Poltrona Cabine: Tudo Por Um Popstar/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Tudo Por Um Popstar/ Cesar Augusto Mota

Até onde você estaria disposto a ir para chegar perto de seu ídolo? Fãs de carteirinha de uma famosa banda teen, Gabi (Maisa Silva), Manu (Klara Castanho) e Ritinha (Mel Maia) vão mostrar do que são capazes para conhecer os garotos da “Slava Body Disco Disco Boys” , representados por Slack (João Guilherme), Michael (Victor Aguiar) e Julius (Isacque Lopes). ‘Tudo por um Popstar’, nova comédia teen dirigida por Bruno Garotti e baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças é a nova aposta para levar o público infanto-juvenil para as salas de exibição e mostrar que o gênero comédia também alça voos e repercute entre os jovens.

As vidas de Gabi, Manu e Ritinha são regadas de muita alegria, com as três sempre juntas, cantando as músicas da boy band preferida delas e compondo canções declarando o amor delas por seus ídolos. Mas tudo começa a mudar quando elas ficam sabendo que o grupo avisa nas redes sociais que vai fazer um show no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Obviamente, a emoção toma conta e elas explodem de alegria, mas terão que enfrentar alguns empecilhos para ver o sonho realizado: a distância para a capital carioca, tendo em vista que moram no interior, além da tentativa de convencer seus pais severos e controladores, bem como obter os ingressos para o evento. E eis que entra Babete (Giovanna Lancellotti), prima de Manu, uma jovem vegetariana e um tanto excêntrica, disposta a mostrar que é uma adulta responsável e capaz de cuidar das três meninas. Babete se oferece para levá-las para a Cidade Maravilhosa e lá encontram outros contratempos, levando-as para uma aventura épica.

O roteiro toca em assuntos atrativos e ainda atuais, como a paixão de adolescentes por talentos jovens, o culto à imagem e a propagação delas com o auxílio das redes sociais. As três protagonistas não só curtem tudo o que diz respeito à banda, como também fazem questão de deixar explícita a idolatria que possuem pelos rapazes, além de afirmarem que se veem representadas por eles, pois são jovens e realizaram o sonho deles por meio de algo que gostam, a música. A cultura do fã é bem abordada na trama, assim como a confiança e o respeito que devem existir na relação entre pais e filhos. E os conflitos nos quais Manu, Ritinha e Gabi se envolvem não só colocam em risco o convívio delas com seus familiares, como também a integridade física das meninas. E para alcançarem a glória almejada, elas enfrentam as situações das mais inusitadas, além das gozações e da inveja de colegas rivais, que também vão ao show dos “Slava Body Disco Disco Boys”.

A diferença de personalidade de cada protagonista faz uma completar a outra e valorizar o espírito de grupo e o real valor da amizade. Gabi é o cérebro; Manu, a sonhadora; e Ritinha, a insegura. Porém, uma apoia a outra e o mesmo sentimento que todas possuem, o de adoração à Slava Body Disco Disco Boys” as move pela narrativa a buscar seu sonho maior, e sempre fortalecendo os laços de amizade, que não devem ser quebrados, segundo as três. As atuações são satisfatórias e cumprem bem o que está no roteiro, o de levar uma grande aventura para o público e de cativá-lo com o carisma das três meninas e o espírito de força e luta delas contra todas as adversidades. E o elenco secundário proporciona momentos hilários e grandes viradas, principalmente Giovanna Lancellotti, a prima louca que vai ser uma espécie de elo de ligação entre as garotas e a banda, além de ser um combustível na jornada épica de Ritinha, Manu e Gabi. E menção também para Felipe Neto, o famoso youtuber, que interpreta um papel similar ao que ele é na vida real, um influenciador digital que vai por muita lenha na fogueira durante a história, além de mostrar um lado não antes conhecido por seus seguidores.

‘Tudo por Um Popstar’ é uma grande opção de entretenimento para o público jovem e com mensagens importantes, como os grandes momentos que podem e devem ser vividos ao longo da vida, além da busca incessante pela consumação de um determinado objetivo, sem hesitar em desistir. Não é apenas uma comédia teen, é um longa que tem uma história a ser contada e que pode tocar o coração de muitas pessoas, seja qual for o sonho que tenha na vida. Vale todo o sacrifício e provações, e quem está focado em algo não deve desistir jamais. O filme é bom e vale por tudo isso.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Mare Nostrum/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Mare Nostrum/ Cesar Augusto Mota

Uma obra que acena para a fantasia e a alia a um mundo real cercado por problemas pessoais, principalmente no aspecto financeiro. Uma premissa interessante, e o filme sendo feito de maneira alegórica, com uma fotografia que permite separar a realidade da ficção. Assim é ‘Mare Nostrum’, novo filme de Ricardo Elias (Os 12 Trabalhos), mas será que ele alcança um bom resultado?

A narrativa nos apresenta Roberto (Silvio Guindane), um jornalista esportivo que viveu na Espanha por muitos anos e retornou ao Brasil devido à crise econômica, sem emprego e perspectivas.  Do outro lado, Mitsuo (Ricardo Oshiro) trilha o mesmo caminho de Roberto, ao viajar para o Japão em busca de melhores condições de vida ao lado da esposa. Porém, um tsunami destrói sua casa e seus planos, obrigando os dois a voltarem para casa, na Praia Grande (SP). Os caminhos de Roberto e Mitsuo se cruzam devido a um terreno negociado por seus pais há décadas e eles decidem tentar ganhar dinheiro por conta do local para sanarem dívidas pessoais. Porém, o conflito entre os dois se acentua quando começam a acreditar que o lote é dotado de poderes mágicos e pode realizar todos os desejos das pessoas, desde que não sejam de cunho econômico.

O roteiro se preocupa em trazer magia e poesia à história, e até consegue, mas o ritmo da trama é demasiadamente lento, os diálogos muito pragmáticos e os personagens um tanto apáticos e sem camadas, tanto Mitsuo como Roberto começam e terminam a história com a mesma expressão. Os conflitos pelos quais passam antes do embate entre ambos são bem explicados e sensibilizam o público, Roberto com dificuldades de arrumar um novo trabalho e dívidas batendo sua porta, como o da escola da filha, impedida de frequentar as aulas, e um valor alto de IPTU cobrado de sua mãe, quantia do terreno de Praia Grande, objeto de briga entre os personagens centrais. E Mitsuo de volta ao Brasil procura o pai e a irmã na peixaria de propriedade da família e precisa de cerca de 20 mil reais para recomeçar sua vida. Se já é difícil, ele tem outra preocupação, o estado de saúde do pai, Nakano (Edson Kameda), que necessita de cuidados especiais em decorrência de um AVC sofrido há 10 anos.

Além da apresentação dos personagens e de seus problemas, não vemos aprofundamento em suas atitudes, que são questionáveis, como o desleixo de Roberto com a educação da filha e Mitsuo ter deixado a família por tanto tempo e só ter voltado para pedir ajuda. Outro ponto questionável está também na construção narrativa no tocante aos poderes mágicos do terreno, eles não exercem influência significativa nos rumos da trama, servem mais para atenuar as decepções dos protagonistas, sejam as amorosas como as financeiras. Um recurso que poderia melhor ter sido utilizado, mas subaproveitado no roteiro.

Apesar de bons elementos e uma interessante premissa, ‘Mare Nostrum’ deixa a sensação de que poderia muito mais. A retratação dos problemas vividos por muitas pessoas no cotidiano foram bem colocados, mas a execução do conflito central foi falha. Uma pena.

Cotação: 2,5/5 poltronas.

Poltrona Cabine: Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas/ Cesar Augusto Mota

Levar para o cinema uma série animada voltada para o público infantil e adaptá-la para a tela grande parece ser uma proposta interessante, não é mesmo? “Os Jovens Titãs em Ação!” é um grande sucesso do Cartoon Network entre a garotada e que agora chega aos cinemas não só para diverti-los ainda mais, como também para chamar a atenção dos adultos, com referências e piadas com os ícones do Universo DC. Mas será que essa fórmula foi eficaz?

“Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”, dirigido por Aaron Horvath e Peter Rida Michail, nos traz Robin, Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, uma turma divertida e carismática, mas que não é conhecida do grande público e tampouco levada a sério, principalmente pelos outros super-heróis da DC, dentre eles o Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha. E para piorar, eles não são considerados super-heróis, não só pela falta de popularidade, como também por não possuírem um arqui-inimigo que pudessem confrontar. O sonho dos Titãs é ter seu próprio filme e ganharem ainda mais notoriedade, e eles não medirão esforços para tal, principalmente Robin, disposto a sair da sombra de Batman, seu mentor.

O roteiro prima por mostrar uma história cheia de ação, piadas bobas e fazer claras referências aos grandes personagens DC, além de tirar um pouco de sarro deles e também dar algumas alfinetadas no concorrente, o Universo Cinematográfico Marvel, com a aparição de um importante ícone. A apresentação dos Titãs já mostra o que estaria por vir, com anedotas sobre flatulências, números musicais com melodias que iam do rap ao techno, além de grandes trapalhadas da trupe. O desejo de Robin também falava alto, de estrelar seu próprio filme, uma verdadeira obsessão, e seu espírito de liderança e carisma foram determinantes para que seus companheiros e amigos comprassem a ideia, além do forte laço de amizade construído entre eles. O clímax chama a atenção de todos, além do forte salto que a história dá rumo ao desfecho, o de salvar o mundo do terrível Slade, o manipulador de mentes.

Temos uma premissa interessante, personagens simpáticos e a animação é perfeita visualmente, porém o ritmo um pouco acelerado, tamanhos os elementos que se apresentam, mas nada que prejudique a obra, que segue o mesmo padrão do Cartoon Network.  Destaque também para o trabalho de dublagem e de tradução, que mantiveram o filme acessível para todas as idades, além de piadas e jargões bem brasileiros, proporcionando ainda mais diversão para o público.

Não perca “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”, uma animação exageradamente engraçada e que lembra um pouco os filmes de Zack Snyder, séria em momentos específicos, mas capaz de proporcionar diversão. Vale a pena.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Poltrona Cabine: Te Peguei!/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Te Peguei!/ Cesar Augusto Mota

Sabe aquela comédia nonsense que proporciona risos o tempo todo? E de quebra baseada em uma história real e recheada de frenéticas cenas de ação? Assim é ‘Te Peguei’ (Tag), filme dirigido por Jeff Tomsic (Broad City), com roteiro baseado em um artigo publicado em 2013 no Wall Street Journal e adaptado para as telonas por Rob McKittrick (A Hora do Rango) e Mark Steilen (Mozart In The Jungle). O longa chega com a intenção de entreter e com a premissa de que vale tudo para vencer em um jogo que já dura décadas.

A trama traz um grupo de cinco amigos, Jerry Pierce (Jeremy Renner), Hogan “Hoagie” Malloy (Ed Helms), Bob Callahan (Jon Hamm), Kevin Sable (Hannibal Buress) e Randy “Chilli” Cilliano (Jake Johnson), que se reúne sempre no mês de maio para dar continuidade a um jogo de pega-pega que iniciaram quando ainda eram crianças, mais precisamente quando tinham nove anos. Após trinta anos, cada um seguiu um rumo diferente, mas inspirados pelo lema “nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”, eles ainda se encontram para manter viva a tradição. O jogo do ano coincide com o casamento de Jerry, o único do seleto grupo que ainda não foi pego. Hoagie tem um objetivo em mente, o de finalmente pegar Jerry, que planeja se aposentar após este ano, a fim de manter seu recorde perfeito e considera o matrimônio o momento ideal para acabar com a invencibilidade do amigo.

A história real que é dramatizada é interessante, recursos como cenas em slow motion e alguns monólogos internos são utilizados para tornar a brincadeira ainda mais dinâmica e manter a atenção do espectador. O roteiro foge da previsibilidade e investe na criatividade ao colocar diversas situações que os amigos passam para poder dar continuidade ao pega-pega, vale até mesmo blefar para poder pegar o companheiro desprevenido. E situações até mesmo de perigo são introduzidas para ilustrar que o grupo de amigos leva mesmo a brincadeira a sério e que vale a pena não só se divertir, mas também estar junto. Os atos da narrativa são bem distribuídos, os personagens são carismáticos e desenvolvidos sem rodeios. As ações, do meio para o fim, são exageradas, mas nada que prejudique a proposta do longa, de divertir e arrancar risos.

O elenco é outro ponto alto, principalmente os personagens de Jeremy Renner e Ed Helmes. O primeiro por mostrar um homem esperto e destoante do grupo, isso por saber defesa pessoal, ter um porte atlético e uma inteligência elevada. Já o segundo lembra o protagonista de ‘Se Beber não Case’, um personagem caricato, líder do grupo e ao mesmo atrapalhado, mas capaz de cativar a todos. O núcleo feminino, apesar de ter pouco espaço na trama, também tem seu brilho. Isla Fisher chama a atenção como Anna, uma mulher intensa, extravagante e principal motivadora de Hoagie e o grupo. Além dela, Leslie Bibb, a Susan, a noiva de Jerry, protagoniza momentos hilários, principalmente em um momento que antecede o casamento e que mexe com os brios de todos. Para finalizar, Annabelle Wallis também ganha importância como Rebecca, a repórter do Wall Street Journal, disposta a encontrar uma grande pauta e peça-chave para que a narrativa evolua e encampe para um desfecho surpreendente.

Se você curte um filme de narrativa simples, divertida e quer rir para valer, ‘Te Peguei’ é o ideal para você. Assista e se divirta muito!

Cotação: 4/5 poltronas.

Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Às vésperas de mais uma eleição, são inevitáveis memes e piadas com os candidatos, além de críticas e paródias feitas com o atual momento de crise política e econômica vividos em nosso país. Em 2014, fomos apresentados ao filme ‘O Candidato Honesto’, com o talentoso e irreverente Leandro Hassum (Até que a Sorte nos Separe), que interpretou João Ernesto, um político que foi flagrado em um forte esquema de corrupção e condenado a uma pena de 400 anos de prisão. Ele retorna para uma nova sequência e novamente próximo a mais um pleito que decidirá os rumos da nação. Será que esse novo longa vai dar pé ou será uma bomba?

Em ‘O Candidato Honesto 2’, escrito por Paulo Cursino e dirigido por Roberto Santucci, os mesmos do filme anterior, João Ernesto está mais magro e após cumprir apenas 4 anos da sua sentença, ele deixa a cadeia e é convencido por um partido forte, o PSDL, a voltar a concorrer à presidência da República. Em sua nova jornada, ele tentará provar que se regenerou e que está a serviço da verdade e disposto a propor novas ideias, projetos e um novo jeito de governar. Para isso, contará  com a ajuda de Ivan Pires (Cassio Pandolph), vice-presidente do Brasil por quatro vezes e que dará as cartas nos bastidores, bem como Marcelinho (Victor Leal), uma espécie de braço-direito, que o conduzirá durante a campanha, além da ex-mulher, Isabel (Flávia Garrafa), para reforçar a imagem de homem que preocupa com a família. Seu maior adversário na corrida eleitoral é Pedro Rebento (Anderson Muller), militar, um dos deputados mais votados e líder das pesquisas das intenções de voto.

Com sua vitória nas urnas, João Ernesto terá que mostrar jogo de cintura com todos os que vão querer puxar seu tapete até uma bomba estourar, a denúncia de seu envolvimento em mais um esquema de corrupção, e terá que correr contra o tempo para convencer os deputados a não votarem em um processo de abertura de impeachment. Com toda sua experiência e malandragem, ele fará de tudo para evitar perder tudo o que conseguiu, seja por ele mesmo ou graças aos que o ajudaram, envolvidos ou não em corrupção.

O roteiro explora muito bem as características dos personagens, não apenas do protagonista, como também dos políticos existentes no Congresso. Além disso, ilustra de uma forma bem-humorada, e em muitas ocasiões, de maneira exagerada, as estratégias adotadas por todos os que querem se eleger, sejam por agrados ao eleitorado, favores por debaixo dos panos, ou até mesmo propina, esquemas tão escancarados que não causam mais estranheza na população brasileira. E sem esquecer das alfinetadas em várias personalidades conhecidas da política, do Brasil, como também do exterior, arrancando muitas risadas, bastando apenas olhar para o personagem perfeitamente caracterizado.

O ritmo da história se apresenta com uma estrutura sólida e bem ritmada, da saída de João Ernesto da prisão, a estruturação de sua campanha, até a votação do impeachment. O humor utilizado, de forma escrachada e com algumas situações escatológicas, funciona na narrativa e se torna um atrativo para o espectador, que em vez de se indignar com a política, passará a vê-la por outro ângulo, com pensamento de que é melhor rir para não chorar e o candidato ideal é o com qual mais simpatiza com os eleitores, afinal boa parte está envolvida em alguma falcatrua. Não só há divertimento, o público passa a pensar mais seriamente sobre a política e a observá-la de forma mais acurada. Cenas retratadas e que ilustram impressionantes semelhanças com nosso cotidiano e de nossos governantes, um belo convite ao debate e entretenimento.

E não poderia deixar de destacar as atuações, Leandro Hassum continua ótimo, espontâneo e carregando bem o filme, do princípio ao fim. Dentro de sua especialidade, o humor, o ator consegue não só se sobressair, como abre a possibilidade para o elenco também brilhar, e isso tem o dedo do diretor, Roberto Santucci. Cassio Pandolph está impagável como Ivan Pires, ou Vampiris, como é chamado por diversas vezes. Graças às suas artimanhas a história consegue ter um hilário desdobramento até o clímax, a votação do impeachment. Um pouco fora do humor, Rosanne Mulholland tem importante papel na trama com sua personagem, Amanda Pinheiro, uma jornalista que posteriormente se candidata à deputada federal, e que passa a ser a força-motriz de João Ernesto e decisiva na votação final. Ela cumpre muito bem seu papel e demonstra muito talento e competência.

Se você curte um filme de gênero comédia e está a fim de zombar um pouco da política, esse é o adequado para você. Uma história interessante, hilária, e com grande elenco, que possui duas participações especiais no último ato. Não perca!

Cotação: 3,5/5 poltronas.