A partir do dia 06 de setembro, o público brasileiro poderá assistir a comédia italiana, “A Vida em Família”, aclamada no Festival de Veneza de 2017, com ótimas críticas da imprensa internacional. O longa dirigido por Edoardo Winspeare, chega aos cinemas nacionais com grande expectativa.
O filme se passa na pacata cidade de Disperata, no sul da Itália, aonde o melancólico Filippo Pisanelli (Gustavo Caputo) não está satisfeito com seu desempenho como prefeito, e para aliviar sua depressão, apenas sua paixão por poesia e literatura o ajudam a encarar a realidade.
Na prisão da cidade, ele conhece Pati, um ladrão de galinhas que junto com seu irmão, sonhavam em se tornar chefes da máfia de Capo di Leuca. Porém, o encontro com a literatura desenvolve uma improvável amizade entre os três.
Com o fim do Game of Thrones se aproximando, os estúdios e empresas de produção já estão fazendo de tudo para encontrar a próxima sensação de fantasia. A Amazon está colocando todos os seus recursos na expansão da lendária Terra Média de Tolkien, liberando um orçamento de bilhões de dólares para preencher sua primeira temporada.
Recentemente, a chefe da Amazon Studios, Jennifer Salke, abriu caminho para o desenvolvimento desse empreendimento gigantesco.
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Com relação à data de lançamento do projeto, Salke afirmou que “estará em produção por dois anos” , observando ainda que “a esperança é que seja em 2021, mas há outras pessoas que desejam que seja em 2020 “. Lembrando que o acordo firmado em novembro de 2017 exige que o canal de streaming dê início ao projeto dentro de dois anos.
Embora a executiva não comente os boatos da presença do jovem Aragorn, ela tranquiliza os fãs dizendo que a Amazon não está “refazendo os filmes e nem começando do zero. Vale a pena ressaltar que a última parte dessa declaração pode desapontar aqueles que esperam por uma visão totalmente original da franquia. A abordagem antológica provavelmente também está fora dos padrões, com o desejo de torná-la “uma grande série”.
Pelo lado positivo, os fãs ficarão felizes em ouvir que a produção está novamente planejada para acontecer na Nova Zelândia, onde as franquias O Senhor dos Anéis e O Hobbit foram filmadas anteriormente. Embora Peter Jackson tenha negado envolvimento com a série, parece que essa decisão só depende dele. “Ele pode dizer que está ou não envolvido, ainda estamos apenas conversando muito”, disse Salke.
Doentes de Amor é uma comédia romântica produzida por Judd Apatow e Barry Mendel, que conta a história de Kumail Nanjiani, um paquistanês, motorista de Uber e comediante, que durante uma de suas apresentações conhece a estudante de psicologia Emily V. Gordon e começa um relacionamento com ela. Poderia ser uma tranquila história romântica se não fosse pela família de Kumail, que, devido as suas tradições religiosas, o obriga a casar com uma mulher muçulmana.
Daí em diante, o enredo do longa segue para o clichê que conhecemos da maioria dos filmes românticos. Emily descobre que seu relacionamento nunca daria certo com Kumail devido a suas diferenças culturais, o que causa o afastamento do casal.
O tempo passa e Kumail, que desde que se mudou para os EUA se afastou de seus costumes culturais e não tem coragem de contar a família, toma conhecimento de que Emily adoeceu e foi internada em um hospital em Chicago.
O caso de Emily é sério, ela é induzida ao coma até que os médicos possam descobrir qual enfermidade a assola. A partir desse momento, os dias de Kumail passam ser de presença frequente no hospital, junto com os pais da moça, que vieram de fora da cidade para acompanhar o tratamento da filha.
Um dos destaques do filme está na atuação de Holly Hunter no papel da mãe de Emily. Beth se mostra uma mulher excêntrica e determinada, roubando a cena da história a partir daí. A relação da família com Kumail começa conturbada, porém, com o tempo, a preocupação e amor a Emily os une.
O filme foi indicado ao Oscar de 2018 por melhor roteiro adaptado. Fora isso, é um filme que conta uma história nada original. O lado positivo fica somente com a atuação de Holly Hunter.
O mês de agosto traz boas atrações para as telas de cinema por todo o Brasil. Uma das mais esperadas é chegada de Planeta dos Macacos – A Guerra, dirigido por Matt Reeves e considerado o que mais ombreia com o filme original de 1968. O terceiro filme da série iniciada em 2011 chega ao cinema nesta quinta, 3 de agosto.
Outro filme de destaque que estreou no final de julho é o longa Em Ritmo de Fuga. Conta elenco estrelado e badalado com as presenças das jovens estrelas Ansel Elgort (A Culpa É das Estrelas e Divergente) e Lily James (Cinderela), além dos consagrados Jamie Foxx e Kevin Spacey (House of Cards). Vamos conferir se o enredo do filme será tão bom quanto seu elenco.
Mesmo já tendo estreado, a produção Dunkirk, de Christopher Nolan, parece ser um dos grandes filme da temporada. O longa narra a história dos soldados das tropas aliadas que se encontraram cercados pelos nazistas na praia de Dunkirk, na França. Aos poucos, os soldados são evacuados, mas até lá, devem tentar sobreviver.
A nova tendência de Hollywood se encontra bastante clara nesta bem produzida sátira da Netflix, dirigida por David Michôd e estrelada por Brad Pitt. De tempos para cá, podemos perceber que a terra do cinema vem sendo bastante crítica quando o assunto é a política externa norte-americana. Nesta história verídica, o general Glen McMahon (Pitt), no auge de sua carreira após seu sucesso no Iraque, é deslocado para comandar a ofensiva norte-americana no Afeganistão, na guerra que ficou conhecida como “A Guerra Impossível”. Após chegar ao local, Glen e sua equipe iniciam o trabalho com a missão de achar e exterminar grupos terroristas adeptos do Jihadismo. Porém, eles não são fáceis de serem achados. Não é uma guerra comum aonde você enfrenta um exército com soldados, sargentos, generais, navios, aviões e tanques. Caçar um grupo terrorista, nesse cenário, é a mesma coisa que tentar pegar fumaça. Você não consegue. Entretanto, mesmo esbarrando em diversas dificuldades, o vaidoso general não dá o braço a torcer e usa de toda sua influência para conseguir meios de vencer esse arrastado conflito.
Voltando a falar sobre a postura de Hollywood, ela deixa clara sua opinião sobre o método usado pelos norte-americanos na abordagem a países invadidos. Resumindo: os militares ocupam a região, causam um certo caos e medo, colocam em risco a vida e a segurança da população local no decorrer dos inúmeros confrontos contra rebeldes, porém, usam do discurso que estão lá apenas para ajudar, instaurando a democracia no país e libertando seu povo das mãos de tiranos. Nós sabemos que a situação não é bem essa. Esse cenário cria a chamada guerra de contra insurgência, que acontece quando o objetivo da força invasora é não deixar que os civis da região (logo, os mais prejudicados) se revoltem com a situação e insurjam, pegando em armas para lutar, criando um cenário infernal e imbatível. Não dá certo. Nunca deu. Nunca vai dar. E essa é a principal mensagem que o filme tenta passar. A de um general vaidoso que é chamado para vencer uma guerra invencível, mas esbarra no próprio orgulho e a arrogância do sistema.
Para quem gosta desse tipo de discussão, esse filme é uma ótima maneira de vermos essa guerra com olhares diferentes. Por ser uma sátira, conta com uma atuação propositalmente forçada do excelente Brad Pitt, e um caminhão de críticas de seus produtores sobre a, na época, insustentável situação.