O filme fala sobre a morte de um Papa em condições misteriosas e o conclave para a eleição de um novo papa, que segundo a Igreja Católica, é movido pelo Espírito Santo. Só que acontecem coisas que deixam o decano Lawrence com a pulga atrás da orelha: o encontro do cardeal canadenseTremblay com o papa antes de sua morte, o envolvimento do cardeal Adeyemi da Nigéria com uma freira, a hesitação do cardeal americano Aldo e o surgimento de um cardeal mexicano, Benítez, desconhecido que vive em Cabul, Afeganistão e que o papa anterior o apoiou e pagou seu tratamento num hospital da Suíça.
O cardeal Lawrence é vivido magistralmente por Ralph Fiennes em mais um papel que pode lhe indicar uma indicação ao Oscar. Seu ar contido, misterioso de um cardeal que dúvida de sua fé e faz de tudo para que a escolha seja a mais acertada é realmente estupendo. Ralph é maravilhoso mais uma vez.
Há uma demora na eleição após seis escrutínios e a ameaça de terrorismo através de uma bomba solta nos arredores do Vaticano que destrói uma parte do teto da Capela Sistina e deixa o cardeal Lawrence assustado levando à um extenso debate o que leva os olhos a Benítez, o cardeal mexicano.
Há uma surpresa no conclave e um final surpreendente e inesperado. Excelente atuação também de John Litgow como o cardeal Tremblay e de Isabella Rosselini como uma freira, fundamental para a solução de alguns mistérios da trama.
Linda fotografia, lindo figurino e uma excelente direção de Edward Berger. Conclave deve ser indicado TB a Melhor Filme do Oscar.
Conclave estreia em todos os cinemas brasileiros dia 23 de janeiro.
‘Promoção Férias no Kinoplex’ é a mais nova ação promocional da rede
A promoção com prêmios exclusivos é válida para todos os cinemas Kinoplex
Entre os dias 03/01 e 03/02, os clientes Kinoplex terão a chance de transformar suas visitas ao cinema em uma oportunidade de ganhar prêmios na ação promocional “Promoção Férias no Kinoplex”. A campanha, válida em todos os cinemas da rede, promete agitar as férias da família toda. (promoção não é válida para os cinemas UCI Kinoplex).
As premiações variam, são elas: passaporte de um ano de cinema grátis, com acompanhante; voucher de R$ 500,00 para gastar na bomboniere Kinoplex; e baldes de pipoca exclusivos Kinoplex do filme ‘Mufasa’.
Para participar, basta realizar uma compra mínima de R$ 40,00 em produtos de bomboniere, seja presencialmente, nos terminais de autoatendimento ou pelo site do Kinoplex. Os valores referentes a compra de ingressos não são válidos para a promoção. E a cada R$ 40,00 gastos, em uma mesma nota fiscal, o cliente receberá um número para participar do sorteio, com a possibilidade de acumular números adicionais conforme o valor da compra. Nas compras de R$ 40,00, um número da sorte está garantido; ao comprar R$ 80,00, dois números; e assim sucessivamente. Não será permitido somar valores de cupons fiscais diferentes para atingir o montante necessário.
Após realizar a compra, o cliente deve acessar o site oficial da promoção, www.kinoplex.com.br/feriasnokino, e preencher os campos obrigatórios com os dados pessoais e depois fazer o upload do cupom fiscal. Assim que o processo for concluído, o sistema irá gerar automaticamente um número da sorte, que será enviado por e-mail para o participante. Informações adicionais sobre a promoção, bem como o regulamento completo, estão disponíveis no site oficial.
Sobre o Kinoplex
O Kinoplex é o maior exibidor nacional com 105 anos de história e o compromisso de ser o cinema para todos. A empresa tem 230 salas distribuídas em 18 cidades brasileiras, equipadas com o máximo de tecnologia e conforto, levando ao público uma experiência imersiva e cheia de emoção, o que só é possível numa sala de cinema. Por ano, o Kinoplex lança, em média, 250 filmes, que encantam mais de 20 milhões de espectadores com a magia de seus cinemas. Para cadastro no programa de benefícios, basta acessar o site do Kinoplex+ e para compra do passaporte da rede, o site do Kinopass.
BRASIL É O CENÁRIO DA NOVA TEMPORADA DE ‘FEBRE DO OURO: O DESAFIO DE PARKER’
Uma das maiores fronteiras de ouro do mundo é o palco da sétima temporada da série, que estreia dia 20 de janeiro no Discovery e na Max. — Depois de se tornar o maior proprietário de terras no Yukon, Parker Schnabel embarca em uma nova exploração, dessa vez no Brasil. A sétima temporada de FEBRE DO OURO: O DESAFIO DE PARKER estreia dia 20 de janeiro no canal Discovery, às 21h15, e na plataforma de streaming Max.
A série levará os espectadores para o coração da Amazônia brasileira, onde Parker explora algumas das maiores reservas de ouro do planeta e conhece operações legais e ilegais. O garimpeiro segue sua busca por novas oportunidades e preserva o legado de seu avô, sempre inspirado na lendária Corrida do Ouro – uma migração entre 1896 e 1899 de cerca de 100 mil garimpeiros para a região de Klondike em Yukon, no noroeste do Canadá.
Nesta temporada, Parker irá encarar uma das regiões mais desafiadoras e perigosas do mundo, tendo que equilibrar seu espírito pioneiro com os conflitos modernos entre garimpeiros e autoridades governamentais. Com episódios semanais, sempre às segundas-feiras, a nova edição promete aventuras, descobertas e uma visão diferente sobre terras brasileiras.
A nova temporada de FEBRE DO OURO: O DESAFIO DE PARKER conta com oito episódios. O capítulo de estreia tem 120 minutos e os demais 60 minutos.
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Max® é uma plataforma de streaming da Warner Bros. Discovery, disponível nos Estados Unidos e em países e territórios da América Latina e Europa. Com uma experiência de usuário personalizada, traz histórias sem igual e inesperadas, que vão de produções de ficção da mais alta qualidade, ao melhor do conteúdo de não-ficção, esportes e notícias ao vivo (nos países disponíveis). Max é o destino para as produções originais da HBO, filmes da Warner Bros., Max Originals, o universo DC, Harry Potter, a melhor programação de comida, casa, vida real, estilo de vida e documentários de marcas líderes como Discovery Channel, Discovery Home & Health, TLC e ID, conteúdo infantil do Cartoon Network e Discovery Kids, animação para adultos do [adult swim] e muito mais, tudo em um só lugar.
Documentário ‘Andy Warhol: Uma Vida na Arte’ revela segredos do artista pop revolucionário e seu legado
Ainda que seja um dos artistas mais cultuados do mundo, com uma identidade visual marcante e facilmente reconhecida, Andy Warhol também é um enigma. Para tentar desvendá-lo, o documentário inédito ‘Andy Warhol: Uma Vida na Arte’ mergulha na intimidade criativa do artista americano. Produzido no Reino Unido, o filme estreia no Brasil, com exclusividade, no canal Curta!.
Com direção de Finlay Bald, a obra usa imagens de arquivo, resgata entrevistas de Warhol e outros artistas, e, claro, explora toda a criação de um dos ícones da cultura em meados do século passado. Sua história é a busca pelo sonho americano, que se concretiza a partir das artes. De infância humilde, com pais imigrantes e de classe trabalhadora, Warhol usava o talento, as mãos e a criatividade não só para fugir de sua realidade, mas também para refletir sobre a pobreza e a desigualdade.
Contrastando com a pobreza, havia o glamour de Hollywood, símbolo máximo da cultura norte-americana. Fascinado e encantado pelas estrelas do cinema da época, o jovem artista começa a desenvolver seus trabalhos como ilustrador comercial na área da moda, criando imagens de luvas, bolsas e sapatos que logo viriam a se tornar referências para seu estilo marcante.
A produção mostra como a serigrafia se torna a sua marca quando ele reorienta e redireciona suas ilustrações. Deixando a área comercial, irrompe no campo das Belas Artes e no movimento pop art, marcando uma ruptura com o expressionismo abstrato da geração anterior. De Marilyn Monroe às latas de sopa Campbell’s, seus quadros se tornam famosas investigações e interpretações sobre o consumismo, o capitalismo americano, a Guerra Fria e conflitos sociais, raciais e bélicos.
O documentário também explora a personalidade e a vida pessoal de Andy Warhol que, em atitude ousada e desafiadora para a época, exibia a sua sexualidade, também representada em quadros provocantes. O consumo de drogas, o trabalho no mundo da música, como mecenas e produtor de nomes como o Velvet Underground, e a tentativa de trabalhar com o cinema no fim da carreira revelam uma pessoa que, sobretudo, só queria fazer arte.
“É como se o artista pudesse ser um supermercado; o público vem e pede uma lata de sopa. Esse é o jeito mais simples. Porque todo mundo pinta o mesmo quadro um atrás do outro”, afirmou Warhol.
“Andy Warhol: Uma Vida na Arte” é uma produção da Parade. O filme pode ser assistido no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A exibição é no dia temático Terças das Artes, 14 de janeiro, às 22h.
Esquadrão da Morte: a história da Scuderie Le Cocq sob a perspectiva do jornalista que a testemunhou
Um repórter policial é a única testemunha ocular da criação do primeiro esquadrão da morte brasileiro: a Scuderie Le Cocq. A premissa, que parece ser a de um roteiro hollywoodiano, descreve acontecimentos reais. E é justamente mesclando recursos ficcionais com a narrativa de um documentário que o filme “Com As Próprias Mãos” traz à tona essa história pouco contada.
Dirigido por José Francisco Tapajós, o filme começa com a jovem jornalista Yasmin Santos, que pesquisa sobre as origens das milícias no Rio de Janeiro. Ela fica sabendo que tudo começou em meados dos anos 1960, com a Scuderie Le Cocq. Inicialmente criada para vingar a morte do detetive Milton Le Cocq, ocorrida durante confronto com Manoel Moreira, criminoso conhecido como Cara de Cavalo, a Scuderie logo se tornaria um grupo de extermínio. Yasmin descobre que Luarlindo Ernesto Silva, jornalista que acompanhou de perto os acontecimentos, está vivo e o procura para que lhe conte tudo o que viu.
Em um formato inovador, o fio narrativo se desenvolve através de diálogos que, embora narrem os acontecimentos, têm trejeitos de ficção. As participações do próprio Luarlindo e de outros entrevistados se dão em conversas casuais, mas com roteiros claramente definidos. Por trás dessa aparente informalidade, entretanto, há um conteúdo estritamente documental, que explora diversas camadas dessa história. “Minha vontade é revisitar esse espaço e esse tempo para tentar entender o Cara de Cavalo de ontem e o de hoje”, diz Yasmin sobre o criminoso que extrapolou as páginas do noticiário policial e chegou ao mundo das artes visuais, graças a uma polêmica homenagem póstuma feita por Hélio Oiticica.
Em um encontro de gerações, Yasmin e Luarlindo vão a Búzios, onde Cara de Cavalo foi assassinado pelos policiais que compunham a Scuderie. Lá, conversam com pessoas que viram o corpo de Cara de Cavalo e que, de alguma forma, testemunharam a emboscada. A dupla também visita a antiga sede da Scuderie Le Cocq — e, a essa altura, o espectador fica sabendo mais sobre a fundação e a composição do grupo, e ainda reflete sobre os esquadrões da morte do passado e os do presente.
“Com As Próprias Mãos” é uma produção da Pacto Audiovisual viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O documentário pode ser visto também no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro TV+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A exibição é no dia temático Sextas da História e Sociedade, 17 de janeiro, às 22h30.
Segundas da Música – 13/01
22h– “Uakiti” (Documentário)
A experimentação sonora sempre foi o foco do grupo mineiro Uakti, fundado no final dos anos 1970 pelo músico Marco Antônio Guimarães. Para contar a sua história e as inovações que implementou, este documentário traz imagens de arquivo e atuais, além de entrevistas com seu fundador, ex-integrantes e músicos parceiros. Os instrumentos inusitados usados pelo Uakti eram sua marca registrada. Dezenas de aparatos musicais foram desenvolvidos e confeccionados por Marco Antônio, utilizando materiais como PVC, metais, madeira e vidro. “Como compositor, eu sou autodidata e, como luthier, também. Eu busquei influências que me trouxeram certa liberdade de usar qualquer material para criar instrumentos”, explica ele, criador e principal compositor. Em mais de quatro décadas de existência — o grupo se dissolveu em 2015 —, o Uakti colaborou com músicos importantes nos cenários nacional e internacional, além de assinar diversas composições. Ainda nos primeiros anos, o contato com o Clube da Esquina fez com que colaborassem com Milton Nascimento no disco “Sentinela”. Ao longo dos anos, o Uakti ainda trabalhou com músicos estrangeiros como Paul Simon e Philip Glass, e nacionais como Ney Matogrosso, Maria Bethânia e Zélia Duncan. Direção: Eder Santos Duração: 97 min Classificação: Livre Horários alternativos: 14 de janeiro, terça-feira, às 2h e às 16h; 15 de janeiro, quarta-feira, às 10h; 18 de janeiro, sábado, às 22h; 19 de janeiro, domingo, às 16h
Terças das Artes – 14/01
22h– “Andy Warhol: Uma Vida na Arte” (Documentário) – INÉDITO E EXCLUSIVO
Andy Warhol encontrou o sublime no cotidiano e elevou a cultura popular ao status de arte, tornando-se como um dos maiores ícones da história da arte mundial. Cercado pela elite nova-iorquina, sua obra criticava e celebrava a sociedade americana. Warhol não se limitou a registrar a modernidade, ele a transformou, rompendo barreiras sobre quem pode criar e quem deve consumir arte. Direção: Finlay Bald Duração: 46 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: 15 de janeiro, quarta-feira, às 2h e às 16h; 16 de janeiro, quinta-feira, às 10h; 18 de janeiro, sábado, às 17h; 19 de janeiro, domingo, às 22h; 20 de janeiro, segunda-feira, às 2h
Quartas de Cena e Cinema – 15/01
18h30– “Martin Luther King: Um Homem Marcado” (Documentário)
Símbolo mundial da luta por direitos civis e pelo combate à desigualdade racial, Martin Luther King Jr. tem sua trajetória narrada neste documentário, que mostra como o então diretor do FBI, J. Edgar Hoover, empreendeu grandes esforços para frear o líder negro, incluindo escutas em hotéis e cartas ameaçadoras. O pastor batista pregava a não-violência e o amor ao próximo, valores eternizados no discurso “Eu tenho um sonho”, proferido durante a Marcha sobre Washington, em 1963. Sua filosofia, no entanto, não era confundida com passividade, já que Luther King liderou manifestações e boicotes, além de ter organizado grupos e conferências que discutiam, sobretudo, as questões raciais. O ativista, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1964, foi duramente perseguido pelo FBI até o fim da vida, em 4 de abril de 1968, quando foi assassinado. A produção, dirigida por Edward Cotterill, conta com depoimentos de historiadores, jornalistas e ativistas envolvidos com o movimento negro, além de imagens de arquivo da época. Direção: Edward Cotterill Duração: 52 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: 16 de janeiro, quinta-feira, às 4h30 e às 12h30; 17 de janeiro, sexta-feira, às 6h30; 18 de janeiro, segunda-feira, às 10h; 19 de janeiro, terça-feira, às 0h e às 13h
Quintas do Pensamento – 16/01
22h– “Jacques Derrida – O Filósofo da Desconstrução” (Documentário)
Durante muitos anos, detalhes da vida do filósofo franco-magrebino Jacques Derrida (1930-2004) pareceram permanecer ocultos. Autor de dezenas de livros, ele foi o responsável pela criação do conceito de “desconstrução” na filosofia. Este documentário explora acontecimentos que marcaram a trajetória do escritor com imagens de arquivo e do seu acervo pessoal, além de entrevistas com amigos, familiares e pesquisadores. Argelino e judeu, Jackie Derrida — ele mudou seu nome para Jacques no lançamento de seu primeiro livro — foi excluído durante boa parte da sua juventude devido às suas origens, motivo que o fez ser expulso da escola aos 12 anos de idade. No meio do século XX, o mundo enfrentava a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, a Argélia lutou bravamente pela sua liberdade da França. Ambos os acontecimentos impactaram a vida do jovem, que viu o seu sonho de ser professor se tornar inviável. “A transição para a filosofia aconteceu no momento em que, no primeiro ano, em Argel (capital da Argélia), eu entendi que não tendo estudado grego à época, eu não poderia passar no concurso para professor”, diz o próprio filósofo em imagem de arquivo recuperada para o documentário. Ele inicia os estudos na área da filosofia influenciado pelos trabalhos de Rousseau e Nietzsche. Em 1962, Derrida publica o seu primeiro livro, “A Origem da Geometria”. É nesse momento que ele começa a chamar atenção de pesquisadores, estudiosos e acadêmicos pela sua originalidade, uma de suas características mais marcantes. Direção: Virginie Linhart Duração: 52 min Classificação: 12 anos Horários alternativos: 17 de janeiro, sexta-feira, às 2h e às 16h; 19 de janeiro, sábado, às 23h; 20 de janeiro, domingo, às 10h
Sextas de História e Sociedade – 17/01
22h30- “Com as Próprias Mãos” (Documentário)
O repórter policial Luarlindo Ernesto é a única testemunha ocular da criação do esquadrão da morte Scuderie Le Cocq, o primeiro grupo de extermínio brasileiro. Sessenta anos depois, a jovem jornalista Yasmin Santos pesquisa sobre as origens da milícia no Rio de Janeiro e, ao descobrir que Luarlindo está vivo, decide ir atrás dele para tentar convencê-lo a contar tudo o que viu. Direção: José Francisco Tapajós Duração: 72 min Classificação: 16 anos
Sábado– 18/01
21h – “O Gráfico Amador” (Documentário)
Uma editora no Recife que atraía grandes nomes da literatura e revolucionou a tipografia até então existente. Entre suas publicações, obras de Ariano Suassuna e João Cabral de Melo Neto. Assim era O Gráfico Amador, fundado em 1954 por artistas e intelectuais pernambucanos, tendo como premissa uma produção artesanal e com baixa tiragem, utilizando prensa manual. No filme, artistas, designers e demais especialistas — como Guilherme Cunha Lima, designer e professor que escreveu um livro sobre O Gráfico Amador — contam a história da editora que se tornou um verdadeiro movimento literário e editorial. Eles também relembram os principais nomes que compuseram O Gráfico Amador: Aloisio Magalhães, Gastão de Holanda, José Laurênio e Orlando da Costa Ferreira. Aloísio, primo de João Cabral de Melo Neto — que teve influência direta na criação do grupo —, é considerado um dos precursores do design no Brasil. O Gráfico Amador unia literatura e design em suas publicações, e todos os detalhes dos livros eram pensados de forma que se tornassem peças de arte, da tipologia às ilustrações, na capa ou entre as páginas. Hoje, são itens de colecionador, mas exerceram grande influência sobre o moderno design gráfico brasileiro e novas gerações de artistas. Direção: Aquiles Lopes e Lula Queiroga. Duração 54min. Classificação: Livre
Domingo– 19/01
18h30 – “Caminho dos Orixás” (Série) – Episódio: “Oxalá — O Alá da Paz”
Criador do homem, senhor absoluto do princípio da vida, da respiração, da sabedoria, da paz, da harmonia, da perfeição moral e do ar, Oxalá é chamado de “o grande orixá”. Divindade muito generosa e sempre disposta a ajudar, ele se apresenta de duas formas: Oxaguiã, jovem guerreiro, e Oxalufã, velho apoiado num bastão de prata chamado opachorô. Direção: Betse de Paula Duração: 26min Classificação: Livre
E vamos começar o ano com o pé direito, falando de filmes que estão ligados de uma maneira ou outra.
Antes de surgir o universo compartilhado de filmes da Marvel no cinema (o famoso MCU), já existiam filmes que compartilhavam diversos personagens ou locais, mesmo sem relações aparentes, criando assim os universos compartilhados.
Alguns ficaram até famosos, como os filmes do diretor e roteirista Kevin Smith, que criou o View Askewniverse. Neste universo, todos os filmes tem a participação dos personagens Jay (Jason Mewes) e Silent Bob (Kevin Smith). Mas alguns não são tão óbvios assim.
Por isso, hoje vamos fazer o Top 5 Filmes Interligados.
5 – Trilogia X de Ti West
Criada pelo diretor e roteirista Ti West, a trilogia é formada pelos filmes de terror X – A Marca da Morte (X, 2022 / dir. Ti West); Pearl (2022 / dir Ti West) e MaXXXine (2024 / dir. Ti West).
Os 3 filmes são estrelados pela atriz Mia Goth e giram em torno de 2 personagens interpretados por ela: Maxine “Max” Minx e Pearl.
A ideia de Ti West era mostrar como os filmes de terror foram se alterando com o passar do tempo. São filmes feitos de forma independentes, o que traz uma camada única na experiência de quem assiste a trilogia.
X tem como personagem principal a jovem Max Minx se passa nos anos 70, época marcada por filmes slashers como O Exorcista (The Exorcist, 1973 / dir. William Friedkin), Halloween – A Noite do Terror (Halloween, 1978 / dir. John Carpenter) e O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Massacre, 1974 / dir. Tobe Hooper). O enredo conta a história de uma equipe de cinema adulto que decide fazer um filme pornô em uma cabana isolada no Texas.
Já Pearl acontece durante a Primeira Guerra Mundial e tem como cenário uma fazenda isolada no interior do Texas, traz um terror mais psicológico, levando a personagem principal a um mundo de violência e loucura. Vale destacar que a fazenda onde Pearl mora é o local onde se passa X.
Enquanto que MaXXXine se passa nos anos 80 e traz um terror mais underground. No filme, após sobreviver ao massacre, Maxine decide voltar para Los Angeles, em busca de uma nova vida. Ela começa a trabalhar em filmes de terror B em busca de uma nova oportunidade no cinema, até que um assassino serial começa a matar pessoas próximas dela.
Como curiosidade, vale citar que X e Pearl foram produções independentes e, para economizar custos, foram rodados juntos.
Outra curiosidade é que a ordem de lançamentos dos filmes não segue a ordem cronológica. Então quem quiser seguir a linha do tempo corretamente, deve assistir a trilogia na seguinte ordem: Pearl, X e MaXXXine.
4 – Shermer High School em Chicago
Quem viveu o cinema dos anos 80 e 90 conhece o diretor John Hughes. E tem na memória alguns dos seus clássicos: Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986 / dir. John Hughes), Mulher Nota 1000 (Weird Science, 1985 / dir. John Hughes), Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, 1984 / dir. John Hughes), Clube dos 5 (The Breakfast Club, 1985 / dir. John Hughes), Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink, 1986 / dir. John Hughes), Antes Só do que Mal Acompanhado (Planes, Trains & Automobiles, 1987 / dir. John Hughes), Quem Vê Cara Não Vê Coração (Uncle Buck, 1989 / dir. John Hughes) entre outros.
Mas o que muitos não sabem é que nos filmes com protagonistas adolescentes, todos estudam na Shermer High School. Esta escola fica no subúrbio de Chicago, onde as histórias se passam.
A Shermer High School pode ser vista (ou foi citada) em diversos filmes de Hughes, alguns em apenas pequenos detalhes e tendo seu maior destaque em Clube dos 5, uma vez que a história se passa inteira em seus corredores, e Mulher Nota 1000, onde é possível ver um professor de educação física usando uma camiseta da escola.
Vale destacar que a Shermer High School não existe.
3 – Irmãos Duke
Esta é uma pequena referência que liga duas grandes comédias da década de 80 dirigidas por John Landis.
Trocando as Bolas (Trading Places, 1983 / dir. John Landis) mostra os irmãos Randolph Duke (Ralph Bellamy) e Mortimer Duke (Don Ameche) apostando que conseguiriam fazer Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd), o educado e fino diretor da sua empresa, um mendigo e colocando no seu lugar o Billy Ray Valentine (Eddie Murphy), um golpista e vagabundo que mora nas ruas, o tornando um elegante e inteligente homem de negócios.
A aposta é um sucesso, até que Louis e Billy Ray descobrirem e se vingarem contra os irmãos Duke, quebrando a empresa deles e os deixando pobres.
Já em Um Príncipe em Nova York (Coming to America, 1988 / dir. John Landis), temos o Príncipe Akeem Joffer (Eddie Murphy) tentando conquistar uma mulher sem que ela saiba de sua linhagem real ou seu dinheiro. E em um determinado momento do filme, para esconder sua origem rica, ele dá um saco de dinheiro para dois mendigos, que na verdade são os irmãos Duke.
2 – Replicantes, Guerras Interplanetárias e Corporações
Existem algumas teorias e indícios que unem 4 filmes de ficção científica, que aparentemente estão distantes entre si.
A primeira (e mais famosa) seria a relação entre Blade Runner – o Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982 / dir. Ridley Scott) e Soldado do Futuro (Soldier, 1998 / dir. Paul W.S. Anderson).
No clássico de Ridley Scott, é mostrada a luta dos replicantes por mais tempo de vida. E no monólogo final de Roy Batty (Rutger Hauer), ela fala sobre algumas guerras em que lutou.
Já em Soldado do Futuro, ao apresentar a ficha do Sargento Todd 3465 (Kurt Russell), algumas das batalhas citadas por Batty aparecem em seu currículo.
Outro indicativo é o fato de ser possível ver um Spinner, modelo de carro voador utilizado em Blade Runner, inclusive pelo policial Rick Deckard (Harrison Ford), destruído no planeta lixão em que se passa Soldado do Futuro.
Mas o principal fato que une os 2 filmes é sua temática: soldados geneticamente criados questionando se eles estão realmente vivos. E lutando pelo direito de viver mais.
Lógico que em Blade Runner esta discussão é mais filosófica, enquanto que Soldado do Futuro é um filme de ação. Mas não deixa de ser um ponto forte em comum nas duas obras.
Outra teoria une Blade Runner e o Universo de Alien.
Em um extra do DVD de 20 anos de aniversário do filme Alien – o 8º Passageiro (Alien, 1979 / dir. Ridley Scott), é possível ver a ficha do Capitão Dallas (Tom Skerritt), que comandava a nave Nostromo.
Lá é mostrado que ele recebeu um pagamento da Tyrell Corporation, a empresa criadora dos replicantes em Blade Runner. Vale destacar que a Nostromo faz parte da frota da Weyland-Yutani.
E nos extras do filme Prometheus (2012 / dir. Ridley Scott), é revelado que Peter Weyland (Guy Pearce), fundador da WeylandCorp (que depois se funde com a Yutani Corporation, criando a Weyland-Yutani Corporation, empresa citada nos filmes da série Aliens), foi discípulo de Eldon Tyrell (Joe Turkell), o CEO da Tyrell Corporation.
E para apimentar ainda mais estas teorias, em Soldado do Futuro são citados o Rifle de Pulso M41A e a USCM SmartGun, armas utilizadas pelos membros da Colonial Marines em Aliens O Resgate (Aliens, 1986 / dir. James Cameron), o que colocaria os dois filmes usando a mesma tecnologia e, consequentemente, no mesmo universo.
Então é possível dizer que Blade Runner, Soldado do Futuro e os filmes da série Alien se passam no mesmo universo. Mas cada um em uma época diferente.
Lógico que tudo pode ser apenas uma brincadeira entre os produtores dos filmes, afinal Blade Runner e Soldado do Futuro tiveram o mesmo roteirista, que foi David Webb Peoples; enquanto que Blade Runner, Alien – o 8º Passageiro e Prometheus tiveram Ridley Scott como diretor.
E para encerrar, se os três filmes se passam no mesmo universo, é possível dizer que os filmes da série Predador também se passam neste universo.
Existem duas referências que unem os Xenomorfos de Aliens e os Yautjas do Predador. Mas vale destacar que uma não é oficial, sendo descartada em ambos universos.
A referência mais óbvia são os filmes da série AvP, que surgiram para atender um sonho antigo dos fãs. O primeiro filme da série foi Alien vs. Predador (Alien vs. Predator, de 2004 / dir. Paul W.S. Anderson).
Neste filme é mostrado que o androide Bishop (Lance Henriksen), de Aliens, O Resgate, é baseado no fundador WeylandCorp, Charles Bishop Weyland (Lance Henriksen). Só que esta informação contradiz o que é dito em Prometheus, que foi Peter Weyland (Guy Pearce) que fundou a Weyland Corp. E no final do segundo filme da série, Aliens vs. Predador 2 (Alien vs. Predator: Requiem, de 2007 / dir. Irmãos Strause), é mostrado os militares entregando uma arma recuperada dos predadores para uma mulher identificada apenas como Sra. Yutani, a CEO da Yutani Corporation.
Mas não é necessário ficar maluco para tentar entender a ligação entre os universos de Alien e Predador mostrada em AvP ou o desencontro de informações entre os filmes. Isso porque os filmes da série AvP não fazem parte oficialmente do universo dos filmes de Alien e dos filmes do Predador.
Por isso, tudo que é citado nos dois filmes de AvP pode ser desconsiderado integralmente.
E a outra referência que liga o universo dos Xenomorfos e dos Yautjas aparece no filme Predador 2 – A Caçada Continua (Predator 2, de 1990 / dir. Stephen Hopkins), quando o detetive Mike Harrigan (Danny Glover) invade a nave dos predadores. Lá é possível ver o crânio de um alien, exposto como um troféu.
Então sim, os predadores existem neste universo compartilhado.
1 – Trilogia da Cortina Vermelha
A Trilogia da Cortina Vermelha do diretor Baz Luhrmann talvez seja a que menos mostre relação em seus filmes.
O primeiro filme foi Vem Dançar Comigo (Strictly Ballroom, 1992 / dir. Baz Luhrmann); seguido por Romeu + Julieta (Romeo + Juliet, 1996 / dir. Baz Luhrmann); e sendo finalizada com Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Moulin Rouge!, 2001 / dir. Baz Luhrmann).
Se você já viu os filmes, sabe muito bem que seus enredos e personagens não tem ligação nenhuma. Então por que eles fazem parte de uma trilogia?
Segundo o próprio diretor, cada um deles traz uma técnica teatral específica para contar sua história: dança, poesia e música. Por isso o nome de Trilogia da Cortina Vermelha: referência a cortina que abre e encerra um espetáculo teatral. Outro ponto que une a trilogia é o amor proibido entre seus protagonistas.
Vem Dançar Comigo mostra a história de um campeão de dança de salão que acaba aceitando uma inexperiente dançarina, que o ajuda a vencer os preconceitos ao sair da dança tradicional e criar novos passos e assim dançar de forma livre, sem regras ou imposições.
Romeu + Julieta traz a famosa história de amor proibido criada por William Shakespeare. Mas ao invés de se passar na Itália do século 14, ela acontece em um ambiente contemporâneo, com as empresas das famílias Montéquios e Capuletos disputando o poder. E a maior diferença é que todo o filme falado em inglês shakespeariano (ou inglês moderno inicial). Então ele acaba sendo mais “poético e romântico” nas frases.
E por fim temos o Moulin Rouge, que traz um musical ambientado em 1899, na famosa casa parisiense do Moulin Rouge, onde o jovem poeta Christian (Ewan McGregor) acaba se apaixonando pela cortesã Satine (Nicole Kidman). E todo este amor é contato nas músicas do filme.
Depois que você entende as referências e as histórias que Baz Luhrmann quis contar, cresce muito.