A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

Consagrada atriz e diretora do cinema nacional, Helena Ignez já tem data para lançar seu mais recente filme, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” que estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de setembro com distribuição da Pandora Filmes. Quinto longa dirigido por Helena, o filme é baseado em um roteiro escrito por seu marido, Rogério Sganzerla, antes de sua morte, em 2004. O texto foi adaptado por Helena e fala sobre as contradições do país, a luta de classes, as questões de gênero e o sonho como agente libertador.

O filme acompanha Inácio (André Guerreiro Lopes), ex-gari, mecânico e dublê de dançarino desmotivado que trabalha numa oficina mecânica e sonha com uma Moça do Calendário (Djin Sganzerla), musa dos seus desejos e fantasias. Para Helena, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” se trata de um “filme utópico”, que busca a “descolonização do pensamento”.

Por “utópico”, a diretora defende a criação de uma sociedade anticapitalista, na qual não existam desigualdades sociais. Através da “descolonização”, imagina uma estrutura alheia aos filmes convencionais, adotando questões políticas, sociais e estéticas tipicamente brasileiras. “A MOÇA DO CALENDÁRIO” busca resgatar o espírito anárquico, do tropicalismo e demais vanguardas do cinema brasileiro.

A diretora Helena Ignez diz: A MOÇA DO CALENDÁRIO é um roteiro feminista em um universo masculino. Eu vejo o homem com muito carinho, até porque o protagonista é um homem, o Inácio, mecânico de uma oficina chamada Barato da Pesada. O filme tem muito humor, e é um humor que já estava no roteiro do Rogério e eu mantive. Ao mesmo tempo adicionei algumas questões muito importantes sobre o trabalho no século XXI, a Sociedade do Cansaço.”
Exibido em mais de 15 festivais em 2017, entre eles a Mostra de São Paulo e o Festival de Brasília, o filme foi premiado no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria, como Melhor Filme – Voto Popular, Melhor filme do Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, Prêmios de Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator no 41º Festival Guarnicê de Cinema, além de ser elogiado pela crítica especializada. “A Moça do Calendário pode ser visto como sátira ou drama social. O certo é que Helena retorna aqui, de forma bem pessoal, ao espírito (popular) dos primeiros filmes com Sganzerla. O cinema como exercício de liberdade”, elogiou Inácio Araújo, da Folha de S. Paulo, que deu cotação máxima, de cinco estrelas ao filme. “Há filmes que falam da liberdade, sem exercê-la. Outros, muitíssimo difíceis de ser encontrados, são libertários em sua essência. ‘A Moça do Calendário’ é dessa segunda família”, elogiou Luiz Fernando Zanin, de O Estado de S. Paulo.

SINOPSE  

O filme A Moça do Calendário conta a história de Inácio, quarenta anos, casado, sem emprego fixo.  Ex-gari Inácio trabalha como dublê de dançarino e mecânico da oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário. No filme o real e o sonho se entrelaçam.

Ficha Técnica:

Direção: Helena Ignez
Roteiro Original: Rogério Sganzerla
Roteiro Adaptado: Helena Ignez
Elenco: Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes, Mário Bortolotto, Zuzu Leiva, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Naruna Costa e Barbara Vida
Diretora Assistente: Michele Matalon
Direção de Fotografia e Câmera: Tiago Pastoreli
Montagem: Sergio Gagliardi
Direção de Arte: Fabio Delduque
Figurino: Sonia Ushiyama
Seleção Musical: Helena Ignez
Narração: Helena Ignez
Produção Executiva: Sinai Sganzerla
Direção de Produção: Michele Matalon
Produção e realização: Mercúrio Produções
Co-Produção: SPCINE
Distribuição: Pandora Filmes
Classificação: 16 anos
Duração: 86 minutos
País: Brasil
Ano: 2017

Prêmios e festivais:

  • 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Hors Concour, 2017
  • 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, 2017
  • X Janela Internacional de Cinema de Recife, 2017
  • XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, Bahia, 2017
  • 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, São Paulo, 2017
  • 9º Semana Festival de Cinema, Rio de Janeiro (Semana dos Realizadores), 2017
  • 14ª Edição do Festival de Cinema do Vale do Ivinhema, Mato Grosso do Sul, 2017
  • 12ª edição Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, 2017 – Grande Prêmio Femina Competição Nacional
  • Mostra Retrospectiva Expectativa, Cinema do Dragão de Fortaleza, 2018
  • 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Filme de Encerramento, 2018
  • 2ª Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, Salvador, 2018
  • 17ª Mostra do Filme Livre, 2018
  • 21º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Portugal, 2018 – Prêmio do Público e Prêmio Melhor Ator André Guerreiro Lopes
  • Tropical Underground – Lecture & Film in Frankfurt no Deutsches Filmmuseum, Alemanha 2018;
  • Mostra Imagem dos Povos, Belo Horizonte, 2018;
  • Mostra Cinema e Reflexão, no Instituto CPFL, 2018;
  • 41º Festival Guarnicê de Cinema, 2018 – Prêmios: Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator;
  • FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema, 2018;
  • Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, 2018.

SOBRE A DIRETORA

Helena Ignez estreou como atriz em 1959 sob a direção de Glauber Rocha, no curta metragem “Pátio”. A partir de então, atuou em um grande número de filmes do Cinema Novo, como “A Grande Feira”, “O Grito da Terra”, “Assalto ao Trem Pagador” e “O Padre e a Moça”. Em 1968 começou sua parceria criativa com o diretor Rogério Sganzerla e atuou em quase todos os seus filmes.

Com mais de 50 anos de produção nos vários campos das artes cênicas e cinematográficas, ela Já foi homenageada na Ásia e também na Europa, a exemplo do 20º Fribourg International Film Festival, na Suíça, cuja Mostra “La Femme du Bandit” apresentou 25 de seus filmes; e do 17º Festival of Kerala, na Índia, que exibiu seis dos filmes em que ela trabalhou como atriz ou diretora. Em 2017 foi a homenageada do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Ainda na Suíça, como artista plástica, ela estreou a cine-instalação “Electric Sganzerland”, no Centre D’Art Contemporain – Fri-Art.

Após a realização do curta-metragem “A Miss e o Dinossauro”, de 2005, seu primeiro longa como diretora, “Canção de Baal”, ganhou o Prêmio de Melhor Filme da Crítica no Festival de Gramado, em 2009, e o Prêmio Anno Unno no Festival Il Mille Occhi, em Trieste, Itália, um reconhecimento pela sua contribuição à linguagem cinematográfica. Com este filme a diretora foi homenageada no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal e no 4º CinePort.  Em 2008, o filme também foi selecionado para o Festival do Rio (Midnight Movies); para 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; além do Festival Internacional de Goa, na Índia, e do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires – BAFICI-Argentina.
Seu segundo longa, “Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010), realizado a partir do roteiro original de Rogério Sganzerla, teve sua premiere em 2010, no 63º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, em Competição Oficial, onde recebeu da crítica o Prêmio Boccalino d’Oro de Melhor Filme.

Em 2016 foi lançado nos cinemas o seu longa-metragem intitulado Ralé, o filme também foi exibido no 34º Filmfest Munchen, na Alemanha. Helena recebeu o Prêmio de Melhor Direção no 23º Festival Mix Brasil em 2015 e no 39º Festival Guarnicê de Cinema em 2016, onde o filme também recebeu o Prêmio Melhor Trilha Sonora. Também em 2016 Zé Celso recebeu Menção Honrosa no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema por sua atuação em Ralé.

 

Por Anna Barros

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A história da Família Real Britânica está de volta. Após uma primeira temporada que teve a apresentação de todos os seus personagens, a saída de cena de George VI e a chegada de uma Elisabeth II que começou de forma titubeante, mas posteriormente satisfatória sua trajetória, agora temos uma segunda temporada ainda mais ampla. A inserção do espectador será ainda maior, e a beleza e glamour da Coroa serão ainda mais colocadas à prova, tendo em vista a responsabilidade que a rainha carrega, bem como os conflitos sociais e familiares que ela terá que lidar.

A estrutura episódica da atual temporada é consistente, com a apresentação dos fatos no momento presente e o uso de flashbacks para detalhar outros acontecimentos, coo a viagem do Duque de Edimburgo (Matt Smith), marido da rainha (Claire Foy), para as mais remotas colônias britânicas por um período de cinco meses. Outros personagens, como o próprio Duque, além da princesa Margareth (Vanessa Kirby), irmã de Elisabeth II, ganham mais espaço, com episódios centrados em suas figuras, explorando seus lados mais vulneráveis. E vulnerabilidade é vista em larga escala, inclusive da chefe de Estado, que terá que lidar não só com os escândalos familiares, como os dilemas institucionais, afinal, tudo o que afeta a Coroa, também interfere em sua pessoa.

The Crown não é feita apenas de intrigas e polêmicas, a linha do tempo com os fatos que marcaram a história da monarquia é feita com maestria, além do ótimo trabalho de montagem, trilha sonora, figurinos e cenografia, com a impressão que estamos ambientados na década de 05, além das belezas das instalações e das joias da realeza. Sentimos que conhecemos de perto e a fundo todos os personagens, e somos convidados também a entrar no debate concernente aos princípios no que tangem à moral e à ética, revelando, consequentemente, o caráter dos personagens.

Se o trabalho de Peter Morgan é excelente, as atuações são acima da média, principalmente da protagonista. Claire Foy, com sua expressão corporal e facial, numa verdadeira postura de líder, além de lembrar a verdadeira rainha Elisabeth, com seus trejeitos e seu carisma característicos. Matt Smith, na pele do marido da rainha, o duque de Edimburgo, mostra que não é meramente uma peça decorativa na realeza. Seu personagem nos proporciona um interessante debate sobre a posição do homem e da mulher na sociedade. Se antes víamos os homens tomarem as rédeas e as mulheres à sombra, agora vemos um cenário invertido. Isso é abordado de maneira didática no começo, e volta a ser ilustrado no décimo episódio, encerrando a temporada de forma satisfatória.

Gostou? Se você já havia curtido a primeira temporada, não perca, mas se você não viu e aprecia séries de época, não perca a oportunidade de assistir à ‘The Crown’, uma produção que mostrou a que veio e que, sem dúvida, virá mais forte na terceira temporada. Bom divertimento a todos!

Cotação: 5/5 poltronas.

12ª edição do Cine BH homenageia o cinema latino-americano

12ª edição do Cine BH homenageia o cinema latino-americano

“O cinema latino-americano nasceu como vontade transformadora da sociedade, antes mesmo de um gesto político capaz de efetivamente realizar essa transformação. Nasceu entre a poesia e a política, em parte por imposição da realidade, em parte por livre escolha”. A sentença é do crítico e pesquisador José Carlos Avellar (1936-2016), no livro A Ponte Clandestina. Aconstatação de Avellar, publicada em 1995 num estudo que se fixa na produção dos anos 1960 e 70 de nomes como Glauber Rocha (Brasil), Fernando Birri (Argentina) e Tomás Gutiérrez Alea (Cuba), entre outros, ainda reverbera no continente quase 25 anos depois. Que cinema latino-americano é esse que às vezes nos parece tão próximo e ao mesmo tempo tão distante? Que transformações ele ainda é capaz de propor num século XXI tão marcado por contradições e constantes mudanças tecnológicas que alteram as formas de fazer e consumir audiovisual? Em tempos globalizados, ainda faz sentido falar num cinema continental? 

Estas são algumas das questões a serem debatidas durante a 12ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, a ser realizada entre 28 de agosto e 02 de setembro. Sob o eixo curatorial “Pontes Latino-americanas”, o evento vai se dedicar a exibir, discutir e questionar a produção na América Latina ao longo dos anos, uma produção que se preocupou em levar às telas, através de temas ousados e formas inventivas, a própria condição de continente periférico e colonizado. “A temática surgiu primeiramente porque, há cinco décadas, o cinema latino-americano chegou ao seu auge, com proposições radicais de vários países e nomes que se tornaram fundamentais desde aquela época. Existia, então, um diálogo entre as nações, em especial as de língua espanhola, que foi se alterando e desaparecendo ao longo dos anos”, comenta Francis Vogner dos Reis, um dos curadores da CineBH, junto com Pedro Butcher e Marcelo Miranda

O cinema mais marcante feito na América Latina se construiu em torno da negação de formas industriais de produção e de buscas por expressividades próprias, que falassem de sua condição subdesenvolvida a partir da estética. “Compreender-se como periférico em relação a países de Primeiro Mundo foi algo que, em certa medida, pautou o melhor do cinema latino ao longo das décadas, principalmente desde os anos 1960. Essa produção perdeu parte de sua força em meados dos anos 1990, quando certo pendor industrial passou a se impor e a gerar filmes mais bem formatados ao mercado internacional, tendo por consequência a perda da singularidade de cada país e de cada proposta”, diz Marcelo Miranda.

Conversas com produtores do Brasil CineMundi (o evento de mercado que ocorre anualmente durante a CineBH) e a dificuldade de se circular com filmes latinos de maior proposição estética deram a deixa para que esta temática fosse desenvolvida, conforme ressalta Pedro Butcher. “Queremos falar um pouco do passado desse cinema e especialmente do presente: como seus modos de produção e circulação afetam a realização e mesmo a existência dos filmes. É uma tentativa de propor uma maior e mais efetiva integração entre os países latinos, através da exibição de títulos de grande importância histórica e de realizações contemporâneas que ainda trazem algo de novo”.

Na programação da 12ª Mostra CineBH no contexto da temática “Pontes Latino-americanas”, filmes em pré-estreia dividirão espaço com títulos do passado que ainda nos dizem muito sobre os diálogos entre os países, estética e tematicamente. Entre os trabalhos confirmados, estão as pré-estreias de Cocote (República Dominicana), de Nelson Carlo de Los Santos Arias, e La Telenovela Errante (Chile), de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento; e curtas e médias de importância histórica, como Agarrando Pueblo (Colômbia, 1977), de Luis Ospina e Carlos Mayolo; Revolución (Bolívia, 1963), de Jorge Sanjinés; Isla del Tesoro (Cuba, 1969), de Sara Gómez; e Blablabla (Brasil, 1968), de Andrea Tonacci. 

“Na América Latina hoje, por mais que partilhemos historicamente diversos aspectos políticos e sociais, os cinemas, em cada país, são formalmente muito diferentes. É importante criarmos pontes para dialogarmos uns com os outros”, destaca Francis Vogner. 

Em termos econômicos, o que relaciona os países latinos no audiovisual são as fontes de financiamento. A dependência do Estado ainda é grande, através de editais públicos, processos de seleção e parcerias com canais de TV. Em termos de coprodução, os fundos internacionais tornam-se maneiras de complementar as possibilidades de realização de um projeto de longa-metragem, algo que poderá ser debatido nos encontros do Brasil CineMundi. “A proposta para esta edição da CineBH é, então, pensarmos juntos os caminhos possíveis de serem adotados para estreitar as relações no continente”, completa Francis. 

HOMENAGEM | EL PAMPERO CINE – PRODUTORA ARGENTINA

De maneira a exaltar um destaque contemporâneo no atual cenário audiovisual latino-americano, a 12a CineBH presta homenagem à produtora argentina El Pampero Cine. Fundada em 2002 e composta por Mariano Llinás, Laura Citarella (que representará a produtora na CineBH), Agustín Mendilaharzu e Alejo Moguilansky, a El Pampero se define como a reunião de um grupo de pessoas dispostas a experimentar e renovar os procedimentos e práticas cinematográficas na Argentina. Desde sua fundação, o grupo tem sido reconhecido internacionalmente por filmes formalmente desafiadores e que se diferenciam da produção mais tradicional no continente tanto por caminhos estéticos quanto pelas maneiras de se viabilizarem e circularem. 

Títulos como Balneários (2002) e Histórias Extraordinárias (2008), de Mariano Llinás, Ostende (2011) e La Mujer de los Perros (2015), de Laura Citarella, e O Escaravelho de Ouro (2014) e A Vendedora de Fósforos (2017), de Alejo Moguillansky, têm se destacado em festivais ao redor do mundo.

Em abril de 2018, o mais recente trabalho da El Pampero, La Flor, filme dirigido por Llinás e com duração de 14 horas, saiu como o grande vencedor do Bafici (Festival Internacional de Cinema de Buenos Aires), ganhando o prêmio principal e ainda o troféu de melhor atriz, dividido pelas quatro protagonistas do longa (Pilar GamboaElisa CarricajoValéria Correa e Laura Paredes). O trabalho se tornou a grande sensação do ano na produção latino-americana e terá pré-estreia brasileira na programação da CineBH. 

“A El Pampero surge na contramão da produção mais industrializada na América Latina e também de maior penetração internacional, que é a da Argentina”, diz um dos curadores, Francis Vogner. “O grupo, porém, segue caminho inverso ao que se vê em seu país. Seus realizadores negam os meios tradicionais de financiamento e de sistema de produção e distribuição, preferindo reinventarem formas próprias para fazerem seus filmes e os apresentarem ao mundo”.

As estratégias da El Pampero Cine serão apresentadas e discutidas durante a 12ª CineBH, que contará com a presença de Laura Citarella, uma das integrantes e sócias da produtora. Ela irá ministrar uma masterclass e participar das exibições de La Flor e de um longa de sua autoria, La Mujer de los Perros. “Ter a El Pampero na CineBH é o reconhecimento de algo novo que está acontecendo neste exato momento no cinema latino-americano e que propõe uma intervenção singular em etapas normalmente frágeis nas realizações do continente”, reforça Pedro Butcher.

Para Francis Vogner, as proposições alternativas de viabilização audiovisual defendidas pela El Pampero se conectam esteticamente aos filmes produzidos. “O caso de La Flor nos parece radical nesse sentido. De que forma um filme de 14 horas, dividido em três longas partes e com uma proposta narrativa muito evidente de se inserir no processo cultural através de um jogo entre os gêneros de cinema, vai atravessar os obstáculos de um circuito tradicional de exibição? Esta será uma das frentes da discussão que nos permitirá repensar, de maneiras criativas e propositivas, as relações do cinema latino com o mercado”. 

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO. 

 

Por Anna Barros

Apocalipse é tema do fim da temporada de Greg News

Apocalipse é tema do fim da temporada de Greg News

Nesta sexta-feira, dia 3 de agosto, vai ao ar o vigésimo e último episódio da segunda temporada de GREG NEWS COM GREGÓRIO DUVIVIER no canal HBO, às 22h. O tema central do programa será ‘’Apocalipse’’ e o apresentador discutirá o futuro da sociedade em diversos âmbitos, como meio ambiente, política e economia, sempre com os seus comentários afiados e bem-humorados.  
Ao longo da temporada, Gregório abordou assuntos e acontecimentos importantes do País, como planos de saúde, vício em smartphones, moradia e saneamento básico. Eleições, Copa do Mundo e a greve dos caminhoneiros também foram pauta do programa.
Quem quiser relembrar os melhores momentos de GREG NEWS COM GREGÓRIO DUVIVIER, pode assistir aos episódios na plataforma de entretenimento digital HBO GO.

Sobre HBO Latin America 

A HBO Latin America é a rede de televisão por assinatura premium líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de sua programação, incluindo séries, filmes, documentários e especiais originais, além da exibição de séries exclusivas e de alguns dos mais recentes blockbusters de Hollywood, antes de qualquer outro canal premium. A programação é exibida em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, HBO Caribbean, MAX, MAX Prime, MAX UP, MAX Caribbean e Cinemax. Seu conteúdo também é oferecido em outras plataformas, como a HBO GO e HBO On Demand.

Temporada é selecionado para o 51º Festival de Brasília

Temporada é selecionado para o 51º Festival de Brasília

TEMPORADA, novo filme de André Novais Oliveira, foi selecionado para a Mostra Competitiva no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa, que antes terá sua estreia mundial no Festival de Locarno, foi selecionado para mostra competitiva de “Filmes de Longa-Metragem”. O Festival acontece de 14 a 23 de setembro, e marca a volta de Novais ao Festival que premiou seu longa anterior “Ela Volta na Quinta”, como melhor ator (Renato Novais) e atriz coadjuvantes (Élida Silpe) em 2014.

Na trama, Juliana (Grace Passô) está de mudança do interior do estado de Minas para a periferia de Contagem, em BH. Em seu novo trabalho dedicado a combater às endemias da região, ela se depara com pessoas e vive experiências capazes de mudar a sua vida completamente. Ao mesmo tempo que passa por essa transformação, Juliana tenta lidar com o impacto que tudo isso gera na sua relação conjugal.

André Novais Oliveira ganhou diversos prêmios por “Ela Volta na Quinta”, sobre uma família que vivia em Contagem, Minas Gerais e mais uma vez o diretor usa a periferia da cidade como pano de fundo para sua história. TEMPORADA será distribuído no Brasil pela Vitrine Filmes, ainda sem previsão de estreia comercial.

SINOPSE

Juliana está se mudando de Itaúna, no interior do estado, para a periferia de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, para trabalhar no combate às endemias na região. Em seu novo trabalho ela conhece pessoas e vive situações pouco usuais que começam a mudar sua vida. Ao mesmo tempo, ela enfrenta as dificuldades no relacionamento com seu marido, que também está prestes a se mudar para a cidade grande.

FICHA TÉCNICA

TEMPORADA (Long Way Home)
Direção e Roteiro: ANDRÉ NOVAIS OLIVEIRA
Elenco: GRACE PASSÔ, RUSSO APR, REJANE FARIA, HÉLIO RICARDO, JU ABREU, RENATO NOVAES, SINARA TELES e JANDERLANE SOUZA
Produção: ANDRÉ NOVAIS OLIVEIRA, GABRIEL MARTINS, MAURILIO MARTINS, THIAGO MACÊDO CORREIA
Produtor Executivo: THIAGO MACÊDO CORREIA
Diretora de Produção: MARCELLA JACQUES
Fotografia: WILSSA ESSER
Direção de Arte: DIOGO HAYASHI
Figurinos: RIMENNA PROCÓPIO
Som: TIAGO BELLO, MARCOS LOPES
Montagem: GABRIEL MARTINS
País: Brasil
Ano: 2018
Duração: 113 minutos.

SOBRE A VITRINE FILMES

Em oito anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 120 filmes. Entre seus maiores sucessos, estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e o americano “Frances Ha”, dirigido por Noah Baumbach, indicado ao Globo de Ouro, em 2014. Em 2017, a Vitrine lançou “O Filme da Minha Vida”, terceiro longa do ator e diretor Selton Mello, e “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto no ano.