Longa foi o representante húngaro para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar® 2021
O filme “Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido” estreia no Cinema Virtual na próxima quinta-feira, 3 de junho. O longa que vem conquistando vários prêmios em reconhecidos festivais de cinema. Elogiado pela crítica internacional, o filme escrito e dirigido por Lili Horvát é estrelado por Viktor Bodó, Benett Vilmányi e Natasa Stork – premiada por sua atuação na trama, que traz a história de neurocirurgiã que abandona sua bem-sucedida carreira nos Estados Unidos e vai para Hungria em busca de um romance com um colega que conheceu numa conferência.
Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido (Preparations to be Together for Unknown Period of Time) Romance
Sinopse: Após 20 anos nos Estados Unidos, Marta, uma neurocirurgiã húngara, de 40 anos, abandona sua brilhante carreira e retorna a Budapeste para um encontro romântico com um colega médico que conheceu em uma conferência. Mas, logo no primeiro reencontro, o amor de sua vida afirma que jamais a conheceu. Direção: Lili HorvátRoteiro: Lili HorvátElenco: Andor Lukáts, Benett Vilmányi, Linda Moshier, Natasa Stork, Péter Tóth, Viktor Bodó, Zsolt Nagy
Premiações:
Festival Internacional de Cinema de Dublin (2021): Dublin Film Critics Award – Melhor Direção (Lili Horvát)
International Cinephile Society Awards (2021): Prêmio ICS Award – Melhor Canção Original (Gábor Keresztes)
Festival de Cinema de Antalya Golden Orange (2020): Melhor Atriz (Natasa Stork)
Festival Internacional de Cinema de Chicago (2020): Concurso de Novos Diretores (Lili Horvát)
Festival de Cinema da Filadélfia (2020) – Prêmio do júri – Melhor Filme de Ficção
Festival Internacional de Cinema de Varsóvia (2020) – Vencedor do Prêmio “FIPRESCI” (Lili Horvát)
Festival Internacional de Cinema de Valladolid (2020): Melhor Atriz (Natasa Stork) | Prêmio Spike de Ouro – Melhor Filme | Prêmio Pilar Miró – Melhor nova diretora (Lili Horvát)
Curiosidades:
Representante da Hungria para concorrer à categoria de Melhor Filme Internacional no 93º Oscar (2021)
Indicado ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Film Independent Spirit Awards (2021) : Melhor Filme Internacional
Participou da Seleção Oficial do Festival Internacional de Toronto (2020)
Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.
Outros doze filmes já estão disponíveis no Cinema Virtual: Homens Não Choram, Harmonia Silenciosa, Os Esquecidos, Haifa Street – Corações em Guerra, Clara, Lucky – Uma Mulher de Sorte, Doce Obsessão, Uma Mulher Inesquecível, Terminal Sul, Prisioneiro Espacial, A Poucos Passos de Paris, Um Amor Proibido.
‘Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos’ estreia nos cinemas nesta quinta-feira
Com estreia em 3 de junho de 2021, em 27 estados brasileiros, o longa é uma reimaginação de dois grandes clássicos da literatura: Alice no País das Maravilhas e Peter Pan.
Descubra o que aconteceu antes do País das Maravilhas e da Terra do Nunca em Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos. Estrelado pela vencedora do Oscar® Angelina Jolie, o longa, que traz uma origem inédita dos personagens clássicos da literatura, conta também com outros grandes nomes no elenco, como David Oyelowo (‘O Céu da Meia-Noite’) e Michael Caine (‘Tenet’). Com estreia nacional em 3 de junho de 2021No longa, os irmãos Peter (Jordan A. Nash) e Alice (Keira Chansa) deixam a imaginação correr solta durante um verão repleto de brincadeiras com espadas, chás da tarde e navios piratas. Quando uma tragédia toma conta da família e muda completamente a vida de seus pais, Jack e Rose (David Oyelowo e Angelina Jolie), Peter e Alice embarcam numa aventura fantástica e entendem que crescer pode não ser o maior dos seus problemas. “Peter Pan sempre foi um dos meus [contos] favoritos. Eu era apaixonado pela ideia de permanecer criança para sempre”, revelou o ator David Oyelowo ao Screen Rant. “Esse foi um dos motivos de eu ter ficado tão animado em fazer parte disso, porque, por mais que eu adorasse contos de fadas quando menor, eu nunca imaginei que iria fazer parte de um deles. Muito menos ver alguém parecido comigo ou com os meus filhos interpretando Alice ou Peter. Essa é uma das coisas mais maravilhosas a respeito desse projeto, e eu sei que a Angelina Jolie sentiu a mesma coisa […] eu espero que ter esse conto de fadas contado dessa maneira seja algo que tenha um verdadeiro impacto cultural.”Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos é o primeiro live-action da diretora Brenda Chapman, conhecida por seus trabalhos em grandes animações de sucesso, como O Rei Leão (1994) e Valente (2012). O elenco do longa conta ainda com Anna Chancellor (‘Pennyworth’), Gugu Mbatha-Raw (‘Uma Dobra no Tempo’), Derek Jacobi (‘Assassinato no Expresso Oriente’), Clarke Peters (‘Jessica Jones’), David Gyasi (‘Troia: A Queda de Uma Cidade’) e Reece Yates (‘Les Miserábles’). A Imagem Filmes é a distribuidora responsável pelo lançamento.
Assista ao Trailer Dublado
SinopseAntes do País das Maravilhas e da viagem à Terra do Nunca, os irmãos Peter (Jordan A. Nash) e Alice (Keira Chansa) deixaram a imaginação correr solta durante um verão repleto de brincadeiras com espadas, chás da tarde e navios piratas. Quando uma tragédia toma conta da família e muda completamente a vida de seus pais, Jack (David Oyelowo) e Rose (Angelina Jolie), Peter e Alice embarcam numa aventura fantástica e entendem que crescer pode não ser o maior dos seus problemas.
Cinebiografia chega com exclusividade à plataforma na próxima quinta-feira
O filme “Homens Não Choram” estreia no Cinema Virtual na próxima quinta-feira, 27 de maio. A produção é uma cinebiografia britânica sobre Paul Connolly, autor de sucesso que até os 20 anos era incapaz de ler e escrever corretamente. Seu primeiro livro foi sobre crescer em um lar comunitário, lutar para sobreviver à educação recebida e recriar sua vida, sem nunca olhar para trás, temas tratados também no filme.
Homens Não Choram (Big Boys Don’t Cry) Biografia, Suspense, Drama
Sinopse: Baseado em uma história real. Paul Connolly relembra sua infância difícil em um orfanato, durante uma investigação policial sobre o suicídio de seu amigo de infância. Enquanto tenta construir um novo relacionamento com Anthea, Paul é forçado a confrontar os responsáveis por sua infância destruída e pela morte de seu amigo. Direção: Steve CrowhurstRoteiro: Kal Bonner, Steve CrowhurstElenco: Andrew Baguley, Barbara D’Alterio, Daniel Adegboyega, Julie Binysh, Natasha Cowley, Ray Calleja, Victoria Alcock
Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.
Outros doze filmes já estão disponíveis no Cinema Virtual: Harmonia Silenciosa, Os Esquecidos, Haifa Street – Corações em Guerra, Clara, Lucky – Uma Mulher de Sorte, Doce Obsessão, Uma Mulher Inesquecível, Terminal Sul, Prisioneiro Espacial, A Poucos Passos de Paris, Um Amor Proibido, Mambo Man – Guiado Pela Música.
Filme chega com exclusividade à plataforma no dia 20
O filme “Harmonia Silenciosa” estreia no Cinema Virtual na próxima quinta-feira, 20 de maio. O longa australiano conquistou o Prêmio Queer no Mardi Gras Film Festival e venceu a categoria Melhor Filme Australiano no Melbourne Queer Film Festival. Com direção de Ian Watson, o filme traz a história de um músico desiludido que se apaixona por um jovem trans que enfrenta a surdez.
Sinopse: O guitarrista Noah se decepciona com sua carreira de músico em uma banda pop e decide voltar para a casa de sua mãe, com quem tem constantes brigas por causa de velhas feridas. Até que Noah se encanta por Finn, um jovem trans e surdo, que luta para manter aberta sua boate para pessoas com deficiência auditiva. À medida em que se aproximam, eles tentam se comunicar de maneira verdadeira, ainda que em linguagens diferentes. Direção: Ian Watson
Roteiro: Ally BurnhamElenco: Aiden Mckenzie, Ana Maria Belo, Anthony Brandon Wong, James Peter Fraser, Jessica Orcsik, Nate Gothard, Paula Duncan, Reece Noi, Terry Serio, Todd McKenney, Tsu Shan Chambers, Yannick Lawry, Yiana Pandelis
Para assistir aos filmes, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em www.cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.
Outros doze filmes já estão disponíveis no Cinema Virtual: Os Esquecidos, Haifa Street – Corações em Guerra, Clara, Lucky – Uma Mulher de Sorte, Doce Obsessão, Uma Mulher Inesquecível, Terminal Sul, Prisioneiro Espacial, A Poucos Passos de Paris, Um Amor Proibido, Mambo Man – Guiado Pela Música, O Muro.
Uma Pedra no Sapato apresenta 3 curtas de Três Realizadoras Portuguesas, com distribuição da Bretz Filmes. O filme será lançado nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Depois de passar por festivais como Veneza, Roterdã e Cannes, o filme Três Realizadoras que tinha sua estreia nos cinemas programado para o dia 11 de março e foi adiada em função do fechamento das salas. Agora, entra em cartaz no próximo dia 20 de Maio.
UMA PEDRA NO SAPATO APRESENTA
DIA DE FESTA
um filme de Sofia Bost
2019 | 17’ | 16mm/DCP
SINOPSE
Mena vive sozinha com a filha, Clara, que faz hoje 7 anos. Enquanto lhe prepara uma festa de aniversário, tarefa que executa com dificuldades financeiras e a contragosto, Mena recebe um telefonema da mãe que a deixa perturbada.
NOTA DE REALIZAÇÃO
A câmera estática e a ausência de música não-diegética pretendem gerar uma sensação de inquietude – a mesma que habita a protagonista. O formato 1.33 enquadra-a naturalmente numa posição central – simultaneamente retrato e dispositivo de enclausuramento. A tensão cresce dentro de Mena à medida que o dia se desenrola. A única oportunidade de catarse vem de um momento de auto reconhecimento que, no fim, não é suficiente para escapar à escuridão. Mena transmite o legado – e a câmera volta-se então para a sua filha.
EQUIPE
com Rita Martins, Melissa Matos, Teresa Madruga, Sandra Celas,
Mariana Silva, Sara Gonçalves, Fernanda Neves
argumento Tiago Bastos Capitão
realização Sofia Bost
produtores Filipa Reis, João Miller Guerra
direção de fotografia Tian Tsering
som Rafael Gonçalves Cardoso
montagem Sofia Bost
direção de arte e guarda-roupa Cypress Cook
direção de produção Daniela Soares
anotação Margarida Leitão
assistente de realização Luís Nunes
desenvolvimento de projeto Patrícia Faria
assistência de produção Bruno Pinheiro, Joana Galhardas
secretariado de produção Isa Reis, Raquel Rolim Batista
1ª assistente de imagem Juliane Rupar
2ª assistente de imagem Rita Lameira
chefe eletricista Pedro Curto
assistente eletricista Mauro Airez
decoradora Djanira Bravo
montagem e mistura de som Carlos Abreu
colorista Andreia Bertini
coordenação de pós-produção Catarina Lino
Diretora: SOFIA BOST
Sofia Bost completou um mestrado em Filmmaking na London Film School com especialização em realização e montagem. O seu filme tese, SWALLOWS, foi selecionado para diversos festivais nacionais e internacionais e exibido na RTP2 e TVCine. A sua primeira curta metragemem contexto profissional teve estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Cannes e foi selecionado para outros festivais internacionais importantes como New York Film Festival, Vilnius na Lituânia, Hongseung IFF na Coreia, Leeds na Grã-Bretanha, Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, Palm Springs, entre outros. O filme foi ainda exibido um pouco por todo o mundo nas Cinematecas da Córsega, Paris, Praga e Beirute, na Universidade Tokyo University of the Arts e na Parsons School of Design em Nova Iorque a convite da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Esta curta foi ainda premiada no Festival Caminhos do Cinema Português (Melhor Atriz Secundária para Teresa Madruga) e nos Rencontres de Films Femmes Méditerranée (Prémio do júri profissional para melhor curta-metragem). Sofia Bost prepara actualmente a sua próxima curtametragem e está a desenvolve uma primeira longa-metragem de ficção.
FILMOGRAFIA
DIA DE FESTA | Portugal, 2019, FIC, 16mm, Cor, 17 min
PRIMEIRA IDADE APRESENTA RUBY um filme de Mariana Gaivão 2019 | FIC | 25’ | 16mm/DCP SINOPSE: O canto da madrugada desce a montanha queimada, ecoando no xisto de uma aldeia portuguesa. Ruby desperta e ergue-se na meia luz. No exterior, o seu cão Frankie fugiu. Filha de dois mundos, aquele que os pais ingleses deixaram para trás e a terra portuguesa que a viu crescer mas que ainda lhe chama estrangeira, Ruby move-se entre as fronteiras de ambos, sem pertencer a nenhum. A sua melhor amiga, Millie, irá regressar a Inglaterra, e o fim da infância de ambas encontra-se com o fim de um dia quente de Verão. NOTA DE REALIZAÇÃO O cinema é para mim um meio de ir ao encontro do mundo, e de nesse processo lhe pertencer. Em RUBY regressei às mesmas montanhas onde já tinha filmado a minha primeira curta-metragem e onde em parte crescera, em busca de uma outra dimensão que me assaltara na infância, a dos miúdos estrangeiros que cresciam do outro lado do rio, separados de mim por margens distintas de um mesmo lugar. Esta comunidade tinha começado a mudar-se para o Interior de Portugal nos anos 80 e 90, muitos deles em fuga do Public Order Act de 1986, a lei britânica que impedia, entre outras determinações tirânicas, a livre assembleia associada à música e a habitação do seu próprio terreno em caravanas. A geração seguinte, já nascida aqui, filha de dois mundos, o dos seus pais e este novo que a vira nascer mas ainda a chamava estrangeira, crescia agora entre a liberdade selvagem da natureza e uma busca incessante por um sentido de pertença. Fascinavame que nas mesmas paredes de xisto da minha infância ecoassem hoje as guitarras punk de uma nova juventude, tão próxima quanto distante da minha. O filme foi o lento caminho até ela, numa longa e imersiva pesquisa onde fui gradualmente introduzindo a silenciosa intimidade da câmera, abrindo a construção à própria pessoa filmada. Voltei à minha antiga casa de família e diariamente, durante um ano, levava a minha câmera e um pequeno gravador comigo pela Serra. Este despojar de meios abriu o tempo usualmente frenético do processo de filmagem a um rigor paciente, e espaço aos quadros de um mundo em bruto, anterior à palavra, como no mar de figuras que se entregam à coreografia ritmada de uma dança ancestral, as suas novas sombras ecoando na pedra de uma antiga caverna. Com eles, aqui, reencontrei o lugar onde os planos gerais nos olham de volta com a intensidade de um grande plano; e onde num rosto em grande plano encontramos a imensidão de uma montanha. EQUIPE com Ruby Taylor, Millie Romer, Vicente Gerner, William Thomson, Liudvika Undiné, Kerin Davis, Sara Gaivão Gerner, Lena Koutsch, Marli Matias, Geret Vandall realização e argumento Mariana Gaivão produzido por Pedro Fernandes Duarte, Alexander Gerner, Mariana Gaivão direção de fotografia João Ribeiro Diretora MARIANA GAIVÃO Nascida em Lisboa, estudou Fotografia no Ar.Co e Realização na Escola Superior de Teatro e Cinema. Iniciou o seu percurso como montadora, tendo colaborado em filmes exibidos e premiados mundialmente nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza e Locarno, entre outros. A sua primeira curta-metragem, SOLO, venceu o prémio para Melhor Curta Metragem do Festival du Nouveau Cinéma de Montreal, após o qual é selecionada para o Berlinale Talents. Seguidamente, realiza a curta-metragem FIRST LIGHT, carta branca encomendada para a abertura do 42ª Festival du Nouveau Cinéma, e recentemente, a curta metragem RUBY estreia na Selecção Oficial no International Film Festival Rotterdam, 2020. O seu primeiro documentário, uma coprodução Luso-Alemã, está em fase de rodagem. FILMOGRAFIA RUBY | Portugal, 2019, FIC, 16mm, Cor, 25 min. FIRST LIGHT | Portugal, 2013, FIC, HD, P&B, 7 min. SOLO | Portugal, 2012, FIC, HD, Cor, 21 min.
PRODUÇÃO LEONOR TELES E UMA PEDRA NO SAPATO APRESENTAM CÃES QUE LADRAM AOS PÁSSAROS um filme de Leonor Teles 2019 | FIC | 20’ | 16mm/DCP SINOPSE As aulas terminaram e sente-se uma intensidade no ar. Os turistas enchem as ruas e os cafés do Porto. O velho e decadente é agora vendido como ponto alto da gentrificação. Vicente pedala pela cidade montado na sua Órbita azul e observa a transformação urbana a cada dia que passa. O Porto já não é o mesmo e ele também não. Entre família e amigos, Vicente vive com expectativa os primeiros dias de férias, que trazem a promessa de mudança e a incerteza de uma vida nova. NOTA DE REALIZAÇÃO Cães que Ladram aos Pássaros toma uma cidade (o Porto) que não é a minha, um lugar que me é desconhecido e não me pertence. No entanto, não deixou de ser, por isso, menos pessoal que os filmes anteriores. A ligação que criei com a família que filmei mantém-se e parece ser essa a constante no meu trabalho: as pessoas e a minha relação com elas. Existe neste filme uma passagem em que o documentário se torna ficção, que me permite não só explorar outros modos e processos de criação, como aceder de forma mais íntima e digna à vida das personagens que retrato. Para mim, é absolutamente crucial que as pessoas façam parte da concepção do filme e não sigam apenas diretrizes escritas antecipadamente. O filme tem de ser um espaço coletivo para todos os intervenientes. A mistura entre ficção e documentário ocorre para nos aproximarmos deles, da sua naturalidade. O Vicente é ele mesmo, a família que vemos no crã é a sua. A ficção surge como ferramenta para potenciar o real. O tema surgiu porque no momento em que conheci a família Gil, esta foi realmente despejada (é aqui que entra o documentário). Tiveram pouco menos de um mês para arranjar casa. A brutalidade deste acontecimento pode arrasar uma família ou um indivíduo: o “precipício” da ideia de que sem um teto o céu vai desabar sobre as nossas cabeças. De repente têm de sair do seu lugar, das ruas que sempre percorreram, abandonar os rostos que conhecem, as coreografias urbanas que já estão enraizadas nos corpos. A cartografia dos espaços que os rodeiam desparece.
“Cai tudo”. São forçados a sair de casa, não por uma escolha/decisão consciente ou familiar, mas por pressões externas e inevitáveis. Atualmente, temos assistido ao crescente, galopante e descontrolado boom do Turismo em Portugal. As notícias invadem permanentemente as televisões e os jornais. Falam sobretudo dos muitos efeitos positivos que o crescimento do Turismo tem sobre a economia e o desenvolvimento do país. Mas a questão que não vemos e ouvimos assim tão frequentemente é: quais os fatores negativos? Não só Lisboa, mas também o Porto estão a sofrer uma transformação sem precedentes. Profunda e implacável. Há um fenómeno adjacente a este – a “gentrificação”. Tudo isto aconteceu enquanto lá estávamos, no momento de génese do filme. Tornou-se claro, para mim, que teríamos de o filmar. Assistimos a estes momentos específicos: à procura de casa, a um verão que se avizinhava prometedor pela incerteza, à suspensão da vida de cinco pessoas. É um filme sobre o agora. Mais do que político, é emocional. E nunca está totalmente fechado porque o processo de gentrificação estende-se no tempo. Um retrato de uma família que retrata outras famílias, através dos olhos do Vicente. Filmar o outro e através do outro falar de nós mesmos. Porque para mim, o cinema tem de ser sempre pessoal e íntimo.
EQUIPA com Vicente Gil, Salvador Gil, Maria Gil, Mariana Gil, António Gil argumento Família Gil, Leonor Teles, Francisco Mira Godinho produtores Leonor Teles, Filipa Reis, João Miller Guerra direção de fotografia Leonor Teles som Rafael Gonçalves Cardoso, Pedro Anacleto assistentes de imagem Mafalda Fresco, Frederico Gomes produção Francisco Mira Godinho, Joana Galhardas montagem Leonor Teles montagem de som Joana Niza Braga mistura de som Branko Neskov colorista Andreia Bertini coordenação de pós-produção Daniela Soares, Catarina Lino, Patrícia Faria tradução Francisco Mira Godinho, Federico Bertolazzi
SOBRE A REALIZADORA Leonor Teles (1992), natural de Vila Franca de Xira, licenciou-se em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema (2013) e possui o Mestrado em Audiovisual e Multimédia pela Escola Superior de Comunicação Social (2015). BALADA DE UM BATRÁQUIO ganha o Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem na Berlinale 2016, o prémio Firebird no Hong Kong IFF e Melhor Filme no Curtas de Belo Horizonte. Em 2018 TERRA FRANCA, a sua estreia na longa-metragem documental, é premiada com o Prix International de la SCAM no Cinéma du Réel, Prix de La Ville d’Amiens Festival d’Amiens, Mejor Opera Prima Internacional no Festival Mar del Plata e Melhor Documentário no Festival de Málaga. CÃES QUE LADRAM AOS PÁSSAROS é a sua mais recente curta, candidata ao Prémio de Melhor Curta Metragem nos European Film Awards 2019. Leonor está actualmente a desenvolver o seu primeiro projeto de longa-metragem de ficção. FILMOGRAFIA CÃES QUE LADRAM AOS PÁSSAROS | Portugal, 2019, FIC, 16mm, Cor, 20 min. TERRA FRANCA | Portugal, 2018, DOC, HD, Cor, 82 min. BALADA DE UM BATRÁQUIO | Portugal, 2016, DOC, SUPER 8, Cor, 11 min. RHOMA ACANS | Portugal, 2013, DOC, HD, 14 min. [filme de escola]