Poltrona Séries: Desventuras em Série, 1ª temporada

Poltrona Séries: Desventuras em Série, 1ª temporada

desventurasemserie_8-750x380Uma série para abalar as estruturas e ao mesmo tempo divertir o público. Tudo isso parece estranho, não é mesmo? Mas quando se trata de “Desventuras em Série”, tudo pode acontecer. Trata-se de uma produção veiculada pela Netflix e com base nos livros de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler), que conta com um excelente elenco, com Neil Patrick Harris dentre os destaques.

Com roteiro de Jack Kenny e criação de Mark Hudis, “Desventuras em Série” conta as agruras e desventuras dos irmãos Baudelaire. Klaus (Louis Hynes), Violet (Malina Weissman) e Sunny (Presley Smith) perdem os pais em um terrível incêndio e a casa fica totalmente destruída. De acordo com o testamento, os três devem ir morar na casa do parente mais próximo e a fortuna só pode ser administrada pelos órfãos quando Violet, a mais velha, atingir a maioridade. O escolhido é o Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um ator de carreira decadente e aparência nada amistosa.

Quem for assistir à série pode se preparar, vai se deparar com cenas hilárias, outras mais fortes, e com atuações memoráveis do trio infantil, e principalmente de Neil Patrick Harris. O maquiavélico, dissimulado, terrível e ao mesmo tempo cômico Conde Olaf não medirá esforços para colocar suas mãos na fortuna dos Baudelaire, mas não será nada fácil, as crianças que são aparentemente indefesas são dotadas de grandes habilidades e prometem não deixar barato.

Violet mostra destreza e capacidade em fabricar artefatos com diferentes tipos de materiais, Klaus com seu alto QI e leitura dinâmica vai ajudar a esclarecer pontos que pareçam obscuros nos planos de Olaf e a pequena Sunny, que consegue roer objetos, vai se mostrar crucial em alguns momentos da trama. A esperteza, a habilidade e a inteligência das crianças serão colocadas à prova durante os oito episódios da série, e o conde Olaf fará de tudo para alcançar seu objetivo, até tirar gente de seu caminho.

Quem chama a atenção é mesmo esse personagem tão bem interpretado por Neil Patrick Harris, afinal, ele quem dita as regras e acrescenta humor às cenas trágicas pelas quais os órfãos passam. A veia cômica de Harris cai como uma luva em uma produção para divertir crianças, jovens e adultos, e o contraste entre o humor e o macabro funciona muito bem.

Não poderia deixar de falar do aspecto estético da série e da importância do narrador Lemony Snicket, representado por Patrick Warburton. É possível sentir um ar de melancolia e de nostalgia na série, tudo isso graças às instalações antigas e precárias da casa do Conde Olaf e o figurino, tudo isso nos permite fazer uma associação à clássica Família Addams, com direção de Barry Sonnenfeld, o mesmo produtor de Desventuas em Série. E ainda temos a quebra da quarta parede por parte de Warburton, que encarna o narrador Lemony Snicket com postura pessimista, séria e ao mesmo tempo capaz de acrescentar humor a diversas desgraças, outra grata surpresa.

E você, o que está esperando para acompanhar essa nova série da Netflix, com muita ação, humor, infortúnio e reviravolta? Pode ter certeza, “Desventuras em Série” é o lugar certo.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

maxresdefaultUma superprodução, que foca a trajetória da mulher que ocupa um importante papel no cenário mundial e com constantes conflitos para administrar. Assim é “The Crown”, baseada na história da rainha Elizabeth II, orçada em US$ 130 milhões e produzida em 10 episódios que prometem atrair os fãs do estilo britânico e os interessados por história e produções de época.

A história começa no ano de 1947, época em que a Inglaterra buscava se recuperar após uma grande e devastadora guerra e sob a responsabilidade de George VI, que assumira o trono após a abdicação do irmão Edward VIII para se casar com uma americana divorciada, Wallis Simpson. Jared Harris tem uma atuação competente, e destaque para a cena em que o rei propõe às filhas Margaret e Elisabeth que ambas jamais coloquem nada diante da outra.

Em 1952, o rei George VI fica muito doente e a filha mais velha, Elizabeth, é preparada para o momento de assumir a coroa no momento oportuno. Num primeiro instante, muito consternada, ela sente o peso e a enorme responsabilidade que é de representar o país e a igreja, mas na medida em que os capítulos vão se passando, a atriz Claire Foy mostra uma atuação segura e convincente e faz a personagem central crescer e sair com uma imagem ainda mais fortalecida, seja na condução do país como chefe de Estado, e também na relação com Churchill, o primeiro-ministro, muito astuto e com sede pelo poder.

A atuação de John Lithgow é magistral e valoriza a participação de Winston Churchill como chefe de governo e figura importante na luta contra os nazista na Segunda Guerra Mundial. Os demais atores, Matt Smith e Vanessa Kirby, também possuem participações cruciais e importantes no enredo.

Ao representar o príncipe Phillipe, Smith conseguiu imprimir uma grande parceria e sintonia com Claire Foy, bem como transmitiu autenticidade e conseguiu impressionar com tamanha cumplicidade e sentimento, ao contrário do que ocorre com casais arranjados com os quais nos deparamos muitas vezes na realeza.

Já Vanessa Kirby interpretou uma personagem que é exatamente o oposto da principal. Se Elizabeth II é mais reservada e centrada, a princesa Margaret é despojada, mais otimista e sem se preocupar com rótulos ou com opiniões adversas, mas isso acaba por incomodar membros da Família Real e faz a corte enxergar riscos no comportamento da princesa Margaret à corte. Um exemplo é a chamada urgente que é solicitada para que a Rainha Mãe retorne da Escócia para o Palácio de Buckingham após a Princesa Margaret deixar mais explícito em discurso sua paixão pelo capitão de grupo Peter Townsend, que já servira o rei George VI, mas um homem divorciado.

Essa personalidade forte e contrastante com os ideais da Família Real da princesa Margaret acabam por se tornarem um grande desafio para a Rainha Elizabeth, não é fácil comandar um país, a igreja católica e ter que lidar com conflitos familiares e evitar que esses influenciem em sua missão.

Apesar de alguns capítulos serem previsíveis com intrigas políticas e familiares, “The Crown” prima pela beleza estética e por um elenco coeso, a sensação é de que estamos vivenciando o período pós-guerra e de que estamos num ambiente glamouroso, em meio a festas, discursos, dança e muito luxo. A série tem a assinatura de Peter Morgan, indicado ao Oscar pelo filme “A Rainha”, e direção de Stephen Daldry. A previsão é de que a série deverá ter 6 temporadas, vamos aguardar por mais novidades, vale assistir!

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Black Mirror/3ª temporada

Poltrona Séries: Black Mirror/3ª temporada

black-mirrorDesde outubro na Netflix, a terceira temporada de “Black Mirror”, série escrita por Charlie Brooker, promete fazer o espectador ficar ainda mais impressionado e perceber que existe um espelho capaz de escancarar os defeitos e vulnerabilidades da nossa sociedade. Além disso, a tecnologia não é responsável pelos resultados bons ou ruins por nós vivenciados, mas da maneira como aproveitamos os recursos presentes nela.

Composta por seis episódios, “Black Mirror” ilustra novas sensações e experiências, com uma linguagem rebuscada, roteiro que manipula as emoções e um alerta para os rumos que podemos tomar, às vezes sem volta. São enredos e personagens diversificados, mas tramas que trazem questões filosóficas e críticas sociais sobre temas do cotidiano, sem perder a conexão com o mundo digital, com boas e más surpresas.

Estamos inseridos em um mundo no qual as aparências e os conceitos que as pessoas têm sobre nós nas redes sociais são mais valorizados do que somos realmente. Além disso,  as relações humanas andam cada vez mais estremecidas e distantes e com uma maior proximidade entre homem e máquina. Percebemos tudo isso nos dois primeiros episódios, “Perdedor” e “Versão de Testes”, nos quais a avaliação e a imagens que os personagens passam são importantes para eventos futuros e um jogo de realidade virtual que acaba por afastar mãe e filho e provoca a morte deste por um defeito causado por celular.

E quem não tem um fato que possa desabonar sua reputação e tem medo que tudo seja revelado ao descobrir que foi alvo de hackers? Isso ocorre com Kenny no episódio “Cala a Boca e Dança”, que mostra o desespero e agonia de um jovem que trabalha numa rede de fast foods e faz de tudo para que um vídeo onde aparece, gravado da câmera de seu computador por meio de um vírus, não vá parar nas mãos de parentes e amigos. Vale tudo para preservar a imagem, e terá que cumprir várias tarefas que recebe por mensagens no celular, até mesmo assaltar um banco ou mesmo duelar com outra pessoa até a morte. A lição que temos é que não é a tecnologia que pode nos destruir, mas a forma como a utilizamos e os atos que praticamos, os seres humanos podem ser autodestrutivos.

E quem não preferiu viver no mundo virtual em detrimento do real? No episódio “San Junipero” boa parte das pessoas torce para que as personagens Yorkie e Kelly fiquem juntas no plano imaginário, tendo em vista que são lindas e jovens, e na realidade estão doentes e idosas, e Kelly em estado vegetativo. Pode parecer mais fácil o plano digital, tendo em vista as adversidades do mundo real e a existência de uma felicidade artificial, tal como vemos com as pessoas que cultuam o belo e assumem outras personalidades nas redes sociais, seria uma forma de escapar dos problemas, viver em estado vegetativo e sem movimentos, como está Yorkie em um hospital e prestes a ter seus aparelhos desligados. Muitas vezes fugimos da realidade e preferimos viver num mundo fantasioso.

“Black Mirror” não tem como proposta olhar para o futuro, mas tratar do presente e ligar a tecnologia a temas atuais, bem como alertar para as consequências do seu mau uso. Em comparação à temporada anterior, a abordagem é mais otimista, mas a realidade ilustra que os seres humanos ainda estão vulneráveis e podem ter destinos sombrios, a depender de suas escolhas. Sinal de alerta ligado.

Por: Cesar Augusto Mota

HBO confirma Westorld, Divorce e Insecure

HBO confirma Westorld, Divorce e Insecure

divorceSão Paulo, 14 de novembro de 2016 – A HBO confirmou hoje a segunda temporada de três de suas novas produções originais – Westworld, Divorce e Insecure.
Westworld é uma odisseia obscura sobre o despertar da consciência artificial e o futuro do pecado, explorando um mundo onde cada desejo humano, independentemente do seu nível de nobreza ou depravação, pode ser perdoado. A série estreou em 02 de outubro no canal HBO e a cada domingo, à meia-noite, é exibido um episódio inédito. O aguardado final da primeira temporada vai ao ar no dia 04 de dezembro.
Criada por Jonathan Nolan, que também assina a direção, e Lisa Joy, ambos roteiristas e produtores executivos, a série é inspirada no filme de 1973 “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma”, de Michael Crichton. O elenco de Westworld conta com Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood, James Marsden, Jeffrey Wright, Thandie Newton, Rodrigo Santoro, Jimmi Simpson, entre outros.
Divorce narra o longo divórcio de Frances, interpretada por Sarah Jessica Parker, e Robert, interpretado por Thomas Haden Church, e mostra como eles enfrentam as consequências do fracasso do casamento, não só para eles, mas também para os seus filhos e amigos. A série foi criada por Sharon Horgan e tem Paul Simms como showrunner, que também assinam a produção executiva junto a Sarah Jessica Parker, Alison Benson e Aaron Kaplan.
Criada por Issa Rae e Larry Wilmore, a comédia Insecure traz a história das amigas Issa e Molly, que enfrentam problemas da vida real, como o racismo, enquanto tentam percorrer mundos diferentes e lidam com uma série interminável de experiências cotidianas desagradáveis. A série conta com produção executiva de Issa Rae, Prentice Penny, Melina Matsoukas, Michael Rotenberg, Dave Becky e Jonathan Berry.
A primeira temporada de Divorce e Insecure estreou em 09 de outubro. Os episódios inéditos, com 30 minutos de duração cada, são exibidos aos domingos, à 01h e 01h30, respectivamente.
Após a exibição na TV, todos os episódios de Westworld, Divorce e Insecure são disponibilizados na plataforma digital HBO GO para os assinantes do pacote HBO/MAX das operadoras participantes. Para assistir, basta acessar www.hbogo.com.br ou baixar o aplicativo para dispositivos móveis (com iOS ou Android) ou em Xbox 360 (para usuários do Xbox Live).
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Para mais informações sobre a programação, visite: http://br.hbomax.tv/
Por Anna Barros

 

Poltrona Séries: O Exorcista, clássico do terror, agora em série da FX!

Poltrona Séries: O Exorcista, clássico do terror, agora em série da FX!

the-exorcist-620x409O Exorcista, um dos grandes clássicos do terror, voltou em novo formato e vem sendo apresentado em forma de série no Canal FX. Trata-se de uma releitura do livro “The Exorcist”, de William Peter Blatty (1971), que também serviu como base para o filme “O Exorcista”, de 1973, sob a direção de William Friedkin.

Assim como no filme, o enredo da série mostra uma família católica que vive atormentada por espíritos malignos. A chefe da família, Angela Rance (Geena Davis), passa a escutar barulhos estranhos em casa e percebe comportamentos esquisitos da filha mais velha Katherine (Brianne Howey). Após notar várias anormalidades, Angela recorre ao padre Tomas Ortega (Alfonso Herrera), que logo em seguida procura um sacerdote mais experiente, o padre Marcus Lang (Ben Daniels).

Se você espera muitas cenas de horror e efeitos especiais convincentes, pode ter certeza de que “O Exorcista” trará tudo isso e também uma ampla gama de mistérios e suspense que irão prender seu interesse até o último capítulo. O clima em cada episódio é de bastante inquietação, tendo em vista que as crianças se comportam como verdadeiros monstros satânicos, além de atuações harmônicas de todo o elenco e um brinde aos fãs: o retorno de Geena Davis à televisão.

Fique atento!

A primeira temporada de “O Exorcista” contará com 13 episódios, que serão exibidos sempre à 0h de sexta para sábado, horas depois da exibição nos Estados Unidos. Será que teremos cenas clássicas do filme clássico de 1973? Não perca “O Exorcista”, no FX.

Por: Cesar Augusto Mota