Em uma sociedade predominantemente machista e opressora, a mulher enfrenta desafios diários não só para se reconhecer em meio a dificuldades, como também se firmar e fazer a diferença no meio social. Com direção de Ursula Rosele, o documentário “Abre Alas” compartilha histórias de sete mulheres em uma roda, com histórias de desafios e superações.
Ao longo da produção, Walkíria, Dora, Silvana, Sheila, Regina, Lorena e Heloisa refletem sobre suas escolhas e compartilham suas experiências, repletas de momentos felizes e tristes. Elas atestam que ser mulher requer força e muita resiliência. Não só palavras, mas também é possível ouvir o silêncio, tamanhos foram os traumas e angústias vividos pelas protagonistas.
Histórias envolvendo depressão, abandono, maus-tratos, violência doméstica são partilhadas e nos fazem refletir sobre questões como acolhimento, respeito, empatia e prazer, que foram anteriormente negados e mais tarde conquistados pelas personagens. É possível perceber que a mulher possui uma grande força interior e ela é capaz de transformar amor em força, conseguindo seguir em frente.
O espaço ilustrado no documentário, uma mesa com sete pessoas em volta, não só dignifica um ambiente de amizade e cumplicidade, como também de cura, com os infortúnios e tristezas relatados e todos os meios utilizados para se driblar tudo isso. Mulheres guerreiras e resilientes revelam suas experiências, mas também tornam suas lutas como exemplo para quem possa estar na mesma situação. Uma obra sensível e bastante inspiradora.
“Abre Alas” é sinônimo de renascimento da mulher, e das mais diversas formas. Quem acompanha não vai só simpatizar, como se identificar com as protagonistas. Uma obra honesta, sensível e vibrante.
O Disney+ anuncia que a série Tudo É Justo, de Ryan Murphy, seguirá com uma segunda temporada. A primeira temporada está disponível no Disney+, com lançamento de novos episódios todas as terças-feiras. O final da temporada, formado por dois episódios, estreia em 9 de dezembro no Disney+.
Em Tudo É Justo, um grupo de advogadas especialistas em divórcio deixa um escritório de advocacia dominado por homens para abrir seu próprio e poderoso escritório. Ferozes, brilhantes e emocionalmente complexas, elas lidam com separações de alto perfil, segredos escandalosos e mudanças de lealdade, tanto no tribunal quanto dentro de sua própria equipe. Em um mundo onde o dinheiro domina e o amor é um campo de batalha, essas mulheres não apenas jogam o jogo, elas o transformam.
A série é estrelada por Kim Kardashian, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts, Teyana Taylor e Matthew Noszka, com Sarah Paulson e Glenn Close.
Tudo É Justo é produção da 20th Television em associação com a Ryan Murphy Television. O roteiro e a produção executiva são de Ryan Murphy, que também atua como diretor, Jon Robin Baitz, Joe Baken, Jamie Pachino, Lyn Greene e Richard Levine. Kim Kardashian, Glenn Close, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts e Sarah Paulson protagonizam e são produtoras executivas. Anthony Hemingway é produtor executivo e diretor. Kris Jenner, Alexis Martin Woodall, Eric Kovtun, Scott Robertson e Nissa Diederich também são produtores executivos.
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Hulu é a nova marca de entretenimento geral dentro do Disney+. Por meio de sua seção na plataforma, o Hulu oferece aos seus assinantes os filmes e séries favoritos do público.
SOBRE O DISNEY+ Na América Latina, o Disney+ é o serviço de streaming que oferece acesso à mais ampla oferta de streaming com entretenimento para todas as idades, incluindo filmes, séries, eventos ao vivo e outros conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic, ESPN e Star. O Disney+ oferece um acervo de conteúdos originais exclusivos, incluindo longas-metragens, documentários, séries live-action e de animação, e curtas-metragens, além de transmissões ao vivo de eventos culturais e esportivos da ESPN, marca de esportes mais respeitada da região. Para mais informações, acesse disneyplus.com ou encontre o aplicativo Disney+ na maioria dos dispositivos móveis e Smart TVs.
“O Cravista”, da OZ Filmes, ganha prêmio internacional de Melhor Documentário de Arte no 42.º Festival de Cine de Bogotá
Documentário sobre o cravista Roberto De Regina segue carreira no mercado latino, é selecionado para o Conecta, no Chile, e para o Ventana Sur, na Argentina.
Em sua estreia em um festival de cinema internacional, o documentário “O Cravista”, dirigido e roteirizado por Luiz Eduardo Ozório e produzido pela OZ Filmes, começou bem. O filme acaba de receber seu primeiro prêmio internacional: Melhor Documentário de Arte no 42.º Festival de Cine de Bogotá, um dos eventos mais tradicionais da América Latina dedicados ao cinema independente. A conquista marca um passo decisivo na trajetória internacional do filme.
O reconhecimento em Bogotá impulsiona a circulação de “O Cravista” na América Latina. O diretor embarca para Buenos Aires, no começo de dezembro para participar do Ventana Sur, principal mercado audiovisual latino, onde será apresentado a players internacionais. Depois, ele segue para Santiago, no Chile, onde o filme foi selecionado para o Conecta, importante encontro mundial de cinema, onde concorreu com mais de três mil inscritos.
A produção retrata a vida e o legado de Roberto De Regina, um dos mais importantes cravistas do Brasil, falecido em abril de 2025 aos 98 anos. Sua contribuição histórica para a música clássica inclui a reintrodução da música barroca no país e também a construção do primeiro cravo produzido em solo brasileiro. O músico foi o primeiro a gravar um álbum solo de cravo no Brasil e foi convidado pelo presidente Juscelino Kubitscheck para realizar a trilha sonora da inauguração de Brasília. Em 1974 fundou a Camerata Antiqua de Curitiba, fazendo excursões ao redor do mundo, transformando a cidade no polo nacional da música antiga e deixou de legado 25 álbuns gravados pela antiga CBS. O documentário foi determinante para impulsionar o título de Doutor Honoris Causa concedido ao maestro em 21/02/25, pela UFRJ.
Com linguagem sensível e apuro estético, “O Cravista” reafirma a relevância de Roberto De Regina e se consolida como uma obra brasileira de destaque no cenário internacional.
Sinopse: Após a sua aposentadoria, o médico-anestesista Roberto De Regina decide se dedicar integralmente ao estudo da música clássica antiga, tornando-se um dos maiores cravistas do Brasil. Primeiro brasileiro a construir o instrumento em solo nacional, ao longo de sua trajetória, ele lançou inúmeros discos e foi vencedor de muitos prêmios. Seus feitos acabaram por introduzir novamente a música barroca no país, influenciando toda uma nova geração de músicos.
Woody Allen fez 90 anos em 30 de novembro. Eis meu top 5 desse cineasta genial. O primeiro filme que vi dele foi Hannah e suas irmãs. Sou apaixonada por seus filmes. Difícil escolher cinco. Eu TB amo Manhattan, filme em preto e branco e uma declaração de amor à Nova York. O último que vi foi Roda Gigante.
1- A Rosa Púrpura do Cairo
Em “A Rosa Púrpura do Cairo”, Woody Allen brinca com a linha entre realidade e ficção. O filme narra a história de Cecilia, uma mulher infeliz que encontra consolo em um cinema local, até que um dos personagens dos filmes que ela assiste “salta” da tela para o mundo real. Com uma premissa simples e mágica, este filme aborda temas como escapismo e o poder do cinema.
Críticos aclamaram o filme por sua originalidade e sensibilidade, e ele recebeu várias indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro. A química entre Mia Farrow e Jeff Daniels é um dos destaques da trama.
É meu filme preferido porque Woody Allen fala de violência doméstica e da idealização de uma dona de casa que acaba entrando na tela para viver um amor que não tem em casa, com o marido.
2- Hannah e suas irmãs
“Hannah e Suas Irmãs” é um dos maiores sucessos de bilheteria de Woody Allen e um filme aclamado pela crítica. A trama gira em torno de três irmãs e seus relacionamentos complicados com seus maridos e amantes. O filme é estruturado como uma série de vinhetas interligadas, com um tom cômico, mas que também aborda questões sérias sobre a vida e o amor.
Com um elenco estelar que inclui Mia Farrow, Dianne Wiest, e Michael Caine, o filme recebeu vários prêmios, incluindo Oscars de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes para Caine e Wiest.
Foi o primeiro filme de Woody Allen que eu vi. Me toca muito o tema relacionamento entre irmãs. O filme tem nuances de comédia mas é um dramalhão.
3- Noivo neurótico e noiva nervosa
Também conhecido como “Annie Hall”, este é, sem dúvida, o filme mais icônico de Woody Allen. A história segue Alvy Singer, um comediante neurótico que reflete sobre seu relacionamento fracassado com Annie Hall, interpretada por Diane Keaton. O filme revolucionou o gênero de comédia romântica ao misturar humor, drama e uma estrutura narrativa não linear.
Vencedor de quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” é amplamente considerado o ponto alto da carreira de Woody Allen e um dos melhores filmes de todos os tempos.
Esses são os melhores filmes de Woody Allen, que não apenas conquistaram a crítica, mas também moldaram o cinema como o conhecemos.
Eu amo esse filme e a atuação de Diane Keaton como Annie Hall. A relação deles é conturbada e também mostra o amor de Woody Allen pelo tênis.
4- Meia-Noite em Paris
“Meia-Noite em Paris” é uma das obras mais encantadoras e imaginativas de Woody Allen. O filme segue Gil, um roteirista de Hollywood que, durante uma viagem a Paris, descobre que pode viajar no tempo para a década de 1920, onde encontra grandes figuras literárias e artísticas como Ernest Hemingway e Salvador Dalí.
Eu amo viagem do tempo e esse filme é um tipo clássico disso. E ainda é ambientado em Paris, a Cidade-Luz. O encontro de um escritor inseguro que vai a Paris com a noiva fútil e seus pais e numa viagem no tempo encontra Hemingway e pede para Gertrudes Stein ler sua obra, é simplesmente fantástico. O filme é maravilhoso e já vi umas cinco vezes e sempre descubro algo novo.
5- Matchpoint
Imagem: Reprodução
“Ponto Final: Match Point” é um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, explorando temas como ambição, culpa e a imprevisibilidade da vida. Ambientado em Londres, o filme acompanha a ascensão social de um ex-jogador de tênis que se envolve em um triângulo amoroso perigoso. Diferente do estilo mais cômico e leve pelo qual Allen era conhecido, “Ponto Final” é um thriller psicológico, lembrando obras de Alfred Hitchcock.
A crítica elogiou a mudança de tom e a complexidade moral dos personagens. Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers foram amplamente elogiados por suas atuações, e o filme foi considerado um retorno triunfal para Allen, ganhando uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.
O filme é um Thriller de suspense e fala como a sorte ou a falta dela permeia a vida dos personagens. O professor de tênis assassinada amante e por um golpe do destino não consegue ser punido.
Dia 8 de dezembro, segunda-feira, Feriado Municipal em São José do Rio Preto, acontece a 4ª edição da Mostra Boca Miúda, mostra de cinema gratuita e ao ar livre com foco em produções audiovisuais do interior paulista, realizada desde 2022. Como é tradição, o evento acontece no canteiro central da Avenida José Munia, no bairro Jardim Vivendas.
Trazendo para a cidade produções que valorizam o cinema independente e suas geografias, a mostra oferece um recorte diverso do audiovisual por meio de oito curtas-metragens de diferentes regiões do estado de São Paulo. Da animação à ficção, os filmes abordam temáticas que incentivam a reflexão crítica da atualidade, como acessibilidade, gênero e humanidade.
A exibição terá 1 hora e 37 minutos de duração e o público poderá conferir as seguintes produções: “Bicicleta Vermelha” (Rodolpho Pinotti, 2024, São José dos Campos); “Caguaçu” (Coletivo Graffiti com Pipoca, 2025, Ribeirão Pires); “Canteiro de Íris” (Fernanda Barban, 2025, São José do Rio Preto); “Dona Dudu” (Tiago Silva, 2024, Assis); “E Assim Aprendi a Voar” (Antonio Fargoni, 2025, coprodução São Carlos/SP-Porto Velho/RO); “Posso te fazer uma Pergunta?” (Antônio Cortez e Danilo Teixeira, 2025, Ibitinga); “Sirus” (Alessandro Guimarães, 2025, Caconde); e “Tempestade” (Marco Escrivão, 2025, São Carlos).
Recorde
Esta 4ª edição recebeu 146 inscrições, número recorde, o que reflete a potência do audiovisual para além da capital. Integraram a comissão de seleção a socióloga e professora Bruna Giorjiani, o cineasta e multiartista Jef Telles e o educador, gestor e artista Rodolfo Kfouri, profissionais que desde a 1ª edição contribuem na concepção da mostra.
“A cada ano a Mostra da Boca Miúda amplia o alcance e se consolida como um ponto de reflexão sobre a produção audiovisual no noroeste paulista”, reflete a curadoria. Para o trio, “a variedade de linguagens é mais um dos fatores que potencializa o breve panorama das produções”. A comissão também destaca a importância da constância em atividades culturais como meio também de promover o acesso à cultura.
Histórico
Com edições já realizadas em 2022, 2023 e 2024, a Mostra Boca Miúda é uma iniciativa coletiva de artistas, produtores e entusiastas da sétima arte: Bruna Giorjiani, Daniela Honório, Diógenes Sgarbi, Elissa Pomponio, Jef Telles, Lucas Pelegrino, Marcus de Marchi, Mona Luizon, Rodolfo Kfouri e Vinicius Dall’Acqua.
Na edição de 2024, o evento prestou uma homenagem póstuma ao fotógrafo Jorge Etecheber, morto naquele ano, integrante e um dos idealizadores do projeto. Na ocasião, as pessoas realizadoras plantaram uma muda de aroeira no local de exibição em homenagem ao artista, como forma de manter viva a parceria e preservar a memória de Jorge Etecheber como integrante da Boca Miúda.
SERVIÇO
4ª Mostra Boca Miúda
Quando: 8 de dezembro, 19h30
Onde: canteiro central da Avenida José Munia, no bairro Jardim Vivendas, em São José do Rio Preto – SP (altura do número 7.085)