A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 30 de outubro a 11 de novembro de 2018 (terça-feira a domingo), a mostra Os filmes que driblaram a censura de Franco. Na programação, com curadoria da espanhola Marta Sánchez, 12 longas-metragens espanhóis pouco vistos no Brasil e três encontros sobre a importância histórica e estética da produção no período. O projeto tem apoio do Ministério da Cultura da Espanha (por meio do Instituto de Cine y Artes Audiovisuales), da Embaixada da Espanha e do Instituto Cervantes.
Pouco se conhece no Brasil sobre o cinema espanhol produzido durante o longo período em que Francisco Franco esteve no poder (1939-1975). Entre o cinema surrealista de Buñuel e as cores da Espanha contemporânea de Almodóvar, existe uma produção importante, realizada muitas vezes em condições adversas. Durante a ditadura franquista, surgiram ou se consolidaram cineastas como Juan Antonio Bardem, Luis García Berlanga, Carlos Saura e outros, que nem sempre tiveram o reconhecimento que mereciam.
“Entre Buñuel e Dalí (Un perro andaluz,1929) e o primeiro filme de Almodóvar (Pepi, Luci e Bom, 1980), muitos diretores desenvolveram uma gramática audiovisual que seria usada por cineastas espanhóis posteriormente”, observa a curadora Marta Sánchez. “Depois da Guerra Civil, dos anos do regime de Franco até a chegada da democracia, esses cineastas burlaram a censura e conseguiram falar sobre problemas, esperanças e decepções da sociedade em que viviam. A mostra homenageia a liberdade de expressão e a coragem e inteligência dos que souberam encontrar maneiras alternativas de se expressar para satisfazer a censura sem abandonar os temas que queriam tratar.”
A censura oficial no cinema espanhol entrou em vigor um ano após o golpe militar de 1936, que desencadeou uma guerra civil de três anos. Mesmo com algumas mudanças nas leis, a censura estabelecida se manteve até bem depois da morte de Franco, em 1975. A mostra reúne 12 filmes desse período, que serão exibidos em formato digital. “Com exceção de Viridiana, os filmes são todos de difícil acesso no Brasil e não estão disponíveis em versões digitais brasileiras ou nas cinematecas locais”, explica Julia Dias, coordenadora da mostra. “Neste momento político do Brasil, em que o conservadorismo tem ganhado espaço e expressões artísticas têm sido ameaçadas por visões morais e religiosas, é especialmente importante discutir as questões trazidas na mostra”, completa.
Atividades extras:
Como parte da programação, serão realizados três encontros durante a mostra, com a curadora Marta Sánchez, os professores de cinema Ángel Diez (Escola Darcy Ribeiro) e Patrícia Rebello (UERJ), o filósofo Alexandre Costa (UFF) e a historiadora Samantha Quadrat (UFF), que discutirão tanto a importância da produção apresentada quanto as relações entre cinema e política, em especial durante contextos autoritários.
Incentivo à cultura:
A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.
Programação:
30 de outubro (terça-feira)
17h – Furtivos (1975), de José Luis Borau, 82 min, Blu-ray, 18 anos
19h – Bem-vindo, Mister Marshall! (1952), de Luis García Berlanga, 78 min, Blu-Ray, Livre
31 de outubro (quarta-feira)
17h – Morte de um ciclista (1955), de Juan Antonio Bardem, 84 min, Blu-Ray, 18 anos
19h – O espírito da colmeia (1973), de Víctor Erice, 98 min, Blu-Ray, Livre
1º de novembro (quinta-feira)
17h – A caça (1965), de Carlos Saura, 88 min, Blu-Ray, 18 anos
18h50 – A tia Tula (1964), de Miguel Picazo, 107 min, Blu-Ray, 18 anos
2 de novembro (sexta-feira)
15h – Nove cartas a Berta (1965), de Basílio Martín Patino, 95 min, digital, Livre
17h – MasterclassCalar dizendo, dizer calando – Cinema sob censura, com Marta Sanchez
19h10 – Viridiana (1961), de Luis Buñuel, 90 min, Blu-Ray, 18 anos
3 de novembro (sábado)
14h30 – O espírito da colmeia (1973), de Víctor Erice, 98 min, Blu-Ray, Livre
16h30 – Sulcos (1951), de José Antonio Nieves Conde, 100 min, Blu-Ray, Livre
19h – Furtivos (1975), de José Luis Borau, 82 min, Blu-ray, 18 anos
4 de novembro (domingo)
16h – A tia Tula (1964), de Miguel Picazo, 107 min, Blu-Ray, 18 anos
18h30 – Morte de um ciclista (1955), de Juan Antonio Bardem, 84 min, Blu-Ray, 18 anos
6 de novembro (terça-feira)
17h – O carrasco (1963), de Luis García Berlanga, 91min, Blu-Ray, 18 anos
19h – O Crime de Cuenca (1979), de Pilar Miró, 88 min, Blu-Ray, 18 anos
7 de novembro (quarta-feira)
17h – DebateO nuevo cine espanhol e outras estéticas de resistências, com os professores de cinema Ángel Diez (Escola Darcy Ribeiro)** e Patrícia Rebello (UERJ)
19h10 – A caça (1965), de Carlos Saura, 88 min, Blu-Ray, 18 anos
8 de novembro (quinta-feira)
17h – Viridiana (1961), de Luis Buñuel, 90 min, Blu-Ray, 18 anos
19h – Minha querida senhorita (1971), Jaime de Armiñán, 84 min, Blu-Ray, 12 anos
9 de novembro (sexta-feira)
17h – Bem-vindo, Mister Marshall! (1952), de Luis García Berlanga, 78 min, Blu-Ray, Livre
19h – Nove cartas a Berta (1965), de Basílio Martín Patino, 95 min, digital, Livre
10 de novembro (sábado)
15h – O Crime de Cuenca (1979), de Pilar Miró, 88 min, Blu-Ray, 18 anos
17h – DebateCinema, censura e memória ontem e hoje, com o filósofo Alexandre Costa (UFF) e a historiadora Samantha Quadrat (UFF)
19h10 – O carrasco (1963), de Luis García Berlanga, 91min, Blu-Ray, 18 anos
11 de novembro (domingo)
16h – Minha querida senhorita (1971), Jaime de Armiñán, 84 min, Blu-Ray, 12 anos
18h – Sulcos (1951), de José Antonio Nieves Conde, 100 min, Blu-Ray, Livre
Distribuidora conta também com um filme selecionado para a 42ª Mostra de Cinema em São Paulo
A Cineart Filmes terá três filmes na programação oficial do Festival do Rio 2018, que acontece de 1º a 11 de novembro.
“Esse ano marca um crescimento muito importante para a Cineart Filmes. Com um line up de qualidade e através de uma curadoria cuidadosa, estivemos no Festival Varilux, com o segundo filme mais vistos do Festival, 50 são os novos 30, apostamos em um filme brasileiro que foi um dos mais comentados do Festival de Brasília, LUNA, dirigido por Cris Azzy, que estará na Premiere Brasil, no Festival do Rio com outros dois filmes internacionais adquiridos pela Cineart, o romance Entre Tempos e SHADE – ENTRE BRUXAS E HERÓIS, um filme lindo e emocionante que também estará na Mostra de São Paulo”, afirma Thais Henriques, a frente da distribuidora.
FILMES
Dirigido por Cris Azzi, o longa-metragem LUNA foi selecionado para participar da mostra competitiva Novos Rumos, que acontece de 1º e 11 de novembro. A história da Luana (Eduarda Fernandes) e de seu encontro com Emília (Ana Clara Ligeiro) atravessa temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias, a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação.
Direção e Roteiro: Cris Azzi Produção: Delícia Filmes E Urucu Produzido Por: Cris Azzi, Elias Ribeiro, Cait Pansegrouw Elenco: Eduarda Fernandes, Ana Clara Ligeiro, Lira Ribas, Hewrison Ken, Matheus Soriedem, Manu Maria, Guto Borges Duração : 89 Minutos Gênero: Drama Ano: 2018
Já o romance dramático ENTRE TEMPOS (RICORDI?), de Valerio Mieli, é uma longa história de amor, vista através das memórias de um jovem casal: lembranças moldadas por humores, por diferentes perspectivas e pelo próprio tempo. A jornada através dos anos de duas pessoas, unidas, divididas, felizes, infelizes, profundamente apaixonadas entre si ou apaixonadas por outros, num único fluxo de emoções e nuances de sentimentos.
Direção: Valerio Mieli Produção: Angelo Barbagallo, Laura Briand Elenco: Linda Caridi, Luca Marinelli, Giovanni Anzaldo, Camilla Diana, Anna Manuelli, Eliana Bosi Duração: 106 min Gênero: romance, drama País: Itália Ano: 2018
Outro filme já confirmado no Festival e que também estará na 42ª Mostra Internacional de Cinema é a coprodução entre Sérvia e Macedônia, SHADE – ENTRE BRUXAS E HERÓIS (THE WITCH HUNTERS), de Rasko Miljkovic. Na trama, Jovan (Mihajlo Milavic) é um menino de 10 anos como espécie de paralisia cerebral que pensa ser invisível, especialmente, aos olhos de seus pais e colegas de classe. Em seu mundo, ele é livre para ser quem ele quiser e possui superpoderes de herói. Porém, um dia conhece a corajosa e determinada Milica (Silma Mahmuti), que desmonta os muros que Jovan construiu ao seu redor e o convida a se juntar a ela numa aventura da vida real: livrar seu pai de sua nova esposa, quem ela acredita ser uma bruxa.
Direção: Rasko Miljkovic Roteiro: Marko Manojlovic, Milos Kreckovic Elenco: Mihajlo Milavic, Silma Mahmuti Duração: 86 min Gênero: Família País: Sérvia, Macedônia Ano: 2018
SOBRE A CINEART FILMES
A Cineart Filmes é uma distribuidora 100% brasileira e independente que tem, como principal objetivo, compartilhar conteúdos audiovisuais de alta qualidade. Trabalhando tanto com obras nacionais quanto internacionais, independentemente do gênero, o nosso compromisso é sempre o de oferecer cultura e entretenimento de qualidade ao maior número de pessoas possível. Para isso, além de valorizar o cinema nacional e abrir espaço para as produções regionais, a Cineart Filmes participa dos maiores festivais e feiras de cinema do mundo, como Cannes, Toronto, Berlim e AFM.
Nossa intenção é de alcançar cada vez mais o mercado exibidor e as redes de distribuição, sempre buscando conteúdos diversificados e de qualidade dentro e fora do Brasil. Assim, com ética nas relações e compromisso com os parceiros, vamos ampliando as nossas fronteiras, fortalecendo a indústria audiovisual no Brasil e no mundo, levando mais longe a magia do cinema.
Preocupada em trabalhar sempre com conteúdos de alta qualidade, a Cineart busca um relacionamento próximo com os seus parceiros produtores desde as etapas iniciais dos projetos, acreditando que esse envolvimento contribui para o sucesso comercial do projeto, através da elaboração de planejamentos específicos e cuidadosamente pensados para cada trabalho, procurando traçar o perfil e o tamanho ideal de cada lançamento.
Produtor dos premiados “Aquarius” e “Boi Neon”, o cineasta Tiago Melo estreará o longa “AZOUGUE NAZARÉ” na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio, onde foi selecionado para a mostra competitiva da Première Brasil. Ganhador do prêmio “Bright Future Award” no Festival de Cinema de Roterdã, o filme conta a história de diversos acontecimentos misteriosos que assombram os moradores de Nazaré da Mata, município de Pernambuco.
Com a religião também em pauta, o longa mergulha no universo do Maracatu Rural, uma tradicional manifestação da cultura popular brasileira que surgiu com a mistura de danças e religiões de matriz africana trazidas pelos povos escravizados no Brasil. A trama se passa num imenso canavial onde um Pai de Santo pratica um ritual religioso com cinco caboclos, que ganham poderes, incorporam entidades e desaparecem. Enquanto isso, numa casa isolada, mora o casal Catita e Irmã Darlene. Ele esconde que participa do Maracatu, e ela é fiel da igreja do Pastor Barachinha, um antigo mestre de maracatu convertido à religião evangélica, que se vê na missão de evangelizar toda a cidade.
Segundo o diretor, o filme rompe com a visão habitual da cultura popular. “Ele desmistifica o dia a dia dos maracatuzeiros, trazendo emoções e desejos de pessoas por trás das fantasias, confrontando a ideia de uma manifestação parada no tempo, com o uso funcional de tecnologias e das redes sociais, que naturalmente facilitam a comunicação”, diz. O elenco se destaca com a interpretação e atuação de mais de sessenta integrantes do Grupo de Maracatu, que fortalece a narrativa do filme ao acompanhar personagens fictícios envolvidos em questões reais e contemporâneas, a tensão religiosa e a expectativa do carnaval.
O filme foi exibido em mais de 20 festivais em todo o mundo e, além de Roterdã, levou prêmio de Melhor Direção no BAFICI 2018, Menção Honrosa no Lima Independiente Film Festival 2018 e o Prêmio da Crítica no Festival de Toulouse. Em breve será exibido em outros festivais, como Festival de Cine La Orquidea, no Equador; Duhok International Film Festival, no Iraque; Festival Internacional de Cine de Morelia, no México; Mumbai Film Festival, na Índia; e Geneva International Film Festival, na Suíça.
Sinopse:
Num imenso canavial que parece não ter fim, numa casa isolada, moram o casal Catita e Irmã Darlene. Catita esconde que participa do Maracatu. Darlene é fiel da igreja do Pastor Barachinha, um antigo mestre de maracatu convertido à religião evangélica, que se vê na missão de expulsar o demônio do Maracatu, evangelizando toda a cidade. Em meio ao canavial, um Pai de Santo pratica um ritual religioso com cinco caboclos de lança. Os caboclos ganham poderes, incorporam entidades e desaparecem. A cidade de Nazaré da Mata testemunha acontecimentos misteriosos.
Festivais e Prêmios:
International Film Festival Rotterdam 2018 (Bright Future Award);
Cinélatino – 30º Rencontres de Toulouse (French Critic’s Award // Prix SFCC de Toulouse);
Festival of African, Asian and Latin American Cinema 2018;
New Directors/New Films Festival 2018;
BAFICI 2018 (Best Director Award // Premio FEISAL Best Film);
MOOOV Film Festival 2018;
Visionär Film Festival 2018;
Lima Independiente Film Festival 2018 (Mención Honrosa Competencia Iberoámerica Ahora);
Edinburg International Film Festival 2018;
Transatlantyk Festival 2018;
Taoyuan Film Festival 2018;
Queer Lisboa 2018;
Festival de Cine Latinoamericano de La Plata 2018;
Gran Prix Ostrava Kamera Oko 2018;
Third Horizon Film Festival 2018.
Ficha Técnica
Diretor: Tiago Melo
Elenco: Valmir do Côco, Joana Gatis, Mestre Barachinha, Mohana Uchôa e Edilson Silva
Produtor: Leonardo Sette
Produtoras: Lucinda Filmes e Urânio Filmes
Roteiro: Tiago Melo e Jeronimo Lemos
Diretor de Fotografia: Gustavo Pessoa
Diretor de Arte: Ananias de Caldas
Mixagem – Carlos Montenegro
Desenho e Edição de Som – Guga S. Rocha e Marina Silva
Som Direto – Tiago Campos e Phelipe Joannes
Montagem: André Sampaio
Trilha Sonora: Tomaz Alves Souza e Mestre Anderson
Sobre o diretor:
Tiago Melo é um dos profissionais mais atuantes do cinema brasileiro, tendo trabalhado em diversos curtas e mais de 20 longas-metragens. Nasceu no Recife em 1984 e iniciou sua carreira artística no teatro em 1999. Em 2007 participou do curso “A Construção Dramática” na Escuela Internacional de Cine y Televisión em San Antonio de los Baños, Cuba. Como Produtor, destacamos o curta “Sem Coração”, ganhador do “Prix illy du court métrage” na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes em 2014, “Boi Neon”, premiado nos festivais de Veneza, Toronto, Hamburgo, Warsaw e Rio de Janeiro, e o premiado “Aquarius” de Kleber Mendonça Filho, com estreia na seleção oficial de Cannes e premiado em mais de 20 festivais. Na Direção, Tiago assina o curta-metragem “Urânio Picuí” e o longa metragem de ficção Azougue Nazaré.
Fundada por Leonardo Sette, a Lucinda Filmes vem se consolidando como uma importante produtora brasileira. “Poucos Raivosos”, dirigido por Isabel Penoni e Leonardo Sette, estreou em 2012 na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, e participou de diversos festivais nacionais e internacionais, com destaque para o prêmio de Melhor Filme (Bill Douglas Award) no Glasgow Short Film Festival. Outro destaque é a distribuição do longa “As Hiper Mulheres”, também dirigido por Leonardo Sette, que foi exibido nos festivais de Roterdã, Toulouse, Berlin (NATIVe programme), entre outros. A Lucinda é também produtora associada do longa “Ventos de Agosto” de Gabriel Mascaro, que teve estreia mundial no Festival de Locarno em 2014, onde recebeu Menção Especial do Júri. “Ventos de Agosto”, viajou por mais de 30 festivais internacionais, onde destacamos os prêmios de Melhor Filme no Festival de Amiens e no Festival de Istambul.
Bio Urânio Filmes:
A Urânio Filmes é uma produtora independente brasileira com sede na cidade do Recife com foco na produção e supervisão musical de obras audiovisuais. Fundada pelo Produtor/Diretor Tiago Melo e pelo Produtor Gustavo Montenegro, a empresa atualmente se dedica a distribuição do longa-metragem de ficção “Azougue Nazaré” (direção e roteiro de Tiago Melo); à pré-produção do longa-metragem de ficção “Yellow Cake” (direção e roteiro de Tiago Melo); e aos desenvolvimentos do longa documental Um Romance Que Ninguém Leu” (direção de Gustavo Montenegro) e do longa de ficção “Estrada Irineu Serra” (direção de Tiago Melo em parceria com Pedro Sotero).
Nos cinemas desde o dia 11 de outubro, o longa-metragem “Tudo Por Um Pop Star” já levou mais de 500 mil pessoas aos cinemas em apenas cinco dias em cartaz, segundo dados da ComScore. Disponível em 584 salas em todo o Brasil, o filme reúne no elenco Maisa Silva (Gabi), Klara Castanho (Manu), Mel Maia (Ritinha), Giovanna Lancellotti (Babete) e João Guilherme (Slack) e ficou em segundo lugar na bilheteria do final de semana. A direção é de Bruno Garotti. Com roteiro de Thalita Rebouças e colaboração de roteiro de Bruno Garotti e de Dadá Coelho, a produção é da Panorâmica, com coprodução da 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes.
Baseado na obra homônima de Thalita Rebouças, “Tudo Por Um Pop Star” conta a história das três adolescentes Manu, Gabi e Ritinha, que ficam extasiadas quando recebem a notícia de que a boy band “Slava Body Disco Disco Boys” estará em turnê no Rio de Janeiro. Tietes intensas, elas não vão medir esforços para realizar o sonho de ver de perto seus ídolos Slack (João Guilherme), Michael (Victor Aguiar) e Julius (Isacque Lopes).
Moradoras do interior, elas têm uma primeira e difícil missão: convencer os pais a deixá-las viajarem sozinhas para a capital. Para isso, as meninas contam com a forcinha de uma importante aliada: Babete (Giovanna Lancellotti), a prima avoada e mais velha de Manu. Passada essa etapa, precisarão dar um jeito para conseguir ingressos, que já estão esgotados. E é aí que entra o famoso youtuber Billy Bold (Felipe Neto) que pode – ou não – ajudar as meninas. Mesmo diante de tantas dificuldades, elas não vão descansar até conseguir conhecer a banda.
Com roteiro de Thalita Rebouças e colaboração de roteiro de Bruno Garotti e de Dadá Coelho, o filme tem ainda no elenco Isacque Lopes, Victor Aguiar, Victor Lamoglia, Maitê Padilha, Barbara Maia, Gaby Nunes, Letícia Isnard, Flávia Garrafa, Osvaldo Mil e Míriam Freeland. A produção é da Panorâmica, com coprodução da 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes.
Melhores amigas, Manu (Klara Castanho), Gabi (Maisa Silva) e Ritinha (Mel Maia) descobrem que seus ídolos da banda Slava Body Disco Disco Boys virão em turnê ao Rio de Janeiro. Extasiadas com a novidade, elas têm a difícil missão de convencer seus pais a permitir que deixem sua cidade no interior para realizar o sonho de ver de perto os meninos mais famosos do cenário pop. Para isso, contarão com a ajuda de Babete (Giovanna Lancellotti), a prima avoada e mais velha de Manu. Mas essa aventura reserva muitas surpresas: testa os limites da paixão dessas fãs e coloca à prova a força da amizade das três.
Ficha técnica:
Direção: Bruno Garotti
Roteiro: Thalita Rebouças
Colaboração de Roteiro: Bruno Garotti e Dadá Coelho
Supervisão de Roteiro: Paulo Cursino e Bruno Garotti
Produção: Panorâmica
Produzido por: Rodrigo Montenegro, Mara Lobão e Rodrigo Guimarães
Direção de Produção: Vanessa Jardim
Direção de Fotografia: Dante Belluti
Direção de arte: Marcus Figueiroa
Produção de Elenco: Cibele Santa Cruz
Figurino: Fabíola Trinca
Maquiagem: Paula Vidal
Som Direto e Mixagem: Visom
Direção Musical: Daniel Lopes
Trilha Sonora: Daniel Lopes e Music Mind
Montagem: Diana Vasconcellos, ABC
Coprodutores: 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes
Investidor: Fundo Setorial do Audiovisual
Distribuidora: Downtown Filmes / Paris Filmes
Elenco principal: Maisa Silva, Klara Castanho, Mel Maia, Felipe Neto, Giovanna Lancellotti, João Guilherme, Isacque Lopes e Victor Aguiar
Classificação: Livre
Sobre o diretor
Bruno Garotti foi diretor e roteirista dos longas “Cinderela Pop” (a ser lançado em 2019) e “Eu Fico Loko”, eleito Melhor Filme Nacional do ano pelo Prêmio Jovem Brasileiro 2017. Atuou como diretor-assistente e roteirista nos filmes “S.O.S. Mulheres ao Mar 2” (2015), “S.O.S. Mulheres ao Mar” (2014) e “Confissões de Adolescente” (2014).
Entre 2006 e 2010, trabalhou como assistente de direção em dezenas de produções, como os filmes “Se Eu Fosse Você 2” (2008), “O Bem Amado” (2009 ), “Chico Xavier” (2010 ) e a série “As Cariocas” da TV Globo (2011).
Sobre a Panorâmica
A Panorâmica tem 15 anos e já realizou 58 séries para TV e 3 filmes para cinema. Criou e produziu conteúdos em diversos formatos para 15 canais brasileiros e internacionais, como Globo, Record, NBC/Universal, A&E, MTV, Multishow, GNT, Gloob, Futura e Viva.
Criou e produziu a série infantil Gaby Estrella, com 126 episódios exibidos no canal Gloob. A série foi indicada ao Emmy Kids Awards 2014 (USA) na categoria melhor série infantil. Em 2017, lançou o longa-metragem “Gaby Estrella – O Filme”.Alguns conteúdos criados e produzidos pela Panorâmica: Série “Rotas do Ódio”, um drama policial exibido em 2017 pela NBC/Universal. Série de ação “Sem Volta”, exibida em 2016 pela Rede Record. Longa-metragem “Cinderela Pop”, adaptação da obra de Paula Pimenta, a ser lançado em 2019.
Em 2013 e 2014, a Panorâmica realizou o Programa Globosat de Desenvolvimento de Roteiristas, que treinou mais de 400 roteiristas e gestores da indústria audiovisual brasileira. O projeto trouxe ao Rio importantes nomes da indústria de seriados da TV americana como Martha Kauffman (Friends), Anthony Zuicker (CSI), Darren Starr (Sex and the City) e o mestre de roteiros Robert Mckee, com seus seminários famosos em todo o mundo: história e gênero.
Sobre a Fox
Presente no mercado nacional desde 1920, a Fox Film do Brasil é uma das empresas com maior contribuição à indústria do entretenimento no país, atuando com destaque e garantindo a seus filmes amplo e diferenciado apoio de divulgação. Dentre os grandes sucessos distribuídos pela Fox, encontram-se: “A Forma da Água”, “O Regresso”, “Birdman”, “Deadpool”, “A Culpa é das Estrelas”, a franquia “X-Men”, “Planeta dos Macacos”, “As Aventuras de Pi”, “Cisne Negro”, as franquias “Como Treinar Seu Dragão”, ” Rio” e “A Era do Gelo”. A Fox também tem uma área voltada para investimento e aquisição de títulos em língua estrangeira. No Brasil, coproduziu e lançou inúmeros longas-metragens nacionais entre os quais os mais recentes: “Não Se Aceitam Devoluções”, “Lino”, “Em Nome da Lei”, “Linda de Morrer” e outros sucessos como “Somos Tão Jovens”, “Nosso Lar”, “Copa de Elite”, “Assalto ao Banco Central”, “Ensaio Sobre a Cegueira”, “Se Eu Fosse Você 1 e 2”, entre outros.
Sobre a Rede Telecine
Joint-venture entre a Globosat e os quatro maiores estúdios de Hollywood – Paramount, MGM, Universal e Fox –, a Rede Telecine também exibe com exclusividade as produções da Disney e sucessos do mercado independente. O melhor do cinema mundial estreia na TV brasileira através da Rede Telecine cada vez mais rápido.
Para investir cada vez mais na produção cinematográfica nacional, a Rede Telecine lançou em 2008 o Telecine Productions, selo de coprodução de títulos em parceria com grandes produtoras brasileiras. Além de estimular a criação de novos filmes, o Telecine garante a exibição desses títulos com exclusividade em suas diferentes plataformas.
Em 2017, o Telecine foi o mais lembrado entre todos os canais da TV por assinatura, categoria na qual é líder isolado pelo quarto ano consecutivo conquistando na pesquisa Top of Mind do Datafolha. Na de canais de filmes, a Rede mantém a liderança desde 2007 ¹. O Telecine é o canal fundamental na manutenção da TV por Assinatura2 e, neste ano, tem em sua programação sete dos 10 filmes mais vistos pelo público brasileiro em 2017³.
FONTES:
¹ – Top Of Mind 2016 – Datafolha – Perguntas: “Quando você pensa em CANAIS DE TV POR ASSINATURA, qual o primeiro canal que lhe vem à cabeça?” e “Quando você pensa em CANAIS DE FILMES POR ASSINATURA por assinatura, qual o primeiro canal que lhe vem à cabeça?”
² – 21ª Pay TV Pop – Ibope 2014; Top Of Mind – Datafolha (A partir de 2015)
³ – Iboe. Brasil. Estreias de 2016. Público Acumulado
Conhecida internacionalmente no meio clássico, a soprano Aida Gaifullina ganhou ainda maior projeção ao se apresentar na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018 ao lado do astro internacional Robbie Williams. E é a sua interpretação de “Je veux vivre”, da ópera Romeu e Julieta, de Charles Gounod – a mesma cantada na abertura do evento – que está na vinheta do Festival Ópera na Tela 2018. Ao som da composição, a peça exibe imagens das 12 récitas inéditas e recentes (2017/2018) que serão apresentadas no Parque Lage, no Rio, em um telão em uma tenda cristal ao ar livre montada especialmente para o evento, entre 27 de outubro e 8 de novembro. Depois, a programação segue para os cinemas brasileiros até meados de 2019. A vinheta pode ser vista aqui https://youtu.be/PfkmK0uowvg e sua atuação em Romeu e Julieta em https://youtu.be/U9ukCvHf4Pk
Aida Garifulina – conhecida do público carioca por sua atuação em A Donzela da Neve, de Rimsky-Korsakov, que foi apresentada na edição do Ópera na Tela do ano passado – é a protagonista de Romeu e Julieta, de Charles Gounod, do Grande Teatro do Liceu de Barcelona. Com direção de Stephen Lawless, regida pelo maestro Josep Pons, será acompanhada pelo coro e orquestra do Liceu Opera Barcelona. No elenco nomes como Saimir Pirgu, Tara Erraught, Susanne Resmark, Isaac Galán, Ruben Amoretti, Nicola Ulivieri. A récita, com cinco atos e duração de 2h30m, será exibida dia 7 de novembro, às 19h30m. A soprano já dividiu o palco com nomes renomados como com Plácido Domingo, Andrea Bocelli, Juan Diego Flórez e Hvorostovsky, e chegou a fazer uma ponta no filme “Florence: Quem é essa mulher?” (2016), estrelado por Meryl Streep e Hugh Grant. Ela também integra o elenco da ópera La Bohème, também em exibição no festival.
A ópera Romeu e Julieta
Charles Gounod, um dos grandes representantes do drama lírico francês – e de quem se celebra neste ano o bicentenário de nascimento – compôs Romeu e Julieta em 1867, por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Àquela altura, já contava na sua obra com um grande sucesso, também fruto de uma adaptação, a do Fausto, de Goethe. Trabalhou, portanto, com os mesmos libretistas, Jules Barbier e Michel Carré, que se esforçaram para seguir de perto a obra de Shakespeare, exceto pelo fim. Na peça, ao despertar na sepultura, Julieta encontra Romeu morto, enquanto na ópera lhe resta ainda um sopro de vida, o que lhe permite cantar o magnífico duo final que termina com a morte de ambos.
Romeu e Julieta volta ao palco do Gran Teatre del Liceu após 32 anos de ausência. Essa coprodução com a Ópera de Santa Fé, dirigida por Josep Pons, traz em destaque Saimir Pirgu e Aida Garifullina nos papéis-títulos. A concepção de Stephen Lawness situa a ação no contexto da Guerra Civil nos Estados Unidos (1861-1865). Os dois apaixonados se movimentam num mausoléu, como numa prefiguração que – desde os primeiros momentos de sua história de amor – condicionará fatalmente seu destino.
A jovem soprano russa Aida Garifullina, que tivemos o prazer de revelar ao nosso público no ano passado em A donzela da neve, de Rimsky-Korsakov, está absolutamente deslumbrante no papel de Julieta, já interpretado por ela em 2017 na Ópera do Estado de Viena. Dotada de um grande desembaraço vocal e de um timbre lírico a um só tempo leve e consistente, com uma bela cor, ela possui igualmente uma belíssima presença cênica.
Romeu é interpretado pelo tenor albanês Saimir Pirgu, uma das melhores vozes do momento no registro tenor lírico-ligeiro. Ele volta ao Liceu, onde cantou pela última vez no papel de Macduff, em Macbeth. Apesar de sua idade – tem apenas 36 anos –, já conta com uma longa carreira no seu currículo.
Existem pelo menos 24 óperas inspiradas em Romeu e Julieta. A primeira, Romeu e Julieta (1776), é um singspiel, de Georg Benda, que corta boa parte da ação e a maioria dos personagens e termina com um final feliz. Em 1796, Nicola Antonio Zingarelli compôs uma versão intitulada Giulietta e Romeo, na qual a intriga, ainda que remanejada, conserva seu final trágico. O papel de Romeu foi criado pelo castrato Crescentini e, até a década de 1830, ele permanecerá como um dos favoritos de Maria Malibran.
A sinfonia dramática Roméo et Juliette, de Hector Berlioz, foi apresentada pela primeira vez em 1839. Piotr Ilitch Tchaikovsky compôs em 1869 seu poema sinfônico Romeu e Julieta, reformulado em 1870 e em 1880. A peça inspirou outros compositores clássicos, entre eles Johan Svendsen (Romeo og Julie, 1876), Frederick Delius (A village Romeo and Juliet, 1899-1901) e Wilhelm Stenhammar (Romeo och Julia, 1922).
(Texto dos diretores do Festival, Emmanuelle e Christian Boudier)
O festival
O festival dará ao público mais uma vez a oportunidade de se emocionar com os maiores cantores do mundo: com destaques este ano para Anna Netrebko(presente em três óperas: Aída, Macbeth e Andrea Chénier), Plácido Domingo (Macbeth), Aida Garifullina (Romeu e Julieta e La Bohème), Anja Harteros (Tosca) e o tenor brasileiro Atalla Ayan (La Bohème). Também estão presentes regentes lendários, como Riccardo Muti (Aída), Daniel Barenboim (Macbeth), Plácido Domingo (Don Giovanni), Riccardo Chailly (Don Pasquale e Andrea Chénier) e Christian Thielemann (Tosca e Tristão e Isolda).
Entre os destaques deste ano estão ‘Don Giovanni’, dirigida por Plácido Domingo, em uma reconstituição da regência de Mozart no Teatro dos Estados de Praga há 230 anos; ‘Tristão e Isolda’, apresentada no Festival de Bayreuth, evento concebido pelo compositor Wagner; ‘La Bohème’, em uma versão futurista que se passa na Lua, vista na Ópera Nacional de Paris, e ‘Carmen’, em uma montagem que reflete a crise de imigração e se passa na fronteira entre o México e os Estados Unidos.
Nessa edição, as obras ‘Boris Godunov’, ‘Don Pasquale’, ‘Turandot’, ‘Andréa Chenier’, ‘Tristão e Isolda’ e ‘Romeu e Julieta’ serão apresentadas pela primeira vez no âmbito do Festival. Após as exibições no Parque Lage, os filmes do festival chegarão aos cinemas de mais de 20 cidades brasileiras, onde ficarão em cartaz até outubro de 2019.
No Rio, além da programação a céu aberto e nos cinemas, haverá uma masterclass de canto lírico com Raphaël Sikorski, renomado técnico vocal francês, responsável pelo treinamento dos principais nomes da ópera da atualidade. A masterclass será gratuita e acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda no Rio, acontecerão ações educativas coordenadas pelo maestro Ricardo Prado, especialista em educação musical. No ano passado foram oferecidas quatro sessões para cerca de 200 alunos de escolas públicas e particulares. Este ano estão previstas quatro sessões, sempre no Cine Odeon Net Claro, na Cinelândia.
Sobre o Festival Ópera na Tela
Em sua quarta edição, o Festival Ópera na Tela exibe 12 óperas inéditas e recentes em um cinema, com telão, espreguiçadeiras e som de última geração, montado ao ar livre no Parque Lage especialmente para o evento. Em seguida, a seleção de peças líricas entra em cartaz nos cinemas de 20 cidades brasileiras. A programação completa está no site www.operanatela.com.br.
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
SÁBADO, 27 DE OUTUBRO
TOSCA, de Giacomo Puccini – Festival de Páscoa de Salzburgo
Maestro: Christian Thielemann
Diretor: Michael Sturminger
Orquestra Estatal de Dresden
Ópera em três atos – Duração: 2h45
Elenco: Anja Harteros, Aleksandrs Antonenko, Ludovic Tezier, Andrea Mastroni, Mikeldi Atxalandabaso, Rupert Grössinger, Matteo Peirone
Sinopse: A cantora Floria Tosca e o pintor Mario Cavaradossi se apaixonam. O chefe da polícia de Roma, o barão Scarpia, que deseja possuir Tosca, persegue um prisioneiro político que se esconde na casa de Cavaradossi. Carpia manda que Cavaradossi seja torturado até que Tosca aceite se entregar a ele. Tido como um traidor, Cavaradossi deve morrer. Scarpia promete a Tosca que a execução será apenas simulada.
DOMINGO, 28 DE OUTUBRO
MACBETH, de Giuseppe Verdi – Ópera do Estado de Berlim
Sinopse: Depois de ter vencido uma batalha importante, o comandante Macbeth é informado sobre uma profecia segundo a qual um dia se tornará Rei da Escócia. Influenciado por sua mulher, ele se mostra disposto a tudo – mesmo a cometer um assassinato – para que a profecia se cumpra. Porém logo cairá vítima de seu próprio cinismo e de sua insaciável sede de poder.
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO
DON GIOVANNI, de Wolfgang Amadeus Mozart – Teatro dos Estados de Praga
Maestro: Plácido Domingo
Diretor: Jiří Nekvasil
Drama giocoso em dois atos – Duração: 3h02
Elenco: Simone Alberghini, Irina Lungu, Dmitry Korchak, Julia Novikova, Kateřina Kněžíková, Jiri Bruckler, Adrian Sampetrean
Sinopse: Caracterizado ora como um libertino obcecado por sexo, ora como um campeão da liberdade, Don Giovanni encarna ao mesmo tempo o mito do sedutor punido e o protesto contra uma concepção antiquada da moral e da vida. Intemporal, a obra marca também uma transição musical entre as fórmulas associadas à ópera do passado e aquelas do drama musical moderno.
QUARTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO
BORIS GODUNOV, de Modest Mussorgsky – Ópera Nacional de Paris
Maestro: Vladimir Jurowski
Diretor: Ivan van Hove
Coro, ballet e orquestra da Ópera Nacional de Paris
Sinopse: Rússia nos séculos XVI e XVII. Para conquistar o poder, Bóris Godunov manda assassinar Dimitri, filho de Ivan, o Terrível, e herdeiro legítimo do trono. Consegue, então, ser coroado com o aval da aclamação popular. Contudo, cinco anos depois, o país se vê castigado pela peste e pela fome. Bóris passa a ser recriminado por ter atraído essas desgraças. Grigori, um jovem monge que se faz passar por Dimitri, convence o rei da Polônia a invadir a Rússia, e Bóris, atormentado pelo remorso e pela culpa, mergulha na loucura, enquanto Grigori usurpa seu poder.
QUINTA-FEIRA, 1° DE NOVEMBRO
TRISTÃO E ISOLDA, de Richard Wagner – Festival de Bayreuth
Diretor: Katharina Wagner
Ópera em três atos – Duração: 4h08
Elenco: Stephen Gould, René Pape, Petra Lang, Iain Paterson, Raimund Nolte, Christa Mayer
Sinopse: Morold, noivo de Isolda, filha do rei da Irlanda, é morto por Tristão, sobrinho do rei da Cornualha. Porém Tristão é ferido pela espada envenenada de Morold. Isolda, por sua vez, que é a única a dispor do antídoto, decide se vingar do homem que lhe roubou o seu grande amor. Tristão e Isolda, contudo, acabam por se apaixonar. Dividida entre o ódio, a vergonha de ser assim entregue ao vassalo de seu pai por aquele que matou seu noivo e ainda o amor impossível que ela nutre por Tristão, Isolda decide se unir a ele na morte.
SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO
TURANDOT, de Giacomo Puccini – Teatro Regio de Turim
Maestro: Gianandrea Noseda
Direção: Stefano Poda
Orquestra e coro do Teatro Regio di Torino
Ópera em três atos – Duração: 1h54
Elenco: Rebeka Lokar, Jorge de León, Erika Grimaldi, In-Sung Sim, Antonello Ceron, Marco Filippo Romano, Luca Casalin, Mikeldi Atxalandabaso
Sinopse: A princesa Turandot, filha do imperador Altum, da China, odeia todos os homens e jura que jamais se entregará a um deles. Essa aversão tem sua origem no estupro e assassinato da princesa Lo-u-Ling, fato que a deixou traumatizada para sempre. Sob a pressão do pai, ela aceita se casar. Porém impõe uma condição: ela proporá três enigmas a todos os candidatos, que serão decapitados caso não consigam desvendá-los. Desse modo, ela somente se casará com aquele que decifrar as três dificílimas charadas.
SÁBADO, 3 DE NOVEMBRO
LA BOHÈME, de Giacomo Puccini – Ópera Nacional de Paris
Maestro: Gustavo Dudamel
Diretor: Claus Guth
Orquestra e coro da Ópera Nacional de Paris
Ópera em quatro atos – Duração: 2h10
Elenco: Nicole Car, Aida Garifullina, Atalla Ayan, Artur Ruciński
Sinopse: Inspirado em Scènes de la vie de bohème, de Murger, esta ópera coloca em cena jovens artistas que vivem na penúria e que sonham com uma outra vida. Puccini nos oferece, através da relação entre o poeta Rodolfo e a frágil Mimi, uma história de amor comovente e algumas de suas mais belas páginas no universo da ópera. A montagem dessa nova produção situa o drama em um futuro sem esperança, no qual o amor e a arte se tornam o derradeiro caminho para a transcendência.
DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO
CARMEN, de Georges Bizet – Teatro dell’Opera di Roma – Termas de Caracalla
Maestro: Ryan McAdams
Diretora: Valentina Carrasco
Orquestra, Coro e Corpo de Baile do Teatro dell’Opera di Roma
Ópera cômica em quatro atos – Duração: 2h40
Elenco: Veronica Simeoni, Roberto Aronica, Rosa Feola, Alexander Vinogradov, Alessio Verna, Daniela Cappiello, Anna Pennisi
Sinopse: O tradicional drama passional entre a cigana Carmen e o soldado Don José é aqui apresentado no contexto da crise em torno da questão da imigração na América do Norte e se desenrola na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Enfaticamente contemporânea, nem por isso essa produção deixa de respeitar fielmente a partitura original.
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE NOVEMBRO
ANDREA CHÉNIER, de Umberto Giordano – Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Chailly
Diretor: Mario Martone
Coro, ballet e orquestra do Teatro alla Scala
Drama histórico em quatro atos – Duração: 2h
Elenco: Yusif Eyvazov, Luca Salsi, Anna Netrebko, Annalisa Stroppa, Mariana Pentcheva
Sinopse: Durante o período do terror na Revolução Francesa, o tribunal revolucionário condena à morte o poeta Andrea Chénier. Este, contudo, decide não fugir, pois precisa descobrir quem está por trás das cartas que o denunciaram.
TERÇA-FEIRA, 6 DE NOVEMBRO
DON PASQUALE, de Gaetano Donizetti – Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Chailly
Diretor: Davide Livermore
Orquestra e coro do Teatro alla Scala de Milão
Ópera-buffa em três atos – Duração: 2h05
Elenco: Ambrogio Maestri, Rosa Feola, René Barbera, Mattia Olivieri
Sinopse: Don Pasquale prefere deserdar o sobrinho Ernesto a vê-lo casado com Norina, a quem considera “inadequada”. Decide então ele mesmo se casar, de modo a ter seus próprios herdeiros. O Dr. Malatesta propõe que ele se case com sua irmã, que vem a ser ninguém menos do que aquela por quem Ernesto está apaixonado, Norina, disfarçada como uma jovem tímida, saída de um convento. Logo a jovem se revela uma autêntica megera, a ponto de Don Pasquale se arrepender de sua decisão.
QUARTA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO
ROMEU E JULIETA, de Charles Gounod – Grande Teatro do Liceu de Barcelona
Sinopse: Julieta foi prometida ao conde Páris, mas acaba se apaixonando por Romeu, cuja família está em conflito aberto com a sua. Frei Lourenço promete auxiliar os amantes na expectativa de que a união ajude a reconciliar as duas famílias. Contudo, é o oposto que acontece, com a rivalidade se exacerbando ainda mais. Frei Lourenço sugere uma estratégia, cujo fracasso terminará por levar os dois amantes à morte.
QUINTA-FEIRA, 8 DE NOVEMBRO
AÍDA, de Giuseppe Verdi – Festival de Páscoa de Salzburgo
Maestro: Riccardo Muti
Diretor: Shirin Neshat
Ópera em quatro atos – Duração: 2h28
Elenco: Anna Netrebko, Roberto Tagliavini, Ekaterina Semenchuk, Francesco Meli, Dmitry Belosselskiy, Luca SalsI
Sinopse: Mênfis e Tebas na época dos faraós. O rei do Egito se encontra em guerra com Amonasro, rei da Etiópia, cuja filha, Aída, é mantida prisioneira por seus inimigos, tendo se tornado escrava da bela Amnéris, filha do faraó. Ambas se apaixonam por um jovem oficial chamado Radamés, que deve liderar os soldados no ataque aos etíopes. Radamés ama Aída e ignora que é contra o pai dela que terá de combater.
Serviço:
Festival ÓPERA NA TELA
Data: de 27 de outubro a 8 de novembro / Horário: 19h30m
Local: Parque Lage – R. Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
Ingressos: R$24 (inteira) e R$12 (meia), vendidos antecipadamente pelos sites www.operanatela.com
Haverá meia-entrada no Parque Lage
Capacidade: 400 lugares
Classificação indicativa: Livre ou 14 anos, dependendo da obra.