‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

Filme é um retrato intimista da presidente Dilma Rousseff, durante o período de reclusão no Palácio da Alvorada para enfrentar o processo de impeachment, que a destituiu do cargo

ALVORADA”, novo filme das diretoras Anna Muylaert e Lô Politi, narra, com proximidade e intimidade sem precedentes, o dia a dia de um chefe de estado em sua residência oficial – a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada – no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil: O processo de impeachment que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Sua estreia mundial, será no 26o Festival de Cinema É Tudo Verdade, que acontece online e gratuito, entre os dias 8 e 18 de abril. 

Nas palavras das diretoras, Anna Muylaert e Lô Politi:

ALVORADAé um filme de emergência, feito no calor da hora entre pessoas que nunca tinham trabalhado juntas mas que se uniram num esforço estupefato para registrar os últimos momentos de Dilma Roussef no poder, sob a pressão de um golpe. ALVORADA tem o ponto de vista  da residência da presidente em todos os seus andares e esferas de poder focando sua câmera não nos grandes gestos históricos – já retratados em outros filmes do período – mas sim nos pequenos gestos pessoais de Dilma, seus assessores e funcionários e no clima de melancolia destes dias finais.  

Hoje, quase 5 anos depois, como consequência direta daquele período conturbado – vivemos uma crise sanitária, econômica,  política e moral no Brasil – talvez a maior de nossa história.   Acreditamos que ver o filme hoje e poder observar como ela reagiu pessoalmente a sua retirada do poder, possa talvez nos ajudar a compreender um pouco mais  porque chegamos até aqui.”  

Sobre o Filme:

ALVORADA” foi filmado durante o período de julgamento do impeachment de Dilma Roussef em 2016, feito no calor da hora, em tom de urgência e emergência.  Cientes de que outros filmes já estavam em produção sobre os fatos que se desenrolavam no Congresso e na sociedade civil  (a maioria deles dirigidos por mulheres), as diretoras e equipe de “ALVORADA” optaram por abrir a câmera exclusivamente no espaço fechado do Palácio residencial da presidente. Com um resultado surpreendente, o que o filme mostra, além do melancólico epílogo de um período de governo popular, também e paradoxalmente, é o fortalecimento de uma mulher, que embora estivesse sendo o alvo de todo o tipo de violência, não esmoreceu, nem tomou os acontecimentos contra ela de forma pessoal, sempre mantendo uma visão lúcida da história e ciente da onda de retrocesso que estava por vir e veio.

Embora o veredito final demore a chegar, o filme mostra a aproximação do impeachment através dos corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, acompanhando o vai e vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, os sussurros, os telefonemas sem fim, uma tensão crescente da Presidente, dos funcionários, assessores e ex-ministros, perplexos e quase sem ação. 

E durante esse período, conforme os dias vão passando, o filme revela aspectos inéditos da personalidade de Dilma, na medida em que retrata a Presidente em conversas informais sobre política, história, literatura e, principalmente, sobre si mesma. “ALVORADA” não é um documentário que se propõe a explicar detalhadamente todo o processo de impeachment, mas um filme que observa o lado humano deste processo de dentro da residência oficial da sua personagem principal. “ALVORADA” não é apenas um documento sobre o golpe de 2016, mas principalmente sobre como a presença de uma mulher valente no topo de um sistema patriarcal pode ser perigosa para estruturas deste mesmo sistema.

Sinopse:O filme narra de um ponto de vista íntimo, o dia a dia da Presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, enquanto aguardava o veredito de impeachment que acabou afastando a primeira mulher presidenta do Brasil. Retratando os corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, vemos o vai de vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, sussurros e telefonemas sem fim. Sentimos a tensão crescente dos funcionários, assessores, ex-ministros, perplexos e quase sem ação. Um grupo ou outro chega para dar apoio à presidente que cai. Mas o naufrágio parece inevitável.

Ficha Técnica:

Direção: Anna Muylaert e Lô Politi

Produção Executiva: Ivan Melo e Aza Pinho 

Fotografia e Câmera: César Charlone, ABC e Lô Politi.

Montagem: Vania Debs, Hélio Villela Nunes e Anna Muylaert.

Som direto: Hudson Vasconcelos e Marta Suzana.

Supervisão e edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de som e mixagem: Ricardo Reis, ABC

Coordenação Musical: Patricia Portaro

Colorista: Luisa Cavanhagh

Trailer e Teasers: Marina Kosa

Design Gráfico: Marcelo Pallota

Produção: África Filmes, Dramática filmes e Cup Filmes

Produtoras Associadas, Dandara Ferreira e Aza Pinho

Produção Associada: Quanta, Hugo Gurgel, Guilherme Ramalho, Eduardo Shaal.

Distribuição: Vitrine Filmes

Produtores: Lô Politi, Anna Muylaert e Ivan Melo

Gênero: Documentário

Duração: 80 min

Classificação: a definir

Sobre as Diretoras

Anna Muylaert nasceu em São Paulo e estudou Cinema e Artes na USP. Nas últimas décadas escreveu roteiros para programas de TV (MUNDO DA LUA, CASTELO RA-TIM-BUM, UM MENINO MUITO MALUQUINHO, FILHOS DO CARNAVAL, AS CANALHAS, entre outros) e cinema (O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, XINGU, PRAIA DO FUTURO e outros). Anna dirigiu DURVAL DISCOS, É PROIBIDO FUMAR e 3 outros filmes, mas tornou-se internacionalmente conhecida com QUE HORAS ELA VOLTA? em 2015. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Sundance, e de público no Panorama do Festival de Berlin em 2015 e foi lançado em salas em 30 países, o que levou Anna a ser convidada a fazer parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Oscar).  Atualmente está em preparação para filmar seu novo longa-metragem O CLUBE DAS MULHERES DE NEGOCIOS.  Ela é mãe de José e Joaquim.

Lô Politi estudou cinema, televisão e jornalismo e trabalhou como produtora e assistente de direção por 10 anos e desde 1998 atua como diretora, roteirista e produtora. Seu primeiro filme, JONAS, onde assina direção e roteiro, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional do Rio, participou de mais de 10 festivais internacionais e está atualmente disponível no catálogo da Netflix em 190 países. Seu segundo filme de ficção, SOL, onde também assina direção e roteiro, está agora em sua fase final de pós-produção e será lançado em 2021. Atualmente produz e dirige, em parceria com Dandara Ferreira, DIVINO MARAVILHOSO, um filme sobre a cantora brasileira Gal Costa. Lô é  produtora associada de 3%, primeira série brasileira produzida pela Netflix.

DISTRIBUIÇÃO / VITRINE FILMES:

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Em 2020, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, de Ken Loach. No segundo semestre deste mesmo ano, em cenário pandêmico, a distribuidora adotou estratégias diferenciadas de distribuição em múltiplas janelas, lançando títulos em drive-ins, salas de cinemas e plataformas de streaming, como “Música para Morrer de Amor”; “Três Verões”; “Pacarrete”; “A Febre”; “Todos os Mortos” e muitos outros. Para 2021 a distribuidora já tem o line-up completo e continuará a buscar a melhor forma de chegar aos seus públicos.

‘Falcão e o Soldado Invernal’ se tornou a estreia mais assistida do Disney+ na história

‘Falcão e o Soldado Invernal’ se tornou a estreia mais assistida do Disney+ na história

Este marco global consagra Falcão e o Soldado Invernal como a série cuja estreia foi a mais vista durante o fim de semana de lançamento

São Paulo, 23 de março de 2021 –A série original da Marvel Studios exclusiva para o Disney+, Falcão e o Soldado Invernal se tornou a série cuja estreia foi a mais assistida no final de semana de sua estreia (de sexta-feira, 19 de março a domingo, 21 de março) e o título mais visto nesse mesmo período em nível global.

Desta forma, a estreia de Falcão e o Soldado Invernal junta-se à estreia de WandaVision da Marvel Studios e à estreia da segunda temporada de The Mandalorian da Lucasfilm como as três estreias originais do Disney+ mais vistas nas respectivas semanas de estreia.

Continuando os eventos de Vingadores: Ultimato, Sam Wilson (Falcão) e Bucky Barnes (Soldado Invernal) partem em uma aventura ao redor do mundo que testa suas habilidades e paciência. Dirigida por Kari Skogland e escrita por Malcolm Spellman.

SOBRE O DISNEY+

Disney+ é o serviço de streaming por assinatura de filmes, séries e outros conteúdos da Disney, da Pixar, da Marvel, de Star Wars e da National Geographic. Como parte do segmento Disney Media and Entertainment Distribution (DMED) da Disney, Disney+ está disponível desde 17 de novembro de 2020 na América Latina para dispositivos conectados à Internet e oferece a todos os públicos programação sem intervalos publicitários com uma variedade de filmes, documentários, séries de animação e de live action e curtas originais. Disney+ proporcionará um acesso sem precedentes ao incrível acervo de entretenimento de cinema e de televisão da Disney, também é a plataforma de streaming para ver com exclusividade os últimos lançamentos de cinema do The Walt Disney Studios. Visite o site DisneyPlus.com para obter mais informações sobre o serviço.

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Destaques da semana no ‘À LA CARTE’

Destaques da semana no ‘À LA CARTE’

Além do catálogo cheio de filmes incríveis, plataforma traz estreias toda semana e tudo por apenas R$ 9,90 por mês
O escafandro e a borboleta

Chegam ao streaming na próxima quinta-feira, 25 de fevereiro, quatro filmes: “O escafandro e a borboleta” (2007), uma coprodução França-EUA, dirigida por Julian Schnabel, que conta a verdadeira história do editor da Elle, Jean-Dominique Bauby, que sofre um derrame e tem de viver com o corpo quase totalmente paralisado; a comédia francesa “Didier, meu melhor amigo” (1997), vencedor do Prêmio César de Melhor Filme de Diretor Estreante e com o incrível Jean-Pierre Bacri; “O pequeno diabo” (1988) comédia italiana dirigida e protagonizada por Roberto Benigni e, para fechar, o argentino “O homem ao lado” (2009), que marca a quarta parceria entre os diretores argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat, o filme foi vencedor de 14 prêmios internacionais, entre eles os de Melhor Filme Argentino no Festival de Mar del Plata e Melhor Fotografia no Festival de Sundance.

“O pequeno diabo”: Comédia dirigida e protagonizada por Roberto Benigni, realizador de “A Vida é Bela” (1997), vencedor do Oscar em 3 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Roberto Benigni) e Melhor Música Original. O filme é dedicado a Donato Sannini e Andrea Pazienza, dois amigos do diretor e ator Roberto Benigni, que morreram durante a realização do filme. O ator americano Walter Matthau ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Uma Loura por um Milhão” (1966), comédia de Billy Wilder.
“O homem ao lado”: Este filme marca a quarta parceria entre os diretores argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat. Vencedor de 14 prêmios internacionais, entre eles os de Melhor Filme Argentino no Festival de Mar del Plata e Melhor Fotografia no Festival de Sundance. A única casa assinada pelo arquiteto suíço Le Corbusier na América, fica no número 320 do Boulevard 53, na cidade de La Plata, sudeste de Buenos Aires, e serve de cenário deste filme, que soa indiretamente como uma homenagem ao mestre do modernismo.
“Didier, meu melhor amigo”: Vencedor do Prêmio César de Melhor Filme de Diretor Estreante. Filme escrito e dirigido pelo ator e comediante francês Alain Chabat, presente nos filmes “O Gosto dos Outros” e “A Espuma dos Dias”, ambos disponíveis no À La Carte. Jean-Pierre Bacri, um dos atores principais, atuou com o diretor Alain Chabat em “O Gosto dos Outros”.
“O escafandro e a borboleta”: Indicado ao Oscar em 4 categorias: Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Montagem. O filme conta a história real do francês Jean-Dominique Bauby (1952–1997), um conhecido jornalista e escritor francês, editor da revista de moda Elle durante vários anos, que sofreu um grave acidente vascular cerebral e entrou em coma, acordando 20 dias depois, sem a capacidade de falar e se movimentar, conseguindo apenas piscar o olho esquerdo, recurso que ele usava para se comunicar com sua fonoaudióloga, responsável por transcrever a história dele, que acabou virando livro e filme. Para dar mais realismo à história, o diretor Julian Schnabel filmou no mesmo hospital onde o personagem real foi tratado, encontrando muitos dos enfermeiros que o atenderam, e também filmou cenas na varanda onde ele relaxava, e na praia para onde sua família o levou.

Sinopses dos filmes:

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA
(Le Scaphandre Et Le Papillon)
França | EUA, 2007, 112min, Drama, 16 anos
Direção: Julian Schnabel
Elenco: Mathieu Almaric, Marie-Jose Croze, Anne Consigny, Emmanuelle Seigner
Sinopse: A verdadeira história do editor da Elle, Jean-Dominique Bauby, que sofre um derrame e tem de viver com o corpo quase totalmente paralisado; apenas seu olho esquerdo não está paralisado.

DIDIER, MEU MELHOR AMIGO
(Didier)
França | Bélgica, 1997, 105min, Comédia
Direção: Alain Chabat
Elenco: Alain Chabat, Jean-Pierre Bacri
Sinopse:Didier, o labrador de Annabelle, fica sob os cuidados de seu amigo Jean Pierre, um agente de futebol que passa por uma má fase com sua equipe. Mas, quando a magia transforma o peludo Didier em humano, Jean Pierre vê uma chance de salvar sua carreira.

O PEQUENO DIABO
(Il piccolo diavolo)
Itália, 1988, 101min, Comédia
Direção: Roberto Benigni
Elenco: Roberto Benigni, Walter Matthau, Stefania Sandrelli
Sinopse: Durante um exorcismo, o padre Maurice conhece um diabinho chamado Giuditta, que se recusa a voltar para o inferno e decide descobrir o mundo.

O HOMEM AO LADO
(El hombre de al lado)Argentina, 2009, 110min, Comédia dramática, 14 anos
Direção: Mariano Cohn, Gastón Duprat
Elenco: Rafael Spregelburd, Daniel Aráoz, Eugenia Alonso
Sinopse: O longa conta a história de Leonardo – um desenhista industrial bem-sucedido que vive tranquilamente com sua esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. A família mora na única casa que construiu o grande arquiteto Le Corbusier na América, localizada na cidade de La Plata, em Buenos Aires. Ao acordar certo dia, ele descobre que seu vizinho está construindo ilegalmente uma janela bem em frente à sua moradia. Obcecado com a intrusão, ele começa a negligenciar todos que estão à sua volta.

Serviço:

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Petra Belas Artes À LA CARTE:

Com acervo com curadoria, pensado para quem ama uma programação de qualidade o Petra Belas Artes À LA CARTE é uma plataforma de streaming criada no final de 2019, e que ganhou muita força, em abril de 2020, quando após 5 meses do seu nascimento, passou a oferecer um mês de gratuidade aos cinéfilos, durante a Pandemia. Desde em então, a plataforma criada pelo Belas Artes Grupo passou a ter um crescimento de pelo menos 40% ao mês, ganhando cada vez mais espaço no dia a dia dos cinéfilos.

A ideia inicial sempre foi poder levar para todo o Brasil aquilo que os cinéfilos de São Paulo tinham no Cine Petra Belas Artes, ou seja, uma programação de qualidade, com curadoria, e que tenha em seu catálogo de forma permanente, filmes que não são encontrados nas plataformas globais. Ou seja, filmes de grandes diretores, de vários países do mundo, e que fazem parte da história do cinema. Além disso, toda semana quatro novos filmes entram no “cardápio” do Petra Belas Artes À LA CARTE e não saem do ar, ou seja, eles ficam durante muito tempo disponíveis para que os assinantes possam ver e rever seus filmes preferidos. 

No Petra Belas Artes À LA CARTE o assinante encontra os filmes divididos em categorias singulares e criativas com classificações como: “cults incríveis”, “mulheres maravilhosas”, “hahaha”, “para roer as unhas”, “o que todo cinéfilo precisa ver antes de morrer” e “novo no cardápio”, entre várias outras. Além disso, a plataforma também lança filmes de forma inédita e exclusiva como foi o caso do lançamento de “Apocalypse Now – Final Cult”, “O Hotel às Margens do Rio” de Hong Sang Soo, o brasileiro “Partida”, de Caco Ciocler, entre outros.

‘Mães de Verdade’ estreia nos cinemas brasileiros em 11 de março

‘Mães de Verdade’ estreia nos cinemas brasileiros em 11 de março

Filme é dirigido pela premiada cineasta nipônica Naomi Kawase

A obra da diretora japonesa mais premiada e importante da atualidade sempre foi marcada por retratar relações familiares e sociais, e em MÃES DE VERDADE, que estreia nos cinemas dia 11 de março, não é diferente. O longa mostra uma história de adoção, e suas consequências, anos depois. O roteiro, assinado pela própria Kawase (Esplendor, Sabor da Vida, O segredo das águas), é baseado num romance de Mizuki Tsujimura, de 2015. O filme é co-escrito por Izumi Takahashi e An Tôn Thât.

“Por conta do destino, uma vida que não era para existir chega à vida de um casal que não podia ter filhos. Essa é uma história sobre criar o próprio destino, como, se, depois da chuva, uma luz radiante purificasse o mundo”, é definição que a diretora dá ao seu filme mais recente. Para contar essa trama, o longa foi filmado em várias locações diferentes no Japão: numa ilha, na floresta, na cidade e num centro histórico. “Fizemos esse filme como se fosse uma lembrança de viagem através das estações do ano e personagens de cada lugar.”

MÃES DE VERDADE foi selecionado para o Festival de Cannes, que, mesmo cancelado, anunciou os filmes que exibiria, dividindo-os em seções. O longa esteve na The Faithful (Os fiéis, em tradução livre), que comporta obras de diretoras e diretores que já tiveram ao menos um trabalho exibido no festival antes. O filme  também foi exibido nos Festivais de San Sebastian, Chicago e Toronto. No Brasil, estreou na 44a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. 

Como na maioria dos filmes da cineasta, as personagens principais são femininas, e aqui duas mulheres têm seus destinos ligados por uma adoção: uma delas se resignou a um futuro sem filhos, por conta da infertilidade do marido, e outra ficou gravida inesperadamente, e ama o filho profundamente, mas não o pode criar. A produtora do longa, Yumiko Takebe, define-o como “sobre as escolhas que essas personagens fazem, que se tornam um segredo bem guardado. E isso me trouxe muitas dúvidas e até sentimentos próximos da raiva [quando li o livro]. Essa história tem uma mensagem importante que fala ao mundo de hoje. Por isso acredito que esse era o momento de fazer o filme.”

Kawase, por sua vez, conta que quando faz um longa, sempre há um momento no qual é a levada às lágrimas. “É quando o elenco habita completamente a vida dos personagens, e expressa emoções que vão para além do roteiro. Percebi que isso é algo precioso e raro. O elenco nesse filme está incrível – os personagens são pessoas completamente reais.”

Ryan Lattanzio, da IndieWire, em sua crítica afirma que “Kawase junta todas as pontas de maneira bela no final.” Já Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, escreveu que admira “a estética feminina do filme e a interpretação profundamente comprometida da atriz principal”. 

MÃES DE VERDADE será lançado no Brasil pela Califórnia. 
SinopseKiyokazu Kurihara (Arata Iura) e Satoko (Hiromi Nagasaku) são um casal que, no desejo de ter um filho, adota um bebê. Seis anos depois, enquanto vivem um feliz casamento, eles recebem uma ligação de uma mulher chamada Hikari Katakura (Aju Makita), alegando ser a mãe biológica de Asato (Reo Sato), o filho adotado do casal. Hikari diz querer seu filho de volta, chantageando a família pedindo uma alta quantia de dinheiro.

Ficha Técnica

Direção: Naomi Kawase

Roteiro: Naomi Kawase, co-escrito por Izumi Takahashi e An Tôn Thât, baseado no romance “Asa ga Kuru”, de Mizuki Tsujimura

Produção: Yumiko Takebe

Elenco: Hiromi Nagasaku, Arata Iura, Aju Makita, Miyoko Asada

Gênero: drama

País: Japão

Ano: 2020 

Duração: 140 min

Classificação: 14 anos.

‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta

‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta

Exibido nos Festivais de Rotterdam, Rio e Olhar de Cinema, ‘NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO’ estreia nos cinemas nesta quinta. Protagonizado por Josefina Ramirez, o filme é coprodução Chile – Brasil – França – Coréia do Sul e estreia nos cinemas em 18 de fevereiro Confira o trailer: https://youtu.be/RiH7J9NSpYA

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO estreia nesta quinta-feira, dia 18 de fevereiro, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza

Sobre o Filme

A história recente do Chile tem sido combustível para o cinema do país, especialmente o jovem. Camila José Donoso traz em seu terceiro longa, NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO, que estreia nos cinemas do Brasil dia 18 de fevereiro, fatos reais e ficção. A protagonista a avó da diretora, Josefina Ramirez, que fez parte da resistência anti-Pinochet, e se tornou uma especialista na produção de molotovs.

Camila, que também assina o roteiro, combina, então, memórias de Nona e uma narrativa ficcional sobre uma mulher que cometeu um crime passional, e se vê obrigada a deixar Santiago, exilando-se na cidade costeira de Pichilemu, numa casa que comprou na época do governo de Salvador Allende. A protagonista também acaba de realizar uma cirurgia contra catarata o que a deixa ainda mais fragilizada e de mal humor.

Em seu primeiro longa, “Naomi Campbell”, de 2013, Camila acompanhou a trajetória de uma transexual chilena, e o documentário prevaleceu sobre uma ficção discreta. Em NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO, a diretora radicaliza, e constrói um jogo de cena entre o real, o imaginário e a fantasia, sem se preocupar em deixar claro o que é o que. Tendo como protagonista uma personagem maior que a vida, o que rejeita classificações simplistas, o longa não se intimida em deixa-la brilhar sem impor limites.

Eu queria que o personagem de Nona tivesse profundidade. Eu queria que o espectador descobrisse Nona como eu a conhecia; uma avó, uma dona de casa extrovertida que ocasionalmente mentia, uma mulher volúvel, e tudo aquilo que estava longe da femme fatale piromaníaca que mais tarde descobri. Eu queria que o espectador pudesse viver na intimidade de Nona, sem julgamento: pois a beleza de Nona também reside na complexidade, na ambivalência de seu caráter”, explica a diretora.

Ao redor dessa nova morada de Nona existe uma floresta que começa a sofrer incêndios inexplicáveis, e dado o passado piromaníaco dessa mulher de 66 anos, ela se torna uma espécie de suspeita, ainda mais que sua casa permanece intacta, ao contrário de outras da região. Mas o filme vai muito além desse suspense, ao fazer um retrato crítico e carinhoso do Chile do presente, no qual a aparente calmaria – tal qual a cidade onde a protagonista se instala – pode esconder a turbulência política que o país sempre enfrenta.

O longa acrescenta uma nova camada trazendo filmagens caseiras em vídeo, remetendo ao passado, e resgatando a trajetória de Nona. Misturam cenas amadoras captadas em diferentes formatos de vídeo, película, e o digital límpido, que conferem a NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO uma proposta estética diferenciada e bem-vinda que espelha a figura de sua protagonista, uma mulher fascinante e intrigante na mesma medida.

O elenco de NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO combina não atores e atrizes com profissionais, como a própria Josefina, atrizes Gigi Reyes, Paula Dinamarca e Nancy Gómez. O Brasil é representado por Eduardo Moscovis, que interpreta Pedro, uma figura misteriosa que ronda Nona.

Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian, chamou o longa de “sagaz e subversivo”. Já o Cineuropa, em sua crítica, alega que a diretora fez um filme “que é um retrato carinhoso, engraçado, e ainda assim brutalmente honesto.” O argentino Página 12 ressalta que NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO “tem êxito em entrecruzar o pessoal e o político de uma maneira muitas vezes notáveis.”

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO é produzido por Rocío Romero, do Chile (Mimbre Producciones), por Tatiana Leite, Bubbles Project, produtora entre outros do sucesso “Benzinho”, de Gustavo Pizzi e de “Pendular”, de Julia Murat, Pelo Jeonju Cinema Project (Córeia do Sul) e por Alexa Rivero, da França (Altamar Films). O projeto conta com a TvZero como produtora associada. No Brasil a distribuição do longa é a Vitrine Filmes. 

Sinopse

Aos 66 anos, Nona decide finalmente se vingar de seu ex-amante e comete um atentado que a obriga a fugir para que não seja presa. Depois de finalmente se estabelecer em uma cidade costeira do Chile, um incêndio de grandes proporções obriga seus vizinhos a deixarem suas casas, mas estranhamente sua moradia é a única a não ser afetada.

Ficha Técnica 

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO (Nona – Si me mojan yo los quemo) 

Direção e Roteiro:  Camila José Donoso 

Empresas produtoras: Mimbre Producciones, Bubbles Project, Altamar Films

Produtora Associada: TvZero

Produtoras: Rocío Romero, Tatiana Leite, Alexa Rivero  

Fotografia: Matías Ilanes  

Edição: Karen Akerman  

Direção de Arte: Nicolás Oyarce 

Direção de Som: Sebastián Arjona, Emilio Torres 

Gênero: Documentário/Ficção  

Países: Chile, Brasil, França e Coreia do Sul

Idioma: Espanhol  

Ano: 2018  

Duração: 86 min 

Elenco: Josefina Ramirez, Gigi Reyes, Paula Dinamarca, Eduardo Moscovis, Nancy Gómez  

SOBRE A DIRETORA

Camila José Donoso nasceu no Chile em 1988. Estudou cinema e dirigiu curtas e performances em vídeo. Como diretora e roteirista, fez Naomi Campbel (FICValdivia e CPH: DOX, 2013) e Casa Roshell (Berlinale, 2017), ambos exibidos e premiados em festivais de cinema. Em 2016, fundou e criou a Transfrontera, um encontro entre o Chile, o Peru e a Bolívia, centrado no cinema e na política, com a presença de pessoas como Ignacio Agüero, entre outros. Em breve, lançará seu terceiro filme: “Nona: se me molham, eu os queimo.” 

SOBRE A PRODUTORA

Bubbles Project é uma produtora independente sediada no Rio de Janeiro, criada por Tatiana Leite em 2012, voltada para jovens talentos nacionais e internacionais e em coproduções internacionais. Produziu o longa-metragem “Benzinho” de Gustavo Pizzi, (Competição no Festival de Sundance 2018); coproduziu “Pendular”, de Julia Murat, (Prêmio FIPRESCI da mostra Panorama no Festival de Berlim 2017); o argentino “Família Submersa”  de Maria Alché, (Melhor Filme na mostra Horizontes Latinos do Festival de San Sebastian e Locarno); o chileno “Nona“, de Camila Jose Donoso, (Tiger Competition do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2019) e “Aspirantes” de Ives Rosenfeld, (vencedor da Carte Blanche no Festival de Locarno 2014). Atualmente está em pós-produção com o filme “Regra 34” de Julia Murat, e desenvolvendo os projetos de longas-metragens nacionais e internacionais: “A Herança” de João Cândido Zacharias; “Princesa” de Karine Teles; “Amanhã Será Outro Dia”, de Pedro Pinho, “Neuros” de Guilherme Coelho e  “Porco Espinho” de Eva Randolph.

SOBRE A VITRINE FILMES 

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’; e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. 

Em 2020, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, de Ken Loach. Adaptando-se ao cenário pandêmico, no segundo semestre a Vitrine Filmes adotou estratégias diferenciadas de distribuição em múltiplas janelas, lançando títulos em drive-ins, salas de cinemas e plataformas de streaming, como “Música para Morrer de Amor”; “Três Verões”; “Pacarrete”; “A Febre”; “Todos os Mortos” e muitos outros. Para 2021 a distribuidora já tem o line-up completo e continuará explorando novas oportunidades para o alcance de seus lançamentos.