Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Protagonizado por Kauê Telloli e Priscila Steinman, o premiado longa aborda história e identidade  

A trajetória de uma família é a questão central em SEGUNDO TEMPO, quarto longa ficcional de Rubens Rewald, que também fez Corpo, Super Nada e #eagoraoque; além dos longas documentais, Esperando Telê, Intervenção e Jair Rodrigues – Deixa que Digam. O novo filme coloca ao centro os irmãos Ana (Priscila Steinman) e Carl (Kauê Telloli) em busca de suas verdadeiras identidades depois de uma grande perda. O filme é uma produção Miração Filmes & Confeitaria de Cinema, com distribuição da Pandora Filmes, que o lança nos cinemas em março.

Uma questão crucial no filme é sobre as famílias na cidade, suas histórias atuais e antigas. São Paulo é povoada por inúmeros migrantes e imigrantes, sendo que a identidade da cidade se forma a partir deste caldeirão étnico e cultural. Nesse sentido, há muitas histórias ocultas na cidade sobre pessoas ou famílias que apagaram seus passados para tentar se reinventar em uma nova vida”, explica o diretor, que também assina o roteiro.

Ana e Carl nunca se deram bem. Eles precisam deixar de lado as diferenças na tentativa de encontrar seu lugar no mundo. Os irmãos partem para a Alemanha em busca de suas histórias e identidades. Eles tentam, de alguma forma, descobrir uma narrativa própria para que possam lidar com esse mundo caótico, que parece cada vez mais sem sentido.

Eles são filhos de Helmut (o ator alemão Michael Hanemann), um imigrante alemão que veio ao Brasil em busca de novas histórias. Agora, Ana e Carl fazem o caminho inverso, em busca de respostas.

A história oculta de Helmut é o fio condutor da trama, tal como um filme de investigação. Ana e Carl terão, em sua jornada, a missão de juntar e montar os fragmentos estilhaçados dessa história, tal qual um quebra-cabeças. Serão capazes? “Afinal, em nossa experiência real, as histórias sempre nos chegam incompletas e fragmentadas. Nós somos os únicos capazes de fazer as conexões, sejam elas reais ou imaginárias.”, diz o diretor.

 “É importante ressaltar que eu mesmo venho de uma família de imigrantes. A família de meu pai veio da Alemanha, fugindo da Segunda Guerra Mundial, e a família de minha mãe veio da Hungria e da Turquia, fugindo da guerra entre a Turquia e a Grécia. Todos se conheceram em São Paulo durante a década de 1950, enquanto tentavam iniciar uma nova vida em um novo país. SEGUNDO TEMPO, embora completamente ficcional, carrega uma forte abordagem que deriva de meu imaginário pessoal e familiar.”

Rodado no Brasil e Alemanha, o filme conta com elenco e equipe técnica dos dois países. Além disso, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. No Festival de Cinema Judaico em Punta del Leste, ganhou o prêmio de Melhor Filme Latinoamericano. E também participou dos Festival do Rio, Festival Inffnito de Miami e New York, Festival de Cinema Judaico em Boston.

SEGUNDO TEMPO será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse

Ana e Carl são dois jovens irmãos que nunca se deram bem, mas depois de sofrerem uma grande perda familiar, partem em busca de respostas. Os dois tentam encontrar no Brasil e na Alemanha, seus próprios caminhos e identidades, atravessando a história de sua família e do século XX.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Rubens Rewald

Produção Executiva: Marina Puech Leão & Julia Walker

Elenco: Priscila Steinman, Kaue Telloli, Michael Hanemann, Laura Landauer e Jochen Stern

Fotografia: Humberto Bassanelli & Sergio Roizenblit

Som: Eduardo Santos Mendes

Montagem: Willem Dias

Direção de Arte: Ana Rita Bueno

Música: Claudio Faria

Produção: Miração Filmes & Confeitaria de Cinema

País: Brasil

Gênero: Drama

Ano: 2022

Duração: 107min

Sobre Rubens Rewald

RUBENS REWALD, Professor Doutor da ECA/USP, na área de Dramaturgia Audiovisual, escreveu e dirigiu os longa-metragem exibidos comercialmente SUPER NADA, Premio de Melhor Ator no Festival de Gramado 2012, Premio Especial do Juri e de Melhor filme na Mostra Novos Rumos no Festival do Rio 2012, Premio Fiesp de Melhor Direção e Melhor Ator Coadjuvante, selecionado para vários festivais, como Amiéns, Mar del Plata, Chicago, Pune-India,  Montevideo) e CORPO, co-dirigido com Rossana Foglia, em 2007 (selecionado para vários festivais, como Montreal, Palm Springs, India, Rio, São Paulo, Tiradentes, Premio de melhor filme estrangeiro no Festival de Los Angeles).

Seus mais recentes filmes foram: SEGUNDO TEMPO, que participou do Festival do Rio em 2019, Inffinito de Miami e NY, Cinema Judaico de Boston e Festival do Cine Judaico de Punta del Leste em 2020, onde ganhou o Prêmio de Melhor Filme Latino Americano; JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM, selecionado para o Festival É Tudo Verdade, In-Edit, Inffinito de NY e Miami e de Cinema Brasileiro em Chicago, onde ganhou o prêmio de melhor filme pelo voto popular; #EAGORAOQUE, em parceria com Jean-Claude Bernardet, exibido na Mostra Internacional de SP, Festival de Cinema latino de Toulouse, ForumDoc BH, Mostra de Tiradentes, entre outros.

Dirigiu também outros documentários de longa-metragem, como INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (Festival de Brasília), ESPERANDO TELÊ em 2009 (Festival do Rio, Tiradentes, Cinefoot), ambos em pareceria com Tales Ab’Sáber e os documentários para a TV RAINHA HORTÊNCIA & MAGIC PAULA em 2014 e 800M, em parceria com Aarón Fernandez, em 2016, além dos curtas CÂNTICOS em 1991 e MUTANTE… em 2002 (Festival Internacional de Clermont-Ferrand, prêmio de melhor curta e melhor som na Jornada da Bahia).

Escreveu o roteiro do filme HOJE, de Tata Amaral, prêmio de melhor filme, direção e roteiro no Festival de Brasília em 2011 e do documentário TODAS AS MANHÃS DO MUNDO, de Lawrence Whaba, em 2016.

Sobre a Miração Filmes

Com currículo extenso e variado, incluindo séries de TV, séries educativas, videoclipes, videocenários, instalações e principalmente documentários, a Miração passou a fazer jus a seu codinome Filmes em 2009, quando lançou e distribuiu no circuito de salas de cinema seu primeiro longa-metragem. O Milagre de Santa Luzia, lançado no Festival de Brasília, ficou 17 semanas em cartaz nas principais capitais brasileiras.

Em 2011 a Miração lançou seu segundo longa-metragem, Solidão & Fé, premiado na Mostra de Tiradentes em 2011 com o prêmio do júri popular.

Os novos projetos da produtora focam nas áreas de cinema e televisão, com destaque para abordagens transmídia. Já foram feitos documentários, séries para TV, peças para comunicação institucional e alguns outros trabalhos.

Sobre a Confeitaria de Cinema

A Confeitaria de Cinema é uma produtora de conteúdo audiovisual, para Cinema, TV e outras mídias, fundada em 1988, por alunos egressos do curso de Cinema da ECA – USP (Escola de Comunicações de Artes da Universidade de São Paulo), com uma mesma visão de linguagem, estética e mercado. Já produziu os seguintes longas ficcionais e documentais: CORPO (2007), ESPERANDO TELÊ (2009), SUPER NADA (2012), INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (2017), JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM (2020), #EAGORAOQUEÊ (2020), SEGUNDO TEMPO (2022). Produziu também, para a TV, os docs RAINHA HORTÊNSIA & MAGIC PAULA (2014, nos ESPN), 800M (2016, na ESPN) e a série Á MESA, com estreia prevista em 2023, pelo Cinebrasiltv.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Distribuidora Ava Duvernay lançará MARTE UM nos EUA em Janeiro

Distribuidora Ava Duvernay lançará MARTE UM nos EUA em Janeiro

Escolhido para representar o Brasil no Oscar, filme de Gabriel Martins já fez mais de 85 mil ingressos no país, e continua em cartaz

O premiado filme dirigido por Gabriel Martins e produzido pela Filmes de Plástico, MARTE UM, já tem distribuidora nos EUA: a Array Realising, empresa da cineasta Ava DuVernay, indicada ao Oscar em 2017, pelo documentário A 13a Emenda e Selma, que concorreu como Melhor Filme. Nos EUA, o filme será lançado simultaneamente nos cinemas e na Netflix em 05 de janeiro. No Brasil, o longa continua em cartaz, e já fez mais de 85 mil espectadores, estando nos cinemas há 15 semanas.

Desde que estreou em Sundance, em janeiro passado, MARTE UM passou em diversos festivais ao redor do mundo, e foi escolhido para representar o Brasil no Oscar. A pré-lista dos indicados será anunciada dia 21 de dezembro.  Além dos EUA, a Array também lançara o filme no Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.

Gabriel Martins criou um drama repleto de camadas emocionais em sua estreia na direção solo. A Array tem orgulho de lançar esse filme, que tem a marca de ser a primeira vez de ser a escolha do Brasil para o Oscar dirigido por um negro”, declarou à Variety Tilane Jones, presidente da distribuidora americana.

Exibido no Festival de Gramado, o longa recebeu o Prêmio Especial do Júri, o Prêmio do Júri Popular, além de Melhor Roteiro, também assinado por Martins, e Melhor Trilha Musical, de Daniel Simitan. MARTE UM fez sua estreia mundial no Festival de Sundance, no começo do ano, e recebeu diversos troféus internacionais. No BlackStar Film Festival ganhou o prêmio de melhor longa ficcional, e no Out on Film, melhor longa internacional, melhor elenco e melhor filme de ficção. Além disso, foi exibido no LA Outfest, no Nashville Film Fest e no San Francisco International Film Festival.

O filme traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.

O pai, Wellington (Carlos Francisco, de “Bacurau”, e do grupo de teatro Folias), é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia (Rejane Faria, da série “Segunda Chamada”) é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.

MARTE UM é assinado pela produtora mineira Filmes de Plástico, fundada por Gabriel, Thiago Macêdo Correia, André Novais Oliveira e Maurilio Martins, em 2009, e que tem em sua filmografia obras premiados como “Temporada”, “Ela volta na quinta”, “No coração do mundo” e “Contagem”. Suas produções também foram destaque em festivais com Cannes, Roterdã, Brasília e Tiradentes.

No Brasil, MARTE UM é um lançamento da Embaúba Filmes.

Sinopse

Os Martins são sonhadores e otimistas, e levam tranquilamente às margens de uma grande cidade brasileira depois da decepção da eleição de um presidente de extrema-direita. Uma família negra de classe média baixa, eles sentem a tensão da nova realidade enquanto baixa a poeira política. Tércia, a mãe, reinterpreta seu mundo depois de um encontro inesperado que a deixa em dúvida se foi amaldiçoada. Seu marido, Wellingon, coloca todas suas esperanças na carreira como jogador de futebol do filho caçula, Deivinho, que acompanha a ambição do pai com relutância, pois sonha em estudar astrofísica e colonizar Marte. Enquanto isso, a filha mais velha, Eunice, se apaixona por uma jovem de espírito livre, e se questiona se não está na hora de sair de casa.

Trailer

Ficha Técnica

Direção: Gabriel Martins

Roteiro: Gabriel Martins

Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia

Elenco: Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião, Cícero Lucas, Ana Hilário, Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin

Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano

Desenho de Produção: Rimenna Procópio

Figurino: Marina Sandim

Som: Tiago Bello e Marcos Lopes

Montagem: Gabriel Martins e Thiago Ricarte

Música: Daniel Simitan

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2022

Duração: 114 min.

Bio Gabriel Martins

Gabriel Martins (22/12/1987) é cineasta, roteirista, montador e diretor de fotografia conhecido por seu trabalho na Filmes de Plástico, empresa que fundou em 2009 ao lado de André Novais Oliveira, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia.

Seu primeiro filme, NO CORAÇÃO DO MUNDO, codirigido por Maurilio Martins, estreou na Tiger Competition do Festival de Roterdã em 2019, e depois foi exibido em diversos festivais, e lançado comercialmente em vários países, como a França, onde foi aclamado pela crítica.

Entre seu curtas estão NADA, exibido na Quinzena dos Realizadores de Cannes, em 2017, e DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES, exibido no Festival de Clermont-Ferrand. Ele também participou do programa especial de Roterdã “Soul in the Eye”, no qual ministrou uma masterclass.

Gabriel escreveu diversos filmes, como o sucesso ALEMÃO. MARTE UM é seu segundo longa, e primeira direção solo.

Sobre a Filmes de Plástico

Criada em 2009, a Filmes de Plástico é uma produtora mineira de Contagem, hoje sediada em Belo Horizonte, formada pelos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e pelo produtor Thiago Macêdo Correia.

Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam, FID Marseille, Indie Lisboa, BAFICI, Festival de Cartagena, Los Angeles Brazilian Film Festival, Festival de Cinema de Brasília e Mostra de Cinema de Tiradentes, ganhando mais de 50 prêmios.

Entre os próximos projetos da produtora estão além de Marte Um, O Último Episódio, dirigido por Maurilio Martins e E os meus Olhos ficam Sorrindo, dirigido por André Novais Oliveira.

Sobre o Canal Brasil

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 365 longas-metragens coproduzidos. No ar há mais de duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.

Sobre a Embaúba Filmes

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 30 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

Gustavo Spolidoro filma UMA CARTA PARA PAPAI NOEL assinado pela Okna Produções

Gustavo Spolidoro filma UMA CARTA PARA PAPAI NOEL assinado pela Okna Produções

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL é a nova produção da Okna e o sexto longa do premiado realizador Gustavo Spolidoro. O filme conta uma história de Natal, é voltado ao público infantil e família, e será distribuído, no Brasil, pela Pandora Filmes.

No roteiro, assinado por Spolidoro e Gibran Dipp, Papai Noel (José Rubens Chachá) recebe uma carta de Jonas (Caetano Rostro Gomes), um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento. Jonas pergunta sobre como é a vida de Noel quando não está entregando presentes, o que o deixa muito emocionado. O menino também revela que nunca recebeu presentes no Natal. Esta é a motivação que faz Noel viajar ao Brasil para descobrir este mistério, afinal, ele sempre entregou os presentes de Jonas. Ele conta com o apoio da sua companheira, Maria Noel (Totia Meireles), e de Tata (Polly Marinho), sua principal ajudante. Noel e as crianças da casa de acolhimento, que tem Leia (Elisa Volpatto) como diretora, criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

A produção inaugura o braço de desenvolvimento de conteúdo para o público família, infantil e infanto-juvenil da Okna. E dá continuidade ao trabalho já realizado por Spolidoro para estas audiências.

O projeto nasce de uma reflexão de Spolidoro, com sua filha Aimée. A menina, quando pequena, perguntou: “O que o Papai Noel faz nos outros 364 dias do ano?”. Foi então que eles se deram conta de que as crianças apenas escrevem cartas pedindo presentes. “Aimée fez essas e muitas outras perguntas em uma quase tradicional cartinha de Natal – e despertou em mim uma dúvida genuína”, conta Spolidoro.

Para o filme, a produção pesquisou mais de 400 crianças até encontrar as cinco principais. Além de Caetano, os protagonistas infantis são Lívia Borges Meinhardt, Mariana Lopes, Theo Goulart Up e Cecilia Guedes. O grupo foi preparado por Adriano Basegio, ao longo de 2 meses antes das filmagens. O resultado, aponta Spolidoro, é um elenco mirim afiado e comprometido. “As crianças conseguem viver os personagens graças ao trabalho prévio de preparação e seleção que envolveu toda a equipe da Okna desde o início do ano em busca dos atores. Eles vivem a cena sem qualquer problema mesmo com 50 pessoas olhando para eles, e também trazem várias nuances na interpretação”.

José Rubens Chachá dá vida a um Papai Noel encantador, com profundidade nos sentimentos e muita vitalidade para as aventuras. Totia Meirelles faz a uma Mamãe Noel jovial e empreendedora. O humor de Polly Marinho constrói uma Tata irreverente. E Elisa Volpatto interpreta uma Leia cheia de nuances.

As filmagens começaram em 17 de outubro e vão até 27 de novembro. A produção tem como sedes as cidades de Porto Alegre e Viamão, no Rio Grande do Sul. “A maior parte dos nossos cenários foram construídos em estúdio, pois dessa forma conseguimos dar vida a um universo fantasioso e muito criativo. Outro diferencial são os efeitos visuais, presentes em quase todo o filme”, afirma Aletéia.

Tiago Retamal assina a direção de arte e Pedro Marques, a supervisão de efeitos. Bruno Polidoro (A Primeira Morte de Joana) é o diretor de fotografia. A montagem ficará a cargo de Pablo Riera (A Teoria dos Vidros Quebrados). A produção executiva é de Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell.

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL conta com financiamento da ANCINE através do FSA – Concurso de produção para Cinema 2018 modalidade A. Ainda na etapa de desenvolvimento o projeto foi um dos dez selecionados para participação no pitching no Mercado de Ideias Audiovisuais – INTERNACIONAL – em 2018, em São Paulo.

Sinopse

Jonas, um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento, nunca ganha presente no Natal. Preocupado, ele escreve uma carta para Papai Noel, mesmo que seus amigos Beca, Pri, Alana e Cabeleira debochem da ingenuidade: ”Só o Jonas pra acreditar que esse ano ia ser diferente. Papai Noel só vai na casa de quem tem dinheiro, família, essas coisas”. Ao receber a carta de Jonas perguntando sobre o que Noel gosta de fazer, de comer e como é sua vida quando não é Natal, Noel se emociona. Jonas conta que nunca recebe presente no Natal e, então, Papai Noel entra em ação para descobrir o motivo. Noel se disfarça de Leon – o Conserta-Tudo e, junto com Maria Noel e com a ajudante Tata, parte para investigar o mistério. Enquanto explora a casa de acolhimento, Noel começa a ser vigiado por Léia, a diretora do lugar. Léia começa a desconfiar de Noel, criando dificuldades para ele e a garotada. Noel e as crianças criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

Ficha técnica

ROTEIRO: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro

DIREÇÃO: Gustavo Spolidoro

PRODUÇÃO: Aletéia Selonk

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Tito Mateo

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Bruno Polidoro

DIREÇÃO DE ARTE: Tiago Retamal

PREPARAÇÃO DE ELENCO: Adriano Bassegio

PRODUÇÃO DE ELENCO NACIONAL: Andrea Imperatore

ELENCO: José Rubens Chachá, Totia Meirelles, Caetano Rostro Gomes, Mariana Lopes, Lívia Borges Meinhardt, Theo Goulart Up, Cecilia Guedes, Polly Marinho, Elisa Volpatto, Daniel De Castro Alves Pinto

Sobre Gustavo Spolidoro

Dirigiu e roteirizou 21 curtas e médias e 5 longas, tendo recebido mais de 70 prêmios no Brasil e exterior e participado de festivais como Berlim, Rotterdam e Sundance. Seu primeiro curta, VELINHAS, participou da Mostra Panorama, no Festival de Berlim (1999). Recebeu duas vezes o GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (considerado o Oscar do cinema nacional), pelos curtas OUTROS (2000) e DE VOLTA AO QUARTO 666 (2010 –que tem como “ator” o diretor alemão Wim Wenders). Seu curta INÍCIO DO FIM (2005) recebeu 16 prêmios e participou de festivais como Rotterdam e Sundance.

É diretor e roteirista do premiado longa, AINDA ORANGOTANGOS (2007). Desde 2015, seus principais trabalhos são pensados para um público jovem e para a família: a série ERNESTO, O EXTERMINADOR DE SERES MONSTRUOSOS, no ar na TV Brasil; a série A VELHA HISTÓRIA DO MEU AMIGO NOVO, na TV Brasil; e a série FORMIGAS, na TVE.

Em 2021, estreou o filme OS DRAGÕES.

Sobre a produtora Aletéia Selonk

Aletéia Selonk é produtora e diretora da Okna Produções e está a frente da realização do projeto Uma Carta para Papai Noel. Fundou a Okna em 2006 e tem em seu currículo importantes produções nacionais como os longas “Ponto Zero”, “Mulher do Pai” e a animação “As Aventuras do Avião Vermelho”. Jornalista, pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora em Comunicação Social pela PUCRS, com passagem pela Sorbonne, Aletéia atua no setor audiovisual desde 1995. É professora de produção audiovisual na PUCRS, onde foi responsável pela implantação do Tecna, um centro de produção audiovisual no RS. É Presidenta do Forcine – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e integra o + Mulheres Audiovisual.

Sobre a Okna Produções

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2022, a empresa completou 16 anos de atuação e comemora a filmagem de dois novos projetos. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 7 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 6 séries de TV. Suas produções foram selecionadas e premiadas em importantes festivais no Brasil e no exterior. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

Premiado no Festival do Rio e dirigido por Lô Politi, SOL estreia nos cinemas em 8 de dezembro

Premiado no Festival do Rio e dirigido por Lô Politi, SOL estreia nos cinemas em 8 de dezembro

Com Rômulo Braga e Everaldo Pontes no elenco, o longa aborda questões familiares e de afetos
Foto - Filme A Mãe

Chega aos cinemas no próximo dia 08 o longa SOL, de Lô Politi, que tem em seu currículo “Jonas” e “Alvorada”, e está finalizando o longa ficção sobre Gal Costa, “Meu nome é Gal”. SOL estreou na Mostra de Cinema em São Paulo do ano passado, e também foi exibido no Festival do Rio, de onde saiu com o prêmio de atuação para Rômulo Braga. Rômulo também foi premiado como melhor ator no BRICS Film festival, na China, no Inffnito Film Festival, em Miami.  A produção é assinada pela Muiraquitã Filmes e pela Dramatica Filmes, e a distribuição é da Paris Filmes, e chega aos cinemas em 08 de dezembro.

A trama traz a história de Theo (Braga), um homem tentando reatar conexões de sua vida. Depois de um ano sem a ver, ele está novamente com sua filha pequena, Duda (a estreante Malu Landim), mas o passado bate à sua porta. Telefonemas insistentes de uma desconhecida avisam que seu pai, Theodoro (Everaldo Pontes), está em estado delicado num hospital, numa pequena cidade do interior da Bahia. 

Desse reencontro, feridas mal-resolvidas do passado reemergem, e pai e filho precisam acertar essas contas. Entre eles, um novo elemento: a pequena Duda, uma menina esperta que se apega ao avô, e, por meio desse novo laço, pode o aproximar de seu pai, um homem calado e distante.

Politi, que também assina o roteiro, define SOL sobre abandono e reconexão. “A grande história não é a de pai e filho, mas de pai e filha. Ele precisa passar pelo abandono e desconexão com o pai para, ao fim, se reconectar com a filha. Ele precisou passar por tudo isso. A gente acha que está vendo uma história da origem dele, mas, na verdade, ele não está conseguindo se conectar com quem está do lado dele, que é a própria filha. Ele faz com a filha exatamente o que o pai fez com ele.”

Os laços de afetos entre os personagens começam então a se estreitar a partir do reencontro, desenhando uma história delicada e poética de reencontros e perdão. Theo, por exemplo, é um personagem silencioso, e isso foi um grande desafio para a diretora.

A diretora encontrou então em Braga o ator ideal para o papel do protagonista. “Rômulo traz naturalmente uma introspecção que é poderosa. Ele dá ao personagem a natureza dos conflitos internos e a gente entende isso, entende os motivos do personagem. Sem contar que a troca dele com o Everaldo e com a Malu foi incrível. Ele foi estabelecendo uma relação com eles muito interessante, pois também precisava se isolar, para o bem da história, e se aproximava na hora certa. Ele tem uma inteligência muito rara.”

Já Braga define sua participação no filme como intensa. “Dos poucos filmes que participei em que eu atuava tanto num processo assim, mesmo sendo protagonista. Em outros sempre havia um respiro e tal, em outras situações. Esse personagem, o Theo, estava quase o tempo todo na trama, ele vai seguindo a câmera. Estava todos os dias no set. Nesse sentido, o processo foi interessante porque, em um certo momento, eu passei a sentir que eu já não tinha mais o controle de atuação.”

SOL será lançado no Brasil pela Paris Filmes no dia 8 de dezembro. 

Sinopse

Um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, é obrigado a viajar com ela para o interior do País em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. O convívio forçado com o pai que ele odeia e a imediata conexão de sua filha com o avô testa todos os seus limites, mas lhe dá a chance de se reaproximar da filha.

Ficha Técnica

Direção: Lô Politi

Roteiro: Lô Politi

Produtores: Eliane Ferreira, Pablo Iraola e Lô Politi

Produção Executiva: Eliane Ferreira

Direção de Fotografia: Breno César

Montagem: Helena Maura, AMC

Direção de Arte: Mariana Hermann

Edição de Som: Beto Ferraz

Mixagem: Paulo Gama

Trilha Sonora Original: Guilherme Garbato, Gustavo Garbato e Janecy Nascimento

Direção de Produção: Cláudia Reis

Figurino: Teresa Abreu

Maquiagem: Nayara Homem

Som Direto: Ana Luiza Penna

Pós Produção: Psycho n’ Look

Empresas produtoras: Dramática Filmes, Muiraquitã Filmes

Distribuidora: Paris Filmes

Duração: 100 minutos

Sobre Lô Politi

LÔ POLITI | DIRETORA E ROTEIRISTA

Seu primeiro longa-metragem, JONAS (2016) venceu o prêmio especial do júri no Festival Internacional de Cinema do Rio e participou de diversos festivais internacionais. O filme foi lançado nos cinemas em 2016 e está atualmente no catálogo internacional da Netflix.

Dirigiu, em parceria com Anna Muylaert, o documentário ALVORADA, lançado em maio de 2021 e filmado durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Por Alvorada, as diretoras receberam o troféu de Melhor Direção no Prêmio CCXP, em julho de 2022.

Seu longa mais recente, SOL, foi premiado no Festival do Rio e será lançado no final de 2022. O próximo, MEU NOME É GAL, que explora um recorte da vida da cantora Gal Costa entre 1967 e 1971, codirigido com Dandara Ferreira, está em montagem e será lançado em 2023.

Filmografia

Jonas   Ficção, 97 min, Brasil, 2016

Alvorada   Documentário, 90 min, Brasil, 2021

Sol  Ficção, 100 minutos, Brasil, 2022

Meu Nome É Gal  Ficção, 95 minutos, Brasil, 2023

Sobre a Muiraquitã Filmes

A Muiraquitã Filmes é uma empresa de produção brasileira sediada em São Paulo que, desde 2020, também atua em Portugal, fundada pela produtora Eliane Ferreira.  Em 2015, Pablo Iraola se tornou sócio, agregando sua experiência internacional para a produtora. Dedica-se à produção de filmes e séries, de ficção e não-ficção, com perspectivas únicas e autênticas, em colaboração com cineastas talentosos e parceiros no mundo todo. Seus filmes já foram selecionados e exibidos em grandes festivais como: Berlim, IDFA, Dok Leipzig, Jeonju, além de terem sido distribuídos para diversos países.

Suas mais recentes produções foram “Mar de Dentro” de Dainara Tofolli, com Monica Iozzi como protagonista; “Os Arrependidos” de Armando Antenore e Ricardo Calil – vencedor do É tudo verdade 2021; “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil” de Carol Benjamin – menção especial do júri no IDFA e É tudo verdade; “Cine Marrocos” de Ricardo Calil – melhor documentário em Dok Leipzig (Next Masters Competition), Festival Internacional de Guadalajara e É Tudo Verdade, e “Querência” de Helvécio Marins Jr. – seleção do Forum no Festival de Berlim (Berlinale) e melhor filme no Festival de Jeonju. 

Seu mais novo longa de ficção “Sol” de Lô Politi estreia nos cinemas 8 de dezembro de 2022.  Atualmente está em produção dos documentários “Testament”, de Meena Nanji e Zippy Kimundu (Kenya-EUA – Portugal – Alemanha) – projeto selecionado para o IDFA Forum 2020, e que recebeu o apoio de importantes fundos internacionais, tais como: IDFA Bertha Fund, Hot Docs Blue Ice, IDA, Chicken & Eggs, Ford Foundation, World Cinema Fund e “Sobre Memória e Esquecimento” de Ricardo Martensen que recebeu apoio de do Sundance e do IDFA Bertha Fund.  Para o próximo irá filmar o longa “Silêncio” de Henrique Dantas, uma coprodução com a Itália.

Sobre a Dramática Filmes

A DRAMÁTICA FILMES é a produtora da diretora e roteirista Lô Politi, voltada à realização dos seus próprios projetos, investindo no desenvolvimento deles todo o tempo que for preciso e se associando a outras produtoras para a realização. Dessa forma, como coprodutora, consegue garantir que cada projeto atinja a maturidade necessária, sem perder de vista a qualidade de produção.

Assim foram produzidos os filmes JONAS (2016), ALVORADA (2021), SOL (que será lançado em dezembro de 2022) e MEU NOME É GAL (que será lançado em 2023).

Sobre a Paris Filmes

A Paris Filmes é a maior distribuidora brasileira independente e atua no mercado de distribuição de filmes no Brasil e na América Latina, destacando-se pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais como as sagas “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”, o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro®️ e o Oscar®️ de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar”, “Até Que a Sorte nos Separe”, “DPA – O Filme” e “Turma da Mônica”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de importantes lançamentos como “John Wick”, “La La Land – Cantando Estações”, “A Cabana”, “Extraordinário” e “Marighella”. Para os próximos lançamentos, a empresa aposta em um line-up diversificado, que inclui títulos como “Invencível”, “A Luz do Demônio”, e as sequências “John Wick 4”, “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, “Pássaro Branco – Uma história de Extraordinário”, entre outros.

Confira o pôster oficial do filme SERIAL KELLY, protagonizado por Gaby Amarantos

Confira o pôster oficial do filme SERIAL KELLY, protagonizado por Gaby Amarantos

Comédia politicamente incorreta e eletrizante marca a estreia de René Guerra na direção de longasLonga estreia nos cinemas dia 24 de novembro

Depois de participações especiais em filmes e na televisão, a cantora Gaby Amaranto estreia como protagonista de cinema na comédia SERIAL KELLY, interpretando uma cantora de forró eletrônico que viaja pelo interior do nordeste brasileiro deixando mortes por onde passa. Dirigido René Guerra, o filme que acaba de ganhar pôster oficial, chega aos cinemas no próximo dia 24. A produção de Vania Catani da Bananeira Filmes, coprodução Globo Filmes e com distribuição da Vitrine Filmes.

De forma ácida e transgressora, a comédia que tem roteiro assinado por Guerra e Marcelo Caetano, traz uma personagem feminina forte, dona de si, e senhora dos seus desejos. Empoderada, Kelly é uma estrela em ascensão, e a primeira serial killer feminina do Brasil.

Dona de talento inquestionável, Kelly sofre no mercado de trabalho por ser mulher. Enquanto busca sua grande chance, ela começa a ser investigada pelo assassinato de três homens. “Ela ama comer, transar e matar. Mas nem tudo está na superfície. Existem marcas nessa personagem trágica e na relação entre as mulheridades do filme que deixam o longa no limiar entre a tragédia e a comédia”, explica o diretor.

Com a fotografia vibrante de Pedro Urano, SERIAL KELLY apresenta um nordeste contemporâneo, cheio de energia e em constante transformação, mas também apocalíptico no limite entre a realidade e fantasia.

Para Guerra, a cantora belenense é a intérprete ideal para a cantora Kelly. “Gaby Amarantos é uma das artistas mais corajosas que conheço. Tudo no filme é político. Não rimos da Kelly, rimos do absurdo que está no entorno dela. E da impossibilidade de evitar a pulsão trágica que permeia a personagem”. 

O filme também é marcado pela celebração da pluralidade, com um elenco composto por uma grande diversidade de atores e atrizes, apontando para todos os tipos de gênero e fugindo do padrão de beleza convencional, não-binário e cheio de glamour, com artistas que representam todas as classes populares.

O roteiro de SERIAL KELLY foi construído em etapas, ao longo de vários anos. “Em terra de matador, mulher que mata é serial killer”, diz a delegada, interpretada por Paula Cohen, num programa de televisão, e esse é o mote do filme que discute o peso do patriarcado no Brasil. Em 2010, juto com Caetano e Maíra Mesquita, Guerra começou a pesquisa para o longa. “Mas o filme é uma metáfora de memórias pessoais, um olhar debochado e amoral como forma de ver um Brasil tão surreal quanto dolorido”.  Já a trilha, inclui ainda uma versão nacionalizada do clássico dos anos de 1970, da banda Talking Heads, Psyco Killer, além de músicas como Vai com Deus, Mestiça e Me usa.

Em sua equipe artística, ainda conta com Eva Randolph, na montagem; Tarcila Jacob e Clara Machado, assinam o desenho de produção, Karen Araujo, a direção de arte; Kika Lopes, figurino e Uirandê Holanda, a maquiagem.

SERIAL KELLY tem produção de Vania Catani da Bananeira Filmes, coprodução Globo Filmes e coproduzido com a RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Governo e Integridade Pública da Prefeitura do Rio. O longa será lançado no Brasil pela Vitrine Filmes.

Sinopse

Enquanto cumpre uma agenda de shows em inferninhos pelo sertão, Kelly, uma cantora de forró eletrônico, também vai deixando um rastro de mortes pelo caminho. Em seu trajeto de consumo compulsivo e violência, ela atravessa um nordeste novo, espiral de um desenvolvimento também apocalíptico. Quando passa a ser investigada por assassinatos, sua turnê mambembe também se transforma uma estratégia de fuga. E de estrela ascendente ela se torna uma heroína marginal, a temida e procurada Serial Kelly, a primeira serial killer mulher do Brasil.

Ficha Técnica

Direção: Rene Guerra

Produtora: Vania Catani

Produzido por: Bananeira Filmes

Coprodução: Globo Filmes

Produção Executiva: Tarcila Jacob

Roteiro: Rene Guerra e Marcelo Caetano

Elenco: Gaby Amarantos, Paula Cohen, Igor de Araújo, Marcio Fecher, Thomas Aquino e Thardelly Lima

Direção de Fotografia: Pedro Urano

Direção de Arte: Karen Araújo

Edição de Som: Bernardo Uzeda

Coordenador de Finalização: Elaine Azevedo e Silva e Juca Diaz

Duração: 80 minutos

Gênero: ficção

Ano: 2022

Sobre o Diretor

René Guerra é cineasta, roteirista de cinema e preparador de elenco alagoano. Formado pela FAAP (2006) e mestre em Artes da Cena (2017) pela Unicamp pesquisando a teatralidade do real. É ativista LGBTQIA+ tendo toda a sua pesquisa e obra artística aliada aos direitos humanos e a produção artística desta comunidade no Brasil. 

Dirigiu uma trilogia de curta-metragens que participaram de inúmeros festivais nacionais e internacionais ganhando inúmeros prêmios e reconhecido pela crítica nacional e internacional, entre eles, Ös Sapatos de Aristeu”2007, “Quem tem medo de Cris Negão”2012 e “Vaca Profana 2016”.

Dirigiu o telefilme infanto Juvenil para a TV CULTURA, “Guigo Off-line”, Boulevard Filmes (2017). Está em fase de pos produção de dois longa metragens de ficção “Serial Kelly”, Bananeira Filmes e de “Lili e as Libélulas”, Preta Portê Filmes.

Sobre a Bananeira Filmes

Convidada em junho de 2018 para integrar como membro a Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood), Vania Catani fundou a BANANEIRA FILMES no ano 2000, e se tornou uma das mais prestigiadas produtoras do Cinema Brasileiro. Somadas, suas produções receberam mais de 270 prêmios e foram exibidas em mais de 500 festivais como Cannes, Veneza, Rotterdam, Berlinale em mais de 60 países. Ao longo de 22 anos produziu e coproduziu vários curtas e mais de 30 longa-metragens, dentre os quais estão os premiados “Narradores de Javé” (2003), da diretora Eliane Caffé; “A Festa da Menina Morta” (2008), estreando Matheus Nachtergaele como diretor, com première mundial no Festival de Cannes; “Feliz Natal” (2008) experiência bem sucedida com Selton Mello que se repetiu em “O Palhaço” (2011), visto por cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil somente em salas de cinema e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012. Em 2017 Vania Catani e Selton Mello retomaram a parceria com “O Filme da Minha Vida”. Os longas “Mate-me Por Favor” (2015), de Anita Rocha da Silveira, e “Zama” (2017), da premiada diretora Lucrecia Martel, tiveram estreia no Festival de Veneza. Zama foi o escolhido para representar a Argentina na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018 e em 2019 foi considerado o 9º melhor filme do século pelo prestigiado jornal britânico The Guardian e o melhor filme latino-americano da década pela Remezcla. Também são destaques suas coproduções “La Playa” (Colômbia), “El Ardor” (Argentina) e “Jauja” (Argentina) que tiveram estreia internacional no Festival de Cannes, sendo o La Playa o escolhido pela Colombia para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar de 2013.

Em 2021 estreou “Medusa” segundo filme com a diretora Anita Rocha da Silveira no Festival de Cannes, vencedor do Melhor Filme no Festival do Rio do mesmo ano. Em 2022 estreou “Fogaréu” no Festival de Berlim, primeiro longa-metragem de Flávia Neves, ficando em 3º Lugar no Prêmio do Público como Melhor Filme. Também em 2022 estreou, junto a Paramount+, uma série documental sobre o ídolo rubro negro, “Adriano Imperador”. Ainda neste ano lançará “Serial Kelly”, longa-metragem de René Guerra, protagonizado por Gaby Amarantos. Estreará no Brasil “O Baile dos 41”, longa de David Pablos, coprodução internacional junto a Canana Films (México) e Manny Films (França). Em produção está o “Incondicional – O Mito da Maternidade”, documentário de Patrícia Froes e em finalização o “Toda Essa Água”, documentário sobre o primeiro disco solo do cantor mineiro Lô Borges, dirigido por Rodrigo de Oliveira. Se prepara para gravar “Super Poderes”, longa-metragem de Anne Pinheiro Guimarães e desenvolve “Casa Assassinada”, de José Luiz Villamarim.

Sobre a Globo Filmes

Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras – do cinema à casa de cada um de nós. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998. Com mais de 400 filmes no portfólio, como produtora e coprodutora, o foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no nosso cinema: comédias, romances, infantis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Títulos mais recentes como ‘Marighella’, ‘Turma da Mônica: Lições’ e ‘Medida Provisória’ fizeram o público voltar às salas pós-pandemia para prestigiar um cinema que fala a nossa língua.

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.