Mostra sobre Stephen King começa dia 24 de julho no CCBB Rio

Mostra sobre Stephen King começa dia 24 de julho no CCBB Rio

Jack Nicholson peering through axed in door in lobby card for the film ‘The Shining’, 1980. (Photo by Warner Brothers/Getty Images)
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro realiza a mostra STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO, de 24 de julho a 19 de agosto. Serão exibidas 41 produções, entre filmes, telefilmes e minisséries, baseadas nas obras do autor, além de cinco filmes que foram referência para seu trabalho. Com ingressos a preços acessíveis e algumas sessões gratuitas, a programação conta, ainda, com debates e master class com profissionais convidados, além de sessões com acessibilidade (libras e áudio-descrição).

 

Depois do CCBB Rio de Janeiro, a mostra será apresentada no CCBB São Paulo, de 4 a 30 de setembro, e no CCBB Brasília, de 15 de outubro a 11 de novembro. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com curadoria de Breno Lira Gomes e Rita Ribeiro.

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It, a obra prima do medo (1990) – crédito Divulgação/Warner
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

24 DE JULHO – quarta-feira
15h30 – Creepshow – Show de Horrores – 120 min. – 18 anos
18h – Carrie, a Estranha – 92 min. – 16 anos – Seguido do debate “STEPHEN KING E O CINEMA”, com o crítico de cinema Mario Abbade e os curadores Rita Ribeiro e Breno Lira Gomes.

25 DE JULHO – quinta-feira
13h30 – Palestra “O terror da literatura à Netflix”, com a curadora Rita Ribeiro – 60 min. – 16 anos
15h – A Hora do Lobisomem – 95 min. – 16 anos
17h – Olhos de Gato – 94 min. – 16 anos
19h – Chamas da Vingança – 124 min. – 16 anos

26 DE JULHO – sexta-feira
14h – Pesadelos e Paisagens Noturnas: Vol 1 – 144 min. – 16 anos
17h – Desafio do além – 114 min. – 10 anos
19h30 – O Iluminado – 120 min. – 16 anos

27 DE JULHO – sábado
14h – Às Vezes Eles Voltam – 98 min. – 18 anos
16h – Sonâmbulos – 91 min. – 16 anos
18h – O Aprendiz – 111 min. – 18 anos

28 DE JULHO – domingo
14h – A Maldição – 92 min. – 16 anos
16h – Na Hora da Zona Morta – 100 min. – 12 anos
18h – A Metade Negra – 122 min. – 18 anos

29 DE JULHO – segunda-feira
14h – Vampiros de almas – 80 min. – 12 anos
16h – A Tempestade do Século – 256 min. – 14 anos  (haverá um intervalo de 30 minutos durante a sessão).

31 DE JULHO – quarta-feira
13h – Carrie, a Estranha – 120 min. – 16 anos – Seguido da palestra “BULLYING E O TERROR ADOLESCENTE”, com a curadora Rita Ribeiro.
15h30 – Os Vampiros de Salem – 184 min. – 14 anos
19h15 – Voo Noturno – 85 min. – 14 anos

01 DE AGOSTO – quinta-feira
14h – Pesadelos e Paisagens Noturnas: Vol 2 – 132 min. – 16 anos
17h – O monstro do ártico – 87 min. – 14 anos
19h – O Apanhador de Sonhos – 136 min. – 14 anos

02 DE AGOSTO – sexta-feira
15h – Pacto Maligno – 79 min. – 16 anos
17h – Colheita Maldita – 93 min. – 16 anos
19h – Conta Comigo – 89 min. – 12 anos (com interpretação em Libras)

03 DE AGOSTO – sábado
14h – It – Uma Obra Prima do Medo – 192 min. – 14 anos
18h – Cemitério Maldito – 103 min. – 16 anos

04 DE AGOSTO – domingo
14h – À Espera de Um Milagre – 189 min. – 14 anos
18h – Um Sonho de Liberdade – 142 min. – 16 anos

05 DE AGOSTO – segunda-feira
13h – A Dança da Morte – Parte 1: A praga – 89 min. – 16 anos
15h – A Dança da Morte – Parte 2: Os sonhos – 89 min. – 16 anos
17h – A Dança da Morte – Parte 3: A traição – 90 min. – 16 anos
19h – A Dança da Morte – Parte 4: A prontidão – 93 min. – 16 anos

07 DE AGOSTO – quarta-feira
14h – Master class “O HORROR QUE NOS RODEIA: DA LITERATURA PARA O CINEMA”, com a curadora Rita Ribeiro – 120 min. – 16 anos
17h – Montado na Bala – 98 min. – 16 anos
19h – Christine, O carro Assassino – 109 min. – 18 anos

08 DE AGOSTO – quinta-feira
14h – Master class “O HORROR QUE NOS RODEIA: DA LITERATURA PARA O CINEMA”, com a curadora Rita Ribeiro – 120 min. – 16 anos
16h30 – Trocas Macabras – 120 min. – 16 anos
19h – Cemitério Maldito – 103 min. – 16 anos (sessão com legenda descritiva)

09 DE AGOSTO – sexta-feira
13h30 – O Nevoeiro – 126 min. – 16 anos (sessão com audiodescrição)
17h – A ameaça que veio do espaço – 81 min. – 14 anos
19h – It, A Coisa – 134 min. – 16 anos

10 DE AGOSTO – sábado
14h – Lembranças de Um Verão – 101 min. – 14 anos
16h – Eclipse Total – 132 min. – 16 anos
18h30 – Louca Obsessão – 107 min. – 14 anos

11 DE AGOSTO – domingo
14h – Desespero – 131 min. – 16 anos
16h30 – A criatura do cemitério – 89 min. – 18 anos
18h30 – Na Hora da Zona Morta – 100 min. – 12 anos

12 DE AGOSTO – segunda-feira
15h – O Iluminado Parte 1 – 90 min. – 16 anos
17h – O Iluminado Parte 2 – 90 min. – 16 anos
19h – O Iluminado Parte 3 – 90 min. – 16 anos

14 DE AGOSTO – quarta-feira
14h – Pesadelos e Paisagens Noturnas: Vol 3 – 90 min. – 16 anos
16h – Cujo – 164 min. – 16 anos
19h – O Nevoeiro – 126 min. – 16 anos

15 DE AGOSTO – quinta-feira
14h30 – Saco de Ossos – 157 min. – 16 anos
17h30 – Louca Obsessão – 107 min. – 14 anos – Seguido do debate “A LITERATURA DE TERROR NO CINEMA” com a tradutora Regiane Winarski, o escritor Raphael Montes e os curadores Rita Ribeiro e Breno Lira Gomes.

16 DE AGOSTO – sexta-feira
14h – Palestra “Construindo a retrospectiva STEPHEN KING: curadoria e produção”, com o curador e produtor Breno Lira Gomes – 60 min. – 16 anos
16h – Um Sonho de Liberdade – 142 min. – 16 anos
19h – O Iluminado – 120 min. – 16 anos

17 DE AGOSTO – sábado
14h – Conta comigo – 89 min. – 12 anos
16h – A Hora do Lobisomem – 95 min. – 16 anos
18h – O Sobrevivente – 101 min. – 16 anos

18 DE AGOSTO – domingo
14h – Halloween, a noite do terror – 91 min. – 18 anos
16h – O Aprendiz – 111 min. – 18 anos
18h30 – Christine, o Carro Assassino – 109 min. – 18 anos

19 DE AGOSTO – segunda-feira
15h – Arquivo X – Episódio Feitiço – 44 min. – 12 anos
17h – Comboio do Terror – 97 min. – 18 anos
19h – Carrie, a Estranha – 92 min. – 16 anos

SOBRE O CCBB-RJ 
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The ArtNewspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira, segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

SERVIÇO 
STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO 
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Data: de 24 de julho a 19 de agosto de 2019
Endereço: Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Salas de Cinema 1 (98 lugares)  e 2 (50) lugares
Ingressos: R$10,00 (inteira) / R$5,00 (meia)
www.twitter.com/ccbb_rj – www.facebook.com.br/ccbb.rj

‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ ganha mais um prêmio internacional inédito

‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ ganha mais um prêmio internacional inédito

Após feito histórico para o cinema brasileiro este ano em Cannes, com o prêmio de Melhor Filme da mostra Un Certain Regard, longa-metragem produzido por Rodrigo Teixeira segue forte em sua carreira no exterior com a conquista do CineCoPro Award, no Festival de Munique, destinado à melhor coprodução do cinema alemão com outros países

Com estreia marcada para o dia 31 de outubro, longa traz no elenco Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e participação especial de Fernanda Montenegro

No intervalo de pouco mais de um mês, o longa-metragem ‘A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO’, de Karim Aïnouz, acaba de levar outro importante prêmio internacional. Após a conquista do Grand Prix de Melhor Filme na mostra Un Certain Regard de Cannes – a primeira vez que um filme brasileiro recebeu o prêmio máximo na categoria – no fim de maio deste ano, o projeto foi contemplado nesta sexta-feira com o também inédito CineCoPro Award no Filmfest München (o segundo festival de cinema mais prestigiado da Alemanha depois da Berlinale), que confere à melhor coprodução local com países estrangeiros uma bonificação no valor de 100 mil euros.
Em cartaz no circuito comercial a partir do dia 31 de outubro de 2019, ‘A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO’ é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

No longa, Karim repete a parceria de sucesso com a produtora alemã – iniciada em  com ‘Praia do Futuro’ (2014) –, numa colaboração a longo prazo que inclui um novo projeto, ainda confidencial, já em desenvolvimento.
“É o coroamento de uma colaboração de muitos anos com a Pola Pandora e The Match Factory, que participaram do projeto desde o desenvolvimento  do roteiro, em parceria com a RT Features. Ao mesmo tempo, é fruto da política de investimento do governo brasileiro no cinema nacional nos últimos anos. Este tipo de premiação estreita os nossos laços de colaboração com os alemães e gera uma renovação do cinema deles, além de garantir um filme com potência e vitalidade em sua carreira internacional, provando a sua universalidade”, comemora o diretor.
“Nesses anos todos em que venho trabalhando com o mercado internacional sempre percebi o valor criativo que cooperações entre talentos de diferentes pais trazem aos projetos. Os filmes nascem universais. E aos poucos na RT começamos a investir em projetos de coproduções oficiais, primeiro  do Brasil com Argentina, Uruguai e depois Chile. E agora com o filme do Karim fizemos a primeira coprodução com a Alemanha dividindo a nacionalidade. E receber esse prêmio do Festival de Munique me faz ainda mais acreditar que o caminho para a produção é global e isso também passa pelo cinema brasileiro”, completa Rodrigo Teixeira.

Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia. E nas próximas semanas novos anúncios virão.

Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, o longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo. Segundo David Rooney, do The Hollywood Reporter – que relacionou o filme entre os 10 melhores do Festival de Cannes –, “‘A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO’ é um drama assombroso que celebra a resiliência das mulheres, mesmo quando elas toleram existências combalidas”. O crítico ainda chamou a atenção para as texturas brilhantes, as cores ousadas e os sons exuberantes que servem para “intensificar a intimidade do deslumbrante melodrama de Karim Aïnouz sobre mulheres cujas mentalidades independentes permanecem inalteradas, mesmo quando seus sonhos são destruídos por uma sociedade patriarcal sufocante”.

Já para Lee Marshall, do Screen Daily, que também elegeu ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ como um dos filmes imperdíveis do festival, Karim prova que o “eletrizante e emocionante” filme de época pode ser apresentado de forma verdadeira e ao mesmo tempo ser um deleite. “Com a forte reação crítica e o boca-a-boca que essa contundente e bem-acabada saga familiar parece suscitar, é quase certo que o filme viaje para além do Brasil e dos territórios de língua portuguesa”, prevê o crítico, que adverte: “É melhor você deixar um lenço separado para as cenas finais”.
O jornalista Guy Lodge, da Variety, por sua vez, afirma que o longa-metragem pode ser considerado “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro”.

Sobre o filme: 

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra traz nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.

“Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação – e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.

“Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 60, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam indo embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo – elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Segundo o diretor, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.

“Eu sempre quis fazer um melodrama que pudesse ser relevante para os nossos tempos. Como eu poderia me engajar com o gênero e ainda torná-lo contemporâneo?  Como eu poderia criar um filme que fosse emocionante como uma grande ópera, em cores florescentes e saturadas, maior que a vida? Eu me lembrava de Janete Clair e das novelas lá do início. Eu queria fazer um melodrama tropical filmado no Rio de Janeiro, uma cidade entre a urbis e a floresta”, pondera.

Rodrigo Teixeira foi o responsável por amarrar o projeto com o diretor. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor acreditou que Aïnouz seria a melhor pessoa a contar a história, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

“Quando eu li o livro eu pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: ‘O Céu de Suely’ e ‘Seams’, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira. “Além disso, há tempos Karim me dizia que gostaria de filmar um melodrama, que queria realizar um longa que se aproximasse de Fassbinder, de Sirk. E vi nessa história da Martha Batalha um potente melodrama a ser adaptado. Por tudo isso, tive a certeza que era um filme para ele dirigir. Fazia tempo que estávamos buscando uma grande história para voltarmos a trabalhar juntos, então enviei para ele o manuscrito e ele topou na hora”, continua o produtor.

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As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes ‘Pina’, de Wim Wenders; ‘The Smell of Us’, de Larry Clark; ‘As Praias de Agnes’, de Agnès Varda; e ‘Lázaro Feliz’, de Alice Rohwacher, entre outros.  A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem ‘Toni Erdmann’, do diretor Maren Ade, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.

‘A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO’ é uma coprodução entre Brasil (Sony Pictures e Canal Brasil) e Alemanha (Pola Pandora), na qual a empresa alemã The Match Factory é responsável pelas vendas internacionais.

SINOPSE 

Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA  

Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra homônima de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fugen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos:  Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-
Polonowski, André Novis
Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem:  Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

SOBRE O DIRETOR  

Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Karim fez mestrado em Teoria do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, tem previsão de lançamento em novembro de 2019. Para a televisão, dirigiu a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes em Fortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES      

Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, a RT Features produziu os longas ‘Frances Ha’ (2013), ‘Love is Strange’ (2014), ‘Love’ (2015), ‘Mistress America’ (2015), ‘The Witch’ (2016), ‘Patti Cake$’ (2017) e o indicado ao Oscar ‘Call Me By Your Name’ (2017). Em 2018 a RT Features produziu o novo filme de James Gray, ‘Ad Astra’, e no Brasil o longa-metragem ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, de Karim Ainouz, ambos com previsão de estreia em 2019.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a sua criação, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, ‘A Ciambra’, estreou na última edição da Quinzena dos Realizadores, e os próximos estão em fase de produção.

 

Zac Efron tenta provar sua inocência em Ted Bundy – A irresistível face do mal

Zac Efron tenta provar sua inocência em Ted Bundy – A irresistível face do mal

Após a estreia mundial na edição 2019 do Festival de Sundance, o maior festival de cinema independente dos Estados Unidos, “Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal” (Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile), dirigido por Joe Berlinger (de “O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill”), chega aos cinemas brasileiros em 25 de julho, com distribuição nacional Paris Filmes.

Protagonizada por Zac Efron, a produção baseada em acontecimentos reais traz uma das mais aclamadas críticas ao ator, que interpreta o notório serial killer Ted Bundy, responsável pelo assassinato de mais de 30 mulheres na década de 1970. Em trailer recém-revelado, é possível observar o perfil persuasivo de Bundy e como ele impactou as pessoas mais próximas a ele.

O longa apresenta uma crônica dos crimes de Ted Bundy sob a perspectiva de Liz (Lily Collins), sua namorada de longa data, que não tinha conhecimento de seus atos. Também traz um retrato de como o sistema de justiça criminal, a mídia e as pessoas muito próximas a Ted, incluindo a mulher pela qual foi apaixonado, foram seduzidos e manipulados por ele. O elenco ainda reúne Kaya Scodelario (de ‘Maze Runner’), Haley Joel Osment (de ‘O Sexto Sentido’) e Jim Parsons (de ‘The Big Bang Theory’).


Sinopse – Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal
Ted Bundy foi um dos serial killers mais perigosos dos anos 1970, e, além de ser um assassino, era sequestrador, estuprador, ladrão e necrófilo. Sua namorada, Elizabeth Kloepfer, tornou-se uma de suas defensoras mais leais, recusando-se a acreditar na verdade sobre Ted. A história de seus numerosos e terríveis crimes é contada pelos olhos de Elizabeth.

 

A Árvore dos Frutos Selvagens estreia nesta quinta, 4

A Árvore dos Frutos Selvagens estreia nesta quinta, 4

A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS é uma co-produção da Turquia, França, Alemanha, Bulgária, Bósnia, Katar e Suécia, na qual o diretor turco Nuri Bilge Ceylan olha o seu país para falar sobre a maioridade, lirismo e alegria. O filme, repleto de filosofia, religião, política e dilemas  morais, conta a história de Sinan (Aydin Dogu Demirkol), um aspirante a escritor que retorna à sua aldeia natal, após sua formatura na universidade, com a esperança de juntar o dinheiro que precisa para publicar o seu primeiro livro.

O longa aborda temas altamente relevantes, como o papel do artista na sociedade contemporânea, as lutas e as recompensas da vida criativa, a desvalorização da literatura e da aprendizagem, os conflitos entre gerações.

Quando o filme foi exibido na seleção oficial do Festival de Cannes/2018, a Variety chamou A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS de “outro trabalho visualmente rico de Nuri Bilge Ceylan, que constrói elaboradas  peças retóricas de surpreendente densidade”. Já o The Hollywood Reporter elogiou o longa como “um olhar  lento e denso sobre a Turquia de hoje, que troca o habitual lirismo de Ceylan por uma abordagem mais  realista, que parece ligada a eventos contemporâneos “.

Sobre o diretor | Nuri Bilge Ceylan
O cineasta turco Nuri Bilge Ceylan  nasceu em Istambul em 1959. Em 1976 começou a estudar engenharia em um contexto de forte agitação estudantil e polarização política. Sua paixão por imagem o motivou a entrar no clube de fotografia da universidade, também desenvolvendo o interesse por artes visuais e música clássica. Começou a ter aulas livres de cinema e a frequentar a Cinemateca de Istambul até a sua formatura. Logo após, viajou para Londres e Kathmandu, retornando a Istambul para cumprir o serviço militar. Passou dois anos estudando cinema na Universidade Mimar Sinan e passou a trabalhar como fotógrafo profissional e em várias funções no cinema até realizar seu primeiro curta, Koza, selecionado para Cannes/1995, sendo o primeiro filme turco a participar do Festival. Logo após, Ceylan realizou uma trilogia provinciana com os filmes Kasaba (1997), Nuvens De Maio (1999) e Distante (2002), com o qual ganhou o Gran Prix e melhor ator (para os dois protagonistas) em Cannes. Em todos esses filmes, Ceylan assina roteiro, direção de fotografia, produção, edição e direção. Seus longas subsequentes foram todos premiados no Festival de Cannes: Climas (2006), vencedor do prêmio Fipresci, Três Macacos (2008), palma de ouro de melhor diretor, Era Uma Vez Na Anatólia (2011), Grande Prêmio do Júri, e Sono De Inverno (2014), Palma de Ouro de Melhor Filme e o Prêmio FIPRESCI. A Árvore Dos Frutos Selvagens é o oitavo longa do diretor Nuri Ceylan.
A Árvore dos Frutos Selvagens (Ahlat Agaci)
Turquia/França/ Alemanha/Bulgária, ficção, 2018, cor, 188 min

Direção | Montagem: Nuri Bilge Ceylan
Roteiro: Akin Aksu, Ebru Ceylan, Nuri Bilge Ceylan
Fotografia: Gökhan Tiryaki
Produtor: Zeynep Özbatur Atakan

Produção: Zeyno Film, Memento Films Production, Detail Film, Rff International, Sisters And Brother Mitevski, 2006 Produkcija Sarajevo, Film I Vast, Chimney Pot

Elenco: Aydin Dogu Demirkol, Murat Cemcir, Bennu Yildirimlar, Hazar Ergüçlü, Serkan Keskin, Tamer Levent

Sinopse: Sinan é apaixonado por literatura e quer ser escritor. De volta à aldeia onde nasceu, ele se empenha de coração e alma para juntar o dinheiro que precisa e publicar A Árvore dos Frutos Selvagens, seu primeiro livro, mas o seu pai está endividado.

Distribuição: Fênix | Mostra

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Homem-Aranha: Longe de Casa

Ação, direção de Jon Watts

Sinopse: Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Convocado para mais uma missão heróica, ele precisa enfrentar vários vilões que surgem em cidades-símbolo do continente, como Londres, Paris e Veneza, e também a aparição do enigmático Mysterio (Jake Gyllenhaal).

Um Homem Fiel

Comédia, direção de Louis Garrel

Sinopse: Nove anos depois de deixá-lo pelo seu melhor amigo, a agora viúva Marianne (Laetitia Casta) volta para o jornalista Abel (Louis Garrel). Porém, o que parece um belo recomeço logo se mostra bem mais complicado e Abel se vê enrolado em um monte de drama, como as maquinações do estranho filho de Marianne e a questão de afinal o que aconteceu com o ex marido dela.

A Árvore dos Frutos Selvagens

Drama, direção de Nuri Bilge Ceylan

Sinopse: Sinan (Doğu Demirkol) é um jovem apaixonado por literatura que sempre sonhou em se tornar um grande escritor. Ao retornar para o vilarejo em que nasceu, ele faz de tudo para conseguir juntar dinheiro e investir na sua primeira publicação. O problema é que seu pai deixou uma dívida que atrapalhará os seus planos.

Boas Intenções

Comédia dramática, direção de Gilles Legrand

Sinopse: Elenco: Agnès Jaoui, Alban Ivanov, Michèle Moretti
Sempre envolvida em uma série de trabalhos humanitários, uma professora de francês se envolve em uma competição, realizada no centro social onde trabalha. Lá, ela conta com a ajuda de Thiago (Nuno Roque), um monitor bastante tolo, para ajudá-la na difícil tarefa de alfabetização.

Cézanne e Eu

Comédia dramática, direção de Danièle Thompson

Sinopse: A história de amizade e rivalidade entre o pintor Paul Cézanne (Guillaume Canet) e o escritor Émile Zola (Guillaume Gallienne). Paul é rico. Emile é pobre. Mas dessa união irá surgir uma amizade que resiste ao tempo e às diferenças sociais. Os amigos, que se conheceram no colégio Saint Joseph, aprenderam desde crianças a compartilharem tudo um com o outro. Mas, na busca por realizar seus sonhos, os dois vão aprender a enfrentar os desafios da vida e, principalmente, sobre o valor da verdadeira amizade.

Por: Cesar Augusto Mota