MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, no Festival do Rio

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, no Festival do Rio

Híbrido entre documentário e ficção premiado no Cinéma du Réel e no IndieLisboa, filme será apresentado no dia 14 de outubro na programação do evento carioca

Depois de uma carreira de sucesso em festivais estrangeiros MATO SECO EM CHAMAS, dirigido por Adirley Queirós e a portuguesa Joana Pimenta, tem sua primeira sessão no país na Mostra Competitiva de Longas de Ficção, na Première Brasil do Festival do Rio de 2022. O filme terá sua sessão de gala no dia 14 de outubro, e é uma produção da brasileira Cinco da Norte em coprodução com a portuguesa Terratreme. A distribuição é da Vitrine Filmes.

Após estrear no 72o Festival de Berlim, no começo do ano, o longa tem feito carreira por diversos eventos internacionais, recebendo críticas super positivas e prêmios. No Cinéma du Réel, um dos mais importantes para o gênero documental, foi vencedor da Competição Internacional. Também foi duplamente premiado no IndieLisboa International Independent Film Festival, na competição de longas com o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, e, também, como melhor filme português. O filme também recebeu os prémios principais nos festivais Dokufest no Kosovo, Athens Avant-Garde na Grécia, e Black Canvas no México. Depois de sessões no Toronto International Film Festival, no New York Film Festival, no AFI, bem como em Mar del Plata e Valdivia, o filme tem distribuição em salas de cinema confirmada nos Estados Unidos (Grasshopper Films), Portugal (Terratreme Filmes), Reino Unido (Institute of Contemporary Art London), e no Brasil pela Vitrine Filmes.

Diretora de fotografia de Era uma vez Brasília, de Adirley, Joana também assina a direção e o roteiro deste filme que desafia classificações e a linguagem cinematográfica, combinando documentário com elementos do faroeste e ficção-científica. A fotografia, novamente, é assinada pela cineasta portuguesa.

Como é de costumes nos filmes de Adirley, a ação de MATO SECO EM CHAMAS se passa na Ceilândia, periferia de sua cidade, e tem, ao centro, as irmãs Chitara e Léa, líderes de uma gangue feminina, que rouba óleo de um oleoduto, refina-o, e vende como combustível na favela Sol Nascente. A história do grupo é relembrada por suas membras na prisão.

Acredito que o Brasil esteja em busca de uma certa sensibilidade, já que sensibilidade é definida por classe, território e pensamento. O cinema brasileiro tem a necessidade de retratar a realidade, e se assume que a câmera estática não permite esse tipo de sensibilidade, caindo então num formalismo. Para nós, esse formalismo deu uma nova força para a realidade. Estabelecemos um código, no qual a energia pertence aos personagens”, conta Adirley sobre as escolhas estéticas da dupla em entrevista à Variety.

Marcada pela trajetória das personagens, a narrativa de MATO SECO EM CHAMAS combina o documental com a ficção no arco de transformação de suas protagonistas. “Procuramos mulheres que tinham uma história que trazem uma melancolia, cujos rostos e corpos são marcados por essa história de liberdade e aprisionamento. Uma geração inteira que foi encarcerada e tem o sentimento de não saber se está no presente, passado ou futuro. Você vai para a prisão e o que para você é um dia, para o resto do mundo são anos. É quase coisa de ficção-científica. O tempo é relativo”, explica Joana.

Definido pelo francês Le Monde como uma combinação de Mad Max com o cinema de Pedro Costa, o jornal escreve: “Bem-vindo ao Brasil de Jair Bolsonaro, onde dois cineastas – o brasileiro Adirley Queiros e a portuguesa Joana Pimenta – unem forças para encenar uma docuficção que sonha com a revolta. MATO SECO EM CHAMAS, filmado com não-profissionais desempenhando seu próprio papel mesmo na fantasmagoria onde o projeto do filme os conduz

MATO SECO EM CHAMAS será lançado no Brasil pela Vitrine Filmes.

Sinopse

Léa conta a história das Gasolineiras de Kebradas, tal como ecoa pelas paredes da Colméia, a Prisão Feminina de Brasília, Distrito Federal, Brasil

Ficha Técnica

DIREÇÃO: JOANA PIMENTA, ADIRLEY QUEIRÓS

PRODUÇÃO: ADIRLEY QUEIRÓS

ELENCO: JOANA DARC FURTADO, LÉA ALVES DA SILVA, ANDREIA VIEIRA, DÉBORA ALENCAR, GLEIDE FIRMINO, MARA ALVES

DIREÇÃO FOTOGRAFIA: JOANA PIMENTA

DIREÇÃO DE SOM: FRANCISCO CRAESMEYER

DIREÇÃO DE ARTE: DENISE VIEIRA

EDIÇÃO: CRISTINA AMARAL

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: LUANA OTTO, ANDREIA QUEIRÓS, JOÃO NIZA

EDIÇÃO E MIXAGEM DE SOM: DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA

CORREÇÃO DE COR: MARCO AMARAL

PRODUÇÃO EXECUTIVA: SIMONE GONÇALVES

PRODUZIDO POR ADIRLEY QUEIRÓS – CINCO DA NORTE

COPRODUZIDO POR JOÃO MATOS – TERRATREME FILMES

ANO: 2022

DURAÇÃO: 153 min.

Sobre os Diretores

JOANA PIMENTA é uma diretora portuguesa. O seu mais recente filme, Um Campo de Aviação, teve a sua estreia no 69º Festival de Cinema de Locarno, e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Festival de Cinema de Nova Iorque, Roterdão, CPH:Dox, Rencontres Internationales, Oberhausen, Valdivia, Mar del Plata, Edinburgh, entre outros, e recebeu o Prémio do Júri para Melhor Filme em Competição no Zinebi’58. Joana tem um doutoramento em Cinema e Artes Visuais pela Universidade de Harvard, onde atualmente leciona Realização e é diretora interina do Film Study Center para além de realizadora associada do Sensory Etnography Lab.

ADIRLEY QUEIRÓS é um cineasta brasileiro, autor de filmes como A Cidade é uma só?,  Era Uma Vez Brasília (2017), que teve a sua estreia no 70º Festival de Cinema de Locarno, onde recebeu a Menção Honrosa Signs of Life, e também Branco Sai, Preto Fica (2014), que passou em inúmeras salas de cinema no Brasil e foi galardoado com mais de 20 prémios. O seu trabalho passou já por locais como o Lincoln Center, Museu da Imagem em Movimento, ICA Londres, Pacific Film Archive, para além de aparecer em publicações como a Artforum, Cinemascope e Cahiers du Cinéma. Os filmes de Adirley tiveram estreias comerciais no Brasil, Estados Unidos, UK, Argentina, Portugal, entre outros países e estão neste momento disponíveis no canal The Criterion Collection.

Sobre as Produtoras

CINCO DA NORTE é uma produtora com sede na cidade de Ceilândia, região administrativa de Brasília, e tem como característica principal a produção de filmes para cinema e televisão. Cinco da Norte atua no cenário cultural e político do Distrito Federal desde 2005, tendo produzido ao longo desses anos curtas e longas aclamadas pela crítica e pelo público. Neste período de existência, já realizou três longas metragens, dois curtas metragens para cinema e dois curtas metragens para televisão. Dentre os filmes realizados está A cidade é uma só? (2012), Branco Sai, Preto Fica (2014) e Era uma Vez Brasília (2017), trabalhos que tiveram um grande sucesso em festivais nacionais e internacionais, além de serem distribuídos nas salas de cinema.

TERRATREME é uma produtora de cinema criada em 2008, por um grupo de jovens cineastas com vontade de encontrar modelos de produção que conseguissem conciliar diferentes formas, escalas e durações para os seus próprios filmes. O nosso objetivo é a articulação da pesquisa e da criação num método de trabalho em que as necessidades de cada filme irão determinar o seu modelo de produção. Atualmente trabalhamos com um grande e diverso grupo de realizadores.

A TERRATREME tem uma das maiores presenças, entre as produtoras portuguesas, nos grandes festivais de todo o mundo (Cannes, Berlin, Locarno, Nyon, Marseille, Rotterdam, San Sebastian, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Brasília, Chicago, New York e Toronto), ao mesmo tempo que expande suas atividades através de coproduções internacionais (Brasil, França, Suíça, Alemanha, Japão, Bulgária, Cabo Verde, Argentina e Chile).

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.

Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, ‘O Clube dos Anjos’, de Ângelo Defanti, inspirado na obra de Luis Fernando Verissimo e também selecionado para o Festival do Rio, e ‘Serial Kelly’, de René Guerra, com Gaby Amarantos como protagonista.

CANÇÃO AO LONGE, de Clarissa Campolina, estreia no Festival do Rio

CANÇÃO AO LONGE, de Clarissa Campolina, estreia no Festival do Rio

Filme acompanha a busca de Jimena por sua identidade e lugar no mundo, numa paisagem urbana e sonora inventivas
Foto: Pedro Rena

Quinta-feira, dia 13, o longa-metragem mineiro Canção ao Longe, dirigido por Clarissa Campolina, e produzido pela Anavilhana, estreia no Festival do Rio, na capital carioca. Dentro da programação da Première Brasil, na mostra competitiva “Novos Rumos Longa-metragem”, o filme será exibido às 20h45, no Estação Net Gávea, numa sessão para convidados. Sexta, dia 14, haverá outra sessão, aberta ao público, seguida de debate com a diretora e equipe, no Estação Net Rio, às 19h. O longa é distribuído pela Vitrine e tem estreia nas salas de cinema prevista para o próximo ano.

Canção ao Longe acompanha a busca de Jimena (Mônica Maria) por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde sente-se deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.

O filme trata do rito de passagem para a vida adulta da jovem arquiteta Jimena, protagonizado pela atriz, artista visual e tatuadora Mônica Maria, em seu primeiro papel em longa-metragem. O projeto do filme começou no ano de 2012 e a chegada de Mônica foi transformadora no desenvolvimento das ideias iniciais e roteiro do filme, que é assinado por Clarissa Campolina, Caetano Gotardo e Sara Pinheiro. “Havia o desejo de trazer para o centro da narrativa, o retrato íntimo das relações familiares e sociais, a fim de revelar fissuras e colocar em xeque as estruturas em que nos moldamos. O encontro com a Mônica Maria modificou e enriqueceu as questões a serem trabalhadas no filme. Mônica é uma mulher preta e a questão racial passou a ser fundamental para a narrativa e todo o processo do filme, desde sua escrita, até a pesquisa, produção, ensaios com os atores e atrizes e a relação dos corpos com o espaço urbano”, conta Clarissa.

A narrativa foca na história de uma protagonista feminina, forte e firme, silenciosa e atenta, e o espectador é lançado para dentro das imagens e, talvez, devolvido com elas para dentro de si – numa câmera que acompanha de perto a protagonista. É um filme sobre a experimentação e a descoberta de si e, no limite, sobre a aposta de que esse movimento é o nosso lugar, íntimo e também coletivo. Produzido pela Anavilhana, o longa é a estreia na direção solo de Clarissa Campolina e traz no elenco Margô Assis, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Jhon Narvaez, Enzo Daniel e Carlos Francisco – o Damiano de Bacurau, direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles(2019) e Wellington deMarte um, direção de Gabriel Martins (2022).

Canção ao Longe cria um universo rico, diverso e único ao destacar a paisagem urbana da capital belorizontina junto a paisagem sonora do filme. Edificações antigas, viadutos, comércios do centro e novas construções se ambientam ao som de Juçara Marçal, Matéria Prima, Marina Cyrino, Patrícia Bizzoto e Nathália Fragoso, Kainná Tawá, Juliana Perdigão (interpretando “Alguém cantando, de Caetano Veloso) e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a batuta do maestro Sérgio Gomes (interpretando Schumman).

Sinopse

Canção ao Longe acompanha a busca de Jimena por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem deseja mudar-se da casa que compartilha com a mãe e a avó e onde sente-se deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.

Serviço Canção ao Longe

Estreia no Festival do Rio | Dia 13.10 | quinta-feira | 20h45 | Local: Estação Net Gávea 3 (Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea, Rio de Janeiro) | sessão para convidados

Sessão aberta ao público + Debate | Dia 14.10 | sexta-feira | 19h | Local:  Estação Net Rio 5 (Rua Voluntários da Pátria, 35, Botafogo, Rio de Janeiro)

Ficha técnica | Canção ao Longe | Ficção | 75’ | Livre

Direção: Clarissa Campolina

Produção: Luana Melgaço

Elenco: Mônica Maria, Margô Assis, Jhon Narvaez, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Enzo Daniel, Carlos Francisco

Direção Assistente: Luiz Pretti

Cartas: Paula Santos, Luiz Pretti

1ª Assistente de Direção: Paula Santos

Roteiro: Caetano Gotardo, Clarissa Campolina, Sara Pinheiro

Produção Executiva: Joana Rennó, Luana Melgaço

Direção de Produção: Camila Bahia, Laura Godoy

Direção de Fotografia: Ivo Araújo Lopes

1º Assistente de câmera: Leandro Gomes

Direção de Arte: Thais de Campos

Figurino: Marina Sandim

Técnico de Som: Gustavo Fioravante

Montagem: Luiz Pretti

Edição e Desenho de Som: Pablo Lamar

Finalização: Lucas Campolina

Identidade Visual e Créditos: Mariana Mansur

Empresa Produtora: Anavilhana

Empresa Distribuidora Brasil: Vitrine Filmes

Sobre a Diretora

Clarissa Campolina é sócia da produtora Anavilhana e trabalha como diretora, roteirista, montadora, professora e curadora. Seus filmes foram exibidos e premiados em festivais em Brasília, Locarno, Oberhausen, Buenos Aires, entre outros. Girimunho, seu longa de estreia, teve sua première internacional no Festival de Cinema de Veneza em 2011, e recebeu premiações em Veneza, Mar Del Plata, Nantes, Havana. Em breve, ainda em 2022, o seu segundo longa-metragem Enquanto Estamos Aqui será distribuído no circuito comercial brasileiro. 

Sobre a Produtora

A Anavilhana surgiu do encontro entre Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Marília Rocha. Fundada em 2005, a produtora reúne mais de 20 anos de experiência de suas sócias, com o desejo de articular pesquisa, formação, produção e criação audiovisual.

Desenvolvemos projetos das nossas integrantes e parcerias com diretoras e diretores independentes, produções associadas e co-produções dentro e fora do Brasil. Nosso trabalho é norteado pela criação de desenhos de produção mais adequados a cada novo projeto, pelas trocas com outras produtoras e realizadores, e pelo investimento na pesquisa de linguagem. Tudo isso desde sua origem, quando as três sócias integraram o grupo Teia (www.teia.art.br).

Até o momento, a Anavilhana lançou mais de 30 obras audiovisuais, com ampla participação no mercado de cinema autoral: curtas e longas-metragens, instalações, séries de TV e teatro. Teve trabalhos oficialmente selecionados e premiados festivais nacionais como: É Tudo Verdade, Festival de Brasília, Festival do Rio, Mostra de Tiradentes; em festivais internacionais: Berlinale, Veneza, Toronto, San Sebastian, Locarno, Roterdã, Visions du Réel, DocLisboa; e em museus de arte do mundo: Centre Georges Pompidou, MoMA, Inhotim. Suas produções também estiveram destacadamente presentes no circuito comercial de cinema e em plataformas de streaming no Brasil e no exterior.

E para quem se pergunta o que significa Anavilhana, explicamos: o arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, situa-se no Rio Negro, na região amazônica. Este conjunto de ilhas fluviais inspirou a escolha do nome da produtora, ao entendermos que um arquipélago só se faz na autonomia de suas ilhas e na união de todas elas.

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.

Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, cinco novos longas da Sessão Vitrine: ‘Como Matar a Besta’, de Augustina San Martín; ‘Seguindo Todos os Protocolos’, de Fábio Leal; ‘Tantas Almas’, de Nicolás Rincón Gille; ‘Virar Mar’, de Philipp Hartmann e Danilo de Carvalho; e ‘A Morte Habita à Noite’, de Eduardo Morotó. Além dos filmes do Sessão Vitrine, estão confirmados para 2022  ‘A Viagem de Pedro’, de Laís Bodansky; e ‘O Livro dos Prazeres’, de Marcela Lordy, entre outros títulos.

Poltrona Cabine: Os Suburbanos/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Os Suburbanos/ Cesar Augusto Mota

Vida de músico brasileiro não é nada fácil, sempre fazendo shows em pequenas casas noturnas, muita persistência e sempre de olho em possíveis chances que possa alavancá-lo ao estrelato. Integrantes do meio artístico afirmam que vale tudo pelo sucesso, mas será que tudo mesmo? Até onde vai a disposição e ousadia de alguém disposto a ganhar holofotes? Sob a direção de Luciano Sabino e com protagonismo de Rodrigo Sant’anna, ‘Os Suburbanos’ traz tudo isso e uma divertida história que traz de tudo um pouco, não só sobre ser uma celebridade em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, como também alguns problemas sociais que nos assolam até os dias de hoje.

Acompanhamos a trajetória de Jefinho (Sant’anna), ex-motorista de van e que sonha em ser famoso com um grupo de pagode, o Farol do Pagode. Para isso ele se dispõe a fazer qualquer coisa, como trabalhar na limpeza da piscina da casa de JP (Paulo Cesar Grande) dono de uma grande gravadora, de olho em uma possível oportunidade. Mas ele não esperava se envolver com a esposa do patrão, Lorena (Cristiana Oliveira) e descobrir que vai ser pai pela primeira vez. É desenhada aí uma grande enrascada, da qual para poder sair, Jefinho precisará mais do que esperteza para sair.

O roteiro, assinado pelo próprio Sant’anna, aborda uma história divertida, no ano de 2008, período no qual as redes sociais ainda engatinhavam e gêneros musicais como pagode e funk dominavam o mercado. Jefinho, o personagem-central, tenta resolver tudo do seu jeito, com muito bom humor e na base do improviso. Ele não foge de suas responsabilidades e tampouco deixa seu sonho de ser artista morrer, mas sabe de suas limitações e das dificuldades diante dos percalços da vida, porém consegue tirar de letra. O contexto histórico abordado é a de um Brasil com atendimento hospitalar precário, uma sociedade mergulhada em preconceitos e mulheres sendo objetificadas. Tudo isso ainda persiste atualmente, trata-se de uma obra atemporal, com críticas feitas de maneira cômica e cirúrgica.

Se a história é um ponto alto, as atuações também, não só do protagonista, como de seu elenco secundário. Rodrigo Sant’anna repete o bom desempenho de ‘Um Suburbano Sortudo’, com sua grande expertise em sátiras e humor caricato, sabendo aplicá-las no momento certo. Babu Santana funciona muito bem como o dinâmico de Jefinho, Wellington, tendo extraído tudo de melhor do personagem-central. Paulo Cesar Grande e Cristiana Oliveira conseguem entregar tudo o que se espera de seus papéis, como a esposa fogosa e o dono de gravadora mulherengo. Ambos os personagens não possuem muito aprofundamento e vivenciam situações clichês, o que não compromete o andamento da história.

Os figurinos e a paleta de cores utilizada ambienta o espectador nos anos 90 e início dos anos 2000, com cores claras e artistas com roupas e adereços extravagantes, com blazers, correntes, cabelos coloridos e óculos espelhados, típicos dos grupos de pagode. E a conclusão da narrativa consegue satisfazer o público, curioso para saber se Jefinho vai ou não se dar bem no mundo da música.

Divertido, didático e crítico, assim podemos definir ‘Os Suburbanos’, produção brasileira que usa e abusa do humor, mas também sabe transmitir importantes críticas e mensagens.

Cotação: 4/5 poltronas. 

Por: Cesar Augusto Mota

ABESTALHADOS 2, de Marcos Jorge e Marcelo Botta, estreia em outubro

ABESTALHADOS 2, de Marcos Jorge e Marcelo Botta, estreia em outubro

COMÉDIA DE AÇÃO DE MARCOS JORGE E MARCELO BOTTA, ABESTALHADOS 2 CHEGA AOS CINEMAS EM 27 DE OUTUBRO
O elenco traz alguns dos principais nomes do humor nacional atualmente: Paulinho Serra, Raul Chequer, Leandro Ramos e Felipe Torres

Assista ao trailer: https://youtu.be/ryudziIlBIc

Quem não se lembra do primeiro “Abestalhados”? Grande sucesso de bilheteria nacional, amado pela crítica, e adorado pelo público. A sequência seria inevitável, afinal era o que todos pediam. Acontece que este longa nunca existiu. Mas franquia bem-sucedida começa logo pelo 2o filme da série. As piadas em ABESTALHADOS 2 já estão logo no título, que brinca com o cinema com sagacidade e muito bom humor. Dirigido por Marcos Jorge (“Estômago”) e Marcelo Botta (“Adnet Viaja”), com produção da Zencrane Filmes, coprodução da Salvatore Filmes, e coprodução e distribuição da Buena Vista International, o longa chega aos cinemas brasileiros em 27 de outubro.

Anárquico e divertido, ABESTALHADOS 2 acompanha as aventuras e batalhas de uma pequena produtora nacional, Mother Fake, tentando fazer um blockbuster: “Acelerados 2”.

O primeiro também nunca existiu pois, acreditam eles, o primeiro filme só serve para preparar o sucesso das sequências, então, é melhor fazer direto o segundo.

Paulinho Serra interpreta o diretor Paulo Carmo, um sonhador, que faz de tudo para terminar seu filme. Manuel Oliveira (Raul Chequer) é o roteirista intelectual que não quer se vender às exigências do mercado. Leandro Ramos faz Eric Rios, diretor de produção e técnico de som, na verdade, um faz tudo, que está sempre preocupado com a falta de dinheiro. E, por fim, há o diretor de fotografia Alex Balas (Felipe Torres), um sujeito de bom coração mas ingênuo, repleto de talento que sabe filmar um noir como ninguém.

E há também o filme-dentro-do-filme. “Acelerados 2” é uma superprodução do cinema nacional, combinando algumas das maiores tendências da atualidade: filme de super-herói com filme policial e de favela. Um projeto caríssimo, cujo orçamento acaba com eles tendo filmado somente a primeira sequência, e tem no elenco Alexandre Rodrigues, José Loreto, Wanderlei Silva e Wellington Muniz, o Ceará.

Marcos Jorge, que além de diretor também é um dos roteiristas, diz que uma das coisas que mais o atraíram em ABESTALHADOS 2 foi a possibilidade de homenagear comediantes brasileiros de várias gerações. “Tínhamos, já no roteiro, uma boa quantidade de personagens e participações especiais. Assim, quando chegou o momento de escolhermos nosso elenco, fomos atrás de figuras carismáticas da comédia brasileira e acabamos reunindo um time realmente incrível, que mistura pessoas de várias idades vindas do teatro, da televisão, do standup e das novas mídias.”

O codiretor Marcelo Botta confessa que a união desses talentos tão variados resultou num filme diferente. “Fazer cinema é uma ciência e fazer comédia, independente da plataforma, é uma outra ciência. Acredito que fizemos um bom uso de ambas, espero que o público goste dessa mistura.”

Ele também explica que a mistura de diversos gêneros foi fundamental para o longa, combinando comédia e ação – tanto em ABESTALHADOS 2, como em “Acelerados 2”. “Não existe coisa melhor pra comédia do que um bom equívoco, um bom erro. E para o filme que nossos personagens estão tentando fazer ter essa cara de “vai dar errado”, o gênero ação parecia ser o mais adequado, já que é muito difícil e muito caro fazer filme de ação. No final das contas, vemos que nossos personagens filmam ação bem demais. As cenas do “filme deles” que vemos dentro do nosso filme são cenas de ação realmente empolgantes.”A combinação de diversos gêneros, para Jorge, por sua vez, é um reflexo do que é fazer cinema. “Eu diria que fazer cinema é uma mistura de aventura, drama e comédia em qualquer lugar do mundo. E que no Brasil, às vezes, o aspecto dramático desta profissão suplanta os outros dois. De qualquer maneira, como eu digo sempre e o Paulo Carmo repete, fazer cinema é um privilégio e você tem que fazer por merecê-lo, agradando ao seu público com histórias interessantes. É o que buscamos neste filme.”Além de Jorge e Botta, o roteiro também conta com Pedro Leite (“Choque de Cultura”) e Gabriel Di Giacomo (“Marcha Cega”). A produção é assinada por Cláudia da Natividade. A equipe criativa do filme traz Rhebling Junior, diretor de fotografia especializado em cenas de ação; Claudia Terçarolli (“Gosto se discute”), na direção de arte; Joaquim Moreno, na direção de efeitos visuais; e o maestro Ruriá Duprat assina a trilha sonora.ABESTALHADOS 2 será lançado no Brasil pela Buena Vista International.
Sinopse

Paulo, Manuel, Eric e Alex têm um sonho: fazer um filme de ação e aventura. E um grande desafio: superar as próprias confusões para chegar lá. Mas nem mesmo o enorme talento desses quatro amigos para se meter em encrencas vai fazer com que desistam de realizar esse sonho. Abestalhados e apaixonados pelo que fazem, cada um à sua maneira, eles partem numa hilária aventura em busca do reconhecimento e do sucesso, levando com eles a coragem, a cara-de-pau e um monte de gente na conversa, incluindo celebridades e um punhado de bacanas. ABESTALHADOS 2 é uma divertida prova de que a dedicação e a amizade podem superar qualquer obstáculo. Por mais aloprado que ele seja.

Ficha Técnica

Direção: Marcos Jorge e Marcelo Botta

Roteiro: Marcos Jorge, Marcelo Botta, Gabriel Di Giacomo e Pedro Leite

Produção e Produção Executiva: Cláudia da Natividade

Produtores Associados: Gabriel di Giacomo, Mário Peixoto, Alexandre Sallouti e Maurício Kato

Empresa Produtora: Zencrane Filmes

Empresas Coprodutoras: Salvatore Filmes e Buena Vista International

Distribuidora: Buena Vista International

Apoio: Ancine

Outros apoiadores: Cinecam, Delicatassen Filmes, Hotel Intercontinental, Venice, Cinealta, Acelerados-TV, Faculdade de Medicina do ABC | FMABC-FUABC

Elenco principal: Paulinho Serra, Raul Chequer, Leandro Ramos e Felipe Torres

Participações especiais: Alexandre Rodrigues, Cris Vianna, Dudu de Oliveira, José Loreto, Nicola Siri, Wanderlei Silva e Wellington Muniz

Elenco Secundário: Bella Tortato, Isabella Santoni, Pedro Carvalho, Livia La Gatto, Ápostolo Arnaldo, Marcelo Mansfield, Maurício Meirelles, Ary França, Mariano Mattos Martins, Arthur Alavarse, Carolina Guerra, Ana Rotili, Giovanna Menegon, Bruno Sutter, Otávio Mesquita, Foquinha, Gabriela Araujo, Nathalia Cano, Natan Felix, Sílvio Restiffe, Gabriel Vaccaro, Marcelo Madureira, Adilson JR

Apresentando: Nathaly Dias

Direção de Fotografia: Rhebling Junior

Trilha Sonora: Ruriá Duprat

Gênero: comédia, ação

Ano: 2022

Duração: 95 min.

Sobre os diretores

Marcos Jorge

Diretor de filmes, roteirista, fotógrafo e curador, vencedor de três Grandes Prêmios do Cinema Brasileiro (da Academia Brasileira de Cinema). Estudou Jornalismo no Brasil e Cinema na Itália, onde iniciou sua carreira. Seu primeiro longa-metragem de ficção, ESTÔMAGO, arrebatou 39 prêmios, 16 deles internacionais, e foi o filme brasileiro mais premiado do biênio 2008-2009. Em 2015, lançou seu terceiro longa-metragem de ficção, O DUELO, adaptação para o cinema do romance ‘O Capitão de Longo Curso’, de Jorge Amado, produzido pela Warner Bros.,  e em 2016 MUNDO CÃO, seu quarto longa-metragem de ficção, produzido pela Paramount e adquirido pela Netflix. Em 2020 lançou o documentário ARQUEOLOGIA DA LUTA, filmado no Egito e na Grécia, filme vencedor do Prêmio de Melhor Documentário e de Melhor Roteiro do Universal Martial Art Films Festival 2021. Em 2022 lançou a série documental O CASO CELSO DANIEL, disponível na Globoplay. É curador do Cine Passeio, Centro Cultural dedicado à cultura cinematográfica em Curitiba.

Marcelo Botta

Além do longa “Abestalhados 2”, Botta criou o dirigiu a série “Auto Posto” – coprodução Salvatore e Viacom exibida no Comedy Central – e a série documental “Viajo Logo Existo”, rodada em 6 países da América do Sul. Escreveu e dirigiu a série “Foca News com Daniel Furlan” e foi produtor do “Último Programa do Mundo”, ambas coproduções com a Fox exibidas no FX. Na MTV Brasil dirigiu os programas “Comédia MTV” (APCA 2010), “Furo MTV”, “Furo em Londres”, além de ter sido criador e diretor dos formatos “Adnet Ao Vivo”, “Trolalá” e “Adnet Viaja”, série pela qual Marcelo Adnet ganhou o APCA 2012.

Sobre a Zencrane Filmes

ZENCRANE FILMES é uma produtora cinematográfica que trabalha há mais de 20 anos no mercado audiovisual. Nesses anos de atuação, venceu quase uma centena de prêmios em festivais cinematográficos no Brasil e no exterior. Em 2008, a Zencrane Filmes lançou Estômago, o primeiro longa-metragem coproduzido entre Brasil e Itália desde os anos 70. Sucesso de crítica e público, o filme foi lançado em salas de cinema de mais de 20 países, foi ganhador de 50 prêmios em festivais e foi distribuído pela Downtown e internacionalmente pela Elle Driver. Em 2011 a empresa lançou Corpos Celestes, vencedor de diversos prêmios no Brasil e distribuído em três mercados internacionais.

Em 2016 a Zencrane lançou seu quarto longa-metragem, Mundo Cão, filme estrelado por Adriana Esteves, Babu Santana e Lázaro Ramos, coproduzido pela Globo Filmes e pela Paramount, distribuído pela Paris Filmes e pela Netflix. Atualmente a Zencrane está filmando os longas de ficção Estômago 2 (em parceria com a Warner) e Dr. Monstro (em parceria com a Paramount); além de trabalhar na distribuição de Abestalhados 2, coproduzido e distribuído pela Buena Vista International. A Zencrane Filmes é uma empresa certificada pela D-U-N-S.

Sobre a Salvatore Filmes

Atualmente a Salvatore trabalha na segunda temporada da série Auto Posto, no desenvolvimento de novos projetos e no lançamento do seu primeiro longa-metragem de ficção Abestalhados 2, em coprodução com Zencrane Filmes e distribuição da Buena Vista International.

Com experiência em ficção e documentário, em 2020, a Salvatore teve dois lançamentos na tv paga: a série documental Viajo Logo Existo, rodada em 6 países e exibida no canal Travel Box, e a série de ficção Auto Posto, exibida no Comedy Central, uma coprodução com a ViacomCBS Internacional Studios. No cinema, em 2018, a Salvatore lançou o documentário Marcha Cega e teve sua estreia no Cine PE, passando por festivais internacionais como Visions Du Réel, Cine y Derechos Humanos Madrid, entre outros. O filme conta com a distribuição pela Elo Company e, após o lançamento nos cinemas, foi exibido no Canal Brasil e disponibilizado nas plataformas Net Now e Amazon. Em 2016, coproduziu com a Fox as séries Foca News e O Último Programa do Mundo, ambas protagonizadas por Daniel Furlan e exibidas no FX.

Escrito e dirigido por Aimar Labaki, “Cordialmente Teus” lança trailer e cartaz oficiais

Escrito e dirigido por Aimar Labaki, “Cordialmente Teus” lança trailer e cartaz oficiais

Filme, que chega aos cinemas no próximo dia 22, traz situações cotidianas num Brasil cuja cidadania está sempre em construção

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Investigando a história do Brasil desde o passado colonial até um futuro distópico, Cordialmente Teus é, acima de tudo, um filme que fala sobre nosso presente. De forma bem humorada, mas sem deixar de lado a poesia e a crítica social, o dramaturgo Aimar Labaki estreia como diretor de cinema com esse longa com o qual busca trazer ao público maneiras de pensar sobre o país. Com produção da Lep Filmes e Canal Azul, e distribuição da Pandora Filmes. O filme, que chega aos cinemas em 22 de setembro, acaba de divulgar seu cartaz e trailer oficiais.

“Para poder mudar é preciso compreender. E aceitar. O Brasil é um país fundado e estruturado pela violência e pela convicção coletiva de que as Leis são ficção. Só valem se for para prejudicar o inimigo, pessoal, de raça, de religião ou de classe”, diz o diretor, que também assina o roteiro do longa, que traz no elenco Miriam Mehler, Mawusi Tulani, Debora Duboc, Marcos Breda, Agnes Zuliani,  Thaia Perez, Taty Godoi, Clovys Torres e Liz Reis, que também assina como produtora do filme, ao lado de Ricardo Aidar.

Para essa compreensão, o autor criou dez histórias, que vão desde 1550 a 2083, que falam sobre situações cotidianas de pessoas comuns num país marcado pela violência,  corrupção e desigualdade social. No presente pandêmico, uma mulher questiona sua dívida num banco. Num passado remoto, um português tenta transformar um índio em seu aliado.

Entre essas duas pontas, escravos se revoltam, judeus honram suas tradições em segredo para não serem pegos pela Inquisição, e guerrilheiros planejam o sequestro de um embaixador. No futuro, a violência se perpetua.

Trabalhar com cinema, para Labaki foi um bem-vindo desafio, no qual buscou “encontrar uma linguagem que desse unidade a passagens tão diferentes propostas pelo roteiro. Diferentes espacial, temporal e emocionalmente.” E, para essa busca, cercou-se de uma equipe experiente e talentosa.”

“Jacob Solitrenick, diretor de fotografia, foi um parceiro imprescindível. Eu sabia com muita clareza o que não queria. Mas qual seria a linguagem específica do filme descobrimos juntos, em diálogo permanente. Desse processo também participaram e foram muito importantes, a cenógrafa Ana Rita Bueno, a figurinista Anne Cerutti e o montador Pedro  Jorge.”

Já sua experiência no teatro, explica Labaki, foi fundamental no trato com o elenco de Cordialmente Teus. “A direção de atores em audiovisual é muito diferente do teatro. Mas as décadas dirigindo atores no palco me deu uma prática na parceria com esses artistas que me foi de muita valia.”

Essa parceria, no entanto, começou bem antes das filmagens. “Fiz pesquisa específica de vocabulário para as cenas de época. E trabalhei o texto com os atores, que muito me ajudaram na sintonia fina. Não só no vocabulário, mas também na forma de abordar temas e ambientes que não me são tão próximos.”

Na equipe artística, o longa tem Jacob Solitrenick (“Menina que Matou os Pais”), na direção de fotografia; Ana Rita Bueno (“O Pai de Rita”), na direção de arte; e Anne Cerutti, no figurino. A montagem é assinada por Pedro Jorge (“A navalha do avô”).

Cordialmente Teus é um lançamento da Pandora Filmes.

Sinopse

Dez histórias ou uma só. Dez momentos na linha do tempo: 1972, 1999, 1550, 2083, 1891, 2012, 1618 – e uma mesma realidade: a violência dando a cara final às relações no Brasil. Uma revolta de escravizados numa fazenda de café, a tortura de um indígena, o sequestro de um embaixador, judeus se escondendo da Inquisição, uma torturada que revê seu torturador na plateia para a qual conta o crime cometido por ele, pai e filho conversando durante a Segunda Guerra, uma viúva que perdeu tudo na Encilhada e é forçada a se casar e perder a liberdade.

Ficha Técnica

Direção e roteiro: Aimar Labaki

Elenco: Liz Reis, Marcos Breda, Agnes Zuliani Thaia Perez, Mawusi Tulani, Miriam Mehler, Maurício Xavier, Marina Mathey, Clovys Torres, Natalia Molina, Eduardo Silva, Igor Kovalewski, Debora Duboc, Diego Avelino, Ana Negraes, Edgar Castro, Eduardo Parisi, Aury Porto, Mariana Dias,  Anderson Kari Baia, Taty Godoi, Daniel Breda, Luah Guimarães, Vinicius Albano.   

Produção: Liz Reis, Ricardo Aidar

Fotografia: Jacob Solitrenick, ABC

Montagem: Pedro Jorge

Direção de Arte: Ana Rita Bueno

Figurino: Anne Cerutti

País: Brasil

Distribuição: Pandora Filmes

Sobre Aimar Labaki

Dramaturgo, roteirista, diretor de teatro, tradutor e ensaista, é autor da telenovela Paixões Proibidas (RTP- Band, 2006) e de peças como A Vida em Vermelho – atualmente em excursão, com Letícia Sabatella. Dirigiu em teatro atores como Natália Thimberg, Dan Stulbach e Hugo Possolo. Cordialmente Teus é seu primeiro longa.

Sobre Liz Reis

Com pós-graduação em Artes Cênicas pela FPA e USP, Liz Reis poderá ser vistas nas telas em diversas produções no próximo semestre – tanto na frente como atrás das câmeras. Atualmente, trabalha na produção e direção da série ABRE A COXIA, para o Arte1, que contará com 8 episódios de cerca de 50 minutos cada.

Como produtora executiva, Liz produz ACESSO: SELEÇÃO BRASILEIRA DE VOLEI FEMININO, uma série documental que apresentará ao público, em cinco episódios, todos os bastidores, o dia a dia, a preparação, o nervosismo, o sentimento e a realidade fora de quadra das vitoriosas meninas do time nacional.

Como atriz, Liz será vista em breve em CORDIALMENTE TEUS, primeiro longa do dramaturgo e novelista Aimar Labaki, que, aqui assina o roteiro e direção. Liz é responsável pela produção, e também interpreta uma das personagens.

E ainda neste ano, devem ser produzidos e captados  “Onde Estiver Estarei” e “Vai Corinthians”, uma coprodução com Warner.

SOBRE A LEP FILMES: LUGAR DE ENCONTROS E PRODUÇÕES

LEP Filmes  é uma produtora fundada, por Liz Reis e sua Sócia Beatriz Reis, especializada na área cultural, ativa no mercado desde 2005 em espetáculos teatrais e desde 2010 iniciou a produção de projetos audiovisuais e seguem com ambas as atividades.

Nos teatros a diretora e produtora Liz Reis concebeu e realizou a produção de obras de autores renomados como Nelson Rodrigues, Friedrich Von Schiller, Arthur Schnitzler, entre outros.

Dentro do campo audiovisual, a LEP Filmes fez grandes parcerias produtoras renomadas, além de canais de televisão como ESPN, Rede Globo, Canal Brasil, Band e National Geographic. Em sua filmografia, a produtora tem obras, produção executiva e coproduções dos mais diversos temas: “Onde a moeda Cai em Pé – SPFC”, “Amanhã Chegou”, “Santos de Todos os Gols”, “100 anos de Seleção Brasileira”, “4x Timão”, “Campeão do Século”, “Todas as manhãs do mundo”, “Viajantes radicais: pelos caminhos de Levis Straus” , “Águas do Brasil”, “12 de Junho de 93– O dia da paixão palmeirense”, “Libertados”, “Meninos da Vila”, “Todas as Manhãs do Mundo”, “Preto no Branco” e “Meninas de Ouro.”

Em 2019, a LEP Filmes lança em mais de 20 salas do Cinemark, em várias regiões do Brasil o documentário “A História de um Sonho”.

Para 2020, a produtora realizou a coprodução da sua primeira ficção: “Cordialmente Teus”, que será distribuído pela Pandora Filmes, projeto contemplado no FSA.

Em 2021, foi contemplado o Projeto “Nômade” no Edital Proac Expresso “Produção e Temporada de Espetáculo de Música com Apresentação Online”.

Site:  https://www.lepfilmes.com.br/

Sobre a Canal Azul

Desde 1995 a Canal Azul se dedica a produções audiovisual. São mais de 100 obras, entre longas e séries realizados em parceria com os maiores grupos de comunicação do Brasil e do mundo, como: Disney, Turner, Arté, Discovery,Channel, Nat Geo, ZDF, Disney/Espn, Band, Globo, Globosat, Record, e TV Cultura, tendo obras veiculadas em mais de 130 países e em 35 línguas

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.