
Família não representa apenas formação e desenvolvimento, é o legítimo porto seguro, suporte e sustentação de um núcleo, no qual podemos sempre nos apoiar e confiar. Justamente essa importância, com foco no apoio maternal que “Era Uma Vez Minha Mãe”, de Ken Scott, chega para emocionar o público.
A trama se passa em 1963, Esther dá luz a Roland, que nasce com uma deficiência em que não consegue andar devido aos seus pés tortos. Esther promete para seu filho, apesar da opinião alheia contrária, que ele terá a vida que quiser, cheia de conquistas e momentos de sucesso. Esther passa a lutar para cumprir sua promessa e oferecer tudo que Roland precisa e deseja.
Uma das válvulas de escape de Roland é a música, e sua idolatria pela cantora e atriz Sylvie Vartan, que tem participação especial no filme e decisiva. A trajetória de Roland até se tornar o advogado de Sylvie é comovente, graças à sua mãe, que mesmo com um comportamento enérgico e algumas vezes sufocante fez de tudo para que ele vivesse feliz e com dignidade, deveras o preconceito que sofreu por conta de sua deficiência.
Explorar o emocional de mãe e filho foi um grande acerto, que soube ilustrar as dificuldades dos dois lados, de Roland, que enfrenta as barreiras do dia a dia, e de Esther, que não só busca forças para dar apoio ao filho, mas também superar seus medos e inseguranças acerca de seu papel de mãe. As atuações são vibrantes, com muita autenticidade e que proporcionam emoções do início ao fim da história, sem esquecer do elenco de apoio, que dá um importante suporte aos protagonistas.
Comovente, autêntico e inspirador, “Era Uma Vez Minha Mãe” mostra que é sempre possível realizar sonhos, e com o apoio das pessoas certas, a possibilidade de êxito é ainda maior.
Cotação: 5/5 poltronas.
Por: Cesar Augusto Mota