Poltrona Estreia: Estreias da Semana-parte 1

Poltrona Estreia: Estreias da Semana-parte 1

As Filhas do Fogo

Drama/erótico, direção de Albertina Carri

Sinopse: Insatisfeitas com suas próprias vidas, três mulheres independentes de meia-idade se encontram por acaso, bem longes de suas casas, e começam a se relacionar de maneira poliamorosa. Quando percebem que estão livres daquilo que acreditam ser regras sociais possessivas, elas decidem formar um grupo cujo propósito é libertar outras mulheres que estejam passando pelos mesmos problemas.

Leia nossa crítica aqui.

 

Elegia de um Crime

Documentário, direção de Cristiano Burlan

Sinopse: Em fevereiro de 2011, a mãe do diretor Cristiano Burlan foi assassinada em Uberlândia pelo parceiro. Isabel Burlan da Silva teve sua trajetória marcada pela violência e pela pobreza, assim como todo o resto da família. Este é o terceiro filme da série “Trilogia do Luto”, os anteriores abordavam a morte do pai e do irmão de Burlan. Aqui, ele busca reconstruir a imagem e a vida da mãe.

 

Eleições

Documentário, direção de Alice Riff

Sinopse: A rotina do ensino médio da Escola Estadual Doutor Alarico da Silveira, localizada no centro de São Paulo, é alterada por conta das eleições do grêmio estudantil que se aproximam. Durante este período é possível identificar como as consequências do processo eleitoral afetam as relações entre os alunos, assim como as eleições presidenciais, em proporções bem maiores, conseguem alterar a atmosfera de um país.

 

Imagem e Palavra

Experimental, direção de Jean-Luc Godard

Sinopse: Godard parte de montagens de imagens para refletir sobre aspectos do cinema e do mundo. Colando cenas de filmes, de reportagens, de vídeos caseiros e mesmo de desenhos, o cineasta aborda as funções do tempo e do espaço, utilizando em particular o caso das imagens sobre o mundo árabe de como são percebidas pelo mundo ocidental.

 

Mal Nosso

Terror, direção de Samuel Galli

Sinopse: A história de Arthur (Ademir Esteves), um exorcista que usa a internet para contratar Charles (Ricardo Casella), um serial killer que precisa proteger sua filha Michele (Luara Pepita) de uma possessão demoníaca.

 

Maligno

Terror, direção de Nicholas McCarthy

Sinopse: Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles (Jackson Robert Scott), Sarah (Taylor Schilling) inicia uma investigação por conta própria para entender o que está acontecendo. Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre ele, influenciando, cada vez mais, suas ações.

 

O Parque dos Sonhos

Animação, direção de Dylan Brown

Sinopse: A jovem otimista e sonhadora June encontra escondido na floresta um parque de diversões chamado Wonderland, que é cheio de passeios e animais que falam. O único problema é que o parque está confuso e desorganizado. June logo descobre que o parque veio de sua imaginação e que ela é a única que pode deixar o lugar mágico de novo.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Ilha dos Cachorros/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Ilha dos Cachorros/ Cesar Augusto Mota

Uma fábula, seja contada por meio de uma animação ou de um stop-motion, sempre chama a atenção dos espectadores e provoca diversas reações, não é mesmo? Conhecido por já ter apresentado uma obra com essa segunda opção e outras com debates sobre temas polêmicos, como ocorreu em O Fantástico Senhor Raposo (2009) e O Grande Hotel Budapeste (2014), o diretor Wes Anderson chega com uma nova produção e rica em assuntos leves, como o amor, a compreensão e a amizade, e outros mais controversos, como corrupção, lavagem cerebral e o uso da ciência para o bem ou para o mal. ‘Ilha dos Cachorros’ (Isle of Dogs) vem com uma premissa interessante e uma história que vai instigar o público.

A narrativa é ambientada em Megasaki, no Japão, 20 anos no futuro, uma cidade cuja população canina cresceu de forma desenfreada e com enormes proporções endêmicas, com surto de febre do focinho e gripe canina. O prefeito Kobayashi, em uma decisão precipitada e autoritária, assina um decreto que ordena a expulsão de todos os cachorros e a contenção de todas as raças, sejam cães de rua ou domesticados. A partir daí, todos os cachorros são capturados e enviados para a Ilha do Lixo, local que acaba se tornando uma colônia de bichinhos exilados. Passados seis meses, o garoto Atari Kobayashi, sobrinho e tutelado do prefeito, resolve sequestrar um pequeno avião para resgatar seu cão de guarda Spot s, e ao chegar à Ilha do Lixo, contará com a ajuda de uma matilha de Cães Alfa, composta por Chief (Bryan Cranston), Rex (Edward Norton), Boss (Bill Murray), King (Bob Balaban) e Duke (Jeff Goldblum). Uma aventura épica em busca do resgate de Spots e que vai mexer com os brios do prefeito Kobayashi e de toda a Megasaki, dominada por seu autoritarismo.

Temos um excelente prólogo e uma precisa divisão da história em quatro partes, com o uso de enquadramentos bem decupados, com grande apelo visual, além da exploração de grandes cenários e um jogo de luzes que trazem bons contrastes e belas texturas nas imagens em 2D. A inserção de elementos da cultura japonesa, como o teatro kabuki, os haicais e o sumô não são meramente para ilustrar, como também para instigar o público, e o uso do flashback serve como elemento explicativo para algumas situações, como a atitude do prefeito de mandar exilar todos os cães da cidade, e o exílio já fazia parte de uma tradição milenar, devidamente colocada na trama e para situar o espectador.

Se a parte gráfica e a fotografia são atraentes, os protagonistas da história, em sua maioria representados por cães, funcionam como autênticas metáforas ao comportamento humano, sendo vítimas de uma verdadeira barbárie, e, para piorar, divididos em castas. Todos eles ganham desenvolvimentos bem aprofundados, principalmente Chief, líder da matilha, inicialmente fechado ao diálogo e discordante de seus companheiros, que passa por uma importante transformação e com um lado inimaginável revelado durante a narrativa.  Os personagens humanos também ganham  grande importância, como Tracy Walker, uma jovem estudante anticorrupção e a favor do uso da ciência para o desenvolvimento de anticorpos e soros que combatem a gripe que infestou centenas de cães de Megasaki, com participação em momentos cruciais da história. O prefeito Kobayashi, como dito anteriormente, comanda a cidade com mãos de ferro e em dados momentos há uma tentativa de humanizá-lo quando coisas mais sérias acontecem com seu sobrinho Atari, sem contar a campanha de marketing que ele mesmo comanda que todos os cães da cidade são perigosos e precisam ser isolados ou até mesmo eliminados, a depender da enfermidade que possuam e dos danos causados aos humanos. O professor Watanabe, do Partido Ciência e rival na nova eleição para a prefeitura, funciona como um perfeito oponente, mas quem ganha mais holofotes é Tracy, por sua postura firme e destemida, sem se importar com as consequências ao bater de frente com a autoridade máxima de Megasaki.

Uma animação que faz um balanço equilibrado do humor com o drama, traz um leque de temas bem explorados por uma abordagem visual onírica e composta por um conjunto de grandes atores que fazem um trabalho de dublagem eficiente e que realizam uma boa promoção da obra, assim é ‘Ilha dos Cachorros’. Uma opção não só para o público infantil, adequado para todas as idades, vale a pena!

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Homem-Aranha no Aranhaverso/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Homem-Aranha no Aranhaverso/ Cesar Augusto Mota

Adaptar um clássico das HQs para as grandes telas requer ousadia e tato do idealizador. E o que dizer da realização de uma animação que traz um super-herói icônico e que utiliza recursos das histórias em quadrinhos na tela, como onomatopeias e balões e com um perfeito equilíbrio entre humor e emoção? Após o sucesso da revitalizada franquia Homem-Aranha com o protagonismo de Tom Holland, a Sony faz mais uma vez parceria com a Marvel Studios e traz a animação ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ com uma nova proposta que utilizará o Cabeça de Teia como escada e apresentará ao público um novo herói. Ser á que funciona?

Logo nos primeiros minutos, temos a apresentação do nosso grande e melhor amigo da vizinhança com a história que todos conhecem, da dificuldade de se socializar na escola e de lidar com seus poderes. Em seguida, é introduzido um novo personagem e de características similares, mas que não possui noção da importância de ser herói. Ele é Miles Morales, um jovem negro do Brooklyn, filho de uma imigrante latino-americana e de um americano negro e que estuda em uma escola de elite, porém se sente deslocado.  E no momento de descobertas e de controle de seus poderes, o público se depara com situações cômicas e até mesmo c om um universo de novos aranhas, como Mulher-Aranha, Homem-Aranha Noir, Peni Parker, uma versão anime do herói, e Porco-Aranha, que lembra um pouco um dos personagens do Looney Tunes. Porém, Miles dá de cara com Peter Parker, antes tido como morto, em um confronto perigoso com Wilson Fisk e terá a dura missão de evitar que o multiverso composto por esses Aranhas seja exterminado.

O roteiro, escrito por Phil Lord e Rodney Rothman, se preocupa em trazer ao espectador uma história com arco dramático interessante, com muita ação, grandes vilões, além de não perder o foco no Cabeça de Teia. Ele possui um papel diferente, mas não menos importante, de preparar o jovem Miles para evitar que o Multiverso dos Aranhas seja eliminado, como ser um grande herói. Em momentos mais tensos, questões como amadurecimento e responsabilidade se sobressaem e o protagonista percebe que existem pessoas como ele, com a intenção de fazer o bem e combater o mal. Essa nova abordagem evita um filme ‘mais do mesmo’ e que se perca logo de início, existem novos problemas, mas um universo coeso, com personagens de habilidades e personalidades diferentes, mas que se somam.

Os recursos visuais empregados mesclam traços 2D e 3D, trazendo mais dinamismo e fluidez  à narrativa, sem contar nas referências feitas aos elementos presentes nas HQs e uma bela homenagem ao mestre Stan Lee, como ocorre nas live actions. E não poderia ficar de fora a quebra da quarta parede, um recurso presente nos filmes de heróis e anti-heróis e feito em momentos pontuais. É uma animação com novidades, se perder a essência do Homem-Aranha, consagrado no Universo Marvel.

Com nova proposta e personagens carismáticos, vilões com otivações críveis e de uma estrondosa beleza estética, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é envolvente, engraçado, reflexivo e com chance de ganhar uma sequência. Os fãs de HQs, de heróis da Marvel e de filmes dinâmicos só tem a ganhar com isso. É torcer para que se concretize.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Os Incríveis 2/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Os Incríveis 2/ Cesar Augusto Mota

A espera foi longa, mas enfim chegou o dia. A família de heróis mais simpática, corajosa e emblemática da Pixar está de volta. Em 2004, nos divertimos muito com ‘Os Incríveis’, sob a direção de Brad Bird, e fomos apresentados a Beto, o senhor Incrível; Helena, a Mulher-Elástica; Violeta; Flecha e o bebê Zezé, os três filhos. Agora, 14 anos depois, ‘Os Incríveis 2’ chegam para divertir as crianças e também para balançar um pouco os adultos, tendo em vista os temas que serão mencionados aqui posteriormente. Uma nova aventura está chegando aí e ainda mais emocionante.

A família Pêra está proibida de ser quem é, tendo em vista que todos os super-heróis foram considerados ilegais na cidade em que vivem. Para que todos voltem à ativa, uma empresa de telecomunicações resolve elaborar uma estratégia e escolhe a Mulher-Elástica para combater o crime, e isso faz o senhor Incrível se tornar o responsável pela família enquanto a mãe está fora. Grandes desafios surgem para os principais líderes de ‘Os Incríveis’, uma terá que provar que consegue proteger a cidade e sair da sombra do marido e o outro terá de demonstrar uma força psicológica muito maior que a física para dar conta das tarefas domésticas e dar atenção às crianças.

O roteiro nos apresenta uma animação sob duas perspectivas, a primeira com sequências dinâmicas, realistas e de ótimas texturas dos personagens, dotados de grandes habilidades e com os trajes tradicionais. O primeiro ato é um pouco longo, mas o filme consegue fluir muito bem e o público se sente hipnotizado com super-heróis tão carismáticos e vibrantes. A segunda via da animação nos mostra o retrato do poder familiar, com lições a serem transmitidas ao público, como companheirismo, responsabilidade e fraternidade. Há também uma leve crítica à postura machista de muitos homens, incluindo o Senhor Incrível, que não consegue admitir que mulher pode sair para trabalhar e mostrar que dá conta do recado.

As subtramas são bem interessantes e também divertem o público, com os dilemas de Violeta durante a adolescência, inclusive sobre um possível encontro com Toninho Rodriguez, um garoto popular da escola; as dificuldades de Flecha no aprendizado da Matemática na escola, além dos superpoderes de Zezé que começam a aparecer e criar sérios problemas em casa. Não apenas um, mas dezessete surgem, para o desespero de Beto, o senhor Incrível, que terá de fazer de tudo para provar para si mesmo que ele consegue criar seus filhos e é um bom pai. E não poderia esquecer do vilão, o Hipnotizador, que insere óculos nas pessoas e com um simples olhar para uma televisão ou monitor de computador a pessoa já ficaria totalmente imobilizada e controlada.

Apesar desses atrativos, tudo é previsível, a história vai na direção que você imagina e fica um pouco atrás do primeiro por conta do vilão, o Hipnotizador, cuja motivação não faz o menor sentido e a personalidade não está muito bem definida na trama, é um tanto obscura. Porém, a história é divertida, com muitos efeitos visuais hilários e que prende o público até seu desfecho. Vale pela nostalgia e também pela revelação dos poderes de Zezé, que vão fazer você rolar de rir e cair da cadeira.

Se você ainda não viu, corra para ver ‘Os Incríveis 2’, você e sua família vão curtir esses cinco incríveis heróis, e quem ainda não conhece ou não se recorda do primeiro filme, vai se apaixonar por eles. Diversão garantida para todos!

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Escape Room

Terror, direção de Adam Robitel

Sinopse: Passando por momentos complicados em suas respectivas vidas, seis estranhos acabam sendo misteriosamente convidados para um experimento inusitado: trancados em uma imersiva sala enigmática cheia de armadilhas, eles ganharão um milhão de dólares caso consigam sair. Mas quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas.

 

Guerra Fria

Drama, direção de Pawel Pawlikowski

Sinopse: Durante a Guerra Fria entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível.

Veja nossa crítica aqui.

 

No Portal da Eternidade

Biografia, direção de Julian Schnabel

Sinopse: Em 1888 Vincent Van Gogh (Willem Dafoe) vivia em Arles. Recluso e melancólico, ele tentava decifrar seus pensamentos enquanto pintava um dos quadros mais famosos na história da arte moderna: Quarto em Arles. A sinopse oficial ainda não foi divulgada.

 

O Galã

Comédia, direção de Francisco Ramalho Jr.

Sinopse: Júlio (Thiago Fragoso) aspira se tornar um grande ator, mas a grande maioria de suas empreitadas nas telas costumam dar errado. Quando o dinheiro aperta, ele resolve recorrer ao seu meio irmão Beto (Luiz Henrique Nogueira), um obcecado roteirista de novelas que vive em reclusão, com quem ele não tem muito contato. O ator acredita que sua grande chance será concedida pelo irmão, mas a relação entre os dois se torna a cada dia mais insustentável.

 

Poderia me Perdoar?

Drama, direção de Marielle Heller

Sinopse: Passando por problemas financeiros, a jornalista Lee Israel decide forjar e vender cartas de personalidades já falecidas, um negócio criminoso que dá muito certo. Quando as primeiras suspeitas começam, para não parar de lucrar, ela modifica o esquema e passa a roubar os textos originais de arquivos e bibliotecas. Baseado em uma história real.

 

Se a Rua Beale Falasse

Drama, direção de Barry Jenkins

Sinopse: Baseado no célebre romance de James Baldwin, o filme acompanha Tish (Kiki Layne), uma grávida do Harlem, que luta para livrar seu marido de uma acusação criminal injusta e de subtextos racistas a tempo de tê-lo em casa para o nascimento de seu bebê.

 

Uma Aventura Lego 2

Animação, direção de Mike Mitchell

Sinopse: Continuação do sucesso “Uma Aventura Lego” (2014).

 

Vergel

Drama, direção de Kris Niklison

Sinopse: Em pleno verão, uma mulher brasileira (Camila Morgado) espera o corpo do seu marido que foi morto durante as férias do casal na Argentina. A burocracia é tanta e a espera tão longa que ela começa a perder a noção do tempo e o senso de realidade. O apartamento onde ela está hospedada é cheio de plantas mas ela sequer consegue cuidar delas. Até que uma vizinha (Maricel Álvarez) se oferece para ajudar a regar e a mulher encontra nessa desconhecida alguém com quem compartilhar sua dor.

Por: Cesar Augusto Mota