ALEMÃO 2 lança teaser inédito

ALEMÃO 2 lança teaser inédito

Filme, que tem no elenco Gabriel Leone, Vladmir Brichta e Leandra Leal, chega aos cinemas em 31 de março

Assista aqui ao teaser: https://youtu.be/1ArNThexesA

Sequência do sucesso de 2014, ALEMÃO 2 lançaum teaser nessa quarta-feira. Com uma montagem de diversas manchetes de telejornais, o teaser situa o público nos 9 anos que passaram desde a ação do primeiro filme, e depois mostra em ação alguns dos principais personagens do novo longa. Produzido pela RT Features, e, novamente, com direção de José Eduardo Belmonte, o filme chega aos cinemas de todo o país no dia 31 de março, com distribuição Manequim, novo selo da Vitrine Filmes dedicado a longas de grande alcance de público.

Vladmir Brichta, Gabriel Leone e Leandra Leal são os protagonistas do longa no papel de policiais civis, cuja missão é capturar o traficante Soldado (Digão Ribeiro), que domina o morro depois da falência das UPPs – Unidade de Polícia Pacificadora. A trama se passa nove anos depois da ação militar que visava acabar com presença do tráfico no Complexo do Alemão.

Graças a pistas dadas por um informante, Bento (Danilo Ferreira), a prisão acontece, sob o comando da delegada Amanda (Aline Borges). Porém, o grupo sofre uma emboscada, planejada pelo chefe da facção rival, e é ser perde nas vielas do morro enquanto é perseguido por traficantes.

Uma das motivações para ALEMÃO 2 veio pela possibilidade de aprofundamento do tema, com maior tempo de maturação. À época da produção do primeiro longa, o debate sobre a eficácia das UPPs ainda estava sendo travado, com as primeiras vozes dissonantes ao que consideravam o modelo recém-implantado como uma panaceia para o problema crônico da violência no Rio de Janeiro. Tentei trazer esse tema, de forma mais articulada e aprofundada, sem perder as características do gênero cinematográfico ao qual ALEMÃO 2 consegue se filiar mais que o primeiro: é um filme policial, é um filme de ação”, explica o diretor.

O roteiro do filme é assinado por Thiago Brito e Marton Olympio (“Sequetro Relâmpago” e a série “Cidade dos Homens”), o filme fez sua estreia mundial no Festival do Rio, em dezembro passado. ALEMÃO 2 também traz no elenco Zezé Motta, Mariana Nunes, Demick Lopes e Ricardo Gelli. Coproduzido pela Fox Filmes, tem produção executiva de Marília Garske e Mariana Coelho, direção de produção de Flavia Rosa e Sílvia Sobral, fotografia de Fabrício Tadeu, som de Gabriela Bervian maquiagem de Luiz Gaia, direção de arte de Ana Paula Cardoso e figurino de Kika Lopes.

ALEMÃO 2 será lançado no Brasil pela Manequim Filmes.

No complexo do Alemão, o policial civil Machado e seus comandados, Ciro e Freitas, executam uma missão secreta: a prisão de um grande líder do tráfico de drogas. Supervisionados pela delegada Amanda e seguindo as pistas de um informante, a ação sofre uma emboscada. Foragidos, os policiais são caçados por traficantes. Enquanto isso, no centro de operações, Amanda conduz uma investigação sobre o ocorrido e orienta o grupo a sair do Alemão com vida.

Ficha Técnica

Direção: José Eduardo Belmonte

Roteiro: Marton Olympio e Thiago Brito

Elenco: Vladmir Brichta, Gabriel Leone, Leandra Leal, Aline Borges, Danilo Ferreira, Digão Ribeiro, Zezé Motta, Mariana Nunes, Demick Lopes e Ricardo Gelli

Produção: RT Features

Coprodução: Fox Filmes

Produção executiva: Marília Garske e Mariana Coelho

Direção de produção: Flavia Rosa e Sílvia Sobral

Fotografia: Fabrício Tadeu

Direção de arte: Ana Paula Cardoso

Som: Gabriela Bervian

Maquiagem: Luiz Gaia

Figurino: Kika Lopes

SOBRE JOSÉ EDUARDO BELMONTE

José Eduardo Belmonte é um dos diretores mais ativos da indústria audiovisual brasileira. Em mais de duas décadas de atividade profissional, dirigiu alguns dos principais atores brasileiros e latino-americanos em dezenas de filmes e séries de TV . Tem treze longas-metragens e mais um em pós-produção. Belmonte venceu o Festival do Rio de Janeiro 2008 e do Festival de Cinema Brasileiro de Paris com o drama “Se nada mais der certo”, que rendeu a Caroline Abras o prêmio de melhor atriz nos dois festivais e a Cauã Reymond, João Miguel o prêmio de melhor ator em festivais  em Miami, Los Angeles e Toronto. Maior bilheteria do cineasta, “Alemão” no Brasil atraiu um milhão de espectadores nos cinemas em 2014. Adaptado três anos depois para a televisão, ganhou uma indicação ao Emmy. Sequência blockbuster, tem estreia nas telas em 2022. Na televisão, José Eduardo Belmonte também realizou vários trabalhos. Entre as principais realizações está a direção artística da série “Carcereiros”, um dos sucessos de audiência dos últimos tempos na TV Globo. Único latino-americano selecionado em 2017 para o Cannes MIPDrama Screenings (uma das principais feiras de televisão do mundo), primeiro episódio da 1ª temporada de “Carcereiros”, venceu o concurso do Grande Júri, feito inédito para o audiovisual brasileiro. Belmonte também dirigiu a série El Hipnotizador, da HBO Latin America, estrelada por Leonardo Sbaraglia (“Dolor y Gloria”) e protagonizada por atores como Cesar Troncoso, Chino Darín e Marilu Marini. Nascido em 1970 em São José dos Campos (SP) e radicado no Rio de Janeiro, José Eduardo Belmonte é formado em cinema pela Universidade de Brasília e iniciou sua carreira no cinema com Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores nomes na história do cinema brasileiro.

SOBRE A RT FEATURES

Criada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features tem em seu currículo de produções brasileiras longas-metragens como O Cheiro do Ralo (2006), O Abismo Prateado (2010), Tim Maia (2014), Alemão (2014), O Silêncio do Céu (2016) e a série O Hipnotizador (para a HBO Latin America em 2015).

No cenário internacional, produziu filmes premiados como Frances Ha (2013) e A Bruxa (2015). Em 2016, Rodrigo passa a integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográfica nos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Um ano depois, lança Me Chame Pelo Seu Nome, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2018.

Em 2019, recebe o Prêmio de Melhor Filme na mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes com o filme A Vida Invisível de Karim Aïnouz que conta com Fernanda Montenegro no elenco. E no mesmo ano lançou os filmes Ad Astra, de James Gray, com Bratt Pitt, Wasp Network, de Olivier Assayas, com Penélope Cruz, Gael García Bernal e Wagner Moura (ambos exibidos no Festival de Veneza) e também O Farol, de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, vencedor do prêmio máximo da critica na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. 2021 marca a volta da RT Features ao Festival de Cannes, com o filme Bergman’s Island dirigido por Mia Hansen-Love e ao Festival do Rio com Alemão 2.

SOBRE A MANEQUIM FILMES:

A Manequim é o novo selo da Vitrine Filmes para a distribuição de filmes comerciais, que abrangem histórias que fogem ao perfil de lançamentos da Vitrine. O line-up de longas já finalizados e em produção inclui biografias, filmes de ação e muito mais.

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’; e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg.

A Jaula estreia nesta quinta, 17 de fevereiro

A Jaula estreia nesta quinta, 17 de fevereiro

COM DIREÇÃO DE JOÃO WAINER, THRILLER TRAZ AINDA MARIANA LIMA NO ELENCO

O thriller psicológico “A Jaula”, tem estreia nacional marcada para esta quinta-feira, 17 de fevereiro. O primeiro longa de ficção do jornalista e fotógrafo João Wainer (diretor dos documentários “Pixo” e “Junho – o Mês que Abalou o Brasil”) traz no elenco principal Chay Suede, Alexandre Nero e Mariana Lima, além de participações especiais de Astrid Fontenelle, Mari Moon, Domenica Dias e Wallid Ismail. 

Na trama, Djalma (Chay Suede) vê um veículo de luxo estacionado numa rua tranquila e resolve roubar o rádio. Ele entra com facilidade, mas ao tentar sair descobre que está preso, incomunicável e sem água ou comida. Com o passar das horas, o ladrão descobre que caiu numa armadilha arquitetada por um famoso médico (Alexandre Nero), com quem luta pela sua liberdade e sobrevivência. Vingança, justiça e banalização da violência estão entre os temas que o filme levanta, em meio a um embate de tirar o fôlego.

Baseado no filme argentino “4×4”, o longa tem roteiro original assinado por Mariano Cohn e Gastón Duprat, a partir de adaptação de João Candido Zacharias. A produção é da TX Filmes, em coprodução com a Star Original Productions, e a distribuição é da Star Distributions.

Sinopse:

É só mais um carro de luxo sendo roubado numa rua de São Paulo… ou não. Um ladrão (Chay Suede) entra com facilidade no SUV estacionado numa rua pacata, mas, ao tentar sair, descobre que está preso em uma armadilha, incomunicável, sem água ou comida. Recai somente sobre ele a vingança que um famoso médico (Alexandre Nero) planejou depois de sofrer inúmeros assaltos. Quem passa em volta não percebe o embate que se arma entre o sádico vingador e o ladrão prisioneiro dentro do carro. “A Jaula” é um thriller psicológico que não deixa o público desgrudar da tela. Quem é o vilão e quem é a vítima?

Ficha técnica:

Direção: João Wainer

Roteiro original:Mariano Cohn e Gastón Duprat

Tradução e adaptação: João Candido Zacharias

Direção de fotografia: Leo Resende Ferreira

Direção de arte: Billy Castilho

Direção de produção: Marcos Tim França

Produção: TX Filmes

Coprodução: Star Original Productions, Cinecolor

Produção executiva: Camila Villas Boas

Eddie Vogtland

Mariano Cohn

Gastón Duprat

Martin Bustos

Produtora: Camila Villas Boas

Produtor associado: Roberto T. Oliveira

Maquiagem: Emi Sato e Marcos Ribeiro

Figurino: Nicole Nativa

Preparação de elenco: Márcio Mehiel

Montagem: Cesar Gananian

Desenho de som e mixagem: Ariel Henrique

Trilha sonora original: Apollo Nove

Trilha sonora adicional: Mc Guime – Triz — Tropkillaz

Distribuição: Star Distributions

Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO chega aos cinemas em 07 de abril

Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO chega aos cinemas em 07 de abril

Exibido na Mostra Internacional de São Paulo e no festival Cine de las Americas, filme chega aos cinemas em 7 de abril

Mais de uma década atrás, quando começou a pensar no longa que viria a ser MAR DE DENTRO, a diretora e corroteirista Dainara Toffoli foi questionada inúmeras vezes se a maternidade, em si, daria um filme. “Queriam saber qual seria a trama, qual seria a grande história. Para a maioria das pessoas, falar sobre maternidade não seria suficiente. Foram muitos anos para conseguir o financiamento. Percebi que a maternidade real, não idealizada, era um tema tabu. Mas eu precisava falar sobre isso e tinha uma intuição forte de que as mulheres iriam se identificar. Não é à toa que a Eliane Ferreira, produtora do filme, é mulher e mãe. Desde o início, sentíamos a mesma urgência. E esta parceria foi muito importante para que não desistíssemos depois dos inúmeros nãos.”

O longa chega aos cinemas em 7 de abril, com distribuição da Califórnia Filmes e produzido pela Muiraquitã Filmes em coprodução com a Elástica Filmes e o Telecine.

Protagonizado por Monica Iozzi, MAR DE DENTRO tem como personagem central Manuela, uma mulher independente e bem sucedida, que descobre uma gravidez não-planejada. Uma série de problemas emergem, até que a maternidade se concretiza em sua vida, e ela descobre que terá de aprender como ser mãe, mesmo sem gostar da maternidade.

Monica, cada vez mais se destacando como atriz e surpreendendo quem a conhece apenas da comédia aponta MAR DE DENTRO como um começo em busca de outros gêneros em sua carreira. “Quem me conhece da novela na televisão nunca me viu nesse outro registro. Então deverá ser uma surpresa pra quem me acompanha. Mas acho que devo deixar claro que gosto sim de fazer humor, que sou muito grata a tudo que o humor me proporcionou até agora.” 

Para a atriz, o fato de ser uma história que mostra uma mulher que vive uma situação limite a atraiu muito para o projeto. “Mas o primeiro ponto que me chamou a atenção é que a Manu não tem o perfil que estamos acostumados a ver das mulheres. Ela é uma mulher realmente que adora o trabalho, que é bem sucedida e muito exigente. E ela também tem uma relação livre com um cara e está tudo bem com isso também. Então, me atraiu muito poder mostrar uma mulher assim com um olhar mais contemporâneo.”

Dainara, que assina o roteiro com Elaine Teixeira, acredita que há muita solidão e, até mesmo, um luto na maternidade. “Chegamos do hospital com um bebê no colo e uma dura e solitária rotina desaba sobre nossas cabeças. Para a sociedade, a mulher grávida ou com criança pequena é um certo fardo destituído de suas antigas capacidades. Assim, quando a mulher decide ter um filho, ela precisa saber que é uma rotina que vai enfrentar, na maior parte das vezes, sozinha. A licença paternidade é de cinco dias. Um bebê exige 24 horas de atenção. Ter um filho custa caro e não há uma rede de apoio. Quando vemos, estamos tentando dar conta de tudo e abrindo mão das nossas aspirações. Com tanta idealização, o que sobra para a mulher é cobrança, cansaço e um sentimento de culpa constante.”

A produtora Eliane Ferreira aponta que MAR DE DENTRO traz uma outra visão sobre a maternidade, comumente romantizada no cinema. “Ou é a maternidade excessivamente idealizada, em que o filme normalmente acaba quando o filho nasce. É a realização de ser mãe, ‘pronto, consegui, sou feliz para sempre’. Ou é algo retratado totalmente fora do padrão, problemática. Mas acredito que esta repetição de abordagem possa ter a ver com o fato de o cinema ter sido feito, por muito tempo, majoritariamente por homens. O olhar masculino sempre foi tão dominante que, mesmo para as mulheres que fazem cinema, talvez falar sobre maternidade desta forma realista como fazemos em aqui, ou em outras abordagens de outros projetos de cinema, poderia parecer fragilidade.”

Dainara acrescenta que, esta suposta fragilidade não condiz com a realidade. “Na verdade, a maternidade é de uma potência enorme. Por isso, quis mostrar o puerpério, algo absolutamente do espaço da mulher e dos homens trans sobre o qual falta reflexão. Hoje se fala do puerpério, mas esta é uma palavra muito nova na nossa cultura. Ser mãe é virar bicho. Peito inchado, melecado e vertendo leite. Exaustão. Fadiga. Aquela sensação constante de se ver como a vítima em um filme de vampiro: sugada e insone. É horrível e, pode ser, belo ao mesmo tempo,” completa ela.

O equilíbrio entre força e doçura é uma das chaves da narrativa de “Mar de Dentro”. Ainda que a situação financeira de Manuela seja confortável, ao encarar a maternidade praticamente sozinha em uma cidade que mais isola do que une as pessoas, ela vive um processo crucial de autodescoberta. Em vez de romantizado, o processo de se tornar mãe é visto com humanidade e com todas as contradições que ele traz.

Mônica aponta que há uma pesquisa que revelou que aproximadamente 47% das mulheres são demitidas ou então acabam perdendo posições na hierarquia do trabalho nos dois anos seguintes à maternidade. “É justamente em tudo isso que Mar de Dentro dá uma pincelada.”

A diretora ressalta que em seu filme, além da maternidade em si, está discutindo outras questões relacionadas ao tema, como a vida profissional da mulher que acaba de ter um filho, ou o desejo e o prazer feminino. “Este é um filme de mulheres. Há dez anos ninguém falava sobre isso. Tateamos um lugar que depois se tornou mais que um assunto, virou uma luta. Foi um processo duro, mas recompensador”, finaliza.

Monica, por sua vez, acrescenta que, apesar de ter a mulher e assuntos relacionados com ela, ao centro, MAR DE DENTRO é um filme que deve ser visto também pelo público masculino. “Há alguns temas que são difíceis de interessar aos homens porque para a grande maioria são questões que pertencem ao universo feminino única e exclusivamente. Há a velha questão do pai que é um puta paizão se ele troca uma fralda ou a do ‘meu marido é ótimo, ele me ajuda tanto.’ Mas acho também que tem uma coisa que talvez esse filme consiga furar um pouquinho, que é essa bolha. Isso porque realmente não é uma história que vai na linha de ‘que linda a maternidade’. Tem outras questões.

O ator Rafael Losso, que interpreta o principal personagem masculino do filme, destaca a importância de ter uma diretora mulher à frente dessa história. “Pensando na história do cinema, quantos homens não quiseram contar ou contaram histórias de mulheres? E receberam prêmios por isso. Ou quanto a gente já não roubou histórias que, na verdade, deveriam estar sendo contadas por mulheres. As mulheres têm o direito de fazer o que elas quiserem. Pensando em MAR DE DENTRO e na vivência da Dainara, pensando também em outras mulheres, um diretor poderia contar a história da Manuela, mas não da forma como ela conta. Foi um prazer trabalhar com ela.

Desde sua estreia na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme recebeu diversos elogios. José Geraldo Couto, no site do Instituto Moreira Salles, escreveu que o longa tem “narrativa eficiente […] que faz aflorar questões sobre o lugar da mulher numa sociedade machista.” Isabel Wittmann, em Estante da Sala, diz que “O ponto forte do filme está nos pequenos detalhes: nas rotinas, nas descobertas, nas delicadezas, na forma como mostra como cada pessoa tem um palpite, mas, no final, o que resta é a solidão da mãe e suas escolhas, ainda que em um contexto tão privilegiado. MAR DE DENTRO não romantiza a maternidade, mas a trata com uma beleza melancólica.”

Luiz Zanin, de O Estado de S. Paulo, escolheu MAR DE DENTRO como um de seus longas favoritos do festival: “Um tratamento simples e honesto sobre a questão da maternidade. Em meio a muitas firulas e poucos resultados, o cinema brasileiro (pelo menos pela amostra apresentada), esse tipo de obra, que deseja se comunicar sem baratear suas ideias, merece ser destacado. É melhor que muito filme-cabeça pretensioso.”

Mar de Dentro

Manuela é uma profissional de sucesso que, ao se descobrir grávida de um colega de trabalho, tem de lidar com a transformação de seu corpo e sua vida. Em meio a tantos desafios, ela se defronta com uma fatalidade que afetará ainda mais seu destino. Quando o bebê nasce, ela tem de aprender a ser mãe mesmo sem gostar, a priori, da maternidade.

Direção: Dainara Toffoli

Elenco: Monica Iozzi, Rafael Losso, Gilda Nomacce, Fabiana Gugli; Participação Especial: Zé Carlos Machado e Magali Biff

Gênero: Drama

País: Brasil

Ano: 2020

Duração: 90 min

Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Dirigido por Armando Praça, FORTALEZA HOTEL estreia dia 27 de janeiro

Protagonizado por Clébia Sousa e a atriz sul-coreana Lee Young-Lan, o filme aborda o poder da amizade na superação das diferenças e a solidariedade
Foto de Jorge Silvestre

Acolhimento, compreensão e ajuda mútua por mulheres de duas culturas distintas estão ao centro de FORTALEZA HOTEL, novo longa de Armando Praça (“Greta”), estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de janeiro. O filme que foi exibido e premiado no 31o Cine Ceará é uma distribuição da Vitrine Filmes.

FORTALEZA HOTELé sobre duas mulheres de culturas distintas que se  conectam a partir de seus problemas e se comunicam do fundo de suas solidões. Um filme que mostra o poder feminino através da solidariedade, um dos sentimentos mais poderoso e conhecido da alma humana.

Pilar (Clébia Sousa, premiada como Melhor Atriz no Cine Ceará) é camareira num hotel em Fortaleza, mas em breve espera imigrar para Dublin, e, para isso, está estudando inglês. Ela foi mãe muito jovem, e, neste momento, enfrenta problemas com a filha adolescente Jamile (Larissa Góes). Shin (Lee Young-Lan) vem ao Brasil para buscar o corpo do marido que morreu em Fortaleza, e levar para ser sepultado na Coreia do Sul. Os trâmites, no entanto, se revelam mais complexos e mais caros do que o esperado.

Nessas duas mulheres, o diretor vê duas faces da globalização que explodem numa Fortaleza repleta de esperança. “A gente tem cada vez mais que se juntar. Porque essas diferenças que foram criadas por diversas ordens, na verdade, estão levando a gente a um colapso, ambiental, psicológico, financeiro, a um colapso de saúde pública, todas as naturezas de colapso possível. A gente está degringolando porque estamos nos distanciando uns dos outros por questões ideológicas, políticas, religiosas, econômicas.”

O diretor investiga como a amizade improvável entre essas duas mulheres pode transformar a vida de ambas. Comunicando-se num inglês rudimentar, Pilar e Shin encontram uma maneira de se ajudar no momento em que as duas enfrentam dificuldades. Praça se preparou para isso de uma maneira bastante peculiar. “Eu me exercitei vendo filmes falados em inglês com legendas em inglês antes de filmar. Um pouco para me familiarizar com o inglês, para observar a entonação das atrizes, pois eu precisaria entender se aquilo estava dentro da chave correta da emoção.”

Esteticamente, FORTALEZA HOTEL é construído com apuro visual na fotografia assinada por Heloísa Passos. Antes de começar a rodar seus filmes, Praça coleciona um grande acervo de referências de fotografias, e constrói um universo visual que servirá de base para o filme e, a partir daí, criou uma estética bastante própria do longa. “Todas as cenas de rua, noturnas, eu queria filmar como se viesse uma luz por trás do corpo da atriz, ao invés de eu jogar a luz para frente para ver o rosto. Eu via como se ela fosse uma silhueta. Quando a gente filmava na rua ao invés de acender a gente mais apagou luzes, mas claro que a gente acendeu algumas muito pontuais.

No longa, cujo roteiro é assinado por Isadora Rodrigues e Pedro Cândido, Praça explica ter procurado “sentimentos universais e, sobretudo, urgentes, pois acredita que é através da solidariedade, essa já tão  conhecida ferramenta feminina, que vamos romper barreiras e nos reinventar como humanidade.”

Sinopse

A camareira Pilar conhece Shin, uma hóspede sul-coreana. Quando os planos de ambas começam a dar errado, elas acabam se aproximando e estabelecendo uma intensa relação de solidariedade, buscando encontrar uma na outra a solução para seus problemas.

Ficha Técnica

Direção: Armando Praça

Roteiro: Isadora Rodrigues, Pedro Cândido

Elenco: Clébia Sousa, Lee Young-Lan, Demick Lopes, Larissa Góes, Ana Marlene e Vanderlei Bernardino

Produção: Maurício Macêdo

Coprodução: João Vieira Jr., Nara Aragão

Produção Executiva: Janaína Bernardes e Maurício Macêdo

Fotografia: Heloísa Passos

Montagem: Rita Pestana, Karen Harley, Gustavo Campos

Direção de Arte: Diogo Costa

Figurino: Tarsila Furtado

Som Direto: Pedrinho Moreira e Moabe Filho

Trilha original: O Grivo

Edição de Som e Mixagem: Nicolau Domingues

Colorista: Pablo Nóbrega

Assistência de Direção: Mykaela Plotkin

Direção de Produção: Clara Bastos

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2021

Duração: 77 min.

Biografias:

Armando Praça

Cineasta, formado em dramaturgia e direção pelo Instituto Dragão do Mar e sociólogo, formado pela  Universidade Estadual do Ceará.

Greta, seu primeiro longa-metragem, foi lançado mundialmente na 69º edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. Realizou  nove títulos como diretor e roteirista entre curtas e médias-metragens, ficção e documentário, entre eles: A Mulher Biônica, O Amor do Palhaço, Origem:Destino e Parque de Diversões. Os filmes circularam no Festival Internacional de Clermont-Ferrand, no Latino  Americano em Toulouse, Mecal em Barcelona e em mais de 30 festivais nacionais e internacionais.

Desenvolve em parceria com a Carnaval Filmes os projetos Ne Me Quitte Pas e Adeus Batucada .

Trabalhou com importantes cineastas brasileiros como Marcelo Gomes, Sérgio Machado, Karim Aïnouz, Márcia Faria e outros, como roteirista, pesquisador, assistente de direção e preparador de elenco.

Na televisão atuou como roteirista nas séries Me Chama de Bruna (primeira temporada) para FOX TV, Betinho (em produção) para Globo Play, desenvolveu Meninas do Benfica (em finalização) para a Cine Brasil TV e Pedro, para a Ipanema Filmes.

Moçambique Audiovisual

É uma empresa fundada pelo produtor audiovisual Maurício Macêdo e nasceu da vontade de fazer cinema de raiz nordestina e cearense, mas com o olhar além do horizonte. Em 2017 a  produtora coproduziu seu primeiro longa metragem,   Greta ,   de Armando   Praça,  selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim 2019, em parceria  com Carnaval Filmes e Segredo Filmes.

Atualmente a Moçambique executa seus primeiros projetos próprios: os longas-  metragens Fortaleza Hotel, de Armando Praça, Amores Paraguayos, de Janaína  Marques , em fase de pós-produção e  Glória e Liberdade, de Letícia Simões , em fase de produção. A empresa é coprodutora e responsável pela produção executiva da série Meninas do Benfica, de Roberta Marques, para a  CineBrasilTV.

Em 2022 a produtora rodará a minissérie de ficção Fortaleza  Paraíso e dá início ao processo de produção da série infantil em animação Na Cozinha do Sítio, ambos dirigidos por Janaína Marques.

Carnaval Filmes

Fundada  em  2017  pelos  experientes  produtores  João  Vieira  Jr.  e  Nara  Aragão,  a  CARNAVAL FILMES é uma produtora brasileira com foco em filmes de longa-metragem, conteúdos originais para televisão e plataformas digitais direcionados ao  público adulto e infanto-juvenil. Nara e João são parceiros há 18 anos na produção de  filmes, sendo responsáveis por diversos destaques da cinematografia brasileira, quando  atuava na Rec Produtores Associados, como Tatuagem, de Hilton Lacerda  Joaquim,  que  estreou  na  seleção  oficial  do  Festival  de  Berlim,  e  Era  Uma  Vez  eu,  Verônica , ambos de Marcelo Gomes  Baixio das Bestas, de Cláudio Assis O Homem  das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes , entre outros títulos. Sediada no centro de Recife, capital pernambucana que acolhe a folia mais criativa do  país e notada por sua diversidade cultural, a CARNAVAL FILMES já lançou quatro  longas nos cinemas: Casa, de Letícia Simões, Estou me Guardando para Quando o  Carnaval Chegar , de Marcelo Gomes (seleção da Mostra Panorama em Berlim)  Greta,  de Armando Praça (Mostra Panorama do Festival de Berlim) e Fim de Festa, de Hilton  Lacerda, além da série de animação Bia Desenha, de Neco Tabosa e Carol Pacheco e  das minisséries de ficção Fim do Mundo e Chão de Estrelas para o Canal Brasil. Seus próximos lançamentos nos cinemas são os longas Paloma, de Marcelo Gomes e a coprodução Fortaleza Hotel, de Armando Praça.

Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach, e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021: ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg.

Em 2021, a Vitrine Filmes apresenta mais novidades, começando a atuar diretamente na produção audiovisual e também na capacitação de profissionais, com o programa de formação Vitrine Lab. Entre as estreias deste ano estão a Sessão Vitrine edição especial de 10 anos com lançamento coletivo de quatro longas, entre eles “A Torre”, de Sérgio Borges, “Entre Nós, um Segredo”, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, “Chão”, de Camila Freitas e “Desvio”, de Arthur Lins; o novo documentário sobre o impeachment da Dilma, “Alvorada”, de Anna Muylaert e Lô Politi; “First Cow”, da diretora Kelly Reichardt; “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lordy e muitos outros títulos.

“O Jardim Secreto de Mariana” tem estreia adiada para 30 de setembro

“O Jardim Secreto de Mariana” tem estreia adiada para 30 de setembro

Drama dirigido por Sergio Rezende é estrelado por Andréia Horta e Gustavo Vaz 

O filme “O Jardim Secreto de Mariana”, escrito e dirigido por Sergio Rezende, tem nova data de estreia nos cinemas brasileiros: 30 de setembro de 2021.  

O longa retrata um período de rupturas e amadurecimento do romance entre Mariana (Andréia Horta) e João (Gustavo Vaz), um casal apaixonado que parece ter a vida perfeita. O relacionamento, até então inabalável, passa a sofrer em função do desgaste infligido pela impossibilidade de terem um filho, e as dores e ressentimentos do casal culminam em uma separação traumática. 

A partir desse distanciamento, os personagens mergulham em um doloroso processo de reflexão sobre a fragilidade dos seres e das relações. “A realidade os coloca numa caverna bem escura, de onde intuem que só poderão sair juntos”, conta o diretor, fazendo uma analogia a Adão e Eva no Paraíso. 

Para Andréia Horta, Mariana é uma personagem complexa, marcada por contradições. “A construção desse papel é bastante sobre a dicotomia entre o desejo pela maternidade e a impossibilidade de concretizá-la”, afirma. 

Já o ator Gustavo Vaz revela ter olhado para dentro de si ao construir as nuances e dimensões de João como homem contemporâneo. “João é obrigado a encarar seus medos e culpas, seu machismo, suas obsessões e projeções afetivas para finalmente se tornar o homem que precisa ser. É a jornada de transformação do masculino”, conta o ator, que encarou como um desafio pessoal interpretar seu primeiro protagonista no cinema. “Precisei mergulhar na minha sombra e no homem que sou, que permanece em construção, para encontrar a lógica do personagem”, conclui. 

O elenco conta, ainda, com Paulo Gorgulho e Denise Weinberg. A produção é da Arpoador Audiovisual e da Morena Filmes, em coprodução com Globo Filmes. A distribuição é da H2O Films.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 anos

TRAILER 

SINOPSE

João (Gustavo Vaz) e Mariana (Andréia Horta) são apaixonados, mas têm sua relação interrompida de maneira intempestiva. Cinco anos depois da separação abrupta, ele decide seguir seu instinto e parte numa longa jornada de bicicleta para tentar convencê-la de que o romance nunca deveria ter acabado. O amor, que ainda existe entre os dois, é então posto em xeque. 

ELENCO PRINCIPAL

Andréia Horta – Mariana 

Gustavo Vaz – João  

Paulo Gorgulho – Zé Cristiano 

Denise Weinberg – Linda  

FICHA TÉCNICA

Direção – Sergio Rezende

Produção – Erica Iootty

Produtores Associados – Mariza Leão, Carlos Diegues

Roteiro – Sergio Rezende

Colaboração de Roteiro – Maria Rezende

Fotografia – Felipe Reinheimer, ABC.

Montagem – Maria Rezende, EDT.

Música – Berna Ceppas

Direção de Arte – Raphael Vinagre

Figurino – Joanna Ribas

Maquiagem – Adriano Manques

Produção Executiva – Tathiana Mourão e Cristiane Façanha

Produção de Elenco – Marcela Altberg

Produção de Finalização – Thiago Pimentel

Som Direto – Felipe Machado

Edição de Som – Tomás Alem, Bernardo Uzeda

Mixagem – Rodrigo Noronha

Distribuição – H2O Films

Produção – Morena Filmes e Arpoador Audiovisual

Coprodução – Globo Filmes