Nova produção traz um olhar satírico sobre os bastidores da corrupção na FIFA e a história do brasileiro João Havelange
O Prime Video lança hoje a série Jogo da Corrupção, nova temporada da série Original Amazon El Presidente. Dirigida criativamente pelo vencedor do Oscar Armando Bó, a obra é protagonizada pelo ator português Albano Jerónimo e conta ainda com os brasileiros Eduardo Moscovis e Maria Fernanda Cândido, além do colombiano Andrés Parra, que retorna à série. A produção é da Gaumont. Jogo da Corrupção estreia exclusivamente no Prime Video em mais de 240 países e territórios e terá oito episódios de uma hora cada.
A série traz um olhar satírico sobre os bastidores da corrupção por dentro do futebol, e mostra as origens da transformação da FIFA de uma simples organização esportiva em uma potência comercial e política. No centro da história está o ex-presidente da FIFA, João Havelange, o improvável forasteiro brasileiro que usurpou o poder dos europeus e manteve o controle da organização por quase três décadas. Com uma alta dose de humor e ironia, a série mostra tudo que Havelange possivelmente ganhou e perdeu, roubou e apostou, e como ele supostamente transformou o jogo bonito em uma máquina de fazer dinheiro.
O elenco da série tem ainda a atriz britânica Anna Brewster, os brasileiros Carol Abras, Nelson Freitas, Polliana Aleixo, Isadora Ferrite, Leonardo Cidade, Leandro Firmino, Maria Bopp, Mariana Armellini, Demétrio Nascimento Alves, Bukassa Kabengele, Jessica Córes; o argentino Fabio Aste, o ator escocês Craig Stevenson e o francês Philippe Jacq. Na versão dublada, Fábio Porchat dá voz ao narrador.
O roteirista vencedor do Oscar Armando Bó (About Entertainment) retorna à série, que teve a primeira temporada indicada ao Emmy Internacional de melhor série dramática, como showrunner e produtor executivo. A produção é assinada pela equipe latino-americana da Gaumont, liderada por Christian Gabela; com a produtora vencedora do Oscar Fabula, liderada por Pablo e Juan de Dios Larraín; e com a Kapow, produtora argentina liderada por Agustín Sacanell e Lucas Rainelli; e dirigida criativamente por Armando Bó.
Os assinantes Prime podem assistir à primeira temporada de El Presidente a qualquer hora e em qualquer lugar, através do aplicativo Prime Video ou na página do Prime Video.
Protagonizado por Romain Duris e Virginie Efira, o filme é baseado no best-seller homônimo de Olivier Bourdeaut
Dois nomes mais queridos do cinema francês atual, Romain Duris (“Uma nova amiga”) e Virginie Efira (“Benedetta”), protagonizam o drama ESPERANDO BOJANGLES, inspirado no premiado romance de sucesso de Olivier Bourdeaut. A direção é de Régis Roinsard (“Os tradutores”, “A datilógrafa”). No Brasil, o filme ganhou nova data de estreia: 3 de novembro.
O menino Gary (Solan Machado Graner) vive com seu pai, Georges (Romain Duris), a mãe, Camille (Virginie Efira), e um pássaro exótico num apartamento em Paris. Todas as noites, o casal dança sua música favorita, Mr Bojangle, e a família vive feliz. Até que Camille, uma mulher linda e hipnotizante, mergulha em sua própria loucura.
“Meus amigos me falavam para ler o livro. ‘Foi feito para você adaptar, é a sua cara’, diziam. O romance tinha acabado de sair, ganhado vários prêmios, só críticas positivas, e estava vendendo muito. Tinha certeza de que vários produtores já estavam querendo comprar os direitos. Então resolvi não ler”, conta o diretor se divertindo.
Ele explica que as pessoas continuavam insistindo para ele ler, até que sua esposa leu e deu um ultimato: “Se você não fizer esse filme, eu me separo de você.” Quando finalmente o leu, percebeu que o romance levantava várias questões sobre amor. “Até onde podemos ir em nome da pessoa que amamos?”
Virgnie conta que só foi ler o livro, também, depois de convidada pelo diretor para estrelar o filme. “Eu quis ler antes de ler o roteiro, é sempre interessante ter todos os pontos de vista numa adaptação, começando pelo autor. No filme, não olhamos as coisas pelos olhos do menino, que idealiza a mundo, mas podemos ver o que está realmente acontecendo com aquela família.”
Como referência para a personagem, a atriz conta que pensou em Gena Rowlands. “Eu também pensei que não é Camille quem enlouquece, mas as outras pessoas. Eu tive muitas ideias sobre ela. Uma coisa que é legal quando você trabalha com um diretor pela primeira vez é o confronto de opiniões. Eu chegava repleta de fotos, ideias e propostas, e ele me mostrava outro caminho. Ou, em outras vezes, concordava comigo.”
Já Romain se identificou bastante com seu personagem, Georges. “Ele é uma figura familiar: alegrias e dramas estão misturados em sua vida, como acontece com todo mundo, e ele tenta lidar com isso. Eu sou um pouco assim. Seja lá o que acontece comigo, sempre procuro a leveza.”
Um dos elementos centrais do filme é a dança – o casal dança todas as noites. E Romain explica que dançar parece estar no seu DNA. “Minha mãe dançava profissionalmente, e isso vem comigo. A dança é uma arte que me fascina, e pela qual tenho muito respeito.”
A equipe artística de ESPERANDO BOJANGLES ainda inclui o diretor de fotografia Guillaume Schiffman (“O Artista”), a desenhista de produção Sylvie Olivé (“O novíssimo testamento”), e os compositores Clare Manchon e Olivier Manchon (“O peso do talento”). O roteiro é assinado pelo diretor e Romain Compingt (“150 miligramas”)
ESPERANDO BOJANGLES será lançado no Brasil pela Califórnia Filmes.
LONGA DO DIRETOR DE ‘O MENINO E O MUNDO’ TEM SESSÕES MARCADAS PARA 22 E 25 DE OUTUBRO
“Perlimps”, novo filme de Alê Abreu — cineasta indicado ao Oscar em 2016 por “O Menino e o Mundo” –, integra a programação da 46a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começou nesta quinta-feira na capital paulista. As exibições estão marcadas para 22 de outubro (sábado), às 18h30, no Espaço Itaú de Cinema – Augusta; e para o dia 25 (terça-feira), às 14h, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca. Ingressos podem ser adquiridos no site do festival.
“Perlimps” mostra a jornada de aventura e fantasia de Claé e Bruô, agentes secretos de reinos rivais. A dupla precisa superar suas diferenças e unir forças para encontrar os Perlimps, criaturas misteriosas que são capazes de achar um caminho para a paz em tempos de guerra. No elenco estão Giulia Benite, que dá voz a Bruô; Lorenzo Tarantelli, que dubla Claé; e Stênio Garcia, como João de Barro. Para conferir o trailer, clique aqui. Fotos estão disponíveis aqui.
O filme, previsto para chegar aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2023, também deve ser exibido comercialmente na França, no Japão, na China, na Suécia e em Portugal. A estreia mundial foi em junho deste ano, dentro do Festival de Annecy – considerado o evento mais importante do mundo da animação. No Brasil, as primeiras exibições aconteceram no início deste mês, como parte da programação do Festival do Rio.
“Perlimps” foi produzido por Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi e Ernesto Soto Canny junto à Buriti Filmes, em coprodução com a Sony Pictures International Productions, a Globo Filmes e o Gloob. A distribuição é da Vitrine Filmes.
Serviço – “Perlimps” na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
22/10, às 18h30, no Espaço Itaú de Cinema – Augusta (rua Augusta, 1.475, Cerqueira César)
25/10, às 14h, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, Consolação)
Sobre a Vitrine Filmes
A Vitrine Filmes, em doze anos de atuação, já distribuiu mais de 190 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes expandiu o seu catálogo internacional ao longo dos anos. Assim, foi responsável pelo lançamento dos sucessos “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; “Você Não Estava Aqui”, dirigido por Ken Loach; e “DRUK – Mais uma rodada”, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional de 2021. Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para 2022 ‘A Viagem de Pedro’, de Laís Bodansky; ‘O Livro dos Prazeres’, de Marcela Lordy; ‘Serial Kelly’, de René Guerra; e “Perlimps”, de Alê Abreu.
Sobre a Buriti Filmes
A Buriti Filmes é uma produtora de filmes e séries para cinema, TV e VOD. Fundada em 1997, seus sócios são os cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi. Na ficção teve sua estreia na competição oficial do Festival de Locarno com o filme Bicho de Sete Cabeças (coprodução Brasil/ Itália – 2001) – de Laís Bodanzky. Filme que projetou o ator Rodrigo Santoro para o mundo e que se tornou um clássico na cinematografia brasileira. Produziu também outros filmes aclamados: Chega de Saudade (2007), de Laís Bodanzky, uma coprodução com a França – Canal Arté e As Melhores Coisas do Mundo (2010), de Laís Bodanzky, que estreou no Roma Film Festival. Como Nossos Pais – de Laís Bodanzky, foi selecionado para o 67º Festival de Berlim (Panorama Special) e indicado ao prêmio Teddy. O filme foi também vencedor da 45ª edição do Festival de Gramado. Outro trabalho realizado, foi o longa/doc Ex-Pajé – de Luiz Bolognesi – filme que recebeu menção honrosa de melhor documentário da Festival de Berlim 2018 (Panorama) e o prêmio da crítica de melhor filme no festival de documentário É Tudo Verdade 2018. O longa-metragem documental, A Última Floresta, com direção de Luiz Bolognesi e coprodução com a Gullane, teve estreia na Berlinale de 2021, na sessão Panorama e venceu o prêmio do público. Na animação, produziu Uma História de Amor e Fúria – de Luiz Bolognesi – que recebeu o Crystal de melhor filme de animação no Festival de Annecy em 2013. Atualmente produz a animação Perlimps, com direção de Alê Abreu (O menino e o mundo — indicado ao Oscar no ano de 2016), com estreia prevista para dezembro 2022 e está lançando o longa-metragem de ficção “A viagem de Pedro”, com direção de Laís Bodanzky e coprodução com a Biônica Filmes.
Sobre a Globo Filmes
A Globo Filmes atua como produtora e coprodutora de filmes brasileiros com foco na qualidade artística e na diversidade de conteúdos que valorizam a nossa cultura, maximizando a audiência no cinema e demais janelas. Desde 1998, participou de mais de 400 filmes, levando ao público o que há de melhor do cinema brasileiro; comédias, romances, documentários, infantis, dramas e aventuras. Fazem parte de sua filmografia recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ — ambos com mais de 11 milhões de espectadores –, sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, e longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ — com quatro indicações ao Oscar — e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes, além de títulos infanto juvenis como ‘Os Saltimbancos Trapalhões — Rumo a Hollywood’, ‘Tainá — A Origem, Tainá 2 — A Aventura Continua’, ‘Tudo por um Pop Star’ e as franquias Detetives do Prédio Azul e Turma da Mônica. Mais recentemente, com o reaquecimento da indústria pós-pandemia, lançou títulos como ‘Marighella’, ‘Turma da Mônica: Lições’ e ‘Medida Provisória’.
Sobre o Gloob
Um mundo de diversão para crianças, a qualquer hora e em qualquer lugar. Esse é o Gloob, mais do que um canal de TV por assinatura, uma marca multiplataforma de entretenimento que oferece conteúdo infantil de alta qualidade nas mais diversas plataformas – TV, VOD, redes sociais, games, aplicativos, streamings de música, eventos e produtos licenciados. Disponível também no Globoplay + Canais Ao Vivo – plataforma digital de streaming da Globo -, o canal infantil tem DNA 100% brasileiro, investe e acredita em boas histórias e em produções nacionais e internacionais de alta qualidade, nas quais a criança se reconhece como protagonista. Os canais Gloob e Gloobinho compõem a Unidade Infantil da Globo.
Sobre a Sony Pictures
A Sony Pictures Entertainment (SPE) é uma subsidiária da japonesa Sony Corporation. As operações globais da SPE abrangem produção, aquisição e distribuição de filmes em cinema, home entertainment, televisão e mídias digitais; uma rede global de canais; operação de estúdio, desenvolvimento de novos produtos audiovisuais, serviços e tecnologias. Tudo isto representa a distribuição de entretenimento em mais de 140 países. Com presença marcante no mercado nacional, a Sony Pictures distribuiu e/ou co-produziu no Brasil, 22 dos 25 filmes nacionais lançados na década de 90, momento da retomada. Em 2018, através do investimento em inúmeras produções, apostando em novos talentos e diferentes gêneros ao longo dos últimos anos, a Sony chega à marca de mais de 60 filmes nacionais distribuídos e/ou coproduzidos, entre eles: “Deus é Brasileiro”, “O Auto da Compadecida”, “Carandiru”, “Cazuza”, “2 Filhos de Francisco”, “Meu Nome Não é Johnny”, “Chico Xavier”, “Xingu”, “Tainá”, “Confissões de Adolescente” e “Um Tio Quase Perfeito”.
Sony Pictures International Productions
A Sony Pictures International Productions, liderada por Shebnem Askin e Michael Rifkin, é o braço de co-produção local da Sony Pictures, que lança mais de 30 filmes anualmente em 12 territórios pelo mundo.
Com roteiro de Felipe Haiut, que protagoniza o filme ao lado de Julia Stockler, ficção aborda os impactos das normas de gênero e sexualidade na construção das identidades e dos afetos masculinos
“A Cozinha”, ficção que marca a estreia de Johnny Massaro na direção de longas-metragens, terá sua primeira exibição no Festival do Rio, na mostra Première Brasil – Novos Rumos. Escrito e protagonizado por Felipe Haiut, que também assina a produção junto com Massaro, o filme tem no elenco Julia Stockler (em sua primeira produção depois de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz), Catharina Caiado e Saulo Arcoverde. O longa será exibido nos dias 10 e 11 de outubro.
A produção, que manteve o elenco original da peça homônima encenada em 2017, gira em torno do reencontro de Miguel (Felipe Haiut), artista em crise, e Rodrigo (Saulo Arcoverde), um amigo de infância. As presenças inesperadas de Letícia (Julia Stockler), com quem Miguel vive um relacionamento fracassado, e Carla (Catharina Caiado), noiva de Rodrigo, instauram um clima de tensão entre eles. Em meio a conversas banais e o resgate de memórias reprimidas, a hostilidade entre os quatro aumenta quando Letícia questiona a sexualidade de Miguel.
As personagens vocalizam uma crítica irônica sobre as relações amorosas contemporâneas, sobretudo no que diz respeito à incapacidade dos homens em lidar com suas fragilidades diante do machismo estrutural. Ao mesmo tempo, aponta o feminino como possível guia para pensar a manifestação livre e autêntica do afeto na desconstrução dos padrões estabelecidos.
O desejo de adaptar A Cozinha para o cinema partiu do autor do texto, Felipe Haiut. O fato de a trama se desenrolar numa só locação tornou as filmagens possíveis, mesmo com os desafios e restrições impostos pela pandemia – antes mesmo da vacina. O longa foi produzido e filmado entre os meses de julho e novembro de 2020. Depois de três meses intensos de encontros e descobertas virtuais que envolveram a preparação e a pré-produção do filme, trinta pessoas, entre equipe e elenco, isolaram-se em uma “quarentena artística”. Durante duas semanas, o Vale Criativo, em Visconde de Mauá, serviu como locação e hospedagem do grupo, criando uma atmosfera imersiva única.
A equipe do filme é formada por profissionais como o diretor de fotografia argentino Diego Robaldo, o produtor musical Arthur Braganti, indicado ao Grammy Latino por Letrux aos Prantos, o desenhista de som Bernardo Uzeda, laureado no último Festival de Gramado, e a atriz Julia Stockler, protagonista do filme A Vida Invisível, de Karim Ainouz, vencedor do prêmio Un Certain Regard na edição de 2019 do Festival de Cannes. A Cozinha ainda conta com a colaboração musical especial da cantora Alice Caymmi.
O projeto começou em 2017, quando os atores Felipe Haiut, Julia Stockler e Catharina Caiado se reuniram na cozinha da casa de Johnny Massaro, no Rio de Janeiro, com o rascunho do que, meses mais tarde, resultou na bem-sucedida temporada do espetáculo teatral A Cozinha, e na criação do Projeto Nómada, coletivo artístico que pesquisa e produz dramaturgia site specific.
A peça, que foi encenada na casa em que Johnny morava à época, não contou com sua participação, pois o ator estava envolvido com as gravações da novela Deus Salve o Rei. Saulo Arcoverde passou a integrar o elenco. Foi nessa ocasião, inclusive, que conheceu Catharina, com quem hoje tem uma filha, Theodora.
Um ano depois, o coletivo Nómada tem uma segunda experiência de sucesso com o espetáculo A Garagem, escrito por Haiut e publicado pela editora Cobogó. Nesse meio tempo, Massaro aprofunda sua experiência como realizador cinematográfico, com o lançamento do webfilme Amarillas e do curta-metragem Depois Quando, que, inclusive, contou com a participação não só de Saulo e Catharina, como da pequena Theodora. Depois Quando participou do 23o Festival do Rio, do 26th Avanca Film Festival, em Portugal, entre outros.
Com vasta experiência como ator em mais de 18 anos de carreira, Johnny Massaro soma mais de 18 produções cinematográficas, sete novelas, diversas séries e espetáculos teatrais. Trabalhou com nomes como Selton Mello, Luiz Fernando Carvalho e Bibi Ferreira. Como produtor e diretor, realizou três filmes de curta-metragem. Em 2021, dirigiu Nordeste Ficção, show-filme de Juliana Linhares, com participação de Zeca Baleiro, baseado no álbum homônimo. A Cozinha marca sua estreia na realização de longas-metragens.
O filme é a segunda coprodução entre a Hipérbole e a Cosmo Cine, produtora carioca que, apesar de jovem, soma prêmios, exibições em plataformas como Nowness e Vimeo Staff Pickem e trabalhos com nomes como Carolina Jabor, e o coletivo de funk Heavy Baile, recentemente exibido no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.
Em novembro de 2021, foram realizados quatro debates virtuais e gratuitos, para discutir temas como os bastidores da realização de A Cozinha; a produção audiovisual durante a pandemia; os novos caminhos de masculinidade, e a diversidade sexual no cinema. Personalidades como Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Renata Carvalho e Renan Quinalha, entre outros, dividiram suas experiências partindo dos temas abordados pelo longa. A realização do filme e das lives foi, em parte, financiada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, com recursos provenientes da Lei Aldir Blanc.
SESSÕES FESTIVAL DO RIO
10 de outubro (segunda), às 20h45 – sessão de gala, fechada para convidados, no Estação Net Gávea 3 (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea).
11 de outubro (terça), às 19h – sessão aberta ao público, seguida de debate, no Estação Net Rio 5 (Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo).
SINOPSE
Na tentativa de superar a depressão, Miguel convida Rodrigo para jantar em sua casa, após 15 anos sem contato. No dia do reencontro, Letícia, ex-namorada de Miguel, aparece sem ser convidada. O desconforto se intensifica quando Rodrigo chega acompanhado de Carla, sua noiva. Mas na medida em que o álcool entra em ação, a vergonha diminui e a libido aumenta. É então que Letícia questiona a sexualidade de Miguel, trazendo à tona uma antiga memória que redefine drasticamente a noite.
Maior e mais tradicional fórum de negócios e de intercâmbio de projetos do audiovisual no Brasil, o RioMarket abre suas portas, em edição híbrida (presencial e online), de 7 a 13 de outubro, no campus Villa Aymoré da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), na Glória, e na plataforma Filmocracy. Entre os temas de grande relevância que serão tratados no evento destacamos a experiência da sala de cinema. Seu conteúdo multimídia, com debates, workshops e rodadas de negócios que mobilizam convidados de todos os cantos das Américas e de outros países, opera agora, na 24ª edição do Festival do Rio a partir do conceito “Think locally, act globally”. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site ‘www.riomarket.com.br’.
Em tempos em que a geração de conteúdo é ouro para todos os suportes midiáticos, a arte de valorizar manifestações culturais locais, apresentando-as sob uma perspectiva universal, vem sendo o grande ponto de adesão de filmes, séries, podcasts, memes, TikToks, mobilizando as salas de exibição, a streaminguesfera, as redes de TV (abertas e a cabo) e todas as formas de VoD com uma nova dramaturgia atenta a um mundo pós-pandêmico.
“O desafio de quem produz cinema hoje, no mundo, é criar um conteúdo que viaje, tendo na mala sua identidade, como nação, como grupo. Usando um sistema como o da plataforma Filmocracy, o RioMarket navega pelo metaverso, expandindo as reflexões de nossos debates para todo o Brasil, seguindo daqui para o mundo”, diz Walkíria Barbosa, diretora do Festival do Rio. “Nenhum mercado hoje, sobretudo depois da pandemia, consegue ligar todas as pontas de sua cadeia produtiva trabalhando apenas presencialmente”.
“Abrir as portas para o RioMarket é ir ao encontro do DNA da ESPM, uma escola que une mercado e academia sempre com o propósito de ajudar a desenvolver a indústria e promover conhecimento aos profissionais e aos nossos estudantes também”, diz Luiz Romero, diretor acadêmico da ESPM Rio.
No dia 7, o RioMarket vai abrir com a palestra de Alex Braga, presidente da Ancine, seguida de importantes nomes do setor audiovisual. Também neste dia, numa ação de sinergia com o Consulado dos Estados Unidos, o evento dá a palavra a William Nix, representante do Producers Guild of América (PGA), o sindicato dos produtores dos EUA, para debater relações bilaterais de seu país com o Brasil.
A presença feminina vai ser representada por executivas do setor como Mônica Albuquerque (Warner Bros. Discovery América Latina), Tereza Gonzalez (ViacomCBS International Studios América Latina e Canadá) e Cecília Mendonça (Disney+ América Latina).
A Colômbia, a Argentina e o México vão ter uma plenária de hora no RioMarket, debatendo as oportunidades de financiamento e coprodução na América Latina. De lá vão falar vozes como Gustavo Nieto, Alina Hleap, Teresa Saldarriaga, Ana Piñeres, Miguel Mier e Fernando Sokolowicz, representantes de núcleos de produção de peso hoje na cena latina.
A importância dos games para a criação de novos veios narrativos e tecnológicos para o cinema será abordada num encontro com Roberto Fabri, Branding and Gaming VP na CCXP. Ele vai abordar a importância dos jogos eletrônicos nas diferentes plataformas, como negócio e como estética.
Discussões sobre as novas oportunidades de monetização do conteúdo no audiovisual e de comércio da web, como as NFTs (Non-Fungible Tokens), Metaverso e DAO vão ter lugar no RioMarket. Um dos participantes confirmados é Byron Mendes, ícone do metaverso no Brasil.
Outro tópico essencial para a ampliação dos veios de inclusão no audiovisual é a discussão sobre o conceito de “periferia” hoje. Konrad Dantas, o KondZilla, vem ao RioMarket para levantar algumas propostas de ação… e reação.
Na já tradicional seção Talks (Conversas), o RioMarket recebe, entre outros nomes, o ganhador do troféu Jabuti, a maior horaria das Literatura no país: Raphael Montes; um dos maiores autores da telenovela brasileira: Silvio de Abreu; o cantor e compositor Rubel, um dos bardos da novíssima geração da MPB, que tem uma trajetória como roteirista.
Revelação da Première Brasil do Festival do Rio, onde ganhou o troféu Redentor de Melhor Direção, em 2007, com “Estômago”, o paranaense Marcos Jorge, diretor da série sobre o caso Celso Daniel, vai participar do RioMarket debatendo com a produtora Teresa Saldarriaga e com o editor da “Revista de Cinema”, Hermes Leal, um dos nichos que mais crescem nos streamings: o filão True Crime.
A programação do evento vai incluir uma reflexão sobre a importância do cinema documental, com a participação do cineasta norte-americano Alex Pritz, diretor do documentário “O Território”, vencedor de Sundance 2022, e com a exibição de filmes premiados que abordam a questão da sustentabilidade.
No RioMarket vamos ter ainda masterclasses e workshops que contarão com nomes como Cininha de Paula, Jaqueline Vargas, Leandro Soares, Roberto Sadovski, Anita Barbosa, entre outros.
Este ano, as tradicionais rodadas de negócios serão retomadas com a participação dos principais players do mercado nacional e internacional. O evento vai tratar também de temas como direitos autorais, modelos de negócios, compliance (ouvidorias), audiosséries, entre tantos.
O RioMarket vai reunir num mesmo lugar, para falar sobre o audiovisual, produtores, distribuidores, exibidores, investidores, diretores, publicitários, representantes do setor de telecomunicações e radiodifusão. O cardápio é dos mais amplos, debruçando sobre as mais variadas áreas do audiovisual, a fim de trazer respostas, levantar perguntas e gerar reflexões sobre os novos caminhos da ficção, do documentário, da animação, nas diferentes plataformas, e das narrativas de variedades para um público que viu o mundo mudar com a pandemia. São essas mudanças que estão em foco. Um foco que valoriza o local e o global.