Anatomia do Caos ganha exibição especial na Flip dia 25 de julho, seguida de debate

Anatomia do Caos ganha exibição especial na Flip dia 25 de julho, seguida de debate


Documentário “Anatomia do Caos” ganha exibição especial seguida de debate durante a 24ª FLIP em Paraty

Sessão no dia 25 de julho, na Pousada Porto Imperial, reúne a diretora Dandara Ferreira, João Cezar de Castro Rocha e Guilherme Amado para discutir memória, jornalismo e democracia

Foto de Roberto Stuckert


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O longa-metragem “Anatomia do Caos”, dirigido pela cineasta baiana Dandara Ferreira, ganha uma exibição especial em Paraty no próximo dia 25 de julho (sábado), integrando a programação paralela da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). O evento acontecerá na Pousada Porto Imperial, com a exibição do documentário marcada para as 16h, seguida pelo debate “Como narrar uma crise”, às 18h.

A mesa de discussão contará com a presença da diretora Dandara Ferreira, do historiador e ensaísta João Cezar de Castro Rocha e do jornalista Guilherme Amado, com mediação da jornalista Beatriz Bulla. O encontro propõe uma reflexão sobre o papel da memória, do jornalismo e do audiovisual na preservação da história recente e na defesa da democracia, tomando como ponto de partida a gestão da emergência sanitária no Brasil.

Com distribuição da Descoloniza Filmes e classificação indicativa de 12 anos, “Anatomia do Caos” reconstrói os bastidores da comissão no Senado e entrevista parlamentares para discutir memória, impunidade e justiça no Brasil. O filme relembra as omissões do governo de Jair Bolsonaro e a postura de parlamentares da extrema direita durante a pandemia que culminaram na morte de mais de 700 mil brasileiros. 

A obra traça um panorama nacional de como decisões deliberadas e a falta de respostas adequadas diante de uma emergência sanitária global moldaram o cenário de crise em todo o país, revelando registros inéditos de bastidores de senadores que integravam a CPI e buscavam respostas, documentos e investigações que expõem as falhas estruturais na condução da crise.

Em abril de 2021, a diretora Dandara Ferreira decidiu ir a Brasília registrar os trabalhos da comissão em um momento de incerteza e medo. “O que me movia naquele momento era a percepção de que o país atravessava algo maior do que uma crise sanitária. Havia uma disputa brutal em torno da própria realidade”, afirma ela.

Para a realizadora, a CPI da Covid surge no documentário como o palco de uma tragédia nacional, um teatro político. O filme explora como o discurso oficial produziu uma confusão deliberada e colocou a ciência em xeque. “Não se tratava apenas de negligência. Havia uma construção de uma narrativa em curso, uma política da desinformação que transformava a morte em estatística e a dor coletiva em deboche”, pontua a cineasta.

“Anatomia do Caos” também aborda uma questão recorrente nos processos de CPIs no país:  a impunidade ao final dos trabalhos. Segundo a diretora, o documentário não busca apenas revisitar o passado, mas questionar o presente e o que significa seguir adiante sem justiça ou responsabilização. “Esse filme nasce da necessidade pessoal de registrar esse período e da certeza de que algumas imagens precisam continuar abertas, porque elas ainda nos olham de volta”, conclui.

SERVIÇO
Evento: Exibição especial de “Anatomia do Caos” na 24ª FLIP
Data: 25 de julho (sábado)
Horários: Sessão de exibição às 16h | Debate “Como narrar uma crise” às 18h
Local: Pousada Porto Imperial (Paraty – RJ)
Debatedores: Dandara Ferreira, João Cezar de Castro Rocha e Guilherme Amado
Mediação: Beatriz Bulla
Entrada: Sujeita à lotação do espaço

SINOPSE
Com acesso inédito ao Senado, a diretora Dandara Ferreira acompanha de dentro a trajetória completa da CPI da Covid-19 e transforma esse material exclusivo em um registro cinematográfico de um dos momentos mais marcantes da Pandemia no Brasil.

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