‘Ferrugem,’ de Aly Muritiba, leva kikito de melhor filme no Festival de Gramado. Veja todos os vencedores

‘Ferrugem,’ de Aly Muritiba, leva kikito de melhor filme no Festival de Gramado. Veja todos os vencedores

‘Ferrugem’, filme de Aly Muritiba, levou o Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro. Foto: Divulgação

O 46º Festival de Cinema de Gramado foi encerrado na noite deste sábado (25), com a premiação dos curtas e dos longas brasileiros, além de filmes estrangeiros. Ferrugem, de Aly Muritiba, venceu na categoria de melhor filme, além de faturar os kikitos nas categorias de melhor desenho de som e melhor roteiro. Já Benzinho foi o longa que recebeu mais estatuetas, com quatro no total.

 Confira a lista de vencedores

Curtas brasileiros:

Melhor Desenho de Som: Fabio Carneiro Leão, por Aquarela

Melhor Trilha Musical: Manoel do Norte, por A Retirada Para um Coração Bruto

Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho, por Torre

Melhor Montagem: Thiago Kistenmacker, por Aquarela

Melhor Fotografia: Beto Martins, por Nova Iorque

Melhor Roteiro: Março Antonio Pereira, por A Retirada Para um Coração Bruto

Melhor Ator: Manoel do Norte, A Retirada Para Um Coração Bruto

Melhor Atriz: Maria Tujira Cardoso, Catadora de Gente

Prêmio Especial do Júri: Estamos Todos Aqui, Chico Santos e Rafael Melin

Prêmio Canal Brasil de Curtas: Nova Iorque, de Leo Tabosa

Melhor Filme do Júri Popular: Torre, de Nadia Mangolini

Melhor Direção: Fábio Rodrigo, por Kairo

Longas estrangeiros

Melhor Fotografia: Nelson Waisntein, por AvernoMelhor

Roteiro: Marcelo Martinessi, por As Herdeiras

Melhor Ator: Néstor Guzzini, por Mi Mundial

Melhor Atriz: Ana Bruno, Ana Ivanova e Margarita Irun, As Herdeiras

Prêmio Especial do Júri: Averno

Melhor Filme do Júri Popular: As Herdeiras

Melhor Direção: Marcelo Martinessi, As Herdeiras

Longas brasileiros

Melhor Desenho de Som: Alexandre Rogoski, Ferrugem

Melhor Trilha Musical: Max de Castro e Wilson Simoninha, por Simonal

Melhor Direção de Arte: Yurika Yamazaki, Simonal

Melhor Montagem: Gustavo Giani, A Voz do Silêncio

Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Gelli, 10 Segundos Para Vencer

Melhor Atriz Coadjuvante: Adriana Esteves, Benzinho

Melhor Fotografia: Pablo Baião, Simonal

Melhor Roteiro: Jéssica Candal e Aly Muritiba, Ferrugem

Melhor Ator: Osmar Prado, 10 Segundos Para Vencer

Melhor Atriz: Karine Teles, Benzinho

Menção Honrosa: A Cidade dos Piratas

Prêmio Especial do Júri

Melhor filme do Júri Popular: Benzinho, de Gustavo Pizzi

Melhor Direção: André Ristum, A Voz do Silêncio

Prêmios da Crítica

Melhor filme em curta-metragem brasileiro: Torre

Melhor filme em longa-metragem estrangeiro: As Herdeiras

Melhor filme em longa-metragem brasileiro: Benzinho

Melhores filmes

Melhor curta-metragem brasileiro: Guaxuma, de Nara Normande

Melhor longa-metragem estrangeiro: As Herdeiras, de Marcelo Martinessi

Melhor longa-metragem brasileiro: Ferrugem, de Aly Muritiba

Fonte: Gaúcha ZH

Ney Latorraca recebe prêmio no Festival de Cinema de Gramado

Ney Latorraca recebe prêmio no Festival de Cinema de Gramado

Aclamado, Ney Latorraca subiu ao palco para receber o Troféu Cidade de Gramado, dedicado pelo Festival àqueles que contribuíram com a história da mostra, que completa 46 anos em 2018. O prêmio foi entregue pela atriz Cláudia Raia. Ao final da solenidade, o público aplaudiu em pé o artista.

“Eu vinha muito a Gramado no início [do Festival]. Depois, com a história de viajar com o teatro com a Marília Pêra, que considero minha madrinha, passei a vir menos”, contou Ney, na entrevista coletiva à imprensa antes da cerimônia.

Um dos artistas mais celebrados da dramaturgia nacional, Ney passou pelo teatro, pelo cinema e pela televisão. Atualmente está em cartaz com a peça “Vamp”, adaptação da novela da Globo que fez sucesso no início dos anos 90.

“Quando abriram a venda de ingressos das primeiras sessões, esgotou rapidamente. Eram 3, 4 mil ingressos vendidos. Hoje, muitas crianças vão vestidas de vampiro, com olheiras, capa e dentes”, conta o ator, aos risos.

Ney se considera um sobrevivente. “Eu tô no lucro da vida”, disse. Em 2013, foi diagnosticado com uma doença grave, colangite obstrutiva. Foi hospitalizado por mais de 40 dias. Na coletiva, conta que ouvia os médicos o declararem como desenganado.

“Daí quando saí do hospital, recebi orquídeas da Marília Pêra e do José Wilker”, contou Ney. “Com um bilhete dizendo “não dá mais esse susto!”. Eu e a orquídea sobrevivemos a eles”, contou, emocionado.

Aos 74 anos, Ney segue como um dos atores mais populares do país. Especialmente graças às suas interpretações, como o hilário Barbosa, do humorístico “TV Pirata” ou Conde Vlad, de “Vamp”, ele ainda é reconhecido pelas ruas.

“Eu caminho oito quilômetros todos os dias. Esses tempos passaram por mim e disseram “tudo bom, Eduardo?” Fiquei pensando “quem é Eduardo?” Daí lembrei: é meu personagem de “Da cor do pecado” (novela de 2004).

Vida de Ney ganhará documentário

A passagem por Gramado também renderá cenas para um documentário sobre a vida de Ney, contando a história do garoto da família simples de artistas que saiu de Santos para estrelar as principais produções de sua época. O documentário é produzido por seu amigo Rubens Ewald Filho, um dos curadores do festival.

“O Ney é extremamente versátil. É um grande ator dramático, mas tem poucas chances de fazer isso, porque é uma pessoa muito engraçada”, comentou Rubens, que mediou a entrevista coletiva com o amigo.

Fonte: G1

‘O Banquete’, filme de Daniela Thomas, é retirado da mostra competitiva do Festival de Gramado

‘O Banquete’, filme de Daniela Thomas, é retirado da mostra competitiva do Festival de Gramado

O Banquete, longa-metragem dirigido por Daniela Thomas, teve sua sessão cancelada 46º Festival de Cinema de Gramado. A suspensão do longa-metragem, que integrava a mostra competitiva do evento, se deu em função da morte de Otavio Frias Filho, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo.

A sessão seria realizada na quarta-feira (22). A morte do editor, que também foi ensaísta e dramaturgo, foi anunciada nesta terça-feira (21), em São Paulo. O jornalista tinha 61 anos.

“Sinto muito pela perda de Otávio e me solidarizo com a família, com seus amigos e funcionários. Foi um grande publisher, um intelectual admirável e tinha muito ainda a contribuir com o País”, comentou a diretora Daniela Thomas. O Banquete tem inspiração em eventos reais que marcaram o Brasil. Um desses eventos é o envio de uma carta aberta que foi publicada por Otavio Frias Filho, nos anos 90, ao presidente da República, cargo que na época foi ocupado por Fernando Collor.

Thomas considera que o resgate desse evento em um momento de luto pode não trazer as reflexões que ela intenciona. “O momento é inoportuno para o encontro de ficção e realidade e as possíveis interpretações equivocadas que a ficção pode suscitar. Por isso retiro o filme do festival”, disse a cineasta, de acordo com um comunicado à imprensa divulgado pela assessoria do Festival de Gramado.

Ano passado, na temporada de festivais nacionais, outro filme de Thomas foi envolto em polêmicas. Vazante, que aborda a rotina de uma fazenda de um senhor de escravos no Brasil colonial, foi acusado de ter um ponto de vista condescendente com o racismo.

Fonte: Adoro Cinema

Longa carioca Mormaço e os curtas Plantae e Majur são exibidos no Festival de Gramado

Longa carioca Mormaço e os curtas Plantae e Majur são exibidos no Festival de Gramado

Com início na última sexta-feira (17), O Festival de Cinema de Gramado segue oferecendo diversidade aos espectadores, bem como promovendo interessantes debates. No terceiro dia do evento, assuntos como questões nacionais, estaduais e municipais, como o direito à habitação, a preocupação com o meio ambiente e os povos indígenas estiveram em pauta.

O curta animado Plantae abriu a sessão abordando uma possível solução para o problema do desmatamento das florestas brasileiras com magia, utilizando uma estética da natureza estonteante, contrastando com os traços nada realistas do único homem em cena.

Além dele,  foi também apresentado Majur, documentário do jovem Rafael Irineu sobre o chefe de cultura da etnia Bororo na Aldeia Poboré, do sul do Mato Grosso. Chamado Gilmar e apelidado Majur, o indígena é gay e frequentemente confundido com uma mulher.

Por fim, foi exibido o longa Mormaço, de Marina Meliande, uma obra de essência carioca e que aponta as transformações efetuadas na cidade em virtude dos Jogos Olímpicos, criando um apavoramento que gera consequências não apenas psicológicas, mas também físicas na população. Tendo a Vila Autódromo,  como um dos personagens da trama, o filme tece críticas às esferas municipais e estaduais de poder e o desconforto pessoal gerado pelas medidas arbitrárias implantadas por meio de Ana (Marina Provenzzano), defensora pública que luta pelos moradores da comunidade ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fim de seu prédio, cobiçado por uma rede hoteleira.

Além do longa e dos dois curtas, foram conhecidos os vencedores da Mostra Gaúcha de Curtas:

Melhor Filme – Um Corpo Feminino, De Thaís Fernandes
Melhor Direção – Henrique Lahude, por Fè Mye Talé
Menção Honrosa – A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina
Melhor Curta Gaúcho pelo Júri da Crítica – Sem Abrigo, de Leonardo Remor
Melhor Ator – Sirmar Antunes e Clemente Viscaíno, por Grito
Melhor Atriz – Rejane Arruda, de Sem Abrigo
Melhor Roteiro – Thaís Fernandes, por Um Corpo Feminino
Melhor Fotografia – Marco Antônio Nunes, por Sem Abrigo
Melhor Montagem – Germano De Oliveira, por Sem Abrigo
Melhor Direção de Arte – Taísa Ennes, por Mulher Ltda
Melhor Música – Jonts Ferreira, por Nós Montanha
Melhor Edição de Som – Guilherme Cassio, por Abismo
Melhor Produção / Produção Executiva – Rafael Duarte e Taísa Ennes, por Mulher Ltda

Por: Cesar Augusto Mota

‘A Voz do Silêncio’ abre Festival de Cinema de Gramado 2018

‘A Voz do Silêncio’ abre Festival de Cinema de Gramado 2018

Gramado – RS 17/08/2018 – 46º Festival de Cinema de Gramado – Diretor André Ristum do filme O Som do Silêncio – Foto: Fabio Winter / Pressphoto

Na noite desta sexta-feira(17), foi dado início a mais uma edição do tradicional Festival de Cinema de Gramado. Na abertura, o destaque foi para a exibição do filme ‘O Grande Circo Místico’, de Cacá Diegues.  O drama conta com  música de Chico Buarque e Edu Lobo e nomes como Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer, Jesuíta Barbosa, Juliano Cazarré e Vincent Cassel no elenco.  A saga familiar começa em 1910 e segue até os dias de hoje, o filme narra basicamente histórias que costumam acabar sofrimento para as mulheres e, para além da fotografia deslumbrante em certas cenas do primeiro trecho, do encantamento que cerca as aparições de Linzmeyer e da carismática atuação de Jesuíta, nada é digno de nota – muito menos da expectativa construída em torno do projeto.

Posteriormente, a mostra competitiva de longas foi oficialmente aberta com ‘A Voz do Silêncio’, novo filme de André Ristum (O Outro Lado do Paraíso). Marieta Severo, Arlindo Lopes, Marat Descartes, Nicola Siri e Claudio Jaborandy estrelam o filme-coral passado numa opressora São Paulo, onde a solidão dói mais à noite e as conversas, mesmo em família ou dentro de casa, são raríssimas.

O Festival de Gramado prossegue neste sábado com a exibição de Benzinho, de Gustavo Pizzi, já o longa ‘As Herdeiras’ será o encarregado por abrir a disputa internacional. Serão exibidos também os primeiros curtas: Um Filme de Baixo Orçamento, de Paulo Leierer, e Guaxuma, de Nara Normande.

Por: Cesar Augusto Mota