Maratona Oscar: Luca/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Luca/ Cesar Augusto Mota

As expectativas são bem elevadas quando a Disney/Pixar lança uma animação. Afinal, as produções costumam trazer belas histórias, ótimos ensinamentos e personagens carismáticos e cativantes. E com ‘Luca’ não é diferente, uma obra com grande potencial e que vem forte na atual temporada de premiações.

A história se passa no litoral da Riviera Italiana, em uma bela vila costeira, Portorosso. No fundo do mar, vivem os monstros marinhos Luca e Alberto. O primeiro é pré-adolescente e está disposto a sair da zona de conforto e descobrir um mundo novo, já o segundo vive sem o pai e quer visitar cada canto viajando de lambreta. Porém, as pretensões de ambos ficam ameaçadas pelo medo que eles têm de serem descobertos, já que assumem a forma humana na superfície terrestre e voltam à aparência de monstros marinhos quando em contato com a água.

O enredo nos mostra o quanto as amizades podem ser transformadoras. De início, Luca é mais acanhado e tem medo de tentar, porém é incentivado pelo amigo, aparentemente corajoso, mas que esconde alguns temores. E a vida dos dois muda ainda mais quando encontram na vila a jovem Giulia, filha de um pescador e que é constantemente zombada por Ercole, um arrogante e debochado competidor que já venceu a Copa Portorosso cinco vezes, competição que envolve natação, ciclismo e comer um prato de massa italiana. Dispostos a acabar com o ‘reinado do mal’, as três crianças se juntam e resolvem competir na nova edição da Copa. Para Giulia, a vitória significa a afirmação, já para Luca e Alberto a possibilidade de realizar o sonho de ter uma Vespa, popular lambreta dos anos 1950-60, para dar uma volta ao mundo.

A animação não só apresenta uma história de superação e afirmação, como também ilustra as paisagens e a cultura italiana, como sua culinária e lendas acerca da existência de monstros, com alguns monumentos pela vila de Portorosso. Os tons em cores vibrantes são convidativas para toda a família, além da história que é edificante e com boas reviravoltas.

A história fala não só de amizade, mas também prega respeito às diferenças, tendo em vista que os protagonistas são diferentes da espécie humana e ambos possuem dificuldades de se aceitarem e com medo de não serem aceitos. Mas, na medida em que se aproximam das pessoas e entendem que cada um possui virtudes, passam a deixar seus medos de lado e, enfim, lutar pelo grande objetivo, a Vespa. E graças à Giulia ambos passam a entender o mundo de um modo bem diverso do que enxergavam. A garota também percebe que o mundo pode não ser um mar de rodas, mas cada um pode fazer a diferença e escrever sua história.

Mergulhe nessa aventura mágica e descubra coisas incríveis em ‘Luca’, animação da Disney/Pixar que concorre ao Oscar 2022, na categoria melhor animação.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Raya e o último dragão/Anna Barros

Maratona Oscar: Raya e o último dragão/Anna Barros

Faz tempo que as princesas Disney não são as mesmas de antigamente. Temos Jasmine, Elsa, Anna, Moana e agora Raya de Raya e o último dragão. O filme tem a marca Disney e traz sentimentos de esperança, união e positividade de dias melhores. Concorre ao Oscar de Melhor Filme de Animação com mérito e justiça.

Raya é uma princesa do Reino Coração, todos os reinos têm os nomes de partes do corpo de um dragão e tem uma missão dada por sue pai, Mestre Benja de resgatar as pedras de cada reino e restabelecer Kumandra, um reino de paz e harmonia, único. A partir de um erro que ela comete ao conhecer Numari, uma guerreira meio vilã, ela vai em busca de seu objetivo. E conhece Sisu, o último dragão que a ajuda até um determinado ponto e acaba encontrando-a no final.

O desenho é lindo, colorido com personagens bem construídos que Raya encontra ao longo do caminho como o bebê trapaça e um senhor rabugento. Ele mescla a arte e cultura orientais. E traz uma mensagem bonita. Um desenho para se assistir com toda a família. /um respiro diante de tudo que vivemos e ainda passamos na pandemia do novo coronavírus.

Disponível na Disney Plus.

5/5 poltronas

Maratona Oscar: Licorice Pizza/Tom Leão

Maratona Oscar: Licorice Pizza/Tom Leão

‘LICORICE PIZZA’: A LOVE STORY MAIS BACANA DO ANO ****

Assim como Quentin Tarantino, o diretor americano Paul Thomas Anderson é um ‘filho da geração videocassete’. Ambos, cresceram assistindo a filmes clássicos no formato (Tarantino, trabalhava numa videolocadora), o que se reflete em seus filmes. Em comum na obra de ambos, o carinho pelo passado, sobretudo pela cidade em que cresceram, Los Angeles.

   Pois PTA volta à sua L.A. da juventude, mais uma vez (já o fez com ‘Boogie Nights’, 1997) com ‘Licorice Pizza’ (que concorre aos Oscars de filme, roteiro e direção). Desde a primeira cena, vemos a fixação que o jovem Gary (Cooper Hoffman, filho do falecido Philip Seymour Hoffman), de 15 anos, tem por Alana (Alana Haim, da banda pop Haim), dez anos mais velha (ambos, com cara e jeito de ‘gente normal’). Então, acompanhamos a jornada dos dois: ele, um aspirante a ator, que acaba virando empreendedor; ela, ainda sem um objetivo na vida. Seguem juntos, enquanto o amor entre eles vai crescendo, lentamente, nos detalhes — de acordo com as situações por que passam juntos –, numa Los Angeles do começo dos anos 70.

   A reconstituição de época, os lugares e a trilha sonora, são construídos com o mesmo carinho e detalhes que Tarantino dedicou ao seu nostálgico ‘Era uma vez… em Hollywood’, que se passa no final dos anos 1960. Acompanhamos Gary e Alana, pelo vale de San Fernando, quando o mundo era bem diferente. E mais simples. E Gary, sobretudo, vai amadurecendo como homem, já que Alana é mais velha, e bem mais despachada.

   O resultado, é a ‘love story’ mais bacana do ano, num filme igualmente delicioso que não para de nos encantar. E que ainda conta com participações impagáveis de Sean Penn, Tom Waits e Bradley Cooper. Melhor filme do Oscar 2022!  TOM LEÃO

Maratona Oscar: Encanto/Anna Barros

Maratona Oscar: Encanto/Anna Barros

Encanto é o desenho da Disney que concorre ao Oscar e é o favorito a ganhar o Melhor Filme de Animação. Realmente o desenho é sensacional, o que confirma o favoritismo. Vemos uma heroína Disney de óculos e sem poderes especiais, os chamados dons, que o resto de sua família possui. E num capricho do destino, só ela pode salvar toda a família Madrigal.

O desenho é inspirado no livro de Gabriel García Marquéz, Cem Anos de Solidão, e se passa também na Colômbia com todo o seu universo fantástico. Além de ter várias expressões em Espanhol. Vale a pena ver com eu pequenos ou quem não tem filhos, como eu, vale muito também.

Suas core vibrantes e contagiante lembram muito Coco A Vida é uma Festa mas a temática é completamente diferente.

O desenho fala de valore como a união da família, sentimento de rejeição e exclusão e ter ou não dons especiais e ser diferenciado por isso.

É o favoritaço da noite do dia 27 de março. Disponível na Disney Plus.

5/5 poltronas

Sinopse: Encanto da Walt Disney Animation Studios conta a história dos Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, em uma casa mágica, em uma cidade vibrante, em um lugar maravilhoso conhecido como um Encanto. A magia deste Encanto abençoou todos os meninos e meninas da família com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todos, exceto Mirabel. Mas, quando ela descobre que a magia que cerca o Encanto está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional.

Maratona Oscar: Tick, Tick…Boom!/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Tick, Tick…Boom!/ Cesar Augusto Mota

A luta pela realização de um sonho requer muita disciplina, coragem e persistência, mesmo que as dificuldades sejam de alto grau e a realidade seja cruel para um artista. No drama biográfico ‘Tick, Tick… Boom’, de Lin-Manuel Miranda, contemplamos toda a jornada épica de Jonathan Larson (Andrew Garfield) para alcançar o estrelato, em um cenário não tão favorável, mas certo de suas escolhas.

O ano é 1990, e o jovem Larson está prestes a completar 30 anos. Ele serve mesas em uma lanchonete de Nova York enquanto trabalha em um projeto no qual acredita que irá ser o próximo grande musical dos Estados Unidos. Apesar do otimismo, ele é tomado pela ansiedade por acreditar estar atrasado no tempo e se vê pressionado pelo melhor amigo, que deixa a carreira de ator e passa a ocupar um cargo com estabilidade financeira, além da namorada, que quer deixar Nova York para seguir na carreira artística.

O roteiro utiliza a função metalinguística para homenagear o compositor, como também para ilustrar o teatro musical e a forma de fazer musicais no principal cenário do mundo. A forma como o protagonista lida com a pressão e a ansiedade pela apresentação que considera ser derradeira para suas pretensões fazem os espectadores se sentirem mais imersos na trama, o que os faz compreender que nem sempre o que planejamos sai como esperamos e que é preciso sempre criar mais para se chegar a algum lugar. Todo o percurso feito pelo personagem-central, bem como as barreiras que ele mesmo coloca entre seus amigos e sonhos o fazem dar uma grande reviravolta até perceber que precisava de mais ferramentas para tornar seu desejo de se tornar astro mais palpável.

O filme ganhou consistência pela boa história e direção, que soube mostrar como um musical funciona e que esse novo formato, do início dos anos 1990, veio para ficar. O trabalho complexo realizado por Andrew Garfield não poderia ficar de fora, e é de excelência, com uma atuação digna de Oscar. O ator não só soube trazer o público para perto dele como transmitiu as emoções de seu personagem com originalidade. A capacidade de um compositor de transformar qualquer situação em música é extraordinária, e isso fica ainda mais evidente no monólogo 30/90, quando Larson e sua banda interpretam situações que inspiraram seu musical, como desentendimentos com a namorada Susan e o amigo Michael.

Não há uma idade certa para se realizar um sonho e alcançar o equilíbrio financeiro, mas sim a disciplina, persistência e também um pouco de sorte, de se encontrar as pessoas certas e os lugares certos para que as oportunidades possam se materializar. Uma obra que vale ser apreciada.

‘Tick, Tick…Boom’ concorre ao Oscar 2022 nas categorias de melhor ator e montagem.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Auguto Mota