O filme fala sobre a vida de Pelé dos 10 anos até os 17 (1950 até 1958). Pelé vivia em Bauru com a sua família. Estudava e trabalhava como engraxate pois sua mãe mandava, mas o grande sonho de Pelé era ser jogador de futebol.
O pai de Pelé, Dondinho, apoiava o filho, já Lúcia, mãe do menino não gostava de jeito nenhum da ideia. Pelé e seus amigos escutaram a final da Copa do Mundo de 1950 e ficaram tristes com a perda do título da seleção brasileira. Vendo o seu pai chateado, Dico promete para Dondinho que traria um título de Mundial para o Brasil.
Dico como era chamado por seus pais foi levado pelo olheiro Waldemar de Brito para fazer um teste no Santos Futebol Clube. Com apenas 15 anos, o jovem tinha uma grande chance de mostrar as suas habilidades e conseguir uma vaga num dos maiores times de futebol do mundo.
Dico passou no teste e de lá para o time profissional e seleção brasileira foi um pulo. Em dois anos, o menino saiu de Bauru e foi pra Suécia conquistar a primeira Copa do Mundo para o Brasil, um feito enorme conquistado por um rapaz de 17 anos.
O filme é interessante, mas muitas cenas da película não existiram na vida real. Outro ponto negativo do filme é não ser na língua portuguesa.
Os estúdios Marvel se superaram. Thor Ragnarok consegue ser melhor que Doutor Estranho, o melhor filme da franquia até aqui. E. para a minha surpresa, ele aparece para o Thor no ínício do filme.
A película é leve, cheia de tiradas engraçadas onde Thor e Lóki riem de si mesmos.
Thor tem que salvar Asgard das mãos de sua irmã Hela, totalmente do mal, que estava aprisionada por Odin e se liberta. Cate Blanchett está quase irreconhecível de cabelos pretos e muito magra. Começa tímida, depois embarca nas aventuras Marvel com desenvoltura e seu brilho costumeiros.
Thor fica um pouco inseguro porque acaba perdendo seu martelo do poder e seu pai o convence que ele é muito mais forte que o martelo. O instrumento é um apêndice e não o cerne de sua força.
Quando Thor está preso, é obrigado a lutar contra um guerreiro protegido do Grão-Mestre e descobre que ele é nada menos que o Hulk, que custa a reconhecê-lo. Ele acaba vencendo o duelo de gladiadores e Hulk revela que está sob a forma verde por dois anos. O coliseu que eles lutam, lembra um pouco o Maracanã.
Eu amo Chris Hemsworth e amei vê-lo de cabelos curtos( s resenha é cheia de spoilers). Doeu em mim quando ele trava um duelo com Hela e perde a visão. Senti falta de Natalie Portman como seu par romântico, mas seu novo affair o provoca, mas se sai bem, como valquíria. Vários elementos da mitologia nórdica e uma palhinha da Noruega porque Odin é mandado para lá.
E para a minha felicidade, eis que Hulk também ressurge e auxilia Thor no seu objetivo de salvar seu planeta. Na verdade, eles formam um time e salvam o povo de Asgard porque para detonar Hela é necessário ressuscitar Raganarok. Eu adoro Mark Ruffalo que está seguro e preciso como nunca. Quando Thor diz que David Banner tem que usar seus doutorados para alguma coisa, é muito divertido.
Senti falta do Homem de Ferro nessa empreitada.
Há muita ação, humor inteligente, beleza(Tom Hiddleston também é lindo) e a volta de Jeff Goldblum como o vilão espevitado e cheio de glitter. É um bom contraponto para a virilidade que extravasa os poros de Thor. O Grão-Mestre é bem espalhafatoso e protagoniza uma das cenas extras.
Percebe-se liberdade ao elenco com alguns improvisos.
A valquíria a príncipio resiste ao Thor mas quando eles estão na nave para fugir, ela o pede que não morra. Um interesse sutil e despretensioso surge entre os dois. O sinal de que ela é valquíria também é maneiro. E a atriz Tessa Thompson lembra muito a ex-=mulher de Tom Cruise, Katie Holmes.
A união entre os irmãos em prol de um bem comum também me agrada, visto que me toca muito história de irmãos. Mesmo Lóki sendo traicoeiro, Thor o aceita como ele é e eles acabam se entendendo e decidindo destruir Hela junto com Hulk, a Valquíria e Skurge que é resgatado da prisão do Grão-Mestre.
Nem dá para ver o filme passar e é bom que se fique até o fim porque há duas cenas extras nos créditos. Filme totalmente de ação, de estética perfeita e trilha sonora Ragnarok traz músicas pop em sua trilha sonora, com “Immigrant Song”, do Led Zeppelin em duas cenas e “In the Face of Evil”, do grupo de synthwave Magic Sword. Eu também tenho uma quedinha pelo Led Zeppelin.
De quebra, ainda tem Idris Elba como o guardião Heimdall.
Alinda fotografia foi rodada em Queenland e Sidney.
A estreia é dia 26 de outubro, em grande circuito.
Cotação: 5/5 poltronas. Excelente! Super recomendo o filme!
Sinopse: No filme da Marvel Studios, “Thor: Ragnarok”, Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir Ragnarok – a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana -, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa de sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador – Hulk.
Você que curte filmes alternativos e sempre quis ficar por dentro do cotidiano de grupos ativistas, suas constantes lutas e principais ideologias defendidas, agora irá se deparar com uma obra didática, institucional e de grande valor humanitário. ‘120 Batimentos por Minuto’, produção francesa dirigida por Robin Campillo, chega para alertar e abrir os olhos de muita gente.
A história apresenta o grupo ACT UP, fundado na França em 1989, que luta pelos direitos dos portadores do vírus HIV e defende iniciativas por melhorias no tratamento e prevenção em relação à doença. Não só o cenário da época é retratado, como também são traçados os devidos contornos, como tensões, medos dos pacientes, os preconceitos vividos por eles e os prazeres deles em seu cotidiano, apesar do terrível diagnóstico que tiveram. Tudo é mostrado de forma honesta, com muita abrangência e veracidade.
Na medida em que o filme transcorre, vamos conhecendo cada integrante do movimento, as ideologias defendidas, bem como o dia a dia de muitos deles, seus deleites, diversões e também seus amores. Tudo mostrado de uma maneira suave e que não dê margem a julgamentos, até chegar na questão central, de mobilizar as indústrias farmacêuticas e o poder público por tratamentos e medicamentos mais eficientes no prolongamento da vida dos pacientes, bem como mostrar as falhas cometidas nas redes de saúde e também no fabrico dos medicamentos. Alguns lemas são apresentados ao espectador: é preciso exigir melhora, e também é necessário prevenção contra doenças venéreas e, mais do que tudo, sobreviver.
O roteiro, como já dito, mostra uma trama regada por muitas ações encadeadas, em torno de objetos uniformes, mas em dados momentos ocorrem exageros, uso de meios ardis e agressivos, mas justificados, no caso a necessidade dos manifestantes serem ouvidos e na tentativa de acabar com preconceitos em relação à grupos de minorias e ainda enraizados na sociedade contemporânea. Apesar de alguns momentos fugirem ao controle, a intenção do diretor em levar para as telas e mostrar ao público o universo do movimento ativista e tudo o que o cerca, com simpatizantes e opositores, é bastante válido, retrata também o que a sociedade brasileira atualmente vivencia.
As atuações do elenco são harmônicas, muito coesas e conseguem imprimir sinceridade para o espectador. A fotografia, com alguns jogos de luzes em cenas noturnas, nos trazem um certo deleite e alívio, pois trata-se de uma história com muita vibração, barulho e que dá uma boa chacoalhada em quem acompanha. A montagem é precisa, e é o principal elemento para nos mostrar com eficiência as principais propostas da história, que funcionam muito bem.
Ficou curioso? Não deixe de ver ‘120 Batimentos por Minuto’, seu coração vai pulsar forte e você terá outra visão de mundo, é preciso ampliar estar alerta, mas também ampliar os horizontes.
Sabe aquele filme que você acompanha e após a sessão o considera uma obra-prima, uma alegoria, um tributo à beleza e à vida? Assim defino ‘Me Chame pelo seu Nome’, filme de Luca Guadagnino, baseado no romance homônimo “Call Me By Your Name”, do egípcio André Aciman, obra que virá forte para a temporada de premiações e cotado para Oscar de melhor filme em 2018.
A história acompanha Elio Perlman, (Timothée Chalamet) único filho de uma família americana com ascendência italiana e francesa. O jovem músico vive mais um verão preguiçoso na casa dos pais em uma belíssima paisagem italiana, e tudo começa a mudar após a chegada de Oliver (Armie Hammer), estudante de Arqueologia, que vem para auxiliar na pesquisa do pai de Elio, que é professor e também especialista em arte greco-romana. A beleza, espontaneidade e o alto grau de intelectualidade de Oliver começam a encantar a todos, principalmente a Elio.
O roteiro apresenta uma narrativa despretensiosa, mas cheia de elementos enriquecedores e fascinantes. A família é desprovida de tabus, vive em um ambiente repleto de culturas, com diálogos em inglês, francês e italiano, predomina o apoio incondicional de todos a Elio, com incentivo a ele para ser o que deseja e há estimulo à liberdade, inclusive a de identidade sexual. Temos um protagonista que não é podado e que está vivendo uma fase de transformações, não apenas físicas, mas de identidade.
A direção de arte é primorosa, com belas paisagens na Itália e perfeitas simulações dos anos 80, trazendo ar de nostalgia para os mais velhos e um certo romantismo, com um jovem descobrindo o amor e perdendo a inocência, lembrando um pouco o filme “Beleza Roubada”.
Os atores demonstram segurança e com atuações sensíveis e que se sobressaem. Chalamet apresenta um adolescente inicialmente despreocupado e sem pretensões, mas depois bastante receoso e com ânsia pelo desejo, pela necessidade de conquista e disposição de se desprender do caos e se estabelecer. Já Hammer suplanta a atuação de Chalamet, com um Oliver também em busca da afirmação, e que projeta no outro uma busca por maturidade, que incrivelmente ainda não havia atingido, mesmo nos altos de seus 24 anos.
O roteirista James Ivory construiu um roteiro que foi muito bem conduzido por Guadagnino, com equilíbrio entre sutileza e exagero, sem uso de atos explícitos e alguns momentos subentendidos, como o sentimento entre Elio e Oliver, atiçando ainda mais a curiosidade e a atenção do espectador. Não há margem para o previsível, tudo acontece de maneira harmônica, inesperada, com uma beleza estética sem precedentes, além de elementos muito bem articulados na construção da história, dos personagens e nas interações entre eles.
‘Me Chame pelo Seu Nome’ é um tributo ao amor, à arte, às pequenas coisas da vida e um culto à liberdade do ser e do pensamento. Uma obra que aborda com naturalidade os problemas do cotidiano, além de apresentar belíssimos contornos e cenários contagiantes. Não deixe de assistir!
Que a cultura nordestina é rica, não há a menor dúvida. E que tal mais um filme baseado em livro e com marcas e estilos, próprio do cinema brasileiro? Está chegando aos cinemas ‘Entre Irmãs’, quinto longa-metragem do diretor Breno Silveira, com sua versão de Maria Bonita, mulher de Lampião.
A história se passa nos anos 1930 e acompanha as vidas das irmãs Emília (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa), duas meninas de personalidades tão diferentes, mas com um enorme amor uma pela outra. Quando crianças, aprontavam, e após um pequeno incidente com Luzia as duas se aproximarem ainda mais. Anos mais tarde, o destino separa ambas, mas a forte ligação existente e o fato de uma possuir apenas a outra no mundo é tratada de forma terna e com contornos dramáticos.
De um lado da trama temos Luzia, numa vida em meio a cangaceiros e lutando pelos oprimidos, e do outro, Emília, num ambiente burguês e com uma família de posses. As linhas que são traçadas a partir da separação são dramáticas, as vidas das irmãs são abordadas de maneira poética e com algumas metáforas, sugerindo força e coragem em alguns momentos e medo em outros.
A fotografia é espetacular, com cores vivas e vibrantes no sertão nordestino e outras mais suaves na praia, com perfeito contraste entre uma vida mais sofrida e instigante e outra cheia de bens materiais, mas sem a plena realização pessoal. O equilíbrio entre os dois ambientes é feito de maneira precisa, e faz o espectador ficar impactado com tamanha disparidade nas trajetórias entre duas pessoas que até pouco tempo viviam a mesma realidade, mas que se distanciaram pelas circunstâncias da vida.
As interpretações das duas protagonistas são convincentes, impactantes e regadas de muita emoção. Ambas conseguem mostrar duas mulheres fortes, independentes e capazes de se impor em uma época que não era possível a mulher ter voz e sonhar em sequer ter uma boa formação. Aos poucos elas e estabelecem e começam a ser donas de suas vidas, e sem medo de errar, seguem em frente e sem medo de serem felizes.
Inspirado no livro ‘A Costureira e o Cangaceiro’ e com roteiro de Patrícia Andrade, ‘Entre Irmãs’ nos traz importantes mensagens, sobre coragem, perseverança e, principalmente, amor. Valorize seus princípios, acredite em seus ideais e ame sua família, o bem mais precioso e que ninguém tira.