Poltrona Geek de Férias

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Aviso aos blogueiros e navegantes: a Coluna Poltrona Geek, de Thiago Simão, está de Férias e volta a circular normalmente após o Carnaval!

Bilheterias no Brasil 2016

Bilheterias no Brasil 2016

Saiu a lista dos 5 filmes mais assistidos até o momento em 2016.

Um filme brasileiro lidera a tabela.

1°: “Os dez mandamentos  – O filme”

2°: “A 5° onda”

3°: “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o filme”

4°: “Caçadores de emoção. Além do limite”

5°: “Pai em dose dupla”

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Por: Vitor Arouca

Você já ouviu falar de Mashup?

Você já ouviu falar de Mashup?

O mashup é um termo que está na moda. Ele surge na música, onde vários artistas aproveitam ritmos diferentes, os misturam, e daí nasce o mashup, que significa mistura em português.

Na literatura, esse conceito também vem sendo explorado, misturando frases e personagens de livros clássicos de domínio público a histórias mais contemporâneas, de vampiros, zumbis, mutantes e bruxas, na maioria das vezes. Esses são os chamados mashups literários, ou mashup novel, um novo gênero que está ganhando cada vez mais força no Brasil.

Um dos grande movimentos deste novo gênero será retratado no cinema. Sim!!! Orgulho e Preconceito e Zumbis, filme baseado na obra de Seth Grahame-Smith  que chegou ao Brasil pela editora Intrínseca.

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  • Clique nesta imagem e assista ao trailer do filme no youtube

Uma das finalidades é introduzir a literatura mais clássica aos novos leitores, incentivando os jovens a conhecerem também os grandes nomes da literatura como Jane Austen, Machado de Assis, Bernardo Guimarães e José de Alencar, por exemplo.

Na maioria dos livros de mashup, os autores contemporâneos utilizam frases inteiras do livro original, ou até fazem uma paráfrase. É muito interessante ler a obra clássica e, em seguida, ler o mashup, para identificar o quanto o “novo autor” usou dos grandes escritores.

Porém, a crítica literária não entende dessa forma. Para os críticos, os mashups apenas desvirtuam a obra original, acabando com a genialidade dos autores e, como resultado, fazendo uma história inferior comparativamente à primeira.

Um dos maiores sucessos dos mashups literários é Orgulho e Preconceito e Zumbis, do original de Jane Austen reescrito por Seth Grahame-Smith. O livro vendeu mais de um milhão de exemplares em 2009 e entrou para a lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times. Ao segundo romance de Austen, sobre preconceitos e falsas impressões, foram adicionados zumbis, artes marciais e muita ação. Esse ano, Seth lançou seu mais novo sucesso: Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros.

Já no Brasil, Machado de Assis é o autor mais concorrido para sofrer misturas literárias. Dom Casmurro ganhou uma nova versão do autor Lucio Manfredi, intitulada Dom Casmurro e os Discos Voadores. A história adiciona discos voadores, é claro, à obra de Machado. Os olhos de ressaca de Capitu agora têm outro significado, e alienígenas e andróides estão disfarçados entre os personagens da história de Dom Casmurro. O leitor descobre ao longo da trama quem é quem de verdade.

Além dessa, Machado também recebeu uma versão para O Alienista, feita por Natalia Klein, intitulada O Alienista Caçador de Mutantes. O conto original, repleto de tiradas humorísticas e críticas políticas de Machado de Assis, ganha um pouco mais de aventura quando uma nave espacial cai em Itaguaí e uma névoa causa transformações alienígenas nas pessoas. O médico Simão Bacamarte então é escolhido pelo povo para tratar desses mutantes e recebe a alcunha de Alienista, uma mistura de Alien e especialista. Na realidade, o termo alienista significa “especialista em alienação”, como eram chamadas as doenças psíquicas àquela época. A nova versão parece ser bastante engraçada.

A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães também ganhou retoques vampirescos em Escrava Isaura e o Vampiro, de Jeovane Nunes. Senhora, livro sobre a poderosa personagem de José de Alencar, acabou virando uma bruxa, literalmente, no livro Senhora, A Bruxa de Angélica Lopes. Muitos outros mashups literários ainda estão surgindo e, por mais que os críticos digam que não, toda maneira de ler vale a pena, mesmo sendo um remake contemporâneo dos livros mais clássicos.

Você já leu algum livro mashup?

Fonte: http://blog.estantevirtual.com.br/2011/05/16/mashups-literarios-os-djs-dos-livros/
Literacine: O adeus a Ettore Scola

Literacine: O adeus a Ettore Scola

Olá queridos, que possamos este ano desbravar as novas fronteiras do cinema e da literatura com muito amor . Estava com saudades de vocês.

O mês de Janeiro foi repleto de perdas para o mundo das artes , sabemos que o ciclo da vida é assim. O que nos resta é seguirmos o rumo espelhados nestes exemplos de ética e criatividade.

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Neste último dia 19 de Janeiro 2016 o cinema perdeu um grande diretor! Ettore Scola De acordo com informações, estava em coma desde o domingo no setor de cardiologia do hospital Policlino, em Roma.

Entre muitos de seus trabalhos, dirigiu atores de grande destaque como Marcello Mastroianni, Sophia Loren, Vittorio Gassman e Nino Manfredi.

Foram cinco décadas de atividades incansável em favor da 7ª Arte. Ettore Scola foi um dos cineastas mais importantes da Itália. Entre vários outros prêmios, ele ganhou duas vezes a Palma de Ouro em Cannes, por “Feios, sujos e malvados” (1976) e “A família” (1987).

Outros filmes entre os mais conhecidos de Ettore Scola são “Aquele que sabe viver” (1962), “Um dia muito especial” (1977) e “O Jantar” (1998). O mais recente havia sido “Que estranho chamar-se Federico”, de 2013, sobre o colega Federico Fellini.

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Nos últimos anos de vida deixou de fazer filmes de ficção, tendo passado a colaborar em documentários coletivos com evidente posicionamento político, como “Um outro mundo é possível”, sobre o G8 em Génova, e “Cartas da Palestina”, sobre o conflito nos territórios ocupados.

 

 

 

Vai que dá Certo 2

Vai que dá Certo 2

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

164442_000_pSessão de Matinê: “Vai que dá Certo 2”

Ir ao cinema e ser barrado por ainda não ter alcançado a maior-idade: acontece. Os planos de assistir “Os Oito Odiados”, o oitavo filme de Quentin Tarantino, foram por água abaixo com a classificação indicativa de 18 anos. O horário não favorecia, a lista de filmes não era tão boa, então restou trocar o ingresso por (mais) uma sequência de comédia nacional: “Vai que dá Certo 2” foi o plano B, continuação de um filme que, ao menos na primeira parte, mostrou que vive justamente de… planos B.

O sucesso alcançado por uma comédia engraçadíssima de adultos-crianções foi muito grande com o primeiro filme, então revivê-lo parecia uma boa opção. Infelizmente, a alma de “Vai que dá Certo” não se manteve a mesma, e o diretor Maurício Frias, ao tentar elaborar o enredo, acabou escorregando.

No longa, Rodrigo (Danton Mello) se casa com Jaqueline (Natália Lage), mas acaba tendo de abrigar seu primo Danilo (Lúcio Mauro Filho), perseguido por seu ex-chefe Elói (Vladimir Brichta) por possuir um vídeo secreto deste, que está para se casar, por interesses, com uma idosa milionária, e precisa evitar que chegue a ela o DVD. Daí parte a confusão.

Não é sequer possível descrever bem a trama, tamanhas as alterações dos planos, as mudanças do enredo, o foco em cada personagem. Há uma disparidade enorme entre tudo, e a comédia, afinal, só fica por conta dos divertidos adultos imaturos Tonico, interpretado por Felipe Abib, e especialmente Amaral (Fábio Porchat). Lúcio Mauro, o vô Altamiro, também faz participações engraçadas, assim como Lúcio Mauro Filho – este, aquém do primeiro filme.

É notável a ausência do genial Gregorio Duvivier, que não reencarnou Vaguinho nesta sequência. Sua personagem (que ganhou muito dinheiro como laranja do político Paulo Pedreira, conhecido em “Vai que dá Certo”, e foi para a Argentina) dava um divertido toque nerd ao lado de Tonico, que agora, apesar de participar mais, fica um pouco perdido.

Na trupe de loucos, Danton Mello parece ser a ovelha negra. É o consciente, que age como se estivesse numa série dramática. Já Vladimir Brichta, que parecia ser importante no enredo, pouco aparece – quando o faz, surge como um gângster. Os policiais corruptos Cid e Da Silva são outros pontos díspares, além de, num momento complicado em discussões sociais, machismos surgirem quanto às personagens femininas – Jaqueline e Simone (Verônica Debom). Ponto importante que muitas críticas especializadas mencionaram.

Ao contrário do primeiro filme, simples, muito engraçado e acima da média, “Vai que dá Certo 2” não atende as expectativas. Provoca risos, tem humor, mas não chega nem perto do primeiro, que tem cenas de gargalhar, como a do falso-sequestro de Danilo – e são inevitáveis as comparações, dada a qualidade do anterior. Ao tentar incrementar a película, adicionando situações que fogem do padrão inicial da história, os produtores erram, confundem o espectador e acabam com a alma, a tendência da série, gerando um filme nada além de mediano.

Nota: 2,5/5

Sinopse:
Depois de quase ficarem ricos com um plano quase perfeito e genial, Amaral, Rodrigo e Tonico estão precisando de grana mais do que nunca. A crise aumenta ainda mais quando Jaqueline aceita casar com um deles. Quando um DVD com cenas comprometedoras cai nas mãos de Danilo, surge a grande chance de virar o jogo. O sonho de faturarem uma bolada tem apenas alguns obstáculos: um malandro capaz de tudo pra se dar bem, uma prima periguete e perigosa e dois policiais nada federais. Agora é só seguir o plano cuidadosamente improvisado por eles, que dessa vez não tem como dar errado!