Poltrona Resenha: Super Mario Galaxy-O Filme/Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Super Mario Galaxy-O Filme/Cesar Augusto Mota

Os fãs de video games, principalmente da franquia Mario, estão cada vez mais eufóricos, não só pela gama de jogos que estão sendo lançados nos últimos anos, como também pelas adaptações que vêm sendo feitas. Em 2023, o público foi brindado com “Super Mario Bros-O Filme”, com uma aventura frenética de Mario e Luigi em busca da libertação da princesa Peach das garras do temível Bowser. Agora, em 2026, chega “Super Mario Galaxy”, que promete muito mais.

Na nova narrativa, Bowser Jr. decide raptar Rosalina como parte de um plano para impressionar Bowser. Peach e Toad partem em busca da personagem enquanto a princesa mergulha em seu próprio passado. Mario e Luigi, ao lado de Yoshi, entram em ação após um encontro com o vilão.

É possível perceber referências aos jogos anteriores, um autêntico fan service, despertando nostalgia e carinho em quem cresceu jogando os jogos da franquia Mario. As adaptações, com a recriação de situações icônicas e inesquecíveis funcionam, o público infantil se encanta e fica satisfeito só de ver os personagens em cena, mas os adultos se decepcionam. Falta profundidade ao arco de alguns personagens, como a origem de Peach e o lado paternal de Bowser, tudo de forma superficial.

Além da falta de profundidade, a sucessão dos acontecimentos se dá de forma acelerada, sem dar tempo para o espectador respirar e se conectar aos personagens. Rosalina, novo ícone e alvo dos antagonistas aparece pouco na trama e não ganha o destaque que merecia. Há muito mais recursos, a diversão é garantida, além do carisma dos personagens, mas a história deixa a desejar, peca pela falta de construção e um objetivo definido.

“Super Mario Galaxy” é diversão garantida entre a garotada e o público mais velho, mas com gosto de quero mais, poderia ter oferecido mais do que foi apresentado e de uma forma mais satisfatória. Porém, há brechas para novas histórias serem construídas e os erros cometidos nesta sequência serem corrigidos. A conferir.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Guerreiras do K-Pop/Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Guerreiras do K-Pop/Cesar Augusto Mota

A cultura do espetáculo já se fazia presente em décadas anteriores nos filmes e nas séries, principalmente no tocante a objetivos e desejos das pessoas. No atual contexto, da internet e dos serviços de streaming, não há só a espetacularização, como também o foco na emoção e na construção de arquétipos dos protagonistas. A animação “Guerreiras do K-Pop”, da Netflix, ilustra tudo isso, bem como destaca a importância da música no cotidiano.

O núcleo é composto pelo trio Huntr/x — Rumi, Mira e Zoey — superestrelas do K-pop que dividem o dia a dia entre shows e lutas contra forças demoníacas. As protagonistas têm a missão de manter o Honmoon, uma barreira mística que protege a humanidade de uma ameaça ancestral, Gwi-Ma, líder de um exército de criaturas das sombras. Os demônios irão tentar sabotar um show, mas as personagens-centrais não podem perder a coreografia e o ritmo da apresentação, o que não será fácil.

A inovação em filme que consiste em caçar demônios, não com armas, mas com som de K-Pop, é uma grande atração da animação, que conta também com bela representação visual com cenas multicoloridas e o carisma das protagonistas. Quadrinhos e animes andam lado a lado e as personalidades dos personagens são bem construídas.  E sem esquecer do roteiro, que explora pontos como pertencimento, identidade, aceitação e superação de dificuldades.

O paralelo entre imagem e música funciona, e mostra que ambos estão interligados, pois criam boas narrativas, intensificam emoções e alteram comportamentos. Imagem e som ganham novos contornos, e quem goza dessa experiência passa a ter novas perspectivas e visões de mundo, e tudo isso ocorre nessa produção, que mostra que a música pode ser uma arma contra a opressão.

Imersivo, emocionante e reflexivo, “Guerreiras do K-Pop” não é só sobre a cultura sul-coreana, como também sobre o comportamento humano, e essa obra vem como forte candidata na atual temporada de premiações na categoria animação. Uma interessante experiência para os fãs do audiovisual e apreciadores de boas histórias.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Indicada ao Oscar de melhor animação, “A Pequena Amélie” chega aos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro

Indicada ao Oscar de melhor animação, “A Pequena Amélie” chega aos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro

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Indicado ao Globo de Ouro de melhor animação e com 7 indicações ao Annie Awards, o filme chega dia 12 de fevereiro nos cinemas brasileiros pela Mares Filmes e Alpha Filmes

Mares Filmes e a Alpha Filmes tem o prazer de apresentar o cartaz nacional e o trailer dublado da premiada animação francesa A PEQUENA AMÉLIE (Amélie et la Métaphysique Des Tubes | Little Amélie or the Character of Rain), indicada ao Oscar® e também ao Globo de Ouro de melhor animação, que chegará exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 12 de fevereiro.

Trailer YouTube: https://youtu.be/u57Tthrpnm4

Trailer HD: https://bit.ly/4aFsnP4

Vencedor do prêmio do Público no Festival de Annecy 2025, mesmo prêmio que a animação “Flow” ganhou, o animado conquistou 7 indicações no Annie Awards, considerado o Oscar da Animação, nas categorias de melhor filme, melhor personagem de animação, melhor direção, melhor música, melhor roteiro, melhor editorial e melhor storyboarding, ficando empatado no número de indicações de “Zootopia 2” e ficando atrás apenas de “Elio” e “Guerreiras do K-POP” com 10 indicações cada.

O animado nos apresenta o mundo misterioso e tranquilo de Amélie, uma garotinha belga nascida no Japão. À medida que desenvolve um profundo apego à governanta de sua família, Nishio-san, a garotinha descobre as maravilhas da natureza, bem como as verdades emocionais ocultas sob a superfície da vida idílica de sua família como estrangeiros.

Com uma das melhores notas de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes, com 98% de aprovação, o longa-metragem de animação participou dos principais festivais internacionais, incluindo mostras paralelas voltada à animação no Festival de Cannes e Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), e foi o grande vencedor do Prêmio Júri 2025 do Animation Is Film Festival, em Los Angeles. Também foi indicado ao Critics Choice Awards e eleito a melhor animação do ano pelos críticos de Los Angeles.

A premiada animação francesa A PEQUENA AMÉLIE (Amélie et la Métaphysique Des Tubes | Little Amélie or the Character of Rain) é voltada para toda a família e estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 12 de fevereiro, com distribuição da Mares Filmes e a Alpha Filmes.

A PEQUENA AMÉLIE

França | 2025 | 75 min. | Animação | 06 anos

Título Original: Amélie et la Métaphysique Des Tubes

Direção: Maïlys Vallade, Liane-Cho Han Jin Kuang

Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py

Vozes (Original): Loïse Charpentier, Victoria Grobois, Yumi Fujimori

Distribuição: Mares Filmes | Alpha Filmes

Sinopse: O mundo é um mistério desconcertante e tranquilo para Amélie, uma garotinha belga nascida no Japão. À medida que desenvolve um profundo apego à governanta de sua família, Nishio-san, Amélie descobre as maravilhas da natureza, bem como as verdades emocionais ocultas sob a superfície da vida idílica de sua família como estrangeiros na Terra do Sol Nascente.

12 DE FEVEREIRO DE 2026

EXCLUSIVAMENTE NOS CINEMAS

Poltrona Cabine: Davi-Nasce um Rei/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Davi-Nasce um Rei/Cesar Augusto Mota

Produções bíblicas vêm ganhando bastante espaço no mercado audiovisual, seja na quantidade de produções como no número de espectadores nas salas de exibição. Peças dessa espécie significam não só informação, mas um verdadeiro exercício reflexivo sobre os valores e princípios cristãos. A animação “Davi: Nasce Um Rei”, da Heaven Content, com recorde de audiência nos Estados Unidos, chega ao Brasil apostando em um público mais familiar e em um grande engajamento.

Davi, um jovem pastor, sempre embalado pelas canções de sua mãe e silenciosas conversas com Deus, desenvolve um verdadeiro sentimento de fé. Quando surge Golias, um gigante para intimidar todo o povo de Israel, Davi, movido por sua forte crença e coragem parte em busca de algo que parece ser impossível e intransponível aos olhos dos israelenses, derrotar o gigante com uma funda e pedras. A alma, a fé e a identidade de um povo estavam a salvo.

A paleta de cores é harmoniosa e diversificada, mostrando um mundo pela perspectiva de Davi, denominado belo e criado por Deus. O jogo de sombras utilizado em momentos de tensão e o contraste feito com a luz ilustram a esperança, o otimismo e a coragem, mesmo diante de um cenário desfavorável. De quebra, as músicas contêm letras que ilustram situações alinhadas com o cotidiano, além de carregadas com um forte peso emocional. A trilha sonora é de qualidade, se encaixa perfeitamente ao contexto histórico e à luta contra as adversidades.

As atuações dos personagens são sólidas, com um protagonista carismático e com todos os atributos de um personagem que percorre uma autêntica jornada do herói, desde a sua autodescoberta até a transformação interna pela qual passou. A história é envolvente e inspiradora, com personagens secundários com fortes valores e que foram importantes na trajetória de David até o alcance de seu objetivo.  Uma história que vai além do entretenimento, com debates sobre espiritualidade, fé e escolhas.

“Davi: Nasce Um Rei” é uma obra com propósito, com potencial para envolver não apenas pessoas cristãs, como também quem procura por uma obra que entretenha, encoraje, inspire e motive. Uma animação 3D para públicos variados.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: À Procura de Anne Frank/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: À Procura de Anne Frank/Cesar Augusto Mota

Quem leu o livro e viu o filme “O Diário de Anne Frank” certamente se comoveu com a história da protagonista, que se escondeu com a família em um sótão na cidade de Amsterdã para escapar dos nazistas durante a Segunda Guerra. A jovem escreve um diário e ela conversa com Kitty, sua amiga imaginária. E como seria adaptar essa célebre história para os tempos atuais?

Na animação “À Procura de Anne Frank”, com direção de Ari Folman, Kitty é libertada por meio de uma descarga elétrica que atinge o diário de Anne Frank, exposto em um museu, queimando o nanquim e libertando das páginas a garotinha ruiva. Na Amsterdã atual, Kitty não só está e, busca de Anne Frank como também faz reflexões sobre o conteúdo do diário e traça um paralelo com a atualidade, acerca de antissemitismo, racismo e xenofobia.

A essência da mensagem de Anne Frank é buscada pela protagonista, que depois conhece jovens refugiados e passa a compreender o que Anne sentiu durante o tempo em que foi perseguida. A adaptação para os tempos atuais serviu para atrair um público jovem que cresceu com a internet e pode até não ter lido o livro. A empatia também é destacada na animação, quando Kitty administra um abrigo para refugiados ilegais, com o apoio do amigo Peter.

A representação visual da obra é bem chamativa, a história é dinâmica e o propósito não é apenas o de recordar um triste episódio histórico, mas o de transmitir uma importante mensagem e dar esperanças para as futuras gerações, de que é possível salvar quem precisa ser salvo e que ainda é possível construir um mundo melhor, com mais amor e tolerância e com menos dor e preconceito.

Um lindo laço de amizade entre Anne e Kitty, uma corrente que jamais poderia ser quebrada. Assim é “À Procura dse Anne Frank”, um convite a todos que conhecem ou gostariam de conhecer a história de alguém que não apenas escreveu um diário, mas uma importante página na História e que repercute até os dias de hoje.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota