Festival de Veneza assina protocolo que promove igualdade de gêneros

Festival de Veneza assina protocolo que promove igualdade de gêneros

De acordo com a revista Variety, a organização do Festival de Veneza assinou um protocolo de igualdade de gênero para os próximos anos, acordo já firmado pelos Festivais de Cannes, Locarno e Sarajevo. Esse protocolo visa aderir diversas práticas, como divulgar estatísticas sobre o número de filmes participantes, transparência sobre os membros da seleção e comitês e promover números iguais de homens e mulheres no alto escalão da organização. Porém, o documento não prevê cotas obrigatórias de participação para os filmes dirigidos por mulheres.

Alberto Barbera, diretor artístico do festival, não falou sobre o assunto, mas Paolo Baratta, presidente da organização responsável pelo evento, defendeu o festival e apontou avanços.

“Se o Festival de Veneza é um exemplo de masculinidade tóxica porque ele tem somente um filme dirigido por uma mulher na competição, então eu não entendo por qual motivo um festival que tenha dois filmes escolhidos não deva ser considerado tóxico. Nesse caso, tudo que precisaríamos fazer seria escolher três filmes dirigidos por mulheres ano que vem e o problema estaria resolvido. Isso seria ridículo! Em vez de somente assinar o protocolo para agradar aos outros, nós estamos tentando trazer a discussão sobre o tema a frente.”

O Festival de Veneza tem sido alvo de duras críticas por grupos que lutam pela igualdade de gêneros, sendo que 21% dos 1.650 filmes inscritos são dirigidos por mulheres e somente um deles foi selecionado para uma programação de 21 filmes. Guillermo del Toro, vencedor do Oscar por ‘A Forma da Água’ e presidente do júri da 75ª edição do evento, chegou a defender uma maior representatividade e igualdade no evento.

O Festival de Cinema de Veneza segue em andamento e vai até o próximo sábado, 08 de setembro.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Top 5 Filmes Cyberpunk

Top 5 Filmes Cyberpunk

Salve galera.

 

Existe uma cultura dentro do cinema, que cresceu durante anos através de vários filmes: a cultura Cyberpunk.

eh-isto-940x429

Essa cultura é baseada na mistura futuro distópico, com tecnologia barata e suja, implantes cibernéticos pelo corpo, robôs, cyborgs, informação online e uma forte rebeldia contra as leis, principalmente das pessoas mais marginalizadas e filosofia.

E vários filmes souberam aproveitar deste gênero. Por isso, vamos ao nosso Top 5 Filmes Cyberpunk.

Já vou avisando que muita coisa boa ficou de fora. Quem sabe no futuro, eu faço uma parte 2.

 

5- Estranhos Prazeres (Strange Days / 1995, direção de Kathryn Bigelow)

4e36ad3b6ff91101c235b6229b2dd833_XL.jpg

Esta ficção foca no ex-policial Lenny Nero (Ralph Fiennes), que acaba virando um traficante de emoções e memórias de outras pessoas, um artigo muito cobiçado pelas pessoas. Mas em uma noite, acaba em suas mãos as memórias de uma prostituta que acabou testemunhando um assassinato, que pode gerar uma guerra civil em Los Angeles. Também estrelam o filme Juliette Lewis, Tom Sizemore, Angela Bassett e Vicente D’Onofrio.

É um filme que ficou perdido no final da década de 90, mas vale muito a pena assistir.

 

4- Cidade das Sombras (Dark City / 1998, direção de Alex Proyas)

dark_city_brd

Uma mistura de terror psicológico com cyberpunk, o filme se passa em uma cidade onde a noite nunca acaba. E neste cenário, John Murdoch (Rufus Sewell) é acusado de assassinato e acaba sendo perseguido pela polícia. Então cabe a John ir atrás de respostas, mas ele acaba se envolvendo com um grupo de pessoas com poderes incríveis.

Lançado quase na mesma época de Matrix, este filme acabou sendo ofuscado pela obra dos Irmãos Wachowski. Mas ainda é atual e angustiante. Vale também pela excelente direção de Alex Proyas e tem em seu elenco William Hurt, Kiefer Sutherland e Jennifer Connelly.

 

3- Akira (1988, direção de Katsuhiro Ôtomo)

1_yN6llF1wdVz3XX9iP03ddg

Talvez ao lado de Ghost in the Shell (o anime de 1995, não o filme horrível de 2017 estrelado pela Scarlett Johansson), esta seja uma das obras mais importantes do cyberpunk japonês. A importância desta obra não é apenas pela história contada, mas também pela animação em si, que se tornou um marco e referência para todas as obras do gênero que vieram depois, como Ghost in the Shell. Outro detalhe de destaque é a música do filme, que acompanha o crescimento do filme e dos personagens.

E mesmo contando uma história diferente da do mangá, as principais características da obra original ainda são preservadas. Quem ainda não assistiu, vale a pena correr atrás.

 

2- Matrix (1999, direção Irmãos Wachowski)

347120140406-uau-posters-filmes-matrix

Um dos melhores filmes do cyberpunk.

A história sobre a guerra que a humanidade perdeu para as máquinas, fazendo os seres humanos viverem em uma simulação computadorizada da realidade traz todos os elementos da cultura cyberpunk. Sem contar as influências de filosofia e cultura oriental que também são mostradas no filme.

Filme fechado, perfeito. Não precisava das continuações.

 

1- Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner / 1982, direção de Ridley Scott)

rGMO8TKO maior filme cyberpunk já feito. Além dos elementos de ficção, o filme também traz uma grande discussão sobre vida e morte. E sobre máquinas que também querem viver. Este assunto é abordado em Ghost in the Shell e em outras obras do universo cyberpunk.

Não dá para falar deste filme e não destacar a atuação impecável de Rutger Hauer, como o replicante Roy Batty. A cena final, dele morrendo, é de arrepiar. E a atuação de Harrison Ford, como Rick Deckard, também merece destaque. E falando do final, não tem como se perguntar quando o filme se acaba: seria Deckard um replicante também?

@guimaraesdu

‘Suspiria’, novo filme de Luca Guadagnino, se destaca no Festival de Veneza

‘Suspiria’, novo filme de Luca Guadagnino, se destaca no Festival de Veneza

Um dos destaques deste sábado (01) no Festival de Veneza, o filme ‘Suspiria’, dirigido por Luca Guadagnino, está dando o que falar. Em entrevista concedida via streaming na conferência de imprensa do evento, o cineasta comentou sobre seu novo longa, que tem sido bem recebido pelos críticos e promete oferecer uma atmosfera ainda mais perturbadora que o original.

“É um filme sobre o terrível nas relações interpessoais, no terrível no feminino e no terrível na história”, disse o diretor após uma declaração polêmica de Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Liberdade), que disse ter ficado traumatizada e precisado de terapia após o término das filmagens.

Protagonista da trama, Johnson fez questão de enfatizar o trabalho realizado com o italiano, com foco no mistério e na intensidade da história e das performances do elenco.

“O filme é sobre um monte de coisas que eu amo. É sobre dançarinos, bruxas, magia. Eu sou fascinada por grupos de mulheres, pela sua atmosfera mágica “, afirmou a atriz.

Outra atriz com importante participação no filme, Tilda Swinton foi só elogios a Luca Guadagnino, que o classificou como um grande amigo e profissional.

“Luca Guadagnino é um dos meus amigos mais queridos. É uma boa coisa trabalhar com ele. Estamos muito sintonizados. Você sabe que pode empurrar o outro e o outro pode empurrá-lo “, ressaltou.

Remake de 1977,  dirigido pelo também italiano Dario Argento (“Terror na Ópera”), o novo filme conta a história de Susie Bannion, uma jovem norte-americana, que viaja para Berlin para integrar a Companhia Markos Tanz, no ano de 1977. Ela chega exatamente quando um dos membros da Companhia, Patricia, desapareceu em circunstâncias misteriosas. Enquanto Susie progride sob a tutela de Madame Blanc (Tilda Swinton, “Okja”), a diretora artística revolucionária da Companhia, ela fica amiga de Sara, uma dançarina que compartilha suas suspeitas de que as diretoras e a Companhia em si podem estar guardando um ameaçador e sombrio segredo.

Além de Johnson e Swinton, o elenco ainda tem as atuações de Chloë Grace Moretz (“Criminosos de Novembro”), Mia Goth (“Evereste”), Renée Soutendijk (“Redbad“), Angela Winkler (da série “Dark”) e Jessica Harper, do “Suspiria” original. O roteiro é de David Kajganich (“Um Mergulho no Passado”) e a direção é de Guadagnino.

“Suspiria” estreia em 2 de novembro de 2018 nos cinemas norte-americanos.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: This is Us-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: This is Us-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Sabe aquela série que te faz chorar, rir e também parar para pensar que a vida pode nos pregar peças e é uma caixinha de surpresas? Sucesso de audiência nos Estados Unidos, no canal NBC, ‘This is Us’ foi um sucesso de público e crítica e levou prêmios como o Emmy e o Globo de Ouro logo após a conclusão da primeira temporada, com 18 episódios. A segunda, e mais recente, conta também com a mesma quantidade de episódios, e esclarece alguns pontos que não ficaram muito claros para o público, além de reviravoltas bem interessantes.

O pontapé inicial do segundo ano da série nos mostra uma grande ruptura no cotidiano dos trigêmeos Randall (Sterling K. Brown), Kate (Chrissy Metz) e Kevin (Justin Hartley), com o primeiro interessado em adotar uma criança, a segunda disposta a trilhar uma carreira musical e o terceiro numa nova etapa em sua vida profissional A  adoção de Deja (Lyric Ross), um jovem com histórico familiar problemático vai dar motivações e impactar a vida dos demais personagens,  como Randall e sua esposa Beth (Susan Kelechi Watson), e as filhas biológicas do casal, Tess (Eris Baker) e Annie (Faithe Herman), que ganham mais contornos em relação à primeira temporada.  Kevin vai conseguir um papel importante em um filme ao lado de Sylvester Stallone e seria um indicativo de que ele resolveria a questão da instabilidade profissional e iria acertar sua relação com Sophie (Alexandra Breckenridge), mas ele passará por um grande problema, o abuso de medicamentos e a necessidade de ir para a reabilitação. E Kate enfrentará complicações de uma gravidez não-planejada, e um destaque também para o casamento com Toby (Chris Sullivan). Isso fará Kate se Rebecca (Mandy Moore), dando novos contornos à conturbada relação entre mãe e filha.

A trama não fica restrita aos arcos dos três irmãos, Rebecca também ganha espaço, com o drama dela após a morte do marido Jack (Milo Ventimiglia), com as mudanças no cotidiano, com as dificuldades em criar os filhos sozinha e a convivência com a dor da perda e o sentimento de culpa. Os episódios “Number One”, “Number Two” e “Number Three”, explora individualmente cada um dos personagens e os limites deles para esclarecer a morte de Jack, numa grande reviravolta.

O encerramento já nos dá ganchos para a próxima temporada, com estreia prevista para 25 de setembro, nos Estados Unidos. Temos a depressão de Toby, o envolvimento de Rebecca com Miguel (Jon Huertas) e uma nova fase da família Pearson com uma linha do tempo no futuro. Apesar da alta dramaticidade, ‘This is Us’ é uma série didática e para toda a família, que transmite mensagens importantes e mostra que o amor, a união e a compreensão são ingredientes importantes e necessários nesse tão complexo jogo chamado vida. E cada desafio proposto deve ser encarado com parcimônia e coragem para serem superados. Vale a pena!

Cotação: 5/5 poltronas.