Sinopse: O primogênito de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã, lidar com as instabilidades do marido e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada para tal.
Café com Canela: Drama de Ary Rosa e Glenda Nicácio.
Sinopse: Após perder o filho, Margarida vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude.
Slender Man: Pesadelo Sem Rosto – Terror de Sylvain White.
Sinopse: Segundo o folclore, “Slender Man” é homem muito alto, magro e sem rosto, que persegue e sequestra pessoas – principalmente crianças – e as obriga a cometer atos terríveis.
Escobar: A Traição – Drama de Fernando León de Aranoa.
Sinopse: Narra a ascensão e queda do traficante de drogas mais temido do mundo, Pablo Escobar e seu caso de amor com a jornalista mais famosa da Colômbia, Virginia Vallejo, durante um reinado de terror que dividiu um país.
Sinopse: Desde a primeira série na escola um grupo de cinco amigos têm um hábito curioso, que realizam pelo menos uma vez ao ano: brincar enlouquecidamente de pega-pega, correndo em uma partida alucinante para ser o último homem de pé ao final da brincadeira, arriscando seus empregos e relacionamentos. Neste ano, que coincide com o casamento do jogador invicto da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo no momento de vulnerabilidade.
Gauguin – Viagem ao Taiti: Drama de e Biografia com direção de Edouard Deluc.
Sinopse: No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Ele quer reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Ele se infiltra na selva, encarando a solidão, a pobreza, a doença. Lá, Gauguin conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes.
Meu Ex é um Espião: Comédia e ação de Susanna Fogel.
Sinopse: As melhores amigas Audrey e Morgan embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado da primeira revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos.
E chegou o momento que todos esperavam, a primeira exibição pública de Simonal, que tem estreia prevista para 2019. Primeiro longa do montador Leonardo Domingues na direção, a cinebiografia abre de forma impressionante com um complexo plano-sequência e adota o recorte de ascensão e queda, fugindo do cansativo modelo de cinebiografia do nascimento à morte, mas só um pouco, afinal é representado o início e o fim de seu estrelato. Isso aconteceu na última segunda, no Festival de Gramado. O longa é estrelado por Fabricio Boliveira e Isis Valverde.
Ninguém Sabe o Duro que Dei”, cantava Wilson Simonal nos tempos áureos, e, entre meados da década de 1970 e 2009, quando foi lançado o bem-sucedido documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de fato poucas pessoas se importavam com o cantor de voz inconfundível. Condenado ao ostracismo por supostamente colaborar com os militares em delações, o artista ganha uma nova campanha de redescoberta agora em forma de longa-metragem ficcional. Estrelado por Fabrício Boliveira, desde já favorito ao prêmio de melhor ator do Festival de Gramado 2018, Simonal foi o grande destaque da segunda-feira, marcada por promessas nem sempre cumpridas.
Sem imitar expressões faciais do cantor, Fabrício o honra nos gestos, na movimentação, na ginga, e é maravilhoso que o personagem denuncie o racismo como a causa de sua derrocada, mas um pouco limitado o filme se restringir a isso e ao apontamento d’OPasquim como vilão, se esquivando politicamente. Até convence em alguns aspectos, mas não emociona.
Fabricio Boliveira é o Roberval em Segundo Sol e Isis Valverde não está envolvida, no momento, em nenhuma novela, por conta da gravidez.
O Festival de Gramado vai até o dia 25 de agosto com o anúncio dos vencedores.
Sabe aquela comédia nonsense que proporciona risos o tempo todo? E de quebra baseada em uma história real e recheada de frenéticas cenas de ação? Assim é ‘Te Peguei’ (Tag), filme dirigido por Jeff Tomsic (Broad City), com roteiro baseado em um artigo publicado em 2013 no Wall Street Journal e adaptado para as telonas por Rob McKittrick (A Hora do Rango) e Mark Steilen (Mozart In The Jungle). O longa chega com a intenção de entreter e com a premissa de que vale tudo para vencer em um jogo que já dura décadas.
A trama traz um grupo de cinco amigos, Jerry Pierce (Jeremy Renner), Hogan “Hoagie” Malloy (Ed Helms), Bob Callahan (Jon Hamm), Kevin Sable (Hannibal Buress) e Randy “Chilli” Cilliano (Jake Johnson), que se reúne sempre no mês de maio para dar continuidade a um jogo de pega-pega que iniciaram quando ainda eram crianças, mais precisamente quando tinham nove anos. Após trinta anos, cada um seguiu um rumo diferente, mas inspirados pelo lema “nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”, eles ainda se encontram para manter viva a tradição. O jogo do ano coincide com o casamento de Jerry, o único do seleto grupo que ainda não foi pego. Hoagie tem um objetivo em mente, o de finalmente pegar Jerry, que planeja se aposentar após este ano, a fim de manter seu recorde perfeito e considera o matrimônio o momento ideal para acabar com a invencibilidade do amigo.
A história real que é dramatizada é interessante, recursos como cenas em slow motion e alguns monólogos internos são utilizados para tornar a brincadeira ainda mais dinâmica e manter a atenção do espectador. O roteiro foge da previsibilidade e investe na criatividade ao colocar diversas situações que os amigos passam para poder dar continuidade ao pega-pega, vale até mesmo blefar para poder pegar o companheiro desprevenido. E situações até mesmo de perigo são introduzidas para ilustrar que o grupo de amigos leva mesmo a brincadeira a sério e que vale a pena não só se divertir, mas também estar junto. Os atos da narrativa são bem distribuídos, os personagens são carismáticos e desenvolvidos sem rodeios. As ações, do meio para o fim, são exageradas, mas nada que prejudique a proposta do longa, de divertir e arrancar risos.
O elenco é outro ponto alto, principalmente os personagens de Jeremy Renner e Ed Helmes. O primeiro por mostrar um homem esperto e destoante do grupo, isso por saber defesa pessoal, ter um porte atlético e uma inteligência elevada. Já o segundo lembra o protagonista de ‘Se Beber não Case’, um personagem caricato, líder do grupo e ao mesmo atrapalhado, mas capaz de cativar a todos. O núcleo feminino, apesar de ter pouco espaço na trama, também tem seu brilho. Isla Fisher chama a atenção como Anna, uma mulher intensa, extravagante e principal motivadora de Hoagie e o grupo. Além dela, Leslie Bibb, a Susan, a noiva de Jerry, protagoniza momentos hilários, principalmente em um momento que antecede o casamento e que mexe com os brios de todos. Para finalizar, Annabelle Wallis também ganha importância como Rebecca, a repórter do Wall Street Journal, disposta a encontrar uma grande pauta e peça-chave para que a narrativa evolua e encampe para um desfecho surpreendente.
Se você curte um filme de narrativa simples, divertida e quer rir para valer, ‘Te Peguei’ é o ideal para você. Assista e se divirta muito!
Oreiro ganhou a homenagem pelo filme, “Gilda, não me arrependo deste amor”, que narra a trajetória da cantora e compositora de cumbias, morta tragicamente em 1996. O longa foi considerado “o filme do ano” na Argentina, em 2016, e ultrapassou a marca de um milhão de espectadores no cinema.
Natalia Oreiro recebe o troféu no ano em que completa duas décadas de atuação no cinema. Sua estreia aconteceu em 1998, com “Um argentino em Nova Iorque” (1998), que bateu recordes de bilheteria.
O 46º Festival de Cinema de Gramado, que será realizado de 17 a 25 de agosto.