SEUS OSSOS E SEUS OLHOS estreia em 22/6

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS estreia em 22/6

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS aborda os encontros, as instáveis percepções subjetivas e a comunicação no mundo contemporâneo

Após concorrer ao Urso de Ouro na Competição Oficial do Festival de Berlim com o longa “Todos os Mortos”, em 2020, Caetano Gotardo, premiado diretor de filmes como “O Que Se Move” e o curta “Areia”, apresenta sua nova obra: SEUS OSSOS E SEUS OLHOS, que estreia nos cinemas no dia 22 de junho, com produção da Lira Cinematográfica e distribuição da Descoloniza Filmes.

A ideia para o longa surgiu em 2009, enquanto Caetano finalizava o curta “O Menino Japonês”. Na sala de mixagem, o diretor e roteirista fez uma anotação sobre o deslocamento entre som e imagem e a possível relação disso com a memória. Essa seria a gênese do futuro longa sobre um jovem cineasta, interpretado pelo próprio Gotardo, que vivencia diversos encontros com amigos, amigas e desconhecidos – e essas interações acabam transformando sua vida e seu processo criativo.

“A mim, interessavam pequenas questões do cotidiano em torno de personagens que lidavam com processos de criação e que se encontravam, tentavam se comunicar, falavam, ouviam, estabeleciam reais trocas afetivas, observavam, se movimentavam, vivenciavam alguns aspectos da cidade de São Paulo, falhavam, mostravam fraquezas, mas também se mantinham em busca da construção de algo”, diz o diretor, que também assina a montagem do filme.

Depois de quase uma década entre pesquisas, anotações e experimentos em vídeo (e também com a realização de vários outros projetos no caminho), o roteiro de SEUS OSSOS E SEUS OLHOS tomou forma em apenas três dias, e foi filmado poucas semanas depois em apenas oito diárias, com uma equipe de seis pessoas, além do elenco.

“A Lara Lima, que produziu o filme, se juntou ao projeto anos antes e acompanhou uma parte significativa do processo. O longa só aconteceu de fato por causa dela, que, além de ser uma interlocutora criativa muito importante, propôs e construiu o método de produção com pouquíssimo dinheiro que foi o que utilizamos e que tornou a realização possível da maneira como a queríamos fazer. A ela se somaram outros colaboradores fundamentais, como Flora Dias na fotografia, o artista plástico Gabriel Pessoto na direção de arte e Tales Manfrinato no som. Nosso set era muito aberto ao que todos tinham a propor diante do roteiro. Sinto que é possível realmente reconhecer aspectos da sensibilidade de cada pessoa da equipe no resultado do filme.”

Protagonizar o longa, para Gotardo, está ligado a uma pesquisa que parte de impulsos seus como roteirista, diretor e ator na mesma medida. São coisas totalmente ligadas desde a origem do projeto. “Neste filme, há ainda uma pesquisa em torno do movimento que é muito central, que atravessa o filme inteiro – e isso também estava presente desde o início, conversando com pesquisas que faço em torno da dança.”

O filme também inclui nomes como Malu Galli, Vinícius Meloni, Carlos Escher, Larissa Siqueira e Carlota Joaquina. Gotardo explica que o longa é muito centrado em suas atrizes e atores. “Tivemos muito pouco tempo de preparação e poucos ensaios. Mas foram ensaios muito alimentadores. Convidei pessoas com quem eu já tinha uma interlocução e cujo trabalho eu admirava muito. E todos já conheciam também meus trabalhos. Então partimos muito diretamente para discussões e experimentos em torno do filme e das cenas. Os diálogos estavam todos escritos já. Mas trabalhamos muito a ideia do encontro, do jogo que se cria entre essas personagens que se encontram. Qual é a dinâmica entre elas? Quais os gestos? Os tempos? Os ritmos? Os silêncios? Qual é o grau de intimidade? Quais os desconfortos?”

No filme, a comunicação ou ausência desta entre os personagens é uma questão bastante importante, assim como o exercício de falar e de ouvir ativamente. “O encontro nem sempre se dá, mesmo quando duas pessoas estão juntas no mesmo espaço conversando. E, quando se dá, tem uma força evidente. De qualquer maneira, cada uma das pessoas envolvidas percebe aquele encontro de uma forma diferente – e, na memória, o momento ganhará ainda outras camadas de incerteza e de invenção. Me interessava trabalhar isso também no filme. O campo instável das percepções subjetivas.”

Apesar de filmado e exibido em festivais antes da pandemia, SEUS OSSOS E SEUS OLHOS ganha um novo sentido neste momento de reencontros – muitas vezes, após anos de afastamento entre as pessoas. “Creio que as obras sempre se modificam com as mudanças do mundo, e ver o longa agora dá a ele essa nova camada. A dramaturgia do filme depende completamente da possibilidade de encontros presenciais. E também do acaso. Durante os períodos de isolamento da pandemia, eu costumava pensar muito em como me fazia falta o acaso – a gente só se encontrava, virtualmente, com quem se escolhia encontrar.”
Sinopse
João, cineasta de classe média, passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

Ficha Técnica
Roteiro, Direção, Montagem:
 Caetano Gotardo
Produção, Assistência de Direção: Lara Lima
Direção de Fotografia e Câmera: Flora Dias
Direção de Arte e Figurino: Gabriel Pessoto 
Som direto e Desenho de Som: Tales Manfrinato
Produção de Set: Raul Arthuso
Colorista: Samanta do Amaral
Edição de Som: Raul Arthuso, Tales Manfrinato, Vitor Coroa
Mixagem: Vitor Moraes
Design de Créditos e Cartaz: João Marcos de Almeida
Elenco: Caetano Gotardo, Malu Galli, Vinícius Meloni, Carlos Escher, Carlota Joaquina, Larissa Siqueira, Marina Tranjan, Wandré Gouveia, Daniel Turini, Irene Dias Rayck
Ano: 2019
Duração: 119 minutos
Empresa Produtora: Lira Cinematográfica
Distribuição: Descoloniza Filmes

Festivais
48º International Film Festival Rotterdam
22ª Mostra de Cinema de Tiradentes
16º Indie Lisboa – Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa
27º Filmfest Hamburg
57º Viennale – Vienna International Film Festival
11º Panorama Internacional Coisa de Cinema
27º Festival Mix Brasil

Exibições especiais
Veredas, a generation of Brazilian Filmmakers – Lincoln Center (NY)
Mostra Brasil Contemporâneo – Cinemateca Capitólio (Porto Alegre)

Exploração Comercial
Cinema Tropical (modalidade TVOD – EUA e Canadá)
Dekkoo/Amazon (modalidade SVOD – EUA e Reino Unido)

Sobre Caetano Gotardo
Caetano Gotardo, nascido em Vila Velha/ES, em 1981, e morador da cidade de São Paulo desde 1999, formou-se em Cinema pela USP em 2003.

Escreveu e dirigiu dez curtas-metragens, entre os quais “Merencória” (2017), “O Menino Japonês” (2009) e “Areia” (2008), todos exibidos e premiados em diversos festivais brasileiros e internacionais, como a Semana da Crítica do Festival de Cannes, o Festival de Rotterdam, o Festival de Havana, o Zinebi – Bilbao, o Festival de Locarno, a Janela de Cinema do Recife, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, o Cine Ceará, entre muitos outros. Uma retrospectiva de seus curtas foi realizada pela Cinemateca Francesa em outubro de 2013, em Paris.

Seu primeiro longa-metragem solo, “O Que Se Move” (2012), ganhou prêmios como os de Melhor Filme na Semana dos Realizadores, no Lakino – Berlim e no Cineport – Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, tendo sido lançado comercialmente no Brasil, na França e nos Estados Unidos, além de ter sido vendido para a televisão portuguesa e posteriormente para canais de televisão e de streaming de outros países. Seu segundo longa-metragem, SEUS OSSOS E SEUS OLHOS (2019) estreou no Festival Internacional de Rotterdam e na Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro de 2019, e seguiu circulando por festivais como IndieLisboa, em Portugal, Filmfest Hamburg, na Alemanha, e Viennale, na Áustria, tendo sido também exibido no Lincoln Center, em Nova York, e posteriormente disponibilizado em streaming nos Estados Unidos pelo selo Cinema Tropical. O lançamento comercial no Brasil, atrapalhado pelo advento da pandemia de Covid-19, acontecerá em junho de 2023, com distribuição da Descoloniza Filmes.

Seu terceiro longa-metragem, “Todos os Mortos” (2020), escrito e dirigido em parceria com Marco Dutra, estreou na Competição Oficial do Festival de Berlim em fevereiro de 2020, seguindo depois para festivais como San Sebastián, Viennale, Pingyao, Indie Lisboa (onde ganhou o prêmio de Melhor Filme da Mostra Silvestre) e Gramado (onde ganhou três Kikitos), tendo sido lançado comercialmente no Brasil e em outros países, além de ser disponibilizado praticamente no mundo inteiro pela plataforma de streaming Mubi. Seu quarto longa-metragem, “Você Nos Queima”, estreou em julho de 2021 no festival Ecrã, seguindo logo depois para a Muestra Internacional Documental de Bogotá e, já em 2022, para a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Forumdoc.bh.

Junto a Marco Dutra, Caetano foi criador, diretor-geral e roteirista das séries “Noturnos”, que estreou em outubro de 2020 no Canal Brasil e na Globoplay, e “O Som e o Tempo”, que também foi exibida no Canal Brasil, em 2017. Participou ainda, como diretor e roteirista, do projeto coletivo de longa-metragem “Desassossego” (2010), com outros cineastas de diferentes cidades brasileiras, sob coordenação de Felipe Bragança e Marina Meliande. Escreveu o roteiro de “O Silêncio do Céu” (2016), longa de Marco Dutra lançado nos cinemas brasileiros e, em seguida, na Netflix mundial; colaborou no roteiro de filmes como “Enterre Seus Mortos” (de Marco Dutra, atualmente em finalização), “Desterro” (de Maria Clara Escobar, 2020, Tiger Competition no Festival de Rotterdam) “Pela Janela” (de Caroline Leone, 2017, prêmio Fipresci no Festival de Rotterdam) e “Pendular” (de Julia Murat, 2017, prêmio Fipresci no Festival de Berlim). Montou “Trabalhar Cansa” (2011) e “As Boas Maneiras” (2017), ambos dirigidos por Juliana Rojas e Marco Dutra e amplamente premiados no mundo inteiro; e colaborou também em diversos outros filmes como roteirista, diretor assistente, montador, compositor e ator. Em 2014, foi selecionado para a prestigiosa residência da Cinéfondation – Festival de Cannes, para desenvolver o roteiro de “Todos os Mortos”.

Desde 2006, Caetano integra o coletivo de realizadores Filmes do Caixote, grupo de cineastas que colaboram constantemente nos projetos uns dos outros e que foi homenageado na Mostra Tiradentes SP 2020. Em 2012, lançou o livro de poesia “Matéria” (editora 7Letras), junto a Marco Dutra e Carla Kinzo. Também atua como dramaturgo, ator e diretor em teatro, em peças como “O Ruído Branco da Palavra Noite”, “Seis da Tarde” e no experimento cênico “Bodas de Sangue”, encenado em 2016 no Sesc Pompeia dentro do projeto Cinema Falado.

Sobre a Lira Cinematográfica
Fundada em 2008 e capitaneada pela produtora Lara Lima, a Lira Cinematográfica se dedica ao desenvolvimento e realização de projetos de cinema, com foco em produções autorais. Desde sua fundação, lançou dezesseis curtas-metragens e os longas SEUS OSSOS E SEUS OLHOS (2019), de Caetano Gotardo, exibido em festivais como Rotterdam, IndieLisboa, Viennale e Tiradentes; e “A Felicidade das Coisas” (2021), de Thais Fujinaga, que estreou em Rotterdam em 2021 e recebeu prêmios como o de Melhor Longa-Metragem de Estreia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O terceiro longa-metragem da produtora, “O Estranho”, de Flora Dias e Juruna Mallon, fez sua estreia mundial na mostra Forum da Berlinale 2023.

Sobre a Descoloniza Filmes
Fundada em 2017 por Ibirá Machado, a Descoloniza Filmes nasceu com o propósito de equiparar a distribuição de filmes dirigidos por mulheres e que tragam novas propostas narrativas e temáticas, contribuindo com a construção de uma nova forma de pensar. Em 2018, a Descoloniza lançou o filme argentino “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, “Híbridos – Os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon, o chileno “Rei”, de Niles Attalah, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Roterdã, e “Como Fotografei os Yanomami”, de Otavio Cury. Em 2019, codistribuiu junto à Vitrine Filmes a obra “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e levou aos cinemas “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto. Durante a pandemia, lançou diretamente no streaming os filmes “Saudade Mundão”, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini, e “Castelo de Terra”, de Oriane Descout, retomando os lançamentos em salas no segundo semestre de 2021 com “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Sales, “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e “Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã”, de Tenille Barbosa. Em 2022, realizou os lançamentos de “Sem Rosto”, de Sonia Guggisberg, “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Aquilo Que Eu Nunca Perdi”, de Marina Thomé, e “Êxtase”, de Moara Passoni. Em seu calendário de lançamentos de 20233, há “Muribeca”, de Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Para’í”, de Vinicius Toro, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Seus Ossos e Seus Olhos”, de Caetano Gotardo, dentre outros.

BEM-VINDOS DE NOVO, documentário de Marcos Yoshi, chega aos cinemas em 15/6

BEM-VINDOS DE NOVO, documentário de Marcos Yoshi, chega aos cinemas em 15/6

Dirigido por Marcos Yoshi, documentário acompanha o reencontro da família do diretor quando seus pais voltam do Japão depois de 13 anos

Relações humanas e familiares, imigração, laços de afeto e a passagem do tempo são alguns dos elementos que marcam o documentário BEM-VINDOS DE NOVO, longa de estreia de Marcos Yoshi que teve sua première mundial no Tokyo Documentary Film Festival, no Japão, e sua primeira exibição no Brasil na Mostra Aurora, em Tiradentes. Produzido pela Meus Russos, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de junho, com lançamento da Embaúba Filmes.

Ao mesmo tempo, extremamente pessoal, mas também universal, o documentário acompanha a família do próprio Yoshi, que se reencontra 13 anos após separados, quando os pais, Roberto Shinhti Yoshisaki e Yayoko Yoshisaki, retornam do Japão, onde foram trabalhar. Nesse momento, de sentimentos novos e redescobertas, o filme começa a sua narrativa.

“Eu intuía que se eu conseguisse ser o mais justo possível com as relações humanas dentro da família, e o mais honesto possível com os sentimentos e as emoções – o que não é nada fácil –, tudo isso ressoaria nas pessoas. Além disso, tem a questão da imigração, que é um tema central do mundo de hoje. Especificamente, identificava que a separação familiar causada pelo deslocamento, seja forçado ou por questões econômicas, é muito presente na migração de nordestinos para o sudeste”, conta o diretor, que começou o longa em 2015.

Ao longo desses anos, Yoshi filmou sua família, mas também resgatou vídeos da sua infância e adolescência que faziam parte do acervo doméstico, assim, BEM-VINDOS DE NOVO consegue contrapor passado e presente, mostrando as mudanças e permanências.

Yoshi conta que, durante os dois primeiros anos que passou filmando os pais, eles estranharam um pouco o que estava acontecendo, e diziam que ninguém iria querer ver o filme, chegando até a sugerir contratarem atores para fazer o papel deles.

“No entanto, apesar dessa espécie de falta de crença no resultado do trabalho, eles jamais se negaram aos pedidos relacionados à realização do filme. Meus pais, principalmente, sempre foram extremamente generosos. Era um misto de confiança absoluta com o desejo de ajudar. Uma combinação de culpa pelos anos de ausência, que se traduzia por vezes em uma disponibilidade irrestrita, com o desejo de ver o filho realizado. Afinal, se eles se sacrificaram tanto para oferecer educação para os filhos, não seria a nossa realização profissional uma espécie de recompensa final para eles?”

Colocar a própria família, em cena, no entanto, foi também um processo de descoberta e aceitação para o próprio cineasta, que, em alguns momentos, se perguntava se o filme não acabava explorando o sofrimento familiar.

“Até que percebi que o longa poderia ser um espaço de acolhimento para essas dores. Um filme em que o fracasso pudesse ser aceito, e talvez até mesmo ressignificado. Porque o fracasso é parte constituinte da história da minha família (e quem sabe até mesmo do nosso país?), mas jamais foi tema de reflexões para além das cobranças que ele motiva. Queria pensar no fracasso como a possibilidade não só de aceitar a vulnerabilidade das pessoas, mas fazer disso uma ética e uma política.”

Yoshi também aponta que este é um filme sobre acolhimento e compreensão mútua, sem ignorar, no entanto, dores e traumas do passado. E, nesse sentido, ele pensa no filme em relação ao Brasil polarizado atual – algumas vezes, isso se reflete numa família.

“É como se a gente voltasse a ser desconhecidos uns para os outros, assim como era a relação entre meus pais e nós, os filhos. Enquanto país, sinto que somos desconhecidos e precisamos nos conhecer de novo”, conclui.

Sinopse
Na virada do milênio, os descendentes de japoneses Yayoko e Roberto Yoshisaki foram tentar uma vida melhor no Japão enquanto seus três filhos ficaram no Brasil com os avós. O casal retorna 13 anos depois e a família passa por uma complexa reconstrução afetiva, documentada pelo filho Marcos Yoshi. A história de uma família dividida entre a necessidade de garantir o sustento e o desejo de permanecer junta.

Ficha Técnica
Direção:
 Marcos Yoshi
Produção Executiva: Heitor Franulovic, Paulo Serpa
Música Original: Julia Teles
Produtora: Meus Russos
Direção de Fotografia: Gabriel Barrella, Marcos Yoshi
Som Direto: Chris Matos
Montagem: Yuri Amaral
Desenho de Som: Caio Gox
Diretor Assistente: Eduardo Chatagnier
Finalização: Clandestino
País: Brasil
Ano de Produção: 2023
Duração: 105 minutos

Sobre Marcos Yoshi
Marcos Yoshi é sansei, terceira geração de descendentes de japoneses. Estudou cinema na Universidade de São Paulo, onde dirigiu e roteirizou os curtas de ficção “Aurora” (2010) e “Quando o Céu Desce ao Chão” (2012), seu filme de graduação, exibido e premiado no circuito de festivais universitários. Desde 2016, se dedica à pesquisa do documentário autobiográfico e, logo após completar o mestrado, em 2018, ingressou no doutorado. Em 2020, lançou o curta híbrido “Aos Cuidados Dela”, que estreou na Mostra de Cinema de Tiradentes e foi o grande vencedor do Curta Taquary. BEM-VINDOS DE NOVO é o seu primeiro filme de longa-metragem.

Sobre a produtora Meus Russos
Meus Russos é uma empresa produtora especializada no desenvolvimento e produção de obras autorais. Fundada em 2012 na cidade de São Paulo pelos produtores Heitor Franulovic, Lucas Barão e Paulo Serpa, a produtora coloca em contato jovens realizadores, de diferentes origens e experiências, num ambiente de criação e parceria artística. Neste período, somam-se exibições e prêmios em festivais como os de Brasília, Gramado e Tiradentes, FID Marseille (França), Tampere Film Festival (Finlândia), Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Cuba) e participações em mercados como DOC Montevideo (Uruguai), Cinélatino (França) e TIFFCOM (Japão), dentre outros.

As experiências acumuladas pelos produtores em projetos de outras empresas, de perfis e portes variados, são componentes de suas capacidades como “Russos”, e tais históricos pessoais servem diretamente aos filmes que escolhem como seus. Deste modo, num curto período, conseguiram realizar 12 obras dentre curtas, clipes musicais e o longa-metragem de estreia da produtora, BEM-VINDOS DE NOVO, além de seguir jornadas de desenvolvimento e produção de outros 4 longas.

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em menos de 5 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

MEU VIZINHO ADOLF! | COMÉDIA ESTREIA QUINTA-FEIRA NOS CINEMAS BRASILEIROS

MEU VIZINHO ADOLF! | COMÉDIA ESTREIA QUINTA-FEIRA NOS CINEMAS BRASILEIROS

Nesta quinta-feira, dia 25 de maio, estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros a comédia dramática MEU VIZINHO ADOLF! (My Neighbor Adolf), primeiro filme do cineasta e roteirista Leon Prudovsky, com distribuição da A2 Filmes.

O filme chega aos cinemas de São PauloPorto AlegreRio de JaneiroBrasíliaCuritibaSalvadorVitória e Salvador.

A comédia dramática é estrelada por Udo Kier (“Bacurau” e “Pequena Grande Vida“) e David Hayman (“O Menino do Pijama Listrado“, “Macbeth: Ambição e Guerra” e da série “Andor“, do Disney+), e se passa na América do Sul, 1960, onde um solitário e mal-humorado sobrevivente do Holocausto convence-se de que o seu novo vizinho não é mais nada menos que Adolf Hitler.

MEU VIZINHO ADOLF! (My Neighbor Adolf) participou e foi indicado aos festivais Haifa International Film Festival 2022 Locarno International Film Festival 2022. No Brasil, o filme foi um dos destaques da programação do Festival Filmelier, que aconteceu durante o mês de abril.

#MeuVizinhoAdolf
#MeuVizinhoAdolfNosCinemas


________________________________________________________

MEU VIZINHO ADOLF!
Colômbia – Israel – Polônia | 2022 | 96 min. | Comédia – Drama

Título Original: My Neighbor Adolf
Direção: Leon Prudovsky
Roteiro: Leon Prudovsky, Dmitry Malinsky
Elenco: David Hayman, Udo Kier, Danharry Colorado, Jaime Correa, Kineret Peled, Olivia Silhavy, Jan Szugajew
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: América do Sul, 1960. Um solitário e mal-humorado sobrevivente do Holocausto se convence de que seu novo vizinho não é outro senão Adolf Hitler. Não sendo levado a sério, ele inicia uma investigação independente para provar sua afirmação, mas quando as evidências ainda parecem inconclusivas, Polsky é forçado a se envolver em um relacionamento com o inimigo para obter provas irrefutáveis.

O MESTRE DA FUMAÇA TEM ESTREIA NACIONAL NESTA QUINTA-FEIRA, 18 DE MAIO

O MESTRE DA FUMAÇA TEM ESTREIA NACIONAL NESTA QUINTA-FEIRA, 18 DE MAIO

O longa-metragem vencedor do prêmio do público de Melhor Longa de Ficção da última Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, estreia no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Brasília e Manaus

Estreia nos cinemas, nesta próxima quinta-feira, 18 de maio, O MESTRE DA FUMAÇA  (The Smoke Master), longa-metragem dirigido por André Sigwalt e Augusto Soares. Vencedor de vários prêmios em sua carreira em festivais internacionais, o filme foi vencedor do prêmio do público de Melhor Longa-metragem de Ficção da 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O ator brasileiro Daniel Rocha (Avenida Brasil, Império, Irmãos Freitas) e o ator chinês Tony Lee (Os Parças, Made In China) protagonizam a ação, que narra a jornada de dois irmãos amaldiçoados pela máfia chinesa com a temida “Vingança das 3 Gerações”. A única maneira de sobreviver é aprender os segredos do Estilo da Fumaça, uma arte marcial ensinada por um mestre singular. O filme tem trilha sonora original assinada por André Abujamra, em parceria com Eron Guarnieri.

Vencedor da última Mostra Internacional de Cinema em São Paulo com o prêmio do público,  O Mestre da Fumaça é um filme de ação escrito, produzido e dirigido pela dupla de diretores estreantes André Sigwalt e Augusto Soares. A produção é completamente independente e traz todos os elementos de um filme épico, com uma mistura de gêneros inusitada. Apesar da ênfase no Kung-fu, inspirada no cinema de Hong Kong dos anos 60 e 70, é, ao mesmo tempo, uma comédia “stoner”, baseada nos filmes da contracultura americana dos anos 70 a 90.

Prêmios

Em 2022, O Mestre da Fumaça estreou em festivais no 18º Fantaspoa, o maior festival de cinema fantástico da América Latina, como filme de encerramento.

Logo após, a obra foi selecionada para a 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e ganhou o prêmio do público de melhor filme de ficção brasileiro.

Ao participar do The Amazing Stoner Film Fest, na Tailândia, festival dedicado a filmes canábicos, o filme venceu o prêmio Golden Ganja Awards de melhor filme.

Já no 7º Rio Fantastik Festival, festival de cinema fantástico do Rio de Janeiro, venceu o prêmio do júri de melhor direção e o prêmio do público de melhor filme.

Durante o 12º Festival Internacional de Cinema do Balneário Camboriú, o longa venceu o prêmio de melhor filme da Mostra Noturna.

E em 2023, o filme participou do 25º Festival Internacional de Cinema de Punta Del Este, renomado festival da América Latina, em uma sessão ao ar livre e legalizada, e venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional do 23º Festival Internacional de Cinema Independente de Washington DC, nos Estados Unidos, com participação dos diretores.

Além de vencer prêmios nacionais e internacionais, O Mestre da Fumaça participou de diversos festivais pelo Brasil, (Phenomena – São Paulo, Crash – Goiânia, Festival Internacional de Cinema Fantástico – Brasília, entre outros), e pelo mundo (Cinequest Califórnia, OIFF – Flórida, Macabro – México, Rojo Sangre – Argentina, Rising Sun – Japão, entre outros).

O Mestre da Fumaça (The Smoke Master) –  2022

Escrito, dirigido e produzido por: André Sigwalt e Augusto Soares

Elenco principal: Daniel Rocha, Tony Lee, Luana Frez, Thiago Stechinni, Tristan Aronovich e Cleber Colombo.

Trilha Sonora: André Abujamra e Eron Guarnieri

Gêneros:  Ação (Kung-fu) / Comédia (stoner movie) / Fantasia

Tech Info: 104 min / Color / 4K / 5.1 Digital

Idiomas:  Chinês, Português e Inglês (30%, 60%, 10%)

Storyline: Divirta-se com a jornada de Gabriel e Daniel, irmãos amaldiçoados pela máfia chinesa com a temida “Vingança das 3 Gerações”, que já ceifou a vida de seu avô e seu pai. Para sobreviver, Gabriel deverá aprender as manhas do Estilo da Fumaça, uma arte marcial canábica ancestral, pouco conhecida e controversa, ensinada por um mestre muito louco.

Sinopse: Em 1949, quando um famoso Mestre da Fumaça se recusa a treinar os exércitos da Tríade, a máfia chinesa lança sobre ele a temida “Vingança das Três Gerações”. Ao morrer, o mestre passa este terrível legado aos seus descendentes.

Sobre os diretores:

Andre Sigwalt estudou cinema e, desde 1999, se especializou como diretor de fotografia e operador de câmera. Foi diretor de fotografia de outros longas como Pólvora Negra, A Percepção do Medo e Skull: a Máscara de Anhangá. O Mestre da Fumaça é seu primeiro longa-metragem.

Augusto Soares é formado em Rádio e Televisão pela FAAP desde 2000. Fundador da Terceiro Ato Videomarketing, especializou-se em vídeos corporativos e atua nesse mercado há mais de 20 anos. O Mestre da Fumaça é seu primeiro longa-metragem.

Mídias Sociais:

WEBSITE:

https://www.thesmokemaster.com/

IMDB:

https://www.imdb.com/title/tt14694192/

INSTAGRAM:

https://www.instagram.com/smokemastermovie/

YOUTUBE:

https://www.youtube.com/thesmokemaster

FACEBOOK:

TWITTER:

https://twitter.com/smokemaster_mov

TMDB:

https://www.themoviedb.org/movie/950526-o-mestre-da-fumaca

LETTERBOXD:

https://letterboxd.com/film/the-smoke-master/

Paris Filmes | “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan” estreia nesta quinta!

Paris Filmes | “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan” estreia nesta quinta!

Adaptação do bestseller de Alexandre Dumas
 tem distribuição da Paris Filmes no Brasil

Uma das histórias mais conhecidas da literatura francesa chega aos cinemas nacionais nesta quinta, 20 de abril, em “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan” (The Three Musketeers: D’Artagnan). Filmado inteiramente nas regiões da Normandia, Bretanha e Altos da França com custo estimado em 70 milhões de Euros, a megaprodução levou mais de um milhão de pessoas aos cinemas franceses na semana de estreia.


Com direção de Martin Bourboulon, a aventura acompanha D’Artagnan (François Civil) e sua jornada até se tornar um dos mosqueteiros do Rei Luis XIII, ao lado de Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Roman Duris). A produção é o primeiro capítulo de uma nova série de dois filmes. O segundo será dedicado à história da personagem de Eva Green, chamará “Os Três Mosqueteiros: Milady (The Three Musketeers: Milady), e tem estreia prevista para dezembro.


Para assistir ao trailer, clique aqui.

Sinopse: Nascido em Gasconha, sul da FrançaD’Artagnan é deixado para morrer depois de tentar salvar uma jovem de ser sequestrada. Ao chegar a Paris, ele tenta por todos os meios encontrar seus agressores. Ele não sabe que sua busca o levará ao centro de uma guerra real em que o futuro da França está em jogo. Aliado à Athos, Porthos e Aramis, três mosqueteiros do Rei com uma temeridade perigosa, D’Artagnan enfrenta as maquinações sombrias do Cardeal de Richelieu. Mas é quando se apaixona perdidamente por Constance Bonacieux, a confidente da Rainha, que d’Artagnan se coloca verdadeiramente em perigo. É essa paixão que o leva ao rastro daquela que se torna sua inimiga mortal: Milady de Winter.


Sobre a Paris Filmes

A Paris Filmes é a maior distribuidora brasileira independente e atua no mercado de distribuição de filmes no Brasil e na América Latina, destacando-se pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais como as sagas “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”, o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro®️ e o Oscar®️ de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar”, “Até Que a Sorte nos Separe”, “DPA – O Filme” e “Turma da Mônica”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de importantes lançamentos como “John Wick”, “La La Land – Cantando Estações”, “A Cabana”, “Extraordinário” e “Marighella”. Para os próximos lançamentos, a empresa aposta em um line-up diversificado, que inclui títulos como “Os Três Mosqueteiros”, “Minha Irmã e Eu”, “Tá Escrito”, e as sequências “John Wick 4: Baba Yaga”, “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, “Pássaro Branco – Uma história de Extraordinário”, “Jogos Mortais x”, entre outros.