Quem leu o livro e viu o filme “O Diário de Anne Frank” certamente se comoveu com a história da protagonista, que se escondeu com a família em um sótão na cidade de Amsterdã para escapar dos nazistas durante a Segunda Guerra. A jovem escreve um diário e ela conversa com Kitty, sua amiga imaginária. E como seria adaptar essa célebre história para os tempos atuais?
Na animação “À Procura de Anne Frank”, com direção de Ari Folman, Kitty é libertada por meio de uma descarga elétrica que atinge o diário de Anne Frank, exposto em um museu, queimando o nanquim e libertando das páginas a garotinha ruiva. Na Amsterdã atual, Kitty não só está e, busca de Anne Frank como também faz reflexões sobre o conteúdo do diário e traça um paralelo com a atualidade, acerca de antissemitismo, racismo e xenofobia.
A essência da mensagem de Anne Frank é buscada pela protagonista, que depois conhece jovens refugiados e passa a compreender o que Anne sentiu durante o tempo em que foi perseguida. A adaptação para os tempos atuais serviu para atrair um público jovem que cresceu com a internet e pode até não ter lido o livro. A empatia também é destacada na animação, quando Kitty administra um abrigo para refugiados ilegais, com o apoio do amigo Peter.
A representação visual da obra é bem chamativa, a história é dinâmica e o propósito não é apenas o de recordar um triste episódio histórico, mas o de transmitir uma importante mensagem e dar esperanças para as futuras gerações, de que é possível salvar quem precisa ser salvo e que ainda é possível construir um mundo melhor, com mais amor e tolerância e com menos dor e preconceito.
Um lindo laço de amizade entre Anne e Kitty, uma corrente que jamais poderia ser quebrada. Assim é “À Procura dse Anne Frank”, um convite a todos que conhecem ou gostariam de conhecer a história de alguém que não apenas escreveu um diário, mas uma importante página na História e que repercute até os dias de hoje.
Ator marca presença nas sessões do longa dirigido por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, após uma trajetória que conecta teatro, cinema brasileiro e produções internacionais
O ator Ivo Müller desembarca no Rio de Janeiro para participar da estreia nacional de “Ato Noturno”, novo longa de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, que integra a mostra Première Brasil do Festival do Rio 2025, após sua primeira exibição no Festival de Berlim deste ano. A sessão de estreia será realizada no dia 9 de outubro, às 21h45, e a primeira exibição aberta ao público acontece no dia 10 de outubro, às 16h30, no Cine Odeon, com debate mediado por especialistas, jornalistas e críticos convidados pela curadoria do festival.
O filme também terá sessão extra no dia 11 de outubro, às 18h45, no Cine Botafogo. Em Ato Noturno, Müller interpreta Camilo, chefe de segurança de um político, em uma narrativa que explora as tensões de poder, lealdade e identidade. A produção marca o retorno do ator ao Festival de Berlim, dez anos após sua estreia internacional com o premiado Tabu (2012), dirigido por Miguel Gomes, filme que conquistou dois Ursos de Prata e o Prêmio Alfred Bauer por inovação artística. Entre o palco e as telas, Ivo Müller construiu uma carreira de destaque. No teatro, integrou o elenco do consagrado espetáculo “Doze Homens e Uma Sentença”, do Grupo Tapa, somando mais de 500 apresentações ao longo de oito anos.
Desde 2010, vem apresentando o solo inspirado em Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, em diferentes versões, projeto que culmina em “Rilke, One Million Words”, apresentado em Nova York, no espaço Torn Page, em janeiro de 2025. No cinema, o ator consolidou-se com papéis marcantes, como o cabeleireiro Carlucho na cinebiografia e série “Hebe”, o pastor Kurtz em Oração do Amor Selvagem, e o pescador Marcelo em Barba Ensopada de Sangue, adaptação do romance de Daniel Galera dirigida por Aly Muritiba, com estreia prevista para novembro deste ano. Antes, Ivo poderá ser visto em Bia Mais Um, de Wellington Sari (outubro), e já tem garantida a estreia de “Sangue de Groselha”, ao lado de Natália Lage e Nuno Leal Maia, no início de 2026.
Müller também atua em produções internacionais, como Fractais Tropicais, primeiro longa de Leonardo Pirondi, apontado pela revista Filmmaker entre as 25 novas caras do cinema independente mundial. O ator participou ainda do curta O Órfão, de Carolina Markowicz, vencedor da Queer Palm em Cannes 2018. Recém-chegado de uma temporada no Festival Fringe de Edimburgo, onde participou da iniciativa CreativeSP – programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo voltado à economia criativa, Ivo Müller reforça sua presença no cenário artístico nacional e internacional, agora celebrando mais um capítulo com a estreia brasileira de Ato Noturno.
O ator Babu Santana no documentário ‘Na Onda da Maré’, de Lúcia Murat (Crédito: Divulgação/Curta!)
Evento tem sete documentários viabilizados pelo canal com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com temas como funk, hip hop, literatura negra e ícones da música e das artes
O Canal Curta! participa do Festival do Rio 2025 com sete títulos, em três mostras distintas: Première Brasil: Documentários, Première Brasil: Retratos e Première Brasil: Estado das Coisas. São eles, “As Dores do Mundo: Hyldon”; “Cadernos Negros”; “Invencíveis”; “Massa Funkeira”; “Na Ondas da Maré”; “Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves” e “O Brasil que não houve – As aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”. Os filmes podem ser vistos em sessões nos cinemas entre os dias 5 e 12 de outubro.
As produções originais do Curta! na Première Brasil: Retratos trazem a história do “menino” baiano Hyldon em “As Dores do Mundo: Hyldon”, artista que comemora 50 anos do seu maior sucesso, a canção “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”; “Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, documentário que narra a trajetória do controverso ator, jornalista e produtor musical; e “O Brasil que não houve – As aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”, em que Gregório Duvivier narra os feitos do Barão de Itararé e os defeitos de um Brasil, entre a graça e a desgraça. O documentário-comédia que saúda o grande humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, estreia no canal é dia 24 de outubro, às 22h.
Já na Première Brasil: Estado das Coisas, estão “Os Invencíveis”, sobreo trabalho da Escola da Tia Ciata, no Rio de Janeiro, nos anos 80, que deu luz a jovens antes invisíveis; “Cadernos Negros”, que propõe o debate sobre o apagamento do negro e sua representação distorcida na literatura brasileira; e “Na Onda da Maré”, retratando a ascensão do hip hop, de dança de rua para dança cênica, com o relato de artistas que lutaram e romperam a violência da sociedade que os cercava. Competindo na Première Brasil: Documentário, o filme “Massa Funkeira” traz uma abordagem sobre o ritmo musical comoresistência, desejo, prazer e afirmação pessoal.
Confira as sinopses e as sessões dos filmes:
“As Dores do Mundo: Hyldon”, de Emílio Domingos e Felipe David Rodrigues
Hyldon é uma lenda viva. Seu primeiro álbum: “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda” completa 50 anos. Um clássico da música brasileira. Uma série de canções compostas por ele e inspiradas em histórias reais que revelam o soul romântico de um dos maiores compositores da nossa música popular, parceiro de Cassiano e Tim Maia. A formação e o trajeto do menino do sertão da Bahia ao jovem no topo das paradas de sucesso no Brasil. Um artista que sempre fez questão de ser livre. Produtora: Osmose Filmes
Sessões em 07/10, terça-feira, às 20h30, no CineCarioca José Wilker 1; 10/10, sexta-feira, às 13h45, no Cinesystem Belas Artes 5; e 12/10, domingo, às 18h15, no Cine Santa Teresa.
“Cadernos Negros”, de Joel Zito Araújo
Cadernos Negros, nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da séria literária homônima, criada em 1978 por escritores em São Paulo dentro do MNU. A série, que lançou o número 45 em 2024, surge em um momento crucial, quando a população negra buscava espaço e representatividade em diversas esferas da sociedade brasileira. O Quilombhoje, grupo responsável pela iniciativa, propõe o debate sobre o apagamento do negro e sua representação distorcida na literatura brasileira. Até hoje mais de 300 autores negros publicaram em Cadernos Negros. Produtora: Bang Filmes e Produções
Sessões em 05/10, domingo, às 19h, no Estação NET Rio 5; 06/10, segunda-feira, às 16h, CineCarioca José Wilker 1; e 08/10, quarta-feira, às 13h45, no Cine Santa Teresa.
“Invencíveis”, de Vitor Leite e Clarice Saliby
Nos anos 80, a Escola Tia Ciata ousou reinventar a educação pública no Rio de Janeiro. Em cinco anos, acolhendo e valorizando o saber da rua, transformou jovens antes invisíveis em cidadãos invencíveis – até que uma mudança no poder político interrompeu abruptamente essa revolução. Produtora: TVZero
Sessões em 06/10, segunda-feira, às 19h, no Estação NET Rio 5; e 07/10, (terça-feira), às 13h45, no Cine Santa Teresa.
“Massa Funkeira”, de Ana Rieper
Documentário sobre sexo a partir do universo do funk, gênero musical de maior potência e popularidade no país. Sem moralismos, o filme revela como, através do corpo, da dança, das letras e vivências de seus artistas, o funk expressa resistência, desejo, prazer e afirmação pessoal. Combinando registros de bailes, corpos em movimento, grandes personagens desse universo, cenas cotidianas e um batidão que quando toca ninguém fica parado, o filme celebra o funk como força vital e cultural da periferia brasileira. Produtora: Giros Filme
Sessões em 08/10, quarta-feira, às 13h10, no Cine Odeon CCLSR; e 09/10 quinta-feira, às 16h15, no Cinesystem Belas Artes 5.
“Na Onda da Maré”, de Lucia Murat
Apresenta a trajetória de 13 atores/bailarinos do Rio de Janeiro, 20 anos depois da produção do filme musical “Maré, nossa história de amor”, dirigido por Lucia Murat e produzido pela Taiga Filmes. Utiliza material do filme, do making of e ensaios em 2006/2007 e entrevistas com, entre outros, a bailarina internacional Ingrid Silva e o ator Babu Santana. A ascensão do hip hop de dança de rua para dança cênica levada aos palcos por jovens como Alex Pitt, Monique Soares ou a Companhia Urbana de Dança revelam vidas que lutaram e romperam a violência da sociedade que os cercava através de sua arte. Produtora: Taiga Filmes
Sessões em 10/10, sexta-feira, às 19h, no Estação NET Rio 5; 11/10 sábado, às 16h, no CineCarioca José Wilker; e 12/10, domingo, às 20h30, no Cine Santa Teresa.
“Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, de Rodrigo Pinto
Entre documentário e ficção, a trajetória do controverso ator, jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, incluindo suas relações passionais com nomes como Rita Lee e Cazuza (com quem escreveu o hit “Exagerado”). Para costurar as inacreditáveis histórias do protagonista, o longa-metragem mergulha em um acervo com mais de 60 horas de entrevistas inéditas e vasta documentação, arquivo falso, entrevistas recriadas por inteligência artificial e trechos de filmes inventados, mas que deveriam ter existido. Produtora: Giros Filmes e Ton Ton Filmes
Sessões em 05/10, domingo, às 21h30, no Estação NET Gávea 1; 05/10, domingo, às 21h30, no Estação NET Gávea 2; em 06/10, segunda-feira, às 13h45, no Cine Santa Teresa e 07/10, terça-feira, às 13h45, no Cinesystem Belas Artes 5.
“O Brasil que não houve – As aventuras do Barão de Itararé no Reino de Getúlio Vargas”, de Renato Terra e Arnaldo Branco
Neste documentário-comédia, Gregorio Duvivier narra os feitos do Barão de Itararé e os defeitos de um Brasil que se equilibra entre a graça e a desgraça. O documentário saúda o grande humorista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, e usa a sua peculiar lente do humor para satirizar a versão oficial do Brasil de ontem e de hoje. Tudo isso numa época em que comediantes iam para a prisão — e o Barão foi preso três vezes. Produtora: Inquietude
Sessões em 07/10, terça-feira, às 16h, no no Cine Santa Teresa; e 08/10, quarta-feira, às 13h45, no Cinesystem Belas Artes 5.
Grupo Curta!
• O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 5 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da Claro tv, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra; além de em operadoras associadas à NEO.
• O CurtaOn, clube de documentários do Curta!, disponível no Prime Video Channels, na Claro tv+ e no site da plataforma, conta com centenas de filmes e episódios de séries documentais organizadas por temas de interesse sobre cultura e humanidades. Há também pastas especiais com novidades — que estreiam a cada mês –, conteúdos originais, inéditos e exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço. A assinatura tem o valor de R$ 14,90/mês.
• O BrasilianaTV é o streaming do Curta!. Distribuído gratuitamente para todos os assinantes da Claro tv+ inicialmente sem custo adicional. O serviço oferece uma ampla gama de séries e filmes brasileiros, abrangendo tanto as ficções quanto os documentários, desde os clássicos do nosso cinema até produções mais recentes.
• O Porta Curtas, primeiro e maior site de catalogação e exibição de curtas-metragens do Brasil, tem em seu acervo desde clássicos do cinema nacional a obras recentes que se destacaram em festivais. Para ter acesso ao catálogo, basta assinar o plano através do site oficial Porta Curtas no valor de R$ 6,90/mês. Assinantes Claro tv+ têm acesso gratuito a todo o acervo.
• O CurtaEducação, plataforma de streaming que une educação e entretenimento para promover ciência e cultura por meio do audiovisual. No site, as obras são classificadas por disciplinas e etapas de ensino, e são acompanhadas por ferramentas pedagógicas e materiais didáticos complementares.
• A Curta! Cine-Distribuidora visa impulsionar a produção nacional de longas-metragens oferecendo apoio estratégico diferenciado a projetos de ficção e documentário para o público adulto.
• O Curta! Humanidades e o Curta! Música & Artes são os canais FAST do Grupo Curta!. Com mais de 70 horas de programação por canal, é uma oportunidade do público assistir gratuitamente a uma seleção especial dos documentários do Canal Curta!. Estão disponíveis no TCL Channel, app presente nas smart TVs da TCL, nos canais 3445 (“Curta! Humanidades”) e 3465 (“Curta Música & Artes”).
No dia 24 de setembro, aconteceu a coletiva de imprensa de Mauricio de Sousa, o filme, com o diretor Pedro Vasconcellos, o ator Mauro de Souza e o ator mirim Diego Laumar. A coletiva foi mediada pela jornalista Renata. O filme é uma produção Disney/Mauricio de Sousa Produções. Mauro Sousa, filho de Mauricio de Sousa com Alice Takeda, estreou no cinema pois tem uma vasta experiência no teatro. O Mauricio mirim foi feito por Diego Laumar que é muito comunicativo e se expressou super bem na coletiva. E ambos dirigidos pelo competente diretor, ex-Tv Globo, Pedro Vasconcellos.
O tom da coletiva foi a imporrtância de se homenagear Mauricio de Sousa em vida, já que o filme estreia em 23 de outubro e Mauricio faz 90 anos no dia 27. Pedro disse que através dos quadrinhos de Mauricio que ele decidiu seu caminho profissional para as Artes, atuar a princípio e depois dirigir.
Mauro de Sousa achou que o filme é leve, muito família. E destacou que ele queria muito que as pessoas, o público em geral soubesse como os personagens foram criados. Já Pedro Vasconcellos queria contar o filme como se fosse em quadrinhos pois enalteceu o tom gostoso das historias em quadrinhos. A câmera não se movimentava, havia cenas em plano fechado. Decisão do diretor.
Para Diego, o maior aprendizado de ter gravado o filme foi o de nunca desistir dos seus sonhos. Mauricio de Sousa não desistiu dos seus em nenhum momento e procurou sempre desenhar e persistir nesse objetivo.
Para Pedro, ele sempre leva em conta a história de vida da pessoas para desenvolver o seu trabalho, Esse é seu primeiro motivo. O segundo, Mauricio criou histórias sem fim como se desse voltas no planeta. Em síntese, é um filme homenagem. O próprio Mauricio de Sousa montou o roteiro com Pedro Vasconcellos.
Uma curiosidade na película: na cena com desenhos, era o Mauro que desenhava? Não, Mauro não desenha Teve um dublê de mãos, um desenhista mesmo: Eduardo Saquete. Mauro só fazia a assinatura do seu pai. Os desenhos do Maurício criança foram feitos pelo próprio Diego. Mauricio tinha que aprovar os desenhos antes e assim o fez. Eduardo Saquete fez o storyboarder. Ele fez os desenhos(Monica, Cebolinha, Bidu).
Perguntaram ao Pedro Vasconcellos quais os momentos ele não queria deixar de fora do filme. Curiosidades sobre a infância do Maurício de Sousa que teve muita influência da avó Dita e como uma pessoa chega nesse patamar de grandiosidade como Pele, Senna. Ele passava dificuldades como todo mundo, come ou com a Bidulandia e depois com a MSProducoes. As cenas com a avó são memoráveis. Ela é vivida por Elizabeth Savalla.
Mauri teve o grande desafio de separar o pai do mito. Outro desafio foi contracenar com grandes atores e ser dirigido pelo Pedro Vasconcellos. Contou com a ajuda do Pedro pois foi a primeira vez que a câmera ficou na cara dele. A única parte que não foi pro filme foi quando seu pai conheceu sua mãe Alice, terceiro casamento dele, mas ele compreendeu.
Maurício de Souza, o filme estreia dia 23 de outubro em grande circuito.
‘O Homem de Ouro’ estreia no Festival do Rio e traz às telas a história real de um dos policiais mais controversos do Brasil
Protagonizado por Renato Goés, longa será exibido na Première Brasil: Hors Concours desta sexta-feira
A polêmica trajetória do policial Mariel Mariscot é o tema central do longa “O Homem de Ouro”. Dirigido e roteirizado por Mauro Lima, o filme mergulha profundamente na vida de Mariel, um homem que transitou entre a lei e o crime, tornando-se uma figura lendária no imaginário popular carioca. Com Renato Góes no papel principal, o filme será exibido pela primeira vez na Première Brasil: Hors Concours do Festival do Rio, nesta sexta-feira, dia 10, às 21h45, no Cine Odeon.
Conhecido por sua coragem, carisma e por suas escolhas controversas, Mariel foi ao mesmo tempo herói e vilão de uma época em que a cidade vivia intensamente entre glamour e violência. Ele ganhou notoriedade por seu envolvimento com a Scuderie Detetive Le Cocq, uma organização não oficial formada por policiais durante a ditadura militar do Brasil e que se tornou o mais infame esquadrão da morte do país. O filme mistura ação, drama e thriller policial para retratar não apenas a vida de um homem complexo, mas também o contexto social e político de um Brasil em transformação.
“Mais do que contar a história de um personagem real, queremos revelar os paradoxos por trás do mito. Mariel foi aclamado e odiado, e seu legado de violência ainda desperta debates sobre justiça, poder e corrupção”, afirma Mauro Lima.
Com produção da Ocean Films e Caravela Filmes, coprodução Globo Filmes e Telecine, e distribuição da Downtown Filmes, o longa retrata a jornada do policial bandido através do olhar de personagens que tiveram suas vidas impactadas por um convívio próximo com ele. Luisa Arraes interpreta Darlene Glória, atriz de muito sucesso nos anos 60 e 70 e que teve um breve relacionamento com o policial. Já Glamour Garcia dará vida a Rogéria, travesti que também teve um caso com Mariel. O elenco ainda conta com nomes como Orã Figueiredo, Jade Mascarenhas, Pedro Lamin, Saulo Arcoverde, Pierre Baitelli, Peter Brandão.
Sinopse
“O Homem de Ouro” é um drama biográfico que investiga parte da vida de Mariel Mariscot, um ex-policial do Rio de Janeiro durante as décadas de 1960 e 70. Mariscot ganhou notoriedade por seu envolvimento com a Scuderie Detetive Le Cocq, uma organização não oficial formada por policiais durante a ditadura militar do Brasil e que se tornou o mais infame esquadrão da morte do país. O filme retrata a jornada do policial bandido através do olhar de personagens que tiveram suas vidas impactadas por um convívio próximo com ele; a atriz Darlene Glória, o policial Tigrão, a performer Rogéria, o jornalista José Gonçalves, a sobrinha Soninha e outros.
Ficha Técnica
Direção e roteiro: Mauro Lima
Produção: João Roni, Cristian Marini, Zahra Staub, Paula Barreto, Rômulo Marinho Jr.