Novo filme da Sessão Vitrine, TANTAS ALMAS, chega aos cinemas em 26 de maio

Novo filme da Sessão Vitrine, TANTAS ALMAS, chega aos cinemas em 26 de maio

Escrito e dirigido pelo colombiano Nicolás Rincón Gille, o premiado longa aborda a violência das milícias no seu país

Premiado em vários festivais, entre eles em Marrakesh e em Nantes, TANTAS ALMAS, do colombiano Nicolás Rincón Gille, é o novo filme da Sessão Vitrine 2022, que chega aos cinemas em 26 de maio, com ingressos a preços reduzidos, nas cidades Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Rincón Gille conta que a ideia para o filme surgiu em 2008, quando viajava pela região do Rio Magdalena fazendo um documentário, e ouviu diversos relatos sobre a violência paramilitar que devastou a área e as vidas. “Era enlouquecedor o que me contavam, e, ainda assim, essas pessoas conseguiram retomar suas vidas, apesar de toda a dor. Não era questão de sobrevivência, era também a necessidade de encontrar um novo sentido na vida que pudesse transcender o terror.”

A história do longa se passa na Colômbia de 2003, um ano fundamental na história da violência paramilitar no país. Na década de 1980, narcotraficantes, proprietários de terras, políticos e militares se uniram para criar uma milícia de extrema-direita para fortalecer o seu poder. Com o nome de Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), essas milícias começaram a atacar camponeses e ONGs progressistas, com apoio extraoficial do presidente do país à época, Alvaro Uribe.

Contar histórias dessas pessoas que passaram por esses episódios é uma forma de reorganizar o mundo e ganhar terreno contra violência. TANTAS ALMAS tenta trazer a bela força que emerge de um homem que perdeu tudo, exceto sua vontade de viver”.

O roteiro, também assinado pelo diretor, não parte apenas de uma história real, mas foi construído a partir dos diversos relatos que ouviu. “Soube da história de um pescador que saiu em busca dos corpos de seus filhos, e esse foi o ponto de partida. Mas eu sabia que as Autodefesas Unidas da Colômbia estariam presentes como agentes do conflito, mas eu não queria uma visão global da situação. Eu queria recriar o ambiente de terror e do medo de ser assassinado numa situação de guerra que afeta diretamente (e quase exclusivamente) a população civil. É mais sobre a reconstrução do que dar explicações”.

Em seu primeiro longa de ficção, Rincón Gille explica que queria trazer elementos de sua experiência como documentarista. “De certa forma, meus filmes anteriores são sobre as consequências da violência para militar. Aqui, eu conto o que vem antes: o que acontece no meio da guerra, como as pessoas mantêm sua humanidade sem cair em desespero, tristeza e loucura.

O filme traz, exclusivamente, em seu elenco atores e atrizes não-profissionais, e, para o diretor, esse é um dos aspectos mais importantes de TANTAS ALMAS. “Eu queria filmar num lugar marcado pela história que queria contar, e com as pessoas que testemunharam de perto o que o filme propõe. As filmagens foram numa cidade devastada pela violência 20 anos atrás. Fiz o casting baseado em minha experiência como documentarista, buscando pessoas que pudessem fazer um papel de maneira forte e sincera desde que não fossem personagens muito distante de suas realidades.”

A Sessão Vitrine 2022 foi contemplada pelo PROAC Direto 38/2021, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

TANTAS ALMAS é uma coprodução entre Colômbia, Brasil, Bélgica e França, e será lançado pela Sessão Vitrine.

Sinopse

O pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados pelos paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los, para dar o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, José revela a magia de um país despedaçado, o que, de diferentes maneiras, evoca o Brasil de hoje.

Ficha Técnica

Direção: Nicolás Rincón Gille

Roteiro: Nicolás Rincón Gille

Produção:  Hector Ulloque Franco & Manuel Ruiz Montealegre

Coprodutores: Aurélien Bodinaux, Oualid Baha, Larissa Figueiredo, Rafael Urban

Elenco: Arley de Jesús Carvallido Lobo

Direção de Fotografia: Juan Sarmiento G. (ADFC)

Direção de Arte: Laís Melo

Som: Vincent Nouaille

Desenho de Som: Edson Secco

Montagem: Cedric Zoenen

Gênero: drama

País: Colômbia, Brasil, Bélgica e França

Ano: 2019

Duração: 137 min.

Biografia de Nicolás Rincón Gille 

Depois de se formar em Economia, em Bogotá, Nicolás Rincón Gille estudou no INSAS – Institut Supérieur des Arts, na Bélgica. Trabalhou como diretor de fotografia em alguns filme, e dirigiu três curtas antes de começar seu projeto Campo Hablado, composto de um trio de documentários sobre a riqueza da tradição oral do interior da Colômbia.

“Tantas Almas” é seu primeiro longa de ficção.

Sobre a Sessão Vitrine

A Sessão Vitrine é um projeto inovador de distribuição coletiva de filmes brasileiros e coproduções nacionais em salas de cinema comerciais e plataformas digitais. A iniciativa do Grupo Vitrine Filmes pretende promover a democratização do Cinema Brasileiro através de lançamentos com ingressos a preços reduzidos, sessões com debates, e diversas ações que potencializam a formação de público em nosso país.

Em 2022, a curadoria do projeto segue prezando por um recorte descentralizado e atual da produção audiovisual independente, apresentando ao público novos clássicos do cinema nacional.

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.

Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, cinco novos longas da Sessão Vitrine: ‘Como Matar a Besta’, de Augustina San Martín; ‘Seguindo Todos os Protocolos’, de Fábio Leal; ‘Tantas Almas’, de Nicolás Rincón Gille; ‘Virar Mar’, de Philipp Hartmann e Danilo de Carvalho; e ‘A Morte Habita à Noite’, de Eduardo Morotó. Além dos filmes do Sessão Vitrine, estão confirmados para 2022  ‘A Viagem de Pedro’, de Laís Bodansky; e ‘O Livro dos Prazeres’, de Marcela Lordy, entre outros títulos.

Ganhador de prêmios César, ILUSÕES PERDIDAS chega aos cinemas brasileiros em junho

Ganhador de prêmios César, ILUSÕES PERDIDAS chega aos cinemas brasileiros em junho

Inspirado no clássico de Balzac, filme fez sucesso no Festival de Veneza e Varilux, e traz, no elenco, Benjamin Voisin, Xavier Dolan, Gérard Depardieu e Jeanne Balibar

Um dos maiores clássicos da literatura universal, ILUSÕES PERDIDAS ganha uma nova adaptação vibrante e que dialoga com o presente pelas mãos do cineasta francês Xavier Giannoli (“Marguerite”). O filme fez sua estreia no Festival de Veneza, e desde então tem seguido uma carreira de sucesso, se tornando o grande vencedor do prêmio César deste ano, levando 6 estatuetas, entre elas, melhor filme, ator-revelação (Benjamin Voisin), coadjuvante (Vincent Lacoste) e roteiro adaptado, além de concorrer em outras 8 categorias. Depois de enorme sucesso no Festival Varilux de Cinema Francês, o filme estreia em 09 de junho, com distribuição da Califórnia Filmes.

Publicado originalmente em 1837, o romance de Balzac nunca perde sua atualidade, tratando da imprensa e da perda da ingenuidade de um jovem sonhador que se muda do interior da França para Paris. Lucien de Rubempré (Voisin) é um poeta circulará pela sociedade local, conhecerá o dinheiro, as mulheres, até que seja corrompido e suas ilusões desfeitas.

Giannoli assina o roteiro com Jacques Fieschi, e conta que conhece o romance desde a juventude, quando tinha mais ou menos a mesma idade que o personagem, e estudava Letras. Pouco depois estava estudando cinema, na Sorbonne, e começou a juntar um material sobre o livro. “Comecei então a acumular notas, referências visuais, estudos de crítica, porque os críticos de todos os lados queria recuperar Balzac. E até agora até onde me lembro, sempre convivi com a ideia de um dia fazer uma adaptação cinematográfica do romance.”

O cineasta explica que a ideia para ILUSÕES PERDIDAS foi também de homenagear o “esplendor francês”, seu espírito, sua linguagem, como seus tecidos e seus espaços. “A equipe técnica se concentrou para restaurar a sensação do tempo o mais preciso e sensual possível. Gostei de mergulhar neste mundo da Paris do século XIX, descobrindo este fantástico teatro esquecido do Château de Compiègne, por exemplo, que é central para o final do filme. Com suas perspectivas, parece que foi desenhado por Kubrick…”

Para prepara o protagonista, foram feitos diversos ensaios e outras atividades que contribuíssem para ele entrar no clima de época e no personagem. “Fizemos longos ensaios já com o figurino, nos quais Benjamin recitava poemas, ria, chorava. Ele tinha uma inocência sem sentimentalismo, uma sensualidade sem vulgaridade, uma dicção de época sem esforço. Uma evidência de cinema onde o menor gesto tem uma graça sem cálculo. Ele era Rubempré, um Rubempré moderno. Tudo estava encarnado… “

A revista Variety destaca em sua crítica a atualidade do filme. “E percebe-se que não há nada de novo nas fake news, pode ser chocante para o público contemporâneo descobrir como a imprensa era poderosa – e corrupta – dois séculos atrás.” E a Hollywood Reporter diz que “com performance estelares, trilha dramática orquestrada e figurinos caprichados ILUSÕES PERDIDAS é recompensador, uma narrativa de amor, desejo e ambição literária

ILUSÕES PERDIDAS será lançado no Brasil pela Califórnia Filmes.

Trailer:https://youtu.be/UJ_aqxJTGwY

Sinopse

Inspirado no clássico de Honoré de Balzac, o filme tem como protagonista Lucien de Rubempré, um jovem poeta pobre, na França do século XIX, que alimenta grandes sonhos. Ele abandona a cidadezinha onde mora e a gráfica de família, e se muda para Paris, onde descobrirá um mundo regido pela aparência e ganância, que consumirão suas ilusões.

Ficha Técnica

Direção: Xavier Giannoli

Roteiro: Xavier Giannoli e Jacques Fieschi

Produção:  Olivier Delbosc e Sidonie Dumas

Elenco: Benjamin Voisin, Xavier Dolan, Vincent Lacoste, Cécile de France, Gérard Depardieu, Jeanne Balibar

Direção de Fotografia: Christophe Beaucarne

Desenho de Produção: Riton Dupire-Clément      

Montagem: Cyril Nakache

Gênero: drama

País: França

Ano: 2021

Duração: 149 min.

KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA, tem estreia nos cinemas adiada para 05 de maio

KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA, tem estreia nos cinemas adiada para 05 de maio

Premiado em Sundance e Berlim, longa tem a região de Donbas como cenário, e aborda o começo da guerra em 2014

Poucos filmes têm tanta atualidade como KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA, de Maryna Er Gorbach, ganhadora do Prêmio de Direção para filmes estrangeiros. O longa, que também levou o Prêmio do Júri Ecumênico, no Festival de Berlim deste ano, tem como cenário a fronteira entre Ucrânia e Rússia, e aborda os conflitos na região a partir do ponto de vista dos ucranianos. Com distribuição da Pandora Filmes, o longa teve estreia nos cinemas brasileiros adiada para 5 de maio.

Embora a trama seja situada em 2014, seus eventos reverberam até hoje com a guerra na Ucrânia em andamento. No filme, Irka (Oksana Cherkashyna) e Tolik (Sergey Shadrin) vivem em Donetsk, nas proximidades da fronteira entre o país e a Rússia, um território em disputa no começo da Guerra em Donbas. O casal aguarda o nascimento do primeiro filho, quando é abatido por mísseis o avião de um voo civil, que cai na região, matando quase 300 pessoas, o que só fez aumentar a tensão e deixando um rastro de tristeza e luto.

Tolik é pressionado por seus amigos separatistas pró-Rússia a se juntar a eles, enquanto o irmão de Irka suspeita que o casal esteja traindo o próprio país. Enquanto a angústia é crescente, a jovem se nega a deixar sua casa, mesmo quando o vilarejo onde vivem é capturado pelas forças armadas. Tentando reaproximar seu marido e seu irmão, a protagonista pede que eles unam forças para reconstruir sua casa, que foi destruída num bombardeio.

Nascida na Ucrânia e radicada em Istambul, Er Gorbach disse, em entrevista ao jornal alemão Zeit, que se lembra muito bem do fatídico 17 de julho de 2014, dia do ataque ao avião, pois é seu aniversário. “Eu fiquei o tempo todo procurando anúncios oficiais sobre a queda da nave, e ninguém foi responsabilizado pelo lançamento dos mísseis. Passaram-se anos, e, praticamente, nada aconteceu. Foi quando percebi: se algo dessa magnitude não é punido, quem se interessará pelo sofrimento do povo de Donbas?

Ela conta que, em 2014, ninguém esperava uma guerra, e hoje, as pessoas recebem avisos para não sair de casa, e ficar com as janelas fechadas. “A guerra hoje é chamada por seu nome. A imprensa internacional não duvida mais disso. Em meados de fevereiro, era diferente. Falava-se num ‘conflito’ entre a Rússia e a Ucrânia”.

A diretora, que também assina o roteiro e a montagem, destaca o papel fundamental das mulheres na resistência ao conflito, e, por isso, o longa é dedicado a elas. “O instinto de sobrevivência de Irka é maior na guerra. E essa mensagem me fez dedicar o filme a elas. Num sentido mais amplo, também quer dizer: Não há soldado ou matador sem mãe. Há sempre uma mulher por trás deles. Não creio que nenhum homem lutaria por seus valores, por si mesmo. Os homens que lutam na Ucrânia buscam suas forças no fato de terem mães, esposas, filhas.”

Além dos prêmios em Sundance e Berlim, KLONDIKE: A GUERRA NA UCRÂNIA também foi muito bem recebido pela crítica. A Variety destaca a direção firme de Er Gorbach que não faz concessões. “Conflitos, pessoas e políticos são retratados por uma câmera serena, num filme que traz uma visão da guerra em andamento”. Alissa Wilkinson escreve na revista Vox que o longa “é um lembrete de que mesmo nos tempos mais precários, a coisas da vida precisam seguir em frente – e que o peso de uma guerra na vida das pessoas comuns é incomensurável”.

Sinopse

Em 2014, no momento em que começa a Guerra em Donbas, o casal de ucranianos Irka e Tolik vive na região da fronteira entre seu país e a Rússia. Ela está grávida, e se recusa a abandonar sua casa, mesmo quando seu vilarejo é tomado pelas forças armadas. Tudo fica ainda mais complicado quando um avião civil é abatido e cai na região.
Ficha Técnica

Direção: Maryna Er Gorbach
Roteiro: Maryna Er Gorbach
Produção:  Svyatoslav Bulakovskiy, Mehmet Bahadir ErMaryna Er Gorbach
Elenco: Oxana Cherkashyna, Sergey Shadrin, Oleg Scherbina, Oleg Shevchuk, Artur Aramyan, EvgenijEfremov
Direção de Fotografia: Svyatoslav Bulakovskiy
Trilha Sonora: Zviad Mgebry
Montagem: Maryna Er Gorbach
Gênero: drama, guerra
País: Ucrânia, Turquia
Ano: 2022
Duração: 100 min.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnès Jaoui.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.

Em sua 8ª edição, SESSÃO VITRINE 2022 começa em 28 de abril

Em sua 8ª edição, SESSÃO VITRINE 2022 começa em 28 de abril

Projeto inovador traz um recorte de longas inéditos e sessões a preços reduzidos em várias cidades do Brasil

Comemorando mais de uma década de existência, a SESSÃO VITRINE terá uma nova edição em 2022 apresentando longas inéditos em circuito a partir de 28 de abril. Inovador, o projeto de distribuição coletiva leva a salas de cinema de todo o país uma série de filmes, prezando por um recorte descentralizado e atual da produção audiovisual independente. A cada mês, uma nova obra é lançada em salas de cinema.

Desde seu lançamento, em 2011, a SESSÃO VITRINE já alcançou mais de 250 mil espectadores em todo o país e lançou filmes que se tornaram clássicos modernos da nossa filmografia. Para a edição deste ano, foram selecionados cinco longas: “Como Matar A Besta”, coprodução entre Brasil e Argentina, dirigida por Agustina San Martín; “Seguindo Todos os Protocolos”, de Fábio Leal; “Tantas Almas”, de Nicolás Rincón Gille, coproduzida entre Colômbia, Brasil, França e Bélgica; “Virar Mar”, de Philipp Hartmann e Danilo de Carvalho; e “A Morte Habita à Noite”, de Eduardo Morotó.

SESSÃO VITRINE 2022 vai trazer longas-metragens que foram destaque em grandes festivais do Brasil e do mundo, como os de Toronto, de Rotterdam, Torino, Tiradentes, Cine Ceará e Festival do Rio. São diferentes olhares de cinema que apontam para o potencial plural que nossa arte tem – além de um diálogo com outras cinematografias através de coproduções com Argentina, Alemanha e Colômbia”, conta Felipe Lopes, sócio da Vitrine Filmes.

Os filmes falam de gênero, sexualidade, pandemia, amor, morte, água. É o cinema como potência para gerar debates em nossa sociedade. Além disso, a nova edição da SESSÃO VITRINE tem grandes talentos na direção como Agustina San Martin, já premiada em Cannes, os pernambucanos Eduardo Morotó e Fábio Leal, e também atrizes e atores brasileiros de grande talento como Mariana Nunes e João Miguel.

“Essa edição da SESSÃO VITRINE é um marco de resistência na luta pela difusão do cinema brasileiro independente. Estamos sem editais federais que olhem para a distribuição dessas obras e, com o apoio do PROAC-SP, conseguimos dar continuidade ao projeto e seguimos na busca de mais apoio para a formação de público.”, conclui Felipe Lopes.

Uma das marcas da SESSÃO VITRINE é ampliar a experiência do cinema para além da exibição, incluindo pré-estreias e debates com diretores, elenco e equipe. E nesse ano, a novidade é o Podcast Vitrine, no qual um debate sobre cada uma das obras e mediado por convidados de destaque no cinema serão disponibilizados nas plataformas digitais.

A Sessão Vitrine 2022 foi contemplada pelo PROAC Direto 38/2021, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Abaixo, mais informações sobre os filmes:
28/04 – Como Matar a Besta

Direção de Agustina San Martín
Elenco: Tamara Rocca, Ana Brun, João Miguel, Julieth Micolta, Kaique Jesus.
Brasil, Argentina e Chile  | 79′ | Drama, Suspense | 2021
Festivais principais: Toronto International Film Festival, Festival Internacional de Cine de Mar Del Plata; Festival do Rio; Festival Internacional de Cine en Guadalajara; Festival de Cinema Latino Americano; Festival de Huelva Cineiberoamericano
Sinopse: Emilia (17) chega a uma cidade religiosa na fronteira entre Argentina e Brasil. Ela busca pelo seu irmão desaparecido, com quem tem assuntos obscuros e mal resolvidos. Ela se hospeda na casa de sua estranha Tia Inés, próxima a floresta onde, de acordo com rumores, uma perigosa besta apareceu uma semana antes. A besta – as pessoas dizem – é o espírito de um homem mau que toma a forma de diferentes animais. Entre realidade e mitologia, humano e animal, e culpa e sexualidade, Emilia terá de confrontar seu passado.
26/05 – Seguindo Todos Os Protocolos

Direção de Fábio Leal
Elenco: Fábio Leal, Paulo Cesar Freire, Marcus Curvelo, Lucas Drummond, Vitória Liz, Bruce de Araújo
Brasil | 74′| Comédia dramática| 2022
Festivais principais: Prêmio Helena Ignez – Festival de Tiradentes 2022Sinopse: Após ficar 10 meses sozinho em quarentena, Francisco quer transar.
30/06 – Tantas Almas

Direção de Nicolás Rincón Gille
Elenco: José Arley de Jesús Carvallido Lobo
Colômbia, Brasil | 137′ | Drama | 2022
Festivais principais: Festival Internacional de Cinema de Roterdã, Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana, Festival Internacional de Cinema de Cartagena, Festival de Cinema de Taipei, Festa Del Cinema Di Roma, Festival Internacional de Cinema de Marrakesh
Sinopse: O pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados pelos paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los, para dar o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, José revela a magia de um país despedaçado, o que, de diferentes maneiras, evoca o Brasil de hoje.
28/07 – Virar Mar

Direção de Philipp Hartmann e Danilo de Carvalho
Elenco: Johannes Kirschbaum, Fernando Pimentel, Inga Richter, Larissa de Melo, Janayra Alves, Lorena Ahadzi, Jochen Picht, Angela Anzi
Alemanha, Brasil | 85′ | Híbrido | 2020
Festivais principais: Toronto Film Festival, Doclisboa International Film Festival, Filmfest Hamburg, Olhar de Cinema
Sinopse: A água como metáfora física e metafísica e como pano de fundo da existência humana. Um ensaio entre documentário e ficção, entre o Sertão Brasileiro e os pântanos de Dithmarschen no norte da Alemanha. Dramas na observação do cotidiano em tempos de mudanças climáticas. Filmado em HD & Super-8.
AGOSTO – A Morte Habita à Noite

Direção de Eduardo Morotó
Elenco: Roney Villela, Mariana Nunes, Rita Carelli, Endi Vasconcelos, Pedro Gracindo
Brasil | 94′ | Drama | 2020
Festivais principais: Festival Internacional de Cinema de Roterdã, Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, Festival de Viña del Mar, Festival de Havana, Festival do Rio
Sinopse: Lígia, que nos últimos anos foi sua parceira de uma vida sem regras. Após ser abandonado por ela, deseja a bebida com mais vigor, contrai tuberculose e, entre postos de saúde e trabalhos transitórios, constrói uma doce relação com Cássia, uma jovem de dezenove anos. É a primeira vez que ela se apega de verdade a alguém. Porém, Raul, ainda fragilizado pelo sumiço de Lígia e pela doença, resiste em transformar a amizade numa relação amorosa. Com corpo e mente bastante corroídos pela doença, depara-se com Inês, uma mulher misteriosa que surge em seu quarto para uma última conversa.
ALEMÃO 2 :: Sequência do sucesso de 2014, filme com Vladimir Brichta, Leandra Leal e grande elenco chega esta quinta aos cinemas

ALEMÃO 2 :: Sequência do sucesso de 2014, filme com Vladimir Brichta, Leandra Leal e grande elenco chega esta quinta aos cinemas

Um filme sobre o Brasil atual, “que vive em uma cultura de autoritarismo e violência”, define o diretor José Eduardo Belmonte, sobre ALEMÃO 2, sequência do sucesso de 2014, que chega aos cinemas de todo o país no dia 31 de março, com distribuição Manequim Filmes. Com produção da RT Features, e coprodução Buena Vista International e Canal Brasil, o longa acaba de divulgar seu trailer e pôster oficiais.

Foram sete anos da ideia à realização de ALEMÃO 2. Primeiro, levamos um tempo para definir o recorte da realidade seria recriado pela ficção. Como escrever um filme com a história sendo reescrita tão rapidamente? Foi demorado chegar a uma solução. Um dia, Rodrigo [Teixeira] me apresentou o conceito definitivo: começaríamos do zero. Nova trama, novos personagens. Ele também estabeleceu algumas premissas importantes: seria um filme de gênero, com personagens tentando sobreviver em território que se torna hostil e com dois inimigos que precisam fazer um pacto de sobrevivência”, explica o diretor. 

Com roteiro de Thiago Brito e Marton Olympio (“Sequetro Relâmpago” e a série “Cidade dos Homens”), o longa traz novos personagens interpretados por Vladimir Brichta, Gabriel Leone e Leandra Leal, na pele de policiais civis, que têm a missão de capturar o traficante Soldado (Digão Ribeiro), que domina o morro depois da falência das UPPs – Unidade de Polícia Pacificadora. A trama se passa nove anos depois da ação militar que visava acabar com presença do tráfico no Complexo do Alemão. O elenco ainda inclui Aline Borges e Dan Ferreira. 

O primeiro filme ainda é muito relevante e atual, mas ALEMÃO 2 aprofunda ainda mais a discussão, e se aproxima novamente da realidade. O trabalho do Belmonte no original foi fundamental, por isso, não havia como ser outra pessoa para dirigir a sequência. Nossa sintonia foi ótima, e a prova disso é que foi um sucesso”, conta o produtor Rodrigo Teixeira. 

O diretor destaca que os dois filmes partiram de uma ideia original de Teixeira, e que aceitar o convite para os dirigir veio da combinação de vários elementos.  “Penso que as motivações de fazer um filme sempre passam ou pelo racional, ou pelas sensações, ou pelas emoções. Quando aceitei os dois convites de Rodrigo Teixeira, a minha motivação veio da mistura desses sentidos.”

Belmonte conta que os dois longas tiveram um processo bastante colaborativo, em especial por parte do elenco, o que resultou em muitas cenas surgindo a partir dos ensaios. “Essa sequência é um filme mais aberto, literalmente até, já que o primeiro se passava quase todo em um porão. Apesar de também ter momentos claustrofóbicos, ALEMÃO 2 mostra mais o que está ao redor, o lugar, as pessoas em volta do conflito. Também por isso, tivemos muito mais locações, maior número de personagens e, pelo menos, quatro cenas de ação bastante complexas.

O diretor também lembra de uma frase marcante do primeiro filme, dita pelo personagem de Antônio Fagundes: “Não há heroísmo na polícia”. Para Belmonte, essa é a ideia que permeia todo o segundo longa. “Há inteligência, estratégia, risco, entrega. Mas o heroísmo é uma fantasia perigosa. E uma das virtudes do roteiro do Thiago e do Marton é, respeitando o gênero, ir subvertendo as expectativas, dar umas viradas na história e, assim, problematizar a realidade, sem impor heroísmos.

Fora os novos personagens, Belmonte destaca a volta de Mariana – interpretada por Mariana Nunes – que traz a perspectiva da comunidade, e estabelece um elo com o primeiro filme. “Os dois filmes também me fizeram tentar compreender questões do país que, no Rio de Janeiro, são bastante emblemáticas: o abismo social, a violência entranhada no cotidiano, a nossa eterna crise de futuro.”

Foi um desafio e tanto fazer ALEMÃO 2, em um estado cada vez mais militarizado, um filme em que policiais atiram em uma comunidade. Minha preocupação como diretor em um filme de gênero foi ser diligente no que se conclui do que se mostra. Dar contexto”, conclui o cineasta. 

Sinopse

No complexo do Alemão, o policial civil Machado e seus comandados, Ciro e Freitas, executam uma missão secreta: a prisão de um grande líder do tráfico de drogas. Supervisionados pela delegada Amanda e seguindo as pistas de um informante, a ação sofre uma emboscada. Foragidos, os policiais são caçados por traficantes. Enquanto isso, no centro de operações, Amanda conduz uma investigação sobre o ocorrido e orienta o grupo a sair do Alemão com vida.

Ficha Técnica

Direção: José Eduardo Belmonte

Roteiro: Marton Olympio e Thiago Brito

Elenco: Vladimir Brichta, Gabriel Leone, Leandra Leal, Aline Borges, Dan Ferreira, Digão Ribeiro, Zezé Motta, Mariana Nunes, Démick Lopes, Ricardo Gelli, Lucas Sapucahy, Alex Nader, Rafa Sieg

Produção: RT Features

Coprodução: Buena Vista International  e Canal Brasil

Produção executiva: Marília Garske e Mariana Coelho

Direção de produção: Flavia Rosa Borges e Sílvia Sobral

Fotografia: Fabrício Tadeu

Direção de arte: Ana Paula Cardoso 

Som: Gabriela Bervian 

Maquiagem: Luiz Gaia

Figurino: Kika Lopes 

Montagem: Lucas Gonzaga e Bruno Lasevicius
Sound Design: Ricardo Cutz e Matheus Miguens, A3pS
Trilha Sonora Original: Zepedro Gollo

SOBRE JOSÉ EDUARDO BELMONTE

José Eduardo Belmonte é um dos diretores mais ativos da indústria audiovisual brasileira. Em mais de duas décadas de atividade profissional, dirigiu alguns dos principais atores brasileiros e latino-americanos em dezenas de filmes e séries de TV . Tem treze longas-metragens e mais um em pós-produção. Belmonte venceu o Festival do Rio de Janeiro 2008 e do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com o drama “Se nada mais der certo”, que rendeu a Caroline Abras o prêmio de melhor atriz nos dois festivais e a Cauã Reymond, João Miguel o prêmio de melhor ator em festivais  em Miami, Los Angeles e Toronto. Maior bilheteria do cineasta, “Alemão” no Brasil atraiu um milhão de espectadores nos cinemas em 2014. Adaptado três anos depois para a televisão, ganhou uma indicação ao Emmy. Sequência blockbuster, tem estreia nas telas em 2022. Na televisão, José Eduardo Belmonte também realizou vários trabalhos. Entre as principais realizações está a direção artística da série “Carcereiros”, um dos sucessos de audiência dos últimos tempos na TV Globo. Único latino-americano selecionado em 2017 para o Cannes MIPDrama Screenings (uma das principais feiras de televisão do mundo), primeiro episódio da 1ª temporada de “Carcereiros”, venceu o concurso do Grande Júri, feito inédito para o audiovisual brasileiro. Belmonte também dirigiu a série El Hipnotizador, da HBO Latin America, estrelada por Leonardo Sbaraglia (“Dolor y Gloria”) e protagonizada por atores como Cesar Troncoso, Chino Darín e Marilu Marini. Nascido em 1970 em São José dos Campos (SP) e radicado no Rio de Janeiro, José Eduardo Belmonte é formado em cinema pela Universidade de Brasília e iniciou sua carreira no cinema com Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores nomes na história do cinema brasileiro.

SOBRE A RT FEATURES

Criada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features tem em seu currículo de produções brasileiras longas-metragens como O Cheiro do Ralo (2006), O Abismo Prateado (2010), Tim Maia (2014), Alemão (2014), O Silêncio do Céu (2016) e a série O Hipnotizador (para a HBO Latin America em 2015).

No cenário internacional, produziu filmes premiados como Frances Ha (2013) e A Bruxa (2015). Em 2016, Rodrigo passa a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográfica nos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Um ano depois, lança Me Chame Pelo Seu Nome, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2018. 

Em 2019, recebe o Prêmio de Melhor Filme na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes com o filme A Vida Invisível de Karim Aïnouz que conta com Fernanda Montenegro no elenco. E no mesmo ano lançou os filmes Ad Astra, de James Gray, com Bratt Pitt, Wasp Network, de Olivier Assayas, com Penélope Cruz, Gael García Bernal e Wagner Moura (ambos exibidos no Festival de Veneza) e também O Farol, de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, vencedor do prêmio máximo da critica na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. 2021 marca a volta da RT Features ao Festival de Cannes, com o filme Bergman’s Island dirigido por Mia Hansen-Love e ao Festival do Rio com Alemão 2.

SOBRE A MANEQUIM FILMES:

A Manequim é o novo selo da Vitrine Filmes para a distribuição de filmes comerciais, que abrangem histórias que fogem ao perfil de lançamentos da Vitrine. O line-up de longas já finalizados e em produção inclui biografias, filmes de ação e muito mais.

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’; e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg.

SOBRE O CANAL BRASIL

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 365 longas-metragens coproduzidos. No ar há mais de duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.