Filme sírio ‘Still Recording’ fatura prêmio da crítica no Festival de Veneza

Filme sírio ‘Still Recording’ fatura prêmio da crítica no Festival de Veneza

O Festival de Veneza está na reta final e os primeiros prêmios começaram a ser entregues. O filme sírio “Still Recording”, de Saeed Al Batal e Ghiath Ayoub, venceu como o melhor da Semana da Crítica, além de ter levado o troféu do júri popular, bem como a estatueta Mario Serandrei Hotel Saturnia, de melhor contribuição técnica. As informações são do site The Hollywood Reporter.

“Still Recording” acompanha a trajetória de dois estudantes de artes que deixam a cidade de Damasco para lutarem ao lado dos rebeldes em Douma. Durante quatro anos, elesse deparam com a transformação na vida dos habitantes locais. Primeiro, a liberdade é sufocada por conta da militarização do Estado e, logo depois, entram em cena a guerra civil, o cerco e a inanição.

O longa francês “Blonde Animals”, de Alexia Walther e Maxime Matray, faturou o prêmio Verona Film Club, dedicado às obras inovadoras. A trama traz Fabien, um homem que atuou em uma famosa série de comédia, mas que não conseguiu manter o estrelato depois disso. Para lidar com as frustrações que ainda o perseguem, ele passa seus dias bebendo intensamente. Esse hábito o faz não se surpreender mais com nada que cruze o seu caminho. E quando ele encontra uma cabeça na mochila de Yoni, seu mais novo amigo, ele não sente nenhum incômodo.

A cerimônia de encerramento do Festival de Veneza com a divulgação de todos os ganhadores ocorre neste sábado, 08 de setembro.

crédito da foto: Divulgação

Por: Cesar Augusto Mota

Michael Moore lança documentário com tom provocativo a Trump no Festival de Toronto

Michael Moore lança documentário com tom provocativo a Trump no Festival de Toronto

O cineasta Michael Moore provocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  comparando-o a Adolf Hitler em seu novo documentário, “Fahrenheit 11/9”, que teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto na quinta-feira (6) com casa cheia.

O documentário examina as forças que Moore acredita terem contribuído para a vitória eleitoral de Trump em novembro de 2016, traçando paralelos com a ascensão de Hitler na Alemanha dos anos 1930.

A certa altura o filme sobrepôs palavras de Trump a vídeos de comícios de Hitler enquanto um historiador fala da ascensão de homens fortes a posições de poder.

“Exploramos a questão de como nos metemos nessa confusão dos diabos e como saímos dela”, disse o ativista liberal aos repórteres antes da exibição.

“Ele (Trump) está por aí há muito tempo e nós nos comportamos de uma certa maneira durante muito tempo, e quando você olha para trás agora percebe como o caminho foi aberto para ele”, disse o cineasta.

O novo filme é um pedido de ação a todos os norte-americanos, afirmou Moore, que conquistou um Oscar em 2003 por seu documentário sobre a violência das armas “Tiros em Columbine”.

O título “Fahrenheit 11/9” se inspirou nas primeiras horas de 9 de novembro de 2016, quando o candidato republicano Trump foi declarado oficialmente como vencedor da eleição.

No filme, Moore atribui a culpa pela vitória de Trump às suposições generalizadas de que a candidata democrata Hillary Clinton venceria, a interesses velados e à mídia dos EUA, que priorizou a grande audiência que Trump rendeu à programação das redes de televisão.

A Casa Branca não se pronunciou até o momento sobre o documentário.

Fonte: G1

crédito da foto: CTV News

Por: Cesar Augusto Mota

 

Dica de Sexta: Poltrona indica filmes sobre a história do Brasil

Dica de Sexta: Poltrona indica filmes sobre a história do Brasil

Nesta sexta-feira (07), celebramos o Dia da Independência do Brasil, ato que livrou o país da opressão exercida pela corte Portuguesa. O ato foi proclamado por Dom Pedro I,  às margens do Rio Ipiranga.

Para comemorarmos a data, apesar do momento tenso que vivemos e das incertezas em relação à política e as próximas eleições, nós do Poltrona de Cinema indicamos uma lista com filmes que remetem a fatos importantes, desde o Brasil Colônia,  até a  independência do Brasil. Bom divertimento!

1-Independência ou Morte (1972)

Tendo como ponto de partida o dia da abdicação de D. Pedro I (Tarcísio Meira), é traçado um perfil do monarca desde quando ainda menino veio da Europa, enquanto sua família fugia das tropas napoleônicas, até sua ascensão à Príncipe Regente, quando D. João VI (Manoel da Nóbrega) retorna para Portugal. Em pouco tempo a situação política torna-se insustentável e o regente proclama a independência, mas seu envolvimento extraconjugal com a futura Marquesa de Santos (Glória Menezes) provoca oposição em diversos setores, gerando um inevitável desgaste político.

2- Os Inconfidentes (1972)

O filme aborda a história do grupo de intelectuais da Inconfidência Mineira liderados por Tiradentes. O grupo se uniu para libertar o país da opressão portuguesa. O longa traz José Wilker como o líder dos revoltosos.

3-Xica da Silva (1976)

Segunda metade do século XVIII. Xica da Silva (Zezé Motta) era uma escrava que, após seduzir o milionário João Fernandes (Walmor Chagas), se tornou uma dama na sociedade de Diamantina. Ela passou a promover luxuosas festas e banquetes, algumas contando com a exibição de grupos de teatro europeus. Sua ostentação fez com que sua fama chegasse até a corte portuguesa.

4-Carlota Joaquina: Princesa do Brasil (1995)

Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora.

5-Tiradentes: o filme (1998)

A trajetória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Humberto Martins), líder da Inconfidência Mineira, um movimento surgido em Vila Rica (Ouro Preto) em 1789. Tiradentes sonhou junto com amigos e intelectuais ver o Brasil independente do domínio português, mas esbarrou na traição de Joaquim Silvério dos Reis (Rodolfo Bottino).

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Banquete/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Banquete/ Cesar Augusto Mota

Que tal um drama brasileiro que se apoia em um momento importante vivido na política nacional e um filme representado por algumas figuras, semelhantes a peças de um tabuleiro de xadrez, cujo jogo se altera na medida em que são movimentados? ‘O Banquete’, novo filme de Daniela Thomas, trata dos dilemas de nossa sociedade e as barbáries que os permeiam a cada dia, e a posição quase impotente que assumimos diante das poucas alternativas que temos na política e a falta de soluções para nossos problemas.

O longa consiste em apresentar ao espectador uma narrativa composta por diálogos, com uma diretora de um jornal, um colunista, um advogado, uma atriz, o povo (personificado por um garçom) e uma crítica de arte, com a câmera próxima aos seus rostos, com conversas que vão desde a sexualidade à Filosofia. O momento histórico mencionado acima refere-se aos anos Collor, durante a “lei da imprensa” que trataria de artigos contrários ao governo como motivos que levariam a prisões. E o fato específico é o que teria acontecido na noite anterior à iminente prisão do então diretor de redação de importante jornal de São Paulo após a publicação de uma Carta aberta na capa assinada por ele ao presidente Color de Mello,   posteriormente o processa e culmina na ameaça de prisão imediata do jornalista, que sem curso superior completo seria enviado para o Carandiru.

A proposta de apresentar ao público o mal-estar da classe artística e também da jornalística contra abusos cometidos por regimes opressivos é válida, mas não ilustra a origem deles e tampouco maneiras de como eles poderiam ser combatidos. O uso em excesso de expressões chulas e algumas falas com cunho sexual poderiam até causar desconforto, mas a intenção é de ver os personagens se digladiarem e depois passar por uma catarse, com transformações impressionantes dos personagens.

Dentre as atuações, Caco Ciocler impressiona na figura do triste e amargurado advogado, Gustavo Machado que vê todos da mesa de maneira irreverente, além de Chay Suede, o garçom sedutor, solícito e eficiente. No núcleo feminino,Drica Moraes, Mariana Lima e Fabiana Gugli vivem suas personagens no limite, e Bruna Linzmeyer, a sedutora que vai provocar os acontecimentos mais contundentes da trama. O elenco foi bem escolhido e todos se entregam aos seus personagens, com interpretações sérias, provocadoras e com algumas doses de humor nos momentos menos tensos. Um filme necessário e que se encaixa no momento atual vivido por nós brasileiros.

Além de provocante e tenso, ‘O Banquete’ é encorajador, e transmite uma importante mensagem, de que é preciso ter iniciativa, coragem e atitude, caso você queira mudar alguma coisa. Vale assistir.

Cotação: 3/5 poltronas.

Festival de Toronto começa nesta quinta, 6, com títulos que podem ser destaque no Oscar

Festival de Toronto começa nesta quinta, 6, com títulos que podem ser destaque no Oscar

Todos os anos, o Festival de Toronto, ao lado dos festivais de Veneza (Itália) e Telluride (EUA) funciona como uma espécie de pontapé inicial da temporada de premiações. Para que todos tenham uma ideia, em 2017, Toronto foi responsável por exibir nada menos que cinco filmes indicados ao Oscar 2018: A Forma da Água, Lady Bird – A Hora de Voar, Três Anúncios Para um Crime, Me Chame Pelo Seu Nome e O Destino de uma Nação.

E a seleção de 2018 também promete. Teremos Lady Gaga soltando a voz ao lado de Bradley Cooper no musical Nasce uma Estrela; Ryan Gosling pisando na lua em O Primeiro Homem, do mesmo diretor de La La Land; Novo trabalho nas telonas do criador de This is Us; Drama com Steve Carell e Timothée Chalamet; Viola Davis sob direção de Steve McQueen; e muito mais.

A mostra canadense também sediará exibições de gala e sessões especiais de outros badalados títulos, incluindo Roma, de Alfonso Cuarón; If Beale Street Could Talk, do vencedor do Oscar, Barry Jenkins; o Nasce Uma Estrela de Bradley Cooper; o novo suspense de Steve McQueen, As Viúvas; High Life, a estreia em língua inglesa da realizadora francesa Claire Denis; Todos Lo Saben, de Asghar Farhadi; e inúmeros destaques da Croisette, tais como Assunto de Família(Hirokazu Kore-eda), o grande vencedor da Palma de Ouro, Burning (L​ee Chang-dong), Guerra Fria (Pawel Pawlikowski) e Capharnaüm (Nadine Labaki), entre outros.

O Poltrona ficará atento ao Festival de Toronto que vai de 6 a 16 de setembro e promete muitas surpresas.

Fonte: Adoro Cinema

Por Anna Barros