Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Criada pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski em parceria com Michael Straczynski, a série Sense8, da Netflix, conta em sua segunda temporada com 11 episódios vibrantes que farão o espectador ser levado a uma viagem de sentimentos e memórias dos oito protagonistas.

Os 11 novos episódios acompanham as trajetórias de Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Kala (Tina Desai), Wolfgang (Max Riemelt), Sun (Doona Bae), Nomi (Jamie Clayton) e Capheus (Toby Onwumere), com cenas conjuntas e separadas em duplas dos personagens. Todos possuem um dom, o de realizar conexões mentais e emocionais entre eles, e estando cada um num país diferente (Estados Unidos, México, Alemanha, Índia, Quênia, entre outros). A série apresenta inicialmente a origem dos sensate, como as conexões acontecem, bem como seu significado.

As explicações para o início e o significado dos sensate ocorrem de maneira lenta, mas são feitas grandes revelações posteriormente, além da transmissão de belas mensagens e apresentação de diversidades de sexualidades, etnias e culturas. Discussões acerca de tolerância religiosa, sexual e social são muito bem tratadas na série, bem como são ilustradas mensagens de aceitação, inspiradoras para todos os que acompanham a trama.

Os conflitos são extremamente intensos, com a luta dos sensate contra o senhor Whispers (Terrence Mann), um homem estranho e que tenta caçá-los, e a perigosa companhia Biologic Preservation Organization (BPO). Menção honrosa também para a participação de Daryl Hannah no papel de Angélica, uma mulher misteriosa cuja morte é visualizada por todos os protagonistas e que pode ajudar a desvendar o quebra-cabeças acerca das conexões existentes entre os personagens.

Mesmo com problemas de evolução, a série nos traz cenas impressionantes, com os personagens compartilhando experiências e cada um podendo sentir o mesmo que os outros. Caso ocorra algum dano físico, todos também sentem e correm perigo de vida. A montagem das cenas com cada sensate em seu país e junto do outro em um cenário distinto é muito bem articulada, além da química e união demonstradas entre eles com o transcorrer dos episódios.

Lições como o de “união e trabalho em equipe são capazes de tornar todos mais fortes”, bem como “o dever de lidar e saber respeitar as diferenças” são bem transmitidas e valorizadas na história, reforçadas por discursos de aceitação e respeito, feitos pelos personagens Nomi e Lito. E mensagens como “Ninguém sabe que tipo de vida vai ter e é isso que torna a vida tão viva” também são destaque, a série se preocupa não só em abordar relacionamentos e a ficção científica, como também emociona e leva bons valores para o público.

O destaque final vai para a trilha sonora, vibrante e que vai embalar a todos, principalmente com a música ‘What`s up de 4 Non Blondes’, cantada por todos os sensate e símbolo de conexão entre eles. Prepare-se para uma temporada movida por emoções, reflexões e surpresas, Sense8 é uma obra magistral de ficção científica. Não perca!

Nota do editor: Infelizmente a série Sense8 não terá uma terceira temporada e foi cancelada. O serviço de streaming Netflix emitiu um comunicado oficial em 1 de junho e lamentou o ocorrido, mas não deixou claro os motivos da decisão. Um grupo de fãs criou uma petição online para pedir a continuidade da produção, vamos ver no que dá.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Sabe quando você começa uma nova série e se depara com a seguinte frase: “A seguir, uma releitura livre de eventos verdadeiros. Muito livre”? Já dá para ter uma ideia do que vem por aí, uma produção bem humorada, baseada em fatos reais e que vai dividir opiniões. “Girlboss”, nova série da Netflix, teve 13 episódios produzidos, relativamente curtos, com 30 minutos de duração.

A série é inspirada na história da bem sucedida empresária Sophia Amoruso, proprietária da loja virtual Nasty Gal (um trocadilho com a expressão nasty girl, ou garota indecente), um comércio de roupas vintage que se iniciou no Ebay em 2006 e atualmente com site próprio, que chegou ao seu auge em 2014. A protagonista é interpretada por Britt Robertson, como Sophia Marlowe, uma personagem que abala as estruturas na maioria dos episódios, mas com uma personalidade forte e complicada.

Sophia não liga para regras, faz tudo o que lhe dá vontade, não tem modos e vive pulando de um emprego para outro, sem rumo na vida. Até que um dia descobre sua verdadeira vocação: quer trabalhar com moda e vender roupas pela Internet. Um tanto atrapalhada, ela aos poucos vai colocando suas ideias em prática, até chegar ao nome de sua loja graças a uma de suas noitadas na bela San Francisco. Com muita coragem e determinação, Sophia enfrenta obstáculos e desconfianças de muitas pessoas, inclusive do próprio pai para ver seu negócio nascer e fazer sucesso, e enfim, ingressa na vida adulta, apesar de já ter seus 20 e poucos anos e relutar para isso.

A produção apresenta elementos interessantes e de diferentes épocas num mesmo contexto, como o LP, o carro de Sophia ano 1987, bem como seu aparelho celular, tudo no ano de 2006, sem falar em algumas roupas dos anos 1970 e alguns flashbacks que relembram pessoas que viveram nos anos 1940 e que foram importantes no mundo da moda. Essa mistura enriquece a trama e mostra que a moda do passado não sai de moda tão facilmente e ainda se faz presente em alguns pontos nos Estados Unidos.

A fotografia é impecável, os figurinos, nem se fala, além das atuações sólidas dos atores. O roteiro apresenta algumas imprecisões, exageros e inconveniências. Britt Robertson demonstra muita entrega e consegue convencer como protagonista, Ellie Reed é também um dos pilares da série. Ao interpretar Annie, a melhor amiga de Sophia, Reed contribui para a evolução da protagonista e retrata fielmente como a melhor amiga de Sophia Amoruso foi importante em sua vida. Destaque também para as participações especiais de Rupaul e Dean Morris, o tio Hank de Breaking Bad.

Se há alguns problemas na produção, “Girlboss” não deixa de chamar a atenção do público e mostra pontos importantes, como o empoderamento feminino ( vide o título da série), amadurecimento, vocação profissional e outro importantíssimo, a amizade. Há poucos amigos verdadeiros no mundo e que realmente fariam tudo para ver o outro feliz, e vemos isso bem nessa série. Vale a pena acompanhar, a série é curta, rápida e fácil de ser compreendida, recomendada!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Pense em uma série ambientada nos corredores de uma escola e que aborda temas como bullying, depressão, ansiedade e pânico. À primeira vista, parece ser uma produção voltada para o público adolescente, mas não é o que acontece em ‘13 Reasons Why’, lançada na última sexta-feira (31), na Netflix.

Baseado no livro ‘Os Treze Porquês’, de Jay Asher, a série traz uma história que abalou a todos, principalmente o jovem Clay Jensen (Dylan Minnette). Hannah Baker (Katherine Langford) comete suicídio e deixa um conjunto de fitas gravadas que revelam os verdadeiros motivos que a levaram a cometer tal ato. As 13 peças caem nas mãos de Jensen, que precisa repassar para as demais pessoas que fizeram parte da vida de sua amada. Logo em seguida nos deparamos com um clima bastante tenso tomando conta de cada um.

A produção nos transmite muito bem as diferentes perspectivas de Jensen e de Hannah, com o primeiro bastante angustiado a cada fita revelada e a segunda apresentando sua verdade para todos. Dylan Minnete consegue cativar o espectador com seu personagem, apesar de Jensen demonstrar que pode perder o controle emocional a qualquer momento, e também consegue imprimir muita autenticidade para o público, sabe transmitir bem o desespero do jovem diante de uma situação trágica e sem poder fazer nada para mudar a história.

A série funciona como uma crítica à sociedade contemporânea, que muitas vezes não dá importância aos problemas vivenciados por adolescentes e jovens, como stress, ansiedade e bullying, e sequer aponta soluções para suavizar ou até mesmo solucionar os males que os afligem. Durante a série, um conjunto de e-mails são enviados aos pais dos alunos, além de cartazes sobre o suicídio de Hannah terem sido afixados nas paredes da escola, mas nada de diferente acontece. Um retrato de uma sociedade composta por muita gente omissa e inerte, para a nossa tristeza.

Além do descaso dos adultos em relação aos problemas dos adolescentes, há uma crítica velada ao machismo, com uma das personagens revelando que as mulheres são vistas como sexo frágil e inferiores. Alguns atos podem ser considerados fúteis aos olhos de alguns, mas a depender do contexto podem trazer consequências negativas, como um estigma de inferioridade que é muitas vezes propagado, principalmente em relação às mulheres.

A proposta de ’13 Reasons Why’ é muito positiva, cada atitude dos personagens traz consequências e o clima vai ficando ainda mais sombrio quando a história se aproxima do fim. Trata-se de uma produção que traz uma boa reflexão para o público acerca do cotidiano e dos diversos males existentes no dia a dia, não apenas restritos aos adolescentes. Pode a vida ser simples na visão de alguns, mas não estamos imunes a tudo o que nos rodeia. Não estamos preparados ainda para todas as situações, ainda há muito o que se explorar e aprender.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

The Big Bang Theory ganha mais duas temporadas

The Big Bang Theory ganha mais duas temporadas

Impossível não amar The Big Bang theory! Pois é, para aqueles que amam a série uma novidade sensacional: The Big Bang ganha mais duas temporadas.

Congratulações a todo o cast e equipe da série que estreou há dez anos e continua bombando. Cada dia um episódio mais interessante e divertido que outro!!

The Big Bang tem sido a número 1 há cinco anos!!

Vida longa à The Big Bang Theory! Qual é o seu personagem favorito?

Por Anna Barros

 

Poltrona Séries: Sherlock/ 4ª temporada

Poltrona Séries: Sherlock/ 4ª temporada

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Após três anos de espera, está chegando a quarta temporada de “Sherlock”, a série que traz histórias ambientadas em Londres durante o século XXI do famoso detetive Sherlock Holmes, das obras de Arthur Conan Doyle. A produção estreou em 2010 e é exibida desde então pelo canal britânico BBC.

Estrelada por Bennedict Cumberbatch (Doutor Estranho) e Martin Freeman (O Hobbit), a trama se desenvolve em cenários muito bem explorados e com famosos pontos turísticos da capital britânica, como o Big Ben e a Estação de Metrô de Westminster, entre outros. Dentre os ambientes retratados por Conan Doyle em seus livros, não poderia deixar de aparecer em “Sherlock” o apartamento onde Holmes e Watson vivem, situado em Baker Street, 221B.

A série se trata de um drama policial que consiste na resolução de crimes e em desmascarar criminosos. Veremos isso e muito mais, como a difícil relação de Holmes com seus colegas de trabalho, muito por conta da personalidade fria e excêntrica do protagonista, capaz de desvendar mistérios graças à sua habilidade de observar detalhes e o uso da intuição., além de reviravoltas na história.

A produção se destaca por seu formato, pela fiel adaptação dos livros para as telas, bem como a modernidade. Diferente de outras atrações, “Sherlock” dispõe de temporadas curtas e com 3 episódios longos, o que nos remete à sensação de vermos um filme seguido de continuação. Além disso, todas as manias, gestos e neuroses de Sherlock Holmes retratadas nos livros são perfeitamente bem representadas por Bennedict Cumberbatch e existe ótimo entrosamento entre todo o elenco.

A atual temporada também é dotada de brilho como as demais, mas veremos personagens mais maduros, um contexto mais sombrio e um Sherlock Holmes com lado emocional mais explorado. Se víamos cenas bem humoradas e Holmes às turras com Watson e Mary Morstan, agora teremos um detetive mais envolvido emocionalmente e valorizando os círculos de amizade, tão importante nos dias de hoje.

E o vilão? A sombra de Jim Moriarty, grande inimigo de Sherlock Holmes, voltará a assombrar a todos, e a carga de terror psicológico será ainda maior, um ingrediente a mais para essa premiada série. E os parabéns também para Andrew Scott, que soube dar vida a um personagem tão emblemático e que consegue fazer o espectador sentir admiração, ao contrário de muitos anti-heróis.

Ao assistir aos três episódios da quarta temporada, a sensação é de surpresa e também de dúvida. Teremos mais uma sequência de uma produção que teve a brilhante sacada de retratar a história de um dos mais populares detetives em meio a modernidade? A série é caracterizada pela imprevisibilidade de seus personagens e também de seus produtores, portanto, podemos esperar tudo.

Quem é fã de dramas policiais e se fascina por histórias que envolvem enigmas, ação e concentração, “Sherlock” é a série ideal. “Elementar, caro leitor.”

Por: Cesar Augusto Mota