‘Troca de Rainhas’, filme que pauta conflito entre França e Espanha no século XVIII, ganha data de estreia

‘Troca de Rainhas’, filme que pauta conflito entre França e Espanha no século XVIII, ganha data de estreia

Exibido durante Festival Varilux de Cinema Francês, filme estreia em circuito dia 2 de agosto

Em “TROCA DE RAINHAS”, dirigido por Marc Dugain, o conflito entre a França e a Espanha, em 1721, e o modo como os regentes decidiram a paz estão em pauta. Com estreia marcada para 2 de agosto, o filme marca a primeira adaptação do diretor, baseada no livro “L’Échange des Princesses”, da escritora francesa Chantal Thomas. O filme foi indicado ao Prêmio César e participou do Festival Varilux de Cinema Francês.

Luís XV (Igor van Dessel), de 11 anos, logo se tornará rei e, uma troca de princesas permitiria consolidar a paz com a Espanha após anos de guerra, que deixaram os reinos enfraquecidos. Então, Felipe de Orléans (Lambert Wilson) casa a filha, Mlle de Montpensier (Anamaria Vartolomei), de 12 anos, com o herdeiro do trono da Espanha, e Luís XV se casa com a Infanta da Espanha, Anna Maria Victoria, de 4 anos (Juliane Lepoureau). Tudo está sendo organizado luxuosamente, mas as crianças, por sua vez, reagem de forma inesperada.

O drama histórico também mostra a vida no século XVIII, como o luxo ao redor de castelos e carruagens. Além disso, na época, a vida e a morte seguiam juntas por intermédio da crença religiosa. A probabilidade de viver até os 70 anos, assim como hoje, não existia, já que a perspectiva era chegar até os 35. “Eu queria mostrar esse medo sobre a percepção do que é meramente mortal partindo de um momento crucial e decisivo na infância”, disse Dugain.

Segundo ele, seu interesse pela história partiu de um fator pessoal: seu avô foi desfigurado pela Primeira Guerra Mundial. Desse modo, começou a refletir sobre o quanto a história pode afetar a vida individual de algumas pessoas. Assim, “TROCA DE RAINHAS” conta a história de jogos de poderes que levaram o mundo a um desastre coletivo.

Sinopse

Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o Regente do Reino da França, Philippe d’Orléans, propõe uma troca de princesas que resulta no noivado do rei da França, Louis XV, de 11 anos, com Anna Maria Victoria, 4 anos, e  do príncipe herdeiro Louis, de 11 anos, com Louise-Elisabeth d’Orleans, 12 anos. Porém, a chegada dessas princesas pode comprometer os jogos de poder na Corte.

Trailer

Ficha Técnica

Direção: Marc Dugain
Cinematografia: Gilles Porte
Roteiro: Marc Dugain, Chantal Thomas
Indicações: César de Melhor Filme Estrangeiro
Produção: Genevieve Lemal, Patrick André
Classificação Indicativa: a definir

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnés Jaoui.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.

Pandora Filmes divulga cartaz de ‘Nos Vemos no Paraíso’, novo filme de Albert Dupontel

Pandora Filmes divulga cartaz de ‘Nos Vemos no Paraíso’, novo filme de Albert Dupontel

Filme vencedor do Oscar francês estreia em 5 de julho

Ganhador de cinco prêmios César em 2018 (Melhor Figurino, Melhor Fotografia, Melhor Adaptação, Melhor Cenário e Melhor Realização), o longa “NOS VEMOS NO PARAÍSO”, de Albert Dupontel, traz uma história de guerra, arte e amizade, que estreia nos cinemas em 5 de julho, baseado no romance de Pierre Lemaître. Além de dirigir o longa, Dupontel  interpreta o soldado Albert Maillard. Ele, junto com Edouard Péricourt (Nahuel Pérez Biscayart), são vítimas de uma injustiça e se unem para desmascarar o tenente do governo, que lucra com as mortes dos soldados atingidos nas batalhas.

– Achei o livro extremamente inspirador, me pareceu que as personagens viviam uma vida moderna, mas confusa. A trama também tinha um enredo universal: um pai cheio de remorso e um filho abandonado e incompreendido. Todos esses elementos e mais tantos outros me fizeram acreditar que seria possível fazer uma adaptação viável – revela Dupontel.

Vivido por Nahuel Pérez Biscayartm,  Edouard Péricourt é um grande artista. Porém, após sofrer um grave acidente em campo e ficar desfigurado, decide se esconder da sociedade e, principalmente, de sua família. Segundo Biscayart, foi preciso trabalhar suas expressões para interpretar a personagem. “Em relação ao rosto, usamos muito o olhar e as máscaras: as máscaras estão lá para para expressar tudo o que um rosto oculto não pode”, diz o ator, também conhecido por sua participação nos filmes “120 Batimentos por Minuto” e “Se Você Soubesse”.

Este ano completa cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial, muito bem retratada no filme. A década de 20 também está representada não só pelo contexto da guerra, mas também pelo figurino, pelas festas e pela representação do desenvolvimento emergente da cidade. Segundo a atriz Emilie Dequenne, que interpreta a irmã do protagonista, Madeleine, isso ajudou os atores a se situarem na época e viver as personagens com intensidade. “Ao interpretar uma personagem de época, o lado “disfarçado” é ainda mais forte, e isso é um trunfo para fazer seu personagem viver. No entanto, o que eu realmente gostei da Madeleine é que ela era moderna. Sua elegância e singularidade me ajudaram muito na  sua construção”, conta.

SINOPSE

França, 1918. Poucos dias antes do fim da Primeira Guerra Mundial, Albert e Edouard são dois combatentes que se tornam amigos inseparáveis quando um salva a vida do outro em um bombardeio. Albert é um contador despretensioso enquanto Edouard é um talentoso desenhista, agora desfigurado. Unindo as suas habilidades, eles armam um golpe espetacular para desmascarar um militar tirano que lucra sobre os mortos da guerra e para fraudar o governo francês.

FICHA TÉCNICA

Título: Au revoir là-haut (Original)
Ano de produção: 2017
Direção: Albert Dupontel
Duração: 117 minutos
Classificação Indicativa:     A definir
Gênero: Drama
Países de Origem: Canadá, França
Elenco: Albert Dupontel, Émilie Dequenne,  Mélanie Thierry, Niels Arestrup, Frans Boyer, Jonathan Louis, Laurent Lafitte,  Nahuel Pérez Biscayart, Héloïse Balster.

CARTAZ

TRAILER

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnés Jaoui. Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.

‘A Câmera de Claire’, novo filme do diretor Hong Sang-Soo, estreia nesta quinta

‘A Câmera de Claire’, novo filme do diretor Hong Sang-Soo, estreia nesta quinta

Novo filme do diretor coreano Hong Sang-soo, “A CÂMERA DE CLAIRE”, estreia nesta quinta-feira, dia 24 de maio, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Niterói, Porto Alegre e Recife. O filme se passa durante o Festival de Cinema de Cannes, tem a fotografia como foco principal e acompanha o encontro de Claire (Isabelle Huppert) e Jeon Manhee (Kim Minhee), duas mulheres em diferentes situações, que se conhecem por acaso e tornam-se amigas.

A premiada atriz francesa Isabelle Huppert (Melhor Atriz do Globo de Ouro 2017) vive uma professora de música aspirante a artista. Circulando pelas ruas do Festival de Cannes com sua câmera polaroid, Claire fotografa as pessoas e as deixa com seus respectivos registros. Ao ser questionada sobre isso, diz que “a única possibilidade de mudar as coisas é olhar para elas no modo em que estão”, trazendo à tona o cunho filosófico do longa.

Já Jeon Manhee (Kim Minhee), numa viagem de negócios também em Cannes, é demitida sem explicações. Ao encontrar Claire, tem sua vida transformada pelas fotografias. Minhee Kim é uma atriz sul-coreana também conhecida por seu trabalho em “A Criada”, “O Dia Depois” e “Na Praia à Noite Sozinha”.

Sang-soo opta por contar a história entre longos planos de filmagem e câmera parada, mostrando ao longo do filme, suas características de direção. “A CÂMERA DE CLAIRE” teve estreia mundial no Festival de Cannes do ano passado onde teve uma exibição especial, e é distribuição de Pandora Filmes.

Sinopse

Manhee (Kim Min-hee) é agente de filmes e foi demitida por sua chefe sem explicações. Claire (Isabelle Huppert) é uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Através das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados.

Ficha Técnica

Duração: 69 min
Elenco: Isabelle Huppert, Kim Minhee, Jang Mi Hee, Shahira Fahmy, Jin-yeong Jeong
Gênero: Drama
País: Coréia Do Sul
Ano: 2017
Direção: Hong Sang-soo
Classificação: 12 anos

TRAILER

 

Confira o trailer de ‘A Câmera de Claire’, novo filme do diretor Hong Sang-Soo

Confira o trailer de ‘A Câmera de Claire’, novo filme do diretor Hong Sang-Soo

Novo filme do diretor coreano Hong Sang-soo, “A CÂMERA DE CLAIRE”, estreia dia 10 de maio nos cinemas e tem a fotografia como foco principal. O filme se passa durante o Festival de Cinema de Cannes e acompanha o encontro de Claire (Isabelle Huppert) e Jeon Manhee (Kim Minhee), duas mulheres em diferentes situações, que se conhecem por acaso e tornam-se amigas.

A premiada atriz francesa Isabelle Huppert (Melhor Atriz do Globo de Ouro 2017) vive uma professora de música aspirante a artista. Circulando pelas ruas do Festival de Cannes com sua câmera polaroid, Claire fotografa as pessoas e as deixa com seus respectivos registros. Ao ser questionada sobre isso, diz que “a única possibilidade de mudar as coisas é olhar para elas no modo em que estão”, trazendo à tona o cunho filosófico do longa.

Já Jeon Manhee (Kim Minhee), numa viagem de negócios também em Cannes, é demitida sem explicações. Ao encontrar Claire, tem sua vida transformada pelas fotografias. Minhee Kim é uma atriz sul-coreana também conhecida por seu trabalho em “A Criada”, “O Dia Depois” e “Na Praia à Noite Sozinha”.

Sang-soo opta por contar a história entre longos planos de filmagem e câmera parada, mostrando ao longo do filme, suas características de direção. “A CÂMERA DE CLAIRE” teve estreia mundial no Festival de Cannes do ano passado onde teve uma exibição especial, e é distribuição de Pandora Filmes.

Sinopse

Manhee (Kim Min-hee) é agente de filmes e foi demitida por sua chefe sem explicações. Claire (Isabelle Huppert) é uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Através das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados.

Ficha Técnica

Duração: 69 min
Elenco: Isabelle Huppert, Kim Minhee, Jang Mi Hee, Shahira Fahmy, Jin-yeong Jeong
Gênero: Drama
País: Coréia Do Sul
Ano: 2017
Direção: Hong Sang-soo
Classificação: a definir

Trailer

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Uma história sensível, poética e recheada de momentos cômicos. Assim é ‘Perdidos em Paris’, longa dirigido por Dominique Abel e Fiona Gordon, que chega ao circuito nacional esta semana e marca a despedida de Emmanuelle Riva das telas, falecida em janeiro, aos 89 anos. A trama se passa em Paris e conta com o protagonismo de Abel e Gordon em meio a trapalhadas na Cidade Luz.

Tudo começa quando Fiona (Gordon), uma bibliotecária canadense, recebe uma carta de sua tia Martha (Riva), uma senhora idosa de 88 anos, que vive sozinha em seu apartamento e está com medo de ser levada para um asilo, pois é vista por seus vizinhos como incapaz de cuidar de si mesma. Ao saber da história, Fiona embarca no primeiro avião para a capital francesa, mas ao chegar à cidade descobre que sua tia desapareceu e se mete em situações inusitadas e tragicômicas, perdendo seu dinheiro e pertences.

A situação fica ainda mais hilária quando Dom (Abel), um sedutor e sem-teto muito egoísta, entra na trama e não vai largar do pé de Fiona na incessante busca pelo paradeiro de sua tia. Começa desde então uma relação de cumplicidade e companheirismo improvável entre os dois, além de cenas divertidas, sensíveis e regadas de muitas técnicas de ‘clown’, presentes em filmes de Charles Chaplin e que fazem o espectador rir sem a necessidade de palavras, as ditas piadas visuais, com alguns passos de dança. As cenas ficaram ainda mais graciosas com essas técnicas, e percebemos que, na medida em que a história vai evoluindo, a confiança e o respeito entre Fiona e Dom, inexistentes no começo da trama, aumentam, e as condutas que ambos tomam vão ser decisivas para o desfecho, algo surpreendente.

O roteiro é muito bem construído, com 3 histórias que se entrelaçam e ajudam a explicar várias sequências, principalmente os encontros isolados entre os protagonistas e como pode se dar a possível descoberta do paradeiro de Martha, que tenta encontrar a sobrinha ao mesmo tempo em que foge para não ser mandada para um asilo. A montagem também é eficaz, com sincronia entre as músicas e a sensação de se estar dentro de uma poesia, uma autêntica obra-prima.

E a fotografia? Falei muito em 3 personagens, mas pode-se dizer também que existe um quarto personagem no enredo, a cidade de Paris. O espectador passa a ter um outro olhar ao se deparar com o Rio Sena, a Torre Eiffel, o Cemitério Père Lachaise e a Estátua da Liberdade (sim, há uma na França, numa pequena ilha no Sena). Além disso, esses cenários são importantes na construção da história e trazem uma atmosfera engraçada e uma sensibilidade ainda maior, principalmente nas cenas de Martha, que recorre à suas técnicas de dança, muito utilizadas na juventude, sem se entregar à ideia de que o tempo passou e sem se sentir descartável.

Das atuações, não preciso falar muito, foram excepcionais, com a arte do improviso de Dominique e Fiona muito bem apuradas, bem como a habilidade para o humor nos momentos certos, assim como para o drama em cenas mais fortes. E Emmanuelle Riva entrega uma personagem capaz de sensibilizar a todos, seja por sua esperteza, agilidade, inteligência e experiência, e Martha podemos dizer, se confunde com a vida e personalidade da atriz, que nos deixa um grande legado e ótimos trabalhos. É uma ótima oportunidade para vê-la pela última vez e uma despedida em alto nível.

O que está esperando? Não perca ‘Perdidos em Paris’, que estreia em 06 de julho em todo o Brasil, com a distribuição da Pandora Filmes. Não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota