Destaques brasileiros no Festival de Toronto

Destaques brasileiros no Festival de Toronto

E o Festival de Toronto conta com outro elemento interessante em 2018: a grande presença de produções nacionais. Serão nada menos que sete filmes, sendo cinco longas e dois curtas-metragens. Vamos ficar de olho nos filmes brasileiros neste prestigiado festival, que é o Festival de Toronto, assim como o de Veneza, um grande termômetro para o Oscar.

Coprodução entre Brasil, França e Portugal, Diamantino é um dos destaques da seleção “Midnight Madness”. O filme exibido em Cannes é uma paródia do universo do futebol, centralizada em uma figura inspirada em Cristiano Ronaldo.

Exibido no último Festival de Animação de Annecy, Tito e os Pássaros integra a programação “Discovery” ao lado de Tarde para Morir Joven, coprodução entre Chile, Brasil e Argentina.

A seleção com duas parcerias entre Brasil e Argentina: Sueño Florianópolis, de Ana Katz, sobre uma família que embarca numa road trip da Argentina até Florianópolis; e Rojo, de Benjamin Naishtat, sobre a vida de um advogado de sucesso que tem a rotina abalada com a chegada de um detetive investigativo.

Fechando a programação brasileira em Toronto, surgem os curtas Guaxuma, recém-premiado no Festival de Gramado, e O Órfão, mais novo trabalho da diretora Carolina Markowicz.

 

Por Anna Barros

Poltrona Séries Especial: O Tempo Entre Costuras/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: O Tempo Entre Costuras/Anna Barros

A meu ver, a melhor série espanhola da Netflix:  O Tempo entre costuras. A história tem como pano de fundo histórico, o pré-Guerra Civil Espanhola e depois a guerra propriamente dita e fala das desventuras da aprendiz de costureira, Sira Quiroga, que vive em Madrid com a mãe. Ela começa a namorar, fica noiva, mas acaba de apaixonando por um vendedor de máquina de escrever e larga tudo por causa dele. Eles vao para o Marrocos com perspectiva de trablho, mas ele a acaba enganando-a levando todo o dinheiro e joias que ela havia ganho de seu pai, que abandonou sua mãe e reaparece. Após essa desilusão e perder o bebê que esperava, vai para o hospital e fica sob a custódia da polícia até pagar a dívida com o hotel em Teluhan, Marrocos. Vai para uma pensão, faz amizade com a dona e decide abrir uma ateliê. Faz amizade com uma moça inglesa, Rosalinda Fox, amante de um militar espanhol ligado ao General Franco e aos alemães nazistas.

Seu grande desejo era morar de novo com a sua mãe que ficara na Espanha. Através da ajuda de um jornalista inglês, amigo de Rosalinda, ela consegue buscar a mãe e trazê-la para o Marrocos. A mãe encontrava-se em depressão mas acaba se recuperando.

Até que Sira é recrutada para voltar a Madrid e se tornar espiã. Usa como disfarce seu trabalho de costureira e monta um ateliê na capital espanhola para trair freguesas alemãs. Ela ajuda os ingleses, mas não pode ter contato com eles. Sira muda de identidade, vira marroquina e Arish e se mete nas mais variadas confusões.

A série é eletrizante, você não consegue parar de assistir. E fica torcendo para Sira esquecer as mágoas do passado e se apaixonar de novo pelo inglês Marcus Logan. Ela sempre tem o pé atrás com ele, mas o amor deles é muito bonito. Até que aparece um português bonitão e perigoso, Manuel da Silva.

As paisagens da Espanha, Marrocos e Portugal são lindas. E os vestidos maravilhosos! Cada um mais lindo que o outro. Adriana Ugarte como Sira Quiroga arrebenta na sua interpretação passando muita verdade.

O bom da série é que você pratica também o seu Espanhol.

A meu ver, a série é melhor que La Casa de Papel e Merlí.  Pena que só tenha uma temporada!

Super recomendo!

 

Por Anna Barros

Outros Destaques do Festival de Toronto

Outros Destaques do Festival de Toronto

1- The Front Runner

Depois de ter nos encantado e surpreendido com Tully na primeira metade de 2018 (e apresentado um dos melhores desempenhos da carreira de Charlize Theron), Jason Reitman retorna com uma polêmica biografia de um político. Pego num escandaloso caso extraconjugal enquanto concorria como favorito a presidente da república dos EUA em 1988, o senador Gary Hart foi afastado da corrida. No longa, Hugh Jackman interpreta o político indiscreto e o filme conta ainda com Vera Farmiga no elenco.

 

2= Todos lo saben

Mesmo sem ter causado a melhor das impressões em sua estreia no Festival de Cannes deste ano, este suspense dramático sobre uma menina sequestrada, tirada dos pais durante um evento na casa dos parentes, tem respaldo de sobra. Acontece que a obra é assinada por Asghar Farhadi, diretor iraniano altamente celebrado, e conta com Penélope CruzJavier Bardem e Ricardo Darín em seu elenco.

 

3- Beautiful Boy

A cena mais comentada do drama Me Chame Pelo Seu Nome é o diálogo de pai e filho, do protagonista com seu progenitor. Então, que tal desenvolver um filme inteiro sobre isso? Novamente estrelado pelo jovem sensação Timothée Chalamet, este drama baseado em fatos é uma das grandes pedidas para a época de premiações. No papel do pai do menino, outro nome que não descansará até ter sua estatueta do careca dourado: Steve Carell. Na direção, o belga Felix Van Groeningen (Alabama Monroe).c

 

4- Wildlife

Estreia elogiadíssima do ator Paul Dano na direção, o longa aborda o trauma de um garoto ao presenciar o casamento de seus pais ruir e sua mãe encontrar outro homem. No elenco, os chamarizes são os pais do menino, vividos por Carey Mulligan e Jake Gyllenhaal.

 

5- Shadow

O cultuadíssimo cineasta chinês Zhang Yimou mescla em sua carreira dois tipos específicos de filmes: obras dramáticas e intimistas, vide Lanternas Vermelhas (1991) e o recente Amor para a Eternidade (Coming Home, 2014), e espetáculos visuais que variavelmente contém os mesmos conceitos existencialistas de seus filmes menores, vide O Clã das Adagas Voadoras (2004) e A Maldição da Flor Dourada (2006). Shadow, seu novo filme, está mais inclinado para a segunda vertente e fala sobre um Rei e seu povo prestes a serem expulso de suas terras, durante a era dos Três Reinos na China.

 

Por Pablo Bazarello

Site: Cine Pop

Jonah Hill lançou seu filme no Festival de Toronto

Jonah Hill lançou seu filme no Festival de Toronto

TORONTO, ON – SEPTEMBER 09: Jonah Hill attends the “Mid90s” premiere during 2018 Toronto International Film Festival at Ryerson Theatre on September 9, 2018 in Toronto, Canada. (Photo by Suzi Pratt/Getty Images)

Jonah Hill está celebrando o seu novo filme. O ator e diretor de 34 anos cruzou o Red Carpet do Festival de Toronto  com seu filme Mid/90 neste domingo, dia 9 no Teatro Ryerson, em Toronto, no Canadá.

Jonah  se juntou às co-estrelas e co-produtores do filme Mikey Alfred, Eli Bush, Ryder McLaughlin, Na-kel Smith, Olan Prenatt, Sunny Suljic, Gio Galicia, Ken Kao e Alexa Demie no Red Carpet.

É a estreia de Jonah na direção.

O filme segue a trajetória de um garoto de 13 anos, Stevie, nos anos 90 em Los angeles. que passa seu verão navegando em sua tumultuada vida  física e emocional e lidando com seu irmão mais velho abusivo e um grupo de novos amigos que ele conhece da loja de skate Motor Avenue.

Steve McQueen discute sobre raça e gênero em filme exibido no Festival de Toronto

Steve McQueen discute sobre raça e gênero em filme exibido no Festival de Toronto

Viola Davis é a protagonista de ‘As Viúvas’, novo filme de Steve McQuenn. Crédito: Adoro Cinema

Um grupo de mulheres se reúne e luta para superar todo tipo de desconfiança para concretizar um roubo. “As Viúvas”, thriller protagonizado por Viola Davis, segue a mesma premissa de “Oito Mulheres e um Segredo”, mas subverte as regras desse gênero de filmes ao encená-lo numa Chicago segregada e entregue às gangues.

O diretor Steve McQueen, que não lançava um filme desde “12 Anos de Escravidão” (2013), faz seu filme funcionar também como crônica das tensões sociais na América de Trump.

A produção, que estreou no Festival de Toronto, abre com uma cena de um beijo lânguido entre Davis e Liam Neeson, que na tela interpretam Veronica e Harry. O que se anuncia como a utopia da miscigenação será posto abaixo na cena seguinte —uma perseguição policial que termina com a morte do marido e de seus capangas.

Veronica, agora viúva, não só percebe que mantinha uma vida luxuosa graças às atividades espúrias do esposo como descobre que herdou também uma dívida milionária. O que Harry roubara, e acabou perdido no malfadado assalto, foram milhões que pertenciam à campanha de um candidato a vereador, negro e líder de uma gangue.

Ameaçada, a protagonista se une às viúvas dos demais capangas de seu ex-marido para armar um novo assalto. A preparação para o crime envolve se intrometer numa corrupta campanha eleitoral.

Daniel Kaluuya, indicado ao Oscar por “Corra!”, interpreta o violento braço-direito do candidato a vereador (Brian Tyree-Henry). Colin Farrell faz seu rival político, corrupto à sua maneira e herdeiro de uma família branca que corre o risco de perder seu reinado de décadas naquele bairro.

“As Viúvas”, com estreia prevista para novembro no Brasil, é o primeiro thriller dirigido por McQueen.

Fonte: Folha de S. Paulo

Por: Cesar Augusto Mota