Os vencedores do Festival de Cannes

Os vencedores do Festival de Cannes

Por Gabriel Araújo

Palma de Ouro: “La vie d’Adele”, de Abdellatif Kechiche.

Grand Prix: “Inside Llewyn Davis”, dos irmãos Coen.

Melhor diretor: “Heli”, de Amat Escalante.

Câmera de Ouro (Para diretores estreantes): “Ilo Ilo”, de Anthony Chen.

Melhor ator: Bruce Dern, de “Nebraska”.

Melhor atriz: Bérénice Bejo, de ‘Le passé”.

Melhor roteiro: Jia Zhangke, de “A touch of sin”.

Prêmio do júri: “Like father, like son”, de Hirokazu Kore-Eda.

Palma de Ouro de melhor curta-metragem: ‘Safe’, de Moon Byoung-Gon.

A Pele que Habito

A Pele que Habito

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Theskinilivein-posterSessão de Matinê: “A Pele que Habito”

Filme de Pedro Almodóvar, que dispensa maiores apresentações, com Antonio Banderas como protagonista. Bom. Nada mais do que bom, e sem “crescer” para tal comentário. Enchê-lo de elogios seria tão estranho quanto seu enredo.

Suspense com doses de loucura, gera uma boa expectativa e apresenta, apesar de seus toques dramáticos, algumas cenas engraçadas. Principalmente com o “Tigre”, que participa pouco, mas genialmente. E faz “um estrago”, já diria a personagem Vera (assista e entenderá).

O enredo é doido e apresenta a história do doutor Robert Ledgard (Antonio Banderas), importante cirurgião plástico (e completo louco) que passou por sofrimentos com esposa e filha, que morrem, a primeira após um acidente de carro e a outra com problemas mentais, agravados por um estupro (ambas não sofrem morte instantânea, diga-se). Transforma um rapaz em uma mulher completa, ainda criando a pele mais forte do mundo, gigantesca obsessão.

Um ponto interessante do filme são os momentos intensos, além do final que chega a surpreender. O início gera dúvidas quanto aos projetos de Robert, porém tudo se esclarece ao decorrer da produção. Mas acredito que maiores detalhes da transformação de Vicente em Vera poderiam ser apresentados. É tudo muito rápido e superficial em tal assunto, que poderia tomar o lugar das inúmeras voltas que o filme dá. Idas e vindas desnecessárias, sem impor um ritmo eletrizante.

Venceu o prêmio da juventude do Festival de Cannes em 2011 e foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Merece atenção aos detalhes. É importante que tudo seja bem observado, principalmente as cenas capitais, ou não se entenderá a produção justamente por sua loucura. Feito isso, mostra-se uma película até certo ponto interessante, mas nada de muito especial. Almodóvar já fez coisas melhores.

*Gostaria de mandar um alô especial aos amigos que assistiram ao filme comigo. Cecília, Nathalia, Miranda, Marcelo e Maria Eduarda. Obrigado pelo convite (assistimos há uns 368 anos – talvez menos – mas o texto só sai agora. Sou atrasado).

Sinopse:
Robert Ledgard (Antonio Banderas) é um conceituado cirurgião plástico, que vive com a filha Norma (Bianca Suárez). Ela possui problemas psicológicos causados pela morte da mãe, que teve o corpo inteiramente queimado após um acidente de carro e, ao ver sua imagem refletida na janela, se suicidou. O médico de Norma acredita que esteja na hora dela tentar a socialização com outras pessoas e, com isso, incentiva que Robert a leve para sair. Pai e filha vão juntos a um casamento, onde ela conhece Vicente (Jan Cornet). Eles vão até o jardim da mansão, onde Vicente a estupra. A situação gera um grande trauma em Norma, que passa a acreditar que seu pai a violentou, já que foi ele quem a encontrou desacordada. A partir de então Robert elabora um plano para se vingar do estuprador.

127 Horas

127 Horas

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “127 Horas”

20028710.jpg-r_160_240-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx127 Horas é um ótimo filme. Produção fantástica dirigida por Danny Boyle, e baseado em fatos reais, o que me agrada. É uma história eletrizante de um único personagem, fato que deixa a película ainda mais interessante. Este é Aron Ralston, interpretado por James Franco.

O filme é baseado na história de Aron, que escreveu (realmente) o livro Between a Rock and a Hard Place. Em 2003, ele se aventurava em um canyon de Utah quando caiu em uma fenda e ficou com o braço preso em uma rocha. Sem saídas, lutou pela vida espetacularmente, gravando tudo com uma câmera digital, e alternando momentos de lucidez com outros de memórias e alucinações. Tomou medidas drásticas, como até mesmo beber urina na falta de água e, principalmente, a forma como buscou a salvação.

Algo muito legal é o teor realístico que o filme transmite, da forma com que deve acontecer em histórias verídicas. As tomadas e imagens são muito boas, assim como a luta pela vida de forma espetacular. As situações pelas quais passa Aron são de deixar qualquer um boquiaberto.

127 Horas não é um filme onde se encontra drama do início ao fim, o que segura bastante quem o assiste em frente à tela. Outro ponto que achei interessante é a semelhança entre o verdadeiro Aron Ralston e o ator que faz seu papel, o já citado James Franco.

Quem conhece a história de Aron pensa, antes de assistir ao filme, que encontrará apenas choro e sangue. Há, é inegável, mas não é somente isso. A construção do enredo se dá muito bem. As cenas mais importantes são de dar nó na garganta. São fortes e excepcionais.

A película justifica tudo que a crítica diz. Foi extremamente elogiado, com 94% de aprovação em 173 resenhas estudadas. Não é para menos. Vale muito a pena. Indispensável, emocionante.

Sinopse:
Baseado na história real de como o alpinista Aron Ralston lutou para salvar a própria vida após um acidente. Em maio de 2003, Aron (vivido por James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão. Dirigido por Danny Boyle, o longa conquistou seis indicações ao Oscar.

Top 5 Filmes com Deus

Top 5 Filmes com Deus

Por Eduardo Guimarães

Salve galera.

Publiquei um tempo atrás um Top 5 Filmes com o Diabo, mostrando como o Tinhoso é visto no cinema. Agora vamos ver como Deus aparece nas telas com este Top 5 Filmes com Deus.

The poster for Oh, God!5 – Alguém Lá em Cima Gosta de Mim

Comédia de 1977 estrelada por George Burns, que acabaria  eternizando o “esteriótipo” de Deus no cinema: um senhor de certa idade, usando roupas simples, boné de beisebol e fumando charuto. O roteiro conta a história de Jerry Landers (John Denver), um gerente de supermercado cético, escolhido por Deus (Burns) para espalhar sua mensagem. Infelizmente a mídia, as instituições religiosas, sua própria família e amigos não acreditam nele.

O filme gira em torno da ideia de que todas as pessoas e instituições estão se afastando da fé e nem cogitam a ideia de que Deus realmente possa existir. Comédia clássica que vale muito a pena.

4 – O Céu Continua Esperandooh_god_you_devil

Terceiro filme da trilogia que começou com Alguém Lá em Cima Gosta de Mim, este filme de 1984 tem um humor mais negro que os outros dois anteriores. Porém é o mais divertido da série. O filme conta à história do músico Bobby Shelton (Ted Wass) que faz um pacto com o Diabo (George Burns): ele troca sua alma por sucesso. Mas depois de algum tempo, Bobby decide procurar a ajuda de Deus (também interpretado por George Burns), que o ajuda a quebrar o contrato com o Capeta.

Vale como curiosidade: Burns interpreta Deus nos três filmes desta trilogia (segundo filme é A Menina que Viu Deus, de 1980) e neste filme ele interpreta tanto Deus quanto o Diabo. E a sequencia final, onde os dois jogam pôquer pela alma de Bobby é fenomenal.

YEE.tif3 – Dogma

Filme extremamente criticado pela Igreja Católica no mundo inteiro, esta produção de 1999 de Kevin Smith conta a história dos anjos Bartleby (Ben Affleck) e Loki (Matt Damon) que descobrem uma maneira de voltar para o Céu após terem sidos expulsos por Deus. Mas um grupo de pessoas escolhidas por Deus deve evitar que isso aconteça, senão o Universo pode acabar.

Este filme faz parte do universo criado por Kevin Smith que gira em torno dos personagens Jay (Jason Mewes) e Silente Bob (o próprio Kevin Smith), que aparecem nos filmes O Balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy, O Império do Besteirol Contra Ataca e O Balconista 2.

Deus aparece rapidamente no final do final, sendo interpretado pela cantora Alanis Morissette.

2 – O Todo PoderosoBruce Almighty

Comédia de 2003 estrelada por Jim Carrey, Morgan Freeman e Jennifer Aniston, conta a história do repórter Bruce Nolan (Carrey) que ganha os poderes de Deus (Freeman) por uma semana.

O que no começo era uma grande diversão acaba saindo do controle quando Nolan percebe o fardo que é proteger e cuidar da humanidade.

Uma excelente comédia de Carrey mas quem rouba a cena é Morgan Freeman interpretando Deus.

deus e brasileiro1 – Deus é Brasileiro

Produção nacional de 2003 estrelada por Antônio Fagundes, Wagner Moura, Paloma Duarte, Hugo Carvana e Stepan Nercessian.

Neste filme, Deus (Fagundes) decide tirar umas férias, mas para isso ele vai ao Brasil procurar uma pessoa que possa ficar em seu lugar. E durante suas viagens pelo Sertão, Ele e Taoca (Moura) buscam a pessoa ideal para ficar em Seu lugar.

Se Deus é brasileiro, nada melhor do que um ator do calibre de Antônio Fagundes para representa-lo. Filme obrigatório para os fãs do cinema nacional.

@guimaraesedu

195- Ele não está tão a fim de você

195- Ele não está tão a fim de você

Esse é o filme em que eu vi Bradley Cooper pela primeira vez. Eu o adoro. Já disse aqui e repito que Bradley fez uma das melhores performances em O lado bom da vida, filme que super recomendo.

O filme é bobinho,baseado em um livro de autoajuda escrito pelos roteiristas de Sex and the City. Mas para uma tarde de domingo, vale a pena.

Para apreciar Bradley sem barba também vale.

Não é todo dia que uma Anna é vivida por Scarlet Johanson.

Ao mesmo tempo,uma mocinha romântica tenta encontrar o homem dos sonhos e acaba percebendo que a felicidade mora ao lado.

Se estiver de bobeira no saguão do aeroporto e se seu voo for longo, vale ler o livro e anotar as dicas que os escritores dão sobre a arte da conquista.

Sinopse: Gigi (Ginnifer Goodwin) é uma romântica incurável, que um dia resolve sair com Conor (Kevin Connolly). Ela espera que ele ligue no dia seguinte, o que não acontece. Gigi resolve ir até o bar onde se conheceram, na esperança de reencontrá-lo. Lá ela conhece Alex (Justin Long), amigo de Conor. Ele tem uma visão bastante realista sobre os relacionamentos amorosos e tenta apresentá-la a Gigi, através de seu ponto de vista masculino. Por sua vez Conor é apaixonado por Anna (Scalett Johansson), uma cantora que o trata apenas como amigo e que se interessa por Ben (Bradley Cooper), casado com Janine (Jennifer Connelly). O casamento deles está em crise, o que não impede que Janine dê conselhos amorosos a Gigi, com quem trabalha. Outra colega de serviço é Beth (Jennifer Aniston), que namora Neil (Ben Affleck) há 7 anos e sonha em um dia se casar, apesar dele ser contrário à idéia.