Premiado em Vitória, Gramado e Festival de Málaga, A MÃE estreia nesta quinta

Premiado em Vitória, Gramado e Festival de Málaga, A MÃE estreia nesta quinta

Longa de Cristiano Burlan ganhou 6 prêmios no Festival Capixaba, entre eles, Melhor Filme e Melhor Interpretação para Marcélia Cartaxo

Assista ao trailer: https://youtu.be/WZRMi30Q5G8
Foto - Filme A Mãe

Grande Vencedor do 29o Festival de Cinema de Vitória, A MÃE estreia nesta quinta-feira, dia 10 de novembro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa, Florianópolis, Aracaju, Palmas, Vitória, Recife, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Santos e Niterói.

Além do prêmio de Melhor Filme, para os juris oficial, popular e crítica, o longa também levou Melhor Diretor, para Cristiano Burlan, Melhor Interpretação, para Marcélia Cartaxo, Melhor Fotografia, para André S. Brandão. No mês de agosto, na Mostra Competitiva do Festival de Gramado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Atriz, para Marcélia; Melhor Direção para Burlan; e Melhor Desenho de Som, para Ricardo Zollner.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marino, o longa tem ao centro Maria (Marcélia), uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, que embarca numa jornada em busca desse filho.

Para o encontrar, precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A MÃE coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

Burlan conta que desde o início do projeto teve Marcélia como o rosto de Maria. “Um rosto que reflete a dureza da vida, mas também sua inocência e compaixão.” Além dela, o filme conta também com Helena Ignez, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Kiko Marques, Hélio Cícero, Mawusi Tulani, Che Mois, Tuna Dwek, Carlos Meceni, entre outros.

O longa foi rodado em São Paulo, no começo de 2020, com locações no centro de São Paulo e no Jardim Romano, periferia de São Paulo. O filme dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo diretor, com documentários e ficções, que visam trazer humanidade para as populações periféricas.

Meu irmão foi assassinado pela polícia em 2001. Dois anos depois, fiz o documentário ‘MATARAM MEU IRMÃO’. Em 2012, minha mãe foi morta pelo namorado e em 2017 fiz ‘ELEGIA DE UM CRIME’. Minha história não é uma exceção. A impunidade, o preconceito, a desigualdade, a mídia e os governos transformam essas vidas em números. Mas por trás das estatísticas existem irmãos, amigos, mães e filhos”, diz Burlan.

A produção do longa é assinada pela Bela Filmes, e o longa tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes. A distribuição é da Cup Filmes. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Málaga, onde recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

A MÃE será lançado no Brasil pela Cup Filmes, e codistribuído pela Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.

Sinopse

A MÃE segue a jornada de Maria, migrante nordestina e vendedora ambulante em busca de seu filho Valdo, supostamente assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde mora. Em busca de descobrir o paradeiro do filho, Maria enfrenta diversas adversidades. Ela não tem nenhuma notícia que a ajude a encontrá-lo. Essa tragédia deixa uma ferida profunda na personalidade de Maria, que passa a viver sob a marca da insegurança e da impunidade.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Burlan

Argumento e Roteiro: Ana Carolina Marinho e Cristiano Burlan

Direção de Fotografia: André S. Brandão

Direção de Arte: Karla Salvoni

Montagem: Cristiano Burlan, Renato Maia

Figurino: Helô Cobra

Maquiagem e Caracterização: Julliana Fraga

Técnico de Som Direto: André Bellantani

Desenho de Som: Ricardo Zollner

Trilha Sonora: Ricardo Zollner e Thiago Liguori

Direção de Produção: Bruno Alfano

Produção Executiva: Priscila Portella

Produtores: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni, Bruno Caticha, Priscila Portella e Ivan Melo.

Com Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignez, e apresentando Dunstin Farias.

Elenco: Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Tuna Dwek.

Produtoras: Bela Filmes, Filmes da Garoa e Cup Filmes

Distribuidora: Cup Filmes

Codistribuidora: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo

SOBRE O DIRETOR – CRISTIANO BURLAN

Cristiano Burlan (Porto Alegre, Brasil, 1975) é diretor de cinema, teatro e professor. Realizou mais de 20 filmes, entre eles a Tetralogia em Preto e Branco, composta pelos filmes “Sinfonia de um Homem Só” (2012), “Amador” (2014), “Hamlet” (2014) e “Fome” (2015), premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seu documentário “Mataram Meu Irmão” (2013) foi o vencedor do Festival É Tudo Verdade 2013 e, no mesmo ano, ganhou o prêmio do júri oficial e da crítica no 40º Festival Sesc de Melhores Filmes e o prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura. “Antes do Fim” (2017) ganhou o prêmio especial do júri da APCA em 2018, ano em que também estreou “Elegia de um Crime” (2018), no Festival É Tudo Verdade angariando prêmios. Os filmes “Construção”, “Mataram meu irmão” e “Elegia de um crime” compõem a Trilogia do Luto, em que aborda a trágica história de sua família. Em 2020, estreou a série “Paulo Freire, um homem do mundo” realizada pelo SescTV. Seu longa-metragem de ficção, “A Mãe”, que tem como protagonista a atriz Marcélia Cartaxo, estreia em março de 2022, em competição, no Festival de Málaga. Está em fase de finalização do longa-metragem de ficção, “Ulisses”, e em pré-produção do documentário “Antunes Filho, do olho para o coração”, realizado pelo SescTV.

SOBRE A BELA FILMES

A BELA FILMES foi fundada em 2005. Os sócios CRISTIANO BURLAN e HENRIQUE ZANONI desenvolvem projetos artísticos independentes, como roteiristas, diretores e também atuando, ganhando reconhecimento tanto do público como da crítica, como provam as frequentes participações em festivais e prêmios angariados. A Bela Filmes já produziu mais de 20 filmes, incluindo ficções e documentários, tais como BATALHA, ANTES DO FIM, ELEGIA DE UM CRIME, NO VAZIO DA NOITE, EM BUSCA DE BORGES, FOME, MATARAM MEU IRMÃO, HAMLET, SINFONIA DE UM HOMEM SÓ, CORAÇÕES DESERTOS entre outros.

Paralelamente, a dupla de sócios também fundou a Cia dos Infames, grupo teatral com o qual já realizaram as peças O NOME DAS COISAS, O CARA MAIS ESPERTO DO FACEBOOK, MÚSICA PERFEITA PARA O SUICÍDIO, A VIDA DOS HOMENS INFAMES, entre outras.

SOBRE A CUP FILMES

A CUP FILMES é uma produtora e distribuidora de filmes independentes sediada em São Paulo. Entre os filmes produzidos pela empresa estão CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (Roterdã, 2017), ALVORADA, de Anna Muylaert e Lo Politi (Sheffield Doc/Fest 2021), A MÃE de Cristiano Burlan (seleção Oficial Málaga 2022), BOB CUSPE NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE, de Cesar Cabral (vencedor do Prêmio Contrechamp em Annecy e Melhor Filme no Festival de Animação de Ottawa em 2021 e qualificado para o Oscar 2022). A empresa está em fase final de financiamento do longa BABY, de Marcelo Caetano, e na pré-produção da animação UM PINGUIM TUPINIQUIM, de Cesar Cabral.

SOBRE A FILMES DA GAROA

Criada em 2011, pelo roteirista e diretor BRUNO CATICHA e pela produtora PRISCILA PORTELLA, a FILMES DA GAROA é uma produtora independente, focada em filmes de gênero e documentários. Entre suas principais produções destacam-se: OVESTIDO (2019) e O ESPÍRITO DO BOSQUE (2017), de Carla Saavedra Brychcy, vencedor do Kikito de Melhor Atriz no 45º Festival de Cinema de Gramado; GERU (2014), de Fábio Baldo e Tico Dias, vencedor do Candango de Melhor Ator e Som no 47º Festival de Brasília e PROJETO SILÊNCIO (2010), de Bruno Caticha, vencedor do prêmio Best Creative Idea no 13th Shanghai International Film Festival. É co-produtora do último documentário de Cristiano Burlan, ELEGIA DE UM CRIME (2018), que esteve na competitiva oficial do Festival É Tudo Verdade 2018. Atualmente, desenvolve o primeiro longa-metragem da diretora boliviana Carla Saavedra Brychcy, A SOMBRA DO CÃO, vencedor do 7º Brasil Cinemundi na categoria melhor projeto de longa-metragem; e prepara para rodar A MÃE, longa-metragem de ficção, dirigido por Cristiano Burlan e estrelado por Marcelia Cartaxo, realizado em co-produção com as empresas BELA FILMES e CUP FILMES

Confira o trailer oficial de A MÃE, protagonizado por Marcélia Cartaxo

Confira o trailer oficial de A MÃE, protagonizado por Marcélia Cartaxo

Premiado em Vitória e Gramado, longa de Cristiano Burlan será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Estreia nos cinemas brasileiros dia 10 de novembro

Assista ao trailer: https://youtu.be/WZRMi30Q5G8

A MÃE dirigido por Cristiano Burlan acaba de ganhar trailer oficial. Filme será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, nos dias 28 de outubro, 01 e 02 de novembro, e estreia nos cinemas brasileiros no dia 10 de novembro. Protagonizado por Marcélia Cartaxo, longa traz no elenco Dunstin Farias, Mawusi Tulani, Helena Ignez, Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Tuna Dwek e Henrique Zanoni.

Grande Vencedor do 29º Festival de Cinema de Vitória, prêmio de Melhor Filme, para os juris oficial, popular e crítica, o longa também levou Melhor Diretor, para Cristiano Burlan, Melhor Interpretação, para Marcélia Cartaxo, Melhor Fotografia, para André S. Brandão. No mês de agosto, na Mostra Competitiva do Festival de Gramado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Atriz, para Marcélia; Melhor Direção para Burlan; e Melhor Desenho de Som, para Ricardo Zollmer.

Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marinho, o longa tem ao centro Maria (Marcélia), uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, que embarca numa jornada em busca desse filho.

Para o encontrar, precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A MÃE coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?

Burlan conta que desde o início do projeto teve Marcélia como o rosto de Maria. “Um rosto que reflete a dureza da vida, mas também sua inocência e compaixão.” Além dela, o filme conta também com Helena Ignez, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Kiko Marques, Hélio Cícero, Mawusi Tulani, Che Mois, Tuna Dwek, Carlos Meceni, entre outros.

O longa foi rodado em São Paulo, no começo de 2020,  com locações no centro de São Paulo e no Jardim Romano. O filme dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo, com documentários e ficções, que visam trazer humanidade para as populações periféricas.

Meu irmão foi assassinado pela polícia em 2001. Dois anos depois, fiz o documentário ‘MATARAM MEU IRMÃO’. Em 2012, minha mãe foi morta pelo namorado e em 2017 fiz ‘ELEGIA DE UM CRIME’. Minha história não é uma exceção. A impunidade, o preconceito, a desigualdade, a mídia e os governos transformam essas vidas em números. Mas por trás das estatísticas existem irmãos, amigos, mães e filhos”, diz Burlan.

A produção do longa é assinada pela Bela Filmes, e o longa tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes. A distribuição é da Cup Filmes. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Málaga, em março passado.

A MÃE será lançado no Brasil pela Cup Filmes, e codistribuído pela Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.



Sinopse

A MÃE segue a jornada de Maria, migrante nordestina e vendedora ambulante em busca de seu filho Valdo, supostamente assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde mora. Em busca de descobrir o paradeiro do filho, Maria enfrenta diversas adversidades. Ela não tem nenhuma notícia que a ajude a encontrá-lo. Essa tragédia deixa uma ferida profunda na personalidade de Maria, que passa a viver sob a marca da insegurança e da impunidade.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Burlan

Argumento e Roteiro: Ana Carolina Marinho e Cristiano Burlan

Direção de Fotografia: André S. Brandão

Direção de Arte: Karla Salvoni

Montagem: Cristiano Burlan, Renato Maia

Figurino: Helô Cobra

Maquiagem e Caracterização: Julliana Fraga

Técnico de Som Direto: André Bellantani

Desenho de Som: Ricardo Zollner

Trilha Sonora: Ricardo Zollner e Thiago Liguori

Direção de Produção: Bruno Alfano

Produção Executiva: Priscila Portella

Produtores: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni, Bruno Caticha, Priscila Portella e Ivan Melo.

Com Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignez, e apresentando Dunstin Farias.

Elenco: Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Tuna Dwek.

Produtoras: Bela Filmes, Filmes da Garoa e Cup Filmes

Distribuidora: Cup Filmes

Codistribuidora: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo

SOBRE O DIRETOR – CRISTIANO BURLAN

Cristiano Burlan (Porto Alegre, Brasil, 1975) é diretor de cinema, teatro e professor. Realizou mais de 20 filmes, entre eles a Tetralogia em Preto e Branco, composta pelos filmes “Sinfonia de um Homem Só” (2012), “Amador” (2014), “Hamlet” (2014) e “Fome” (2015), premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seu documentário “Mataram Meu Irmão” (2013) foi o vencedor do Festival É Tudo Verdade 2013 e, no mesmo ano, ganhou o prêmio do júri oficial e da crítica no 40º Festival Sesc de Melhores Filmes e o prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura.  “Antes do Fim” (2017) ganhou o prêmio especial do júri da APCA em 2018, ano em que também estreou “Elegia de um Crime” (2018), no Festival É Tudo Verdade angariando prêmios. Os filmes “Construção”, “Mataram meu irmão” e “Elegia de um crime” compõem a Trilogia do Luto, em que aborda a trágica história de sua família. Em 2020, estreou a série “Paulo Freire, um homem do mundo” realizada pelo SescTV. Seu longa-metragem de ficção, “A Mãe”, que tem como protagonista a atriz Marcélia Cartaxo, estreia em março de 2022, em competição, no Festival de Málaga. Está em fase de finalização do longa-metragem de ficção, “Ulisses”, e em pré-produção do documentário “Antunes Filho, do olho para o coração”, realizado pelo SescTV.

SOBRE A BELA FILMES

A BELA FILMES foi fundada em 2005. Os sócios CRISTIANO BURLAN e HENRIQUE ZANONI desenvolvem projetos artísticos independentes, como roteiristas, diretores e também atuando, ganhando reconhecimento tanto do público como da crítica, como provam as frequentes participações em festivais e prêmios angariados. A Bela Filmes já produziu mais de 20 filmes, incluindo ficções e documentários, tais como BATALHA, ANTES DO FIM, ELEGIA DE UM CRIME, NO VAZIO DA NOITE, EM BUSCA DE BORGES, FOME, MATARAM MEU IRMÃO, HAMLET, SINFONIA DE UM HOMEM SÓ,  CORAÇÕES DESERTOS entre outros.

Paralelamente, a dupla de sócios também fundou a Cia dos Infames, grupo teatral com o qual já realizaram as peças O NOME DAS COISAS, O CARA MAIS ESPERTO DO FACEBOOK, MÚSICA PERFEITA PARA O SUICÍDIO, A VIDA DOS HOMENS INFAMES, entre outras. 

SOBRE A CUP FILMES

A CUP FILMES é uma produtora e distribuidora de filmes independentes sediada em São Paulo. Entre os filmes produzidos pela empresa estão CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (Roterdã, 2017), ALVORADA, de Anna Muylaert e Lo Politi (Sheffield Doc/Fest 2021), A MÃE de Cristiano Burlan (seleção Oficial Málaga 2022), BOB CUSPE NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE, de Cesar Cabral (vencedor do Prêmio Contrechamp em Annecy e Melhor Filme no Festival de Animação de Ottawa em 2021 e qualificado para o Oscar 2022). A empresa está em fase final de financiamento do longa BABY, de Marcelo Caetano,e na pré-produção da animação UM PINGUIM TUPINIQUIM, de Cesar Cabral.

SOBRE A FILMES DA GAROA

Criada em 2011, pelo roteirista e diretor BRUNO CATICHA e pela produtora PRISCILA PORTELLA, a FILMES DA GAROA é uma produtora independente, focada em filmes de gênero e documentários. Entre suas principais produções destacam-se: OVESTIDO (2019) e O ESPÍRITO DO BOSQUE (2017), de Carla Saavedra Brychcy, vencedor do Kikito de Melhor Atriz no 45º Festival de Cinema de Gramado; GERU (2014), de Fábio Baldo e Tico Dias, vencedor do Candango de Melhor Ator e Som no 47º Festival de Brasília e PROJETO SILÊNCIO (2010), de Bruno Caticha, vencedor do prêmio Best Creative Idea no 13th Shanghai International Film Festival. É co-produtora do último documentário de Cristiano Burlan, ELEGIA DE UM CRIME (2018), que esteve na competitiva oficial do Festival É Tudo Verdade 2018. Atualmente, desenvolve o primeiro longa-metragem da diretora boliviana Carla Saavedra Brychcy, A SOMBRA DO CÃO, vencedor do 7º Brasil Cinemundi na categoria melhor projeto de longa-metragem; e prepara para rodar A MÃE, longa-metragem de ficção, dirigido por Cristiano Burlan e estrelado por Marcelia Cartaxo, realizado em co-produção com as empresas BELA FILMES e CUP FILMES.

Longa ‘MEU TIO JOSÉ’ ESTREIA QUINTA-FEIRA no circuito independente de cinema em 14 capitais do Brasil

Longa ‘MEU TIO JOSÉ’ ESTREIA QUINTA-FEIRA no circuito independente de cinema em 14 capitais do Brasil

Escrito e dirigido por Ducca Rios, filme em formato de animação é baseado em fatos reais e promete mobilizar a crítica e o público, principalmente jovem, ao contar a história familiar de um ex-guerrilheiro assassinado na ditadura

O Longa “Meu Tio José”, animação baseada em fatos reais que conta a história familiar de um ex-guerrilheiro assassinado na ditadura, tem estreia nacional marcada para o dia 27 de outubro no circuito independente, em 14 capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Salvador, Maceió, Recife, Fortaleza, João Pessoa, Teresina, Palmas, Manaus e Porto Alegre.

A animação conta com as vozes de atores consagrados como Wagner Moura, Tonico Pereira e Lorena Comparato, dando ainda mais vida aos personagens, e promete mobilizar a crítica e o público, principalmente jovem, a uma reflexão em meio ao cenário de eleições e polarização política no país.

Escrito e dirigido por Ducca Rios, com produção executiva de Maria Luiza Barros e distribuição no Brasil da Tucuman, o filme conta, sob o olhar de uma criança, Adonias, o assassinato de José Sebastião de Moura, tio de Ducca e membro do grupo de esquerda “Dissidência da Guanabara”, que participou do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969. “É uma obra importante, cíclica. Começa num golpe e vai ser lançada durante um outro golpe. Ela toca as pessoas porque faz essa revisita, lembrando esse evento trágico da minha infância, que remete a tantas lembranças com ele. Quando meu tio foi assassinado, eu tinha apenas dez anos de idade, foi um choque para mim e toda a família. A partir dali, comecei a entender o que é uma ditadura militar e esse filme é a minha resposta para uma realidade bruta que nos deixou cicatrizes”, destaca o diretor, que completa: “Foi meu tio que me ensinou a nadar, ele brincava muito comigo e com meu irmão”, conta. Aliando essas boas memórias afetivas ao trabalho com cinema, Ducca decidiu homenageá-lo com seu primeiro longa-metragem chamando atenção para um crime até hoje sem resposta. “Tem muita coisa ficcional, usando a simbologia da época, como o próprio ato de ilustrar, de fazer um filme todo desenhado a mão, mas boa parte é baseada em fatos reais”, revela.
 

Historicamente, José permaneceu exilado durante dez anos, antes de retornar ao Brasil, onde foi morto em um crime com evidências fortes de motivação político-ideológica e que permanece sem solução. Na trama, o conflito principal se dá a partir de uma redação que Adonias tem que escrever na escola, mesmo dia em que seu tio sofre o atentado, em 1983, sendo depois levado ao hospital em estado grave. Daí em diante, Adonias tem que lidar com a tristeza de sua família, com as desavenças na escola e com a angústia de ter que cumprir a tarefa pedida pela professora.
 

De acordo com Ducca, a classificação 14 anos do filme também simboliza a oportunidade de conversar com o público jovem sobre momentos relevantes da história e estimular a importância de exercer a cidadania desde cedo.

Nas vozes dos personagens, Wagner Moura representa José e ficou muito entusiasmado com o projeto. “Apoio, assino embaixo. Fico contente, ainda mais na linguagem que Ducca escolheu, a animação, pouco comum no cinema brasileiro”. Já Lorena Comparato empresta sua voz à professora Adriana, enquanto Tonico Pereira tem sua voz ligada ao diretor da escola. A trilha sonora conta com cinco canções de Chico Buarque, com uma roupagem rock’n roll e em versões totalmente instrumentais: Roda Viva, Construção, Deus lhe pague, “O que será, porém”, e “Apesar de Você”, única com voz, interpretada por Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado.

O filme “Meu Tio José” coleciona outras importantes premiações. Recentemente, recebeu o prêmio de melhor longa em animação no Festival Seattle Film Festival (USA), além de participar e receber uma menção honrosa na BIFF — Festival Internacional de Cinema de Brasília. Também foi um dos finalistas na categoria Contrechamp, em 2021, no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, o maior e mais importante festival de animação do mundo, finalista no Prêmio Quirino, em 2022, maior honraria do cinema de animação Ibero-americano, estreou no Brasil na Mostra Internacional de São Paulo, em 2021, e foi finalista no Festival do Rio, em 2021. O filme também fez parte da seleção oficial de mais de 20 festivais, entre nacionais e internacionais, e ganhou, até o momento, cinco prêmios nos festivais FICIMAD (Madrid), VIFF (Vancouver), Animation Studio (Paris) e, agora, Festival Seattle Film Festival e BIFF (Brasília).

Sobre Ducca Rios:
 

Ducca Rios é roteirista, diretor, ilustrador e músico. Graduado em Comunicação Social, tem pós-graduação em Computação Gráfica e é Mestre em Políticas Sociais. Ele é Diretor Criativo na Origem Produtora de Conteúdo, já tendo dirigido diversas séries em animação para canais como Disney Jr., ZooMoo, entre outros, e também diversas séries documentais. Por seu trabalho, Ducca já foi premiado no Granimado, FICI e Mostra Internacional de Cinema Infantil de Florianópolis. ‘Meu Tio José’ é o seu primeiro longa-metragem.
 

Sobre Origem Produtora de Conteúdo:
 

Origem Produtora de Conteúdo é uma produtora baseada em Salvador (BA). O DNA da empresa tem como principal característica o esforço criativo no desenvolvimento de projetos com grande qualidade técnica, que são, em sua maioria, séries em animação para a TV e filmes.
 

Entre os trabalhos desenvolvidos estão as séries em animação: “Tadinha”, “Bill, o touro”, “Turma da Harmonia”, “Fábulas de Bulccan”, “Tori, a detetive”, “Belatrix”, “Billy e Catarina” e “Lampz”. Além das séries documentais: “Saberes Passados”, “Quem foi seu mestre”, “Warlove”, “Bicos” e “Cícero”. A empresa coproduziu também a série ficcional “Frequência Positiva”, realizou o longa-metragem em animação “Meu Tio José”, “Revoada” (em pré-produção), os projetos de longa-metragem “Panglyn” e “A Lenda de Brave Lee”, além da co-produção com o México para realizar o filme “La Marca Del Jaguar”, em pré-produção neste momento.


Elenco Principal:
 

Wagner Moura — José

Tonico Pereira — Diretor da escola de José

Cauã Levi — Adonias

Arthur Nascimento — Pedro

Sophie Mendonça — Luiza

João Caetano — Torquato criança

Ian Trigo — Ludo

Lorena Comparato — Adriana

Jackson Costa — Torquato

Bertrand Duarte — Silvestre

Evelin Buchegger— Vanete e diretora da escola de Adonias

Neyde Moura – Aracy
 

Equipe principal:
 

Ducca Rios — Autor, roteirista, diretor e diretor de arte

Maria Luiza Barros — Produtora executiva

Marcelo Vitz — Assistente de direção

Chandler Vaz — Diretor de arte

Luciano Silva — Diretor musical e engenheiro de som

Campo 4 — Animatic

Mário Alves — Animação tradicional

Aída Queiroz — Consultora de arte

Geraldo Moraes — Script Doctor

Protagonizado por Kika Sena, PALOMA, de Marcelo Gomes, ganha trailer

Protagonizado por Kika Sena, PALOMA, de Marcelo Gomes, ganha trailer

Grande vencedor do Festival do Rio, longa é protagonizado por Kika Sena, a primeira trans vencedora do Troféu Redentor de Melhor Atriz

Dirigido por Marcelo Gomes, filme será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro

Assista ao trailer: https://youtu.be/Ys3qs5X2Jds

PALOMA, de Marcelo Gomes, acaba de divulgar seu trailer oficial. Filme foi consagrado como o Melhor Longa da mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio de 2022, também levou os troféus de Melhor Atriz, para Kika Sena, que interpreta a personagem-título, e o Prêmio Félix, concedido a obras com temática LGBTQIA+.

Agora, o longa será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, nos dias 27 e 28 de outubro e na sequência estreia em circuito nacional no dia 10 de novembro.

Arte-educadora, diretora teatral, poeta e performer brasileira, Kika Sena se torna a primeira atriz transexual a receber o prêmio no Festival do Rio, e ela afirma que o Troféu Redentor é “uma oportunidade para os corpes trans estarem em todos os lugares e não só onde a sociedade acha que podemos estar

Produzido pela pernambucana Carnaval Filmes, em coprodução com a portuguesa Ukbar Filmes, o longa será lançado em cinemas pela Pandora Filmes, e já foi exibido em festivais internacionais, em cidades como Londres e Huelva, o filme fez sua première mundial no Festival de Munique em julho passado.

Roteirizado por Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, PALOMA parte de uma história real, que o diretor leu num jornal, e tem como protagonista Kika Sena, arte-educadora, diretora teatral, atriz, poeta e performer, interpretando Paloma, uma mulher trans que trabalha como agricultora no sertão de Pernambuco.

Seu maior sonho é se casar na igreja católica, com seu namorado Zé (Ridson Reis). Eles já vivem juntos, e criam uma filha de 7 anos chamada Jenifer (Anita de Souza Macedo). O padre, porém, recusa o pedido, mas nem por isso Paloma desistirá de realizar seu sonho.

Porém, precisará enfrentar o preconceito e o conservadorismo para realizar esse seu desejo. O roteiro partiu de uma notícia que o diretor leu num jornal sobre uma mulher trans que sonhava em casar numa igreja católica com véu e grinalda.Em sua equipe artística, PALOMA conta Pierre de Kerchove (“Eu quero voltar sozinho, “Joaquim”), na direção de fotografia; Rita M. Pestana (“Fortaleza Hotel”) assina a montagem; e a direção de arte é de Marcos Pedroso (“Cinema, Aspirinas e Urubus, “Madame Satã”). O casting foi feito por Maria Clara Escobar. E preparação de elenco por Silvia Lourenço. A produção do filme é de João Vieira Jr. e Nara Aragão.SESSÕES DE PALOMA NA 46ª MOSTRA:CINE MARQUISE Sala 1 – 25/10/22 – 21:15CINE MARQUISE Sala 2 – 27/10/22 – 17:00


Sinopse

Paloma é uma mulher trans que está decidida a realizar seu maior sonho: um casamento tradicional, na igreja, com o seu namorado Zé. Ela trabalha duro como agricultora numa plantação de mamão, e está economizando para pagar a festa. A recusa do padre em aceitar seu pedido obrigará Paloma a enfrentar a sociedade rural. Ela sofre violência, traição, preconceito e injustiça, mas nada abala sua fé.

Ficha Técnica

Direção: Marcelo Gomes

Roteiro: Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos

Produzido por:  João Vieira Jr. e Nara Aragão

Coprodutores: Pandora da Cunha Teles, Pablo Iraola e Ernesto Soto Canny

Produtores Associados: Paula Cosenza, Caio Gullane e Fabiano Gullane

Elenco: Kika Sena, Ridson Reis, Zé Maria, Suzy Lopes, Ana Marinho, Samya de Lavor, Wescla Vasconcellos, Patrícia Dawson, Nash Laila, Márcio Flecher, Buda Lira, Anita de Souza Macedo

Direção de Fotografia: Pierre de Kerchove

Montagem: Rita M. Pestana

Direção de Arte: Marcos Pedroso

Coprodução: Carnaval Filmes, Gullane, Misti Filmes, Ukbar Filmes, REC Produtores.

Distribuição no Brasil: Pandora Filmes.

Agente de Venda Internacional: Memento International

Locações: filmado na cidade do Crato (sertão do Cariri, Ceará) e na Ilha de Itamaracá (Pernambuco).

Gênero: drama

Sobre Kika Sena

Kika Sena é atriz, arte-educadora, diretora teatral, poeta e performer brasileira. Graduada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e mestranda em Teoria em Prática das Artes Cênicas pela Universidade Federal do Acre, Kika Sena é pesquisadora nas áreas de gênero, sexualidade, raça e classe. A partir de 2015, vem desenvolvendo pesquisas relacionadas à área de voz e palavra em performance com cunho político referente ao corpo da mulher trans e travesti na cena teatral e social brasileira. Em 2017 lançou o livro Periférica, pela Padê Editorial, antecedido por Marítima, 2016, publicação independente. Sua publicação mais recente, também de forma independente, é a zine Subterrânea, de 2019. Também em 2019 dirigiu o espetáculo teatral Transmitologia (DF). Já em 2020, em parceria com AsAguadeiras, dirigiu o espetáculo teatral “DesQuite”(AC). Seu trabalho teatral mais recente é o espetáculo Ovelha Dolly (AC), dirigido por Sarah Bicha.

Sobre Marcelo Gomes

Cineasta nascido em Recife, teve seus primeiros contatos com o cinema como participante de um cineclube. Em 2002, foi corroteirista do longa-metragem Madame Satã, de Karim Aïnouz. Em 2005, lançou seu primeiro longa-metragem, Cinema, aspirinas e urubus, selecionado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. Em 2012, dirigiu e roteirizou Era uma vez eu, Verônica, filme vencedor de sete prêmios no Festival de Brasília. O homem das multidões (2013), codirigido com Cao Guimarães, foi selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. Seu filme de ficção mais recente, Joaquim (2017), foi selecionado para a competição pelo Urso de Ouro na Berlinale. Seu documentário Estou me guardando para quando o carnaval chegar estreou nos cinemas em 2019, e ganhou diversos prêmios, entre eles Melhor Documentário no Festival Melhores do Ano do Sesc, e Melhor Documentário e Melhor Montagem, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Sobre a Carnaval Filmes

A Carnaval Filmes é uma empresa produtora de audiovisual sediada no Recife, fundada e dirigida por Nara Aragão e João Vieira Jr. Atuando na produção cinematográfica, de conteúdo televisivo e dialogando com outras áreas de criação artística e da cocriação em música, teatro, fotografia e literatura, através da troca com talentos de outros estados e países. A Carnaval atualmente produz a série de animação “Bia Desenha”, o documentário “Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar” e os longas “Paloma”, “Fim de Festa” “Greta Garbo”, em finalização.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Com Maeve Jinkings, CARVÃO, de Carolina Markowicz, ganha Trailer Oficial

Com Maeve Jinkings, CARVÃO, de Carolina Markowicz, ganha Trailer Oficial

Filme, que fez sua estreia nacional no Festival do Rio, já foi exibido nos Festivais de Toronto e San Sebastian

Carvão chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de novembro

Assista ao Trailer: https://youtu.be/0qlaRgwrj-Y

Primeiro longa da premiada diretora de curtas Carolina Markowicz, CARVÃO acaba de divulgar seu trailer oficial. Longa será exibido na Mostra Competitiva de Longas de Ficção, na Première Brasil do Festival do Rio, nos dias 12 e 13 de outubro, e chega aos cinemas brasileiros no dia 03 de novembro. Sua primeira sessão mundial aconteceu no Festival Internacional de Toronto, e, depois, foi exibido no Festival de Cinema de San Sebastian.

CARVÃO é produzido pela Superfilmes, e coproduzido pela Biônica Filmes e pela argentina Ajimolido, o longa será lançado nos cinemas pela Pandora Filmes, e traz no elenco Maeve Jinkings, Romulo Braga, Camila Márdila e o argentino César Bordón.

No filme, Maeve (O Som  ao Redor, Boi Neon e Aquarius) interpreta Irene que, com seu marido, Jairo (Braga), tem uma pequena carvoaria no quintal de casa, numa cidade do interior. Eles têm um filho pequeno, Jean (Jean Costa), e o pai dela não sai mais da cama, não fala, não ouve.

Tudo muda quando decidem hospedar em sua casa, em troca de uma boa quantidade em dinheiro, um estrangeiro misterioso, interpretado por Bordón (Relatos Selvagens e Mulher sem Cabeça). A chegada do homem, um sujeito pouco simpático que não fala português, transforma, não necessariamente para melhor, a dinâmica da vida da família de Irene, além de os colocar risco, a ponto dela pensar se aquilo tudo vale a pena.

Não há mais absurdo no Brasil. CARVÃO é a minha tentativa de compreender isso. Como chegamos a esse ponto?”, declarou a diretora, que também assina o roteiro, à revista Variety na exibição do filme em San Sebastian.

Ouvimos nosso presidente dizer que preferiria ter um filho morto a um filho gay. Ouvimos o executivo da maior seguradora de saúde dizer que foram orientados por seus CEOs a deixar as pessoas morrerem durante a pandemia porque ‘morte é alta hospitalar’.”

O filme foi rodado em Jordanópolis, interior de São Paulo, uma cidade próxima à qual a diretora cresceu, e ela confessa conhecer bem esse ambiente rural e retrógrado. “Lá, vivenciei tudo o que uma pequena cidade conservadora pode oferecer: pessoas cuidando da vida umas das outras, famílias unidas pelo fato de que “a família deve ficar unida”, casamentos onde os casais quase se odiavam (mas como é vergonhoso ser solteiro, vamos manter o status quo!). E claro: você pode ser um assassino, mas por favor não seja gay.”

Neste ano, o filme foi o vencedor do CICAE (distribuidores de cinema de arte europeu) awards, no Cine en Construcción Toulouse 2022, concedido a filmes na fase de pós-produção. Na justificativa do prêmio, o júri ressaltou a originalidade da história, além do trabalho de direção, e um alto potencial de público.

A equipe artística de CARVÃO conta direção de fotografia de Pepe Mendes (“O Órfão”); direção de arte de Marines Mencio (“Meu nome é Bagdá”) e Natalia Krieger (“Um loiro”); montagem do argentino Lautaro Colace (“Esto no es un golpe”); figurino assinado por Gabi Pinesso (“O Órfão”); e a trilha sonora é de Filipe Derado (“O Órfão”) e do argentino Alejandro Kauderer (“Minha obra-prima”).

Sinopse

Numa pequena cidade do interior, uma família recebe uma proposta rentosa, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar. Porém, nenhum dos familiares, e muito menos o próprio hóspede, vê suas expectativas cumpridas.

“Carvão” é um retrato ácido de um Brasil onde impera a naturalização do absurdo.

Ficha Técnica

Diretora: Carolina Markowicz        

Roteirista: Carolina Markowicz

Produtora: Zita Carvalhosa

Coprodutores: Karen Castanho, Alejandro Israel  

Elenco: Maeve Jinkings, César Bordón, Jean Costa, Camila Márdila, Romulo Braga, Pedro Wagner, Aline Marta

Fotografia: Pepe Mendes

Edição: Lautaro Colace

Música: Filipe Derado e Alejandro Kauderer

Edição de Som: Diego Martinez/Filipe Derado

Direção de Arte: Marines Mencio/Natalia Krieger

Figurino: Gabi Pinesso

Sobre Carolina Markowicz

Carolina é roteirista e diretora radicada em São Paulo.

Ela escreveu e dirigiu 6 curtas-metragens selecionados para cerca de 300 festivais como Cannes, Locarno, Toronto, SXSW, AFI e foi premiada mais de 70 vezes.

O “Orfão” é o curta-metragem mais reconhecido de sua carreira. Estreou na Quinzena dos Realizadores – Cannes e foi o vencedor do Queer Palm, sendo o primeiro filme brasileiro a ganhar este prêmio.

“Tatuapé Mahal” representou outro destaque em sua carreira. Estreou no TIFF – Toronto Intl’ Film Festival em 2014, onde Carolina foi considerada uma das “cinco cineastas a serem observadas” pelo curador Shane Smith. Após seu lançamento online, foi incluído entre os Melhores do Ano do Vimeo Staff Picks 2017.

Carolina foi uma das 10 cineastas emergentes convidadas a fazer parte do TIFF Talent Lab. Ela também foi selecionada para o Berlinale Talents e para a Locarno Filmmakers Academy, onde fez parte de uma seleção no Indiewire que apresentou “Alguns dos novos cineastas mais emocionantes do mundo”.

Em 2019, foi convidada a fazer parte da SEE Factory, na qual co-escreveu e co-dirigiu o curta-metragem “Spit”, exibido no dia de abertura da Quinzena dos Realizadores – Cannes 2019.

Carolina também é co-criadora da série Netflix “Nobody is Looking”, vencedora do Emmy Internacional 2020.

Em 2021, Carolina foi convidada para ser membro da AMPAS, a Academia responsável pelo Oscar.

Atualmente está na pós-produção de seus dois longas-metragens “Carvão”, e “Pedágio” em pós-produção.

Sobre a Cinematográfica Superfilmes

A Cinematográfica Superfilmes foi fundada em 1983 e estruturou-se para atuar nas diferentes áreas da produção audiovisual. Viabilizando projetos de realizadores independentes, levou às telas longas, séries e curtas reconhecidos por sua qualidade técnica e criatividade.

A Superfilmes aposta sempre na revelação de novos talentos (metade deles com primeiras obras) e na expressão de vozes originais. Entre os realizadores produzidos podemos destacar Carolina Markowicz, Chico Teixeira, Lina Chamie, Evaldo Mocarzel, Gregorio Graziosi, Lili Caffé, Eduardo Nunes, Jeferson De, Fábio Rodrigo, Lauro Escorel, Cao Hamburger, Wilson Barros, entre outros.

Sobre a Biônica Filmes

A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Karen Castanho e Fernando Fraiha. Produziu a série para a HBO: “PSI” indicada ao Emmy Awards 2015 na categoria “Melhor Série Dramática”; e os longas: “Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou!” (2014) de Marcus Baldini, visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015 na categoria “Melhor Comédia”; “Reza a Lenda” (2016), de Homero Olivetto, uma das 5 maiores bilheterias de 2016 e ganhador do Prêmio Especial do Júri no Tallin Black Nights 2016; “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” (2017) de Paulinho Caruso e Teo Poppovic, selecionado para o South by Southwest (SXSW) 2018.

No ano de 2017 foram lançados dois longas em que a Biônica é produtora associada: o documentário “Divinas Divas” de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Púbico – Global no South by Southwest (SXSW) 2017 e a comédia “La Vingança” de Fernando Fraiha, uma coprodução Brasil – Argentina vencedora do prêmio de Diretor Estreante do Brooklin Film Festival 2017.

Em 2018, três longas serão rodados pela Biônica Filmes: “Turma da Mônica -Laços” de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, “Eu Não Sou Cachorro, Não” de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original assinada por Arnaldo Antunes; e “Pedro” de Laís Bodanzky, uma coprodução Brasil-Portugal que contará a história de Dom Pedro I.

Em 2019 a produtora vai produzir “Rita Lee, uma autobiografia” (um longa-metragem de ficção e um documentário).

Sobre a Ajimolido Filmes

A Ajimolido Films é uma produtora criada em 2008 por Alejandro Israel. É coprodutora do filme “Carvão” de Carolina Markowicz. Desde a sua criação produziu filmes como “Los que Vuelven” de Laura Casabé, “Angélica” de Delfina Castagnino, “EL Invierno” de Emiliano Torres, “Invasión” de Abner Benaim e “La Forma Exacta de Las Islas” de Daniel Casabe & Edgardo Dieleke. Além disso, coproduziu “Pássaros Voadores” de Nestor Montalbano, “Maids and Bosses”, de Abner Benaim, e seu produtor associado de “Argentina” de Carlos Saura.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.