‘Quando Margot Encontra Margot’ tem nova data de estreia no Brasil

‘Quando Margot Encontra Margot’ tem nova data de estreia no Brasil

Comédia francesa protagonizada por Sandrine Kimberlain, chega aos cinemas com distribuição da Pandora Filmes

Longa traz a premiada atriz francesa Sandrine Kimberlain interpreta Margot, uma mulher de 45 anos que, numa festa encontra Margot, uma jovem de 25, interpretada por Agathe Bonitzer. Depois de algumas conversas, e da descoberta de muitas coincidências, constatam que são a mesma pessoa em momentos diferentes de suas vidas. Com isso, “QUANDO MARGOT ENCONTRA MARGOT”, dirigido por Sophie Fillières, investiga como as decisões do presente influenciam o nosso futuro.

Como seria reencontrar o seu próprio eu? Apesar desta premissa fantasiosa, a diretora tem um registro realista que, para ela, foi um desafio na encenação. Mas foi nessa combinação, do real com o fantástico, conforme confessa, que ela encontrou a graça de seu filme: a possibilidade de saber como seremos no futuro, e assim questionarmos qual caminho seguir. Encontrar seu “eu” de 45, faz a jovem Margot pensar nas escolhas que fará a partir de então; enquanto a outra Margot tem a chance de rever sua trajetória. Quando entra em cena Marc (Melvil Poupaud), o ex-namorado de uma delas, Margot e Margot acabam se interessando pelo rapaz e, daí em diante, as duas acharão cada vez mais difícil se desligar uma da outra e também dele.

Cotado com 5 estrelas no jornal Libération, o filme é descrito como “brilhante e hilário do começo ao fim”. A prestigiosa revista Cahiers du Cinéma destaca “a leveza do tom [e a] delicadeza da escrita e do tema”. Já o Positif, o classifica como “um filme sedutor […] que se distingue com alegria no cenário da comédia.”

Com seu roteiro original, a diretora retoma a parceria com a atriz Sandrine Kimberlain, que esteve em seu curta de formatura, “Des filles et des chiens”, de 1991. Distribuído pela Pandora Filmes, “QUANDO MARGOT ENCONTRA MARGOT” ainda conta no elenco com Christophe Odent, Lucie Desclozeaux e Laurent Bateau.

Sinopse  

Margot (Agathe Bonitzer), 25 anos, tem uma vida despreocupada, pontuada por frequentes noitadas em Paris. Uma noite, durante uma festa, ela conhece outra Margot (Sandrine Kimberlain), 20 anos mais velha. Detalhes curiosos e grandes semelhanças fazem com que elas descubram que são a mesma pessoa em fases diferentes. Na manhã seguinte, no mesmo trem para Lyon, elas se deparam com Marc (Melvil Poupaud), o ex de uma delas, cujo charme desperta grande atração em ambas. Daí em diante, Margot e Margot acharão cada vez mais difícil se desligar uma da outra e também de Marc. Como seria reencontrar o seu próprio eu? Isto é o que Margot e Margot irão descobrir.

QUANDO MARGOT ENCONTRA MARGOT (LA BELLE ET LA BELLE) 

Direção e Roteiro: Sophie Fillières
Elenco: Sandrine Kiberlain, Agathe Bonitzer, Melvil Poupaud, Lucie Desclozeaux, Laurent Bateau e Théo Cholbi.
Ano: 2018
País: França
Duração: 95 min
Classificação: a definir

TRAILER

SOBRE A PANDORA FILMES 

A Pandora Filmes é uma distribuidora de filmes de arte, ativa no Brasil desde 1989. Voltada especialmente para o cinema de autor, a distribuidora buscou, desde sua origem, ampliar os horizontes da distribuição de filmes de arte no Brasil com relançamentos de clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Fellini, Bergman e Billy Wilder, e revelações de nomes outrora desconhecidos no país, como Wong Kar-Wai, Atom Egoyan e Agnés Jaoui.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora Filmes sempre reserva espaço especial para o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos. Dentro desse segmento, destaca-se o recente “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, um grande sucesso, visto no cinema por mais de 500 mil espectadores.

A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

A Moça do Calendário estreia dia 27 de setembro

Consagrada atriz e diretora do cinema nacional, Helena Ignez já tem data para lançar seu mais recente filme, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” que estreia nos cinemas brasileiros no dia 27 de setembro com distribuição da Pandora Filmes. Quinto longa dirigido por Helena, o filme é baseado em um roteiro escrito por seu marido, Rogério Sganzerla, antes de sua morte, em 2004. O texto foi adaptado por Helena e fala sobre as contradições do país, a luta de classes, as questões de gênero e o sonho como agente libertador.

O filme acompanha Inácio (André Guerreiro Lopes), ex-gari, mecânico e dublê de dançarino desmotivado que trabalha numa oficina mecânica e sonha com uma Moça do Calendário (Djin Sganzerla), musa dos seus desejos e fantasias. Para Helena, “A MOÇA DO CALENDÁRIO” se trata de um “filme utópico”, que busca a “descolonização do pensamento”.

Por “utópico”, a diretora defende a criação de uma sociedade anticapitalista, na qual não existam desigualdades sociais. Através da “descolonização”, imagina uma estrutura alheia aos filmes convencionais, adotando questões políticas, sociais e estéticas tipicamente brasileiras. “A MOÇA DO CALENDÁRIO” busca resgatar o espírito anárquico, do tropicalismo e demais vanguardas do cinema brasileiro.

A diretora Helena Ignez diz: A MOÇA DO CALENDÁRIO é um roteiro feminista em um universo masculino. Eu vejo o homem com muito carinho, até porque o protagonista é um homem, o Inácio, mecânico de uma oficina chamada Barato da Pesada. O filme tem muito humor, e é um humor que já estava no roteiro do Rogério e eu mantive. Ao mesmo tempo adicionei algumas questões muito importantes sobre o trabalho no século XXI, a Sociedade do Cansaço.”
Exibido em mais de 15 festivais em 2017, entre eles a Mostra de São Paulo e o Festival de Brasília, o filme foi premiado no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria, como Melhor Filme – Voto Popular, Melhor filme do Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, Prêmios de Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator no 41º Festival Guarnicê de Cinema, além de ser elogiado pela crítica especializada. “A Moça do Calendário pode ser visto como sátira ou drama social. O certo é que Helena retorna aqui, de forma bem pessoal, ao espírito (popular) dos primeiros filmes com Sganzerla. O cinema como exercício de liberdade”, elogiou Inácio Araújo, da Folha de S. Paulo, que deu cotação máxima, de cinco estrelas ao filme. “Há filmes que falam da liberdade, sem exercê-la. Outros, muitíssimo difíceis de ser encontrados, são libertários em sua essência. ‘A Moça do Calendário’ é dessa segunda família”, elogiou Luiz Fernando Zanin, de O Estado de S. Paulo.

SINOPSE  

O filme A Moça do Calendário conta a história de Inácio, quarenta anos, casado, sem emprego fixo.  Ex-gari Inácio trabalha como dublê de dançarino e mecânico da oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário. No filme o real e o sonho se entrelaçam.

Ficha Técnica:

Direção: Helena Ignez
Roteiro Original: Rogério Sganzerla
Roteiro Adaptado: Helena Ignez
Elenco: Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes, Mário Bortolotto, Zuzu Leiva, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Naruna Costa e Barbara Vida
Diretora Assistente: Michele Matalon
Direção de Fotografia e Câmera: Tiago Pastoreli
Montagem: Sergio Gagliardi
Direção de Arte: Fabio Delduque
Figurino: Sonia Ushiyama
Seleção Musical: Helena Ignez
Narração: Helena Ignez
Produção Executiva: Sinai Sganzerla
Direção de Produção: Michele Matalon
Produção e realização: Mercúrio Produções
Co-Produção: SPCINE
Distribuição: Pandora Filmes
Classificação: 16 anos
Duração: 86 minutos
País: Brasil
Ano: 2017

Prêmios e festivais:

  • 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Hors Concour, 2017
  • 41ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, 2017
  • X Janela Internacional de Cinema de Recife, 2017
  • XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema, Bahia, 2017
  • 25º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, São Paulo, 2017
  • 9º Semana Festival de Cinema, Rio de Janeiro (Semana dos Realizadores), 2017
  • 14ª Edição do Festival de Cinema do Vale do Ivinhema, Mato Grosso do Sul, 2017
  • 12ª edição Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, 2017 – Grande Prêmio Femina Competição Nacional
  • Mostra Retrospectiva Expectativa, Cinema do Dragão de Fortaleza, 2018
  • 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Filme de Encerramento, 2018
  • 2ª Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, Salvador, 2018
  • 17ª Mostra do Filme Livre, 2018
  • 21º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, Portugal, 2018 – Prêmio do Público e Prêmio Melhor Ator André Guerreiro Lopes
  • Tropical Underground – Lecture & Film in Frankfurt no Deutsches Filmmuseum, Alemanha 2018;
  • Mostra Imagem dos Povos, Belo Horizonte, 2018;
  • Mostra Cinema e Reflexão, no Instituto CPFL, 2018;
  • 41º Festival Guarnicê de Cinema, 2018 – Prêmios: Melhor Filme Longa Nacional, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Ator;
  • FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema, 2018;
  • Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, 2018.

SOBRE A DIRETORA

Helena Ignez estreou como atriz em 1959 sob a direção de Glauber Rocha, no curta metragem “Pátio”. A partir de então, atuou em um grande número de filmes do Cinema Novo, como “A Grande Feira”, “O Grito da Terra”, “Assalto ao Trem Pagador” e “O Padre e a Moça”. Em 1968 começou sua parceria criativa com o diretor Rogério Sganzerla e atuou em quase todos os seus filmes.

Com mais de 50 anos de produção nos vários campos das artes cênicas e cinematográficas, ela Já foi homenageada na Ásia e também na Europa, a exemplo do 20º Fribourg International Film Festival, na Suíça, cuja Mostra “La Femme du Bandit” apresentou 25 de seus filmes; e do 17º Festival of Kerala, na Índia, que exibiu seis dos filmes em que ela trabalhou como atriz ou diretora. Em 2017 foi a homenageada do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Ainda na Suíça, como artista plástica, ela estreou a cine-instalação “Electric Sganzerland”, no Centre D’Art Contemporain – Fri-Art.

Após a realização do curta-metragem “A Miss e o Dinossauro”, de 2005, seu primeiro longa como diretora, “Canção de Baal”, ganhou o Prêmio de Melhor Filme da Crítica no Festival de Gramado, em 2009, e o Prêmio Anno Unno no Festival Il Mille Occhi, em Trieste, Itália, um reconhecimento pela sua contribuição à linguagem cinematográfica. Com este filme a diretora foi homenageada no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal e no 4º CinePort.  Em 2008, o filme também foi selecionado para o Festival do Rio (Midnight Movies); para 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; além do Festival Internacional de Goa, na Índia, e do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires – BAFICI-Argentina.
Seu segundo longa, “Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010), realizado a partir do roteiro original de Rogério Sganzerla, teve sua premiere em 2010, no 63º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, em Competição Oficial, onde recebeu da crítica o Prêmio Boccalino d’Oro de Melhor Filme.

Em 2016 foi lançado nos cinemas o seu longa-metragem intitulado Ralé, o filme também foi exibido no 34º Filmfest Munchen, na Alemanha. Helena recebeu o Prêmio de Melhor Direção no 23º Festival Mix Brasil em 2015 e no 39º Festival Guarnicê de Cinema em 2016, onde o filme também recebeu o Prêmio Melhor Trilha Sonora. Também em 2016 Zé Celso recebeu Menção Honrosa no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema por sua atuação em Ralé.

 

Por Anna Barros

Longa Café estreia nesta quinta, dia 2

Longa Café estreia nesta quinta, dia 2

O longa-metragem “CAFÉ”, de Cristiano Bortone, estreia nesta quinta-feira, 2 de agosto, no Rio de Janeiro, distribuído pela California Filmes. Primeira coprodução entre Itália, Bélgica e China, o filme conta três histórias que acontecem em diferentes partes do mundo, mas que ainda assim são muito próximas.

Na Bélgica, Hamed (Hichem Yacoubi) é o proprietário de uma pequena loja de penhores. Ele veio do Iraque procurando por um melhor futuro para si, para sua esposa e para seu pequeno filho. Durante uma violenta revolta na rua, sua loja é saqueada e um precioso pote de café pelo qual tinha grande apreço é roubado. Hamed descobre quem é o ladrão e, independente de sua natureza pacífica, decide fazer justiça com as próprias mãos.

Já na Itália, Renzo (Dario Aita) é um apaixonado sommelier de café, mas trabalha ganhando pouco em um boteco local no país, que está cada vez mais em recessão. Quando sua namorada Gaia descobre que está grávida, ele se vê envolvido em um roubo a uma fábrica de café.

Do outro lado do planeta, na China, Fei (Fangsheng Lu) é um jovem e bem-sucedido gerente. Ele vai casar com a filha de seu chefe, o dono de uma grande empresa química. Tudo parece perfeito em sua vida até que pedem para ele cuidar de um problema em uma fábrica em Yunnan, a rica região de onde ele vem e centro da produção de café na China. Porém, uma misteriosa jovem artista irá forçá-lo a prestar contas por sua vida.

Para o diretor Cristiano Bortone, esse é um filme atual e reflete todas as incertezas que a sociedade está passando. “O mundo em que vivemos está passando por grandes mudanças e os desafios que fomos alertados estão aparecendo agora em toda sua intensidade. No filme, esses problemas são expressados através dos destinos que ligam esses três personagens em diferentes partes de um mundo cada vez melhor” diz o diretor.

SINOPSE

Sommeliers dizem que o café tem três sabores: amargo, azedo e perfumado. O filme conta três histórias, passadas em três lugares do mundo, ligadas por esse elemento simbólico. Na Bélgica, a loja do iraquiano Hamed é saqueada e seu precioso pote de café é roubado. Na Itália, um sommelier apaixonado se envolve em um assalto a uma fábrica de café. Na China, um jovem gerente é convidado a cuidar de uma fábrica que corre o risco de poluir um vale em Yunnan.

FICHA TÉCNICA

Direção: Cristiano Bortone
Elenco: Hichem Yacoubi, Dario Aita, Fangsheng Lu
Gênero: Drama
País: Itália, Bélgica, China
Ano: 2016
Classificação: 14 anos

 

Por Anna Barros

De Carona para o Amor estreia nesta quinta, 2

De Carona para o Amor estreia nesta quinta, 2

Motivado por razões pessoais, o ator e diretor Franck Dubosc colocou a mão na massa e resolveu dirigir o seu primeiro filme, “DE CARONA PARA O AMOR”, que estreia nesta quinta-feira, 02 de agosto no Rio de Janeiro. Na comédia, o diretor dá vida a Jocelyn, um empresário bem-sucedido e mentiroso que, cansado da mesmice, resolve se passar por um deficiente físico para conquistar a jovem Florence (Alexandra Lamy). O plano parecia perfeito até o dia em que a moça apresentou a sua irmã, também deficiente.

– Minha motivação foi duplamente pessoal: um dia, por causa da idade e porque ela não conseguia mais se mover, minha mãe começou a usar uma cadeira de rodas. A cadeira, símbolo da deficiência, se tornou uma solução porque, afinal, ela poderia se mover, sair de casa de novo. Mas ela protestou: ‘não vou poder fazer as compras de Natal porque não posso subir as escadas’. O que parecia ser uma oportunidade se transformou em obstáculo. Por outro lado, eu sempre quis contar uma história de amor fundada numa diferença, não cultural ou social, e sim física. É uma pergunta que sempre fiz a mim mesmo: e se eu me apaixonasse por uma pessoa deficiente? Seria uma visão do futuro certamente um pouco complicada. O amor seria mais forte que a razão? Acredito que sim, e por isso quis fazer este filme – explica o diretor e protagonista.

Além da história da mãe e eu interesse pela temática, Dubosc voltou ao passado e lembrou de uma paixão de infância com quem enfrentou os primeiros preconceitos. “Quando era criança, eu me apaixonei por uma garota fortemente estrábica. Todo mundo caçoava dela. Mas eu a via com outros olhos, se é que posso dizer assim. Sempre me pareceu que a diferença era uma vantagem, um charme. Mas sei que é preciso ser muito corajoso para aceitar, para construir uma vida com alguém diferente, para amá-la. Não sei se eu fui corajoso o suficiente”, confessa.

O diretor confessou ainda que, no começo do processo de escrita, ficou preocupado em tratar a deficiência com humor, mas que, assim como na vida, esqueceu ao longo do processo. “Quando encontramos alguém deficiente, no início prestamos bastante atenção a cada palavra que dizemos, mas quando a relação se aprofunda, não se presta mais atenção. Senão isso significaria não aceitar a diferença, colocar o outro à distância. Além disso, minha intenção nunca foi de debochar. Espero que as pessoas percebam isso”, completa.

SINOPSE

Jocelyn, empresário bem-sucedido, é um conquistador e mentiroso inveterado. Cansado de ser ele mesmo, acaba seduzindo uma bela e jovem mulher ao se passar por um deficiente físico. Até o dia em que ela lhe apresenta a irmã, também deficiente…

FICHA TÉCNICA

Direção: Franck Dubosc
Roteiro: Franck Dubosc
Gênero: comédia
País: França e Bélgica
Ano: 2018
Classificação: 12 anos

 

Por Anna Barros

‘Mormaço’, de Marina Meliande, tem estreia nacional no Festival de Gramado

‘Mormaço’, de Marina Meliande, tem estreia nacional no Festival de Gramado

Longa traz Marina Provenzzano no papel de uma jovem advogada que luta contra as remoções dos Jogos Olímpicos do Rio

Primeiro longa-metragem solo de Marina Meliande, “MORMAÇO” estreará no Brasil na mostra competitiva do Festival de Gramado, que acontece de 16 a 25 de agosto, após exibições em festivais pela França, Alemanha e Holanda. Roteirizado pela própria Marina, em parceria com Felipe Bragança, o longa traz Ana (Marina Provenzzano) como protagonista. A jovem advogada carioca se divide entre seu trabalho em uma comunidade prestes a ser despejada por conta dos Jogos Olímpicos do Rio, um novo amor e uma doença misteriosa. O longa teve estreia mundial na competição oficial do Festival Internacional de Cinema de Roterdã, no início do ano.

“Estou muito feliz que a estreia brasileira de Mormaço seja em um Festival tão importante como Gramado. O filme vai levar um pouco do verão carioca e da história recente do Rio para a Serra Gaúcha” diz a diretora.

A dupla de roteiristas já trabalhou junta em outros projetos e assina a direção de longas como “A fuga da Mulher Gorila”, que estreou no Festival de Locarno 2009, e “A Alegria”, que esteve na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes 2010. Além de Marina Provenzzano (que também estará presente em Gramado no filme de abertura, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues), o elenco conta com o estreante Pedro Gracindo, neto de Paulo Gracindo e filho de Gracindo Jr., Diego de Abreu, Analu Prestes, Igor Angelkorte e Sandra Souza.

“MORMAÇO” é uma produção da Duas Mariolas e Enquadramento Produções e foi desenvolvido com o suporte da Résidence da Cinefondation, promovida pelo Festival de Cannes, e do Hubert Bals Fund, promovido pelo Festival de Roterdã. Além disso, o projeto foi o vencedor do Brasil CineMundi, da Mostra CineBH, e foi realizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, na linha dedicada a longas-metragens com propostas de linguagem inovadora e relevância artística. O longa será distribuído pela Vitrine Filmes.

Sinopse:

Rio de Janeiro, 2016. O verão mais quente da história. A cidade está se preparando para os Jogos Olímpicos. Ana, uma defensora pública de 32 anos, trabalha na defesa de uma comunidade ameaçada de remoção pelas obras do Parque Olímpico. Enquanto isso, misteriosas manchas roxas, similares a fungos, aparecem em seu corpo. Coisas estranhas começam a acontecer na cidade e no corpo de Ana. A temperatura sobe, criando uma atmosfera úmida e sufocante. O mormaço acumula, abrindo caminho para uma forte chuva.

FICHA TÉCNICA

Direção – Marina Meliande
Roteiro – Felipe Bragança e Marina Meliande
Produção – Leonardo Mecchi
Empresas Produtoras – Duas Mariola Filmes e Enquadramento Produções
Direção de Fotografia – Glauco Firpo
Som – Valéria Ferro
Direção de Arte – Dina Salem Levy
Figurino – Gabriela Campos
Maquiagem – Mari Figueiredo
Desenho de Som e Música Original – Edson Secco
Elenco – Marina Provenzzano, Pedro Gracindo, Diego de Abreu, Analu Prestes, Igor Angelkorte, Sandra Souza, Jéssica Barbosa

SOBRE A DIRETORA

Marina Meliande nasceu em 1980 no Rio de Janeiro, Brasil. Cineasta e montadora formada pela Universidade Federal Fluminense, dirigiu, em parceria com Felipe Bragança, alguns filmes exibidos em festivais internacionais: dois curtas, Por Dentro de uma Gota D’água e O Nome dele (o clóvis), além da Trilogia Coração no Fogo, composta pelos longas A Fuga da Mulher Gorila, lançado no Festival de Locarno 2009; A Alegria – lançado na Quinzena dos Realizadores, Festival de Cannes 2010; Desassossego, filme das maravilhas – filme coletivo, lançado no Festival de Roterdã em 2011. Nos anos de 2007 a 2009, Marina foi artista residente do Centro de Arte Contemporânea Le Fresnoy (França), onde realizou duas videoinstalações: Lettres au Vieux Monde e L’Image qui reste. Como montadora, trabalhou em mais de 40 filmes, entre eles, Girimunho e Histórias que só existem quando lembradas. Atualmente, lança seu primeiro longa-metragem solo Mormaço, com o apoio da Résidence da Cinefondation, promovida pelo Festival de Cannes, e do Hubert Bals Fund, do Festival de Roterdã.

SOBRE AS PRODUTORAS

DUAS MARIOLA

DUAS MARIOLA é uma produtora cooperativa carioca formada em 2006 por seis realizadores de cinema. Sediada no Rio de Janeiro, é formada por cineastas premiados em festivais nacionais e internacionais e pretende se tornar um pequeno pólo de reunião e realização cinematográfica, estando aberta a colaborar com outros realizadores e produtores em busca de alternativas criativas ao modelo de produção do audiovisual no Brasil, assim como de propostas cuja ousadia parta de um mesmo ponto em comum e irrevogável: o entusiasmo pelos filmes e pelo cinema.

Nos últimos anos se dedicou à produção de Mostras Cinematográficas e à produção de filmes. Realizou ou corealizou alguns longas metragens com grande repercussão internacional, entre eles: No Meu Lugar, coprodução com a VideoFilmes, com direção de Eduardo Valente, com estreia na Seleção Oficial do Festival de Cannes 2009; A fuga da Mulher Gorila, direção de Felipe Bragança e Marina Meliande, com estreia no Festival de Locarno 2009; A Alegria, direção de Felipe Bragança e Marina Meliande, com estreia na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes 2010; Desassossego, filme de direção coletiva, com estreia no Festival de Rotterdam em 2011. Todos os longas citados tiveram ampla participação em importantes Festivais Brasileiros e tiveram distribuição em salas comerciais.  Além dos longa- metragens, a Duas Mariola também produziu cerca de dez curtas-metragens com presença em festivais como CANNES, VENEZA e OBERHAUSEN, entre outros.

A DUAS MARIOLA pretende ainda contribuir cotidianamente para a maior visibilidade do audiovisual brasileiro, assim como na diversificação do universo cinéfilo do país e, para isso, se dedica também à realização de mostras, festivais e ciclos de debates sobre cinema e audiovisual.

ENQUADRAMENTO PRODUÇÕES

Enquadramento Produções é uma produtora brasileira de filmes independentes, com sede em São Paulo, focada no desenvolvimento e produção de projetos culturais e cinematográficos, principalmente primeiro e segundo longas-metragens de cineastas promissores. Entre suas produções estão trabalhos selecionados para importantes festivais nacionais e internacionais, como Cannes, Roterdã, Viennale, FidMarseille, BAFICI, Tiradentes e Gramado.

Entre as produções atuais estão o recém-lançado Los Silencios, de Beatriz Seigner (Festival de Cannes – Quinzena do Diretor, uma coprodução Brasil-França-Colômbia) e Mormaço, de Marina Meliande (Festival de Roterdã e Toulouse); A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó (em pós-produção, Cinéma en Développement); e A Febre, de Maya Da-Rin (atualmente em produção, coprodução Brasil-França-Alemanha que participou do TFL’s Script & Pitch e FrameWork, e contou com apoios do Aide aux Cinémas du Monde, World Cinema Fund, Hubert Bals Fund e TFL’s Coproduction Award).

Seu sócio majoritário, Leonardo Mecchi, trabalhou nos últimos 10 anos como produtor de longas-metragens como Obra, de Gregório Graziosi (Roma, Toronto e Prêmio da Crítica no Festival do Rio); Super Nada, de Rubens Rewald (Melhor Filme no Festival do Rio e Melhor Ator no Festival de Gramado); e Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel (Melhor Documentário do Festival de Toulouse e Melhor Diretor, Diretor de Fotografia e Som no Festival de Brasília). Atua também como curador, júri e produtor de mostras e festivais. É também produtor associado do documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos (Festival de Berlim 2018).

SOBRE A VITRINE FILMES

Em oito anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 120 filmes. Entre seus maiores sucessos, estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e o americano “Frances Ha”, dirigido por Noah Baumbach, indicado ao Globo de Ouro, em 2014. Em 2017, a Vitrine lançou “O Filme da Minha Vida”, terceiro longa do ator e diretor Selton Mello, e “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto no ano.