Poltrona Séries: Você-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Você-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Sabe quando temos a impressão que uma série já contou tudo o que poderia já em sua primeira temporada e poderia parar por ali mesmo? ‘Você’ (You) nos apresentou a Joe Goldberg (Penn Badgley), um homem sedutor, calculista e psicopata. O stalker fez uma vítima e o episódio final foi altamente tenso, traumático para alguns. Apresentar o mundo real e um paralelo sob a ótica do protagonista foi deveras envolvente, mas eis que surgiu um gancho para uma continuação e a segunda temporada chegou com potencial para causar frisson, mesmo nos que não acompanharam os primeiros episódios.

Na segunda temporada do serviço de streaming Netflix, Joe alterar seu nome para Will e vai para Los Angeles para começar uma nova vida e fugir de Candace (Ambyr Childers), com quem teve um relacionamento conturbado. Após ser contratado para trabalhar na loja de conveniências Anavrin (anagrama de Nirvana), ele conhece uma nova “presa”, mas ele sente por Love (Victoria Pedretti) o que ainda não tinha conseguido por ninguém e se vê cercado pelo amor e a obsessão.  Durante os dez episódios, você vai se deparar com uma série de eventos insanos, novos planos do perturbado protagonista e personagens coadjuvantes ganhando mais espaço e mexendo com a trama.

Mas o que a segunda temporada tem de diferente da primeira? O uso de flashbacks não se restringe ao personagem central, os secundários também possuem e os eventos passando dizem muito sobre cada um deles, principalmente sobre suas personalidades e motivações. Por que Joe é tão perturbado e tomado por uma espécie de síndrome de perseguição? Por que Love não teme Joe como os demais personagens? Por que Forty (James Scully) aparenta ser tão frágil e vê Joe como um irmão? Essas dúvidas são aos poucos esclarecidas e a construção narrativa se mostra sólida, enquanto Joe na primeira temporada persegue, ele se vê acuado nessa nova história e encontra dificuldades para achar soluções.

Se a trajetória de Joe já era envolvente e bastante sombria, com suas narrações durante os episódios e citações de ‘Crime e Castigo’, de Fiodor Dostoiewiski, você se espantará com a abordagem sobre Love e sua família, os Quinn, bastante influentes sobre Los Angeles. Eles costumam dar as cartas e manter o cerco sobre diversas pessoas, e o envolvimento de Joe com o clã é outro atrativo da temporada, pois vai gerar consequências ainda mais sérias e mexer com o destino de Delila (Carmela Zumbado), a administradora do prédio onde Joe mora, e Ellie (Jenna Ortega), sua irmã mais nova. Os arcos que envolvem ambas se entrelaçam com todos os personagens e ainda proporciona uma enorme consternação no último episódio, sem esquecer de uma mulher misteriosa que deverá ter sua identidade revelada na terceira temporada, já anunciada.

As atuações nesta temporada são mais incisivas, Penn Badgley mostra muito bem as multifacetas de Joe e consegue também despertar empatia no espectador a ponto de fazê-lo torcer para que seu romance com Love dê certo. As atitudes do protagonista, embora explicadas no decorrer da trama, passam longe de uma possível redenção, mas evitam que a série caia na mesmice, apresentando grandes reviravoltas e outros personagens dotados de problemas tão graves como os de Joe. O elenco secundário dá um excelente suporte e proporciona ao público importantes questionamentos sobre personalidade e escolhas, que são reforçadas por Joe na reta final. Um estudo bem aprofundado e complexo é oferecido a quem acompanham a série desde o início e se mostrar importante e necessário para compreendermos alguns fenômenos e distúrbios e nossa sociedade, como a dificuldade de pessoas se relacionarem com outras e a glamourização do sociopata, que se vê na segunda metade da história.

Um universo perturbador, com um stalker e sociopata cada vez engajado em suas pretensões, mas ainda vulnerável no que toca ao seu passado, com revelações sobre sua infância e o tratamento que tinha dos pais. A próxima temporada de ‘Você tem potencial revelar novos segredos sombrios e outros planos de Joe no que concerne à paternidade. Uma produção impactante, envolvente e com histórias bem interligadas e com capacidade para mexer com os nervos de um púbçico ainda maior e sedento por tramas com muito mistério, segredos e personagens de personalidade controversas. ‘Você’ tem alcançado seus objetivos e com grande potencial de oferecer muito mais na próxima temporada, com Joe tendo enfrentando transformações profundas e pronto para novas experiências, sombrias ou não. A conferir.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Mandou Bem-Natal e Ano Novo-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Mandou Bem-Natal e Ano Novo-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

A Internet como forte concorrente da televisão já é uma realidade, tendo em vista as várias opções de entretenimento a seus usuários, com serviços de streaming recheados de filmes e séries. E a onda dos reality shows ainda segue a todo vapor, principalmente na TV aberta, que conta com uma boa audiência, mas com números menores que os alcançados no início do século XXI. Apostando nos realities, a Netflix traz uma série com a essência do Masterchef, da Band, e exibe ao público seis novos episódios de uma produção que já havia feito sucesso e proporcionado muita diversão, trata-se de ‘Mandou Bem-Natal e Ano Novo’ (Nailed It!), em sua segunda temporada.

Com seis episódios de trinta minutos, somos apresentados a três confeiteiros amadores que tentam reproduzir pratos deliciosos com temáticas especiais de Natal e Ano Novo, com um prêmio de dez mil dólares para o ganhador. O júri é composto pela comediante Nicole Byer, o chef francês Jacques Torres e um convidado especial a cada episódio.  São duas rodadas, na primeira o vencedor ganha um prêmio e o gorro de confeiteiro dourado, na segunda e derradeira, o grande prêmio. O desafio está não em fazer o melhor prato, mas em cada um superar seus limites e mostrar a si mesmo que pode fazer coisas deliosas.

A primeira grande graça da produçãoestá na série de brincadeiras que os jurados fazem para deixar os convidados bem à vontade e quebrar o clima tenso de competição. Tiradas de sarro como “espero que você não nos mate com seu prato’ e ‘se esse fosse meu último dia de vida e fosse minha última refeição, eu creio que provaria’ são alguns chamarizes, sem contar as provas pelas quais os confeiteiros passam e o que eles fazem para ganhar pontos com o júri. Nicole Byer não deixa a peteca cair e consegue ao longo dos episódios manter o espírito alegre e contagiante do programa, que busca mostrar não o melhor, mas o confeiteiro menos pior.

Os participantes são das mais variadas profissões, raças e etnias. Os judeus, que não celebram o Natal, mas possuem o Hanukkah, celebração também conhecida como Festa das Luzes’, também ganham espaço e três participantes da religião participam de um episódio e precisam fazer pratos com a temática judaica. Do lado do cristianismo, os pratos vão de estrelas, enfeites e a famosa figura do Papai Noel precisam ser confeccionadas e estarem em um bolo, ou algo parecido, tendo em vista que os confeiteiros não mostram grandes habilidades. A explicação do chef Jaques Torres de como os pratos devem ser feitos parece que tornam as coisas bem fáceis, mas é apenas impressão. Vemos confeiteiros atrapalhados, alguns nervosos, outros bem-humorados, e essa diversidade torna a série bem divertida e agradável de se acompanhar.

A escolha dos ingredientes, a preparação do creme de manteiga até a decoração do bolo nós acompanhamos em um ritmo bem suave, mas com o relógio na tela em alguns momentos. Procedimentos que são chave para uma receita sair bem-feita são seguidas por alguns praticantes, outros não, seja por descuido ou nervosismo, e acabam optando pela improvisação. E quem está em apuros pode se dar bem, o programa dá a opção para que ele aperte um botão pedindo tempo, e os outros dois adversários pagam prendas ou realizam provas engraçadas, como abrir caixas e usar objetos com alusão ao Natal ou Ano Novo, como cornetas ou línguas de sogra. Sem falar na guerra de bolas de neve no estúdio, que dão um ar cômico e especial, no clima das festas de fim de ano.

Quem acompanha ‘Mandou Bem’ se diverte, dá boas risadas e fica na torcida por um participante a cada episódio, cada um com seu objetivo traçado e um sonho a ser alcançado. Criativo e sem apelação, a série é uma boa opção de diversão para quem participou intensamente das festas de fim de ano e espera um ano cheio de luz, desejos e felicidade. Uma experiência válida e que vale a pena.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Uma das séries mais comentadas, premiadas e com superprodução de época está de volta. Após dois períodos iniciais bem-sucedidos, ‘The Crown’, criada por Peter Morgan, chega a sua terceira temporada e com elenco renovado. Composto por estrelas como Olivia Colman (A Favorita), Tobias Menzies (Outlander) e Helena Bonham-Carter (Oito Mulheres e um Segredo), a produção da Netflix tem o desafio de trazer ao público uma narrativa atraente, composta por histórias que se sustentem e personagens que consigam prender a atenção do espectador, apesar de trazer alguns fatos não tão conhecidos do público, com exceção da chegada do homem à Lua.

O casal real, agora vivido por Colman e Menzies, consegue imprimir carisma e trazer ao público conflitos psicológicos impactantes, com a primeira sentindo o peso da coroa e o impacto de seu reinado sobre os membros da Família Real, e o segundo, com crises existenciais e de inspiração, indo buscar motivação de todas as formas. Embates com o Primeiro-Ministro também ganham espaço, mas não são tão impactantes quanto os protagonizados por Winston Churchill (John Lithgow). Harold Wilson (Jason Watkins) já causa impacto no primeiro episódio, acusado de envolvimento com a antiga KGB e de ser um traidor da pátria, mas rapidamente consegue contornar o problema e desconfiança que pairam sobre sua reputação e consegue construir um forte laço de confiança com a rainha ao longo da trama.

A terceira temporada percorre o período entre 1964 e 1977, época de grandes transformações sociais e alguns fatos importantes. Dentre eles estão a a tragédia de Aberfan, de 1966, com o rompimento da barragem de uma mina de carvão que vitimou116 crianças e 28 adultos em uma escola numa pequena vila no País de Gales, uma greve de mineiros que afetam a produção de energia em toda a Inglaterra e a morte do Duque de Windsor, em 1972. São acontecimentos pouco comentados, mas não menos importantes para a Coroa Britânica e toda a humanidade, fatos que afetaram toda a realeza e a forma como todos os seus membros devem se portar perante a sociedade.

Não só a Rainha Elizabeth II e o Duque de Edimburgo dão as cartas nessa atual temporada, outros membros da Família Real também ganham destaque e conseguem se destacar durante os episódios, a começar pelo Príncipe Charles (Josh O’Connor). Ele vê sua família interferir em seu relacionamento com Camila Chad, que posteriormente se casou com o cavaleiro Parker Bowles. Além de se sentir pressionado, vive o dilema de ter pouco espaço e visibilidade perante a realeza e sente o peso da coroa, pois não sabe se terá a oportunidade de se tornar chefe de Estado algum dia. E a princesa Margaret (Bonham-Carter) é um show à parte, ela protagoniza momentos hilários diante dos norte-americanos numa tentativa de ajudar a Coroa Britânica a conseguir ajuda financeira do governo estadunidense em virtude da crise econômica que assolava o país, além dos entreveros com seu marido e da pouca visibilidade na Família Real e seu papel com pouco destaque. A todo custo, ela tenta encontrar oportunidades para brilhar, mesmo sabendo que não terá chance de alcançar o patamar ao qual sua irmã mais velha conseguiu.

Olivia Colman impressiona como a rainha Elizabeth II, mais por suas expressões faciais e corporais do que por suas palavras nos momentos que precisa gerenciar crises e mostrar que tem condições de segurar as rédeas e também de ocultar rachaduras na imagem de sua família para evitar que uma possível exposição possa fazer todos caírem. Sua escalação para fazer a protagonista foi uma aposta e que sem dúvida deu certo. O elenco secundário escolhido também apresentou resultados satisfatórios, embora com fatos pouco explorados pela História, mas que serviram para a Coroa Britânica ter aprendizados e encontrar fortalecimento.

Com uma produção pomposa, elenco eficiente e um roteiro que apresenta episódios interessantes e com potencial para serem bem trabalhados, ‘The Crown’ mostra porque é uma série que tem força e com bagagem para outras histórias e com espaço para outras figuras importantes, como Margaret Thatcher e Lady Di, que virão oportunamente. Uma série com todo charme, glamour e que reflete todas os desdobramentos e influências do poder da coroa sobre a Inglaterra e todo o Reino Unido. Sem dúvida uma temporada para ser lembrada por muito tempo.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: A Casa das Flores-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: A Casa das Flores-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Sabe aquela série que lembra os dramalhões que você acompanha nas novelas mexicanas? Existe uma produção mexicana da Netflix que é assim e chega a sua segunda temporada. ‘Casa das Flores’ investe no humor negro e em altas doses de ironia ao retratar uma família que enriqueceu com uma floricultura, que dá nome à série, e que passou a ter seus segredos revelados após um suicídio ocorrer no local. O maior nome do elenco é Veronica Castro, que não retornou para a nova sequência de nove episódios, e a solução dos produtores da série foi a de promover o falecimento de sua personagem.

O primeiro episódio da temporada começa com novo drama dos irmãos De La Mora, que ficaram sem a floricultura e sem dinheiro após Diego (Juan Medina), responsável pelas finanças, roubar a fortuna e entregá-la a “Los chiquis”, inimigos da família. Casa um vai para um lado tentar viver sua vida, mas Paulina (Cecicilia Suárez), Elena (Aislinn Derbez) e Julián (Dario Bernal) acabam por se juntar novamente para tentar retomar a floricultura e um cabaré vendido pelo pai, Ernesto (Arturo Ríos), resolver questões acerca do testamento da família e vingar a morte da mãe, que sequer foi filmada durante a produção dos episódios. E claro, vingança contra Diego.

Os nove episódios apresentam arcos interessantes, alguns desconectados de outros e apenas para preencher lacunas, como o de Ernesto, que vendeu o cabaré e entrou para uma seita misteriosa e de práticas questionáveis, e Micaela (Alexa de Landa), que se prepara para tentar ganhar um concurso de talentos, primeiro com números de mágica, e depois como cantora. Já os problemas de Paulin, Elena e Julián movimentam a trama, sempre conectados e com muito sarcasmo. De quebra, vemos durante os episódios muitas piadas com o sotaque espanhol, ouvimos bastante reggaeton e nos deparamos com cenários bregas, típicos das novelas mexicanas.

Dentre todos os personagens, Paulina é a que se sobressai em relação aos demais, seja pela sua voz diferente e pronúncia, como por suas atitudes, pois ela toma a frente de tudo e mais se preocupa com o bem-estar dos irmãos e demais familiares do que consigo mesma. Todos os planos para reerguer a família passam por suas decisões, desde a readmissão de antigas funcionárias do cabaré a contratação de acompanhantes para um negócio paralelo. Elena também não fica muito atrás, mas mais se destaca pelas polêmicas nas quais se insere, como a se envolver em um caso amoroso com um padre e por ser nitidamente ninfomaníaca. Já Julián mantém um relacionamento de fachada, mas logo de cara é revelados eu segredo, não aceito por todos.

A imprevisibilidade e a diversidade são as principais características dessa série, principalmente na atual temporada, cada episódio possui uma surpresa, várias situações absurdas e bizarrices aparecem, além dos comuns dramalhões, críticas sociais e também questões do universo LGBT. Uma personagem trans entra durante a trama, movimentando-a ainda mais na questão da recuperação do cabaré inicialmente montado por Ernesto para sua falecida amante. De quebra, vemos referências e homenagens ao diretor espanhol Pedro Almodóvar, como a presença de trans e drags, cenários coloridos e situações regadas com muito humor e ironia.

‘A Casa das Flores’ oferece personagens cativantes, situações cômicas e os populares ingredientes de uma produção mexicana, com dramalhões, família desajustada e muito sentimentalismo. O diretor Manolo Caro tem méritos e mostra que o México vai muito além de suas novelas e que a série não foi apenas para satirizar tudo o que é mostrado na televisão. Essa série não só entretem, mas tem também muito a dizer.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Stranger Things-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Stranger Things-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

A série oitentista da Netflix mais aclamada do público voltou a todo vapor. Após uma primeira temporada incrível e uma segunda que dividiu opiniões, ‘Stranger Things’ tem oito novos episódios de tirar o fôlego. As referências aos anos 80 continuam, com toque que só os irmãos Matt e Ross Duffer saber fazer, além de uma trama consistente e com personagens vibrantes e peculiares.

Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Lucas (Caleb McLaughlin), Max (Sadie Sink) e Eleven (Millie Bobby Brown) estão de volta, mas agora em fase pré-adolescente, com os meninos se preocupando com questões mais complexas, como namoros, além das dificuldades que todo jovem enfrenta em sua faixa etária. Apenas Will é o ponto fora da curva, que deseja ainda fazer coisas de criança, pois ficou bastante traumatizado pelo tempo que ficou preso no Mundo Invertido. E por falar nisso, esse universo volta à pauta e com grande holofote para o sombrio Devorador de Mentes, uma criatura que promete aterrorizar todos e buscar um novo hospedeiro.

Outro grupo também ganha destaque, formado por Steve (Joe Keery), Dustin (Gaten Matarazzo), Robin (Maya Hawke) e Erica (Priah Ferguson). Os dois primeiros, que já tinham uma forte amizade, mantém a cumplicidade, as demais não ficam atrás, cada uma possui uma habilidade especial e elas vão se juntar aos dois garotos para interceptar as comunicações do Exército Comunista, desvendar seus planos e elaborar estratégias para detê-los. O trunfo da série é o de inserir personagens que somem e sejam relevantes para o desenrolar do arco da temporada, e é o que ocorre nessa terceira parte de Stranger Things, com gratas surpresas. E não podemos esquecer das tramas paralelas que envolvem o delegado Hopper (David Harbour), Joyce (Winona Ryder), Nancy (Natalia Dyer) e Jonathan (Charlie Heaton).

As forças da terceira temporada da série estão no elenco afiado, as tramas paralelas bem construídas e entrelaçadas e os belos efeitos visuais. O universo se mostra ainda mais sombrio e perigoso e ele prepara terreno para o que possa vir a ocorrer na próxima temporada ou até mesmo no fechamento da série. Algumas situações estranhas deixam dúvidas e elas podem vir a ser respondidas na nova leva de episódios. O conceito de Mundo Invertido e os ingredientes utilizados pelos irmãos Duffer são tão vastos que é possível dar um pouco mais de vida útil à série, que chegou e conquistou de vez o público fã de ficção científica e os saudosistas dos anos 80.

Quem ainda não viu, deve ver a terceira temporada de ‘Stranger Things’. Onze continua a ser uma das estrelas, mas seus poderes não são o foco dessa nova etapa, embora eles vão ser necessários e imprescindíveis nos novos episódios e quem não teve tanto destaque ganha importância nessa nova fase. Corra, não deixe de assistir, será uma grata surpresa para quem já viu as temporadas anteriores, mas quem não viu vai sentir vontade de ver o que não teve oportunidade.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota