Depois de elogiadas exibições pelo país, o documentário ‘O desmonte do Monte’ faz sua estreia nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, com pré-estreia amanhã, às 21h30, no Estação Net Rio. Primeira direção da produtora Sinai Sganzerla, que também assina a pesquisa e o roteiro, o longa-metragem aborda a história do Morro do Castelo, marco da fundação do Rio de Janeiro pelos portugueses, e seu desmonte devido a interesses imobiliários. A narração do filme é feita por Helena Ignez (mãe da diretora), Negro Leo e Marcus Alvisi. No Rio de Janeiro, nesta primeira semana, o filme estará em cartaz no Estação NET Botafogo 2 e no Cine Santa.
O Morro do Castelo, conhecido como “Colina Sagrada”, foi escolhido pelos colonizadores portugueses para ser o local das primeiras moradias e fundação da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade e promover a especulação imobiliária.
“Apesar de fundamental para o entendimento de nossa fundação, esta história ainda é pouco conhecida e divulgada. Apenas no fim dos anos 90, começam a surgir livros sobre o tema e relatos mais detalhados. Quando descobri, fiquei fascinada e motivada a contar a trajetória da região”, explica Sinai. “O filme cobre 465 anos de história do Rio de Janeiro, desde a guerra entre franceses e portugueses e o extermínio de índios que antecederam a fundação até os dias de hoje”
Caça ao tesouro
O filme aborda ainda a instigante lenda do tesouro: ouro e pedras preciosas teriam sido armazenados nas galerias subterrâneas do morro por jesuítas na época colonial, que acabaram expulsos da região. Durante muito tempo, acreditou-se que existia uma riqueza escondida e inúmeras requisições foram feitas para conseguir uma autorização para a exploração do Morro do Castelo. Trechos do romance O Subterrâneo do Morro do Castelo, reunião de crônicas escritas por Lima Barreto no jornal Correio da Manhã que contam parte desta história, são lembrados no longa. O autor foi uma das poucas vozes que defenderam publicamente a permanência e vida do Morro do Castelo de São Sebastião.
O longa-metragem tem sua narrativa baseada em cerca de 700 iconografias e pinturas de diversos períodos, desde a fundação da cidade de São Sebastião até os dias atuais e conta com imagens em movimento da Celebração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, evento realizado com as terras do desmonte do Morro do Castelo. O documentário também conta com depoimentos de áudio de ex-moradores do Morro do Castelo e dos engenheiros que trabalharam no seu desmonte.
“Além de detalhar toda essa história, quis fazer uma analogia com as remoções que até hoje são realizadas sob falsos pretextos e com a constante desvalorização da nossa história”, completa a diretora.
Sobre Sinai Sganzerla
Sócia da Mercúrio Produções, Sinai Sganzerla produziu os longas ‘A Moça do Calendário’, ‘Ralé’, a restauração do longa ‘Copacabana Mon Amour’ e a série para TV ‘Van Bora!’, entre outras obras. Também trabalhou como distribuidora do filme ‘Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha’ em salas de cinema, além de assinar sua produção. Atua ainda nas áreas de pesquisa, curadoria e musicoterapia. Como diretora, fez sua estreia com o documentário ‘O desmonte do Monte’.
Ficha Técnica:
Direção e roteiro: Sinai Sganzerla
Montagem: Rodrigo Lima
Pesquisa adicional e tratamento iconográfico: Lucio Branco
Pós-produção e finalização: Hebert Marmo
Colorista: Anuar Marmo
Motion design: Rodrigo Lima, Jansen Raveira, Andre Pantoja
Edição e mixagem de som: Damião Lopes, Jesse Marmo, Vinicius Leal
Seleção musical: Sinai Sganzerla
Música original: Marcelo Callado
Fotografia cidade contemporânea: Nayana Sganzerla, Sinai Sganzerla
Produção de base: Ludmila Patrício
Produção executiva: Sinai Sganzerla
Controller: Cristiane Cavalcante
Letreiros e Cartaz: João Marcos de Almeida
Produção e Realização: Mercúrio Produções
Festivais/Exibições:
17ª Mostra do Filme Livre, MFL 2018 – RJ, SP, DF
5 Fórum Internacional sobre Patrimônio Arquitetônico – Brasil-Portugal (FIPA)
Picture taken in the 1960s in Sweden shows legendary Swedish filmmaker and theater director Ingmar Bergman shooting a movie. / AFP PHOTO / SCANPIX SWEDEN / BONNIERS HYLEN
O documentário “Ingmar Bergman – Por Trás da Máscara” estreia com exclusividade no Curta!, sábado, 14, às 22h10, dia em que Bergman completaria cem anos. A produção enfoca um momento peculiar da vida do cineasta sueco: o ano em que, recuperando-se de uma profunda crise, ele rodou “Persona”, tido como um dos melhores filmes de todos os tempos. Filmado na Ilha de Fårö durante um período conturbado para o realizador, “Persona” marcou a primeira aparição de Liv Ullmann em uma de suas obras. A atriz, que viria a ser considerada sua maior “musa”, teve com ele uma filha. Único diretor a ser premiado com a Palma das Palmas no Festival de Cannes, Bergman é visto como o mestre maior por cineastas como Quentin Tarantino, Woody Allen e Michael Haneke.
Jorge Mautner, um dos grandes nomes da Tropicália, ganha releituras de suas composições em episódio inédito da série exclusiva “Os Ímpares”, na Segunda da Música, 9, às 20h. A banda Exército de Bebês faz sua versão bem-humorada da música “Encantador de Serpentes” e a banda Tono relê “Bomba de Estrelas”, faixa que dá nome ao álbum do compositor. Mautner relembra as músicas do disco, e o estúdio recebe a visita de Robertinho do Recife, compositor de “Encantador de Serpentes”. “Os Ímpares” é uma série documental em dez episódios que convida nomes de peso da música brasileira a gravar releituras de faixas presentes em álbuns experimentais das décadas de 60 e 70, que não tiveram o devido reconhecimento na época do seu lançamento. Com direção de Henrique Alqualo e Isis Mello, direção musical de Berna Ceppas e realização da Lunar Multimídia e da Moa Filmes, “Os Ímpares” foi produzida através de financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE.
No final do século XIX, surgiu a fotomontagem, um método artístico que abriu caminho para uma nova forma de pensar juntando imagens, ideias, misturando contrastes e criando significados. Valério Vieira foi um dos primeiros a trabalhar com essa técnica no Brasil. No episódio inédito de “Instantes Cruzados”, que vai ao ar na Terça das Artes, 10, às 23h30, Helena de Barros debate com Milton Guran a evolução no processo de manipulação de imagens e cria a sua versão de “Os Trinta Valérios”, fotomontagem icônica do artista.
Na Quarta de Cinema, 11, às 20h, a faixa “A Vida é Curta!” apresenta uma seleção de filmes sobre artistas da Bossa Nova, celebrando os 60 anos do movimento. Abrindo a faixa, “Vinicius de Moraes, Um Rapaz de Família”, traz o olhar afetivo da filha Susana Moraes, que dirige a produção. A obra mostra o artista na intimidade: o homem que colecionou títulos, de poeta até diplomata, e que vivia cercado de amigos como Oscar Niemeyer, Ferreira Gullar e Tom Jobim. Encerra a sessão o curta “Nelson Cavaquinho”, que mostra o cotidiano do sambista e é dirigido por Leon Hirszman. A produção ganhou o prêmio Destaque do Júri no Festival Brasileiro de Curta-Metragem, em 1971, e foi montada pelo amigo de Hirszman e também cineasta Eduardo Escorel.
Na Quinta do Pensamento, 12, às 23h30, o episódio inédito da série documental “Alegorias do Brasil” trata do jeitinho brasileiro. O Brasil não é o único país onde as pessoas dão seu jeitinho, mas provavelmente é o único que se reconhece e se identifica por esse procedimento. O jeitinho é um elemento ambivalente da cultura: de um lado, é desprezo às regras e às leis; mas, de outro lado, é a alternativa criativa para superar o desamparo institucional. No Brasil, o jeitinho parece ser ao mesmo tempo nossa danação e nossa salvação.
“Alegorias do Brasil” é a primeira produção do cineasta Murilo Salles idealizada exclusivamente para a TV. Ao longo de 13 episódios, as alegorias brasileiras – ou seja, as expressões culturais que afirmam a nossa identidade – serão colocadas em discussão e analisadas por nomes como Francisco Bosco, Silviano Santiago, Maria Rita Kehl e Nuno Ramos. A série é uma produção da Cinema Brasil Digital com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual da ANCINE.
SEGUNDA DA MÚSICA
Os Ímpares (Série Musical) – Episódio: Jorge Mautner – Tono e Exército de Bebês
Exército de Bebês faz sua versão da música “Encantador de Serpentes”. A banda Tono relê “Bomba de Estrelas”, faixa que dá nome ao álbum de Jorge Mautner. Mautner e Robertinho do Recife relembram as músicas do álbum. “Os Ímpares” é uma série documental que tem como tema a releitura de álbuns experimentais das décadas de 60 e 70 que não tiveram o devido reconhecimento na época do seu lançamento.
Diretores: Henrique Alqualo e Isis Mello
Duração: 27 min.
Exibição: 9 de julho, segunda-feira, às 20h.
Classificação: Livre.
Horários alternativos: 10 de julho, terça-feira, às 14h.
Instantes Cruzados (Série Documental) – Helenbar: A Fotografia e a Realidade
No final do século XIX, surgiu a fotomontagem, um método artístico que abriu caminho para uma nova forma de pensar juntando imagens, ideias, misturando contrastes e criando significados. Valério Vieira foi um dos primeiros a trabalhar com esta técnica no Brasil. Helena de Barros é a convidada que debaterá com Milton Guran a evolução no processo de manipulação de imagens e fará a releitura da foto de Valério.
A série “Projeções” joga luz sobre o mais recente cinema expandido brasileiro, em seus diferentes gêneros e formatos. O programa conta com 15 episódios em que realizadores falam frente às suas obras projetadas, expondo seus processos de criação, desafios e conquistas. Neste episódio, o diretor Gregorio Graziosi explora a temporalidade e o esquecimento em seus curtas-metragens “Seba”, “Phiro” e “Monumento”.
O Brasil não é o único país onde as pessoas dão seu jeitinho, mas provavelmente é o único que se reconhece e se identifica por esse procedimento. O jeitinho é um elemento ambivalente da cultura: de um lado, é desprezo às regras e às leis; mas, de outro lado, é a alternativa criativa para superar o desamparo institucional. No Brasil, o jeitinho parece ser ao mesmo tempo nossa danação e nossa salvação.
O Guia Pervertido da Ideologia – parte 2 (Documentário)
Os realizadores de O Guia Pervertido do Cinema retornam com essa busca por significados escondidos no cinema. O filósofo Slavoj Zizek usa sua interpretação das imagens em movimento para apresentar uma jornada cinematográfica ao coração da ideologia: os sonhos que formam nossas convicções e costumes coletivos.
Durante anos, as experiências e as histórias daqueles que passaram a infância nos tempos da guerra foram silenciadas. Longe de serem poupadas pelos conflitos brutais, crianças foram jogadas no caos dos tempos mais sombrios e sinistros da História Mundial. Esse documentário reconta a história de uma geração única de crianças que tinham 10 anos em 1940, e que cresceram no epicentro do tenebroso cenário da Segunda Guerra Mundial.
Ingmar Bergman – Por trás da máscara (Documentário)
O documentário celebra o centenário do nascimento do grande mestre do cinema autoral, revisitando um momento peculiar da vida de Bergman: o ano de produção de “Persona”. O único diretor premiado com a Palma das Palmas no Festival de Cannes, Bergman é visto como o mestre maior por cineastas como Quentin Tarantino, Woody Allen e Michael Haneke.
Elenco: Keira Knightley, Mackenzie Foy, Eugenio Derbez, Matthew Macfadyen,
Richard E. Grant, Sergei Polunin, Jayden Fowora-Knight, Omid
Djalili, Jack Whitehall, Meera Syal, Ellie Bamber, Misty Copeland, com Helen Mirren e Morgan Freeman.
Diretor: Lasse Hallström
Produtores: Mark Gordon, Larry Franco
Produtores executivos: Sara Smith, Lindy Goldstein
Roteiro: Ashleigh Powell e Simon Beaufoy
Tudo que Clara (Mackenzie Foy) deseja é obter uma chave – uma chave única, capaz de abrir uma caixa que contém um presente de valor inestimável deixado por sua mãe já morta. Ligações estratégicas apresentadas a ela na festa anual de seu padrinho Drosselmeyer (Morgan Freeman), levam Clara à cobiçada chave – que rapidamente desaparece em um estranho e misterioso mundo paralelo. É lá que Clara encontra um soldado chamado Phillip (Jayden Fowora-Knight), uma gangue de camundongos e os regentes que presidem os três reinos: o Reino da Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces. Clara e Phillip precisam enfrentar o sinistro Quarto Reino, onde vive a tirana mãe Ginger (Helen Mirren), para recuperar a chave e ter esperança de trazer a harmonia de volta ao seu mundo. Estrelando Keira Knightley como a Fada Açucarada, e com uma participação especial de Misty Copeland, a nova produção da Disney – “O Quebra-nozes e os quatro Reinos” – é inspirada no conto clássico de E.T.A. Hoffmann (O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos) e dirigida por Lasse Hallström, e estará em cartaz nos cinemas a partir de 2 de novembro de 2018.
Descrição abreviada:
Quando Clara se vê em um mundo estranho e paralelo, que abriga o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces, precisa enfrentar o sinistro Quarto Reino e sua governante tirana, Mãe Ginger, para trazer de volta a harmonia a seu instável mundo.
Notas:
E.T.A. Hoffmann escreveu “The Nutcracker and the Mouse King” (O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos) em 1816. Uma adaptação foi feita posteriormente por Alexandre Dumas Père, com “O Quebra-Nozes” criado para a música de Tchaikovsky e o balé encomendado em 1891 pelo diretor dos Teatros Imperiais Russos. Por ter estreado uma semana antes do Natal em 1892, o balé de conto de fadas – encenado na véspera de Natal – tornou-se uma tradição do período de festas em todo o mundo. O New York City Ballet fez o primeiro “Quebra-Nozes” de George Balanchine em 1954.
O drama francês “A NÚMERO UM”, de Tonie Marshall, estreia dia 4 de julho no streaming. O filme inteligente e provocativo fala sobre o espaço que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho. Emmanuelle (Emmanuelle Devos) é uma líder ambiciosa, que não titubeia ao tomar decisões difíceis, e começa a sofrer ataques machistas depois que vira candidata à vaga de CEO de uma empresa.
Executiva de uma importante empresa de energia eólica, Emmanuelle recebe um convite para conhecer um clube feminista criado por Adrienne, que defende de forma poderosa a presença das mulheres no mercado corporativo. Graças a ajuda de Adrienne, Emmanuelle é promovida à presidência de uma empresa de água francesa e torna-se a primeira mulher no cargo de uma das maiores empresas da França.
Dirigido pela também atriz Tonie Marshall, “A NÚMERO UM” acompanha a transformação pessoal e profissional da protagonista. A principal mudança se dá a partir do seu modo de ver as atitudes masculinas dentro do seu ambiente de trabalho.
Fernanda Montenegro está no elenco do filme A VIDA INVÍSIVEL, de Karim Aïnouz (O Abismo Prateado, Praia do Futuro), que acabou de ser rodado esta semana no Rio de Janeiro. Com produção de Rodrigo Teixeira, da RT Features, a livre adaptação do livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha, é um melodrama contemporâneo sobre sororidade , uma crônica da condição feminina nos anos 50 no Rio de Janeiro, década marcada por um conservadorismo profundo. Fernanda e Carol Duarte interpretam Eurídice Gusmão em fases diferentes da vida.
– Fazer um filme, para mim, não é só sobre o resultado, mas também sobre o processo. Nesse sentido, foi fundamental trabalhar com essa equipe e elenco que entenderam que esse era um filme vivo. O planejamento e as situações mudavam a todo momento e todos estavam abertos para isso, trabalhando junto com essas transformações diárias. Pessoalmente foi um grande desafio atualizar o melodrama e fazer um filme sobre o passado que ecoe no presente – declara o diretor.
No Rio de Janeiro dos anos 50, as irmãs Guida (Júlia Stockler) e Eurídice (Carol Duarte) são como duas faces da mesma moeda– duas irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sem namorado, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas para sempre e passam suas vidas tentando encontrar uma a outra, como se só juntas fossem capazes de seguirem suas vidas. Ao longo da história, revelam-se a vida adversa de mãe solo que Guida levou longe da família e o apagamento vivido por Eurídice, que acabou por abandonar o sonho de ser uma pianista profissional para se tornar uma dona de casa exemplar e satisfazer o marido e os pais.
– Esta foi a segunda vez que trabalhei com o Karim e é sempre um prazer vê-lo no set, dinâmico e muito focado em seus objetivos. Depois do ‘Abismo Prateado’, passei sete anos procurando um projeto que pudesse nos proporcionar a honra de trabalharmos juntos novamente e não poderíamos ter escolhido uma história melhor a ser contada. Estou muito feliz com a direção do Karim e a relação que ele propôs com o gênero do melodrama – comemora Teixeira.
Com roteiro assinado por Murilo Hauser e colaboração de Inés Bortagaray, além de Carol Duarte e Fernanda Montenegro, Júlia Stockler e Gregório Duvivier completam o elenco. Quem assina a fotografia do filme é Hélène Louvart, que foi fotógrafa dos longas Pina, de Win Wenders, The Smell of Us, de Larry Clark; e As Praias de Agnes, de Agnès Varda, entre outros. Com coprodução do Canal Brasil e distribuição da Sony Pictures, A VIDA INVÍSIVEL tem previsão de estreia em 2019. “Eu estou ciente de que as histórias particulares não necessariamente fazem bons filmes. Filmes são bons quando eles contam uma história ainda não contada, histórias que precisam ser contadas”, completa Karim.
Acompanhe mais informações e fotos do filme através do Instagram oficial: @vidainvisivel
Sinopse
Antigas cartas de sua irmã Guida, há muito desaparecida, surpreendem Eurídice, hoje uma senhora de 80 anos. No Rio de Janeiro dos anos 50, Guida e Eurídice serão cruelmente separadas, impedidas de viverem os sonhos que alimentaram juntas ainda adolescentes. ‘A VIDA INVÍSIVEL’ é a história destas duas mulheres, duas irmãs, tentando lutar contra as forças sociais que insistem em frustrá-las. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, se desdobram para seguir em frente, ainda que distante de seus sonhos e desejos. Um melodrama contemporâneo sobre sororidade, sobre mulheres apaixonadas, fortes e afetuosas. Irão Guida e Eurídice se reencontrar a tempo de vencer a opressão que as sufoca?
FICHA TÉCNICA
Direção: Karim Ainouz
Roteiro: Murilo Hauser e Inés Bortagaray baseado na obra de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Júlia Stockler e Gregório Duvivier.
Produtor: Rodrigo Teixeira (RT Features)
Co-produtor: Canal Brasil e Match Factory
Produtores Executivos: Ana Kormanski, Daniel Pech, Viviane Mendonça e Camilo Cavalcanti.
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem: Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Idioma: Português
Gênero: Drama
Ano: 2018
País: Brasil
Classificação: (a definir)
SOBRE O DIRETOR
Diretor dos premiados Madame Satã e O Céu de Suely, seu trabalho mais recente, o documentário Aeroporto Central THF, estreou este ano na mostra Panorama do 68º Festival de Berlim onde recebeu o prêmio da Anistia Internacional. Seus curtas-metragens e instalações foram exibidos em inúmeras mostras e museus incluindo o Whitney Museum of American Art Biennial, MoMa Nova York, Bienal de São Paulo, Bienal de Sharjah, Parque Lage, Festival Videobrasil. Foi homenageado na 13ª Mostra de Cinema de Tiradentes e teve retrospectivas na Espanha e Suiça, França e Estados Unidos. Em 2012 Aïnouz foi convidado a integrar o júri da Cinéfondation e Competição de Curtas-metragens do 65° Festival de Cannes e foi presidente do Júri do Festival do Rio em 2014.
Como consultor de roteiros, participou de programas como o Sundance Screenwriters Lab, Rawi Screenwriters Lab, na Jordânia, e Curso de Desarrollo de Proyectos Cinematográficos Iberoamericanos, da Fundación Carolina em parceria com o Programa Ibermedia, entre outros.
Aïnouz é ainda fundador e tutor do Laboratório de Audiovisual Porto Iracema das Artes, um dos principais laboratórios de desenvolvimento de roteiro do país.
Em 2015, estreou o documentário Velázquez ou o Realismo Selvagem, exibido pelo canal franco-alemão ARTE. Seu primeiro longa-metragem, Madame Satã, estreou na mostra Um Certain Regard do Festival de Cinema de Cannes em 2002. Seus longas seguintes, O Céu de Suely e Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (co-dirigido com Marcelo Gomes) estrearam no Festival de Veneza, na Mostra Orizzonti em 2006 e 2009, respectivamente. Em 2008, dirigiu a série de 13 episódios Alice para a HBO Latin America e, em 2011, O Abismo Prateado teve sua estreia mundial em Cannes, na Quinzena dos Realizadores, e recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio. Em 2014, Aïnouz estreou o longa-metragem Praia do Futuro na Competição Oficial da 64ª edição do Festival de Berlim, onde também apresentou o documentário Catedrais da Cultura, filmado em 3D e produzido por Wim Wenders. Aïnouz é membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.