Estreia em abril, O TRAIDOR, com Pierfrancisco Favino e Maria Fernanda

Estreia em abril, O TRAIDOR, com Pierfrancisco Favino e Maria Fernanda

Premiado com diversos David di Donatello, e exibido em Cannes, o filme de Marco Bellocchio traz história real de mafioso italiano que se escondeu no Brasil

Confira o trailer: https://youtu.be/–EdE11UQgQ

Chamado, pelo jornal inglês The Guardian, de “Os Bons Companheiros da vida real”, O TRAIDOR, do italiano Marco Bellocchio chega aos cinemas brasileiros seguindo uma carreira de prêmios pelo mundo. Com Maria Fernanda Cândido no elenco e com cenas rodadas no Rio de Janeiro, o longa teve sua première em Cannes, e ganhou vários David di Donatello, o prêmio da Academia Italiana de Cinema – entre eles, filme, diretor, ator principal (Pierfrancesco Favino) e coadjuvante (Luigi Lo Cascio). O longa estreia em 14 de abril com distribuição da Pandora Filmes.

Conhecido por seu cinema de engajamento político, em filmes como “Vincere” e “Bom Dia, Noite”, Bellocchio traz aqui mais um episódio da história italiana protagonizado pelo mafioso Tommaso Buscetta (Favino), membro da Máfia italiana, a Cosa Nostra, que se tornou um colaborador da justiça em seu país e delatou companheiros. Depois disso, acabou se escondendo no Rio de Janeiro, deixando parte de sua família na Itália sofrendo as consequências de seus atos. Maria Fernanda interpreta Maria Cristina de Almeida Guimarães, a brasileira que se casou com Buscetta.

Indicado ao César de Melhor Filme Estrangeiro e também ao European Film Awards, O TRAIDOR partiu de uma longa pesquisa de Bellocchio, que assina o roteiro com Valia Santella, Ludovica Rampoldi e Francesco Piccolo. O roteirista e cineasta brasileiro Felipe Sholl também colaborou no texto do longa. “Quando mais eu me aprofundava no tema, mais complexo ficava o personagem”, disse o diretor italiano em entrevista. Na Itália, Buscetta é um personagem controverso, chamado de herói por uns, e desprezado por outros, inclusive por membros de sua família. Ele morreu em abril de 2000, nos Estados Unidos.

“É um personagem fascinante, não apenas por sua ambiguidade, mas todo mundo que o conheceu dizia que tinha um caráter forte, mas também não tinha muita cultura. E incorporamos isso ao filme. É o único ponto em que Buscetta revela um tipo de fragilidade. Nos outros momentos, ele é um homem muito orgulhoso. É um personagem que tem uma teatralidade e uma personalidade muito bem construída,” explica o cineasta.

Em entrevista, Favino caracterizou o personagem como um desafio e uma chance maravilhosa para qualquer ator. “Assisti a muitos vídeos dele, li livros, que ele escreveu com jornalistas, portanto, se eu queria encontrar algo que não fosse a ideia que ele fazia de si mesmo, eu precisava me aprofundar mais nessa figura, descobrir buracos na parede que ele construiu em torno de si, e acabei achando. Havia muito do lado pessoal, político e criminoso na história dele que poderia ser explorado”.

Em entrevista ao GShow, Maria Fernanda definiu sua personagem como “uma sobrevivente”. “Maria Cristina é uma sobrevivente. Viveu experiências difíceis ao lado do marido, foi torturada e suportou o machismo e a violência da Cosa Nostra”.

Desde sua estreia no Festival de Cannes, em 2019, O TRAIDOR tem recebido críticas positivas e elogiosas da imprensa mundial. A. O. Scott escreve, no The New York Times, que “Bellocchio se aproxima do material de maneira objetiva […] e quase febril.” Jay Weissberg em sua crítica, na Variety, diz que “é um filme feito por um mestre do cinema que questiona a natureza do arrependimento.” Bradley Warren, no site The Playlist, destaca “a produção ambiciosa e a escala épica que causam impacto”.



Sinopse

No início dos anos 80, uma guerra generalizada eclode entre os chefes da Máfia Siciliana pelo controle do tráfico de heroína. Tommaso Buscetta, um integrante de alto escalão, foge para se esconder no Brasil. Na Itália, os acertos de contas acontecem enquanto Buscetta assiste de longe seus filhos e irmãos sendo assassinados em Palermo, sabendo que poderá ser o próximo. Preso pela polícia brasileira e extraditado para a Itália, Buscetta toma uma decisão que irá mudar os rumos da máfia italiana: ele decide se encontrar com o Juiz Giovanni Falcone e trair o voto eterno que fez à Cosa Nostra. Fotos: https://1drv.ms/u/s!AuE8oJHSrL6UhpZnbnpTlTBUrUe4og?e=eNQzZg
Ficha Técnica

Direção: Marco Bellocchio
Roteiro: Marco Bellocchio, Ludovica Rampoldi, Valia Santella e Francesco Piccolo
Elenco: Pierfrancesco Favino, Maria Fernanda Cândido, Fabrizio Ferracane, Fausto Russo Alesi, Luigi Lo Cascio, Jonas Bloch, Nicola Siri, Rainer Cadete e Luciano Quirino
Produção: Beppe CaschettoCoproodução: Viola Fügen, Michael Weber, Michel Merkt, Alexandra Henochsberg, Gregory Gajos, Arthur Hallereau, Pierre-François Piet, Caio Gullane e Fabiano Gullane
Produtor Delegado Brasil: André RistumProdutor Associado Brasil: André NovisProdução Executiva: Simone Gattoni
Produção Executiva Brasil: Ana Saito, Daniela Antonelli Aun, Paula Cosenza, Priscila Santos
Direção de Fotografia: Vladan RodovicDireção de Arte: Andrea Castorina e Daniela Vilela
Figurino: Daria Calvelli e Gabriella Marra (Brasil)
Montagem: Maria Francesca Calvelli
Produtoras: IBC Movie, Kavac Film, Rai Cinema, Gullane, Match Farctory Productions e AD Vitam
Distribuição Brasil: Pandora Filmes
Duração: 153 min

Sobre o DiretorMarco Bellocchio é diretor de cinema, roteirista e ator italiano Uma das personalidades italianas mais importantes, no meio intelectual e cultural, ganhou em 1991 o Urso de Prata – Prêmio Especial do Júri no 41º Festival Internacional de Cinema de Berlim por seu filme “A Condenação”. Em 2011, Bellocchio foi premiado com o Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Veneza por sua carreira cinematográfica. Em 2006, seu filme “O diretor de casamento” foi exibido na seção Un Certain Regard no Festival de Cinema de Cannes. Em 2009, dirigiu “Vincere”, que esteve na principal competição do Festival de Cinema de Cannes. Seu filme de 2012, “A bela que dorme”, foi selecionado para competir pelo Leão de Ouro no 69º Festival Internacional de Cinema de Veneza. Em 2021, foi laureado com uma Palma de Ouro Honorária no Festival de Cannes, que exibiu fora de competição seu filme mais recente, “Marx Pode Esperar”.

Sobre a Gullane

A Gullane é uma das maiores produtoras e incentivadoras do mercado audiovisual brasileiro, além de uma das principais exportadoras de obras independentes. Fundada em 1996 pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, já soma em seu catálogo mais de 50 filmes lançados com destaque no cinema nacional e no exterior e 30 séries para televisão e plataformas digitais.

Entre os filmes e séries de destaque estão “Carandiru”, “Bicho de Sete Cabeças”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”; a franquia “Até que a Sorte nos Separe”; “Que Horas ela Volta?”, “Como Nossos Pais”, “Bingo – o Rei das Manhãs”; as séries “Alice” e “Hard” (HBO), “Unidade Básica – 1a e 2a temporada” (Universal Canal), “Carcereiros” (Globoplay), “Irmãos Freitas” (Space e Amazon Prime), “Ninguém Tá Olhando” e “Boca a Boca” (Netflix). Já coleciona mais de 500 prêmios e seleções em importantes festivais de cinema e televisão do Brasil e do mundo como Mostra de Cinema, Festival do Rio, Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, Toronto, MIPTV e Emmy.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnés Jaoui.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.

Sucesso em Cannes, A ILHA DE BERGMAN chega aos cinemas em fevereiro

Sucesso em Cannes, A ILHA DE BERGMAN chega aos cinemas em fevereiro

Filme de Mia Hansen-Løve teve sua première mundial no Festival de Cannes, e traz no elenco Tim Roth, Vicky Krieps e Mia Wasikowska

Com DNA da brasileira RT Features, A ILHA DE BERGMAN escrito e dirigido pela francesa Mia Hansen-Løve é uma declaração de amor ao cinema, em especial àquele de Ingmar Bergman, diretor sueco de filmes como “Cenas de um casamento” e “Morangos Silvestres”. O filme chega aos cinemas brasileiros em 24 de fevereiro com distribuição da Pandora Filmes.

O filme, que fez sua estreia em Cannes, e foi rodado na ilha de Fårö, no Mar Báltico, próxima à Suécia, onde Bergman se estabeleceu até sua morte em 2007, e que serviu de cenário para alguns de seus longas, como, “A hora do lobo”, “Vergonha” e “Persona”. “Existem duas Fårö: aquela dos filmes de Bergman e aquela que você descobre quando chega lá. Se a Fårö que a gente descobre fosse exatamente igual àquela dos filmes dele, eu provavelmente não encontraria um espaço para mim mesma. Fårö sempre terá a presença dele. E como existem essas duas variações, se tornou muito empolgante para mim”, disse a cineasta em entrevista ao The Playlist.

No filme, um casal de cineastas, Chris (Vicky Krieps, de “Trama Fantasma”) e Tony (Tim Roth), viaja à ilha, onde ele participará de alguns eventos, enquanto ela tenta superar uma crise criativa, e escrever um novo roteiro. Na medida em que o tempo passa, a fantasia e a realidade se confunde. Visitando ruínas das filmagens de Bergman, a jovem diretora conhece outras pessoas, e passa a imaginar um filme sobre uma jovem (Mia Wasikowska), em Fårö, para uma cerimônia de casamento, acaba vivendo um reencontro complicado com ex-namorado (Anders Danielsen Lie), com quem acaba se envolvendo novamente.

A diretora conta que, por causa da agenda do elenco, teve de filmar a segunda parte do longa, o filme dentro do filme, primeiro, e isso acabou sendo estranho, mas bastante proveitoso. “As imagens e a parte do longa já editada me ajudaram a pensar como seria a metade anterior. Como houve um intervalo longo entre as duas filmagens, acabei tendo mais tempo para maturar como queria fazer. Porém, a estrutura das cenas continuou a mesma.

Filmando numa língua que não é sua, inglês, Hansen-Løve conta que deu mais liberdade aos atores e atrizes para trabalhar as falas. “Nunca confiei tanto no elenco como nesse filme, e eles me ajudaram muito com os diálogos. Tanto Vicky quanto Tim se apropriaram das falas, mudaram coisas para soarem mais naturais, como um americano diria. Como não falo inglês tão bem quanto eles, tinha que confiar neles em se tratando da língua, e eu adorei isso: dar liberdade”.

A diretora também confessa que a maneira como faz seus filmes é bastante intuitiva. “Eu escrevo um filme, e vejo depois o que significa. Claro que o sentido está ali, desde o começo. Tenho ideias que sei que serão usadas num filme aqui e ali, mas, inicialmente, quando escrevo, são uma série de impressões e ideias conectadas umas com as outras. Eu procuro um certo fluxo e fluidez. E isso não é sempre racional ou consciente. O sentido e o motivo do que estou fazendo – a intenção geral – é algo que percebo mais tarde, quando analiso e converso sobre o material.

Desde sua estreia mundial, na competição do Festival de Cannes de 2021, A ILHA DE BERGMAN só tem recebido elogios. “O filme é um jogo de cinefilia feito com muita sinceridade e inteligência”, escreve Owen Gleiberman, na Variety. “O filme é uma ode à liberdade da artista mulher que deve buscar inspiração e substância onde ela quiser”, conclui Jon Frosch, da Hollywood Reporter.

A ILHA DE BERGMAN será lançado no Brasil pela Pandora.

Sinopse

Chris e Tony são um casal de cineastas que viaja até a ilha de Fårö, onde viveu e morreu o cineasta Ingmar Bergman. O lugar é marcado pela obra do diretor. Enquanto seu marido já é um cineasta estabelecido e fã do sueco, Chris enfrenta uma crise criativa em busca de sua própria voz como uma cineasta. Ela acaba tendo a ideia para um filme sobre uma jovem que viaja para um casamento numa ilha, e reencontra seu antigo namorado.

Ficha Técnica

Direção: Mia Hansen-Løve

Roteiro: Mia Hansen-Løve

Produção:  Rodrigo Teixeira, Charles Gillibert, Erik Hemmendorff

Elenco: Vicky Krieps, Tim Roth, Mia Wasikowska, Anders Danielsen Lie, Hampus Nordenson

Direção de Fotografia: Denis Lenoir

Desenho de Produção: Mikael Varhelyi    

Montagem: Marion Monnier

Gênero: drama

País: França, Bélgica, Alemanha, Suécia, México

Ano: 2021

Duração: 112 min.

Pandora Filmes participa do Festival do Rio 2021 com 6 longas

Pandora Filmes participa do Festival do Rio 2021 com 6 longas

Evento, que acontece exclusivamente de maneira presencial, exibirá novos filmes de Hong Song-Soo e Júlio Bressane, entre outros
Filme: Encontros

Uma das principais distribuidoras independentes do país, a Pandora Filmes exibirá seis longas inéditos em circuito nacional no Festival do Rio, que acontece entre 9 e 19 de dezembro, exclusivamente no formato presencial em cinemas da cidade.

Do catálogo da distribuidora, estão filmes nacionais e estrangeiros, alguns já exibido com sucesso em festivais pelo mundo, e outros inéditos no país que farão sua première nacional no Festival do Rio, como é o caso de MEU ÁLBUM DE AMORES, de Rafael Gomes; CORA, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani; e DIÁRIO DE VIAGEM, de Paula Kim. Também serão exibidos o nacional CAPITU E O CAPÍTULO, de Julio Bressane; ENCONTROS e A MULHER QUE FUGIU, ambos do sul-coreano Hong-Sang Soo.

Criado por Rafael Gomes, Luna Grimberg e Vinicius Calderoni, MEU ÁLBUM DE AMORES tem o gênero de música brega ao centro, e traz composições inéditas de Odair José e Arnaldo Antunes. O protagonista do filme é interpretado por Gabriel Leone: um dentista que leva um fora da mulher que ama, e também descobre que seu pai não é o homem que o criou. Ele é filho de um famoso cantor brega da década de 1970, que acabou de morrer. Dessa forma, ele deverá reorganizar sua vida e redescobrir a si mesmo. O filme será exibido em caráter hors concour no Festival.

Participando da mostra competitiva de longas de ficção, DIÁRIO DE VIAGEM é dirigido por Paula Kim, que também assina o roteiro, e traz no elenco Manoela Aliperti, Eucir de Souza e Virginia Cavendish. Ao centro, uma adolescente de 13 anos, que em 1995, participa de um intercâmbio, na Irlanda, e, volta para o Brasil com um transtorno alimentar que atrapalhará sua vida.

Também na mostra competitiva de longas, CORA, de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani, é um filme experimental, apresentado como um documentário, embora seja totalmente ficcional, a partir do romance “Antonio”, de Beatriz Bracher. Coproduzido com a Dinamarca, o longa usa uma linguagem contemporânea, combinando estética de mídias digitais, e traz a história de uma jovem dinamarquesa, filha de um brasileiro, que investiga o passado de sua família.

O veterano cineasta brasileiro Júlio Bressane volta a Machado de Assis (como em “A Erva do Rato” e “Brás Cubas”) para seu CAPITU E O CAPÍTULO, que tem roteiro assinado por ele e Rosa Dias. Partindo do romance “Dom Casmurro”, o filme traz Mariana Ximenes como Capitolina, e Vladimir Brichta, como Bentinho. O elenco ainda inclui Enrique Diaz, no papel de Casmurro, e Djin Sganzerla, como Sancha. O filme será exibido fora de competição no Festival.

O coreano Hong Sang-Soo participará do evento com seus dois longas mais recentes: ENCONTROS e A MULER QUE FUGIU, ambos premiados no Festival de Berlim, em 2021 e 2020, respectivamente. O primeiro ganhou prêmio de roteiro, também assinado pelo diretor. No filme, três histórias, protagonizadas pelo mesmo jovem, falam de encontros, desencontros e descobertas do destino.

Com A MULHER QUE FUGIU, Hong recebeu o prêmio de direção, o Urso de Prata, e traz a história de uma mulher e seus encontros com três amigas, enquanto seu marido está viajando. A protagonista é interpretada por Kim Min-hee, musa do cineasta em diversos filmes.

Abaixo, mais informações sobre cada um dos filmes:

MEU ÁLBUM DE AMORES. Direção: Rafael Gomes

Drama/Ficção/2021/Brasil

Sinopse: Júlio é um dentista que está prestes a viver com a mulher que namora há 18 anos. Mas ela acaba desistindo na última hora, e termina com ele. Ele acaba abalado por outra notícia: seu pai não é quem acreditava ser. Ele é filho de Odilon Ricardo, um famoso cantor brega dos anos de 1970, que morreu há pouco e lhe deixou uma casa como herança.

DIÁRIO DE VIAGEM. Direção e roteiro Paula Kim

Drama/Ficção/2021/Brasil

Sinopse: 1995, São Paulo. Logo após a implantação do Plano Real, Liz, 13, é mandada para um intercâmbio na Irlanda. Seus pais de classe média emergente estão otimistas, mas na percepção da adolescente a viagem é um total fracasso. Liz retorna ao Brasil transtornada e obsessiva, com um transtorno alimentar que limita sua vida em todos os âmbitos. Como superar essa dura realidade?

CORA, direção Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani,

Drama/Experimental/2021/Brasil/Dinamarca

Sinopse: 2064. Cora, uma dinamarquesa, encontra um documentário inacabado no qual Benjamim, seu pai brasileiro, tentava investigar, 50 anos antes, a história dos próprios pais dele: Teo, que morreu louco quando ele ainda era criança, e Elenir, uma mulher misteriosa de quem ele mal ouviu falar. Em sua investigação, Benjamin descobre que ambos fazem parte de um complexo quebra-cabeça familiar, cheio de traumas e tabus, no qual ele começa a se ver como uma das peças principais. O material presente no documentário de Benjamim é organizado e comentado por sua filha, na tentativa dela de compreender o passado perdido de sua família.

CAPITU E O CAPÍTULO. Direção: Júlio Bressane

Drama/Ficção/2021/Brasil

Sinopse: Olhares, atitudes, vicissitude e passionalidade, novas e antigas percepções. Trama que permeia a inquietude trazida pelo sentimento mais primitivo que o ser humano pode experimentar, criando e sorvendo o fantasma criado pelo ciúme, desdobrando-se em intrigas capitulares criadas por Bentinho em devaneios que o tomam sobremaneira pelo amor doentio por sua Capitu.

ENCONTROS (INTRODUCTION). Direção e roteiro: Hong Sang-Soo

Drama/Ficção/2021/Coreia do Sul

Sinopse: Dividido em três partes, o filme acompanha os encontros, desencontros e percalços sentimentais de um jovem que vai da Coreia do Sul a Berlim para visitar o pai, a mãe e a namorada.

Ganhador do Prêmio de Roteiro, no Festival de Berlim 2021.

A MULHER QUE FUGIU (The Woman who run). Direção e roteiro: Hong Sang-Soo

Drama/Ficção/2020/Coreia do Sul

Sinopse: Enquanto seu marido viaja a trabalho, Gamhee visita suas amigas nas imediações de Seoul. Elas conversam amigavelmente, mas cada uma delas têm uma expectativa diferente em relação à vida. Ganhador do Prêmio de Direção, no Festival de Berlim 2020.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho. 

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

A MULHER QUE FUGIU, dirigido por Hong Sang-soo, estreia no Brasil dia 09/12

A MULHER QUE FUGIU, dirigido por Hong Sang-soo, estreia no Brasil dia 09/12

Dirigido pelo cultuado sul-coreano Hong Sang-soo, filme esteve na lista da revista Cahier du Cinema, como um dos dez melhores filmes do ano de 2020

Em A MULHER QUE FUGIU o diretor coreano Hong Sang-soo volta aos assuntos que lhe são caros: os relacionamentos humanos. O filme rendeu ao cineasta o Urso de Prata (prêmio de direção), no Festival de Berlim de 2020, e é protagonizado por sua musa Kim Min-hee (“O hotel às margens do rio”, “A câmera de Claire”). No filme, Gam-hee é uma florista que aproveita enquanto o marido está fora da cidade em uma viagem de negócios para se encontrar com amigas. O longa é dividido em três partes, cada uma acompanhando uma dessas reuniões.

Casada há cinco anos, Gam-hee nunca esteve um dia distante do seu marido, e a viagem dele proporciona a oportunidade de visitar as amigas, que não via há muito tempo. Estranhamente, não era possível antes fazer isso enquanto ele estava em casa, embora a jovem garanta a todos que seu casamento vai muito bem. “Temos bons momentos todos os dias”, diz ela. Os primeiros dois encontros são planejados, mas o terceiro, no café de um cinema, acontece por acaso. Em comum, todas as conversas entre as mulheres são interrompidas por homens.

Depois de três filmes em preto e branco, Hong volta a filmar em cores em A MULHER QUE FUGIU, com fotografia assinada por Kim Su-mim, que usa ângulos e zooms bastante típicos da obra do diretor. Hong, por sua vez, além da direção, assina o roteiro, a montagem e a trilha sonora. Sobre seu processo criativo, ele disse na coletiva do Festival de Berlim: “Quando começo a filmar, não tenho uma ideia completa em termos de estrutura ou narrativa. Parto de uma ideia com a qual quero começar e vejo o que acontece, como respondo a isso e o que vem dessa resposta”.

A vida, assim como a existência, sempre superam qualquer generalização. Portanto, quando estou fazendo um filme, tento afastar todos os tipos de generalizações, todo o tipo de técnica, todo o tipo de expectativa sobre alguns tipos de efeitos e apenas acreditar que o que vier será o melhor”, declarou.

Sobre o método de trabalho peculiar de Hong, a atriz Kim explicou, no Festival: “Temos um roteiro, os diálogos entre os atores e as reações que devemos extrair uns dos outros. Respondemos a elas com muita sensibilidade, então as emoções vêm à tona e as mudanças acontecem”. Esse é o seu sétimo filme com o cineasta.

Desde sua estreia em Berlim, A MULHER QUE FUGIU conquistou diversos prêmios, além do Urso de Prata, entre eles menção especial no Festival de San Sebastian e Melhor Filme do Ano (Fipresci), da Associação de Críticos de Cinema da Coréia. O longa também tem colhido críticas positivas em todos os lugares onde foi exibido. Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, escreveu que “assistir a esse filme é recalibrar suas expectativas para que você possa captar todas as sutilezas e absorver as implicações delicadas sobre relacionamentos e políticas sexuais”.

Jessica Kiang, da Variety, explica que “o filme está realmente interessado em personagens femininas […] como nunca antes na obra do diretor”. Beatrice Loayza, de The Playlist, aponta que “Hong examina as texturas da amizade feminina e o que a independência significa para mulheres entrando num estágio da vida novo e mais maduro”.

A MULHER QUE FUGIU será lançado no Brasil pela Pandora. 

Sinopse

Enquanto o marido de Gam-hee está fora da cidade numa viagem de negócios, ela aproveita para reencontrar antigas amigas. Ela visita as duas primeiras em suas casas e a terceira encontra, por acaso, num cinema. Enquanto conversam, diversas correntes cruzam o oceano de suas vidas. 

Ficha Técnica

Direção: Hong Sang-soo

Roteiro: Hong Sang-soo

Elenco: Kim Min-hee, Song Seon-mi, Eun-mi Lee, Hae-hyo Kwon, Young-hwa Seo,

Sae-Byuk Kim

Direção de Fotografia: Kim Sum-min

Trilha Sonora: Hong Sang-soo

Montagem: Hong Sang-soo

Gênero: drama, comédia

País: Coréia do Sul

Ano: 2020 

Duração: 77 min.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho. 

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Pandora Filmes divulga seus próximos filmes no circuito brasileiro

Pandora Filmes divulga seus próximos filmes no circuito brasileiro

 

Depois de enorme sucesso no circuito de Drive-Ins, e na plataforma Belas Artes à La Carte, a Pandora Filmes traz às salas de cinema APOCALYPSE NOW: FINAL CUT, a versão definitiva do longa, montada sob a supervisão de Francis Ford Coppola, com som e imagem totalmente restaurados e que merece ser visto em telões de todo o Brasil. A seleção da distribuidora também inclui o premiado TEL AVIV EM CHAMAS, que tem como protagonista um jovem palestino que se torna autor de uma novela; o colombiano MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO, exibido no Festival de Berlim, e grande vencedor do Festival de San Sebastian de 2019; ganha sessões especiais o filme dirigido por João Paulo Miranda Maria, CASA DE ANTIGUIDADESOS MELHORES ANOS DE UMA VIDA, continuação de “Um homem e uma mulher”, novamente, escrita e dirigida por Claude Lelouch; o brasileiro NEW LIFE S. A., exibido no Festival de Brasília; a comédia francesa O BOM MÉDICO, que traz o veterano Michel Blanc como um médico plantonista; e o aguardado A MULHER QUE FUGIU, de Hong Sang-Soo, que rendeu ao diretor sul-coreano o Urso de Prata no Festival de Berlim.

 

APOCALYPSE NOW: FINAL CUT estreia em São Paulo em 15 de outubro, e traz 49 minutos de cenas inéditas que ficaram de fora da primeira montagem do longa, e foram resgatadas do negativo original. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1979, essa grande obra-prima do cinema mundial foi indicado ao Oscar em 8 categorias e venceu 2 delas: Melhor Fotografia (Vittorio Storaro) e Melhor Som. Ganhou ainda três Globos de Ouro, entre eles o de Melhor Diretor. O longa tem como base o romance “O coração das trevas”, do polonês Joseph Conrad, sobre a colonização no Congo Belga, mas Coppola, que assina o roteiro com John Milius, deslocou a ação para a Guerra do Vietnã, trazendo urgência e atualidade para o longa.

 

Com estreia apontada para o dia 22 de outubro está o longa TEL AVIV EM CHAMAS. Essa comédia foi exibida no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza, na seção Orizzonti, e rendeu ao protagonista Kais Nashef o troféu de Melhor Ator, além de ter sido o filme escolhido para representar Luxemburgo na corrida para o Oscar 2020. O filme tem como protagonista Salam (Nashif), um jovem palestino ambicioso e sonhador que se torna um escritor de novela de maneira inusitada, após um encontro com um soldado israelense que passa a aconselhá-lo sobre os roteiros do programa. Sua carreira começa a crescer cada vez mais, até que os patrocinadores palestinos da novela exigem que o final da história acabe de maneira inesperada.

 

Em OS MELHORES ANOS DE UMA VIDA, o veterano cineasta francês Claude Lelouch retoma seus personagens clássicos, o casal Jean-Louis e Anne, interpretados por Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée. No terceiro filme protagonizado pelo casal, que estreia em 05 de novembro, os personagens resgatam sua história de amor que começou quando ela era uma jovem viúva e se envolveu com ele, um piloto de corridas. Agora, na maturidade, reveem sua trajetória e tudo que os trouxe até aqui. O longa é uma sequência do Oscarizado “Um homem, uma mulher”,  e “Um homem, uma mulher: 20 anos depois”.

 

Exibido na 42a Mostra internacional de Cinema em São Paulo, MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO de Alejandro Landes, estreia em 19 de novembro, e foi o filme escolhido pela Colômbia para tentar uma vaga no Oscar, e tem como protagonistas, adolescentes que fazem parte de um grupo rebelde, e ocupam uma ruína abandonada no topo de uma montanha, onde eles treinam e mantêm uma americana (Julianne Nicholson) refém. Depois de um ataque, porém, são obrigados a abandonar o local e encarar uma dura realidade. Um dos destaques do longa é a fotografia assinada por Jasper Wolf, e a trilha sonora de Mica Levi, indicada ao Oscar por “Jackie”.

 

Tentando uma vaga para representar o Brasil no Oscar 2021, CASA DE ANTIGUIDADES de João Paulo Miranda Maria, terá sessões especiais no Petra Belas Artes a partir de 19 de novembro, durante uma semana. O filme protagonizado por Antonio Pitanga, acompanha Cristovam, um homem simples do interior, que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. CASA DE ANTIGUIDADES foi o único latino a receber o selo do Festival de Cannes deste ano, depois teve sua primeira exibição mundial no Festival de Toronto, e esteve no Festival de San Sebastian, na mostra “Novos Diretores”.

 

Ainda em 2020, chega aos cinemas o filme brasiliense NEW LIFE S. A., dirigido por André Cavalheira, e que foi exibido no 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Mostra Oficial e na Mostra Brasília. O longa tem como protagonista um jovem arquiteto que planeja com condomínio moderno e utópico, cujo projeto esbarra com a realidade cruel ao seu redor. Assim, o filme discute o dilema entre a ética e a busca desenfreada pelo lucro.

 

O primeiro filme de 2021, a ser lançado em 07 de janeiro, é O BOM MÉDICO, que tem Michel Blanc como um médico plantonista que, na noite de Natal, atende um chamado de mulher, e na casa dela também conhece um entregador de comida (interpretado pelo comediante Hakim Jemili) que irá lhe ajudar assumindo o seu posto. A direção é de Tristan Séguéla (“16 anos… ou quase”).

 

No dia 21 de janeiro é a vez de A MULHER QUE FUGIU chegar ao cinema. O novo filme do premiado sul-coreano Hong Sang-Soo estreou no Festival de Berlim de 2020, e lhe consagrou com o prêmio de direção, o Urso de Prata. A atriz Kim Min-hee, musa do cineasta, interpreta Gamhee, uma mulher que encontra três amigas enquanto seu marido está viajando, mas cada uma delas parece ter uma expectativa diferente em relação à vida impossibilitando uma conexão mais profunda. Hong, que tem sido comparado a Eric Rohmer e Woody Allen, também assina a produção, o roteiro, a montagem e a trilha sonora.