Dias antes do lançamento do Disney+, o novo serviço de streaming por assinatura da The Walt Disney Company, os canais Fox Channel, FX, Disney Channel, Disney XD, Disney Junior e National Geographic exibirão uma seleção de episódios das séries originais do Disney+: The Mandalorian, Star Wars: A Guerra dos Clones, High School Musical: A Série: O Musical, Diário de uma Futura Presidente e A História do Imagineering; além da produção original do Disney Junior para o Disney+: Il Ristorantino de Arnoldo.
“Às vésperas da chegada do Disney+ à América Latina, as diversas audiências da televisão a cabo estão convidadas a desfrutar de uma amostra da combinação inigualável de conteúdo que o Disney+ oferecerá em breve a todos os membros da família”, diz Diego Lerner, Presidente da The Walt Disney Company Latin America. “Trata-se da grande oportunidade de conhecer conteúdos que, a partir de 17 de novembro, só poderão ser acessados através do Disney+”, completa Diego.
Com conteúdos para todas as audiências, enquanto aguarda o lançamento do Disney+ na região no dia 17 de novembro, o público será convidado a conhecer as seguintes produções (horários e datas de exibição no Brasil):
· A História do Imagineering. No dia 11 de novembro, às 21h, o National Geographic exibirá o primeiro episódio da série documental que leva o espectador em uma viagem pelos bastidores do Walt Disney Imagineering, o pouco conhecido centro de design e desenvolvimento da The Walt Disney Company. Durante quase 70 anos, uma combinação única de artistas e engenheiros transformou a visão aparentemente impossível de Walt Disney em um fenômeno mundial que conquista o coração de milhões de pessoas. Esses designers são conhecidos como “Imagineers”.
· Diário de uma Futura Presidente. No dia 12 de novembro, às 21h, no Disney Channel, o público poderá assistir ao primeiro episódio da história de Elena Cañero-Reed, uma garota cubano-americana de 12 anos que, um dia, será presidente dos Estados Unidos. Mas, no momento, ela vivencia seu primeiro ano nessa selva conhecida como Fundamental 2. Nesta nova comédia familiar, Elena fala, por meio de seu diário, sobre os problemas que enfrenta na escola e que a levarão a se tornar uma líder.
· Il Ristorantino de Arnoldo. No dia 13 de novembro, os canais Disney Junior (20h) e Disney Channel (21h), convidam a família a assistir ao primeiro episódio da produção original para o Disney+, totalmente produzida na América Latina e protagonizada por Diego Topa (Junior Express). A série tem como foco as jornadas gastronômicas de Arnoldo e Francis, dois adorados personagens que vieram de Junior Express, a série original de sucesso do Disney Junior que tem várias temporadas no canal.
· Star Wars: A Guerra dos Clones. No dia 14 de novembro, os canais Disney XD (21h) e FX (22h) exibirão os dois primeiros episódios da última edição dessa série de animação vencedora do Emmy que retorna para sua conclusão épica no Disney+. Star Wars: A Guerra dos Clones tem animação digital avançada com qualidade de longa-metragem, personagens clássicos, ação impressionante e a eterna batalha entre o bem e o mal. Criada por George Lucas, a série favorita dos fãs retorna para sua temporada final dirigida pelo produtor executivo/diretor supervisor Dave Filoni.
· High School Musical: A Série: O Musical. No dia 15 de novembro, às 21h, o Disney Channel exibirá o primeiro episódio desta inovadora série que conta a história de um grupo de alunos que espera ansiosamente pela primeira produção teatral de sua instituição. A série, uma remontagem atualizada do filme clássico do Disney Channel de 2006 HIGH SCHOOL MUSICAL, incluirá muitas referências à franquia, e foi filmada com câmeras de mão para proporcionar uma sensação renovada que lembra o estilo de documentários.
· The Mandalorian será exibida em 17 de novembro, às 22h30, no FOX Channel, apresentando à sua audiência THE MANDALORIAN e The Child, nos dois primeiros episódios da épica série live action da saga STAR WARS que venceu sete prêmios Emmy e tem Jon Favreau como showrunner e Pedro Pascal como o Mandalorian.
Depois de sua apresentação única nesses canais, as séries originais do Disney+: The Mandalorian, Star Wars: A Guerra dos Clones, High School Musical: A Série: O Musical, Diário de uma Futura Presidente e A História do Imagineering estarão disponíveis para a América Latina a partir de 17 de novembro apenas no Disney+.
SOBRE O DISNEY+
Disney+ é o serviço de streaming por assinatura paga de filmes, séries e outros conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic e mais. Como parte do segmento Direct-to-Consumer and International (DTCI) da Disney, o Disney+ estará disponível a partir do dia 17 de novembro de 2020 na América Latina para dispositivos conectados à internet e oferece ao público em geral programas sem comerciais com uma variedade de filmes, documentários, séries animadas e live action, e curtas-metragens originais. O Disney+ proporcionará acesso sem precedentes à incrível coleção de entretenimento do cinema e da televisão da Disney, e também é a plataforma de streaming para assistir com exclusividade aos últimos lançamentos do cinema da The Walt Disney Studios. Visite DisneyPlus.com para obter mais informações sobre o serviço….
PREMIADO E POLÊMICO, ‘MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO’ ESTREIA DIA 19 DE NOVEMBRO E TRAZ COMO PROTAGONISTAS GRUPO DE ADOLESCENTES GUERRILHEIROS
Candidato da Colômbia ao Oscar 2020, o filme é dirigido por Alejandro Landes e foi premiado em Buenos Aires, Cartagena e indicado ao Goya
Desde que estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2019, MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO tem colecionado prêmios (como no Festival Internacional de San Sebastián) e despertado discussões. Seus protagonistas são adolescentes que participam de uma guerrilha numa região remota de um país latino-americano qualquer. Com nomes como Rambo, Pé Grande e Smurf, diariamente fazem treinamento militar rígido enquanto também cuidam de uma prisioneira americana (Julianne Nicholson).O diretor, nascido em São Paulo, filho de uma colombiana e um equatoriano, conta que as origens do projeto estão numa “guerra civil que parece não ter fim na Colômbia”. Ele aponta que recentemente, depois de muitos anos, há uma possibilidade de paz no ar. “MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNOexplora esse momento pelo prisma de um filme de guerra. Embora essa seja a primeira chance da minha geração, esse não é o primeiro processo de paz da Colômbia, e, portanto, parece ameaçado por fantasmas. Esses fantasmas me inspiraram a construir o filme como um sonho febril.”Landes, que assina o roteiro com Alexis Dos Santos, aponta que os romances O Senhor das Moscas, de William Golding, e O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, foram algumas de suas principais influências na construção do longa, e ele compara os livros a uma tatuagem, tamanha a marca que deixam em quem os lê. Filmando na região do Rio Samaná, a cinco horas de Medelín, o diretor afirma que “há não muito tempo atrás, era uma região inacessível por causa das disputas entre as guerrilhas e os paramilitares, o que, paradoxalmente, deixou a área intocada. Uma benção estranha da violência colombiana.”.O elenco é composto por atores e atrizes experientes como Moises Arías (“Hannah Montana”) e Julianne Nicholson (“Eu, Tonya”), e jovens estreantes. O personagem Rambo é interpretado por uma garota, Sofia Buenaventura, e, o diretor explica que, originalmente, deveria ser um rapaz, mas no processo de seleção isso se mostrou desimportante. “Ao assistir mais de 800 testes, percebemos que nos tornamos cegos ao gênero [sexual] do personagem. Os gêneros não são claros na história, e isso não é importante para a linguagem. Ainda assim é curioso acompanhar sessões, e ver que metade do público acredita que Rambo seja homem, e a outra metade, mulher. E, ainda assim, isso muda as impressões mais profundas do filme? Creio que não.”.Desde sua estreia no Festival de Sundance em 2019, o filme tem sido bem recebido pela crítica mundial. A Variety o define como “uma experiência dura e lírica, brutal e bela, nervosa e abstrata […] singular.” Já a revista Rolling Stone diz que o longa “toma para si várias influências conhecidas. Mas há uma loucura específica e singular que é completamente sua.” No Brasil, MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO teve sua primeira exibição na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.A equipe técnica do longa conta ainda com o diretor de fotografia Jasper Wolf, cujo trabalho foi definido pelo jornal inglês The Guardian como capaz de “capturar a beleza transcendente da paisagem”. Já a trilha sonora é de autoria da inglesa Mica Levi, indicada ao Oscar por seu trabalho em “Jackie”. MONOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO será lançado nos cinemas brasileiros a partir de 19 de novembro pela Pandora Filmes. SinopseNo topo de uma montanha, numa selva sul-americana, oito adolescentes têm a grande missão de cuidar de uma refém norte-americana, sequestrada por uma misteriosa organização. Na sua rotina, os jovens guerrilheiros passam por treinos rigorosos, mas também se divertem e vivem descobertas sexuais. Após uma noite de farra acabar em tragédia, eles sofrem uma emboscada e são obrigados a deixar o local. A refém acredita que esta é a sua grande chance de fugir. Mas a selva sempre surpreende.Ficha TécnicaDireção: Alejandro LandesRoteiro: Alejandro Landes & Alexis Dos SantosProdução: Alejandro Landes & Fernando EpsteinElenco: Sofia Buenaventura, Julián Giraldo, Karen Quintero, Laura Castrillón, Moises Arías, Sneider Castro, Julianne NicholsonDireção de Fotografia: Jasper WolfDesenho de Produção: Daniela SchneiderTrilha Sonora: Mica LeviMontagem: Yorgos Mavropsaridis, Ted Guard e Santiago OtheguyGênero: drama, suspense, guerraPaís: Colômbia, Argentina, Holanda, Alemanha, Suécia, Uruguai, Estados Unidos, Suíça, Dinamarca, França, Ano: 2019Duração: 102 min.
SOBRE A PANDORA FILMESA Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Estreia nos cinemas, dia 5 de novembro, o novo filme de Esmir Filho, VERLUST, protagonizado por Andrea Beltrão e Marina Lima. Um drama sobre indivíduos que vivem em uma atmosfera sufocante, a história acompanha a poderosa empresária musical Frederica (Andrea Beltrão) que, isolada na praia ao lado do marido fotógrafo (o ator chileno Alfredo Castro) e a filha adolescente (Fernanda Pavanelli), concentra-se nos preparativos de uma esperada festa de réveillon, e ainda tem que administrar a vida e carreira do ícone pop Lenny (Marina Lima), que está produzindo uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer (Ismael Caneppele). Quando um ser das profundezas do mar surge em sua praia, a crise se instaura e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.
Presos a um círculo de fama e poder, atados a convenções sociais, sujeitos ao jogo de aparências e expostos aos olhos censores da sociedade, cada personagem sente dificuldade em repensar seus relacionamentos, já que são sufocados pelo domínio de signos e significados, gêneros e catalogações, que os impossibilitam de aceitar o desejo como força que move os corpos para novos encontros.
O filme se passa durante o ano novo, símbolo do despertar. A localização é uma praia isolada, paraíso impenetrável que proporciona a ilusão de segurança para os personagens. VERLUST é um diálogo entre cinema e literatura. Enquanto o filme narra o ponto de vista dos personagens que se projetam na criatura do mar encalhada, o livro homônimo de Ismael (ed. Iluminuras) narra em primeira pessoa o ponto de vista da criatura do mar, que deseja se desprender do seu coletivo e procurar sozinha o ambiente respirável de onde partiu há séculos.
Dentro do contexto global de pandemia, VERLUST propõe um pensamento sobre um estilo de vida que não surte mais efeito nos dias de hoje. Castelos de areia têm seu tempo contado. A posse, as proclamações, os predicados, tudo isso não define um ser humano. A ruína e o desamparo devem acontecer para que se funde um corpo novo. A criatura é tudo aquilo que desconhecemos e que se coloca à nossa frente, tornando-nos impotentes. A crise é um processo de transformação. É preciso refletir à sua maneira diante do desconhecido que nos amedronta e nos ameaça. Com um futuro incerto pela frente, resta-nos sair fora da ordem que nos individualiza, é preciso nos desamparar. O que nos desampara nos recria. Se quisermos ver a força da transformação, é necessário que nos deixemos afetar pelo assombro de uma criatura nunca antes vista, para então instaurar um novo corpo e uma nova forma de ser.
Não é à toa que a compositora Marina Lima se uniu ao projeto para interpretar Lenny. Com uma extensa carreira e ícone de uma geração, Marina superou traumas e foi capaz de se reinventar. Ela personifica Lenny e seu constante movimento de busca. O disco “Marina Lima” é um objeto importante para as personagens principais, de forma que vida e obra se misturam. Para dialogar com essa grande artista, uma outra grande artista integra o elenco. Grande força dos palcos brasileiros e presença marcantes em obras audiovisuais nacionais, Andrea Beltrão traz para Frederica toda sensibilidade e poder que a personagem exala.
Completam o elenco, Ismael Caneppele, que interpreta outro personagem emprestado da vida real, o escritor João. Ismael, colaborou com o roteiro, escreveu o livro que narra o ponto de vista da criatura do mar e assim como o escritor na vida real, o personagem passa por uma crise na trama e descobre sua voz na voz da criatura. Junto a eles, somam-se o lendário ator chileno Alfredo Castro, como marido fotógrafo de Frederica e Fernanda Pavanelli, contrabaixista clássica, que dá vida à Tuane, filha de Frederica, e foi encontrada através de uma pesquisa de elenco pelas orquestras jovens de São Paulo.
VERLUST foi escrito e produzido ao longo de 10 anos, explica o diretor Esmir Filho. “Mais uma vez, trata-se de uma parceria minha com o escritor Ismael Caneppele (como no filme Os Famosos e os Duendes da Morte), em um diálogo entre dois tipos de arte que subverte os limites da adaptação. Enquanto o filme narra o ponto de vista dos personagens que se projetam na criatura encalhada, o livro de Ismael – que será lançado pela editora Iluminuras – narra em primeira pessoa o ponto de vista da criatura marinha, que deseja se desprender de seu coletivo e procurar sozinha o ambiente do qual partiu há séculos.”.
Esmir ainda completa: “Como roteirista e diretor, acredito que o roteiro é um ponto de partida. É imprescindível estar aberto aos possíveis caminhos que o processo venha apontar. O que mais me interessa no cinema é trabalhar com pessoas reais (atores ou não) que tragam consigo seus depoimentos pessoais para o filme, colaborando com suas vivências e criando novas camadas para a narrativa ficcional.”.
Uma coprodução internacional Brasil – Uruguai, reconhecida oficialmente pela ANCINE e pelo ICAU. VERLUST é coproduzido pelas brasileiras Casa de Cinema de Porto Alegre, Saliva Shots, Canal Brasil e Globo Filmes e pela empresa Oriental Features do Uruguai. O filme conta com investimento do FSA/BRDE, IBERMEDIA, e apoio do Moulin d’Andé CECI – programa internacional de desenvolvimento do CNC (França).
SINOPSE
Isolada na praia, a poderosa empresária Frederica (Andrea Beltrão) prepara a festa de réveillon que todos esperam. Em meio à crise do casamento com o fotógrafo Constantin (Alfredo Castro) que afeta diretamente a filha adolescente (Fernanda Pavanelli), ela ainda tem que administrar a vida e carreira do ícone pop Lenny (Marina Lima), que decidiu escrever uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer (Ismael Caneppele). Quando uma criatura estranha surge do fundo do mar, a crise se instaura na teia de afetos e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.
FICHA TÉCNICA
Empresas produtoras: Casa de Cinema de Porto Alegre, Saliva Shots, Oriental Features
A partir de 29 de outubro nos cinemas, Kristin Scott Thomas e Sharon Horgan estrelam este agradável e divertido filme, inspirado em fatos reais. Unidas Pela Esperança, dePeter Cattaneo (Ou Tudo ou Nada), conta a história de um grupo de mulheres de diferentes origens, cujos parceiros estão servindo no Afeganistão. Diante das ausências de seus maridos, namorados e familiares, elas se reúnem para formar o primeiro coral de esposas militares, ajudando umas às outras neste que é um dos momentos mais difíceis de suas vidas. O projeto dá tão certo, que as levam rapidamente ao estrelato internacional. Mas as diferenças em suas personalidades podem colocar tudo a perder.Há dez anos, um grupo de mulheres prometeu dar apoio umas às outras através da música – e assim foi formado o primeiro Coral de Esposas de Militares, na base do exército de Catterick, no norte de York – Reino Unido. Inspirado pela popularidade do Coral, o longa-metragem de Peter Cattaneo Unidas Pela Esperança (Military Wives) é baseado na história real desse pequeno grupo de mulheres que se uniram e provocaram um movimento mundial – que agora atende a mais de 2300 pessoas em todo o Reino Unido e em suas bases militares no exterior.O produtor Rory Aitken foi apresentado a este fenômeno através do radialista Gareth Malone, com a popular série de televisão da BBC “The Choir: Military Wives”, que documentou a criação do segundo coro de esposas de militares, em 2011. “Isso me emocionou de uma forma totalmente inesperada”, diz Aitken. “Causou em mim o que os melhores filmes causam. Foi um soco no estômago, o que eles fizeram naquele documentário foi descobrir uma pequena parte da sociedade sobre a qual nunca poderia imaginar, e que realmente passa por um período difícil de suas vidas. E elas aproveitam o poder da música para se erguer. É realmente extraordinário”.O produtor Ben Pugh recebeu o documentário de Aitken e imediatamente sentiu que o material era perfeito para o cinema. “A combinação da vida real e da luta dessas esposas e namoradas, que ganham voz através do coro, é completamente universal, um pedaço do país que ressoa tanto de forma local como em outros países”, diz.Peter Cattaneo, indicado ao Oscar® de Melhor Diretor em 1998, por Ou Tudo ou Nada (The Full Monty), admite que chegou ao projeto sem saber quase nada sobre as vidas das famílias dos militares em serviço. “Fiquei empolgado com um conceito que me permitia explorar um modo de vida que raramente foi visto na tela grande, além de fazer um filme com música e canto em sua essência”, lembra. Era essencial para os cineastas que o filme retratasse com precisão o cotidiano dessas mulheres, cujos parceiros estão no exterior arriscando suas vidas a serviço de seu país. “Nossa roteirista Rachel Tunnard se encontrou e conviveu com um grupo de esposas para obter detalhes e histórias sobre o mundo delas”, diz Cattaneo. “Ela teve algumas trocas bastante intensas e comoventes com elas e isso trouxe muita realidade ao roteiro”.Quando Cattaneo começou a conhecer as verdadeiras esposas de militares, ele descobriu dois temas ricos no coração da narrativa: um grupo improvável de pessoas que se uniu através da música e a idéia que se espera de que essas mulheres “mantenham a calma e continuem” encontra ali suas vozes. “Nós conhecemos algumas esposas de militares muito corajosas e sinceras, que compartilharam histórias pessoais muito humildes, às vezes angustiantes e muitas vezes hilárias”, diz ele. “Fiquei impressionado com o seu humor honesto e ‘pé no chão’ e fiquei determinado a rechear o filme com esse tipo de comédia”.Quando várias das mulheres reais pediram para fazer parte do filme como figurantes, a satisfação delas com o roteiro final ficou evidente. “Temos uma cena em que todos os soldados estão indo para a guerra, na qual nós usamos o maior número possível delas. Então, quando você assistir à essa cena, lembre-se de que são famílias reais de soldados dizendo adeus”. Embora os personagens e grande parte da história sejam ficcionalizados, foram feitos todos os esforços para honrar os enormes sacrifícios que as famílias reais de militares fazem todos os dias, diz o produtor Piers Tempest. “Eu acho que os melhores filmes têm uma verdade profunda neles e é isso que sentimos sobre essa história. Ninguém fala assim sobre elas, mas as esposas dos militares em serviço são as heroínas desconhecidas das Forças Armadas. ”
SINOPSEUm grupo de mulheres casadas com oficiais militares decide se unir para formar um coral. À medida que a inesperada amizade entre elas se desenvolve, a música e o riso transformam suas vidas, enquanto elas ajudam uma a outra a superar o medo pelos entes queridos em combate.FICHA TÉCNICA Direção: Peter CattaneoElenco: Kristin Scott Thomas, Sharon Horgan, Lara RossiGênero: ComédiaPaís: Reino UnidoAno: 2020Duração: 112 min
Longa estrelado por Marcélia Cartaxo aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica
Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, o aguardado PACARRETE, dirigido por Allan Deberton, ganha data de estreia: 26 de novembro. O filme, que seria lançado em abril deste ano, foi adiado por conta da pandemia COVID 19.
Um dos filmes mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, que teve a oportunidade de assisti-lo nos 39 Festivais por onde já passou, PACARRETE foi o grande premiado do 47o Festival de Cinema de Gramado, ganhador de 8 Kikitos – Melhor Filme, Melhor Filme Júri Popular, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Desenho Sonoro. Desde então, já coleciona vinte e sete prêmios em festivais de todo o mundo e, com a definição de sua data de estreia, é elegível e pretende concorrer a uma vaga no Oscar 2021, como filme representante do Brasil.
Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, PACARRETE aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete – “margarida” em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado. Foi filmado em sua cidade-natal, Russas – CE, tentando colocar na tela todas as lembranças da época, do lugar, “de quando ouvi falar dela pela primeira vez”, lembra o diretor. Tornou-se um filme “movido por uma locomotiva de sensações”, ele explica. “Fico pensando nas inadequações e em como é triste ter que gritar para ser ouvido, para ser respeitado. Quem assiste ao filme sai modificado, eu tenho certeza, pensando em alguém não muito distante… Pode ser uma vizinha, uma tia, ou um senhor excêntrico. Pacarrete pode ser um estado de espírito. É quando a gente vive quem a gente é”, completa o diretor.
Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela conseguiu estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de ballet. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho – e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”. Arte pra que?
Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo (Vencedora do Urso de Prata do Festival de Berlim em 1985, por A Hora da Estrela), sua amiga e colaboradora – ela atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan Deberton, Doce de Coco. “O Allan teve muita segurança de me convidar”, diz a atriz, “até mesmo porque eu não sou bailarina e nem tenho esse ouvido da personagem para música. A Pacarrete é muito culta: toca piano, fala francês e tem um corpo que fala todo o tempo. Foi um grande desafio de resistência e enfrentamento e fiquei muito feliz porque isso me mostrou que, se eu me esforçar bastante, consigo chegar bem longe”. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.
O elenco principal ainda conta com as elogiadas atrizes paraibanas Zezita Matos (das novelas Velho Chico e Amor de Mãe) e Soia Lira (Central do Brasil, Abril Despedaçado), o ator baiano João Miguel (O Céu de Suely, Estômago) e os cearenses Rodger Rogério (Bacurau), Débora Ingrid (A História da Eternidade), Samya de Lavor (Inferninho) e Edneia Tutti Quinto, além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort (Ensaio Sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa).
“PACARRETE é um acontecimento além-filme. É fazer justiça com uma mulher que pedia um palco e dizia, aos berros, que ainda iriam ouvir falar dela. Quando eu vejo a plateia em silêncio, sentindo o filme, tenho certeza que estão pensando na vida, no tempo que passa rápido e em alguém que passou e não tivemos a oportunidade de pedir desculpas. Pacarrete é um detalhe importante pra gente prestar atenção. Quando o filme fez sua premiere em Xangai, no outro lado do mundo, no seu festival mais importante, fico pensando aonde a história de Pacarrete conseguiu chegar. E foi lindo em Gramado, e igualmente emocionante em Russas, na praça, quando a cidade parou para assisti-la”, finaliza o diretor.
SINOPSE
Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente “para o povo”. Mas parece que ninguém se importa…
FICHA TÉCNICA
Direção: Allan Deberton
Roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia
Elenco: Marcélia Cartaxo – Pacarrete , Zezita Matos – Chiquinha, Soia Lira – Maria, João Miguel – Miguel, Samya de Lavor – Michele, Débora Ingrid – Diana, Edneia Tutti Quinto – Tetê e Rodger Rogério – Zacarias
Produção Executiva: Allan Deberton e Ariadne Mazzetti
Produção: César Teixeira e Clara Bastos
Fotografia: Beto Martins
Som Direto: Márcio Câmara
Direção de Arte: Rodrigo Frota
Figurino: Chris Garrido
Maquiagem: Tayce Vale
Preparação de elenco: Christian Duurvoort
Coreografia: Fauller e Wilemara Barros
Edição de Imagem: Joana Collier
Trilha Sonora: Fred Silveira
Edição de Som: Cauê Custódio e Rodrigo Ferrante
Mixagem: Rodrigo Ferrante
Parceria: Telecine, Canal Brasil, Mistika, Mix Estúdios e Governo do Estado do Ceará
Distribuição: Vitrine Filmes
Agente de vendas: O2 Play
Ano: 2019
Duração: 97 min.
SOBRE O DIRETOR ALLAN DEBERTON
Produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados Doce de Coco (2010), O Melhor Amigo (2013), Os Olhos de Arthur (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 49 prêmios. Em 2015, produziu o longa documentário Do Outro Lado do Atlântico, de Márcio Câmara e Daniele Ellery, com estreia no Festival de Havana. Em 2017, co-produziu para a EBC a série de TV Lana&Carol, de Samuel Brasileiro e Natalia Maia; Em 2018, produziu o longa Se Arrependimento Matasse, de Lília Moema; produziu o curta Aqueles Dois, de Emerson Maranhão e co-produziu com a Globo Filmes o telefilme Baião de Dois. Em 2019, lançou seu primeiro longa-metragem como diretor, Pacarrete, que estreou no 22th Shanghai International Film Festival e foi o grande premiado no 47º Festival de Cinema de Gramado, com 8 Kikitos. Atualmente desenvolve seus próximos projetos: O Melhor Amigo, Feito Pipa, Transversais e A Adoção.
SOBRE MARCÉLIA CARTAXO
Marcélia Cartaxoé uma atriz consagrada nacional e internacionalmente. Recebeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, com o longa-metragem A Hora da Estrela(1985, de Susana Amaral). Atuou em diversos outros filmes, com destaque para Madame Satãe O Céu de Suely, de Karim Ainouz, Baixio das Bestas, de Claudio Assis, A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante, e em várias novelas e programas de televisão. Além disso, também tem realizado filmes de curta metragem como diretora e roteirista. Em 2015, levou o troféu de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo filme Big Jato(2015, de Cláudio Assis). Em 2019, ganhou o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Gramado, pela consagração de seu papel em Pacarrete, de Allan Deberton.
SOBRE A VITRINE FILMES
Em 10 anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 150 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius”, “O Som ao Redor”, e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, longa que já alcançou mais de 750.000 espectadores, além de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. Em 2020, ano em que completou uma década, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, novo longa de Ken Loach. Já no segundo semestre de 2020, lançou “Os Olhos de Cabul”, exibido no Festival de Cannes (2019) e no Festival de Cinema de Animação de Annecy (2019); “Música para Morrer de Amor”, da produtora Lacuna Filmes, a mesma de Hoje eu Quero Voltar Sozinho; “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu”, de Bruno Risas, melhor longa-metragem de estreia no Cinéma du Réel; e “Três Verões”, dirigido por Sandra Kogut com Regina Casé, Jéssica Ellen e grande elenco. Em breve lançará “Pacarrete”, de Allan Deberton, o premiadíssimo “A Febre”, de Maya Da-Rin e “Todos os Mortos”, de Marco Dutra e Caetano Gotard.
PACARRETE EM FESTIVAIS E PRÊMIOS:
22th Shanghai International Film Festival (Xangai, China, 2019)
47º Festival de Cinema de Gramado (Gramado, Brasil, 2019)
Ganhador de 8 Kikitos: Melhor Filme, Melhor Filme Jury Popular, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Atriz (Marcelia Cartaxo), Melhor Atriz Coadjuvante (Soia Lira), Melhor Ator Coadjuvante (João Miguel) e Melhor Desenho Sonoro
29º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema (Fortaleza, Brasil, 2019)
26º Festival de Cinema de Vitória (Vitória, Brasil, 2019)
Ganhador de: Melhor Atriz (Marcelia Cartaxo)
22º FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul (Florianópolis, Brasil, 2019)
Ganhador de: Melhor Filme e Melhor Filme Juri Popular
13th Buffalo International Film Festival (Buffalo, EUA, 2019)
12th LABRIFF – Los Angeles Brazilian Film Festival (Los Angeles, EUA, 2019)
Ganhador de: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Atriz, Melhor Montagem
36º Festival Internacional de Cinema de Bogotá (Bogotá, Columbia, 2019)
Ganhador de: Melhor Filme Bronze – Círculo Precolombiano
43º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (São Paulo, Brasil, 2019)
XV Panorama Internacional Coisa de Cinema (Salvador, Brasil, 2019)
19th Scottsdale International Film Festival (Scottsdale, EUA, 2019)
6ª Mostra de Cinema de Gostoso (São Miguel do Gostoso, Brasil, 2019)
Ganhador de: Melhor Filme e Prêmio da Crítica
34th Trieste Latin American Film Festival (Trieste, Italia, 2019)
14º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões (Floriano, Brasil, 2019)
Ganhador de: Melhor Filme, Melhor Caracterização, Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz e Melhor Montagem
13th Annual Lone Star Film Festival (Fort Worth, EUA, 2019)
12º Festivaldo Cinema Brasileiro de Penedo (Sergipe, Brasil, 2019)
III Festivaldo Cinema Brasileiro na China (Pequim, Macau, Shenzhen, Cantão, Chongqing e Xangai, China, 2019)
21ºFestival do Rio (Rio de Janeiro, Brasil, 2019)
12º Maranhão na Tela (Maranhão, Brasil, 2019)
21° Festival Kinoarte de Cinema em Londrina (Londrina, Brasil, 2019)
18º Primeiro Plano 2019 – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades (Juiz de Fora, Brasil, 2019)
24th IFFK International Film Festival of Kerala (Kazhakoottam, India, 2019)
Ganhador de: Melhor Diretor – Silver Crow Pheasant Award
2ª Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez (João Pessoa, Brasil, 2019)
3º CineFestival – Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe (Russas, Brasil, 2019)
Mostra Retrospectiva/ Expectativa Cinema do Dragão 2020 (Fortaleza, Brasil, 2020)
23ª Mostra de Cinema de Tiradentes (Tiradentes, Brasil, 2020)
2nd Women’s International Film Festival (Calicut, Kerala, India, 2020)
Spring 2020 New Jersey Film Festival (New Jersey, EUA, 2020)
Ganhador de: Melhor Filme – Mensão Honrosa
4th Aswan International Woman Film Festival (Aswan, Egito, 2020)
Glasgow International Film Festival 2020 (Glasgow, Reino Unido, 2020)
22nd SF INDIEFEST – San Francisco Independent Film Festival (São Francisco, EUA, 2020)
11ºFESTIN – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Lisboa, Portugal, 2020)
27th Annual San Diego Latino Film Festival (San Diego, EUA, 2020)
22nd Sarasota Film Festival (Sarasota, EUA, 2020)
First-Time Filmmaker Sessions June 2020 (Londres, 2020)
Festival Espaço Itaú Play (Brasil, 2020)
Macon Film Festival (Macon, EUA, 2020)
Ganhador de: Melhor Filme
Cinemaissí Film Festival (Helsinki, Finandia, 2020)