Poltrona Cabine: Pinóquio/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Pinóquio/Cesar Augusto Mota

As adaptações literárias seguem a todo vapor no universo cinematográfico. Criado pelo escritor italiano Carlo Collodi, Pinóquio ganhou sua primeira adaptação para o cinema em 1940, em uma animação icônica da Disney. Mais recentemente, em 2022, foi lançada uma live-action sob a direção de Guillermo Del Toro com uma aura sombria, não sendo bem recebida pelo público e crítica. Em 2026, a aposta é sob a ótica da cultura russa, será que funciona?

A história acompanha o carpinteiro Gepeto, que ao ver uma estrela cadente deseja que o boneco de madeira que acabou de construir se torne um menino de verdade. Naquela mesma noite, o desejo se realiza, Pinóquio ganha vida e inicia uma nova jornada cheia de aventuras, descobertas e lições sobre coragem, amizade e responsabilidade.

O elenco é composto por atores russos e a narrativa carrega elementos típicos da literatura do país, com abordagem fantasiosa e com uma estética próxima do clássico visto na produção da Disney.  Trata-se de uma releitura baseada em “Buratino”, famoso conto do escritor russo Alexei Tolstoy, que primava por debates sociais, o sentido da vida e as complexidades acerca da condição humana.

O arco dramático de Pinóquio é construído de forma cuidadosa, com o personagem passando por uma profunda transformação e amadurecimento, mas sem perder sua essência, de um garoto cheio de sonhos, que quer viver a infância em sua plenitude, construindo sua identidade e superando os obstáculos da vida. O filme representa um pouco de nostalgia, mas visa também apresentar o universo de Pinóquio para novas gerações e mostrar que a obra de Carlo Collodi continua sendo atual.

Reflexivo, dotado de beleza estética, elenco coeso e história envolvente traduzem o que é “Pinóquio”, agora sob a perspetiva dos russos e que sem dúvida vai agradar as gerações antigas e irá fisgar as novas.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

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