Maratona Oscar: Shaun-O Carneiro-A Fazenda Contra-Ataca/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Shaun-O Carneiro-A Fazenda Contra-Ataca/ Cesar Augusto Mota

O cinema é capaz de proporcionar as mais diversas emoções nos espectadores, seja com a retratação de histórias reais, imaginárias ou pela realização de narrativas fictícias com elementos concretos. O stop-motion, feito com massa de modelar, é um recurso em potencial para mostrar histórias dinâmicas que se passam no mundo da fantasia, e é o que ocorre com ‘Shaun-O Carneiro: A Fazenda Contra-Ataca’, um forte concorrente na nova temporada de premiações.

Acompanhamos o simpático carneiro Shaun, que leva uma vida pacata em uma fazenda, até que ele encontra Lu-La, uma criatura extraterrestre. Os dois vivem situações divertidas e inusitadas, mas Shaun vai ter de se desdobrar para se desvencilhar de Bitzer, o cão-pastor, e a agente Red, e ajudar seu novo amigo a reencontrar a sua família e voltar para casa. A cientista, líder do Ministério de Detecção de Alienígenas (M.D.A) e seu assistente-robô, estão dispostos a provar que existe vida fora da Terra e ficam no encalço de Lu-La o tempo todo.

Mesmo sem diálogos, a animação tem o mérito de conseguir prender a atenção do público infantil e adulto graças à dinâmica existente entre os personagens e o aproveitamento de suas características e cenários da história. Há claras referências à grandes obras da sétima arte, como o filme ‘MIB-Homens de Preto’, ‘E.T’ e as séries ‘Stranger Things’ e ‘Arquivo X’, num misto de aventura e ficção científica. Há um importante choque entre culturas e uma pergunta que já esteve na mente de muita gente: existem mesmo seres de outros planetas? Tudo é trabalhado com muito cuidado e com boas doses de humor.

Além da história, a caracterização dos personagens também impressiona, com o stop-motion bem elaborado, movimentos sincronizados e um ótimo jogo de luzes. O espectador se depara em várias cenas com ambientes alegres e compreende o que cada quadro quer mostrar, se esquecendo da falta de diálogos na narrativa. Com uma estética cartunesca, ‘Shaun-O Carneiro: A Fazenda Contra-Ataca’ fisca crianças e adultos, mesmo com um assunto explorado em diversas ocasiões, como aliens e contatos de terceiro ou até mesmo de quarto graus, e consegue proporcionar muita diversão e risadas.

E não pense que a animação tem a ver com o clássico Episódio V de Star Wars, o Império Contra-Ataca. O título no Brasil foi um trocadilho proposital para introduzir a ideia de uma aventura espacial. E temos mais que isso, há também humor de qualidade, uma bela representação estética e uma história agradável de se acompanhar, para todas as idades.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Confira o trailer e cartaz de ‘A Liga de Monstros’ novo filme da Paramount Animation

Confira o trailer e cartaz de ‘A Liga de Monstros’ novo filme da Paramount Animation

Em 2021 a Paramount Pictures em parceria com a Paramount Animation traz para os cinemas um torneio de luta diferente de tudo o que você já viu, em que os competidores são os lutadores mais gigantes, fortes e espaçosos a pisar no ringue. Em ‘A Liga de Monstros’ (RUMBLE), as criaturas, que existem e podem ser treinadas pelos humanos, competem entre si no Wrestling. A história mostra que a jovem Winnie, seguindo os passos de seu pai, decide trabalhar com o esporte e se tornar uma treinadora profissional, transformando uma criatura inexperiente em um amigo e em um grande lutador.
ASSISTA AO TRAILER AQUI
FAÇA DOWNLOAD DO CARTAZ AQUI
‘A Liga de Monstros’ tem estreia prevista para Janeiro de 2021 no Brasil.
Sinopse:

Em um mundo onde Wrestling de monstros é um esporte popular e monstros são super atletas, a adolescente Winnie segue os passos de seu pai e se torna treinadora de uma adorável criatura para torná-la um campeão.

A LIGA DE MONSTROS(RUMBLE)
Direção
Hamish Grieve
Produção
Brad Booker e Mark Bakshi
Produção Executiva
Jeff Fierson, Susan Levison, Richard Lowell, Steve O’Brien, Chuck Peil, Frank Smith, Naia Cucukov
Vozes (versão original)
Will Arnett, Terry Crews, Geraldine Viswanathan, Joe “Roman Reigns” Anoa’i, Tony Danza, Becky Lynch, Susan Kelechi Watson, Stephen A. Smith, Jimmy Tatro, Ben Schwartz e Michael Buffer

*Créditos sujeitos à alterações*  
***FAÇA O DOWNLOAD DE TODOS OS MATERIAIS DIGITAIS DISPONÍVEIS DE ‘A LIGA DE MONSTROS’  EM  https://www.paramountimprensa.com.br/

Sobre a Paramount Pictures Corporation   A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma importante produtora e distribuidora global de entretenimento filmado, é uma unidade da ViacomCbs, casa de marcas globais famosas que criam emocionantes programas de televisão, filmes de longa-metragem, conteúdo de curta metragem, apps, jogos, produtos de consumo, experiências nas mídias sociais e outros conteúdos de entretenimento para as audiências de mais de 180 países.

Maratona Oscar: Link Perdido/César Augusto Motta

Maratona Oscar: Link Perdido/César Augusto Motta

Boa parte das animações que acompanhamos não só nos divertem como nos faz deparar com importantes mensagens sobre a vida e o convívio em sociedade. E não é diferente em ‘Link Perdido’, animação do estúdio Laika, em parceria com a Disney, que já produziu ‘Coraline e o Mundo Secreto’ (2009), ‘Paranorman’ (2012), ‘Os Boxtrolls’ (2014) e ‘Kubo e as Cordas Mágicas’ (2016). Mas essa receita também resultará em sucesso sobre um dos mais famosos mitos, o do Pé Grande?

Um dos grandes investigadores de mitos e monstros do mundo, sir Lionel Frost (Hugh Jackman) se vê em um dilema, o de não ser levado a sério por seus colegas e ter barrada sua filiação ao clube de caçadores e lendas. Disposto a mostrar ainda mais força, ele desafia o presidente da organização e tem a intenção de provar que existe o Elo Perdido entre homem e macaco. Mas no meio do caminho terá que se desvencilhar de cúmplices do líder do clube para tentar se sair bem-sucedido em seu objetivo, que se cruza com o de Senhor Link (Zack Galifianakis), que é o de voltar para o convívio de seus ancestrais, nas montanhas do Himalaia.

A animação é feita em stop-motion, com uma grande beleza estética e movimentos sincronizados dos personagens. Os cenários variados contribuem para o dinamismo da aventura, que se inicia no Velho Oeste, passa por Londres, um antigo templo na índia até chegar às montanhas geladas do Himalaia, destino final da história e local onde o Senhor Link deve desembarcar. Suas motivações, apesar de diferentes, acabam por encontrar uma linha em comum, o sentimento de pertencer a um grupo, ou seja, encontrar seu devido lugar no mundo.

Os vilões são um tanto canastrões e pouco trabalhados, e logo são esquecidos durante a trama, cujo foco é o deslocamento de sir Lionel, juntamente de Adelina Fortinight (Zoe Saldana), seu apoio moral, além do Senhor Link. Há poucas reviravoltas, os desdobramentos são previsíveis e a solução do conflito final é demasiadamente fácil, o que significa um balde de água fria em uma narrativa emocionante. Mas esses problemas são compensados com o humor de Link, que vai pelo sentido literal das palavras e pouco entende o que os humanos falam, além de seu jeito estabanado, sempre esbarrando nas coisas e sua personalidade sensível, quebrando a imagem de criatura agressiva que se poderia ter de um Pé Grande.

Se a história de ‘Link Perdido’ não impressiona e por representar mais do mesmo, sua estética, o carisma dos personagens-centrais e a veia cômica são elementos compensadores e proporcionam uma boa diversão, principalmente ao público infantil, que vai se encantar com o Senhor Link e torcer para sir Lionel enfim se encontrar.

Link Perdido ganhou o Golden Globe de Melhor Animação, não ganhou nenhum Annie Award, o Oscar da animação e concorre ao Oscar, podendo ser o grande azarão da noite. Klaus e Toy Story 4 estão à sua frente.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

 

Poltrona Cabine: Playmobil-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Playmobil-O Filme/ Cesar Augusto Mota

‘A vida perde o sentido se não a aproveitarmos e vivermos grande emoções’. Com esse pensamento se inicia a divertida animação ‘Playmobil-O Filme’, de Lino DiSalvo, com um carismático garoto que se transforma e se deixa levar pelo universo mágico Playmobil. Ele se permite ser quem quiser em um mundo recheado de glitter, vikings e até mesmo de dinossauros voadores. Será que é semelhante a ‘Lego’, outra franquia pela qual já nos encantamos?

Inicialmente, não nos deparamos com uma animação, mas com o mundo real, no qual dois irmãos se desentendem e chegam a se isolar um do outro. O pequeno Charlie (Gabriel Bateman), resolve aprontar e sai de casa sem avisar a irmã mais velha, Marla (Anya Taylor- Joy) e vai a uma exposição noturna de brinquedos. No momento em que se encontram e estão prestes a voltar para casa, acabam por serem transportados para um ambiente de magia, com bonecos Playmobil, e eles automaticamente são incorporados ao ambiente. Charlie vira um viking e acaba por ser sequestrado por piratas, e cabe a Marla resgatá-lo e reencontrar o caminho de volta, mas antes eles vão vivenciar uma grande aventura com diversos personagens e cenários históricos ao longo do percurso.

A experiência de diversão e êxtase de Charlie não é o único fator que chama a atenção, mas a jornada de amadurecimento de Marla, inicialmente sobre o momento de luto que viveu após a perda trágica dos pais e depois a responsabilidade de cuidar de si mesma e do irmão mais novo. Ela enxergava a vida de uma forma mais fria, já Charlie era uma espécie de válvula de escape, que procurava motivar a irmã e mostra a ela que a vida vai além do trabalho e das responsabilidades, e que há muito o que se aproveitar. Ela não só sai de sua zona de conforto como vê que pode experimentar coisas novas e sair do tédio.

A transição de um cenário para outro se dá de forma instantânea e momentos épicos são testemunhados, desde a chegada dos vikings até o futuro, com seus carros voadores. Em cada ambiente, Marla encontra um aliado, que dá importantes dicas para desvendar o paradeiro de Charlie, e o destaque está com Rex Dresher, um detetive no estilo James Bond. Mas quem vê essa divertida aventura não só contempla personagens em perfeita sincronia e cores vivas, vê boas conexões de locais até um confronto final épico no Coliseu de Roma, com o imperador Nero. Um deleite para os fãs de Playmobil e até para os que nunca viram, que evidenciam personagens carismáticos e uma história bem estruturada, com objetivos claros e reviravoltas interessantes.

Outro chamariz está no equilíbrio entre a seriedade e o humor. Os momentos mais sérios apresentam perigos, mas de rápidas soluções, e as piadas empregadas são de humor sadio, com sarcasmo e situações clichês, como quedas livres e tropeços. A presença de musicais nos faz lembrar de filmes da Disney, e cada canção casa com a devida ocasião, deixando a história mais leve e preparando o público para o próximo obstáculo que cada um dos irmãos vai enfrentar, um de cada lado. Apesar de não representar propriamente uma novidade, é uma boa opção para quem quer se divertir e passar o tempo, seja adulto ou criança.

Com pegada frenética e de bom paralelo entre infância e vida adulta, ‘Playmobil-O Filme’ nos mostra que vale pena ainda manter o espírito infantil dentro de nós e que devemos nos permitir novas experiências e descobertas, afinal, a vida é uma caixinha de surpresas.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Lança Filmes divulga cartaz da animação ‘ A Cidade dos Piratas’, de Otto Guerra

Lança Filmes divulga cartaz da animação ‘ A Cidade dos Piratas’, de Otto Guerra

Com Laerte Coutinho e vozes de Marco Ricca e Matheus Nachtergaele, filme chega aos cinemas no dia 31 de outubro

A Lança Filmes acaba de divulgar o cartaz de A CIDADE DOS PIRATAS, de Otto Guerra, que estreia nos cinemas dia 31 de Outubro.

Uma das obras mais polêmicas do diretor Otto Guerra, A CIDADE DOS PIRATAS faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados a história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política.

A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina. “Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 80, mas que hoje ela considera eles machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 70, assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 50, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que se segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de A CIDADE DOS PIRATAS.

“Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV.” diz o diretor Otto Guerra, que completa, “Ela incentivou a troca do roteiro original, aonde só os Piratas atuavam, pela versão aonde os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo.”.

Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca a emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual. “Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel.”, explica o diretor.

A CIDADE DOS PIRATAS foi exibido em diversos festivais no Brasil e América Latina, foi o vencedor do prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Direção no Festival de Cinema de Vitória de 2018, recebeu Menção Honrosa no 46º Festival de Cinema de Gramado e foi eleito o Melhor Filme do Anima Latina, realizado Buenos Aires no último ano, e do MUMIA 2018.  Participará ainda de festivais na Europa, como por exemplo CINANIMA que acontecerá em Espinho / Portugal em novembro e participou do OJO LOCO –  Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble / França.

SINOPSE 
Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

TRAILER

FICHA TÉCNICA 
Roteiro: Rodrigo John, Laerte Coutinho, Thomas Créus e Otto Guerra
Direção: Otto Guerra
Produção Executiva: Marta Machado e Elisa Rocha
Direção de Animação: José Maia, Josemi Bezerra
Direção de Fotografia: Marco Arruda
Montagem: Marco Arruda
Direção de Arte: Pilar Prado e Laerte Coutinho
Desenho de Som: Gogó Conteúdo Sonoro
Edição de Som: Matheus Walter e Gogó
Conteúdo Sonoro
Mixagem: Gogó Conteúdo Sonoro
Trilha Sonora: Matheus Walter, Tiago Abrahão
Trilha Musical: Matheus Walter
Elenco: Laerte, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras e Luis Felipe Ramos

PRÊMIOS E FESTIVAIS 
Menção Honrosa – 46º Festival de Cinema de Gramado – 2018;
Melhor Roteiro e Melhor Direção – 25º Festival de Cinema de Vitória – 2018;
Pirita – Cine Esquema Novo 2018;
Melhor Filme – MUMIA 2018;
Melhor filme júri estudantil – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble;
Melhor filme – Anima Latina, Buenos Aires.
Mostra Int. de Cinema de São Paulo – 2018;
Festival ANIMAGE – Recife – 2018;
Mostra MUMIA – Belo Horizonte – 2019;
Anima Mundi – 2019;
Fest. Cine Latinoamericano de Grenoble – 2019;
Anima Latina, Buenos Aires – 2019;
ANIMA – Fest. Int. de Animação de Córdoba – 2019.

SOBRE O DIRETOR OTTO GUERRA  
Um dos pioneiros da animação autoral no Brasil, criou a Otto Desenhos Animados, que se tornou uma das produtoras de animação mais importantes do país. É o único diretor com quatro obras na lista dos 100 filmes mais importantes da animação brasileira definida pela ABRACCINE.
Entre suas obras:
“Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994);
“Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006);
“Até que a Sbórnia nos Separe” (2014).

SOBRE LAERTE COUTINHO 
Laerte Coutinho é uma das quadrinistas mais conhecidas do Brasil. Começou sua carreira nos anos 70 fazendo o personagem “Leão”. Nos anos 80 lançou a revista “Piratas do Tietê” com a Circo Editorial e “O Tamanho das Coisas”. Foi colaborador de jornais e revistas como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Veja e Isto É.
Em 2010 revelou publicamente sua opção pelo crossdressing e em 2012 fundou a ABRAT, Associação Brasileira de Transgêneros.

SOBRE A OTTO DESENHOS ANIMADOS 
O patamar que a animação brasileira atingiu no cenário mundial nos últimos anos mistura-se com a trajetória dos 40 anos da Otto Desenhos Animados.
Além de “Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994), “Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006), “Até que a Sbórnia nos Separe” (2014) e mais tantos curtas, no currículo da produtora também está o curta-metragem “Castillo y el Armado” (2014), vencedor de mais de 50 prêmios, dentre eles o de melhor curta no FICG30 Guadalajara e Festival de Havana e selecionado para mais de 200 festivais, dentre eles o Festival de Veneza.

SOBRE A LANÇA FILMES 
Atuando no mercado de distribuição, a Lança Filmes valoriza a qualidade técnica e artística de seus filmes, levando para o público histórias que emocionem, comovam e permaneçam nas suas memórias. Entre as últimas estreias das distribuidora são: Meditation Park (2019), Depois do Fim (2019), Fantástica – Um aventura no Mundo Boonie Bears (2018) e Yonlu (2018).

Por: Cesar Augusto Mota