Rodrigo Santoro pode ser Senna no cinema

Rodrigo Santoro pode ser Senna no cinema

Depois de brilhar como Heleno, Rodrigo Santoro pode fazer Ayrton Senna no cinema. Excelente escolha! Rodrigo é ótimo ator.

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

O QUE PODEMOS ESPERAR DO NOVO BOURNE?

Imaginem o seguinte cenário: você tem uma franquia de sucesso, com um personagem forte interpretado por um ator carismático. E após três filmes, surge a ideia de se fazer um quarto, sem o personagem forte e o ator carismático.

Parece meio burrice. Mas não foi o que os produtores dos filmes de Jason Bourne pensaram. E posso dizer sem a menor sombra de duvida: eles não tomaram a decisão errada.

Pensem comigo: os três primeiros filmes da trilogia Bourne foram um sucesso de público e critica. Matt Damon parece ter nascido para o papel, o do militar David Webb, que é recrutado pela CIA para o programa Treadstone, que consistia em submeter agentes a um processo de lavagem cerebral, tornando-os assassinos perfeitos. Mas como é mostrado nos filmes, Bourne não é o único assassino no programa. Tanto que no primeiro filme, é mostrado com destaque um agente codinome o Professor, interpretado por Clive Owen.

E além de Bourne, o Professor também reclama do programa e do tratamento, é possível concluir que em outros agentes o processo também pode ter dado errado.

Lógico que quando surgiram às primeiras as noticias de O Legado Bourne, afirmando que Damon não iria participar, eu me preocupei. Mas conforme foram surgindo mais detalhes do roteiro, eu comecei a dar crédito para o roteiro.

A direção do filme ficou por conta de Tony Gilroy, responsável pelo roteiro dos outros filmes da franquia Bourne. E o roteiro é assinado por ele e por seu irmão, Dan Gilroy. Isso me deixou mais tranquilo, afinal ele é com certeza, uma das pessoas que melhor conhece o personagem e conhece o universo que envolve Jason Bourne.

Tanto que vários personagens dos primeiros filmes estão de volta, como a diretora da CIA Pamela Landy (Joan Allen), o ex-chefe de operações da CIA Noah Vosen (David Strathairn) e o médico responsável pelo programa Treadstone Albert Hirsch (Albert Finney). E lógico que temos novos personagens, como Byer (Edward Norton) e Stephanie Snyder (Rachel Weisz).

Mas a melhor escolha eu acho que ficou para o protagonista: no lugar de Matt Damon interpretando Jason Bourne, temos Jeremy Renner como Aaron Cross/Kenneth Gidson.

O atual Gavião Arqueiro do filme Os Vingadores parece cair muito bem para o papel de um assassino treinado pela CIA.

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Outro detalhe que vale destaque é que de maneira nenhuma o personagem de Bourne foi descartado. Pelo contrário: no trailer, o nome dele é citado. Então podemos concluir que a história gira em torno de tudo o que aconteceu nos filmes anteriores. E não me surpreenderia se o próximo filme, Matt Damon não aparecer. Nem que seja somente para fazer uma ponta.

Admito que estou ansioso pela chegada do filme. O que, infelizmente, ainda vai demorar um pouco.

Mas estou esperançoso. E acho que tem tudo para ser um grande filme.

O Legado Bourne tem data de estreia prevista para 3 de agosto nos Estados Unidos e 24 de agosto no Brasil.

123- Vicky Cristina Barcelona

123- Vicky Cristina Barcelona

Para quem ama a Espanha, como eu, é um prato cheio. As cenas de Barcelona são belíssimas. E o filme ainda conta com Javier Bardem, marido de Penélope Cruz e que é um tremendo gato: maduro e sensível.

Amo Woody Allen e esse filme é simplesmente sublime: fala de casamento, amor, traição e amizade. Mas também da procura do eu e de sua identidade no mundo para captar o real sentido da vida.

Eu me identifico com a Vicky. Apesar de romântica, tenho pé no chão quando o assunto é amor.

O filme é uma delícia. Para ser degustado saborosamente. Mais um gol de placa do velho-novo Allen, que sempre se reinventa.

Vicky (Rebecca Hall) e Scarlett Johansson (Cristina) são amigas e passam férias em Barcelona. Vicky está noiva e é sensata nas questões do amor. Cristina é pura emoção e movida a paixão. Durante uma exposição de arte, as duas se encantam pelo pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida mais tarde, durante um jantar, para uma viagem. O que elas não sabiam é que o galante sedutor mantém um relacionamento problemático com sua ex esposa Maria Elena (Penélope Cruz). E as coisas ainda ficam  piores porque as duas, cada uma de sua forma, se interessam por ele, dando início a um complicado “quadrado” amoroso.

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

EU QUERO O JAMES BOND DE VOLTA

Eu não gosto do James Bond atual.

Não tenho nada contra o ator Daniel Craig. Pelo contrário, acho que ele é um excelente ator.

Destaco sua atuação em Munique (Munich, de 2005, direção de Steven Spielberg, com Eric Bana e Geoffrey Rush), onde ele interpreta Steve, um dos agentes do Mossad responsável por caçar e matar os membros do Setembro Negro, grupo terrorista palestino responsável pelo assassinato dos atletas israelenses durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

Naquele papel, como um assassino frio e calculista, ele está excelente. Mas ele não pode ser James Bond.

Digo isso pelo seguinte: para um ator ser o 007 ele precisa ter uma elegância e um charme natural. E ao mesmo tempo passar o ar de profissionalismo que você espera de um homem que tem licença para matar.

Daniel Craig não tem isso. Ele mais parece um leão de chácara do que um agente secreto.

Sem contar que comparar os atores que interpretaram James Bond antes dele é sacanagem. Sean Connery, Roger Moore e Pierce Brosnan nasceram para usar o terno de 007. Elegantes, finos, sensuais e ao mesmo tempo, com a frieza necessária para fazer o que for necessário.

Infelizmente Craig não passa isso. Como falei, ele não consegue ter o carisma que os outros atores tem.

Sem contar que a ideia dos produtores de tornar o personagem mais “real” eu achei um tiro no pé.

Quando alguém pensa em 007, logo imagina um relógio com laser, um carro que anda embaixo da água, um cinto com corda de alpinismo ou alguma outra bugiganga tecnológica que somente o maior espião do cinema pode ter.

Mas desde 007 – Cassino Royale (Casino Royale, de 2006, direção de Martin Campbell, com Eva Green e Judi Dench), Bond não tem mais seus brinquedos. Conta apenas com sua Walter PP9.

Como falei, não consegui aceitar este Craig como 007, apesar de a bilheteria de seus filmes serem excelente.

Eu ainda sonho com o dia em que Pierce Brosnan irá voltar ao papel. Parece que ele nasceu para dizer a frase “meu nome é Bond, James Bond”.

Ele tem o carisma e a elegância que o personagem exige. Mesmo matando um homem a sangue frio, como em 007 – O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies, de 1997, direção de Roger Spottiswoode, com Jonathan Pryce, Judi Dench, Michelle Yeoh e Teri Hatcher) Brosnan nunca perde o estilo. Ao contrário de Craig, como na cena da escada do hotel no Cassino Royale, quando ele parece mais um figurante de filme de artes marciais do que James Bond.

Vamos ver se o terceiro filme estrelado por Daniel Craig consegue me fazer mudar de ideia. Porque os dois primeiros não conseguiram.

121- O jardineiro fiel

121- O jardineiro fiel

Essa obra-prima de Fernando Meirelles éum thriller de suspense médico-farmacêutico. A trama é bem bolada, te segura até o final e Rachel Weiz ganhou o Oscar de Melhor AtrizCoadjuvante por estefilme.

E as paisagens do Quênia são qualquer nota.

Se todos amassem uma mulher como Quayle, o mundo seria totalmente diferente!Super recomendo!

Fernando Meirelles éumdos meus cineastas prediletos.Considero estefilme melhor que Cidade de Deus.

Confiram!

Esse filme é especial para mim e sempre será. Assisti em 2005.

Sinopse: Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.