Apostas do Oscar/Anna Barros

Apostas do Oscar/Anna Barros

a grande apostaOs três favoritos a ganharem Melhor Filme são: O Regresso, A Grande Aposta e Spotlight. A meu ver, Leoanrdo Dicaprio finalmente leva o seu Oscar e Brie Larson também na categoria Atriz. Além dessas barbadas, a outra é o documentário Amy, de Assif Kapadia e Divertida Mente, na categoria Animação. Na categoria Atriz Coadjuvante, fica a disputa entre Kate winslet por Steve Jobs e Alicia Vikander por A Garota Dinamarquesa, e Ator Coadjuvante, Mark Ruffalo por Spotlight e Sylvester Staloone, por Creed. Star Wars levará muitos prêmios técnicos e O Regresso menos Oscars do que foi indicado.

Faltam trÊs dias para a grande festa da Academia! Façam suas apostas!!

 

Melhor Filme: Spotlight – Segredos Revelados
Melhor Diretor: Alejandro Inarritu, O Regresso
Melhor Ator: Leonardo Dicaprio, O Regresso
Melhor Atriz: Brie Larson, O Quarto de Jack
Melhor Ator Coadjuvante: Mark Ruffalo, por Spotlight
Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander, por A Garota Dinamarquesa
Melhor Animação: Divertida Mente
Melhor canção original: Writing ´s on the Wall, a de 007 contra Spectre
Melhor roteiro adaptado: Perdido em Marte
Melhor roteiro original: Spotlight
Melhor Filme Estrangeiro: O Filho de Saul, Hungria

Melhor Trilha Sonora: Star Wars, de John Williams

Melhor Figurino: Cinderela

Melhor Documentário: Amy

Melhor Fotografia: O Regresso

Melhor Edição: Star Wars

Melhores Efeitos Visuais: Star Wars

Melhor Edição de Som: Star Wars

Melhor Mixagem de Som: O Regresso

Melhor Direção de Arte: A Garota Dinamarquesa

Melhor Maquiagem e Cabelo: Mad Max: Estrada da Fúria

 

Por Anna Barros

Maratona do Oscar: O Lobo no Deserto/Juliana Góes

Maratona do Oscar: O Lobo no Deserto/Juliana Góes

o lobo no desertoO Lobo do Deserto, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro representando a Jordânia, acompanha a história do menino Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat), caçula dos três filhos do falecido Sheik. Eles convivem numa humilde fraternidade beduína, criando cabras no deserto.  Com cerca de 10 anos de idade, ele aprende as formas de vida no deserto – como usar um rifle, seguir rastros de um camelo – com a ajuda do irmão mais velho Hussein.

As coisas começam a mudar quando um militar inglês, cheio de mistérios, chamado Edward (Jack Fox), chega e pede ajuda para chegar a um poço, o que desperta a curiosidade de Theeb. O problema é que o local do destino é uma perigosa região dominada por ladrões. Hussein fica encarregado de levar o general até lá, e Theeb decidi segui-los, correndo risco e sem poder voltar atrás.

No caminho, os três são surpreendidos pelos ladrões, e consequentemente ocorre um confronto trágico. Com direção de Nji Abu Nowar, o longa ambientado em 1916, no início da Primeira Guerra Mundial, tem um enredo simples, cenas surpreendentes, e ressalta a transição da infância à adolescência, momento de amadurecimento de Theeb. De gênero faroeste, o filme lembra o clássico Lawrence da Arábia.

 

 

Juliana Góes é colunista do Poltrona, jornalista, CEO e editora do blog parceiro Cine Ploc.

Maratona do Oscar: O Abraço da Serpente/Juliana Góes

Maratona do Oscar: O Abraço da Serpente/Juliana Góes

o abraço da serpenteO Abraço da Serpente, novo projeto cinematográfico do cineasta colombiano Ciro Guerra, é um dos indicados ao Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro. A  produção é influente, intensa e visualmente fascinante.

O longa é inspirado na viagem à Amazônia, de dois pesquisadores de diferentes épocas: o alemão Theodor Koch-Grunberg, conhecido pelas viagens e estudos indígenas e o botânico norte-americano Richard Evans Schultes, que busca por uma planta medicinal para estudar suas propriedades farmacêuticas. Além disso, o filme não apenas reflete sobre as diferenças culturais entre brancos e índios, mas também se coloca próximo das duas culturas, além de oferecer cenas de aventura e ação.

Richard Evan Schultes encontra Karamakate, um xamã que pode ser considerado o último representante da tribo, devido a um país destruído pela intervenção da cidade pelo homem branco. O etnólogo chega doente e pede ao xamã para acompanhá-lo na viagem na Amazônia em busca de uma planta rara, a Yakruna, que tem poderes medicinais sagrados de cura. Rodado na selva Amazônica, fronteira entre Brasil e Colômbia, a produção enfrentou a presença de animais selvagens, rituais indígenas, mau tempo e até doenças tropicais.

Além da indicação de melhor filme estrangeiro, O Abraço da Serpente recebeu aplausos e foi ovacionado no Festival de Cinema de Cannes em 2015, considerado o mais importante do mundo.

 

Ficha técnica

Título original: Abraço da Serpente

País: Colômbia de 2015

Gênero: Drama

Elenco: Antonio Bolívar e Nilbio Torres

Duração: 125 minutos

 

 

Juliana Góes é jornalista, CEO e editora do blog parceiro Cine Ploc.

Maratona do Oscar: Mad Max – Estrada da Fúria/Thiago Simão

Maratona do Oscar: Mad Max – Estrada da Fúria/Thiago Simão

mad maxQueridos Poltroneiros,

O ano de 2015 será inesquecivel para nós, nascidos nas décadas de 70, 80 e 90. E um dos filmes que nos marca profundamente é o Reboot do Mad Max: Estrada da Fúria.
Em maio do ano passado (2015), foi lançado esse que concorre hoje a dez estatuetas do maior prêmio cinematográfico: o Oscar, em sua edição de 2016.
Com um roteiro bem simbólico para o restartar da franquia, temos uma história bem fraca, sem nada a acrescentar.
Em compensação, temos uma direção de arte impecável. Como estava bem enquadrado e bonito o filme. Não podemos deixar de citar o figurino e a maquiagem que nos fizeram adentrar nele.
A trilha muito bem implementada dá o toque final ao que o filme merece.
Deixo aqui de dez poltronas somente seis, pois gostaria que  os personagens fossem mais bem trabalhados e não me importei de o Max dividir ou deixar de ser o principal para a Imperatriz Furiosa.
Só senti falta de uma história mais trabalhada!
Adios
Sinopse
Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.
Trailer
Área de anexos

Visualizar o vídeo Mad Max – Estrada da Fúria | Trailer Oficial 3 Legendado do YouTube

Mad Max – Estrada da Fúria | Trailer Oficial 3 Legendado
Maratona do Oscar: O Quarto de Jack/Pablo Bazarello

Maratona do Oscar: O Quarto de Jack/Pablo Bazarello

o quarto de jack

Ideias inovadoras para um longa-metragem são cada vez mais raras. Geralmente surgem por gêneros, visando quebrar seus padrões. O que temos, na maioria dos casos, são temas reciclados e o diferencial se encontra em suas entrelinhas – personagens originais dentro de uma história corriqueira. Por isso, devemos tirar o chapéu para uma ideia verdadeiramente original, ainda que, por muitas vezes, de tão anestesiados pela mesmice, nem consigamos reconhecer a originalidade ao nos depararmos com ela.

E você pode dizer, ideias do tipo são postas em prática a todo momento no cinema de arte. Isso é verdade, mas conseguir confeccionar algo acessível ao grande público, e não apenas feito para meia dúzia de pseudointelectuais, é uma tarefa muito mais árdua.  É por isso que Hollywood se volta constantemente para obras literárias como fonte de suas “novas ideias”. Uma das mais interessantes em tempos recentes veio do trabalho da romancista Emma Donoghue e seu livro “Room”, ou “O Quarto de Jack”.

Mas nem mesmo isso é garantia de sucesso. Um livro elogiado muitas vezes não se traduz em um filme querido. Veja o exemplo de algo como “A Fogueira das Vaidades” (1990) ou “O Código Da Vinci” (2006). Um filme é a harmonia de várias partes soltas, que precisam funcionar de maneira coordenada. Tudo parece funcionar muito bem em “O Quarto de Jack”, a começar por sua história. O segredo aqui é ter Donogue, a autora do livro, se transformando na roteirista do filme. Algo que já havia se mostrado muito eficiente com Gillian Flynn e seu “Garota Exemplar” – como contraponto, é só dar uma olhada em “Lugares Escuros”, que não teve Flynn, a autora, no roteiro.

O Quarto de Jack”, na realidade, possui uma trama da qual o quanto menos soubermos antes de assistir ao filme, melhor. Vale dizer o básico: uma mãe cria seu pequeno filho de cinco anos, chamado Jack, num espaço mínimo, o tal “quarto” do título. No local, a jovem e seu filho possuem tudo o que necessitam para sobreviver, menos a liberdade. Nem o motivo de como foram parar ali vale mencionar. É algo que o espectador irá descobrir aos poucos, tirando das conclusões esta experiência única.

Sufocante e desesperador, “O Quarto de Jack” é ao mesmo tempo belo, inocente, melancólico e trágico. O filme funciona em três atos, igualmente satisfatórios e dignos de horas de discussões. O primeiro ato é o terror. O segundo, a vitória. E o terceiro, as consequências devastadoras, porém, esperançosas. “O Quarto de Jack” é o paraíso para psicólogos, que poderão estudar minuciosamente os personagens principais, donos de traumas talvez irreparáveis.

O termo mais correto para definir esta produção é coragem. Coragem de vender algo tão forte ao grande público, em doses balanceadas de doçura e de teor politicamente incorreto – para dizer o mínimo.  Voltando para a harmonia na qual a obra precisa funcionar, devemos mencionar a direção detalhada de Lenny Abrahamson, um nome para ficarmos de olho. Cineasta irlandês de 49 anos, Abrahamson começou a carreira em 1991, mas só conseguiu destaque no cinema em 2014, com o excelente drama musical “Frank” (aquele filme no qual Michael Fassbender aparece durante toda a projeção com uma cabeçorra de papel machê).

Abrahamson dá o passo além, entregando um filme mais sério e poderoso. Não por menos, seu “O Quarto de Jack” está indicado para quatro categorias no Oscar 2016 (ainda sobrando uma indicação para ele como diretor) e se encontra como número 130 na lista dos melhores filmes de todos os tempos na opinião do grande público da “bíblia” IMDB. E, é claro, jamais poderia deixar de mencionar as atuações definidoras, e a alma do filme, de Brie Larson e Jacob Tremblay. Enquanto foi um crime não indicar o pequeno Tremblay ao Oscar, Larson (tão boa em “Temporário 12”) finalmente é reconhecida por seu talento.

 

 

Pablo Bazarello é colunista convidado, editor do blog parceiro Pipoca Gigante.