Poltrona Séries: A Esposa do Meu Marido/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: A Esposa do Meu Marido/Cesar Augusto Mota

Histórias dramáticas ou cheias de ação que exploram a viagem no tempo e retorno ao passado já são conhecidas e consagradas pelo público. Quem não lembra de Marty McFly em ‘De Volta para o Futuro’ que volta cerca de 30 anos para resolver certos conflitos. E também de ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo’, no qual há também um passeio por períodos passados e é apresentado um metaverso para o espectador?  

A Amazon prime apresenta ao público a série ‘A Esposa d Meu Marido’ (Marry My Husband), um drama sul-coreano que irá explorar viagem no tempo e tentará prender a atenção até o último episódio. Será que é bom?

Acompanhamos a atribulada rotina de Kang Li-Won (Park Min-Young), que é desvalorizada em seu emprego por seu chefe, possui um marido desempregado (Lee Yi Kyung) e que vive gastando o dinheiro dela e uma sogra inconveniente. De quebra, Li-Won descobre que tem câncer em estado terminal e se depara com a traição do marido Min-hwan com Soo-min, sua melhor amiga. Li-Won acaba por ser fatalmente agredida em 12 de abril de 2023 e ela acorda em 2013, com a chance de reeditar sua história e seu destino.

A personagem-principal é muito bem construída, com suas multicamadas e emoções, passando pela raiva, medo da morte e o desejo de vingança. Tudo isso não seria possível com um bom roteiro e o talento de Park Min-Young, cuja personagem vai utilizar de sua astúcia e conhecimentos especializados para colocar outra pessoa em seu lugar no passado e provocar a morte desta, bem como tentar construir uma reviravolta e ser feliz novamente.

Por falar em roteiro, a trama é sólida, intensa e explora minuciosamente todo o calvário da protagonista, que envolve sua doença e a tentativa de vingança. As relações entre os personagens são bem amarradas, as amizades por interesse ficam evidentes e a reviravolta no enredo é outro ponto forte na série. Se a protagonista consegue cativar o público, a história prende a atenção pela entrega de emoções do elenco secundário, da ingenuidade da melhor amiga de Li-Won à abusividade de Min-hwan.

Um drama com roupagem novelesca com boas doses de romance, drama e viagem no tempo. Uma série promissora e com potencial para ser um dos destaques de 2024.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-6ª Temporada-Parte 2/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-6ª Temporada-Parte 2/Cesar Augusto Mota

Fim de festa. Esse é o sentimento de quem acompanhou desde o início e terá agora que se despedir de uma das produções de grande audiência, uma das maiores dos serviços de streaming dos últimos anos. Iniciada com foco no ano de 1947, pouco antes da coroação, Elizabeth II teve sua vida pessoal e trajetória como chefe de Estado retratada ao longo de seis temporadas, que encontrará agora um desfecho. Temos agora os seis últimos episódios de ‘The Crown’, sob ângulos bem diferentes do habitual.

Na primeira parte, abordada anteriormente, a série se concentrou na vida da princesa Diana, o término dela com o príncipe Charles e seus últimos dias de vida até o acidente que tirou sua vida e de seu namorado, Dodi Al-Fayed. Na segunda parte, iremos inicialmente ter foco na rainha Elizabeth (Imelda Staunton), com o jubileu de ouro que celebrou 50 anos de seu reinado e as perdas da irmã, a princesa Margaret e a rainha-mãe, Elizabeth I. É possível sentirmos o luto e todo o infortúnio da monarca, além de conflitos com o Primeiro-Ministro Tony Blair (Bertie Carvel), que questiona declarações e decisões acerca de seu reinado e de sua vida pessoal.

A concentração na rainha Elizabeth dura pouco, temos novamente abordagens sobre pessoas ao redor dela, e com acontecimentos que vão impactar as futuras gerações da Família Real. Primeiro, o casamento do príncipe Charles com Camila Parker Bowles, e depois o namoro do príncipe William com Kate Middleton. O matrimônio de Charles é visto com reprovação pela opinião pública, já William vive de uma forma diferente de qualquer outro membro de sua família, mais reservada e longe dos holofotes.

Se estávamos acostumados a ver a rainha Elizabeth com imponência à frente da Coroa Britânica e em apuros diante de conflitos e possíveis guerras e entreveros no seio familiar, ela ficou um pouco de lado nesta última temporada e outras figuras passaram a ganhar protagonismo, dentre elas Diana, Charles e Camila. Sem dúvida, os três também são figuras importantes, pois os três nos fizeram mudar a forma como enxergávamos a Coroa Britânica, a importância dela, como funciona e o legado que vai deixar para as futuras gerações. O século XXI exige modernização da Família Real e da Coroa e muito mais desafios pela frente, um deles da manutenção do império e a possibilidade de ainda ser influente na vida do povo britânico.

Se uma palavra pudesse definir a primeira parte dessa última temporada, com quatro episódios, seria saudade, pois Lady Di segue viva na memória das pessoas e tudo o que ela fez e deixou para a humanidade. Já para a segunda parte, com seis episódios, seria legado, conforme dito anteriormente, do que a Monarquia Britânia deixou e como ela seguirá de agora em diante. Este segundo seguimento teve um fecho positivo se comparado ao primeiro, ‘The Crown’ deixará saudades para os apreciadores da cultura inglesa e da Família Real. Peter Morgan, criador da série, fecha seu trabalho com chave de ouro, mas com gosto de quero mais.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-6ª Temporada-Parte 1/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-6ª Temporada-Parte 1/Cesar Augusto Mota

Está chegando ao fim uma das séries que mais mobilizou o público e conquistou altos índices de audiência ao longo de seis temporadas e com variações na interpretação da personagem-central, a rainha Elizabeth II. “The Crown’ chega à sexta sequência, dividida em duas partes, mas o foco não será na chefe de Estado britânico, mas em alguém que conseguiu ofuscá-la e conseguiu as atenções para si, não só por sua beleza, mas por sua personalidade forte e atitudes que clamavam por independência e liberdade: Lady Di.

A sexta temporada ilustra o período compreendido entre 1997 e 2005, e logo de cara iremos nos deparar com o grave acidente que tirou a vida da Princesa Diana e Dodi Al-Fayed, seu namorado da época, antes de termos um flashback que nos levará para os acontecimentos de oito semanas antes. O namoro entre Diana e Al-Fayed não só causou mudanças significativas na vida da princesa, pois teve que lidar com uma cobertura incessante e agressiva dos paparazzis, mas também com o distanciamento da Família Real e idas mais frequentes para o Reino Unido ver os filhos, William e Harry.

Vemos novamente Imelda Staunton na pele da rainha e a segunda vez de Jonathan Price como o príncipe Philip. Este também ganha espaço na nova temporada, com seu sofrimento e infortúnios causados após a morte de Diana acontecerem repentinamente. Mesmo vitimada por um trágico acidente automobilístico, Diana continuará a ser personificada por Elisabeth Debicki, e causará grandes surpresas na interação com os outros personagens da trama em sequências além-túmulo. E outra participação importante da história é de Bertie Carvel, que dará vida ao Primeiro Ministro Tonny Blair, que será como um braço-direito da rainha Elizabeth, assim como foi Winston Churchill nos anos 50.

Como dito anteriormente, quem rouba a cena nesta primeira parte, que contará com quatro episódios, é a Princesa Diana, recém-divorciada do Príncipe Charles e em nova fase de sua vida até o fatídico acidente. Elizabeth Debicki, que já havia se destacado na temporada anterior, carrega uma responsabilidade ainda maior nessa nova sequência, pois se trata de uma temporada ainda mais sensível após os graves acontecimentos que tiraram a vida de uma das figuras mais influentes da atualidade, os efeitos causados não só na Família Real Britânica, mas de toda a sociedade em geral e o legado deixado por Lady Di. Debicki procurou entregar uma atuação mais natural, com os trejeitos e forma de falar da princesa, além de criar um senso de intimidade para com o público. Ela se comporta de uma forma autêntica e honesta, o que faz o público se identificar ainda mais com Lady Di e matar as saudades.

A sequência bem fluida, num ritmo cadenciado e acontecimentos coesos das temporadas anteriores de ‘The Crown’ foram mantidos nessa sequência final e já nos prepara para a segunda parte, que terá foco no namoro e noivado do Príncipe William com Kate Middleton e o casamento do Príncipe Charles com Camila Parker Bowles. Dois momentos importantes para a Família Real e que vai mexer com as emoções dos espectadores. Vale a espera.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Quem é esse tal de Loki que não param de falar

Quem é esse tal de Loki que não param de falar

QUEM É ESSE “TAL DE LOKI” QUE NÃO PARAM DE FALAR SOBRE? A GENTE TE EXPLICA!

Interpretado por Tom Hiddleston, o personagem está em todo lugar já que acaba de retornar ao Disney

Para os fãs, ele pode até ser um personagem que dispensa apresentações. Mas, os que não estão familiarizados com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) podem estar se perguntando “quem é esse Deus da Trapaça” que invadiu as conversas em redes sociais, televisão e até as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo com ativações na VLT e metrô.

Loki é um dos vilões mais amados pelo público e o protagonista da série de mesmo nome do Disney+, que – inclusive – é a primeira da Marvel Studios a ter uma segunda temporada. Ou seja, já dá para ver o quanto ele e a produção são bons, não é mesmo?

Lançada em 2021, a primeira temporada de Loki foi um sucesso e agora o serviço de streaming acaba de receber os novos episódios que dão continuidade à saga do personagem que está dando o que falar.

Mas, afinal, quem é Loki?

Tom Hiddleston explica o relacionamento de Thor e Loki em 'Ragnarok'

Thor (Chris Hemsworth) e Loki (Tom Hiddleston) em “Thor: Ragnarok” (2017)

Dono de uma personalidade icônica e um humor ácido, Loki é filho biológico de Laufey, rei dos Gigantes de Gelo de Jotunheim, um dos Nove Reinos da cosmologia asgardiana. Ele era visto com vergonha e desprezo por nascer menor e mais fraco que os demais e acabou sendo adotado pelo deus argardiano Odin, se tornando irmão de Thor – deus do Trovão.

Loki sempre acreditou que Odin o adotara para enaltecer a grandeza de seu filho mais velho e isso foi motivo para inúmeras desavenças. Não à toa, ele foi o responsável pela primeira reunião dos Vingadores, que se juntaram para impedi-lo de tentar governar a raça humana e se tornar um rei.

Apesar de todas suas ações vilanescas apresentadas no MCU, Loki na verdade sempre lutou para mostrar que tem valores, mesmo que distorcidos.

Segundo a Mitologia Nórdica…

Odacrem: um deus insaciável | Opinião

Representação de Loki na Mitologia Nórdica

Conhecido como deus da trapaça, Loki é um deus da mitologia nórdica, que nada mais é do que um conjunto de lendas dos povos escandinavos, especialmente durante a Era Viking. Ligado à magia, o personagem pode assumir a forma que desejar, seja humana, divina e até mesmo animal.

Como uma lenda folclórica, Loki representa a maldade e a traição – apesar de ser visto, em algumas histórias, apenas como brincalhão. Ele pode ajudar ou se virar contra os outros deuses, fazendo dele uma das figuras mais ambígua e complexas da mitologia.

Conheça mais sobre Loki através das produções do MCU

Homem em pé em quadra de tênis

Descrição gerada automaticamente

Tom Hiddleston em cena na segunda temporada de Loki

A primeira aparição de Loki nas produções da Marvel Studios acontecendo ainda na Fase 1 do MCU, em Thor (2011), quando os fãs puderam conhecer um pouco mais do personagem que, desde sua estreia, se tornou amado por muitos.

Depois disso ele participou de Os Vingadores (2012), Thor: O Mundo Sombrio (2013), Thor: Ragnarok (2017) e Vingadores: Guerra Infinita (2018) até ganhar sua própria série: Loki. A produção original Disney+ se passa após os eventos narrados em Vingadores: Ultimato (2019) e segue os passos de Loki, que conseguiu roubar o tesserato dos Vingadores durante a missão de recuperar as Joias do Infinito. Com o poder da gema do espaço, o Asgardiano começa a pular no tempo com a intenção de chegar a Midgard. Ao longo de sua jornada, ele acaba interferindo em momentos importantes da história da humanidade – seja para cumprir seus próprios objetivos, seja para se divertir um pouco. O que ele não sabe é que sua intervenção pode gerar uma catástrofe nas linhas do tempo e, assim, colocar em risco todo o universo.

Já na segunda temporada, que acaba de chegar na plataforma – com novos episódios toda quinta-feira, às 22h – Loki se encontra em uma batalha pela alma da Autoridade de Variação Temporal (TVA – sigla em inglês). Ao lado de Mobius, a Caçadora B-15 e um time de personagens novos e antigos, ele navega em um multiverso em constante expansão e cada vez mais perigoso em busca de Sylvie, a juíza Ravonna Renslayer, a Senhorita Minutos e pela verdade do que significa possuir livre arbítrio e um nobre propósito.

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SOBRE DISNEY+

Disney+ é o serviço de streaming por assinatura de filmes, séries e outros conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic. Disney+, o principal serviço de streaming direto ao consumidor Disney, oferece uma coleção crescente de conteúdo original exclusivo, incluindo longas-metragens, documentários, live-action e séries animadas e curtas-metragens. Com acesso sem precedentes à longa história da Disney de entretenimento cinematográfico e televisivo incrível, o Disney+ também é o serviço de streaming exclusivo para os últimos lançamentos do The Walt Disney Studios. Na América Latina, o Disney+ está disponível como serviço independente de streaming ou como parte do Combo+, a competitiva oferta comercial permanente que disponibiliza a assinatura do Disney+ e do Star+, plataformas independentes entre si, a um preço único e atrativo que dá acesso à mais ampla proposta de streaming com entretenimento para todas as idades. Para obter mais informações, visite disneyplus.com ou encontre o aplicativo Disney+ na maioria dos dispositivos móveis e Smart TVs.

Poltrona Séries: A Queda da Casa de Usher/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: A Queda da Casa de Usher/Cesar Augusto Mota

A adaptação de obras literárias para outras mídias vem se tornando um grande atrativo para os espectadores, principalmente os fãs de filmes e séries. Seja nos gêneros drama, comédia ou terror, já vimos grandes resultados e o surgimento de novos públicos, fazendo os cinéfilos se interessarem pelas obras originais. E a bola da vez é a “A Queda da Casa de Usher”, da Netflix, inspirada na obra homônima de Edgar Allan Poe.

A trama acompanha a trajetória dos irmãos Roderick (Bruce Greenwood) e Madeline Usher (Mary MacDonnell), responsáveis pelo império construído com a indústria farmacêutica Fortunato. Isolados e doentes em uma casa que já experimentou o sucesso, os dois ficam presos nas mãos de uma mulher misteriosa de seus passados e terão de enfrentar segredos que virão à tona após as mortes de diversos membros da família, que vão ocorrendo uma após a outra.

O encarregado pela adaptação é o diretor Mike Flanagan, que se destacou em outras séries, como “a Maldição da Residência Hill”, “a Maldição da Mansão Bly” e “Missa da Meia-Noite”. Ele usa da verborragia à exploração de um ambiente em ruínas, claustrofóbico e envolto de corvos, este último elemento presente nos contos de Poe. Flanagan sabe usar das referências do escritor e também emprega seu próprio estilo na produção, com 8 episódios. A mistura de mistério com o clima sombrio e tenso, além da exploração dos conflitos psicológicos de cada personagem criam uma atmosfera capaz de proporcionar surpresas e revelações insanas.

Quem já conhece os contos e poemas de Edgar Allan Poe vai se surpreender com a série, pois nem tudo é seguido à risca. E quem não conhece, vai amar a produção de Flanagan, que já é parceiro de longa data da Netflix e se destaca pelo emprego da ambientação sombria, uso de jump scares, terror psicológico e a imprevisibilidade. Além do roteiro e das atuações do elenco, a direção de arte também se destaca, com ambientes de baixa iluminação e a presença do corvo característico das obras de Poe. O terror do escritor é como se estivesse presente em pelo ano de 2023 e isso Flanagan consegue retratar com maestria, bebeu da fonte de Poe, mas não perdeu sua essência.

Quem curte terror e já acompanhou as produções anteriores da Netflix sob a direção de Flanagan, vai curtir ‘A Queda da Casa de Usher’, mas quem ainda não acompanhou, vale uma visita às produções anteriores antes desta. Você vai viajar por um mundo insano, recheado de inquietações e muitas atrocidades.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota