

Dizer que o cinema brasileiro envereda somente pelo lado da comédia e do drama é algo que há algum tempo caiu por terra. Fazer um filme do gênero terror e capaz de causar calafrios no espectador realmente não é para qualquer um, mas temos uma produção que vai ter isso e muito mais. O longa ‘O Animal Cordial’, da cineasta baiana Gabriela Amaral Almeida segue essa linha e com uma proposta definida: utilizar de elementos um tanto brutais para ilustrar as atrocidades que vivemos a cada dia e que nossa sociedade está ainda mais violenta.

A história se passa em um restaurante, cujo dono, o empresário Inácio (Murilo Benício), o administra a mão de ferro, com bastante autoritarismo e não admitindo contestações. Os empregados demonstram um certo incômodo, principalmente o chef Djair (Irandhir Santos), que vive reclamando pelos cantos. Já Sara (Luciana Paes) é um pouco mais contida e aparentemente tranquila, e não demora muito para ganhar a confiança do chefe. Os frequentadores do estabelecimento não são lá muito sociáveis: Amadeu (Ernani Moraes), um chefe de polícia aposentado e com semblante apático, o casal Bruno (Jiddú Pinheiro), um playboy esnobe e cheio de si e Verônica (Camila Morgado), uma mulher dominadora e que desdenha da postura humilde de Sara. Tudo parece estar na maior tranquilidade, quando de repente o local é assaltado, mas a reação de Inácio surpreende a todos, rendendo os dois bandidos e transformando o restaurante em um ambiente de tortura, claustrofóbico e de medição de forças.

O roteiro do filme é fora do comum, com cenas recheadas de sangue, requintes de crueldade e personagens sendo construídos e desconstruídos, tudo isso graças ao palco onde se passa a trama e a respectiva montagem de cada ação. Aos poucos, os intérpretes vão se revelando e os contornos da história vão ganhando ainda mais dramaticidade, ingredientes certeiros para um enredo que possui um misto de suspense e terror. Nota-se um autêntico palco de insanidade e brutalidade, e quem acompanha não consegue se segurar na poltrona, tamanho o alvoroço que acontece.

A fotografia, de responsabilidade de Bárbara Alvarez, conferiu ao restaurante, palco principal, um tom mais sombrio e sufocante. A sensação de inquietude só aumenta, e o sentimento de que tudo vai acabar e se resolver passa demasiadamente longe. Houve também uma perfeita harmonia com o trabalho de direção de arte, a escolha da luz, dos objetos a serem utilizados nas cenas e os ângulos das câmeras a cada ação, tudo proporciona uma ótima sensação de imersão no espectador.

O trabalho do elenco é magistral, Murilo Benício demonstra uma capacidade de transformação impressionante, de homem inicialmente passivo para maquiavélico, ele carrega o filme juntamente de Luciana Paes, que se revela o fio condutor da história. Sua personagem vai ter decisões que serão cruciais para o desfecho, além de protagonizar juntamente com o papel de Benício uma das cenas mais alucinantes dos últimos anos. O núcleo secundário é muito coeso e fortalece a trama com suas interações.

Um filme surpreendente, perturbador, que hipnotiza o espectador e não o deixa respirar por um minuto. Assim pode ser definido ‘O Animal Cordial’, uma produção que chega não só para levantar polêmica, mas também para mostrar a capacidade do cinema nacional de produzir e oferecer outras opções ao seu espectador, e reforçar a habilidade de se saber contar uma boa história. O cinema brasileiro cada vez em evidência e alçando novos voos, vale a pena prestigiar.

Cotação: 4/5 poltronas.

Dirigido por Esmir Filho e Mariana Bastos, ‘Alguma Coisa Assim’ estreia nesta quinta

Dirigido por Esmir Filho e Mariana Bastos, ‘Alguma Coisa Assim’ estreia nesta quinta

O longa acompanha uma década da vida dos personagens Mari e Caio

Desenvolvido a partir do curta-metragem homônimo premiado em Cannes, em 2006, o filme “ALGUMA COISA ASSIM”, de Esmir Filho e Mariana Bastos, chega aos cinemas no dia 26 de julho em 16 cidades do Brasil, são elas: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre,  São Luís, Rio Branco, Vitória e Teresina.

O longa acompanha três momentos-chave da vida dos personagens Mari (Caroline Abras) e Caio (André Antunes).

Esmir e Mariana reuniram-se em 2013 com o objetivo de dar sequência à história de Caio e Mari, captando o reencontro dos personagens, vividos pelos mesmos atores, em São Paulo e, posteriormente, num novo momento, em Berlim, em 2016. O resultado dos três encontros ao longo de uma década é o longa-metragem que mergulha na transformação da relação entre os dois através dos tempos e propõe uma reflexão sobre temas atuais, como sexualidade, rótulos, aborto e novas formas de família.

– A realização do curta em 2006 gerou um encontro único entre nós (atores e realizadores). Transformou nossas vidas – pessoais e profissionais – e o resultado na tela foi uma recepção muito positiva de público e crítica. Ficou claro que essa experiência tinha combustível pra mais que 15 minutos. Ela seria bem-vinda novamente de qualquer ponto de vista. Deu vontade de entrar de novo no mundo de Mari e Caio, entender o que teria acontecido com aquela relação tão particular, agora com os dois mais maduros, em outro momento da vida, com novos conflitos – revela Mariana.

Produzido pelas produtoras brasileiras Saliva Shots e Claraluz Filmes, alemã Zak Films e Canal Brasil, o filme tem roteiro assinado pelos próprios diretores. “’Alguma Coisa Assim’ foi um curta que escrevi em 2006, que contava a relação entre dois adolescentes descobrindo sentimentos escondidos e vivendo suas primeiras frustrações amorosas em uma Rua Augusta repleta de neons e casas noturnas. Foi um encontro maravilhoso com os atores e Mariana Bastos. Com o tempo, a gente foi acompanhando a transformação da cidade, bem como as questões dos jovens envolvendo sexualidade, relacionamentos contemporâneos e rótulos. Sete anos depois (em 2013), decidimos nos encontrar para criar uma sequência. O que aconteceria com esses mesmos personagens nessa cidade totalmente diferente?”, explica Esmir.

Segundo o diretor, o reencontro entre equipe e elenco funcionou tão bem que eles decidiram mergulhar fundo naquela relação e trazer mais complexidades. “Desenvolvemos o roteiro do longa que se passaria em Berlim/2016, onde um novo encontro dos dois fosse a espinha dorsal da história, usando as imagens que havíamos captado dos outros anos para costurar os momentos que viveram juntos. Portanto, ao longo de 10 anos, contamos uma história de amor, amizade e, acima de tudo, parceria, entre um rapaz e uma garota, ambos fluídos em sua sexualidade, lidando com as dores e delícias de um relacionamento sem rótulos. Acho que o mais lindo do filme é ver os atores com 17 anos, depois com 24 e por fim 28. A gente nota o amadurecimento não só dos personagens como da interpretação. E claro, da direção também”, completa.

Para contar o desfecho da história, 10 anos depois, o elenco original voltou à cena. Caroline Abras, que começou a carreira exatamente com o curta homônimo, hoje é a protagonista da série “O Mecanismo”, de José Padilha.  André Antunes é, além de ator, psicanalista e professor. Interrompeu sua carreira após a realização do curta em 2006 e retornou ao cinema através do longa homônimo, em 2016. “O André trouxe para o filme uma visão ampla de como trabalhar com um personagem em constante conflito psicológico e atribuiu seu conhecimento em outras áreas para enriquecer a dinâmica entre os personagens”, comenta Mariana. Conhecido internacionalmente por trabalhos como “007 – Cassino Royale” e “Praia do Futuro”, o ator alemão Clemens Schick completa o elenco.

Através dos dois personagens e de três momentos, “ALGUMA COISA ASSIM” mostra uma geração que busca representatividade através dos próprios questionamentos. Enquanto o curta acompanhava Mari e Caio – um jovem casal de amigos explorando a noite de São Paulo, descobrindo diferentes aspectos de sua sexualidade e o que cada um sentia pelo outro – o longa expande a história dos protagonistas e vai até a cidade de Berlim, na Alemanha.

O filme teve sua estreia no Festival de Cinema do Rio de 2017, onde saiu premiado como melhor montagem. Foi vencedor de dois Coelhos de Prata no Festival Mix Brasil – melhor roteiro e melhor interpretação para Caroline Abras. Depois foi exibido nos Festivais de Guadalajara, Outshine Film Festival e Portland Film Festival, entre outros. O longa será distribuído pela Vitrine Filmes.

SINOPSE
Caio e Mari são dois jovens adultos cujo relacionamento está além de qualquer definição. Ao longo de 10 anos, o enredo transita entre 3 momentos marcantes em que seus desejos estão em conflito e seu relacionamento é posto à prova. Entre São Paulo e Berlim, acompanhamos a transformação das cidades e dos personagens, vivendo as dores e as delícias de uma relação sem rótulos.

FICHA TÉCNICA

ALGUMA COISA ASSIM
Ficção | 2017 | 80’ | Brasil-Alemanha
Direção e Roteiro: ESMIR FILHO e MARIANA BASTOS
Elenco: CAROLINE ABRAS, ANDRÉ ANTUNES, CLEMENS SCHICK,  JULIANE ELTING, KNUT BERGER e Participação Afetiva LÍGIA CORTEZ e VERA HOLTZ
Produzido por: ESMIR FILHO, THEREZA MENEZES e FERNANDO SAPELLI
Coprodução: JELENA GOLDBACH  e CANAL BRASIL
Direção de Fotografia: JUAN SARMIENTO G. (Berlim), MARCELO TROTTA (São Paulo)
Montagem: CAROLINE LEONE
Direção de Som:  MARTÍN GRIGNASCHI
Direção de Arte: SANDRA FINK (Berlim), MARCELO ESCAÑUELA (São Paulo)
Figurino: JULIANA ZANETTI/ MARIA BARBALHO (São Paulo) RENATA GASPAR/ SANDRA FINK  (Berlim)
Trilha Sonora Original: LUCAS SANTTANA e FABIO PINCZOWSKI

TRAILER