Poltrona Cabine: Titanic/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Titanic/ Cesar Augusto Mota

Romântico, trágico, atraente e pulsante. Assim é ‘Titanic’, escrito e dirigido por James Cameron (Avatar), baseado em uma história real e munido de ótimos recursos técnicos e visuais, além de um roteiro primoroso e de atuações memoráveis. Não foi à toa que recebeu as melhores avaliações da crítica especializada e alcançou um lugar de destaque na história do cinema.

Cameron traz como pano de fundo uma bela história de amor entre Jack Dawson (Leonardo Di Caprio), rapaz nômade que embarca na primeira e única viagem do Titanic após conseguir sua passagem na terceira classe em uma mesa de pôquer, e Rose DeWitt Bucater (Kate Winslet), uma jovem aristocrata que tem a chance de salvar o status da família, à beira da falência, casando-se com o milionário Caledon Hockley (Billy Zane). Após o primeiro encontro entre Rose e Jack, nasce uma paixão proibida, que passa a ganhar contornos trágicos após a colisão do navio, moderno para os padrões da época e tido como inafundável, com um iceberg.

A preocupação do cineasta foi a de construir uma narrativa envolvente, fluida e que permitisse ao espectador percorrer por um filme de pouco mais de três horas sem sentir a passagem do tempo. Para isso contou com um ótimo trabalho de montagem, com uma transição do presente para o passado de forma elegante, do que sobrou do navio para o luxuoso transatlântico, destaque para a ótima transição feita por meio do olho de Kate Winslet para o de Gloria Stuart, que interpreta a Rose mais idosa. Esse efeito torna a narrativa cativante, capaz de despertar curiosidade nos espectadores e ansiedade para a sequência de relatos de uma das sobreviventes do naufrágio que vitimou pouco mais da metade das 2200 pessoas que estavam a bordo na noite de 14 de abril de 1912.

Os efeitos especiais, aliados à edição de som deram o tom da produção, possibilitando a imersão do espectador ao ambiente. O estrondoso ruído da colisão do navio com o iceberg, a água subindo rapidamente pelos corredores, as luzes se apagando subitamente, bem como o momento em que o Titanic se parte ao meio e vai aos poucos afundando criam uma atmosfera sufocante e atordoante em quem acompanha e nos personagens. Tudo devidamente planejado e perfeitamente executado, uma autêntica viagem no tempo, relembrando uma das grandes tragédias que ainda mexe com o imaginário das pessoas.

Não só pelos efeitos especiais ‘Titanic’ se destaca, como também por sua direção de arte e figurino. As roupas usadas no início do século XX foram reconstituídas de maneira precisa, com uma perfeita diferenciação entre as classes sociais dos passageiros que embarcaram, além dos objetos de decoração do navio, das louças utilizadas nos jantares e dos adereços usados pelos personagens. Tudo isso combinado com uma bela fotografia, em tons claros e fortes para retratar o brilho e o luxo da embarcação, e tons mais azulados para a melancolia e momentos mais tensos, da colisão até o total naufrágio do navio. Trata-se de um verdadeiro deleite visual, com excelentes contornos, principalmente nos momentos em que o navio transita em dias ensolarados e quando iluminado durante a noite pelo brilho das estrelas. O tom romântico também dá o ar de sua graça durante a história e em momentos precisos, o espectador também se apaixona pelas paisagens e se envolve com a trama de maneira afetiva e lírica, antes dos instantes de terror e apreensão que a narrativa via apresentar mais adiante.

E não poderia deixar de abordar as atuações de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio. Não apenas o Titanic é o personagem central, ambos demonstraram ter uma ótima química, importante para que o romance entre seus personagens convencesse o espectador e funcionasse na história, além da transmissão de empatia e carisma de Winslet e de sagacidade e vitalidade de Di Caprio. A inserção do romance entre Jack e Rose na história foi devidamente encaixado, e isso foi determinante para que o espectador não só se prendesse à questão histórica, da tragédia com o Titanic e que envolveu milhares de pessoas, como também se importasse com o casal e torcesse para que ambos saíssem sobreviventes no desfecho, uma ótima sacada de James Cameron. E menção honrosa para duas cenas entre Di Caprio e Winslet, que serão para sempre lembradas, como o primeiro beijo dado pelo casal e a cena em que Jack segura Rose na proa do navio e pede a ela para abrir os braços para ter a sensação de liberdade. Dois momentos épicos!

Não é à toa que Titanic é sinônimo de sucesso, com uma viagem histórica ao famoso transatlântico, aliado a uma perfeita reconstrução e uma história dramática e poderosa, sem dúvida, um dos grandes sucessos e melhores filmes dos últimos tempos.

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

POLTRONA CABINE/ ESPORTES NA POLTRONA/ BORG vs McENROE/ POR: VITOR AROUCA

POLTRONA CABINE/ ESPORTES NA POLTRONA/ BORG vs McENROE/ POR: VITOR AROUCA

2866884.jpg-c_300_300_x-f_jpg-q_x-xxyxxO sueco Borg conquistou quatro vezes seguidas o Torneio de Wimbledon e em 1980 iniciou a sua caminhada para vencer o quinto título consecutivo, mas durante o campeonato diversos problemas passaram pela cabeça do tenista.

Borg foi expulso de uma equipe de tênis quando adolescente por reagir agressivamente contra as marcações dos juízes e também nas suas derrotas, porém o seu estilo de jogo chamou a atenção do, Lennart Bergelin que treinava os jovens da seleção sueca.

Durante toda carreira de Borg, Bergelin foi o seu treinador. Duas brigas abalaram o relacionamento do técnico e jogador. A primeira foi no início dos treinamentos do jovem e a segunda foi no meio do campeonato de Wimbledon no ano de 1980.  A última teve uma pequena separação até o dia da grande final da competição. Durante a grande fase do tenista sueco, ele ficou conhecido por ser simpático e tranquilo dentro da quadra e fora, méritos do seu treinador que acalmou a fera.

Com ao tetracampeonato em Wimbledon, Borg se tornou o número 1 do mundo e a imprensa colocou uma pressão absurda no jogador para ele quebrar o recorde de conquistas consecutivas no gramado sagrado de Wimbledon. O seu maior adversário além do seu psicológico, seria o norte-americano, McEnroe, odiado pelos torcedores e pela imprensa devido ao seu compartamento muito agressivo dentro da quadra com os juízes e com os apaixonados pelo esporte.

O sueco e o norte-americano se encontraram na grande final do torneio de Wimbledon e depois de uma virada heroica, Borg se tornou pentacampeão e viu em McEnroe o começo de sua carreira. Borg pensou em desistir do torneio devido a pressão da imprensa, ele não aguentava mais o chamado duelo do “bom rapaz (Borg) vs o revoltado e sem juízo (McEnroe)”.

Depois do torneio os jogadores se encontraram por acaso no aeroporto e começaram a conversar. Este momento foi só para os jogadores terem a certeza de suas semelhanças e a partir deste dia se tornaram melhores amigos.

Um excelente filme que retrata o jeito pessoal dos dois atletas e a partida emblemática e a grande fina de Wimbledon em 1980.

5/5

Poltrona Cabine: Depois daquela Montanha/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Depois daquela Montanha/ Cesar Augusto Mota

Não só de filmes com cenas de ação frenéticas, efeitos especiais mirabolantes e humor escrachado vive o cinema norte-americano. Quem aprecia um bom filme dramático, com doses de romance, sem dúvida vai apreciar ‘Depois daquela Montanha’, novo longa do diretor Hany Abu-Assad e que traz duas grandes estrelas em seu elenco,  como Kate Winslet (Titanic, Steve Jobs, O Leitor) e Idris Elba (Thor Ragnarok).

A trama nos apresenta a Ben Bass (Elba), um médico neurocirurgião cujo voo de volta para casa acaba sendo cancelado. Na mesma situação está Alex Martin (Winslet),  fotógrafa, que corre o risco de perder eu casamento a ser realizado no dia seguinte. Para resolverem esse empecilho, ambos resolvem contratar o piloto de aluguel Walter (Beau Bridges) para chegarem ao destino final em um avião particular. Porém, um acidente acontece durante o trajeto e a aeronave cai em montanhas congeladas, deixando os dois e um cachorro labrador em situação crítica. Em meio aos destroços e diante de diversas adversidades, os dois tentarão lutar de todas as formas para conseguirem sobreviver e  contornar todas as situações de risco que irão se apresentar durante a trama.

O roteiro, assinado por J. Mills Goodloe (Tudo e Todas as Coisas), é um dos pontos altos do filme. Ele nos traz excelentes diálogos, que vão permitir que não apenas conheçamos aos poucos os segredos que cada personagem carrega, como também nos auxiliará a compreender a sólida conexão que passou a existir entre Ben e Alex, bem como o sentimento de paixão que passou a aflorar entre os dois do fim do primeiro para o início do segundo ato. A história é dinâmica, livre de rodeios e com uma excelente reviravolta, proporcionando uma grande surpresa e uma empatia ainda maior do espectador por Alex e Ben.

As atuações dos protagonistas sustentam muito bem o filme, Idris Elba e Kate Winslet demonstram uma ótima parceria e excelente entrosamento, evidenciados principalmente em cenas que apresentaram maiores graus de perigo. Os dois se sentem seguros em seus papéis e trazem uma enorme carga dramática para a trama, mas conseguem nos brindar com momentos cômicos e de alívio, apesar do cenário desfavorável que nos é apresentado.

A fotografia, acinzentada em boa parte do tempo, aliada às luzes naturais e o cenário estrondoso e impactante nos traz um ambiente bastante imersivo, além de um excelente jogo de câmeras, acompanhando os personagens e tremendo em momentos precisos, o que se vê é condizente com o mundo real.

O trabalho do diretor israelense Hany Abu-Assad entrega um ótimo resultado aos espectadores, com uma narrativa empolgante, atores empáticos e um roteiro que nos traz grandes reviravoltas, prendendo o espectador até o último instante e sem espaço para o óbvio. Seu coração vai pulsar mais forte, tamanha dor, medo e amor que brota entre os protagonistas, vindo de forma natural, sem forçar a barra. Um filme eletrizante e apaixonante, não perca!

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Invisível/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Invisível/ Cesar Augusto Mota

Que o cinema argentino explora bem as relações humanas e com uma boa carga de dramaticidade em suas narrativas, isso é indiscutível, ainda mais com temas polêmicos. A bola da vez é o aborto, considerado ilegal na Argentina e admissível em casos bastante restritos, o que não é o caso da protagonista de ‘Invisível’, novo filme de Pablo Giorgelli (“Las Acacias”). A falta de opções faz a personagem central cair em desespero e se vê obrigada a amadurecer precocemente.

A história apresenta a jovem Ely (Mora Arenillas), 17 anos, estudante do último ano do Ensino Médio e moradora de um apartamento modesto em um conjunto habitacional no bairro La Boca, em Buenos Aires. Ela trabalha em um pet shop para completar sua renda familiar e vive com Susana (Mara Bastelli), sua mãe depressiva. Ao descobrir que está grávida de Raúl (Diego Cremonesi), dono do pet shop, o mundo de Ely desmorona e a garota terá que tomar uma decisão difícil em sua vida: ter ou não a criança? A partir daí começa uma autêntica odisseia para Ely, composta de muita aflição, desamparo, tristeza e solidão.

O roteiro introduz uma sequência lenta de ações, mas que possibilitam ao espectador criar empatia pela protagonista e sem julgamentos, afinal, Ely é um exemplo do que acontece com milhares de pessoas pelo mundo, o drama da gravidez não planejada e a falta de apoio dos pais e do Estado. Você não só se sensibiliza com a história, como também é convidado a refletir acerca da gestação na adolescência e a prática do aborto, ações infelizmente comuns na sociedade contemporânea. Debates sobre esses assuntos se fazem cada vez mais necessários, e os recursos utilizados pelo diretor Pablo Giorgelli são precisos e eficientes.

A câmera na mão acompanhando os passos de Ely, juntamente de enquadramentos fechados nos cômodos da casa e uma fotografia cinza nos momentos mais tensos demonstrados pela personagem ajudam a reforçar a atmosfera dramática e a demonstrar uma Ely cada vez mais isolada e invisível, essa última impressão reforçada pelo tratamento que recebe dos personagens secundários, como a indiferença dos colegas de escola, o apoio inicial e sumiço repentino da melhor amiga, a incapacidade da mãe em dar apoio devido à depressão e a indiferença e egoísmo do amante. Ely tenta levar sua vida a trancos e barrancos e fingir que nada aconteceu, mas se vê ignorada por todos ao seu redor e sem perspectivas de melhora, o que reforça o título do filme.

A atuação da jovem Mora Arenillas é segura e capaz de transparecer todo o sentimento de uma adolescente vulnerável, em apuros e quase sem apoio em um momento difícil. Arenillas teve o mérito de conseguir prender a atenção do espectador até o fim da história com o momento mais complicado e decisivo para a trama e vida de sua personagem.

A aposta do diretor Pablo Giorgelli em focar no conflito interno e reforçá-lo com elementos que ilustrem a melancolia, a tristeza, o desespero e a solidão fizeram o filme funcionar e cativar o público, além de proporcionar reflexões e transmitir mensagens importantes e que valorizem a ética, a moral, a família e a liberdade. Uma produção impactante, instigante e convidativa ao debate, para ver sem pensar duas vezes.

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Mark Felt-O Homem que derrubou a Casa Branca

Poltrona Cabine: Mark Felt-O Homem que derrubou a Casa Branca

Para a alegria dos amantes da sétima arte, Liam Neeson vai ser protagonista de mais um filme. Depois de se destacar na década passada nos gêneros ação e Thriller, o ator engata em menos de um ano seu terceiro filme dramático. Após ‘Silêncio’ e ‘Sete Minutos depois da Meia-Noite’, Neeson vai interpretar Mark Felt, o responsável por delatar o caso ‘Watergate’, que culminou com a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon. Sem dúvida um dos casos mais icônicos e escandalosos de todos os tempos, que será retratado em “Mark Felt: O Homem que derrubou a Casa Branca”, longa dirigido por Peter Landesman (Um Homem Entre Gigantes).

A narrativa nos traz Felt (Neeson), vice-presidente do FBI, responsável por informar a dois jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Berstein, sobre um enorme escândalo político, que consistiu na invasão ao Comitê do Partido Democrata no edifício Watergate, em junho de 1972. Durante a campanha eleitoral daquele ano, cinco pessoas foram presas sob a acusação de tentativa de fotografar documentos e de instalar escutas telefônicas no escritório dos Democratas, com a possível ciência de Richard Nixon acerca das operações ilegais. Sob o codinome Deep Throat (Garganta Profunda), Felt manteve encontros com os dois profissionais e repassava as informações que sabia, tudo às escuras, até a Casa Branca desconfiar e a espionagem ganhar proporções cada vez maiores e perigosas, ameaçando inclusive a vida pessoal de Felt e a segurança de sua família.

Você sem dúvida está pensando: “Mas eu já vi esse filme antes, foi em ‘Todos os Homens do Presidente’”, filme vencedor de quatro Oscars de Alan J. Pakula, de 1976. O longa de Pakula foca no trabalho dos profissionais do jornal estadunidense, com interpretações brilhantes de Robert Redford e Dustin Hoffman. Já o filme de Peter Landesman, também responsável pelo roteiro, vem como uma nova roupagem, não só de retratar o escândalo que devastou a política e história norte-americana, como também de mostrar a trajetória profissional e pessoal de Mark Felt, seu espírito de liderança, sua personalidade forte e como administrava seus conflitos familiares, principalmente nas discussões mais calorosas que tinha com sua esposa Audrey, interpretada por Diane Lane (Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça) e a filha Joan, vivida por Maika Monroe (A 5ª Vaga).

O roteiro nos oferece um retrato fiel do que foi o escândalo Watergate, com as respectivas prisões, os encontros entre Felt e os jornalistas, a intervenção da CIA nas investigações, bem como o temor e todas as estratégias tomadas pelos membros da Casa Branca para barrar todas as apurações feitas em relação aos escândalos nas vésperas da eleição presidencial. O conjunto de ações apresenta um ritmo equilibrado, possibilitando uma compreensão fácil acerca do enredo, além de uma montagem que favorece a separação entre a vida privada e profissional de Mark Felt. É como se o espectador se deparasse com duas narrativas na história, mas uma dependendo da outra, existe uma perfeita coesão entre ambas, além de um conjunto de peças que vão aparecendo e vão se juntando no decorrer da história, deixando quem assiste cada vez mais curioso.

As atuações são acima da média, principalmente de Neeson, que nos traz um Mark Felt por outro ângulo, com um semblante fechado e olhar enigmático, nunca sabemos o que ele está pensando. Essa personalidade transmitida por seu personagem não só valoriza o filme, como também prende a atenção do espectador, que fica ansioso para saber qual atitude Mark Felt terá e o que vai acontecer em seguida, apesar de a história real ser bastante conhecida. Não é apenas um filme de espionagem e dramático, é o filme do Mark Felt, homem forte, responsável, pautado por princípios éticos e que não mede esforços para atingir o que quer e proteger quem ama, mas também vulnerável. O roteiro favoreceu Neeson, que pode se aprofundar mais e mostrar o outro lado de Felt, para não ficar apenas no vice-presidente do FBI. Diane Lane se mostra segura na pele da esposa de Felt, e um dos alívios da trama, tendo em vista a atmosfera devastadora e sinistra que permeia o filme ao longo dos seus 103 minutos. O elenco secundário, que conta com Kate Walsh (“Os 13 Porquês”), Michael C. Hall (“Dexter”), Marton Csokas (“O Protetor”) e Ike Barinholtz (“Esquadrão Suicida”), não fica atrás, todos entregam personagens condizentes com o contexto e bastante convincentes, com cargas dramáticas que contribuem para a elevação da tensão e da qualidade da obra.

Didático, emocionante, avassalador, assim defino ‘Mark Felt: O Homem que derrubou a Casa Branca’, um filme não só para apreciadores de drama e espionagem, mas para quem aprecia grandes produções. Se você procura um filme para se entreter, dar um passeio pela história e ver atuações competentes e acima das expectativas, esse é o filme certo. Você não irá se arrepender.

Avaliação: 4,5/ 5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota