Poltrona Séries: The White Lotus-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The White Lotus-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Obras com sátiras, críticas aos aspectos políticos e econômicos de uma sociedade e o uso de belezas geográficas de uma cidade como personagem e não só como um cenário da história costumam ser grandes atrativos para os espectadores, com consequente mobilização, audiência e engajamento nas redes sociais. Foi o que ocorreu na primeira temporada de ‘The White Lotus’, série da HBO Max e criada por Mike White, tendo como palco o Havaí, famoso arquipélago vulcânico situado nos Estados Unidos.

Nessa nova sequência de sete episódios, vamos acompanhar novos personagens em um hotel da Sicília, com diversos arcos dramáticos, doses de humor bem aplicadas, além de questões importantes levantadas na série, como a sexualidade, o quão são complexas as relações humanas e se vale tudo para se alcançar o que quer.

Se na primeira temporada tivemos um clima de tensão e mistério no tocante a um assassinato que ocorrera no Havaí, agora nos deparamos com uma trama animalesca dotada de equilíbrio entre as histórias e um ritmo cadenciado que pudesse dar ao espectador tempo para se acostumar com os personagens e a possibilidade de criar ligações entre eles.

Destaque para a entrada de personagens homossexuais e aristocratas, como Quentin (Tom Hollander) e Jack (Leo Woodall), além das atitudes questionáveis de Mia (Beatrice Grannó) e Lucia (Simona Tabasco), além da contida e ríspida da diretora Valentina (Sabrina Impacciatore), que tenta segurar um segredo íntimo a todo custo. E sem esquecer de Jennifer Coolidge (Legalmente Loira), com seu carisma e personagem contagiante, reprisando seu papel.

A impressão que temos é a de que acompanhamos um reality show e não uma série, com personagens em meio a muita curtição, ostentação e jogando um contra o outro, além de situações fictícias imitando a vida real. Um ótimo passatempo para quem gosta de uma narrativa com variados elementos, de tensão, humor e muita reflexão sobre os prazeres e problemas do cotidiano.

Se você procura uma série da qual nada espera e quer se divertir muito, ‘The White Lotus’ é uma ótima sugestão e você vai se divertir horrores.

Cotação: 4/5 estrelas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-5ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-5ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

"O começo do fim": trailer de "The Crown" antecipa funeral de Lady Di

Uma grande produção da Netflix desde 2017 e que deixou boas impressões, a série ‘The Crown’ vem para sua quinta temporada em 2022 com promessa de grande audiência e abordagem de novas polêmicas em torno da Família Real britânica. E os ânimos estarão ainda mais exaltados após a morte da rainha Elizabeth II no último dia 08 de setembro, mas será que essa nova sequência de 10 episódios vai agradar ao público?

O foco está na década de 1990, especialmente em acontecimentos como a separação da princesa Diana do príncipe Charles e as dificuldades da rainha Elizabeth, agora vivida por Imelda Staunton, em blindar a monarquia das críticas públicas de Diana e fortalecer a imagem da família, prestes a ruir com a separação do filho mais velho da monarca. Reforçar a importância da família real para o Reino Unido, além de transmitir a imagem de modelo ideal a ser seguido são os maiores desafios, sem dúvida, mas a abordagem política também se faz presente, principalmente no que tange a relação da família de Elizabeth II com os Romanov.

Um antigo recurso e de bastante eficácia se fez presente também nesta temporada, como o paralelo entre os dramas familiares e os compromissos da monarquia, realizados com perfeita sintonia. A relação entre Elizabeth e o príncipe Phillip se dá de maneira bem fluida, o que não vemos entre Charles e Diana. Mas a atuação de Elisabeth Debicki como Lady Di traz uma ilustração perfeita não só no aspecto físico, mas nos trejeitos e na personalidade de Diana, que não fazia questão de esconder nada e sempre mostrar quem era. Destaque para a entrevista polêmica que ela concede à BBC, em 1995.

Em termos gerais, a fotografia é muito bem retratada, como as roupas e adereços da época, mas as interações entre os personagens são mais contidas. Até a 4ª temporada, víamos personagens com mais energia e desdobramentos bombásticos. Apesar dos entreveros e da separação entre Charles e Diana, não houve o impacto que era esperado na série como se deu na vida real. Foi uma temporada com sabor de quero mais.

Apesar dos altos e baixos, ‘The Crown’ deixa importantes ganchos com possibilidades para o desfecho da última temporada, vale a maratona.

Cotação: 3,5/5 estrelas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Cavaleiro da Lua/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Cavaleiro da Lua/Cesar Augusto Mota

Cavaleiro-da-Lua-Marc-Spector-1 Cavaleiro da Lua: novo vídeo tem várias cenas inéditas da série Marvel

Disposta a trazer algo diferente do que já foi visto no MCU e com uma dose maior de violência, a Marvel traz ao Disney+ a série ‘Cavaleiro da Lua’, com boas impressões após sua intensa campanha de marketing. Mas será que deu certo?

Ao longo de seis episódios, acompanhamos Steven Grant (Oscar Isaac), um funcionário de uma loja de lembrancinhas de um museu de história de Londres, que sofre uma série de desmaios e acorda em lugares inusitados, sem lembrar do que houve anteriormente. Ele possui outra personalidade, de Marc Spectror, a personificação do deus Khonshu, cujo objetivo é punir os pecadores e proteger os viajantes.

Khonshu tenta persuadir Marc a ajudá-lo a deter Arthur Harrow, que pretende libertar a deusa Amnit, a devoradora de almas. Desenha-se aí um conflito de deuses e de ideologias bem interessante, o que aguça ainda mais o interesse do espectador. Há atitudes que não fazem sentido na trama, como a punição a pessoas que nada fizeram de errado, e esse é um dos pontos negativos da série.

É feito um estudo pertinente sobre a dupla personalidade do protagonista, e ao ficarmos imersos na saúde mental de Steven Grant, já notamos uma abordagem bem diferente, com destaque para o episódio que desvenda a causa do transtorno de Steven e a criação da nova personalidade na infância. O espectador se compadece com o sofrimento de Steven e passa a aceitar as duas personalidades como uma só. Há momentos bons e ruins ao longo da trama, mas que são capazes de fisgar e divertir o público.

Outros pontos baixos estão no ritmo cadenciado da narrativa e nas cenas de ação. São poucos combates e cenas mal coreografadas, com CGI de baixa qualidade. Quem esperava uma série com foco na ação, se decepciona, mas se agrada com o perfeito estudo sobre como a mente do ser humano funciona e os efeitos que traumas podem causar.

‘Cavaleiro da Lua’ é uma série que cativa e diverte a plateia, com um protagonista carismático e um alterego que consegue nos brindar com momentos divertidos e dramáticos. Uma obra que poderia ter entregado bem mais.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Obi-Wan Kenobi/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Obi-Wan Kenobi/ Cesar Augusto Mota

Série do Obi-Wan

A Disney Studios tem surpreendido os fãs e vem realizando produções com roupagens diferentes e uma carga dramática de alta intensidade. Primeiramente, isso aconteceu com ‘The Mandalorian’, desta vez é ‘Obi Wan Kenobi’, que vem dividindo opiniões, com muitos elogios e críticas do público. Será que essa série também tem qualidade como a citada anteriormente, ou deixa a desejar?

Obi-Wan é um personagem complexo, que deixa muitas coisas nas entrelinhas, além de forte psicologicamente e um sinônimo do que é realmente um guerreiro jedi. E suas ações ganham mais importância durante os seis episódios exibidos com o apoio das personagens femininas, que ilustram que o lado obscuro da força é devastador.

Os destaques femininos ficam com Tala Durith, uma infiltrada no Império que auxilia Obi-Wan em suas aventuras, além da Inquisidora Reva, criada especialmente para essa produção, uma personagem multifacetada e com ações imprevisíveis. Ao longo dos episódios ela ganha mais importância e mostra possuir potencial para novas temporadas da série ou para inéditas produções da Disney.

O roteiro apresenta algumas inconsistências, além de falhas em efeitos especiais, o que abala um pouco a credibilidade da produção, pois mostra algumas situações não críveis para os espectadores. A história carece de um maior impacto, as continuações quebram um pouco o clima tenso dos episódios anteriores e voltam para a estaca zero, o que causa um pouco de decepção e estranheza, mas a exploração de camadas e as atuações encobrem as falhas.

E por falar em atuação, Ewan McGregor está magnífico na série, ele mantém o nível de interpretação dos filmes de Star Wars e deixa algumas dúvidas no ar, que podem ser sanadas com novas temporadas de ‘Obi-Wan Kenobi. Para entender algumas coisas da série, é necessário ver a série de filmes Star Wars e fazer uma comparação, e quem é fã de Star Wars vai perceber que houve uma preocupação dos produtores da Disney de dar uma nova roupagem ao legado de George Lucas.

Apesar dos altos e baixos, vale a pena acompanhar a incrível jornada de ‘Obi-Wan Kenobi’da Disney+, uma produção para públicos de todas as idades e algumas novidades.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Galeria

AS MELHORES TEORIAS SOBRE A SEGUNDA TEMPORADA DE “ONLY MURDERS IN THE BUILDING”

A série já está disponível com exclusividade no Star+, com novos episódios todas as terças-feiras

Calma, logo teremos as respostas! A segunda temporada de “Only Murders in the Building” chegou exclusivamente no Star+ com dois episódios disponíveis. A nova temporada se passa após a chocante morte da presidente do conselho do Arconia, Bunny Folger, Charles (Steve Martin), Oliver (Martin Short) e Mabel (Selena Gomez) trabalham freneticamente para desmascarar o assassino. Porém três (infelizes) complicações surgem: os três estão publicamente envolvidos no homicídio de Bunny; eles viram tema principal de um podcast concorrente; e têm que lidar com um grupo de vizinhos de Nova York que pensam que eles são os assassinos.

E já que temos um novo mistério no ar, que tal conferir as teorias do público sobre o que vem por aí em “Only Murders in the Building”?

CUIDADO! O TEXTO ABAIXO TEM SPOILERS

A vez de Mabel

Sendo um grupo que invadia os apartamentos do Arconia para roubar joias, pode se dizer que Mabel e seus amigos não eram as pessoas favoritas de seus vizinhos. A teoria é que alguém estaria querendo se vingar do grupo, e como Tim, Zoe e Oscar já teriam sido “castigados”, agora seria a vez de Mabel, que foi incriminada pela morte de Bunny.

O Garoto do Apartamento 6B

Outra teoria feita pelos fãs é que o culpado pela morte de Bunny seria Theo Dimas, que foi o responsável pela morte de Zoe dez anos antes, quando ele acidentalmente a empurrou do telhado. Em certas cenas é possível ver que Bunny sabe linguagens de sinais e consegue se comunicar com Theo, que é pessoa com deficiência auditiva. Os dois pareciam se dar muito bem apesar dos outros moradores do Arconia não terem a mesma opinião sobre a presidente do conselho dos moradores. Será que Bunny era cúmplice dos crimes da família Dimas?

Jose Torres

Outra aposta para o verdadeiro culpado pela morte de Bunny é o pai de Oscar, Jose Torres. Ele deixa bem claro que não gosta de Mabel pelo passado de seu filho, que ficou preso injustamente durante 10 anos. Torres então, irritado pelo envolvimento amoroso de seu filho e a jovem, teria cometido o crime para incriminar Mabel e fazer com que ela fique longe de Oscar.

Novo podcast

Ou seria Cinda Canning a verdadeira culpada? Interpretada por Tina Fey, a rival de audiência do trio protagonista é uma daquelas pessoas que faz tudo por audiência e não fica nem um pouco feliz com o sucesso do podcast Only Murders in the Building. Além de estar na cena final da temporada, ela ainda diz que seu próximo programa será sobre a morte de Bunny e os possíveis criminosos.

A segunda temporada de “Only Murders in the Building” está disponível com exclusivamente no Star+.