Top 5 – Comédias

Top 5 – Comédias

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Completando 5 anos, o Poltrona de Cinema comemora soltando grandes listas de top 5. Fico feliz por nossa chefe, Anna Barros, me escolher como o colunista responsável pela lista de cinco melhores comédias. Quem lê minha coluna, “Sessão de Matinê”, sabe que, ao lado de ação e filmes de espionagem/policiais, comédia é meu gênero favorito. Então, mãos a obra.

Já aviso, antes de iniciar a lista, que estes são os MEUS 5 filmes favoritos de comédia. Sou jovem, mais habituado a longas pós-ano 2000, então sinta-se à vontade para, respeitosamente, discordar. Ninguém agrada sempre. Espero que todos também gostem dos cinco filmes a seguir.

200px-Superbad_Poster.png5. Superbad – É hoje (2007)
Todo mundo já gargalhou litros com este filme. Demorei bastante tempo para assisti-lo pela primeira vez. Anos depois do lançamento. Agora, se está na TV, é obrigatório. Comédia besteirol, sim, mas bem engraçada, e para mim, o ponto principal do gênero comédia é fazer rir. Jonah Hill e Michael Cera são os protagonistas, mas quem rouba a cena é Christopher Mintz-Plasse, o McLovin! De rolar de rir. Ainda mais quando um colega de escola é igualzinho ao rapaz…

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4. As Branquelas (2004)
É um filme que não tem sentido, grande nem realidade, mas envolver gênero policial à comédia geralmente é garantia de sucesso. Pode não ser tão real, mas é muito engraçado. Qualquer pessoa de minha idade riu muito (e assistiu muito) com ‘As Branquelas’. Terry Crews (ou simplesmente “pai do Chris”) cantando ‘A Thousand Miles’ é clássico!

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3. O Diabo Veste Prada (2006)
Soa claramente contraditório dizer que o ponto chave das comédias é fazer rir e colocar este filme na lista, mas é um longa genial. Anne Hathaway e Meryl Streep estão fantásticas e a história é bacana. Tem a comédia da moda, o sarcasmo, a comédia romântica… Uma comédia bem definida como ‘dramática’. Ótimo filme, já assisti incontáveis vezes, e com uma grande trilha sonora, também. Às vezes vejo aguardando apenas o momento em que rola U2, City of Blinding Lights, com imagens de Paris.

2. Escola de Rock (2003)210px-Schoolrockposter.jpg
Cheguei a assistir esse filme quatro vezes em um dia. Dezenas de vezes em uma semana. Sabia as falas de cabo a rabo, e mesmo assim não conseguia parar. É espetacular e marcou minha vida lá pelos 11 anos, quando já curtia rock e começava a tocar guitarra. Quem nunca quis um professor substituto ensinando rock, como Jack Black faz? Filme muito bacana. O DVD está aqui, bem guardado – e não, não sigo assistindo várias vezes ao dia. Só quando passa na televisão.

1. American Pie (1999)
200px-American_pie_poster_promocional.jpgMais um filme de besteirol, mas de rir aos montes. Talvez um pioneiro para outros do estilo que vieram mais tarde. Não só o primeiro filme é bem engraçado, mas os outros três, na sequência do elenco original, também são. Por isso, a campeã do top 5 é a série ‘American Pie’. “O Reencontro”, filme mais recente, nem é tão sensacional, mas talvez seja o filme em que mais ri no cinema, assistindo com bons colegas um filme que não podíamos ver, dada a classificação indicativa. Não repitam nosso desafio à legislação, leitores! Mas riam, sim, com ‘American Pie’.

Não direi que foi difícil elaborar este Top 5. Não foi. Peguei os filmes que vieram na cabeça a milhão e organizei. Talvez um top 10 fosse mais adequado, mas o aniversário é de 5 anos, top 5 será. Outros filmes que lutaram para entrar na lista e acabaram, um pecado, ficando de fora, são ‘Amor Sem Escalas’ (cheguei a escrever dele no post, mudei… enfim, ótimo filme), ‘Esqueceram de Mim’, ‘Se Beber, Não Case’, ‘O Ditador’, ‘O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy’, ‘Todo Poderoso’, ‘Quero Matar Meu Chefe’ e ‘Borat’, por exemplo. Ficam para a próxima!

Literacine: Sangue Quente / Meu namorado é um Zumbi

Literacine: Sangue Quente / Meu namorado é um Zumbi

livro sangue quente

” O amor nos torna humanos”

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.

Digamos que R possa ser considerado um zumbi fora dos padrões, um achado em meio a tantos zumbis descritos nas narrativas do gênero.

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, e está cheio de pensamentos e saudades. Mesmo não tendo recordações, nem identidade, nem pulso, R tem sonhos.

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Nosso protagonista não se lembra de nenhum fato de sua vida, seu nome, momentos importantes, nem de todos a sua volta, nada! Ele acorda e encontra-se morto, mas R possui algo diferente, um fio bem tênue que o faz sentir algo sobre uma espécie de consciência, um morto com sentimentos.

“Estou morto, mas isso não é tão ruim. Aprendi a conviver com isso. Desculpe não me apresentar da forma correta, mas não tenho mais um nome.(…)O meus talvez começasse com R, mas isso é tudo que sei.”

O livro fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. Ambos não esperavam que iriam se apaixonar, é rica a forma que o autor descreve seus personagens e como R narra todo o enredo.

“(…)Ela se encolhe para perto da janela. Um grito de terror começa a aparecer na garganta dela. Isso não está dando certo.– Segura – falo para ela, soltando um suspiro. – Manter… você segura.”

A diagramação da editora LeYa, tradução e capa, refletiram o contexto verdadeiro do que iremos encontrar na leitura de Sangue Quente.

Sinopse do filme

Meu namorado é um zumbi filme

Em um cenário pós-apocalíptico,  o zumbi R (Nicholas Hoult) passa por uma crise existencial e criando laços de amizade com uma humana chamada Julie (Teresa Palmer), uma de suas vítimas por quem acaba se interessando amorosamente.  O problema é que este relacionamento acaba causando uma reação em cadeia em outros mortos-vivos, mas o general Grigio (John Malkovich) não está interessado neste tipo de mudança e sim no total extermínio da ameaça zumbi.

Este filme é uma mistura improvável entre comédia romântica e filme de mortos-vivos.  Os trailers e cartazes apostaram numa veia cômica, deixando a história de amor em segundo plano. Já o diretor Jonathan Levine, conhecido pelos dramas intimistas, apostou em um outro caminho, não poupando as cenas com perseguições e cadáveres. Felizmente, diante de tamanha diversidade, Meu Namorado é um Zumbi conseguiu extrair o melhor de todos os mundos.

Título Original: Warm Bodies                         Ano de Lançamento: 2013

007 contra Spectre

007 contra Spectre

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Spectre_posterSessão de Matinê: “007 contra Spectre”

O aguardo novo filme da saga 007 enfim chega aos cinemas. Após o fantástico ‘Skyfall’, de 2012, Daniel Craig volta a viver James Bond numa produção que certamente divide opiniões. ‘007 contra Spectre’, no caminho rumo ao fim da linha de Craig como o agente mais famoso das telonas (resta um filme em seu contrato), pode ser interpretado de várias maneiras distintas, com a certeza de que, porém, não supera o longa anterior.

Obviamente há falta de ação na nova empreitada de Bond. Em comparação aos outros três de Craig, este é, de fato, o menos movimentado, o que não significa que seja ruim. Um filme de James Bond sempre consegue suprir os gostos de todos, com suas doses de ação, aventura e, claro, o velho humor britânico.

No 24º filme da mais longa saga do cinema, 007 vai ao México em ação pessoal para assassinar um mafioso com um obscuro anel com a inscrição de um polvo, que vem a ser conhecido como símbolo da rede Spectre (não citada nos filmes desde 1971, em ‘Os Diamantes são Eternos’), na qual Bond se infiltra em uma reunião em Roma (local sempre belo para as filmagens), comandada por Ernst Stavro Blofeld (Christoph Waltz), o vilão da vez.

Enquanto isso, em Londres, M (Ralph Fiennes) tem o MI6 desafiado pelo novo chefe de segurança britânico, Max (Andrew Scott), um antipatizante dos 00. Praticamente sozinho na tarefa, Bond se junta à filha do Mr. White (de Casino Royale e Quantum of Solace), Madeleine Swann (Léa Seydoux) para concluir sua missão de exterminar Spectre.

É interessante como o novo 007 aborda os filmes anteriores, fazendo conexões entre os outros três longas de Daniel Craig, desde os vilões aos aliados, e assim desperta a atenção pessoal de Bond, que mesmo numa trama em que aparentemente não teria importância, vistas as ações do comando de Londres, leva a si o protagonismo da tarefa, como deve ocorrer.

O roteiro é cuidadoso, e chega a lembrar de filmes antigos do agente, com situações desconexas da realidade, uma marca do século passado que parecia ter sido adaptada ao mundo real e moderno com Daniel Craig. É tão cuidadoso que em determinados momentos abandona algumas personagens e as cenas de ação tão conhecidas das produções.

Monica Bellucci, apesar do enorme ‘bafafá’ em torno de sua participação, faz uma aparição curta como Lucia Sciarra. Não espere muito. Já Christoph Waltz é outro ponto discreto – talvez o vilão mais escondido de toda a saga, só aparecendo com constância a partir da metade do filme, mas sem chegar aos pés, por exemplo, do Silva (Javier Bardem) de Skyfall.

Depois da beleza que foi o filme de 2012, muito provavelmente o melhor de todos os 24, uma expectativa foi criada sobre Sam Mendes por algo semelhante, e por isso muitos podem se sentir insatisfeitos com Spectre. A leve queda, porém, é compreensível. Pode ser comparada à música: dificilmente um artista emenda dois álbuns antológicos. Muitos nem chegam a dois discos geniais. Que 007 reencontre o caminho – se possível, fechando com chave de ouro a era Daniel Craig, que apresentou a melhor interpretação de Bond entre todos.

Musicalmente o filme é uma decepção. Músicas históricas marcaram a saga de 007, como ‘Live and Let Die’, de Paul McCartney, e mesmo ‘Skyfall’, de Adele. O escolhido para o novo tema foi Sam Smith, que parece acreditar ser o rei do falsete e faz uma canção que em nada combina com James Bond, ‘Writing’s on the Wall’. Se ganhou a “disputa” com Noel Gallagher para isso, era melhor ter ficado em casa. Consegue competir com ‘Die Another Day’ (Madonna) em ruindade. Alguns não devem nem ter vontade de continuar a ver o filme com uma música tão fraca logo na abertura – o que não anula a qualidade musical de Sam Smith, como o tema de 2002 não anulou a de Madonna.

Aos fanáticos por 007, que gostam até de Roger Moore lutando sobre o teleférico do Pão de Açúcar ou de Pierce Brosnan surfando num tsunami, 007 contra Spectre será um prato bem servido – não tão bom quanto Skyfall, mas melhor, por exemplo, que Quantum of Solace. Já aos que esperam sempre mais e mais de James Bond, com um filme melhor que o outro em sequência, provavelmente haverá decepção.

Nota: 3,5/5

Sinopse:
Uma enigmática mensagem do passado de James Bond (Daniel Craig) o coloca numa investigação sobre uma misteriosa organização criminosa. Enquanto M (Ralph Fiennes) enfrenta duras batalhas políticas para manter o serviço de inteligência funcionando plenamente, Bond dedica-se a desvendar o que é Spectre.

Últimas Notícias : Alice através do Espelho estréia em 2016!

Últimas Notícias : Alice através do Espelho estréia em 2016!

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Foi divulgado o primeiro trailer de Alice Através do Espelho, sequência de Alice no País das Maravilhas, de 2010. Baseado na clássica obra de Lewis Carroll, o longa tem Tim Burton desta vez apenas como produtor (Oh My God!). A direção foi para as mãos de James Bobin.

Mia Wasikowska retorna como a personagem principal, acompanhada por Anne Hathaway (Rainha Branca), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Rhys Ifans (pai do Chapeleiro) e Sacha Baron Cohen (Time).

Alice Através do Espelho estreia em 26 de maio.

Literacine: O Fantástico Senhor Raposo – Roald Dahl

Literacine: O Fantástico Senhor Raposo – Roald Dahl

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Eis a reinvenção de Robin Hood

Esta obra foi escrita na década de 70.Época cultural embasada em muitas contestações sendo publicado no Brasil pela primeira vez em 1991 após a morte de Roald Dahl.

Sr. Raposo se vê diante de uma guerra contra três fazendeiros poderosos e malignos. Tudo isso porque o animal rouba galinhas e gansos de suas fazendas. Para vencer esta luta, contudo, o Sr. Raposo se apega a sua essência: suas qualidades de raposa e sua natureza caçadora ainda que matar galinhas pareça “errado”, o autor afirma a necessidade e instinto do bicho, que regem suas caçadas.

download (2)Os ricos desta fábula são três fazendeiros que incorporam todas as qualidades negativas atribuídas às raposas: rapinagem, ganância e uma certa astúcia perversa. Boque, Bunco e Bino são avarentos, sujos e mal-humorados. Tratam mal aos empregados, aos familiares e aos vizinhos. São desconfiados e capazes de gestos muito mesquinhos, como montar acampamento diante da toca das raposas, com armas em punho, para matá-las de fome. Já o Senhor Raposo, embora sobreviva de roubar galinhas, tem em comum com o mítico príncipe dos ladrões os bons sentimentos, o senso de justiça, a solidariedade em distribuir parte da sua comida com outros animais e um certo charme que deixa a Senhora Raposa muito apaixonada e as quatro raposinhas orgulhosas do pai.

downloadO livro possui dinâmica, uma narrativa ágil e uma linguagem bem suave, irônico de uma forma para que as crianças e os adultos compreendam. O Fantástico Senhor Raposo mostra como podemos ganhar uma disputa utilizando muito bem a inteligência ao invés da força, mesmo quando toda a esperança esta por ser perdida. Dentre todas as temáticas do livro temos a amizade, a confiança e a persistência. Um texto digno dos anos 80 com muita aventura e reviravoltas surpreendentes.

O lançamento do livro surge bem no momento em que o diretor norte-americano Wes Anderson resolve mudar sua história no circuito de Hollywood. Conhecido por comédias ácidas e que retratam famílias desajustadas como Os Excêntricos Tenembauns, Viagem a Darjeeling e A Vida Marinha de Steve Zissou, faz sua estréia em animações escolhendo este título utilizando a técnica de stop motion (bonecos ao invés de desenhos).

download (3)Uma das características mais marcantes do diretor, é sua tendência à simetria, uma consequência de seu perfeccionismo exacerbado. Logo, o resultado final para tantos caprichos, foi a indicação ao Globo Ouro de Melhor Animação. Wes Anderson foi fiel ao original de Dahl, não deixando de trazer elementos bem característicos do diretor à sua filmografia, como os conflitos entre pais e filhos e o sarcasmo dos personagens, o que tem feito a crítica especializada sinalizar o filme como interessante para adolescentes e adultos, enquanto o livro, mais lúdico, é indicado aos leitores de todas as idades, incluindo os mais novinhos.

A animação recebe as brilhantes vozes de George Clooney e  Meryl Streep.

Boa Leitura!