Grandes nomes da Arquitetura estão em nova série do Curta!

Grandes nomes da Arquitetura estão em nova série do Curta!

Trazendo uma diversidade de estilos na arte de projetar e construir, a série “Arquitetos” chega com exclusividade ao Curta! na Terça das Artes, 4, às 20h. Produzido pela Grifa Filmes, cada um dos 13 episódios do programa abordará um expoente da área no Brasil para discutir seus processos criativos e como eles são impactados por temas como as artes plásticas, questões sociais e o deslocamento cultural. Entre os nomes que irão realizar essas discussões estão Thiago Bernardes, neto do reconhecido arquiteto Sérgio Bernardes; Jorge Jáuregui, responsável pela construção do teleférico no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; Gustavo Penna, autor de projetos como o novo Estádio Mineirão e a Escola Guignard, ambos em Belo Horizonte; Angelo Bucci, famoso pela originalidade de seus projetos e o escritório Arquitetos Associados, responsável pelo premiado Centro de Educação e Cultura Burle Marx, localizado em Inhotim.

Com direção de Herbert Henning, a série “Arquitetos” foi produzida com exclusividade para o Curta! através de financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE.

Por Anna Barros

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A história da Família Real Britânica está de volta. Após uma primeira temporada que teve a apresentação de todos os seus personagens, a saída de cena de George VI e a chegada de uma Elisabeth II que começou de forma titubeante, mas posteriormente satisfatória sua trajetória, agora temos uma segunda temporada ainda mais ampla. A inserção do espectador será ainda maior, e a beleza e glamour da Coroa serão ainda mais colocadas à prova, tendo em vista a responsabilidade que a rainha carrega, bem como os conflitos sociais e familiares que ela terá que lidar.

A estrutura episódica da atual temporada é consistente, com a apresentação dos fatos no momento presente e o uso de flashbacks para detalhar outros acontecimentos, coo a viagem do Duque de Edimburgo (Matt Smith), marido da rainha (Claire Foy), para as mais remotas colônias britânicas por um período de cinco meses. Outros personagens, como o próprio Duque, além da princesa Margareth (Vanessa Kirby), irmã de Elisabeth II, ganham mais espaço, com episódios centrados em suas figuras, explorando seus lados mais vulneráveis. E vulnerabilidade é vista em larga escala, inclusive da chefe de Estado, que terá que lidar não só com os escândalos familiares, como os dilemas institucionais, afinal, tudo o que afeta a Coroa, também interfere em sua pessoa.

The Crown não é feita apenas de intrigas e polêmicas, a linha do tempo com os fatos que marcaram a história da monarquia é feita com maestria, além do ótimo trabalho de montagem, trilha sonora, figurinos e cenografia, com a impressão que estamos ambientados na década de 05, além das belezas das instalações e das joias da realeza. Sentimos que conhecemos de perto e a fundo todos os personagens, e somos convidados também a entrar no debate concernente aos princípios no que tangem à moral e à ética, revelando, consequentemente, o caráter dos personagens.

Se o trabalho de Peter Morgan é excelente, as atuações são acima da média, principalmente da protagonista. Claire Foy, com sua expressão corporal e facial, numa verdadeira postura de líder, além de lembrar a verdadeira rainha Elisabeth, com seus trejeitos e seu carisma característicos. Matt Smith, na pele do marido da rainha, o duque de Edimburgo, mostra que não é meramente uma peça decorativa na realeza. Seu personagem nos proporciona um interessante debate sobre a posição do homem e da mulher na sociedade. Se antes víamos os homens tomarem as rédeas e as mulheres à sombra, agora vemos um cenário invertido. Isso é abordado de maneira didática no começo, e volta a ser ilustrado no décimo episódio, encerrando a temporada de forma satisfatória.

Gostou? Se você já havia curtido a primeira temporada, não perca, mas se você não viu e aprecia séries de época, não perca a oportunidade de assistir à ‘The Crown’, uma produção que mostrou a que veio e que, sem dúvida, virá mais forte na terceira temporada. Bom divertimento a todos!

Cotação: 5/5 poltronas.

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

A série é francesa, da Netflix. Minha irmã Renata foi quem descobriu, O gênero é suspense/terror.

Era para ser uma reunião de verão em um chalé afastado. Mas estes amigos caíram em uma cilada mortal que vai revelar um segredo obscuro do passado. Demoramos a descobrir quem está matando as pessoas reunidas no chalé. Só sabemos que o perigo está lá fora. Elas só ficam protegidas dentro do chalé. O roteiro é bem amarrado, intrigante e mescla com situações em flashback. Há um retorno no tempo de 20 anos. A família de um escritor Jean-Louis decide se mudar para um chalé num vilarejo aos pés dos Alpes Franceses para que ele recupere a inspiração perdida, já que o lugar é demasiadamente calmo, um tédio. Ele conhece a dona de um bar, Muriel, que acaba virando sua amante. Eles prometem um ao outro que se um deles ganhar na loteria leva o outro para uma viagem em redor do mundo. Muriel faz o bilhete e este acaba premiado. Christine, a segunda mulher de Philippe, irmão de Muriel, acaba descobrindo o que aconteceu e ela junto com Etienne e Philippe decidem matar Jean-Louis e ua família.  Convencem Muriel, que está magoada porque Jean termina o caso com ela dizendo ainda amar a esposa. Eles invadem a casa sorrateiramente e antes do massacre, Muriel, ao ver que Jean escreve o livro cujo título é o nome dela, muda de ideia, mas é tarde demais. O casal é assassinado. Mas os filhos Julien e Amelie fogem.

Vinte anos depois com o propósito de celebrar o casamento de Laurent, filho de Philippe, os amigos do vilarejo se encontram, sem nem imaginar quem está promovendo a matança. Um a um, todos acabam morrendo de forma cruel, e no final restam poucos.  Sebastién, que nutre uma paixão obsessiva por Alice, a mocinha da história, acaba levando a culpa de tudo por um esquema de vingança. Tem que ver a série para descobrir de quem. Ele acaba numa clínica psiquiátrica porque a sua história acaba sendo bem diferente do que a polícia francesa acaba  descobrindo.

Não falarei quem engendra e executa o crimes para não estragar. A série te envolve do início ao fim com uma excelente trama, boas interpretações e um visual de tirar o fôlego. Até a musiquinha da abertura é macabra.

São seis episódios de um baita thriller psicológico. Para ver e rever! Super recomendo!

Cotação: 4,5 poltronas/5 poltronas

Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Criada pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski em parceria com Michael Straczynski, a série Sense8, da Netflix, conta em sua segunda temporada com 11 episódios vibrantes que farão o espectador ser levado a uma viagem de sentimentos e memórias dos oito protagonistas.

Os 11 novos episódios acompanham as trajetórias de Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Kala (Tina Desai), Wolfgang (Max Riemelt), Sun (Doona Bae), Nomi (Jamie Clayton) e Capheus (Toby Onwumere), com cenas conjuntas e separadas em duplas dos personagens. Todos possuem um dom, o de realizar conexões mentais e emocionais entre eles, e estando cada um num país diferente (Estados Unidos, México, Alemanha, Índia, Quênia, entre outros). A série apresenta inicialmente a origem dos sensate, como as conexões acontecem, bem como seu significado.

As explicações para o início e o significado dos sensate ocorrem de maneira lenta, mas são feitas grandes revelações posteriormente, além da transmissão de belas mensagens e apresentação de diversidades de sexualidades, etnias e culturas. Discussões acerca de tolerância religiosa, sexual e social são muito bem tratadas na série, bem como são ilustradas mensagens de aceitação, inspiradoras para todos os que acompanham a trama.

Os conflitos são extremamente intensos, com a luta dos sensate contra o senhor Whispers (Terrence Mann), um homem estranho e que tenta caçá-los, e a perigosa companhia Biologic Preservation Organization (BPO). Menção honrosa também para a participação de Daryl Hannah no papel de Angélica, uma mulher misteriosa cuja morte é visualizada por todos os protagonistas e que pode ajudar a desvendar o quebra-cabeças acerca das conexões existentes entre os personagens.

Mesmo com problemas de evolução, a série nos traz cenas impressionantes, com os personagens compartilhando experiências e cada um podendo sentir o mesmo que os outros. Caso ocorra algum dano físico, todos também sentem e correm perigo de vida. A montagem das cenas com cada sensate em seu país e junto do outro em um cenário distinto é muito bem articulada, além da química e união demonstradas entre eles com o transcorrer dos episódios.

Lições como o de “união e trabalho em equipe são capazes de tornar todos mais fortes”, bem como “o dever de lidar e saber respeitar as diferenças” são bem transmitidas e valorizadas na história, reforçadas por discursos de aceitação e respeito, feitos pelos personagens Nomi e Lito. E mensagens como “Ninguém sabe que tipo de vida vai ter e é isso que torna a vida tão viva” também são destaque, a série se preocupa não só em abordar relacionamentos e a ficção científica, como também emociona e leva bons valores para o público.

O destaque final vai para a trilha sonora, vibrante e que vai embalar a todos, principalmente com a música ‘What`s up de 4 Non Blondes’, cantada por todos os sensate e símbolo de conexão entre eles. Prepare-se para uma temporada movida por emoções, reflexões e surpresas, Sense8 é uma obra magistral de ficção científica. Não perca!

Nota do editor: Infelizmente a série Sense8 não terá uma terceira temporada e foi cancelada. O serviço de streaming Netflix emitiu um comunicado oficial em 1 de junho e lamentou o ocorrido, mas não deixou claro os motivos da decisão. Um grupo de fãs criou uma petição online para pedir a continuidade da produção, vamos ver no que dá.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota