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Será? Eddie Redmayne se oferece para o papel de Charada em novo filme do Batman

Por Luis Fernando Salles

Ainda em fase de criação, o novo longa de Batman, dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson, vai ganhando forma. Em recente entrevista ao IMDB, o ator Eddie Redmayne – o Newt de Animais Fantásticos e Onde Habitam – declarou que gostaria de viver o irreverente vilão Charada.

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Eddie Redmayne se candidatou para viver o Charada (Divulgação Internet)

Além dele, outro famoso ator que também se colocou a disposição para estrelar o antagonista de Batman foi William DeFoe, que interpretou o Duende Verde, de Homem Aranha.

Pouco sabemos sobre o novo filme do Homem Morcego. Ao que tudo indica, Mett Reeves estaria atrás de uma atriz negra para o papel de “Mulher-Gato”. Ainda segundo rumores, o enredo estaria voltado para um Batman com caráter investigativo, desvendando os crimes de Gotham.

A estreia do longa está prevista para 25 de junho de 2021.

Fonte: Omelete

Poltrona Cabine: Vai que Cola 2-O Começo/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Vai que Cola 2-O Começo/ Cesar Augusto Mota

A transposição de uma série de TV para os cinemas não tem sido novidade no mercado nacional. Os resultados têm sido satisfatórios, o público cativo que acompanha produções televisivas se mostram fiéis e fazem questão de conferir a novidade nas telonas, e com a comédia não poderia ser diferente. Considerada uma sensação da televisão por assinatura, a série Vai que Cola, do canal Multishow, evidenciou uma aceitação enorme por parte de públicos variados e também segue a receita de sucesso de séries infantis que já tinham antes migrado para a tela grande. O diretor César Rodrigues aposta no forte apelo da produção para não só levar o público fiel, como também mobilizar as massas e mostrar que o humor é um produto de qualidade no mercado cinematográfico. Será que valeu a pena?

‘Vai que Cola 2-O Começo’ ilustra a origem dos personagens, antes dos acontecimentos da série. Dona Jô (Catarina Abdalla) não tinha sua pensão, ela vivia sozinha com a filha Jéssica (Samantha Schmütz), uma adolescente que vivia sua fase pré-vestibular. Ferdinando (Marcus Majella) e Máicol (Emiliano d´Ávila) ainda sonhavam em morar no Rio de Janeiro, já Terezinha (Cacau Protásio) vivia no Morro do Cerol com o amado Tiziu. A organização de um churrasco por Terezinha faz todos se encontrarem e de uma forma bastante inusitada, com momentos para lá de confusos e insanos.

Apesar da ausência de Paulo Gustavo, o filme que se remete ao início da série, apresenta uma série de eventos que rendem não só momentos hilários, com piadas sobre o cotidiano e o recurso das pancadas e quedas de personagens, e todos eles funcionam. E sem deixar de se atentar para o ritmo como tudo acontece, os problemas enfrentados no dia a dia dos personagens, como o relacionamento complicado de Jéssica e Lacraia (Silvio Guindane), a dificuldade em se despedir e a adaptação à nova cidade por parte de Ferdinando, além das constantes saudades de Tiziu e o envolvimento de Terezinha com pessoas suspeitas. E menção também para a gringa Velna (Fiorella Matheis) que mais se mostra perdida em meio a seus disfarces e a dificuldade em se lembrar do que ela está fazendo e para quem trabalha. Tudo isso é bem explorado, antes da montagem das cenas e a ligação com cada um desses acontecimentos para o então aguardado encontro.

O roteiro  segue à risca o modelo de humor utilizado na série, com piadas sobre o cotidiano, brincadeiras acerca da sexualidade e da violência que cerca a sociedade brasileira, mas sem tocar na área política. O timing dos atores é preciso, cada um sabe entrar na hora certa e os diálogos não possuem piadas forçadas. A impressão passada é que tudo ali se deu de improviso. E sem esquecer do bom aproveitamento das locações e das tomadas em plano aberto e médio utilizados, com uma boa ilustração e para dar a verdadeira impressão de como é o Méier, bairro da Zona Norte carioca, com ruas movimentadas, muitas pessoas circulando e o dia a dia intenso e de muito trabalho.

Uma boa história não funcionaria com boas atuações, e o entrosamento do elenco é visível e notabilizado pelo alto talento e grande desembaraço dos comediantes. Marcus Majella arrasa com suas piadas sobre sexualidade e mostra muita cumplicidade com seus colegas, principalmente nas cenas mais engraçadas com Emiliano D’Ávila. O ator também não fica para trás e se destaca nos momentos em que seu personagem disputa a atenção de Jéssica com Lacraia, num engraçado e divertido embate. As personagens femininas também divertem a plateia. Samantha Schmütz, que já havia chamado a atenção em ‘Tô Ryca’, mostra porque é uma comediante em ascensão e mantém sua performance apresentada na série neste longa-metragem.  Uma produção que mantém a pegada da série, mas que soube ser criativa ao se remeter às origens.

‘Vai que Cola 2-O Começo’ é uma produção com potencial para levar grandes plateias aos cinemas e também oferecer muita diversão e entretenimento. Um humor saudável, sem apelação e que vai proporcionar momentos agradáveis para quem for assistir.
Final da série Babel SP vai ao ar dia 12 de setembro

Final da série Babel SP vai ao ar dia 12 de setembro

O final da série documental BABEL SP, que mostra o cotidiano de refugiados árabes e brasileiros na Ocupação Leila Khaled, em São Paulo, vai ao ar em 12 de setembroàs 23h, no canal MAX. No último episódio, moradores e ex-moradores falam sobre o papel que a ocupação teve em suas vidas.  A série é resultado de uma parceria entre a HBO e a Filmegraph.

Com direção e criação de André Amparo, BABEL SP foi produzida por Roberto Rios, Eduardo Zaca, Patricia Carvalho e Rafaella Giannini  da HBO Latin America Originals, e por Samantha Capdeville, que também responde pela produção executiva, da Filmegraph Ltda.

Acesse o site http://www.HBOLApress.com para ver novidades e baixar materiais da HBO.

Sobre HBO Latin America

HBO Latin America é a rede de televisão premium por assinatura, líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de sua programação, que inclui séries, filmes, documentários e especiais originais e exclusivos. A rede exibe também alguns dos mais recentes blockbusters de Hollywood, antes de qualquer outro canal premium. Os conteúdos são exibidos em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO®, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, MAX, MAX Prime, MAX UP e o canal básico Cinemax®. A programação é oferecida também por meio de várias plataformas, como a HBO GO® e HBO On Demand®. HBO Latin America é uma joint venture entre Home Box Office, Inc. (subsidiária da Warner Media, LLC) e Ole Communications, Inc.or or

 

Por Anna Barros

Shia La Beouf brilha com sua cinebiografia no Festival de Toronto

Shia La Beouf brilha com sua cinebiografia no Festival de Toronto

Shia LaBeouf é mais um dentre tantos atores que iniciaram a carreira ainda criança, seja em anúncios esporádicos na TV ou mesmo em filmes e séries. Ele é uma das crianças-prodígio do meio artístico, assim como Justin Timberlake, Britney Spears, Macaulay Culkin, dentre outros. O tempo passa, eles crescem, aparece a grande oportunidade em algum filme extremamente popular. No caso de Shia, Transformers surgiu em seu caminho e, logo em seguida, o papel do filho de Indiana Jones em O Reino da Caveira de Cristal.

Eleito o ator mais lucrativo de Hollywood em 2010, Shia teve que passar por um declínio na carreira. Primeiro, abandonou por vontade própria a franquia Transformers. Várias polêmicas levaram à desistência de diretores e produtores, que o viam mais como problema do que solução. O caminho foi seguir rumo ao cinema independente, seja através dos dois Ninfomaníaca ou de produções como Docinho da América.

 

Foi nesse caminho que surgiu Honey Boy, sua inusitada cinebiografia que serve mais como expiação de seus problemas de relacionamento com o pai – interpretado pelo próprio Shia LaBeouf, o que dá ao papel uma dimensão ainda maior. Ovacionado em Sundance e exibido já no primeiro dia do Festival de Toronto, o filme teve boa recepção junto à imprensa mundial. O filme parece uma sessão de terapia e é. Das bravas!

Com uma direção criativa da pouco conhecida Alma Har’el o filme pode não só redimir a carreira do ator como, pela primeira vez, lhe render uma indicação ao Oscar – como ator coadjuvante, é bom ressaltar. Não apenas pelo seu desempenho, mas também porque a Academia adora uma boa história de redenção diante das câmeras.

Ao menos por enquanto, Honey Boy não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros – nem sequer distribuidora local já conseguiu.

 

Por Anna Barros

 

 

Poltrona Cabine: Divaldo-O Mensageiro da Paz/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Divaldo-O Mensageiro da Paz/ Cesar Augusto Mota

Em um mundo tão cercado de ódio, intolerância e falta de amor ao próximo, algumas pessoas não conseguem encontrar uma razão para viver e acabam optando por caminhos obscuros, dentre eles o suicídio. Há quem acredite que não existam saídas e que está desamparado, mas sempre há soluções quando menos se espera. O diretor Clóvis Mello vem com uma proposta de mostrar ao público não um documentário ou cinebiografia, mas uma obra que mostra um homem cuja missão é a de propagar caridade, amor e respeito. Divaldo Pereira Franco, um dos maiores médiuns do país é ilustrado em ‘Divaldo-O Mensageiro da Paz’, que acumula 72 anos de dedicação à doutrina espírita.

Nascido em Feira de Santana, no interior da Bahia, Divaldo Franco convive com a mediunidade desde os 4 anos de idade. Perturbado com o que vê, é rejeitado por outras crianças e reprimido pelo pai. Aos 17 anos, se convence de que não pode negar seu dom. Com o apoio da mãe, entra em contato com o espiritismo e muda-se para Salvador para estudar a doutrina. Sob a orientação de sua guia espiritual, Joanna de Ângelis (Regiane Alves), o jovem supera a saudade da família e a solidão da cidade grande e abraça sua missão. Poucos anos depois, aquele menino inseguro de Feira de Santana torna-se um dos médiuns mais importantes do país e abre mão de sua vida pessoal para dedicar-se à caridade.

A história de Divaldo é retratada em três fases e com grandes atuações dos três atores, principalmente de Guilherme Lobo, pois durante a juventude Divaldo se encontra e entende a essência do espiritismo e como a mente funciona diante das tentações e provações, e Lobo consegue imprimir autenticidade em sua atuação. Já Bruno Garcia vem para complementar o jovem Divaldo e com foco na pregação do amor e a realização da caridade. A sensibilidade com a qual o espiritismo é tratado na obra merece ser destacado, e sua doutrina não é forçada, é apenas ilustrada a título de conhecimento aos espectadores e apresentada como um dos caminhos que o ser humano pode ter e que existe vida além-túmulo.

Além do espiritismo e do bonito trabalho realizado por Divaldo Franco, uma leve crítica é feita à Igreja Católica, alguns ensinamentos são aceitos, outros, não. A intenção não é a de diminuí-la e tampouco de colocar o espiritismo como a melhor religião, mas mostrar que existem diferentes visões de mundo e doutrinas, mas cada um possui livre arbítrio. E o íntimo do ser humano também é bem explorado, e todas as tentações que podem vir a influenciar alguém só dependem da mente, se a própria pessoa permitir que o mal se aproxime. E o mal é personificado no espírito obsessor vivido por Marcos Veras, que mostra muita segurança em cena e a capacidade de encarnar personagens fora do gênero humor. E sem esquecer de Regiane Alves, como Joana de Ângelis, que inicialmente se apresenta a Divaldo como espírito amigo, a encarregada de mostrar ao médium que antes de propagar qualquer ensinamento, é necessário ter humildade.

De espírito elevado, forte e engajado em causas humanitárias, ‘Divaldo-O Mensageiro da Paz’ traz importantes lições para a vida e belas mensagens, e não vem com o propósito de convencer as pessoas de alguma coisa. Sem dúvida a trajetória de Divaldo Franco possui potencial para tocar nos corações de muitas pessoas.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota