Pegando Fogo

Pegando Fogo

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Pegando Fogo”Burnt_Poster_Updated

A cozinha se tornou, nos últimos tempos, um sucesso de público muito grande – ou melhor, ainda maior. A gastronomia progride aos mais diversos públicos, que agora, graças às investidas em reality shows, filmes e programas específicos, sabem distinguir pratos, conhecem ingredientes e, claro, pitacam no tema.

Apostando no quesito, ‘Pegando Fogo’ surge como boa opção nos cinemas, especialmente aos que não se interessam por sequências, como ‘Star Wars’, ou filmes infantis, como ‘Alvin e os Esquilos’, que despontam como os maiores sucessos do momento na telona.

A culinária, em um primeiro momento, pode parecer um tema fechado, mas o longa dirigido por John Wells é uma grata surpresa, superando as expectativas iniciais. ‘Pegando Fogo’, ainda que com um roteiro que não foge dos padrões, coloca o espectador dentro de cozinhas da alta gastronomia, sentindo toda a tensão, que, apesar de nem sempre comprovada na vida real, é inerente ao espaço nas produções cinematográficas.

O filme trata de Adam Jones (Bradley Cooper), chef de sucesso, dono de um restaurante 2 estrelas Michelin em Paris, que se afunda nas drogas e perde seu negócio, passando a trabalhar com ostras em Nova Orleans. Nada próximo ao que fora, pois. O enredo, inclusive, não dá muito detalhes do passado de Jones, e falha nisso. Abre uma lacuna e não a preenche. O chef não está se recuperando dos vícios, mas sim já recuperado, o que desaponta.

Decidido a reconstruir seu renome, Jones reúne sua antiga equipe em um restaurante de Londres, para que conquiste sua tão sonhada terceira estrela do guia Michelin. O centro do filme é a luta de Adam, um arrogante chef de gigante auto-confiança (o perfeito estereótipo de longas do tema), contra seus demônios, para atingir seus objetivos.

Treinado inclusive por Gordon Ramsay, o melhor representante recente da loucura gastronômica, Bradley Cooper se inspira no título e pega fogo para incorporar o personagem de maneira genial, praticamente carregando o filme nas costas. Apesar do grande elenco de apoio, a atenção se volta quase que totalmente a Cooper, já mestre em interpretar pessoas problemáticas e com seus demônios, cada dia melhor.

Outro que surge bem, mesmo discreto, é Daniel Brühl, no papel de Tony, o maître da equipe e apaixonado por Jones. Toda a capacidade de Brühl segue em demonstração após filmes excelentes, como ‘Adeus, Lenin’ e ‘Rush’. Destaque, assim como na produção automobilística, para seu sotaque, sempre capaz de impressionar.

O elenco de coadjuvantes é praticamente uma instituição separada do restante. Omar Sy, como o sub-chefe Michel, Matthew Rhys (Reece, chef rival de Adam Jones), Uma Thurman (Simone), Alicia Vikander (Anne Marie) e principalmente Sienna Miller (Hélene, por quem Jones revela uma queda), estão ali, mas não passam de água com açúcar, apenas para que Bradley Cooper não se sinta muito solitário. Mereciam uma exploração melhor – especialmente Uma Thurman. Alguns personagens chegam a ser desnecessários.

Um filme sobre comida requer, claro, uma fotografia brilhante e uma boa trilha sonora; ‘Pegando Fogo’ atinge um ótimo nível em ambas, e chega a deixar o espectador com água na boca. Não assista com fome – caso o faça, prepare-se para ir a um bom restaurante em seguida.

‘Pegando Fogo’ não é um MasterChef cinematográfico. Vai além: investe nos demônios pessoais, na autoconfiança, na reconstrução. Não fosse quase um monólogo de Bradley Cooper, mesmo que a situação valorize o ótimo trabalho do ator, certamente seria ainda melhor. Mas, ainda assim, é uma boa opção nos cinemas.

Nota: 3,5/5

Sinopse:
O chefe de cozinha Adam Jones (Bradley Cooper) já foi um dos mais respeitados em Paris, mas deixa a fama subir a cabeça. Por causa do comportamento arrogante e do envolvimento com drogas, destrói a sua carreira. Ele se muda para Londres, onde adquire um novo restaurante e decide recomeçar sua trajetória do zero, na intenção de conquistar a cobiçada terceira estrela do guia Michelin. No caminho, conhece a bela Helene (Sienna Miller), por quem se apaixona.

Literacine: A Garota Encantada

Literacine: A Garota Encantada

Olá queridos! Deixo minha última postagem neste ano com muito carinho. Precisarei me ausentar durante o mês de janeiro todo.. Retorno às atividades no blog em Fevereiro de 2016.

Desejo a todos um final de ano especial! E novos sonhos para o ano que se inicia!

Vamos a resenha?

 

Ella enfeitiçada

Sinopse: No dia em que nasceu, Ella foi presenteada por uma fada. Infelizmente, a dádiva não poderia ter sido mais descabida – o dom da obediência. Ela deve obedecer a qualquer ordem que lhe dêem, por mais absurda que seja, como, por exemplo, cortar fora a própria cabeça! Mas a obstinada Ella não se submete. Contra uma infinidade de ogros, gigantes, malvadas irmãs postiças e fadas desengonçadas, a menina enfrenta uma longa e magnífica jornada na tentativa de quebrar a maldição – de uma vez e para sempre. 

A medida que o tempo passa, Ella percebe o mal que este dom poderia lhe causar, sem ter a opção a contestar quando alguém,por exemplo,  lhe dá uma ordem direta: se lhe mandassem matar a própria mãe, ela teria que fazer isso, caso contrário sua cabeça começaria a doer até que obedecesse a ordem.

Este livro me fez pensar o quanto excessivamente somos obedientes, ou mesmo até adestrados por outras pessoas, satisfazendo suas vontades e orgulhos feridos. Penso que este livro nos traz a possibilidade de compreender melhor o real significado da palavra obediência.

Ela consegue conviver com seu dom por causa de sua mãe.  Após a morte dela, a menina fica aos cuidados de seu pai, sempre ausente e extremamente avarento.
O consolo nesta história surge com a descoberta de quem é sua fada-madrinha e o surgimento de uma amizade inesperada: o príncipe Charmont, ou Char, como prefere ser chamado, que se revela um bom amigo.

Não nego que a história possa ser comparada a uma adaptação do conto da Cinderela porém de uma maneira bem criativa.
encantada Anne Hathaway participa da produção cinematográfica lançada em 2005. O livro não ganhou o destaque merecido, mesmo com as filmagens, porém vale a pena assistir acompanhado de uma boa porção de pipoca na sessão da tarde.
Sinopse do Filme :
Ella (Anne Hathaway) ganha um insólito presente de sua madrinha Lucinda (Vivica A. Fox): o dom da obediência. Com isso ela é obrigada a fazer tudo o que as pessoas mandam, independente do que seja, sem ter como se recusar. Após seu pai (Patrick Bergin) se casar novamente, sua vida piora ainda mais. Após sua madrasta Olga (Joanna Lumley) e as filhas dela, Hattie (Lucy Punch) e Olive (Jennifer Higham), descobrirem que Ella está sob o efeito do dom da obediência passam a explorá-la cada vez mais. Decidida a mudar de vida, Ella sai de casa e inicia uma viagem para reencontrar sua madrinha, pois apenas ela pode desfazer o feitiço. No caminho ela encontra o elfo Slannen (Aidan McArdle), que decide acompanhar a viagem de Ella, e o Príncipe Char (Hugh Dancy), por quem se apaixona.
Confira o trailer : Uma Garota Encantada
Festival Internacional de Filmes de Esportes

Festival Internacional de Filmes de Esportes

O Festival Internacional de Filmes de Esportes (FIFE) acontecerá na capital do Rio e em diversas cidades do Estado com entrada gratuita.                       De 10/12 até 16/12.

Mais de 70 filmes, provenientes de 20 países e 33 modalidades esportivas. A maioria dos filmes são brasileiros.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, o festival não poderia deixar de fora filmes relacionados as Olimpíadas. O festival exibirá 24 filmes sobre vitórias de esportistas brasileiros nos Jogos Olímpicos.

Confira a programação no site do festival: http://www.fife.com.br/

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Literacine: O Pequeno Príncipe

Literacine: O Pequeno Príncipe

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Por: Arita Souza (Youtube: Dobradinha Literária)

“As estrelas são todas iluminadas…
Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”

Antoine de Saint-Exupéry

Uma doce releitura de uma das mais importantes obras da literatura para o cinema foi lançada em agosto deste ano. Somos apresentados a uma garota que acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada.

Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

Peço licença a vocês para ser bem crítica neste comparativo. Esta animação não passa nem perto de outras já produzidas que traziam toda a filosofia contida no livro de Sant-Exupery. Fica bem claro que aqui, somos somente apresentados ao conteúdo básico do livro e seus personagens de destaque, não se tem assim, espaço para muitas reflexões. O que foi uma pena, pois a qualidade da imagens  o grande time de dublagem permitia que muito mais pudesse ser explorado.

O Piloto Poeta

Guiado pelas estrelas Antoine de Saint-Exupéry, viajou pelo mundo, decifrou o céu, criou laços entre as pessoas. Diminuindo as distâncias, fez o mundo parecer menor. Escrevendo, fez do nosso planeta, um mundo maior.

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O Essencial

Antoine de Saint-Exupéry partiu para Nova York no fim de Dezembro de 1940, onde começou a desenhar, na frente aos editores, o recorrente menino de cabelos rebeldes. Quando lhe perguntavam, respondia: “Não é nada de mais, é apenas o garoto que existe no meu coração.”
A primeira edição do Pequeno Príncipe apareceu em abril de 1943. Ele recebeu um dos primeiros exemplares alguns dias antes do seu embarque para a África do Norte. Atravessou o Atlântico a bordo de um navio com tropas americanas para lutar pela França ocupada pelo exército alemão. No dia 31 de Julho de 1944 não retornou da sua última missão.
Toda a obra de Saint-Exupéry é centrada em valores fundamentais e universais. Elas fazem parte do nosso patrimônio. São os valores dos homens solidários, responsáveis e persistentes.

A Toalete do Planeta

Um pequeno príncipe nos convida a olhar com atenção o planeta que habitamos, cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança.
Estrelas que sabem sorrir.
Antoine de Saint-Exupéry resgatou a criança que existe em cada um de nós, com encanto, ética e beleza.

O Livro

O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta.

Fonte : http://www.opequenoprincipe.com

Top 5 Filmes Cults

Top 5 Filmes Cults

Salve galera.

Depois de um tempo fora do ar, estou de volta na comemoração do aniversário do Poltrona de Cinema.

E coube a eu fazer o TOP 5 Filmes Cults.

Admito que foi complicado escolher apenas 5, deixando de fora filmes incríveis como Laranja Mecânica, Donnie Darko, O Grande Lebowski, Akira e Warriors – Os Selvagens da Noite.

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Por isso, decidi colocar na minha lista os meus 5 filmes preferidos.

5- Cães de Aluguel (Reservoir Dogs – 1992)

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O primeiro filme dirigido do Quentin Tarantino não alcançou o sucesso dos próximos trabalhos do diretor. Mas com certeza deu o pontapé inicial que a carreira de Tarantino precisava.

O filme narra os fatos que aconteceram antes de depois de um roubo de uma joalheria que dá errado. Um detalhe que chama atenção é o fato do assalto mesmo nunca ser mostrado.

Outra coisa que chama atenção no filme são os diálogos, marca registrada nos filmes seguintes de Quentin Tarantino.

Apesar de um elenco de peso, com nomes como Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen e Steve Buscemi, o filme não foi um sucesso de bilheteria, arrecando apenas US$ 2.8 milhões, sendo que seu orçamento foi de US$ 1.5 milhão.

Ele apenas começou a fazer sucesso após a estreia de Pulp Fiction – Tempo de Violência, filme que decolou a carreira de Tarantino.

4- Clube da Luta (Fight Club – 1999)

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Filme dirigido pelo diretor David Fincher, é um filme tenso e com roteiro focado nos detalhes. O que não agradou muito o público em seu lançamento. Mesmo assim, conseguiu arrecadar US$ 101 milhões. O elenco tem nomes como Edward Norton, Brad Pitt e Helena Bonham Carter.

Este é o clássico filme que ou o espectador ama ou odeia. A idéia, de um grupo de pessoas que se reune apenas para brigar e depois para lutar contra o consumismo desenfreado é complicado. Principalmente pelo final do filme.

Mesmo assim, é um dos melhores trabalhos de Brad Pitt e de David Fincher.

3- Um Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn – 1995)

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Um filme que mistura violência, humor negro e vampiros.  Enfim, a combinação perfeita.

O filme é um dos primeiros roteiros de Quentin Tarantino e teve direção de Robert Rodriguez, parceria que voltaria acontecer futuramente em outras produções.

Apesar da mistura de ideias, o filme consegue ter um roteiro basicamente simples. E mesmo cheio de situações absurdas, caiu como uma luva para os fãs de filmes de terror B.

Vale destaque para o elenco: George Clooney, Quentin Tarantino, Harvey Keitel, Juliette Lewis, Salma Hayek e Danny Trejo.

Enfim, se você não se importar com tantas situações totalmente diferentes colocadas dentro de um bar de motoqueiros no meio do México, vale a pena assistir.

2- O Filme Mais Idiota do Mundo (Mystery Science Theater 3000: The Movie)

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Um filme que faz juz ao seu nome. E mesmo assim é uma das melhores comédias já feitas.

O filme conta a história de um cientista maluco chamado Dr. Clayton Forrester, que fica exibindo filmes ruins para o humano chamado Mike Nelson e dois robos: Tom Servo e Crow T. Robot.

A ideia do cientista e descobrir quão ruim um filme tem que ser para enloquecer uma pessoa.

Mas conforme o filme vai passando o grupo fica fazendo piadas, dublagens e trocadilhos, que tornam o filme excelente.

Vale a dica de procurar este filme dublado.

1- Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner – 1982)

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Ao lado de Akira, é com certeza um dos melhores filmes sobre a cultura cyberpunk já feitos.

O roteiro é extremamente denso, por fazer uma mistura de filme noir e cyberpunk. Sem contar que o filme é um dos poucos que consegue trazer junto no mesmo roteiro uma mistura de tecnologia e filosofia.

E por causa dessa mistura, extremamente bem trabalhada pelo diretor Ridley Scott, o filme acabou não atingindo em cheio aos espectadores, tendo receita de apenas US$ 32 milhões, sendo que seu orçamento foi de US$ 28 milhões e em seu elenco temos Harrison Ford, Rutger Hauer (na melhor atuação da sua carreira), Sean Young e Daryl Hannah.

O que mais prejudicou o filme foi o fato de a edição final do filme não ter ficado aos cuidados de Scott, o que atrapalhou muito a compreensão da história.

Somente com o lançamento da versão do diretor em DVD, o filme alcançou sucesso, principalmente entre os fãs de ficção cientifica.

@guimaraesedu